sexta-feira, 11 de abril de 2014

Pedofilia Intelectual

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* Este texto é longo, para ler com conforto pode usar o Calibre ou o GrabMyBooks para transferir o texto para o e-reader.

Por que a pedofilia é uma coisa hedionda? É o abuso de um inocente, um adulto que impõe-se sobre uma criança, e a usa para seus propósitos, independente da vontade do infante, uma violência inenarrável. A pedofilia intelectual não é muito diferente, e igualmente hedionda, através de propostas educacionais infames o estado promove a pedofilia em massa, e tenta fazer isso à revelia de professores, impondo suas ideologias sobre os estudantes inocentes e desestimulando o pensamento crítico e próprio, é uma marca que o estudante que aceitar calado levará para o resto de sua existência, a vida intelectual é tão íntima como o interior de nossos corpos.


Dia destes lendo o jornal deparei-me com uma entrevista do presidente do Inep José Francisco Soares na Folha de São Paulo, fiquei pasmado com os absurdos que disse, esperei, nenhuma reação, ninguém, nem professores, nem educadores manifestaram-se a respeito de tal absurdo, em que mundo estamos? Será que não há mais gente interessada em divulgar a educação de verdade? Cadê os que se dizem professores? Será este o extremo do estado de anomia que nos encontramos? O texto é pura violência intelectual, uma fórmula que garantirá de uma vez por todas que nunca teremos uma educação consciente verdadeira e edificante que permita ao aluno crescer intelectualmente, é o estado usando de suas garras para fomentar a ignorância.


É fato conhecido no nosso meio que o vestibular moldou o que é hoje o ensino secundário, e isso já é muito ruim, pois em vez do professor ensinar para que o aluno tenha uma base sólida dos conhecimentos, ele dá ao aluno um conhecimento superficial visando apenas o sucesso nos tipos de questões que aparecem nos vestibulares, os cursinhos que ofereciam o reforço escolar para a prova vestibular substituíram a educação formativa, livros didáticos já traziam questões dos vários concursos vestibulares mais famosos, no geral estas questões não exigem muito do raciocínio, são meio que pré-programadas, mesmo porque em um vestibular são tantas questões que não há tempo hábil para pensar, assim privilegiou-se a memorização, a decoreba e as musiquinhas em vez do entendimento consciente dos conteúdos. Isso é uma lástima. Mas ciente disso o PT resolveu criar o seu super vestibular, o Enem, recheado de conteúdo ideológico que o aluno é obrigado a responder questões e fazer redações de acordo com a ideologia da esquerda, isso é uma tentativa clara de ideologização da educação, se procurarem por aí verão vários exemplos da ideologia em ação na prova do Enem. E como a prova vira o conteúdo, essa ideologia agora faz parte do ensino brasileiro, os alunos mais espertos e de pensamento independente já perceberam o nome do jogo e escrevem na prova não o que acreditam mas o que os examinadores querem ouvir, pois sabem que mesmo que sua argumentação em uma redação seja impecável, receberão nota baixa se contraporem o conteúdo ideológico. Em sua entrevista, o senhor Soares deixou claro que sabe que o Enem é o currículo na educação secundária:


“Aqui, o Enem já é o nosso currículo. Podemos discutir se esse currículo, que é o que as escolas estão ensinando e que o Enem está pedindo, é o ideal. Essa é uma discussão que ultrapassa muito o Inep.”


Mas parece que apenas enfiar conteúdo ideológico no Enem não é o suficiente:


O sr. é favorável a uma discussão sobre o currículo da educação básica?
Sou favorável por uma questão de justiça escolar. Temos desigualdades educacionais muito marcantes, e uma coisa absolutamente fundamental para que todos aprendam aquilo que necessitam para a cidadania é que [o currículo] esteja bem definido.”


Mas vejam o que ele quer dizer com um currículo “bem definido”. Desigualdades educacionais é só uma desculpa socialista para colocar todos os alunos sob a pesada bota do comunismo; educação não é isso! Educa-se para o pensamento crítico, para a liberdade, para o bom senso, para a argumentação racional, o que querem é acabar com o pensamento e propagar a aceitação bovina dos dogmas inumanos do comunismo autoritário, ditatorial; engraçado que esse tipo de educação é a mesma que priorizou-se na ditadura.


Segurem os estômagos que a coisa piora:


E hoje ele está definido?
Não está. Nossas definições curriculares são muito gerais. Se não digo claramente o que espero, nunca vou conseguir [alcançar o objetivo]. Não posso deixar que a definição do que é necessário para aprender seja feita pelas diferentes pessoas nos diferentes lugares. Alguns vão tomar excelentes definições. Outros, infelizmente, vão tomar definições que vão prejudicar turmas inteiras.
Aqui a gente toca num ponto muito delicado: precisamos muito do professor, mas ele implementa uma decisão de Estado. Não posso dar a cada um a possibilidade de ser o intérprete do direito à educação. Por isso que a base nacional comum é importante. Isso não é uma coisa que vai ser criada pela varinha mágica, mas a gente precisa fazer.”


Acreditam nisso? Os diferentes professores não tem competência para definir o que o aluno deve ou não saber, e ainda pior, o professor é um agente do estado! Sim, é isso mesmo que ele disse, não sei vocês, mas eu estou pasmado até agora. É o ataque ditatorial mais vil que vi contra a educação de verdade! Por que temos professores? São pessoas que estudam para conhecer um assunto em maior profundidade e assim serem capazes de guiar seus alunos para que dominem os mesmos conhecimentos, ou se possível sigam além onde o professor parou, se este profissional não sabe o que deve ser ensinado a um aluno, é um completo inútil, pois isso é menos do que o mínimo que é esperado de um professor. José Francisco Soares presidente do Inep afirmou com todas as letras que muitos professores são completos inúteis! E aí vem a pergunta, se é assim, por que foram contratados? E os cursos que lhes deram tal habilitação? Não deveriam ser desfeitos, pois não conseguem dar ao professor nem a mínima base para que saiba pensar o que deve ou não o aluno aprender?


A desvalorização do salário dos professores tornou a categoria os parias com ensino superior, mesmo um professor muito bom é visto pelos estudantes como um fracassado, afinal, quem com um mínimo de competência aceitaria trabalho tão mal remunerado? Por conta disso o professor não tem mais a autoridade moral para ensinar: “o que você quer me ensinar, se você é um fracassado?”. O professor é o exemplo do fracassado que os alunos não querem ser. Esse status fez com que as pessoas competentes não fossem atraídas para o magistério, pois podem auferir maiores ganhos em qualquer outra atividade e também ter mais respeito e melhores condições de trabalho. Restando para o magistério aqueles incompetentes, inúteis e descompromissados que precisam da estabilidade de um emprego público para não serem demitidos, mesmo ganhando um baixo salário, é gente que se não fosse a estabilidade e a falta de cobrança por resultados, já estaria na rua em qualquer carreira. Alguns podem achar que estou sendo excessivamente duro com os professores, mas conheço dezenas de exemplos do caso oposto, gente boa, competente, capacitada e infelizmente idealista, e eles me dão razão, pois nem eles suportam conviver com essa escória. Quem precisa de corporativismo é o incompetente, o inútil, quem preza pela profissão quer gente cada vez melhor na categoria, mas no geral o ar da sala de professores chega a ser venenoso.


Garantindo que o professor seja um agente do estado, um pelego, um pau-mandado, formado para abusar intelectualmente da inocência de crianças, e oferecendo ao aluno apenas ideologia vagabunda em vez de formação intelectual, temos a fórmula perfeita para o lixo de educação que temos seja permanente, assim ninguém ousará revoltar-se contra a ignomínia. Mas vejam que mimo:


O MEC defende que os recursos dos royalties do petróleo para a educação sejam usados, prioritariamente, para melhorar o salário dos professores. O sr. acha que o aumento na remuneração vai implicar um melhor resultado em sala de aula?
Não é uma consequência natural, mas é fundamental [para melhorar o aprendizado]. Dinheiro é absolutamente essencial para salário, estrutura, formação dos professores. A sociedade brasileira tem que se dar conta de que escola tem que ser de tempo integral, para o professor e para o aluno. Temos que colocar isso no nosso horizonte.”


A fórmula está traçada, e mesmo com mais dinheiro, desta maneira se garantirá que os estudantes continuem a ser abusados pelo sistema de ensino, ao longo de todos estes anos o tempo do aluno em sala só aumentou, mas a qualidade do ensino só piorou, aqui parafraseio Eintein: “insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. O aumento do tempo do aluno na escola melhorou o ensino? Não! Ensino de tempo integral vai melhorar? Não! Mais do que insanidade é estupidez! Por que antigamente tínhamos dois meses de férias no meio do ano e quase quatro no final do ano e o ensino era melhor? Dá para ver que qualidade de ensino e tempo em sala não andam juntos, diria até o contrário. Considerando tudo que o Sr. Soares disse, ensino integral é só um jeito de evitar que o aluno tenha liberdade para pensar independente dos agentes do estado. Toda esta vigarice só piora:


“(Soares) As nossas escolas, com muita frequência, não têm espaço para o professor ficar lá, porque foram pensadas como algo acidental.
(Folha)Por que ela é um lugar onde o professor passa?
(Soares)Porque essa foi a nossa tradição. [O Brasil] Criou uma escola que dá uma formação superficial. Foi pensada para poucos, não como uma política de todos, como direito.”


Esses ditadores, por serem fedorentamente incompetentes, tem que inventar mentiras sobre a história, o Brasil vinha até 64 de uma tradição de excelência na escola pública, com professores bem remunerados, respeitados e competentes que davam uma formação excelente a seus alunos, gente que com prazer chamávamos “mestres”! Mas a covardia não os confronta com a vergonha da própria sujeira, a vergonha do aumento do analfabetismo, se há hoje uma política de todos é a intenção do governo manter o povo analfabeto. E essas coisas me enfadam pois entram em contradição com a própria ideologia do construtivismo que o governo prega de maneira ditatorial e ineficiente, segundo a ideologia que faz questão de não se dizer um método educacional e odeia com todo o fel da alma a simplicidade e eficiência das cartilhas alfabéticas no letramento, pregam que o aluno “constrói” o próprio saber e assim o abandonam à própria sorte ou aos loucos devaneios do pensamento sem confronta-lo com a realidade, uma espécie de autismo institucionalizado, mas querem que o aluno construa o próprio conhecimento, fique o dia todo na escola para terem certeza que não aprenderá nada, nem por conta própria.


A maioria do que aprendi foi em livros, também estimulado por professores a usar meu tempo livre para os assuntos não cobertos pela escola ou para aprofundar o que me interessava, a liberdade, o tempo que não se está na escola é fundamental para a educação de verdade, os alunos tem participação ativa no processo de aprendizado, é mais que óbvio, nenhum professor ensina se um aluno não quer aprender, e os garotos aprendem sozinhos, independentes de professor, ainda mais hoje na internet. Por isso brigamos muito para a retirada do imposto imoral que Dilma e o PT cobram no e-reader e ebook em detrimento do texto constitucional, livro livre e acessível é o complemento indispensável à educação de verdade, crítica e consciente, e mais que isso, é através da leitura lúdica que o aluno afia suas habilidades de leitura e escrita, sem livros continuam analfabetos ou semi-analfabetos.


A nossa vida mudou, o funcionamento da sociedade hoje é diferente, com a internet e o e-reader, assim como foi com a prensa de Gutenberg, o espectro da educação mudou, a exigência em relação aos professores é maior, se antes uma das funções do professor era dar aos alunos acesso ao conteúdo, hoje não é mais. O parco conteúdo do currículo dos bancos escolares está à disposição da maioria dos alunos na internet, aquele professor que entrava em sala e enchia lousas e mais lousas e tudo que os alunos faziam em sala era anotar, perdeu a função, é só pegar o conteúdo na internet. Melhor, aquele professor que não tem domínio sobre os assuntos que ensina, hoje são abertamente desafiados por seus alunos, que com facilidade podem saber mais que o professor na internet; se um dia o professor tinha o monopólio sobre o conteúdo, hoje não mais, e só aqueles que realmente conhecem o seu assunto para além do que encontra-se com facilidade na internet tem justificativa de existir. Mas este professor é um tipo especial, e dificilmente os baixos salários e as más condições de trabalho vão atrair gente deste nível, é por conta do baixíssimo nível intelectual dos professores atuais é que absurdos como o construtivismo impera sem desafios degradando ainda mais o paupérrimo ensino oferecido aos brasileiros.


Já vai tempo que li vários livros de Piaget, foi antes de entrar na universidade, e por conta disso sempre fui crítico do sistema de ensino, o que assombra-me até hoje é que ouço que o construtivismo foi iniciado pelos estudos do naturalista suíço Jean Piaget, e isso é a mais pura mentira! Os estudos de sua aluna Emília Ferreiro, não só nada tem de Piaget, como entra em franca contradição com as descobertas do suíço, já confrontei inúmeros educadores sobre o assunto e tudo que ouço é silêncio, ninguém até hoje conseguiu contestar esta simples constatação: o construtivismo é baseado em uma mentira! Uma apropriação de um argumento de autoridade de um notório cientista para argumentos nada científicos.


Os construtivistas aproveitam da falta de habilidade escrita de Piaget, que perde-se em infindáveis parênteses ao tentar explicar seus achados, e da extrema complexidade de seus métodos matemáticos para da ignorância ancorar suas ideologias. Piaget viu que o desenvolvimento da inteligência é um processo que depende da participação ativa da criança, até aí isso é óbvio, mas é a partir daí que Piaget e o construtivismo divergem de maneira fundamental: diz o construtivismo que a criança constrói o próprio conhecimento, e aí é que está a diferença fundamental entre Piaget e o construtivismo, a criança tem papel ativo em seu desenvolvimento intelectual, mas esta construção não acontece do nada e não é completamente individual como quer que acreditemos Emília Ferreiro. Quando um bebê move-se e brinca, esta é uma maneira de experimentação de seu meio, é um mecanismo inato que todo bebê tem e que o faz experimentar a realidade do mundo ao seu redor, não é individual, todo bebê faz isso! Além disso, há uma realidade unificante, todo bebê experimenta as mesmas leis físicas, e assim este ambiente que é igual para todos determina o desenvolvimento intelectual da criança, que forma-se por experimentar a realidade através de seus impulsos inatos. O cérebro humano é moldado para conhecer, reconhecer e esperar a causalidade, e os bebês aprendem, experimentam esta realidade de forma lúdica através de suas brincadeiras. A inteligência é o desenvolvimento lógico das faculdades mentais, e o que Piaget descobriu em seus experimentos foi que as crianças tem uma lógica própria que aparentemente não faz sentido para os adultos, mas o mais importante que diferencia os achados de Piaget do construtivismo é que ele identificou macroestruturas, ou seja, esta lógica que a criança constrói, não é individual, há os mesmos erros lógicos em várias crianças, é um mecanismo universal, muito ao contrário do que diz o construtivismo, e essa diferença é fundamental, assim é ela que faz com que o letramento baseado na ideologia construtivista seja um fracasso. Há uma leniência e uma falta de objetividade no construtivismo que o torna nocivo aos estudantes, fazendo com que permaneçam analfabetos, sem a compreensão da lógica básica da escrita e leitura.


Piaget observou que o desenvolvimento da inteligência é gradual e passa por fases, o construtivismo entendeu o gradual como lentidão, leniência e falta de compromisso com objetivos ou objetividade. O construtivismo entende que a criança reinterpreta o que lhe é ensinado e cria sua realidade, assim um suposto erro seria um acerto baseado nas teorias do desenvolvimento cognitivo de Piaget, o que é uma estupidez grosseira; Piaget não entendeu estas estruturas intermediárias como corretas, mas persistentes nas crianças, e o contato com a realidade faz com que através da experiência a criança entenda que seu pensamento é incorreto, o construtivismo apenas considera o incorreto como correto em nome de uma apropriação individual do conhecimento, mas não leva em conta a realidade objetiva para o qual a criança testará suas interpretações, e assim chegará na realidade objetiva, na lógica causal. O exemplo clássico é mostrar um recipiente longo e fino e outro curto e largo e perguntar qual dos dois tem mais líquido, a criança sempre responderá o mais longo, pois em sua lógica a maior grandeza dimensional de uma das variáveis é a única que faz sentido, o conceito espacial de volume ainda não foi apropriado, mas ao manipular os objetos e ver que em ambos tem a mesma quantidade de líquido é que uma nova camada de entendimento lógico forma-se, através das experiências, testando e percebendo seus erros de maneira empírica; esse processo de desenvolvimento Piaget chamou de acomodação. No momento que realidade e pensamento chocam-se a mente trabalha para acomodar os novos fatos e assim ocorre o desenvolvimento cognitivo. Ao contrário, os construtivistas acreditam e mantém as crianças em seu mundo fictício e errado sem submete-los à experimentação, deixando apenas que a coisa aconteça naturalmente.


O construtivismo faz questão de dizer que não é um método, e assim combate as cartilhas, o método alfabético que sempre funcionou muito bem e o substitui pelo seu não método, mas vejam que contraditório, o construtivismo prega que o desenvolvimento é lento e gradual, mas em vez de oferecer aos alunos textos simples ou a própria lógica de formação das palavras, já oferece palavras inteiras e textos “contemporâneos”, é mais ou menos como pegar um monte de bebês e jogar na selva e esperar que alguns sobrevivam.


Como vocês viram o construtivismo tem em sua essência a mentira que faz com que não exista o contato do aluno com a realidade objetiva, se é para seguir o que descobriu Piaget, a escrita tem uma lógica, é um método, e não é uma apropriação natural, cada cultura criou sua escrita, assim a criança deve aprender sua lógica e ser confrontada com ela, a realidade objetiva do sistema de escrever, e não criar a sua escrita, pois é através da escrita que nos entendemos, e é para isso que ela existe, não é uma construção individual, é uma herança cultural. Se a linguagem e a escrita fossem naturais e passíveis de serem entendidos entre todos os seres humanos não teríamos povos diferentes com línguas diferentes, mas a realidade é que uma criança educada em português não consegue conversar com outra em inglês, é o óbvio ululante, mas o construtivismo quer que cada aluno crie a sua escrita e linguagem, a estes que não aprendem a cultura da própria língua chamamos analfabetos. Alguma dúvida de como o analfabetismo só aumenta no Brasil? Uma pessoa alfabetizada lê um texto e entende, pois há uma realidade comum, não uma construída, quem construiu sua realidade escrita independente da cultural é por definição um analfabeto funcional. Será que tem como eu ser mais claro?


Por esse motivo espanta-me o uso de uma pedagogia inefetiva e cheia de conteúdo ideológico inútil. Estava reunido com vários amigos e um deles contou que no exercício de leitura na terceira série, um garoto não conseguia ler direito, falhava e errava as palavras, ele não agüentou e começou a rir, por conta disso a classe inteira começou a rir também, ele foi para a diretoria. Aí consultando os vários presentes na mesa, perguntei se nas suas turmas tinha alguém que não sabia ler, e o motivo do riso era óbvio, não se encontrava nesta época alunos que não soubessem ler um texto em voz alta, pois um dos exercícios era a leitura em classe onde todos os alunos iam lendo pedaços de um mesmo texto. Toda essa turma foi educada com a cartilha “Caminho Suave”, ditados, cópias, divisão silábica, leitura em voz alta e todo o resto, todos aprenderam, e nessa época raros eram os que não sabiam ler e escrever já na segunda série. O método alfabético da cartilha é tão eficiente que pode ser aplicado até por educadores leigos, não ganhamos nada com esse lixo que é o construtivismo, já chegou a hora de largar essa estupidez em nome do bem dos jovens brasileiros, é uma violência, um abandono usar uma ideologia francamente vigarista em vez de um método que sempre funcionou.


Para mostrar o nível de vigarice do construtivismo, posto aqui um excerto de uma entrevista da parceira de Emilia Ferreiro, Ana Teberovsky em uma entrevista para a revista  Nova Escola


"Como deve agir o professor especialista ao deparar com estudantes de 5ª a 8ª série não alfabetizados?
Ana Teberosky - Todo educador precisa saber os motivos pelos quais a alfabetização não ocorre. Sou contra usar rótulos como alfabetizado e não-alfabetizado, leitor e não-leitor. Quando se trata de conhecimento, não existe o "tudo ou nada". Uma criança que tenha acabado as quatro primeiras séries, apesar de dominar os códigos da língua, pode ter dificuldade em compreender um texto e não estar habituada a estudar. Algumas apresentam resistência a tudo o que se refere à escola por motivos vários. Outras têm mesmo dificuldades e, por não saber superá-las ou não contar com alguém para ajudar, evitam contato com textos. Cada caso exige atenção e tratamento diferentes."


Comento: ser contra os “rótulos” é justamente para evitar uma avaliação objetiva do processo de ensino, cada caso é um caso, mas a verdade é que esses alunos ou são analfabetos totais ou funcionais, a realidade objetiva deixa sempre as coisas mais feias e mais claras.


"Os defensores do método fônico culpam o construtivismo, base dos Parâmetros Curriculares Nacionais, pelos problemas de alfabetização no Brasil. O que a senhora pensa disso?
Ana Teberosky - Para afirmar se a culpa é ou não de determinada maneira de ensinar, seria necessário ter um estudo aprofundado das práticas pedagógicas dos alfabetizadores em todo o país. Uma coisa é o que eles declaram fazer, outra é o que eles executam de fato. Quem afirma que uma forma de alfabetizar é melhor que a outra está apenas dando sua opinião pessoal já que não existe nenhuma pesquisa nessa linha. A dificuldade em alfabetizar no Brasil é histórica e já existia mesmo quando o método fônico estava na moda.


Comento: ter um estudo aprofundado e questão de opinião, são maneiras de evitar confrontar-se com resultados objetivos, o construtivismo é um fracasso, mas não precisamos ir tão longe, como mostrei acima, uma coisa baseada em um pressuposto falso e vigarista já está condenada por definição."


"O bom desempenho de alguns países nas avaliações internacionais pode ser atribuído à utilização do método fônico?
Ana Teberosky - Não dá para comparar um país com outro, porque não é somente a maneira de ensinar que muda. Outros fatores aliás, importantíssimos influenciam no processo de aquisição da escrita, como as características de cada idioma. É muito mais fácil alfabetizar em uma língua em que há correspondência entre o sistema gráfico e o sonoro ou naquelas em que as construções sintáticas são simples, por exemplo."


Comento: Fugir da comparação é não querer confrontar-se com realidades objetivas, o fato do fragoroso fracasso do construtivismo, o fracasso dos nossos estudantes, o fracasso do Brasil.


Já chegou a hora de enterrar de vez a ideologia construtivista criada por Emília Ferreiro e Ana Teberovsky, que não podem submeter-se ao contraditório, à mera realidade do sistema de ensino, até agora não vi um bom argumento prático para abandonarem a cartilha alfabética, ela é mais simples, mais eficiente e rápida na alfabetização, todo este mambo jambo construtivista é mera vigarice e já mostrou-se capaz de piorar a educação e a formação dos alunos, ele é um abuso, criando estudantes deficientes em leitura pelo resto da vida! Como um aluno saí do ciclo básico sem saber ler e escrever? Com o construtivismo! Na época da cartilha era risível um aluno que no terceiro ano ainda não soubesse ler, hoje choramos por alunos que terminam a escola e ainda não sabem ler! Mais do que os absurdos ditos por Jose Francisco Soares, a ideologia vigarista que se finge de teoria educacional do construtivismo de Emília Ferreiro, impressiona-me que não haja gente, professores, educadores, e escritores que revoltem-se com estes disparates. O Brasil precisa de mais leitores e para isso brigamos para o fim do imposto ao e-reader e ebook, mas nada adianta ter livros grátis e acessíveis se a educação for sabotada em seu início. Alguns alunos são espertos e não se deixarão sucumbir a esta violência, são guerreiros, navegarão sozinhos pelo mar de iniqüidade e encontrarão seu caminho, mas não podemos ser cúmplices da violência, da pedofilia intelectual! Devemos facilitar, ajudar e não dificultar a educação para que um dia olhemos para estes garotos com orgulho no dia que eles nos superarem.


Alex

8 comentários:

  1. Alex outra matéria que nos deixa irritados com a mentalidade dos nossos editores:http://www.tiposdigitais.com/2014/04/brasil-não-é-pa%C3%ADs-do-ereader.html#tpe-action-posted-6a00e5521eec17883401a73da92cc1970d

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    1. Oi Marta,

      Novamente, obrigado pelo link, mas pergunto-lhe, esses cabecinhas de repolho não lhe dão sono? É legal ver argumentos contrários aos nossos, mas quando são bons, esses são ridículos, mas o mais interessante é que eles vocalizam bem a postura do mercado dos papeleiros que está se borrando de medo do e-reader, mas não pode admitir, pois aí não só mostra a importância da tecnologia, como evidencia o seu nível de ignorância uma vez que não são cultos verdadeiros, só impostores; mas o mais nefasto é a pequenez e a mesquinharia deste povo, que em nome de uns poucos caraminguás, sub-desenvolve toda uma nação. É gente que ao apontar para o espaço só observa o dedo.

      O título do post e a tentativa de argumento é O Brasil não é o país do e-reader, vou evidenciar aqui apenas o óbvio ululante que mostra o nível de leviandade, burrice ou incompetência do autor. Do mesmo jeito que ele diz que o Brasil não é o país do e-reader posso afirmar que o Brasil não é também o país dos leitores:
      Bibliotecas em foco
      Uma pesquisa inédita realizada pelo Observatório do Livro e da Leitura com 503 bibliotecas do país revela alguns dados nada animadores. A média de frequência é de 420 pessoas por mês (14 por dia), sendo que um terço das instituições (35%) recebe menos de cem/mês.
      Outro problema constatado refere-se à renovação dos acervos. Mais da metade das bibliotecas (52%) não possui verba para aquisição de novos livros.
      "O país ainda não conseguiu resolver o problema de financiamento das bibliotecas", diz Galeno Amorim, diretor do Observatório do Livro e da Leitura e ex-presidente presidente da Fundação Biblioteca Nacional.


      E aí? Vamos fechar as bibliotecas? O Brasil não é o País da bibliotecas. Não vale a pena ter bibliotecas? E olha que perto do e-reader são muito caras: prédio, manutenção, acervo, conservação, funcionários e até livros.

      Também podemos afirmar que o Brasil não é o país do estudo pois ficou em 57 lugar em matemática dentro de uma avaliação que conta com 65 países no Pisa. Se falamos de leitura o Brasil ficou atrás de Trinidad e Tobago.

      O Brasil não é o país das Escolas, vamos fechar as escolas?

      E se o Brasil não é o país dos leitores, por qual motivo os editores imprimem livros? Deviam parar, pois o nosso mercado é muito inferior ao americano!

      Deu para ver como esse Carrenho é fraco de argumento, um pau-mandado dos papeleiros? Nem é preciso ir ponto por ponto do seu artigo imbecil, onde matemática e talvez são palavras que não ficam bem na mesma frase, ele pode não ter culpa, é só mais um destes descamisados intelectuais que o nosso sistema de ensino produziu.

      Continua...

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    2. Continuando:

      Mas leia este artigo do João Pereira Coutinho que posto aqui um excerto:
      “Qual a pergunta mais idiota que é possível ouvir quando temos uma biblioteca generosa? Exato, leitor: "Você já leu tudo isso?"
      Engolimos em seco. Respiramos fundo. E depois explicamos, pela décima, centésima, milésima vez que uma biblioteca não é uma coleção de livros lidos. As bibliotecas são feitas de livros que lemos no passado, que consultamos no presente e que um dia, talvez, leremos no futuro. Ou que alguém lerá por nós.
      Mas existe uma situação mais constrangedora no mundo das bibliotecas: quando descobrimos que uma parte delas nem sequer são constituídas por livros.
      Aconteceu uma noite: fui convidado para um jantar em casa de um conhecido literato português. E, deambulando pela casa, encontrei uma estante com livros.
      Ou, pelo menos, eu pensava que eram livros. Ao remover um deles, reparei que a coleção era mero enfeite, feito de lombadas e nada mais. O meu anfitrião presenciou o funesto momento. Ninguém disse palavra. Nunca mais fui convidado para jantar algum.
      Ficou a lição: a posse dos livros começa por ser vaidade. Só residualmente é uma questão intelectual. “



      Abraço,
      Alex

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  2. Alex tentei deixar um comentário neste artigo em cima vc acredita que o dono do blog me enviou um email dizendo que não ia publicar meu comentário porque falei que o PT é contra a educação, também falei que o mundo editorial é contra o e-reader e quer que o dispositivo de leitura seja o tablet e que eles sabotam o e-reader aqui se ler o artigo irá entender o que falo por ir contra a ideia dele ele não aceitou meu comentário. Realmente a liberdade de expressão não existe mais no Brasil. E se não fosse pela livraria Cultura e pela Amazon somente importando e-reader teríamos um update em nosso modo de ler. Que a Cultura e a Amazon mesmo contra uma corrente contra perseverem na divulgação do e-reader e nos dê oportunidade para termos um dispositivo excelente para leitura.

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    1. Oi Marta,

      O Blog dele é privado, assim ele deixa publicar o que quiser, mas isso evidencia não uma falta de liberdade de expressão, mas o nível de vigarice intelectual que não pode submeter-se ao contraditório. Se quiser fico feliz que poste aqui seu comentário assim como o mail que ele enviou-lhe, você já deve ter visto que frequentemente deleto comentários que tentam usar de técnicas dialéticas para não argumentar, mas deixo alguns posts para evidenciar a falta de argumento do autor, para que o leitor veja e treine seu julgamento e assim não caia nos mesmos recursos retóricos, em vez de tentar vencer o argumento fogem como covardes, e tentam vencer pelo cansaço, não tenho tempo a perder em discurso vazio, esse Carrenho é só mais um coitado, cãozinho de coleira de papeleiros. Mas como disse, ficaria feliz que postasse aqui seu comentário e a resposta, quem sabe podemos até fazer um post juntando tudo que já argumentamos no assunto. Esse pessoal finge-se de neutro, mas só querem impor seus argumentos vigaristas, assim desmascaramos suas verdadeiras intenções no assunto, barrar a todo custo o e-reader que é um direito do brasileiro.

      Um Grande Abraço,
      Alex

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  3. Alex, infelizmente tenho a mania de deletar meus emails que não uso para o trabalho, principalmente porque fiquei muito triste com o email deletei na hora, mas não costumo fazer comentários longos e já tinha feito comentários no blog do Carlos Carrenho já que gosto muito do Publishnews que pertence a ele sobre o mundo editorial e tem ótimos artigos lá, e nunca tive problema. Mas como a colocação dele tem tudo a ver com o que vemos o PT fazendo contra a educação quis tecer meu comentário e ele não aceitou comentários políticos, ele foi educado mas censurou minha opinião, e já que vivemos num país que se diz democrático ele deveria ter deixado eu expor meus argumentos. Primeiro porque eu creio que tem muitos brasileiros que lêem muito participo de vários grupos de leitura no face e muitos até chegam a ler 4 livros por semana. Segundo o e-reader é o dispositivo ideal para leitura sem sombra de dúvida eu comentei em outro post estou com um ipad mini mesmo sendo melhor do que outros tablets em questão de leitura depois de algum tempo o peso do tablet e a luz realmente incomoda se vc comparar com a leitura em um e-reader. E por fim tenho um amigo da área editorial e ele disse que anda circulando que a partir de setembro o PT irá taxar livros físicos, como sou leiga no assunto, não sei se isto é possível ou não se for será um retrocesso no país e realmente a tentativa do PT de deixar as pessoas serem manipuladas por eles, e pelas mídias sociais que atualmente difícil de se acreditar no que falam e escrevem pois sabemos de toda a manipulação do governo em jornais, revistas e principalmente nos telejornais, o que atualmente nem vejo mais. Obrigada por conceder eu partilhar minha tristeza e indignação de alguém que tem um e-reader e tem um posto de vista e não teve a liberdade de expor no outro blog que lia minha opinião. Aceitar e ouvir opiniões dos outros diferentes das nossas é sinal de maturidade e liberdade mesmo que não compartilham de nossas idéias e assim que se faz um país democrático, Mas pelo visto o Brasil não é mais um país democrático.

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    1. Esqueci de colocar esta matéria do Danilo Venticinque que toda terça escreve online e amo as matérias dele sobre literatura simples e muito boas colocações. Esta é sobre o ditado que alguns dizem Brasileiro não lê .http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/danilo-venticinque/noticia/2013/07/o-brasileiro-bnao-leb.html

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    2. Marta,

      Uma pena que tenha deletado o email, pois perdemos uma chance de ouro para desmascarar este tipo de vigarista que esconde-se sob o manto da neutralidade mas em realidade são pelegos do governo, e pior, gente que quer manter o povo na ignorância, como justificar alguém no mercado editorial em favor da ignorância? Não dá, é por isso que eles fazem sempre estes ataques laterais e covardes. Mas se você usa Gmail, Yahoo ou Hotmail, mesmo que tenha deletado o email e ele fica por um bom tempo na pasta da lixeira, assim, conforme o serviço que use, ainda dá para resgatar o mail.

      Por mais diferenças que tenhamos, ambos tentamos fomentar a leitura e nos deparamos com a mesma barreira, o preço do livro, não é difícil fazer um garoto ler, desde que seja o que ele quer ler, não o que você quer que ele leia, é conversar, entender os gostos e fomentar a curiosidade através da leitura, e é por isso que a liberdade é fundamental. Mais que isso é a sabotagem ao ensino do construtivismo que afasta o livro do aluno pois faz com que ele seja um leitor deficiente, e para complementar os colégios públicos não tem pedido livros de leitura para os alunos. Entendo que a leitura obrigatória é derrogatória ao hábito prazeroso da leitura, por isso vi em vários colégios particulares o incentivo para o aluno escolher os títulos. Já os públicos, pergunte quantos livros o colégio deu para o aluno ler no ano letivo, e pergunte quais os livros e verá o mecanismo de imbecilização do povo em ação.

      Leitor sabe que ler bem é só no e-reader, também tenho um tablet com tela de altíssima definição, o Kindle hdx, e não dá, não tem comparação em conforto e concentração. Quando vejo uma pessoa que diz que lê no tablet, a conclusão é óbvia, esse não é um leitor de verdade, lê pouco e por isso não faz diferença, e assim denuncia-se os falsos eruditos, quer pior, vi um imbecil que acha que o e-reader é ruim pois não tem cores... dá para entender que não serve para seus livros de colorir, mas literatura... não faz diferença, pois ele não lê, só finge. As máscaras caem, e como viu no texto que lhe indiquei, a falsa intelectualidade é mais comum do que imaginamos.

      Um Abraço.
      Alex

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