sábado, 29 de março de 2014

Fátima Bezzerra (PT-RN), Iriny Lopes (PT-ES) e o PT em mais um golpe contra a leitura e educação.

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Quando as coisas são simples e começam a complicar, você pode ter certeza de uma coisa: má vontade, mas como não podem admitir ficam inventando desculpas e recursos para que a responsabilidade óbvia não recaia sobre suas carcaças. É o caso da lei já aprovada no senado que agora passa pela câmara e traz o entendimento constitucional ao que pretende a própria constituição mas o PT e Dilma negam a todo custo por questões estratégicas e ideológicas. Depois de toda a palhaçada evidente que fez o PT para sabotar o projeto PL4534/2012, depois do relatório vigarista e sem argumentos para manter a cobrança de imposto no e-reader, agora cismaram de convocar uma suposta audiência pública. Em países ditos democráticos uma audiência pública é feita para ouvir os vários lados em uma questão, no caso, como a pauta não tem defesa, pois é uma evidente ação de sabotagem à educação do brasileiro, da liberdade de expressão e difusão da cultura, vão tentar dividir a conta do ato inominável, e para isso tomam conta de uma audiência pública para fazer basicamente uma audiência privada com a maioria dos convidados contrários ao e-reader, mostrando assim como “res publica”, a coisa pública, é privatizada em nome de um partido, se já não bastasse o escândalo da Petrobras onde os fatos são tão aberrantes que não existe explicação possível que não seja a suprema incompetência ou algo pior.

O que acontece é que este ano temos eleições e todos os candidatos do PT vão levar esta mancha em seus currículos, a marca indelével de quem frontalmente, sem qualquer desculpa escolhe sabotar a educação do brasileiro e sua melhor chance de ter acesso aos livros. Por isso inventam esse teatrinho, se o aumento do analfabetismo conseguido no governo Lula e Dilma não fosse suficiente para dar um sentido de urgência em qualquer medida que ajude na educação do brasileiro, o fato é que não há somente desprezo pela educação, é uma sabotagem explícita, eles precisam que o povo seja ignorante! Assim podem tapear, dar uma bolsinha mixa, enquanto o dinheiro gordo vai para outros, só quem estuda sabe que a bolsa empresário é muito maior que a bolsa família, e pior, os tais campeões nacionais em que o governo investiu são na verdade os grandes perdedores! Nada grita mais alto fracasso para um povo do que o aumento do analfabetismo, mas o fracasso do povo é o sucesso do PT, eles planejam um sucesso retumbante, com o PMDB demonizado pelos meios de comunicação, pretendem este ano dar o golpe final e não precisar de mais ninguém, nem do povo, para governar e transformar o Brasil na almejada ditadura de partido único socialista. O jogo vai ficar feio, vão fazer de tudo, como já mostrou o que fizeram no mensalão, um golpe para comprar o congresso perpetrado por todos os dirigentes petistas.

Mas uma parte deste plano esbarra na necessidade de idiotizar os brasileiros, e para isso é preciso banir os livros, no caso do papel o próprio preço já é repelente, o brasileiro paga mais caro no livro que o norte americano que ganha muito mais. Isso é que é um país pobre! Pobre de espírito, e para garantir que as coisas continuem assim fazem de tudo para que o e-reader, que é um aparelho capaz de leituras complexas, barato e capaz de baratear o livro e dar acesso gratuito a tudo que é de domínio público, nunca seja acessível à população mais pobre e carente. A escola já é um lixo, mas com livros um estudante pode rebelar-se, e sem que queiram adquirir cultura, treinar leitura, e ler tudo o que não querem que leiam, o que mostra as vigarices e os discursos falsos dos ideólogos do governo. Eles morrem de medo de quem tem argumento, de quem lê, de quem sabe ver sob suas múltiplas camadas de mentiras, esses não se dobram a seus desmandos e ainda ousam contradizer-lhes.

Vejam a lista de convidados da audiência privada:

Senador Acir Gurgacz, o autor do projeto já aprovado no Senado.

José Castilho Secretário executivo do PNLL do Ministério da Cultura, o que há para dizer, está no governo PT, vulgo “pau mandado”.

Fabiano dos Santos Piúba  Diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura, outro pau mandado do PT

Karine Panza Presidenta da Câmara Brasileira do Livro (CBL), esta já é conhecida do blog pela violação da lógica para dizer que livro no Brasil é barato, é vinculada à indústria dos papeleiros, não é preciso dizer mais nada.


Sonia Jardim Presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), outra da turminha dos papeleiros.


Francisco Ednilson Xavier Gomes Presidente da Associação Nacional de Livrarias, mais um papeleiro.


Monica Franco Diretoria da Divisão de Conteúdo Digital do MEC, mais um do governo PT, pau mandado.


Representante do Ministério da Fazenda do governo PT, alguma dúvida de ser outro pau mandado?


Representante da Receita Federal do governo do PT, alguma dúvida?


Iris Borges Editora e Escritora, turma dos papeleiros.


Sergio Amadeu Sociólogo e professor da Universidade Federal do ABC, ideólogo que já trabalhou em administração petista.


Gustavo Tepedino Professor de Direito Civil da Faculdade de Direito da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro.Vejam o link e o resumo do trabalho, alguma dúvida a quem pertence suas simpatias?

“O objetivo deste trabalho é apresentar o conteúdo da garantia
constitucional do direito de propriedade no ordenamento
jurídico nacional. Propõe que inexiste uma garantia à propriedade
independente de sua função social. Aborda no decorrer da
argumentação o significado da função social e o controle
judicial da situação subjetiva de propriedade, apontando para
a inafastabilidade do cumprimento da função social e aponta o
novo significado da garantia da propriedade.”


Alex Szapiro CEO Amazon Brasil, apesar de ter interesse na isenção do imposto, depois de fazer um acordo de distribuição com o governo, terá a Amazon peito de contrariar o governo? Duvido!


Sergio Hertz Presidente da Livraria Cultura, outro que apesar de vender e-reader tem maior rendimento com papel.


Eduardo Spohr, escritor, também obviamente ligado aos papeleiros.

Como podem ver, quem aí defenderá o e-reader e sua possibilidade de acelerar a educação do brasileiro barateando o conteúdo cultural e educacional? Talvez o Senador Gurgacz?

Obviamente esta é mais uma medida protelatória e diversiva, se quisessem o projeto já estaria aprovado, se quisessem nem precisava de projeto pois a constituição já dá imunidade ao e-reader e-ink, uma vez que é um aparelho essencialmente só bom para leitura, as características da tela que permitem gastar pouquíssima bateria e ler muito bem, são as que o excluem para outras funções, é o análogo moderno do papel. Mas e daí que o governo do PT fracassou de maneira vergonhosa na educação? Ela não só não é prioridade mas é combatida, fracasso do brasileiro em educação é o sucesso do PT na eleição, se bem que depois deste trabalho não confio mais na urna eletrônica que não pode ser auditada e pode facilmente ser adulterada por dentro, sem deixar vestígios, leiam.

Continuamos na nossa luta pela leitura e todos os bens que vem junto, um mundo com mais leitores é um mundo mais divertido, difícil é argumentar com estes vagabundos que não lêem coisa nenhuma e querem que todos os brasileiros sejam assim.

Alex

11 comentários:

  1. Alex, realmente nosso governo é uma vergonha. Infelizmente a educação no Brasil esta falindo pela falta de investimento e uma estrutura adequada para os nossos professores pelo menos na rede pública ainda vejo com bons olhos a rede particular. Acompanho desde 2010 este blog e vejo a luta pela democratização do e-reader e a retira da taxa, ainda não aconteceu infelizmente, mas vamos continuar a nossa luta, o que me deixa feliz é saber que a Cultura e a Amazon as vezes tiram a taxa e vendem o e-reader com o preço dos Estados Unidos, vc viu o Kobo Glo, estes dias o PW por 390 e o Kindle 4 por 199, são ofertas rápidas mas está dando oportunidades de muitos entrarem para este novo mundo que faz uma tremenda diferença em nossas vidas e nos proporciona além de livros gratuitos um leque de livros que demoraria anos para chegar no Brasil. Creio que hoje quem quer aprender tem muito mais oportunidade.

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    1. Oi Marta,

      Gostaria de achar que o problema é exclusivo do financiamento, pois com mais dinheiro isso se ajeita, mas é pior, é no gerenciamento e na falta absoluta do entendimento do que é educação de verdade, sem resolver estes problemas qualquer dinheiro extra irá para o buraco negro que hoje é a educação. O presidente do Inep(to) José Francisco Soares apareceu em uma entrevista na folha, o texto é pernicioso, um verdadeiro atentado contra tudo o que é a boa educação, estou para escrever um texto sobre o assunto, mas é preciso estômago para tanta vigarice junta, mas o que espanta-me não é o que disse, mas a falta de reação da sociedade, nem professores, nem educadores conseguiram avaliar o que representa sua fala para a educação de verdade pelos princípios simples aprendidos na psicologia experimental e não na ideológica. O tal currículo básico não é uma evolução, mas um jeito de nunca a educação melhorar, e o argumento mais simples é: se o professor não sabe o que é um currículo mínimo, o que sabe além disso? Para que serve o professor? Mas vou deixar para escrever depois pois este será mais um dos longos, e faço questão de detalhar todos os argumentos, nestes assuntos não é possível sucumbir à leviandade reinante. Infelizmente este tipo de entendimento errado acaba sendo imposto até na rede particular.

      O imposto do e-reader é uma medida ínfima, mas sua retirada representa grande impacto na educação, mas para a censura soft insidiosa que faz o governo o e-reader e sua liberdade é um empecilho, vi na folha gente falando do acesso dos Venezuelanos ao livro, baratíssimo, mas só os aprovados pelo governo, isso não é livro, é panfleto, propaganda, livro é livre, e o mesmo pretende o PT aqui, a Venezuela está apenas na nossa frente, não podemos deixar que o PT “Venezualize” o Brasil para quem sabe no futuro implementar uma ditadura à cubana.

      O e-reader é uma avanço para quem já lê, muito maior para quem ainda não lê, por isso lutamos pela sua popularização e fazer valer o que diz a constituição sobre livro, não é um favor que cobro, são nossos direitos que estão sendo corroídos.

      Abraço,
      Alex

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  2. Essa questão da urna eletrônica é preocupante, revoltante também pois sabemos que falcatruas ocorrem, ainda mais no Brasil. Em qualquer país que se diga seriamente democrático (que busca a Democracia, digamos assim), todo o resto pode ser automatizado, mas o voto é no papel, secreto e não é obrigatório. Lembrei agora do escândalo da manipulação do painel de votos no Senado, na época daquele coronel baiano já falecido. A maldição do Brasil e da Bruzundanga são os coronéis e os partidos (de qualquer lado) que quando pegam no osso do poder não querem mais largar... Adorei a conclusão desse artigo, Alex. Abração!

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    1. Helena,


      Eu fiquei assustadíssimo ao ler o trabalho, nossa urna eletrônica não tem qualquer possibilidade de ser auditada, junte a isso que o Toffoli, vassalo do PT, é que presidirá o processo e já fez uma medida para amordaçar o ministério público, que não poderá investigar fraude eleitoral sem a própria autorização do TSE! Olha a soma de absurdos! Na França a urna é uma caixa transparente, a nossa é mais que uma caixa preta, como ter confiança em um processo eleitoral assim? Com esta dúvida todo resultado eleitoral torna-se ilegítimo, é a derrocada da democracia por meios indiretos.

      Abraço,
      Alex

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    2. E como se explicam as derrotas do PT em eleições recentes em que inclusive os candidatos petistas eram favoritos nas pesquisas? Vou facilitar a elucubração:
      1. Algumas eleições o PT "se deixa" derrotar pra disfarçar o golpe.
      2. Nem sempre o PT consegue roubar os votos necessários.
      3. Existem outras forças políticas tão nefastas quanto o PT que também tem interesse na fragilidade das urnas eletrônicas.
      4. De vez em quando o hacker contratado é francês e numa crise de consciência aperta o botão errado.

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    3. Não é questão de perguntar, mas de auditar, um processo eleitoral deve ser transparente, nunca pode deixar dúvidas, e isso deve ser obrigatoriamente corrigido para garantir a lisura do pleito, lembrando que a possibilidade de existir uma cópia impressa do voto que permitiria uma "recontagem" foi vetada! Responda-me, não é melhor para todos que o processo eleitoral não deixe dúvidas da sua lisura? Ainda mais quando o juiz que controla o processo é notório pau mandado do partido que teve sua direção e principais expontes presos por querer fraudar a república? Quem não preocupa-se em fraudar a república pode muito bem querer fraudar uma eleição, assim a transparência do processo é fundamental. Com o que foi visto no trabalho, é possivel confiar em um processo eleitoral que não pode ser auditado?

      Alex

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  3. Alex olha que matéria interessante sobre a isenção do e-reader http://www.tiposdigitais.com/2014/04/isencao-fiscal-ebooks-ereaders.html

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    1. Oi Marta,

      Muito obrigado pela indicação, já tinha visto a nota do Lauro Jardim, mas os comentários do Carlo Carrenho tornam as coisas mais evidentes para quem tem meio cérebro para pensar, é óbvio para quem lê que o Sr. Carrenho preocupa-se em defender o “mercado editorial”, mas como todo o mercado, não pode colocar-se de forma frontal contra a aprovação da isenção ao e-reader, e assim tenta fazer o mesmo de forma lateral, como mera “estratégia” para um “bem maior”. Veja a conclusão a que chega:

      “No entanto, existe aí um risco fiscal que só será sanado quando a legislação for modificada. E considerando que o mercado digital está em franco crescimento, com 2,5 milhões de e-books vendidos em 2013, é natural que editores e outros players busquem resolver este embroglio fiscal o mais rápido possível. E, neste caso, buscar a isenção dos aparelhos junto com a isenção dos livros pode ser mais uma perda de foco que uma economia de escala.”

      Em realidade não existem bons motivos para negar ao e-reader o texto da constituição, e mais que isso, quem fica contra acaba evidenciando que é a favor da censura e contra tudo o que representa a literatura de verdade e a necessária liberdade, sem a qual o livro não existe. Já esparramei muita tinta aqui no blog com esta realidade evidente, desmascarando de forma simples todos os argumentos vigaristas. O Carrenho é apenas mais um, veja suas falácias:

      A primeira é que o caso em questão não é de uma lei do livro, mas de uma garantia constitucional que está sendo violada, um direito do povo que está sendo caçado pelo governo, pois o controle do que é publicado pelas editoras é fundamental para a implantação da censura silenciosa, mais insidiosa que a censura frontal, pois finge-se de não censura; quando há censura, o governo vai lá e diz: “isso não pode ser publicado”, há um documento oficial, uma prova cabal da existência da censura, e um alvo de combate, a censura silenciosa é pior pois finge que não há censura, mas ela existe, não há um mecanismo frontal e um culpado, mas há um jogo fedorento de bastidores que impede que certos conteúdos sejam publicados, veja o caso do livro do Tuminha, um monte de livrarias não tem o livro com medo de represarias do governo, mas quem quiser pode comprar o ebook sem problemas, não é um caso evidente? O livro trás denúncias gravíssimas que podem botar metade do governo na cadeia se investigadas de maneira republicana, mas nada é investigado e tudo é jogado para o esquecimento, esquecimento este induzido pela censura silenciosa, insidiosa.

      Outra falácia é quando diz que houve uma audiência pública sobre o assunto, não houve, esta palhaçada é a primeira, uma audiência pública mas com restrições privadas, ou seja, o seqüestro da “res publica” para fins particulares, existiu um Seminário sobre o livro digital, e nele ninguém teve coragem de afirmar de forma frontal que é contra a liberdade do e-reader. Por isso o assunto tem sido protelado, já denunciei aqui o relatório vigarista da petista para negar a isenção constitucional ao e-reader, é claro e evidente, não existem argumentos! E fica o fedor da censura.

      Continua...

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    2. Continuando:

      Olhe o que o Carrenho diz:

      “Individualmente, eu nunca ouvi nenhum editor ser contra a isenção de leitores dedicados, mas, como veremos a seguir, estrategicamente pode não ser interessante lutar por ela neste momento.”

      Ou seja, ninguém é culpado, mas é melhor não dar isenção ao e-reader, uma maneira clara de esconder as verdadeiras intenções em uma tecnicalidade, um recurso vigarista conhecido, muito utilizado por juizes do supremo quando não tem argumentos contra princípios evidentes.

      Veja outras falácias;

      Diz Lauro Jardim:

      “O mercado editorial está contra a Amazon por dois motivos: a empresa quer isenção no pagamento de impostos, mas segue sem produzir o Kindle no Brasil.”

      Comenta Carrenho:

      ”É realmente difícil entender este primeiro motivo por parte do “mercado editorial”, que aqui encontra-se bastante generalizado, pois são poucas ou discretas as vozes na indústria do livro contra a isenção de leitores dedicados. [E é importante lembrar que o benefício fiscal alcançaria não apenas os Kindles, mas quaisquer leitores dedicados, como os da Kobo e outros genéricos]. Em primeiro lugar, por que este mercado seria contra algo que aumentaria o consumo de seus livros? Não faz sentido, e seria esperar muito patriotismo de editores, livreiros etc. acreditar que seriam contra a isenção de leitores dedicados só porque não são feitos no Brasil. Em segundo lugar, livros físicos importados também são isentos de impostos, apesar de serem manufaturados no exterior. Para que este argumento mostrasse coerência, aqueles contrários à isenção de impostos para leitores digitais importados também deveriam se opor à isenção fiscal sobre livros importados.”

      Ele tenta dizer que o mercado editorial não tem motivos para ser contra o e-reader, mas são contra e tem motivos: Com o e-reader em mãos dos leitores brasileiros a publicação fica muito simples, barata e acessível, quebrando o monopólio das editoras, e mais ainda, o controle do que é publicado e vendido deixa de ser dos editores. Sem editoras os livros podem ser vendidos a preços muito mais baratos, pois é uma relação direta entre escritor e leitor, sem o atravessador, a editora, que é quem fica com o grosso do dinheiro. Com um e-reader em mãos os leitores podem ter gratuitamente livros em domínio público, livros estes que as editoras vendem e ganham dinheiro, principalmente os obrigatórios do colégio. E para corroborar minhas afirmações está aí o custo absurdo que as edições digitais tem no Brasil, tendo como base de preço o livro físico, ridículo!

      Continua...

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    3. Finalizando:

      E aí, tentando escafeder-se do picho de ser contra o e-reader, ele usa o utilitarismo como desculpa:

      Diz Lauro Jardim:

      ”‘Se passar no Congresso, o mercado considera que o governo pode derrubar a nova lei do livro inteira por causa do artigo.”

      Argumenta Carrenho:

      “Já este segundo motivo para o “mercado editorial” ser contra a isenção faz bastante sentido. Sentido estratégico, no caso. A questão é que desde o início, quando o senador Acir Gurgacz iniciou todo este processo de modificação da Lei do Livro, sempre se buscou a isenção tanto dos e-books, os livros digitais, quanto dos e-readers dedicados, os aparelhos de leitura. E é nesta proposta dupla que reside um grande risco. Afinal, enquanto é praticamente certa a aprovação da isenção sobre o livros digitais em si (os arquivos), a isenção dos aparelhos eletrônicos de leitura provavelmente terá seus opositores. E se quem defende o PL 4534-2012 insistir em acertar dois coelhos com uma cajadada só, buscando aprovar a isenção de ambos os produtos, acabará por correr o risco de nenhuma isenção ser aprovada justamente por conta de alguma polêmica sobre os aparelhos eletrônicos. Neste caso, faria todo o sentido o “mercado editorial” ser contra a busca da isenção dos aparelhos de leitura apenas por um motivo estratégico, para não comprometer a aprovação da isenção dos e-books, no melhor estilo “melhor um pássaro na mão do que dois voando”.”

      Segundo ele não é que o “mercado editorial” seja contra o e-reader, é mera estratégia para não perder também a isenção ao ebook, o que é uma falácia, mentira grossa! Pois o “mercado editorial” é contra o e-reader, pois ele interfere com sua exclusividade de oferta ao leitor do que é publicado, em resumo, eles são contra; o governo é contra o e-reader, pois ele não permite a censura silenciosa, mas não podem admitir; a realidade é que o ebook não existe sem o e-reader, o crescimento da venda de ebooks só ocorreu quando apareceu o e-reader, antes ele era inexpressivo, uma vez que não havia o conforto necessário à leitura. Ou seja, inviabilizar o leitor dedicado de ebooks é inviabilizar os próprios ebooks.



      Não sei se viu a polemica que gerou o Hugh Howey , em resumo: os dados das grandes editoras referem-se apenas a suas vendas, ou seja, o tal vinte por cento de ebooks refere-se apenas às editoras tradicionais, mas há muitos auto-publicados que estão fora desta estatística, o que representa que o número é maior e que este mercado está fora das mãos das editoras tradicionais.

      Em relação à amazon, ela não é benemérita, é uma empresa comercial que visa o lucro, e o filet mignon de seu negócio é o comércio eletrônico, os livros são uma maneira de afirmar-se e ganhar a confiança do consumidor, só isso, assim, não espere muito, antagonizar o governo pelo bem de livro e leitores não está em seu plano, mas apenas o que dá mais dinheiro.

      Abraço,
      Alex

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  4. Alex concordo com vc o mundo editorial não quer o e-reader, um dia conversando com um dono de uma editora ele disse que o dispositivo de leitura dele era um iphone, é lógico que cada um tem um gosto, mas já imaginou ler num smartphone com bateria curta, luz que incomoda, realmente ele não deve ler muito. O que temos que fazer é continuar o trabalho de formiguinha que fazemos com nossos amigos e conhecidos, graças a Deus fico feliz de saber que muitos adquiriram um e-reader kobo ou kindle de tanto eu falar e postar no face e eles disseram que o tempo gasto em leitura agora é diário e lêem muito mais. Já que o nosso governo impede a democratização do e-reader nós "rebeldes" remamos contra a maré. Boas leituras. :)

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