segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Escola sem partido; escola sem construtivismo.

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Quando o movimento escola sem partido ganhou visibilidade a realidade terrível das salas de aula brasileiras veio à superfície, o uso da escola como campo de ideologização dos alunos em detrimento à cultura do conhecimento. O que parecia birra de um ou outro aluno em relação à ideologia violenta de seus professores, com a comunicação global e livre na internet mostrou-se mais que um caso particular, mas um método, um plano engendrado para encucar nos alunos a ideologia da esquerda sem que os mesmos se apercebam que estão sendo doutrinados; os alunos mais espertos que ousam discordar em sala desta visão absolutista sofrem toda forma de violência cruel e covarde para que sucumbam diante da ideologia do grupo.

Mais que a violência da partidarização antiética dos professores, há uma muito pior, terrível, que destrói em profundidade toda a capacidade intelectual dos brasileiros. Quando você se depara com um aluno de oito anos que não sabe ler esta é a cicatriz desta chaga, quando um homem adulto saí ainda semi-analfabeto do ensino superior este é um efeito da mutilação que sofreu ainda jovem, inocente, não podia reagir à violência que lhe foi imposta, sofreu calado, sendo excluído da herança intelectual da humanidade que está nos livros, e tudo em nome de uma ideologia mesquinha que precisa de gente ignorante e estúpida para não ver os absurdos monstruosos de seus dogmas. O tal construtivismo é esta ideologia que impõe-se sobre as crianças, uma ideologia feita para sabotar o desenvolvimento da inteligência. Mais que tirar a ideologização partidária, é necessário acabar com a ideologia educacional que sabota de maneira sorrateira todo o futuro intelectual do estudante, este é o principal motivo de termos baixíssimo número de leitores, o aluno assaltado pelo construtivismo nem sequer aprende a ler, qual melhor idiota para a ideologização futura?

Para que a doutrinação ideológica seja bem sucedida é necessária obediência absoluta, o aluno deve ouvir calado e aceitar, não pode existir contestação, mesmo que o aluno não aceite a doutrinação é imperioso que não se manifeste, não confronte os doutrinadores para que o processo tenha sucesso, é por isso que os alunos que discordam ao verbalizarem sua contestação, ao confrontarem idéias, são calados de forma violenta e rápida, são uma ameaça. O aluno que discorda e não se manifesta segue o “script”, ele pode achar que está enganando professores e doutrinadores ao esconder sua real convicção e escrever no ENEM o que acha que dará mais nota, não o que realmente acredita, mas é esta uma parte do estratagema, criar confusão para os que contestam a ideologia e assim se mantenham calados, desta maneira discordantes tem caçado seu direito à livre expressão, não apresentam ameaça, não são capazes de manifestar a contradição da ideologia, é uma censura auto-imposta, em conseqüência a ideologia dominante segue falando absurdos sem contestação.

Não importa quão fortes sejam os argumentos contra a doutrina, eles não fazem efeito se não forem verbalizados, e esta é uma estratégia, pois a ideologia é tão fraca que não resiste à menor contestação. Durante o período de caça aos comunistas proibiu-se de ler Marx, foi um grande erro, pois só engrandeceu a ignorância, é preciso ler, entender e confrontar suas hipóteses ridículas, o desconhecimento só favorece a ideologização ignorante. Os idiotas falam com a maior leveza que desejam um mundo mais igualitário, sem se tocarem que isso é uma das coisas mais monstruosas, faz parte da natureza humana sua diferença, está nos genes, na face e no comportamento de cada indivíduo; querer que todos sejam iguais é destruir a essência do que é o ser humano. Marx ao achar que todos são iguais e forçar que sejam cunha uma ideologia estúpida e monstruosa. Outro ponto nefasto da ideologia marxista é a partidarização do indivíduo que deve pertencer a algum tipo de grupo, e estes grupos estarão permanentemente em conflito, o primeiro deles é burguesia versus proletariado, opressores versus oprimidos, o indivíduo não existe, ele é sempre parte de um destes grupos, sempre partidário de uma facção, é a melhor maneira de gerar conflitos de grande escala, raiz das guerras; mas se antes da ideologia comunista os mandantes de guerras eram os que tinham poder real, agora os “intelectuais” de esquerda podem ascender ao poder para causar à humanidade o mesmo flagelo. Com o confronto advindo da partidarizacão do indivíduo os esquerdistas ganham poder usurpando a voz do indivíduo em nome dos grupos. Se um rei tinha que pagar seus exércitos, o ideologista os tem de graça, tudo que querem é poder, e o indivíduo de pensamento independente não franqueia o seu poder a ninguém, é preciso o ignorante para que a ideologia funcione.

Vocês conseguem perceber o quão primárias são as teses da ideologia de esquerda? É necessário muito pouco pensamento para destruí-las e desnudar suas intenções e conseqüências monstruosas, por isso que o debate não pode existir, pois as teses são demasiado frágeis e precisam ser protegidas do confronto franco e direto, qualquer contestação lógica as destrói inexoravelmente.

Eu peço encarecidamente que não acreditem em mim e leiam por si mesmos “O Capital” de Karl Marx, a linguagem é convoluta, e isso é de propósito, para enganar o leitor, a boa escrita é direta e franca realizando o encadeamento lógico entre suas proposições, uma coisa leva a outra, quando Marx escreve não há este encadeamento e você precisa ficar atento quando coisas que não tem nada em comum são colocadas como conseqüência uma da outra, pode ser um exercício difícil no começo, mas garanto que será uma habilidade que levará para o resto da vida, se conseguir perceber bem esta estrutura de enganação nos textos de Marx e quiser aperfeiçoar sua habilidade leia Freud da mesma maneira, e depois, quando tiver mais prática leia Hegel. Aí você será um leitor quase impossível de ser enganado.

Antes de entrar no construtivismo e toda ideologia educacional preciso desmascarar mais um truque muito comum usado pela esquerda que é o chamado pensamento crítico: todo professor de esquerda diz que estimula em seus alunos o pensamento crítico, e dizem que contesta-los é querer calar o pensamento crítico, mas o que a esquerda chama de pensamento crítico ou crítica marxista não tem nada de crítica, é apenas um pensamento ideológico e doutrinário. Em tempos passados a igreja usou os textos creditados a Aristóteles em um compêndio chamado de Organon para determinar práticas de investigação da natureza, mas todas as descobertas eram direcionadas para descobrir a qual ordem angélica pertencia um fenômeno, de modo que tudo era conformado ao dogma, mas o dogma em si nunca poderia ser questionado pois era a verdade absoluta. A crítica marxista funciona do mesmo jeito, tudo é classificado entre opressores e oprimidos, mas esta classificação nunca é questionada, não há crítica verdadeira, é apenas um exercício de encaixar fatos à ideologia, a ideologia nunca é contestada. Para vocês verem: a técnica da igreja para não ter seu dogma contestado é a mesma do marxismo para não ter sua ideologia contestada e desmascarada, para o marxista a dualidade opressores e oprimidos é uma verdade inquestionável, e isso dificilmente pode ser qualificado como um pensamento crítico, mas a uma imposição ideológica.

Outra mentira deslavada é que o marxismo é científico, chamado também de materialismo científico, outra grande enganação, não há nada de científico no marxismo como não há nada de crítica na crítica marxista. O conhecimento científico tem base objetiva e hoje tem uma metodologia bastante praticada, nada disto há nas ciências sociais ou no materialismo científico, ambos não são ciência, apenas ideologia que tenta disfarçar-se de ciência. Tudo isso apenas para esconder a fragilidade da ideologia frente a qualquer debate objetivo. O estudante um pouco mais curioso ao deparar-se com estas verdades fica furioso com seus professores que tentaram manipula-lo, e o conflito é direto, mas o professor usa dos poderes ditatoriais que tem em sala para ridicularizar e perseguir o aluno que conseguiu ver através da enganação. Em uma situação normal a própria ética do professor seria suficiente para resolver o problema, mas chegamos em um ponto absurdo onde a doutrinação em sala é absoluta e silenciosa, e é isso que a esquerda não quer que mude, como nos regimes socialistas quer praticar suas monstruosidades em silêncio, fazendo vítimas seus alunos.

Como vocês viram a ideologia marxista impõe-se pela ignorância e o silêncio, e existem campos onde a dominação é absoluta, caso das “ciências” sociais e a educação, não existe contestação ao dogma marxista nas ditas “ciências” sociais, como não há contestação no campo da educação, onde qualquer objetividade é combatida com a mais ditatorial ideologia.

Qualquer pessoa que cursou universidade em carreiras que podem adentrar as salas de aula nos cursos primário e secundário para ter o seu certificado de licenciatura teve que submeter-se à doutrinação ideológica das disciplinas de licenciatura, e a verdade é que quem não sabe dar aula nem ensinar não será lá que aprenderá, tais cursos são 100% ideologia, ler um texto de Paulo Freire é uma piada, tal a quantidade de bobagens que exibe, é essa a base ridícula dos cursos de licenciatura, pior ainda são os cursos de pedagogia: ideologia, ideologia e mais ideologia. É uma vergonha, o maior demérito de Paulo Freire é ler o seu livro “Pedagogia do Oprimido”, leia e ria, mas assuste-se ao saber que tamanha baboseira é levada a sério. Ele é tão ruim que tudo que seus defensores podem fazer para defende-lo e fingir-se ultrajados por você dizer palavras tão duras contra o patrono da educação no Brasil, qualquer trecho é tão estúpido que é facílimo contestar, e se vocês notarem, o mesmo jeito convoluto de escrever de “O Capital” está presente nos textos de Paulo Freire, por isso todo educador foge da discussão, sabe que o texto é indefensável mesmo frente ao mais simplório espectador.

Uma vez uma amiga que é professora, formada nos cursos normais pediu minha ajuda para terminar o curso de pedagogia que foi obrigada a cursar para poder continuar dando aula, ela tinha que escrever o trabalho de final de curso, mas não tinha nem idéia como fazer o trabalho e nem os professores ajudavam. Fui com ela à biblioteca da educação na USP, queria ver os periódicos mais novos e ajuda-la a encontrar um tema. Para quem está acostumado a ler periódicos científicos, é sabido que ciência é uma coisa mundial, para a boa ciência não existem fronteiras, os periódicos de educação são todos regionais, não há interação, há muitos papers brasileiros sem sequer uma citação fora de suas bordas, somente cita-se autores da mesma “igreja”, pois só assim é possível definir: igrejas, escolas de ideologia, nada de conhecimento objetivo e empírico que pode ser confrontado mundialmente. Tal fato revoltou-me, não tinha idéia de quão ruins eram os trabalhos da área de educação, e isso são trabalhos publicados nos periódicos da área. Basicamente o tal TCC era apenas uma revisão de uma de quatro “igrejas” propostas pelo professor. E como já disse, não acreditem na minha palavra, peguem periódicos da área da Inglaterra, França, EUA e Brasil e vejam por si mesmos.

Quando falo que Paulo Freire é uma piada, pelo menos existe um livro com as besteiras escritas, texto que tentam esconder, mas existe e é só ler para saber sem sombra de dúvida que o cara é um inútil, é só ideologia condensada. No caso do construtivismo é pior pois nem há um texto para criticar, é uma ideologia difusa onde ninguém sabe nada, e pasmem, é essa ideologia que é usada como método para os alunos das escolas primárias, vítimas inocentes. Uma coisa que falam direto é que o tal construtivismo vem de Piaget, já desafiei inúmeros “educadores” a apontar-me na obra de Piaget qualquer passagem que justifique o tal construtivismo, todos fugiram. O que Piaget descobriu em sua pesquisa científica, e ele faz pesquisa com todos os rigores do saber científico, é contra o que diz o tal construtivismo. O próprio mecanismo que chama de construtivo, é totalmente contrário da ideologia construtivista. Os trabalhos de Emília Ferreiro e Ana Teberosky são ideologia pura, sem um dado factual, ambas fogem de ter seu método avaliado de forma objetiva. É impressionante constatar que tal padrão de ignorância norteia nosso ensino, mais de trinta anos, mas não é surpresa quando vemos os resultados: o lixo construtivista é responsável pelo péssimo desempenho dos alunos brasileiros em leitura.

Se a ideologia construtivista foge de ser questionada em suas bases teóricas através do engodo, vemos claramente sua prática em sala. Essa idéia que o aluno constrói o seu conhecimento é uma grande bobagem, e assim, em vez de corrigir o que o aluno faz de errado, aceita que tudo aquilo que ele faz está certo dentro de sua “lógica”, o que é uma grande empulhação; é como imaginar que o aluno sem qualquer conhecimento descobrirá as leis da gravitação universal, quanto tempo a humanidade demorou para descobrir a gravitação universal? Aprender é corrigir-se e ser corrigido, sem isso nada se aprende. A linguagem não é algo natural, a criança não aprende sozinha, é uma prática aprendida, copiada e corrigida, por isso crianças na Inglaterra falam inglês e no Brasil português, se fosse natural existiria uma língua universal, não há. Este construtivismo como método é apenas a materialização de uma ideologia que diz que não há certo nem errado, onde não pode existir o confronto com a realidade objetiva. Ensinar e aprender de verdade é o confronto com a realidade, o construtivismo é o anti-aprendizado.

Quando coloquei as mãos sobre o e-reader um dos grandes dilemas da educação desapareceu, o acesso aos livros, sempre achei que este era um ponto fundamental que fazia do brasileiro um povo ignorante, mas hoje vejo que o acesso é necessário mas apenas uma parte. Existe um movimento ativo contra o próprio conhecimento, e este começa já com o construtivismo imposto aos alunos em tenra idade, é uma ideologia que não suporta o indivíduo que pensa por si mesmo, por isso ele tem que ser destruído. Se queremos melhorar a educação precisamos valorizar o conhecimento, todo o resto é periférico, o dilema não é o acesso ao conhecimento ou à escola, mas a valorização do conhecimento em si.

A ideologia não permite o pensamento, pois se olhar as assunções básicas do marxismo verá com clareza um conjunto de bobagens e seu caráter messiânico, promete o céu na terra ou a ditadura do proletariado, um claro messianismo, a bonança virá, o futuro será sempre melhor, mas quando confrontados com a realidade dos governos socialistas e seus crimes contra a humanidade a desculpa é que o comunismo é puro, ele só foi implantado da maneira errada. O construtivismo quando confrontado com a realidade da miséria existente nas salas de aula foge com a exata, mesma desculpa do comunismo: o construtivismo é eficiente, puro, só não foi implantado da maneira correta, e assim seguimos tentando, destruindo a vida de inúmeras gerações da mesma maneira que o comunismo destruiu nações.

Abandonamos a cartilha que funcionava, não era perfeita, mas era tão simples que permitia ao professor leigo ensinar seus alunos a ler, quantos não ganharam o domínio das letras com a cartilha? Em seu tempo ensinar a ler era uma tarefa simples, com o construtivismo tornou-se complicada. O construtivismo é o novo, moderno, a cartilha é o velho ultrapassado, mas funciona muito melhor; esta distorção é mais uma parte da ideologia marxista do futuro glorioso que nunca chega: o progressismo, tudo que é mais novo, moderno é melhor, mesmo que não tenha mérito nem resultados; o construtivismo mais novo é melhor que a cartilha mais velha mesmo que seja comprovadamente ineficiente; o funk/rap carioca é melhor que Johann Sebastian Bach pois é mais novo; é a negação do passado, uma ideologia nefasta que impede a progressão humana e nega o valor da herança intelectual da humanidade em nome do “meme” progressista, não tem lógica, é pura estupidez. Para tachar os que ousam discordar da ideologia vem o termo reacionário, “reaça” para os que não aceitam os desígnios messiânicos do comunismo, para aqueles que reagem contra as teses inumanas do comunismo. Reagir contra o comunismo inumano é uma virtude, ser “reaça” é não aceitar de forma estúpida o progressismo acéfalo.

Quando surge um movimento como o “Escola sem Partido” é a mostra que a coisa vai muito mal, o problema: é da natureza da ideologia de esquerda usar da liberdade para impor sua ditadura, e se em situações normais leis e normas não seriam necessárias para garantir ao aluno seu direito de palavra, vivemos uma situação impossível onde o professor usa sua liberdade para tiranizar o aluno que discorda de sua ideologia. A coisa só tomou visibilidade pois alguns alunos se revoltaram e gritaram, o estudante de primeira série submetido à ideologia do construtivismo não aprendeu a gritar, serão sempre vítimas?

Alex

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