domingo, 29 de março de 2015

Quinze de Março 2015, uma verdade para ficar nos livros.

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As ruas ficaram pequenas, as praças ficaram pequenas, a avenida Paulista ficou pequena, era tanta gente que não há local no mundo que comporte todos nas pólis da democracia moderna, a comunicação na ágora não mais se presta à democracia de milhões. Mas mesmo assim fomos às ruas, nunca houve maior concentração de pessoas na avenida Paulista, a maior avenida central de São Paulo não deu conta de tanta gente, é preciso incluir aí ambas as paralelas de cada lado e todas as perpendiculares, era uma massa humana inimaginável, quem foi viu, não há como negar, existem milhões que podem dar-lhe o mesmo relato, tanta gente junta assim ninguém nunca viu, tanta gente defendendo a democracia é algo nunca visto no mundo.



Vi que a coisa era grande ao embarcar no metrô, em pleno domingo estava mais cheio que dia da semana no horário do rush, uma multidão verde amarela, alegre, entoando bordões contra o governo, neste clima foi fácil enfrentar a fila, embarcamos em coro organizado entoando os cânticos rituais prescritos para o exorcismo do governo: “Lula cachaceiro devolve o meu dinheiro”, “Fora Dilma e fora PT”. E assim foi até a estação Consolação, onde o coro só fez aumentar. Pouco mais de duas e meia e a Paulista já estava lotada, a idéia era encontrar-me com amigos, impossível, não havia como passar, não tinha sinal de celular para tanta gente. Resolvi infiltrar-me na massa, do Conjunto Nacional até o MASP a aglomeração é de ônibus no rush, com raras praças de alívio; passar pelo MASP era tarefa impossível tal a concentração de pessoas, desisti de encontrar os amigos pelos lados da Brigadeiro, resolvi fotografar e só consegui espaço para brincar com ângulos no canteiro da obra da ciclofaixa do transtorno, no corredor principal era só foto de multidão com o braço levantado, era muita gente. Para poder circular melhor resolvi sair por uma transversal, grande erro, também estava apinhada, impossível passar. Foi uma hora e meia no meio da multidão para chegar do Trianon até o fim da Paulista na Consolação, que também estava lotada por pessoas e caminhões. Às cinco e meia, quando embarquei para voltar no metrô Consolação uma massa verde amarela ainda chegava. Quem foi viu, não adianta vir jornal menosprezar, não adianta querer diminuir, milhões viram com os próprios olhos e quem quis diminuir perdeu a credibilidade, a conta de 210 mil na manchete da Folha foi recebida a sonoras gargalhadas e indignação, eu vi, nós vimos. Um milhão da polícia militar? É pouco, pegue a maior concentração já documentada na Paulista, pode aumentar, a Paulista ficou pequena, o reveillon tinha menos gente apertada nos “curralzinhos”, da consolação à Oswaldo Cruz a Paulista estava lotada, paralelas e perpendiculares, era muita gente, foi avassalador, quem foi viu.



Tal massa humana seria um ambiente desagradável, mas lá não havia sentimentos ruins, era um povo alegre, de bem com a vida, lutando da maneira mais democrática por seus direitos, todos juntos, todos brasileiros, sem divisão de raça, credo, classe, ou quaisquer que fossem, era o verde e amarelo cantando do fundo dos pulmões que a nossa bandeira jamais será vermelha, uma referência clara ao comunismo assassino. Havia lá ricos e pobres, mas não miseráveis, e é isso que o governo quer, um país de miseráveis que se vendem barato, que imploram por esmola do governo, o povo que foi às ruas trabalha para ganhar o seu sustento, não precisa de esmola, é altivo, o que querem é que o governo não atrapalhe, que ele não nos direcione para o buraco em que estamos, e quem trabalha paga quase metade dos seus rendimentos ao governo, parte desta riqueza nacional que está sendo vilipendiada e nos levando para a maior crise da história, graças a um patrimonialismo sustentado pela corrupção. Há uma imensa máquina pública trabalhando para que sejamos miseráveis, e ao mesmo tempo enriquecendo a aristocracia incompetente no poder, e isso todos que foram às ruas sabem, a despeito dos meios de comunicação dizerem o contrário. Vejam lá o Zé Dirceu com sua consultoria milionária, mesmo preso, bandido condenado ganhou 4 milhões prestando o seu “serviço”. Tem hora que o povo não agüenta mais a hipocrisia e vai às ruas, e foi, milhões, em todo Brasil. E os otários que fizeram vaquinha para pagar a multa do milionário Zé Dirceu? É isso que chamo de miséria, o milionário da maneira mais hipócrita pedindo que os outros paguem sua pena na justiça, um miserável. Este é o PT, o partido dos miseráveis, gente que grita de ódio, esconde sua riqueza escusa e mostra sua miséria para cobrar do pobre trabalhador que lhe financie a fortuna.



É esta miséria que mais me indigna em relação a este governo, o ebook está aí, e o e-reader para lê-lo, pela nossa constituição ao livro não incidem impostos, nem ao papel de sua confecção que como o e-reader é o meio necessário para ler, mas Dilma da forma mais mesquinha e miserável cobra imposto no aparelho, impede ao pobre a leitura, pois para o pobre não basta ser pobre, tem que ser miserável! Como podemos conviver com gente assim? Gente que vive na mais nababesca opulência negando ao pobre o mínimo, para que seja miserável! O boicote do PT ao e-reader é simbólico, mostra da maneira mais crua como o PT quer um povo miserável. A Venezuela é o melhor exemplo, um país que já foi rico hoje não só é pobre, é miserável; e a miséria é algo que não tem saída, miséria gera miséria, por isso nem a Venezuela nem o Brasil tem condições de sair da crise enquanto os miseráveis estiverem no poder. Investindo na miséria o PT quebrou o governo, mas enriqueceu de maneira soberba os seus, só o peixinho do Barusco está devolvendo milhões de dólares que roubou, quanto ficou na mão dos peixões? E no momento as medidas só cobram a conta do povo, não extinguiu-se um ministério, não acabaram com um cargo de confiança, o governo gasta como se não houvesse crise e empurra a conta ao brasileiro pobre que deve agora apertar o cinto, fazendo com que apenas aumente a miséria. Um PT miserável só sabe gerar miséria, é o povo que gera riqueza, e é o povo que é convidado a pagar a miséria do governo. Fomos às ruas, e só há uma solução, tirar os miseráveis do governo, tirar o PT do governo, caso contrário o caminho da Venezuela será nosso futuro.


Ao sair às ruas no domingo o povo mostrou a sua cara, disse a que veio, e isso assustou muita gente, não porque eram pessoas raivosas depredando a cidade e mutilando o próprio corpo cidadão, mas porque eram pessoas alegres e de bem, pensando claramente e desmentindo a falsa leitura que se faz de quem é o povo brasileiro, ordeiras apoiando a polícia, sem divisões, todos unidos e ao mesmo tempo indivíduos; todos juntos contra o governo do PT, todos juntos e com argumentos claros exigindo o impeachment de Dilma. O cerne de tudo é tirar o PT do poder, pois com o partido da miséria no governo não há como sair de qualquer crise, um partido que é contra o povo ordeiro e defende os bandidos fica horrorizado com o cidadão confraternizando com a polícia, pois o bandido é mais um aliado para tornar a vida mais miserável.







Foi emblemático o governo marcar manifestações a seu favor na sexta-feira treze, foram lá uns poucos gatos pingados, ainda pagos, R$35,00, condução e um sanduba de mortadela, a imprensa que diz que lá haviam 44000 não tem coragem de postar as imagens, para a polícia uns 12000. O contraste não poderia ser maior com o que ocorreu no domingo, onde milhões foram às ruas sem necessidade de pagamento, sem balões infláveis caríssimos, enfrentando chuva e pagando a própria passagem. Na sexta-feira treze estava lá o teatrinho das esquerdas que fingem representar o povo, no domingo o povo de verdade foi às ruas, e não há o que negar.



Antes de todos os meios de comunicação tecnológicos, o maior deles, o que realmente representa a população, pois é ela própria, é a praça, o mercado, a ágora das pólis; lá estão pessoas, vozes e argumentos, a coisa de verdade do qual todas as outras mídias representam apenas imagens pobres. O povo foi à rua, o povo de verdade estava nas ruas e era uma multidão tão grande que torna a comparação com as manifestações engendradas pela esquerda um teatro grotesco, uma distorção pérfida do que é o brasileiro de verdade, e isso assustou os supostos porta-vozes do povo, pois independente do que digam, da maneira que distorçam, era tanta gente que a verdade não pode ser mais ocultada, a farsa foi desmascarada; o brasileiro mostrado nos jornais não é o mesmo que foi na rua, na mídia o fictício, nas ruas o verdadeiro.



No dia quinze de março de 2015 Antonio de Gramsci morreu novamente duas vezes, o ideólogo italiano que bolou a estratégia para ditadores assumirem o poder em nome do povo fictício, seqüestrando os modos democráticos em favor de monstros totalitários viu sua estratégia ruir, o povo de verdade foi às ruas, não o de mentira que estudam os sociólogos ou pinta a mídia, mas pessoas reais, carne, osso, faces, voz e argumento. E esta imagem não podia ser mais diferente do que dizem dela. O brasileiro conformista, imoral, desordeiro, ignorante político e sem memória como pregam os meios de comunicação não existe. Os casos escabrosos que afrontam a moral não foram esquecidos como pregam os jornais, estavam lá, vívidos na memória e causando a repulsa do povo. O mais assustador é que lá não havia raiva, estúpidos destruindo o patrimônio público, nada de manifestantes hostilizando a polícia, nem grupelhos exigindo privilégios, mas todos eram claros e diretos em seu motivo: “fora Dilma e fora PT”, a coisa era tão evidente que as fotos do ocorrido tinham que ser cuidadosamente editadas para distorcer a verdade, imprimir uma narrativa falsa; se fotografar de perto dá para ler os cartazes claros pedindo a saída do PT do governo, se fotografar de muito longe mostram a enormidade da massa que foi à rua, ficou difícil, ficou impossível esconder, mesmo porque grande parte dos leitores e tele-espectadores estavam lá. A palhaçada ficou evidente, o teatrinho do povo na rua no dia treze, a mídia tentando deturpar as vozes e o número dos que foram às ruas, aumentando a conta do dia treze e diminuindo no dia quinze; sem sombra de dúvida afirmo que lá estavam mais de dois milhões de pessoas, nunca a avenida Paulista esteve tão cheia, e mesmo assim tentam esconder, mas não dá, as pessoas estavam lá, na ágora antiga, a praça da nova democracia.



E a morte de Gramsci assustou mais que as esquerdas brasileiras, mas a mundial, a multidão avassaladora nas ruas provou a farsa que as esquerdas tentam empurrar, e sabe do mais, o que aconteceu no dia quinze não é um fato isolado, mas uma realidade cotidiana que já não pode ser negada, as pessoas que foram às ruas no domingo existem vivas e protestando na internet, tentavam esconder, dizer que eram lobos solitários, isolados, mas a realidade é que somos imensa maioria, e ninguém ali ou na internet está à procura de um representante, são pessoas distintas que foram à rua expressar de viva voz suas idéias, e por maior diferença que exista, há um clamor comum: “fora Dilma e fora PT”. As pessoas não querem um governo para sugar, elas querem um governo que não lhes atrapalhe a vida, que não lhes tire o direito à própria individualidade, que não nos substitua por fantoches pagos com o nosso dinheiro. Acontece que a ideologia pregada por Gramsci é a da hegemonia, ou seja, as vozes discordantes devem inexistir, os oponentes não tem o direito à existência e muito menos à palavra, e isso nunca pode conviver com democracia, por isso Gramsci morreu no domingo, os que não existiam apareceram, pois sempre existiram, e a mentira da hegemonia desapareceu. As pessoas nas ruas sabem que para o PT existir elas precisam desaparecer, e por isso não podem conviver com este governo vagabundo que age sempre para destruir o povo de verdade em favor do fictício.



A segunda morte de Gramsci ocorreu quando as pessoas de verdade foram às ruas, com vozes plurais, toda ciência social virou lixo; para começar nunca poderia ser chamada de ciência, pois ciência é sempre comparada com a realidade objetiva, sem realidade estamos apenas falando de ideologia; e as pessoas que foram à rua são a realidade objetiva com a qual nenhuma dessas “ideologias sociais” pode dialogar, a verdade. Uma das idéias de Gramsci é uma espécie de contrabando intelectual, de modo que idéias sejam espalhadas de forma obliqua e nunca direta, e assim serem aceitas sem pensamento, mas pessoas pensam, contestam, e vão às ruas quando estas idéias vagabundas afrontam sua moralidade, esta tem sido a pauta da tal “ideologia social”, difundir idéias que corrompam a moralidade de forma lateral; um destes absurdos é esta noção torta do “outroladismo”: não existe a verdade, existe apenas um lado ou outro em pesos iguais; mas na realidade o que existe é que há uma verdade, e o outro lado da verdade é a mentira, simples assim. É assim que se afronta a moralidade, para o homem íntegro há verdade e mentira, distintos. A própria idéia de moralidade tem sido corrompida de modo que não se sabe mais o significado da palavra, até o começo do século passado muito se escreveu sobre moralidade, é um assunto vasto e importantíssimo para a vida em sociedade, mas do meio do século passado para cá todo o rico debate foi substituído por um espantalho onde moralidade significa apenas aquelas pessoas que dizem o que pode ou não ser feito na intimidade da alcova com o cônjuge e não na sociedade, uma maneira de calar o debate, a técnica gramsciana é sumir com o assunto, esconder os argumentos contrários de modo que não existam. Mas os argumentos que não existiam, a moralidade que não existia foi à rua, mostrou-se, e a tentativa de esconder tal realidade denegriu qualquer confiança que os meios de comunicação tinham. O conflito entre a verdade exposta nas ruas e a ficção imposta pelos meios de comunicação foi tão grande que só resta a jornais e televisões esconder o fato, rezar para que esqueçam, mas isso é impossível pois muita gente viu com os próprios olhos. Notem como hoje quase nada se fala da maior manifestação verdadeiramente popular que já existiu no Brasil, e quanto confete joga-se até hoje sobre a palhaçada das diretas já, que nem conseguiu eleições diretas e foi uma manipulação de mídia.



Quinze de março de 2015 não foi mais um clichê, foi uma manifestação inédita, legitima, onde as pessoas foram às ruas não convocadas mas de consciência própria. Foi um evento único no mundo, não haviam lideranças, não haviam líderes, e ninguém os queria, todos que lá estiveram tinham a própria voz, concordamos que para o Brasil viver o PT tem que sair do governo, Dilma a mentirosa deve sofrer um impeachment, e motivos não faltam. Ao tirar Dilma veremos até onde vai a nossa democracia, pois o PT não quer sair do poder e usará de todas as armas. Para Gramsci, assim como para Maquiavel, o poder é o fim único, ao contrário de trabalhos anteriores sobre a política que tinham como base Platão e Aristóteles em considerações morais, Niccolò Machiavelli deixou de lado tais considerações e vasculhou a história com um único objetivo, saber como governantes foram capazes de manter o poder, independente de como, apenas e simplesmente manter o poder, e é daí que vem a ideologia do PT, tomar e manter o poder é o objetivo único; costumo chamar Gramsci de Maquiavel 2.0, pois enquanto o Florentino escreveu “O Príncipe” com a visão de um historiador, o Sardo ao fazer suas anotações na prisão via o ponto de vantagem da absoluta amoralidade no caminho da tomada do poder, a moral e o caráter são vistos por Gramsci como uma desvantagem para os que buscam o poder; mas para nós cidadãos normais, que tem mais para gostar da vida e não precisam do poder sobre os outros, apenas sobre si mesmos, a amoralidade é algo bestial, pois o cidadão amoral, sem caráter é digno de desprezo e não pode ter a confiança de ninguém, não é uma pessoa para viver em sociedade ou manter amizades.



 O PT é gramsciano e profundamente amoral, e tudo que querem é o poder, e a busca pelo poder nada constrói, pois é vazia, quem busca o poder não entende o mérito e nem mesmo o prazer de conseguir fazer algo com o próprio esforço, nada constroem, são incapazes, mas invejam a quem tem capacidade de fazer. A ideologia do PT usa de modo amoral as instituições democráticas com o intuito de apropriar-se do que não tem capacidade de criar.



O que é uma instituição? Algo que institui-se, uma palavra, um acordo, como Dilma a mulher sem palavra, Dilma a mentirosa pode participar de qualquer instituição? Como alguém sem palavra pode ser representante do povo brasileiro? Como alguém sem palavra pode instituir algo?Como uma mentirosa pode ser eleita em um sistema eleitoral que não é transparente e o povo não pode conferir sua autenticidade? Dilma não pode continuar na presidência, não é possível ter uma presidente sem palavra, ela é amoral, o brasileiro não! Ela não representa os brasileiros, nós fomos às ruas, ela não pode sair na rua, tem que fugir do povo. Não podemos ter um presidente que não representa o povo, que o quer ignorante, que boicota o livro ao pobre, e que quer o poder a todo custo, fomos às ruas, continuaremos indo até que ela saia, estaremos dia doze de abril novamente nas ruas, para dizer o que não querem ouvir, por todos motivos que citei acima: “Fora Dilma e fora PT, minha bandeira jamais será vermelha!”. 




Somos brasileiros, gente decente, não esta caricatura dos jornais, dia quinze o povo de verdade saiu às ruas, está na hora da Dilma sair do poder.


Alex

3 comentários:

  1. Entrei em um blog de ebooks e encontrei um blog de política - com pouco conhecimento do autor, diga-se de passagem. o que aconteceu aqui?

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    1. Henderson,

      E você não acha isso magnífico? Quando o governo vagabundo do PT é o responsável por cobrar um imposto imoral para manter o brasileiro ignorante, existe gente que protesta, pessoas que estão do lado do povo da cultura e liberdade para ler o que quiser. Se este governo de crápulas petistas é contra o e-reader nós somos contra o governo! Contra gente ignorante e sem conhecimento, pessoas que não lêem e não querem que os outros leiam, como você?

      Alex

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  2. todo esquerdopata e igual mesmo kkkkkkkkkkkkkkkkk acusa o outro sem argumentos e nunca inicia uma discussao de maneira saudavel tnc e ainda chama o proximo de ignorante ...

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