domingo, 11 de janeiro de 2015

A publicação eletrônica de trabalhos científicos ameaça as estruturas de poder.

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É comum para o público em geral pensar que trabalhos científicos são um ramo da literatura ao qual não fazem parte, é um clubinho fechado com sua própria linguagem e assuntos que só interessam aos próprios membros, nada poderia ser mais errado, mas é o que acontece hoje. Vou tentar explicar como funciona o sistema de publicações científicas e por que isso é importante para todos, principalmente, pois mesmo que não saiba, é você quem paga a conta.

Para dar-lhe um bom entendimento da questão preciso voltar no tempo e pinçar da história os eventos que determinaram não só o início das publicações científicas, mas também os eventos que marcaram a separação da filosofia e ciência.

Fazer ciência é pensar, para ter ciência é necessário pensar, e por muito tempo pensar compreendia apenas um ramo, a filosofia. Os primeiros atomistas eram filósofos, assim como os matemáticos pitagóricos. Dentro da filosofia ainda estava a teologia, e a igreja católica teve em seus quadros grandes filósofos. Mas a igreja não era só virtude, mas principalmente o vício, e em vez de propagar o livre pensamento, fez o contrário, perseguiu, normalmente é estúpido colocar toda a igreja sob um único julgamento, pois nesta enorme instituição existiam quadros virtuosos como Tomás de Aquino e viciosos como Tomás de Torquemada. Vários textos sobre lógica de Aristóteles foram reunidos em um tomo chamado de Organon, que foi adotado pela igreja católica, ele prega estudos sistemáticos, foi uma tentativa de conciliar religião e razão, e por muito tempo a escolástica foi o pensamento dominante e obrigatório, ela sistematizava o conhecimento de acordo com a bíblia, de modo que o argumento final era sempre o que estava contido nas escrituras, podia-se discordar se certo fenômeno pertencia a esta ou aquela ordem angélica, mas não duvidar desta descendência divina.

Se Deus tudo criou, como poderíamos desprezar todo o seu trabalho e nos orientar apenas por um livro? Este foi o argumento principal que Francis Bacon usou para desafiar a ditadura da escolástica, escreveu um “Novo Organon” onde propunha que o homem observasse e confrontasse suas idéias com a natureza divina em vez de apenas com as escrituras, a esta nova modalidade de pensamento deu-se o nome de filosofia natural. Bacon era um homem influente e conquistou a visibilidade da aristocracia reinante, que viram na filosofia natural uma maneira de ganhar conhecimentos que favoreciam o império britânico. Criou-se assim a “Royal Society” para avançar no conhecimento da natureza em 1660, seis anos depois o reino de França percebeu o potencial de tais estudos e criou a sua “Academie des Sciences”, também fundada por ordem real, no caso de Luis XIV.

Em 1665 apareceram as primeiras publicações científicas, o “Journal des Sçavants” francês que incluía filosofia natural e o exclusivo “Philosofical Transactions of the Royal Society” publicado até hoje. Naquele tempo a filosofia natural era praticada por diletantes, pessoas cujo único compromisso era com a própria paixão pelo conhecimento, e como as reuniões da “Royal Society” já não davam conta do crescente público, a publicação veio como forma de difusão da filosofia natural. A filosofia natural cresceu e frutificou, a paixão pelo conhecimento não respeitava fronteiras, e já naquele tempo o conhecimento tornou-se transnacional, mesmo à revelia de seus patronos reais. Já naquela época delinearam os princípios que em teoria norteiam a investigação científica até hoje. Mas a palavra cientista só foi cunhada por volta de 1833, por uma cisma dos filósofos que ficavam incomodados de serem confundidos com estes que em vez de sentarem em suas cadeiras e apenas pensar estavam a fuçar córregos à procura de insetos e caramujos, uma indignidade. Foi em uma reunião da Royal Society que o recluso filósofo e poeta Samuel Taylor Coleridge fez uma aparição especial e expressou sua indignação com aqueles dedicados ao conhecimento, à ciência; assim como os dedicados à arte que eram artistas, os dedicados à ciência eram por analogia cientistas. Foi a partir deste ponto que os filósofos naturais passaram de diletantes a profissionais, os cientistas que eram pagos para fazer ciência, gerar conhecimento.

As publicações científicas foram fundamentais para o avanço do conhecimento e sua linguagem mudou com o tempo, no início incluía-se descrições detalhadas de viagens ao campo, com considerações sobre o tempo, o cenário local e até uma conversa com o leiteiro da região, estas descrições estavam mais para literatura que ciência, e não é à toa que o público em geral acompanhava estas publicações, era uma linguagem comum a todos, e não era raro assuntos polêmicos tomarem parte da discussão de toda a sociedade. Ao contrário da filosofia exclusiva do pensamento a filosofia natural e sua vocação diletante conversavam com o público da época, basta ver que um dos textos mais importantes da ciência, o “Discurso Sobre o Método” de René Descartes, é escrito em linguagem extremamente acessível, diferente da maioria dos tratados filosóficos, incluindo aí os do próprio Descartes. A ciência era para ser a sabedoria comum, e desta maneira o debate foi ampliado, saindo das salas exclusivas do início da Royal Society para os que estivessem dispostos a defender suas teses e sustentar seus argumentos, o debate aberto e franco assim como a difusão das idéias foi um dos cernes da ciência, ao contrário da filosofia que muitas vezes não diferenciava os textos obscuros das manobras retóricas mais vexaminosas com o sofisma ainda sendo aceito como parte integral.

A linguagem direta e objetiva da ciência criou uma práxis que espalhou-se por todas as publicações do gênero que multiplicaram com o tempo, antes todas as disciplinas científicas conviviam juntas nas mesmas publicações, com o tempo e o desenvolvimento do conhecimento as várias disciplinas foram se separando, publicadas em periódicos específicos, só que isso levou a uma espécie de “guetificação” do conhecimento, fazendo com que cada disciplina desenvolva um jargão próprio que a torna hermética não só para o público em geral, mas mesmo para outros cientistas de áreas adjacentes. Se antes a publicação científica fomentava o debate, hoje ela inibe, perdendo grande parte de sua função.

Um dos princípios fundamentais da publicação científica é a publicidade, tudo que se publica em um periódico científico hoje em dia é considerado imediatamente conhecimento de domínio público, empresas privadas que fazem pesquisa não publicam, fazem patentes, e essas não são de domínio público, tem o objetivo de garantir o direito intelectual sobre uma invenção. Assim, quase tudo que se publica em periódicos científicos vem de dinheiro público, seja em forma de financiamento direto ou renúncia fiscal, é conhecimento gerado com o seu dinheiro. Só que na maioria dos casos você não vai conseguir ler por conta da linguagem específica, e nem vai poder ter acesso ao conteúdo, pois ele é privatizado, se quiser ler vai ter que pagar ainda mais. Vou te explicar como funciona essa sacanagem.

O cientista está lá, trabalhando pago com o seu dinheiro em uma instituição pública, ele estuda um assunto, faz experimentos que você paga, e olha que isso custa caro, chega às suas conclusões e vai tentar publicar. A maioria das revistas são privadas, o cientista paga para publicar, em realidade é você quem paga, por norma das editoras o direito é transferido para a revista. Quando saí publicado, você tem também que pagar para ler, isso mesmo, você pagou para criar o artigo, pagou para publicar e agora tem que pagar para ler, ou ir a uma biblioteca que pagou para ter a revista em sua coleção com o seu dinheiro. Parece justo? Você paga tudo e o lucro e os direitos ficam com a revista! Grande negócio!

Mas é necessário perguntar qual o motivo de cientistas supostamente esclarecidos participarem deste esquema. E a resposta é uma só: poder. Ao contrário dos primeiros cientistas que faziam a coisa por si mesma, por diletantismo, por amor ao conhecimento, os atuais pesquisadores o fazem por dinheiro, carreira, fama, ego, e muito, muito raramente pela sabedoria em si.

Fomentar o desenvolvimento da filosofia natural, não foi um ato altruísta por parte da monarquia, mas pragmático, o conhecimento da natureza dava vantagens reais em uma série de áreas fundamentais, a maior delas é o desenvolvimento tecnológico advindo do conhecimento científico, e hoje não há mais dúvida o quanto este conhecimento é decisivo na competição entre as nações e mesmo na guerra. Junto com o conhecimento vem o poder.

Ao contrário da filosofia onde os argumentos não podem ser confrontados de forma definitiva, a ciência preza pela objetividade e os argumentos são testados contra a natureza observável, para isso Descartes criou o seu método científico, uma fórmula para que os argumentos ou hipóteses possam ser testados, basicamente é a observação do fenômeno, formulação de hipóteses, teste destas hipóteses e formulação teórica ou resultado final, é assim que a maioria dos artigos científicos é escrita até hoje, mas para o que se pretende este artigo, acho que a explanação basta. Note que em ciência não há relativismo, as hipóteses ou argumentos são testados e ou se provam suficientes ou inexoravelmente errados, há uma hipótese vencedora e uma perdedora, e a vencedora tem a verdade do seu lado, por isso a ciência é tão poderosa, não é fácil enganar em ciência. Esta era a natureza da filosofia natural: em caso de dúvida observe a natureza e deixe que os fatos decidam o mérito da hipótese. Como podem ver, o conflito de idéias é o cerne do debate científico, sem ele não há ciência, e no início da Royal Society os debates eram fundamentais, uma tese era defendida de forma oral e depois de forma escrita e as reuniões tornaram-se muito populares, não só entre filósofos naturais mas entre toda a sociedade, e nestas contendas reputações e fama ascendiam e caiam junto com seus argumentos, e para alguns as quedas eram dolorosas, muitos não conseguem entender a perda de seus argumentos como um bem maior, apegam-se a eles com furor quase religioso e sofrem com sua destruição, e assim pelo bem da manutenção do status, os embates de teses, hipóteses e argumentos foram banidos da Royal Society, eles eram pouco “civilizados”, tornando as reuniões apenas um clube social, e não mais um local para o avanço do conhecimento.

Em 1831 um grupo incomodado com a inoperância e inépcia argumentativa da antiga Royal Society criou uma nova agremiação: a “British Association for the Advancement of Science”, se por um lado o debate voltou à ciência, há nesta nova agremiação um lado mais pragmático que foi até satirizado por Charles Dickens em “The Mudfog Papers”, foi por conta dela que filósofos naturais passaram a chamar-se cientistas, e mais que isso, saíram do diletantismo para serem profissionais, pois esta sociedade garantia fundos, ou pelo menos era sua intenção, para financiar cientistas profissionais. Ao contrário da “Royal Society” que tinha um público geral, a “British Association” era restrita a cientistas praticantes, criando uma separação entre cientistas e o público em geral. Talvez a maior patologia criada dentro do mundo científico não tenha sido percebida na época, e muitos não a reconhecem até hoje, mas esta primeira separação levou a outras futuras, onde geólogos, biólogos e físicos passaram a habitar universos diferentes, e pior que isso, físicos de uma área são completamente ignorantes de outras, mesmo adjacentes. Com isso o homem de ciência não mais é um homem sábio, mas um mero técnico, não importa quantos doutorados, pós-doutorados, prêmios ou trabalhos publicados ele tenha, conhece apenas uma limitada faixa do espectro do conhecimento humano, mas na realidade é um grande ignorante em todo o resto, e isso influencia na qualidade e capacidade do trabalho científico que é praticado hoje, é esta ignorância que faz o avanço técnico substituir o avanço científico, hoje nossos cientistas são apenas técnicos glorificados, que não tem idéia do tamanho da própria ignorância, usam a necessidade de especialização por conta da montanha de conhecimento produzida ano a ano como desculpa para a mais abjeta ignorância até de campos adjacentes de pesquisa, o que faz deles cientistas extremamente impotentes. É este cientista ignorante que mais precisa do esquema de publicação e poder que existe hoje determinando o futuro medíocre da ciência.

O esquema é o seguinte: hoje o que determina o quão bom é um cientista, é a quantidade de publicações que tem, mas nem todas publicações tem o mesmo peso, umas são mais importantes que outras, isso reflete-se em um número, o índice de impacto, quanto mais leitores, mais qualificada, maior o índice de impacto da publicação, além disso conta o número de vezes que o seu artigo foi citado em outros artigos. Os carreiristas já perceberam como otimizar esse sistema que em teoria era para favorecer o mérito, e assim ficar na frente não pelo mérito do seu trabalho ou força das suas idéias mas usando o sistema.

Primeiro você faz seu trabalho, em segredo, para sua idéia não ser copiada, depois escreve um artigo para uma revista; o “paper” do trabalho completo, não se publica resultados parciais. Com o trabalho escrito você submete a uma publicação, que tem um “editorial board” composto de gente trabalhando na mesma área que você, ou seja, seus competidores, o editor vai mandar seu trabalho para um colega da mesma área, outro competidor, para avaliar seu trabalho de forma anônima, aceitar, rejeitar, ou aceitar somente se certos pré-requisitos sejam cumpridos. Se o artigo for aceito vai para publicação e isso pode demorar até vários anos, se não for aceito você submete a outra publicação, você paga para submeter e paga para publicar, e também paga para ler além das poucas cópias que tem direito do artigo impresso. Como os “editorial boards” são compostos por seus competidores, muitas vezes eles atrasam a avaliação, copiam a idéia, e negam-se a publicar um artigo que no futuro terá uma cópia por um dos membros do grupinho, além disso, se o número de publicações é poder, os “editorial boards” garantem a maior parte das publicações para o seu próprio grupo, além disso pesquisadores de grupos correlatos citam os trabalhos de seus colegas e boicotam de grupos adversários para aumentar o número de citações, é a mesma estória do eu te “cliko” e você me “clicka” das redes sociais, pois no final as publicações são a grande “rede social” dos cientistas de uma determinada área. Com essa estratégia esse pessoal direciona o dinheiro público para onde quer, eles que determinam o que será financiado e o que não, a contratação de profissionais que vão se somar aos feudos existentes e prestar reverência aos chefes do grupo, coisa asquerosa para quem achava que ciência era coisa para mentes independentes e críticas. Todo este trabalho que usa o sistema de publicações científicas para manter o “status quo” é um jeito de subdesenvolver a ciência que progride pela derrubada justa das idéias velhas, mais que isso, evita o debate livre, o cerne da ciência e o monstro que amedronta os incompetentes, que mais que sabedoria querem cargos, posições, status e dinheiro.

Mas isso não é o pior, imagine que os supostos cientistas podem ter verbas públicas e privadas, por qual motivo uma empresa privada vai financiar pesquisa se tem verba pública? A resposta é simples, eles não financiam a pesquisa, financiam os pesquisadores para direcionar as verbas públicas para o lado que os interessa, assim, com um pouquinho de verba privada você controla um monte de dinheiro público, legal não? Para se chegar a um produto patenteado como o viagra gastou-se uma montanha de dinheiro público em pesquisa básica, aquela que é domínio público assim que é publicada, e um pouquinho para fazer a patente de uma fármaco que rende bilhões, é um grande negócio ou não é?

Mas se a coisa parece ruim, pode ser bem pior, vejam que tudo que se quer é evitar o mérito, impedir que gente atrevida como Einstein ou Darwin ganhem prestígio pela força de suas idéias, e assim toda a ciência torna-se um jogo de tanto faz quanto tanto fez, não importando o que se faça, apenas uma máquina para justificar a si mesma e gerar lixo, pegue qualquer área de pesquisa e veja o número de modas que surgiram e desapareceram, e pior, as pessoas não ficam nem embaraçadas de participar desta estupidez generalizada, quando o assunto se desgasta, ninguém mais lembra, ninguém importa-se com todo dinheiro e esforço gastos para nada, apenas para alimentar uma máquina podre e improdutiva. E aí está o lixo que é a ciência moderna, um sistema onde a sabedoria e o mérito é o que menos importa, o que importa é manter a máquina funcionando. Acredito que muitos lembrem do tal rato com a orelha nas costas, um embuste, uma farsa, um experimento espúrio para gerar apenas propaganda e ganhar dinheiro, e ninguém da comunidade científica ousou denunciar a baboseira. E o projeto genoma? Prometia o que não podia cumprir, e todos sabiam disso e deixavam a opinião pública ser tapeada, o projeto terminou, temos o código genético completo, nenhum dos grandes avanços da medicina veio junto, e qualquer cientista com dois dedos de cérebro sabia que não viriam, saber simplesmente o código nada significa, a realidade é muito mais complexa, mas a ignorância é quem venceu. Querem outro exemplo? A descoberta do Bóson de Higgs para justificar bilhões gastos no acelerador de partículas.

Ruim? Não! Muito, muito, muito pior, é uma espiral de ignorância; a coisa começa com um professor que precisa de gente para fazer o trabalho técnico, ele convence alguns alunos a trabalharem de graça com o engodo de que estão fazendo ciência, mas não estão, pois ciência antes de tudo é pensar, e tudo que os estagiários fazem é trabalho técnico acéfalo que precisa de gente com um mínimo de qualificação. Destes alguns fazem doutorado, ainda trabalhando como lacaios para o chefe e sem conhecimento amplo do assunto e sem o mínimo de curiosidade científica, ficam por que são simpáticos, bonitinhas e mais que tudo, anódinos, não representam um perigo em potencial de virarem concorrentes. Abre uma vaga, estes energúmenos com muitos trabalhos e citações ocupam uma posição no local de pesquisa e o ciclo se perpetua; tudo que não querem é confrontar-se com alguém que conheça um pouco do assunto e possa desmascara-los, se o cientista transformado em técnico já era ruim, esses ignorantes são o fim da ciência.

Por isso a publicação livre na internet no meio científico é tão perigosa, o que uma revista científica quer com seu sistema de revisão pelos pares é garantir a qualidade dos trabalhos, é um filtro para não se perder tempo com jumentice, mas como viram, a récua já tomou conta. A nova idéia é que haja um local de livre publicação onde pode-se divulgar tudo, até resultados parciais, experimentos recém efetuados ou apenas idéias, a revisão dos pares aconteceria de forma aberta, através dos comentários de outros cientistas, e de forma livre, não anônima, mais ou menos nos moldes do início das sociedades científicas, e mais importante, o conteúdo estaria disponível a todos cientistas ou não cientistas na internet, evitando que o trabalho pago com dinheiro público seja privatizado pelas publicações particulares.

A idéia é muito simples, mas provavelmente não terá muita adesão, pois como viram, há toda uma cadeia de interesses e incompetências mascaradas pelo sistema atual de publicações. A quem mais interessa a livre publicação é o público em geral, que é colocado de fora e ainda obrigado a pagar a conta com seus impostos, e quem sabe com isso talvez advenha na ciência um uso de linguagem que fuja do jargão e volte a tornar o trabalho científico uma peça de sabedoria para toda a humanidade. O debate educa, só assim cientistas saem do papel de técnicos medíocres para sábios e professores, quem beneficia-se com a falta do debate é a ignorância.

Alex

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