terça-feira, 27 de maio de 2014

O caldeirão de Machado.

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O projeto acintoso de Patrícia Engel Secco aprovado pelo Ministério da Cultura para destruir a excelência da obra do maior escritor brasileiro gerou muita polêmica, mas incrivelmente a grande maioria das reportagens apenas tangenciou o problema sem nunca cruzar seu cerne, para nosso azar coisas semelhantes são comuns no Ministério da Cultura, mas a desfiguração de Machado de Assis foi demais e atraiu para as aprovações da lei Rouanet uma atenção indesejada, uma vez que um mecanismo de disseminação cultural público é propositalmente usado para sabotar o que há de mais precioso na cultura brasileira, mas além disso, parece ser uma ótima maneira de doar dinheiro público sem esbarrar nos incômodos da lei de improbidade administrativa.

O problema não é alterar a obra de Machado de Assis, mas sim fazê-lo com dinheiro público, obrigando o brasileiro a comprar esta monstruosidade! Seus textos estão em domínio público, podem ser usados e alterados à vontade, mas o que não pode é fazer um texto alterado passar-se pelo legítimo Machado, isso é falsidade! Se vocês olharem a capa do lixo em questão, verão que não há qualquer indicação desta ser uma obra adulterada, está ali o nome do conto: “O Alienista” e o autor: Machado de Assis, o que é uma grande mentira, este texto nunca saiu da pena de Machado! O brasileiro pagou sem ser consultado se queria ou não R$1.000.000,00 aproximadamente para deturpar Machado e José de Alencar, criando um “bestseller” instantâneo, mesmo que ninguém queira comprar o texto mutilado, venderá 300.000 cópias! É um absurdo, mas um amigo levantou um problema ainda pior, este texto falsificado, com esta enorme distribuição, concorrerá com o verdadeiro Machado, quer queiram ou não, quer saibam ou não que este é um texto mutilado. Aí estão os maiores problemas, muita gente comparou esta adaptação com outras já existentes, mas a realidade é que nenhuma das outras foi feita com dinheiro público! Compra quem quiser, o Machado de Assis adulterado é obrigado ao brasileiro que não tem escolha, já pagou, já comprou sem ao menos saber, e estes somos todos nós.


Tal anomia leva a questionamentos muito mais profundos, e o que nos é mais caro é a necessidade do governo PT Dilma inviabilizar o e-reader ao leitor carente brasileiro, o mesmo Ministério da Cultura que aprovou esta barbárie é sumamente contra que o texto constitucional seja aplicado ao e-reader, a acepção moderna do livro, pois com ele o pobre brasileiro ganha liberdade de leitura, a coisa seria cômica se não fosse trágica, criaram uma audiência pública para justificar o boicote ao e-reader, só com quem quer barrar o projeto na Câmara que já foi aprovado na Senado, uma vez que eles não tem bons argumentos para tal, e continuam não tendo, destruímos aqui com a maior facilidade todos os argumentos da tal audiência, é uma verdadeira vergonha. Ao que consta cada exemplar do conto “O Alienista” adulterado custará R$1.67, mas de posse do e-reader o brasileiro pode ter uma coletânea onde encontra-se “O Alienista” original por R$0,00, e não importa a tiragem, 300.000, 600.000, 300.000.000, o preço continuará o mesmo: R$0,00. Mas veja que também pode ter “Helena” por R$0,00, “Ressurreição” por R$0,00, “A Mão e a Luva” apenas R$0,00, e em promoção “Dom Casmurro” por R$0,00, se acha caro pode levar “Memórias Póstumas de Brás Cubas” pelo preço de R$0,00, ou ainda “Memorial de Aires” com preço tabelado em R$0,00, “Quincas Borba” e “Casa Velha” os dois por apenas R$0,00 ambos, quer mais? “Esaú e Jacó” e “Iaiá Garcia” em super promoção por R$0,00, e ainda livros com contos do mestre: “Contos Fluminenses” R$0,00, “Histórias da Meia-Noite” R$0,00 e “Histórias sem Data” R$0,00; todos com os originais de Machado, cuidadosamente editorados pelo nosso colega Paulo, nos formatos para qualquer e-reader. E se quiser também ofereço por este preço promocional uma coletânea com o melhor do mestre Português da poesia: Fernando Pessoa R$0.00, se não bastar-lhe ainda encontrará por aí milhares de outros textos de valor inestimável pelo mesmo valor. E aqui você tem a escolha de comprar ou não, no caso do texto mutilado de Patrícia Secco você não tem esta opção, você já comprou, já pagou, mesmo que não queira.

Frente a tal disparate de gastar um milhão de reais para deturpar a excelência de Machado e ao mesmo tempo boicotar o e-reader para o brasileiro pobre, mesmo indo contra o espírito explicito de nossa carta magna, conduz reflexões mais profundas, e aqui tomo emprestado o caldeirão de Machado para queimar a mediocridade.

Reza certa lenda que uma das peças do mobiliário de Machado de Assis era um pequeno caldeirão usado para queimar os textos ruins, seus e dos outros, e continuando os boatos: foi à luz deste fogo purificador que fundou-se a Academia Brasileira de Letras, hoje dominada pelos restos das cinzas do caldeirão. Os textos queimados representavam o compromisso de Machado com a excelência escrita, aquilo que fosse indigno era deixado para ser devorado pelas chamas do interior do caldeirão. Machado recebeu a literatura por uma linhagem nobre, não de sangue, mas de ofício, trabalhou como tipógrafo, e sabemos pela história que foi por conta dos operadores das prensas de Gutenberg que o público começou a ler, para converter os textos manuscritos nos tipos móveis era necessária a leitura, e assim, lendo os livros sobre os quais trabalham a educação começou a propagar-se; com Machado não foi muito diferente, e o que determinou-lhe o fado da vida foi o acesso a livros, e ainda ouso dizer que o jovem teve com os livros o desfrute que a muitos hoje é negado, por condição ou obrigação. Quem não tem dinheiro, como Machado não tinha não lê, e para fazer uma analogia moderna: dar um livro de Machado a um jovem é como pegar um garoto que começa a andar de skate e colocar obrigado nestas super-rampas altíssimas, se não se quebrar com certeza vai traumatizar, Machado é o virtuoso indisputável da literatura brasileira, como o maior skatista da atualidade, ler Machado não irá quebrar ossos, talvez uma leve dor nas costas, mas com certeza vai traumatizar, denegrindo toda outra forma de livro escrito. Machado não deve ser proibido aos jovens, os mais aventureiros podem arriscar-se, mas nunca deve ser obrigado, forçado. Literatura antes de tudo e no início de tudo deve ser desfrute, só assim o leitor terá forças e animo para ir em frente, e quem sabe, um dia, desafiar Machado e sobreviver aos fogos de sua caldeira.

Desfigurar a obra de Machado através da lei Rouanet usando dinheiro público traz uma série de constatações: os projetos que candidatam-se a esta dinheirama são julgados por uma comissão, a CNIC, ou seja, não é apenas a tal Patrícia Secco a responsável por este ato inominável, mas toda esta comissão, como no caso da refinaria de Pasadena, por ato ou omissão são todos responsáveis, ou seja, como uma Comissão Nacional de Incentivo a Cultura permite que o bem mais valioso da cultura literária brasileira seja deturpado? E a coisa é ainda pior, segundo a própria Patrícia Secco em entrevista ao Globo news Literatura, ela diz que a idéia surgiu em uma conversa na coordenação de livro e leitura do Ministério da Cultura, ou seja, veio de dentro! Não foi apenas um projeto aprovado, mas criado no interior do Ministério da Cultura para destruir Machado de Assis! O que nos faz questionar sobre o mérito e a relevância de todos os projetos aprovados por essa CNIC, além da competência dos integrantes  desta tal “coordenação de livro e leitura”; para vocês verem como a coisa está amarrada na ideologia do governo. O que nos leva ao questionamento de se os projetos aprovados pela CNIC são aprovados por mérito de forma clara e republicana visando realmente incentivar a cultura, ou ele é uma cópia do Ministério do Amor do livro 1984 de George Orwell com o intuito de torturar e destruir o que resta de cultura verdadeira? Pelo tratamento dado a Machado a segunda opção parece a mais real!

Procurei dados atualizados de todos os projetos aprovados pela CNIC, e os registros são escassos, se alguém souber como acessar os projetos e não somente a planilha de valores e títulos, peço que me informe, é necessário passar um pente fino nessa história, já soube de gente muito competente pedindo frações ínfimas da média de preços dos projetos aprovados que teve seus projetos negados. E tem um monte de gente que tem um medo paranóico, não sei se justificado ou injustificado, de criticar o governo pois estão submetendo projetos, existe esta perseguição? Só são aprovados os projetos dos amigos do rei? Só a transparência pode dizer, se há margem para discricionalidade e arbitrariedade a coisa começa a feder! Machado já fedeu!

Infelizmente noto que há em quase todos projetos governamentais de suposto incentivo à cultura popular uma ideologia mediocrizante, oferecendo ao povo apenas lixo e nada da alta cultura herança gratuita deixada por nossos antepassados, uma espécie de cultura autista e auto-indulgente que tudo que faz é incentivar a ignorância orgulhosa; se Machado representa o píncaro da literatura brasileira, essa versão depauperada é a Fossa das Marianas, é ofensivo oferecer esse lixo aos pobres! Rebaixa não só Machado, mas o cerne do que é literatura, e menospreza o brasileiro; com livros desse calibre o mulato pobre filho de um pintor e uma lavadeira que morreu cedo nunca poderia tornar-se Machado de Assis.

Em vez de ensinar música e apreciação musical para pelo menos educar os ouvidos, o que mais se oferece é batuque em lata, e mesmo assim sem a linguagem herdada de nossos antepassados no registro, diversidade rítmica e tímbrica, é a ignorância orgulhosa na música. Em literatura a coisa é um pouco pior, fazem uns saraus de poesia onde só se propaga o lixo; a poesia de história e obras tão ricas, e disponível gratuita na internet nunca é oferecida, mas escrevem umas coisas horrorosas, aplaudem e são aplaudidos, um festival de falta de crítica, auto-indulgência, autismo e com ranço fedorento de ideologia que garante que a pessoa nunca cresça. São coisas que Machado não se dignaria sequer a queimar, o trabalho não vale. E assim alguém como Machado de Assis, que subiu por mérito no posto mais alto da literatura brasileira, por fazer pó desta ideologia nefasta, mesmo morto deve ser combatido, seus livros são o testamento de sua excelência, não há relativismo aí, não é questão de gosto, pela extrema capacidade de sua prosa, involuntariamente humilha a todos que aprenderam a escrever mas não ousam desafiar o mestre, uns o vêem com admiração e conseguem perceber em suas letras uma superioridade insuspeita, outros sem ver, perceber ou conhecer reverenciam o nome, mas a tal superioridade os elude, Machado morto ainda os desafia e precisam destruir a quem os humilha. Ler Machado é uma experiência que faz crescer, o texto desfigurado faz emburrecer, nada há ali do gênio de Machado, nada há ali de literatura, nada há ali que mereça ser lido!

Os homens são inteligentes pois tem no seu desenvolvimento cerebral a plasticidade que todos os animais não tem, aprendemos pois nossa cognição não vem pronta, embutida nos genes, mas desenvolve-se em contato com o ambiente. Um bebê ao nascer só tem a dimensão do seu ego, tudo é ele, é com o tempo e por suas explorações sensórias do ambiente que ele começa a sair do comportamento exclusivo egóico, portanto é absolutamente necessário o contato com o meio externo para desenvolver a inteligência, o melhor mecanismo proposto para o desenvolvimento do raciocínio lógico é um processo de adaptação onde um modelo lógico e coerente existente na mente encontra algo novo que desequilibra a realidade do pensamento, assim é necessário o contato com informações diferentes para provocar esse processo, impossível no reino exclusivo do ego. A nova informação causa um desequilíbrio no processo lógico mental, é ao montar essa informação de forma lógica no sistema existente que ocorre o processo chamado de equilibração, a maneira como a inteligência desenvolve-se. É só através de novas informações, de cultura, que a inteligência desenvolve-se. Todos esses projetos que visam fomentar cultura mas ensimesmam as pessoas são na realidade bloqueios mentais, sem o contato com o universo da cultura humana, sem contato com a grandeza da cultura, não se cresce, não se desenvolve a inteligência; o tal Machado buscou ativamente o melhor da cultura mundial que lhe chegou, e assim desenvolveu-se. É frustrante, escrever no nível de Machado não se aprende na escola, em nenhuma escola, mesmo os alunos nota dez só produzem titica na comparação, esse é um processo individual de apropriação da linguagem escrita, mesmo os milhares de cursos ditos de escrita criativa não dão conta da excelência em Machado, pois tentam criar regras e usar dogmas do que seria a boa escrita, e até hoje ela nunca rendeu-se a essas babaquices, quem copia Machado sempre será um escritor de segunda categoria. Machado mesmo morto é o grande crítico dos contemporâneos, e é essa visão crítica, comparativa que faz crescer que querem destruir, pois ela evidencia o mérito, ostenta para alguns uma superioridade insuportável.

A inteligência e excelência verdadeiras tem uma cisma histórica com os auto-proclamados sábios, temos isso muito bem registrado por Platão que contou as desventuras de seu mestre Sócrates. Ao contrário dos ditos sábios da época, Sócrates não tinha reservas, conversava e debatia com todos, sejam escravos ou cidadãos, e como vocês viram pela minha brevíssima explanação de epistemologia genética, por submeter-se ao contraditório Sócrates acabou ficando mais inteligente que os outros e pelo jeito isso tornou-se notório, pois ou pelos deuses ou pela boca dos cidadãos as meninas de Apolo no  Oráculo de Delfos o nomearam o mais sábio da Grécia. Ciente disto Sócrates postou-se a confrontar os ditos sábios, chegou à conclusão que sabia mais que eles, pois ao que consta nenhum sequer opôs desafio a Sócrates, e eles diziam-se sábios, ao que Sócrates concluiu que se eles que sabiam menos diziam-se sábios, ele que só tinha consciência da sua ignorância monstruosa sabia mais que os sábios, portanto o verdadeiro conhecimento era o de seus reais limites, e assim concluiu com o bordão do “tudo sei que nada sei”. Lógico que os ditos sábios de plantão não ficaram felizes, Sócrates era velho, feio e até pobre, uma figura deplorável pelos padrões vigentes, mas gozava de tal estatura intelectual que causava inveja, precisavam destruí-lo, e assim o fizeram como fazem hoje os que destroem Machado.

Os ditos sábios de ontem hoje proclamam-se intelectuais, mas ao contrário dos antigos, são mais espertos, não dignam-se a argumentar com um borra-botas do cacife de Sócrates ou Machado, calam-se, fogem, escondem-se, pois vai que por descuido encontrem por aí alguém verdadeiramente inteligente e esse os desmascare, seria imperdoável, e desta maneira, não permitindo-se ao contraditório que forçaria seus cérebros à equilibração, não desenvolvem inteligência, se conhecemos os mecanismos da formação consciente, essa é a conclusão lógica, os que se auto-proclamam intelectuais, por serem falsos, por terem que esconder-se, nunca poderão ter inteligência. Sabendo disto um espertinho italiano, vigarista no último, criou uma ideologia com o intuito de subdesenvolver a inteligência, seu nome? Antonio Gramsci, sua hegemonia cultural visa fazer uso prático dos vícios humanos, uma espécie de Maquiavel 2.0; como vimos os falsos sábios em grande maioria ressentem-se de apenas um verdadeiro sábio, perdem e são humilhados no confronto, para que isso não ocorra é que Gramsci teorizou o uso de sua hegemonia cultural, assim unem-se os falsos sábios, que tem muito a perder do confronto com os verdadeiros, e para garantir que não haja confronto de idéias, imbuem-se de destruir os verdadeiros sábios e propagar métodos que impeçam no cidadão o desenvolvimento da inteligência. É por este motivo que a censura é imprescindível a todo regime socialista, pois um único cidadão dotado de voz, inteligência e verdade é capaz de aniquilar intelectualmente hordas de impostores, que temem o embate intelectual, por isso impõem a seus contraditores a destruição física, esta é a hegemonia cultural, destruir qualquer um com um pingo de inteligência e verdade, por isso Machado é um perigo, pois mesmo morto sua excelência aniquila de forma impiedosa os impostores, os falsos intelectuais fogem de sua sombra.

Como vêem, o trabalho regiamente pago com dinheiro público da Patrícia Secco, não é um mero erro, é um método, dentro de um objetivo maior: imbecilizar o brasileiro, por isso o e-reader deve ser inviabilizado, principalmente para o pobre, que deve ser usado de massa de manobra, algo, coisa para usar e jogar fora como fazem hoje. Não estou falando aqui de teorias obscuras de conspiração, falo de fatos que ocorrem hoje, e se só a desfiguração de Machado atraiu reações contrárias, é pois tentaram ir longe demais, o Brasil não é ainda um país exclusivo de jumentos, e Machado mesmo morto defende-se sozinho, pois qualquer um que o leia abre a consciência e vê que nossos escritores em sua grande maioria são um bando do inúteis, incapazes e incompetentes, alegam arte para esconder sua incapacidade textual, falsificam um hermetismo de uma sapiência inexistente, apenas um blefe, e quando alguém paga para ver e as cartas caem na mesa é possível ver que por trás do segredo não há nada. Por isso precisam da hegemonia, por isso escondem-se da forma mais covarde da argumentação franca e aberta, e hoje com a liberdade de expressão advinda da internet sua posição covarde é ainda mais vexaminosa, e desta maneira a exigência para a hegemonia cultural é mais estrita, por isso as fileiras do governismo e seus asseclas precisam tomar medidas mais drásticas, para eles a censura mostra-se urgente!

Chegou a hora dos fogos do caldeirão de Machado fazerem o seu trabalho: queimar a mediocridade, enaltecer o mérito e mostrar que a principal virtude da cultura verdadeira é o desfrute, um tipo de prazer blindado aos medíocres, e é ela que nos faz crescer, desenvolver a inteligência e ter uma vida mais plena e divertida.

Alex

6 comentários:

  1. Bom dia Alex, o Kobo Glo e o Touch estão em promoção como o kindle simples para o dia dos namorados. Boa semana.

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    1. Oi Marta,

      Eu vi as promoções, o Kindle básico por R$209,00 e o Kobo Touch por R$299,00, mesmo assim muito obrigado pelo aviso, mas acho que a Amazon e a Kobo/Cultura, já fizeram muito, visto a carga de impostos que os aparelhos pagam, eles fizeram o máximo, falta a contraparte, falta o governo Dilma/PT parar de jogar contra o brasileiro, para muita gente a promoção foi decisiva na aquisição de um e-reader, mas para os mais pobres ainda é difícil pois o governo dobra o preço do aparelho! Infelizmente leitores são um empecilho para que o Brasil seja venuzualizado, não sei se viu o decreto bolivariano 8.243/2014 absurdo da Dilma que viola a constituição e cria cidadão de primeira e segunda classe, sendo só de primeira aqueles que o governo escolher... Como o marco civil da internet, que não é civil, mas governamental, deixa brechas ao arbítrio do governo, e ninguém fala a respeito, qualquer advogado meia boca viu lá as avenidas abertas para a censura e a não neutralidade da rede, além da falta de privacidade.

      Não sei se viu esta nota na coluna do Lauro Jardimque mostra claramente como há um boicote contra o e-reader, usa-se o arbítrio para onerar a burocracia do e-reader, coisa comum em Cuba, virando prática do Brasil. Explica o acende apaga do Kobo na loja da Cultura.

      Barrar o e-reader é questão decisiva para o Brasil virar uma Venezuela, hoje não temos e-readers, amanhã nem papel-higiênico! Os mais ricos sempre estarão bem, os pobres é que vão sofrer! É no lombo do pobre que estala o chicote do PT!

      Abraço,
      Alex

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  2. Dá uma olhada nessa notícia aqui: http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?tl=1&id=1472906&tit=Projeto-de-lei-tenta-proibir-a-importacao-de-livros

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    1. Alefe Luis,

      Obrigado pelo link; que absurdo! Estou até agora sem palavras, quando acho que esse povo do PT já foi longe demais eles dão mais um passo no sentido do ignóbil, é um absurdo! É despautério, parece piada, mas é verdade, a implantação do governo bolivariano está sendo acelerada, e para isso é preciso barrar o conhecimento, e a coisa é absurda! Ou nós tiramos o PT do governo ou não mais teremos um Brasil para viver!

      Abraço,
      Alex

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  3. Oi, Alex. O pior de tudo isto é que o dinheiro gasto neste e noutros projetos da mesma 'qualidade' jamais voltará aos cofres públicos... A coisa está feia, mas por que será que ninguém reclama? Eu visito vários sites na rede, mas só vejo reclamações e desconforto em pouquíssimos lugares (será que estou andando pelos lugares errados? É uma possibilidade... ) Bom que você mesmo levanta a hipótese de que muitos têm medo de criticar o governo e ter seus projetos recusados por conta disso. Acho que é uma hipótese bastante provável, dado que é muito comum hoje em dia que 'ninguém tenha culpa de nada' no país, que 'ninguém saiba de nada' e que sejamos todos coitados e/ou inocentes. Chega a ser desanimador tentar comprar briga com exércitos de ignorantes e por mais que essa postura me desagradade, já quem nem votar eu posso, é ter de me contentar em puxar uma cadeira e ficar vendo "a banda passar tocando coisas de amor". Ignorância, 'apesar de você amanhã há de ser outro dia...' até que morra o último dos moicanos desta nossa geração.

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    1. Oi Helena,

      Acho aborrecido ver que tem tanta gente medíocre e ter que ficar por aí carregando a lanterna de Diógenes, mas a alternativa é muito pior, é deixar-se atropelar por essa avalanche de mediocridade e perder a própria existência ou o prazer pela vida, a realidade é que quem tem um pouco de cérebro e um mínimo de cultura não deixa-se controlar com facilidade, e sucumbir à covardia não é uma atitude impune, penetra na alma de forma insidiosa e aos poucos toma a glória da vida, apodrece o ser humano por dentro. Por isso não há alternativa, quem quer viver bem, fiel a si, escolhe o combate, calar-se e ficar calado cobra seu preço. Vamos escolher o caminho da diversão! Expurgar o PT do poder para que Machado e todos autores vindouros tenham sua devida expressão.

      Abraço,
      Alex

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