quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Pirataria e a ganância do mercado.

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Ninguém comenta, mas a pirataria vai bem, obrigado; como vai bem quem lê livros pirateados ou emprestados, que graças às novas, restritivas e estúpidas regras de DRM é basicamente a mesma coisa, já pensou que ridículo alguém proibi-lo de emprestar um livro que comprou? Mas é o que ocorre, e você até pode revender o livro, caso comum com livros caríssimos usados na Universidade que passam de aluno em aluno. Quando compra um livro de papel, tem uma série de direitos, entre eles: emprestar e vender, para quem quiser, não faz o menor sentido que o livro digital venha restrito nos direitos que já tinha sobre uma obra literária.

Com a internet a circulação de informações foi aumentada em proporções gigantescas, e um livro, para os padrões atuais da tecnologia é um arquivo ínfimo, levando apenas segundos para ser transferido, com a tecnologia e-ink presente nos e-readers o livro eletrônico ganhou o conforto do papel e pôde beneficiar-se da facilidade logística disponível na internet. Esta facilidade tecnológica torna a pirataria coisa simples, em um único arquivo do tamanho de um vídeo, é possível ter milhares de livros, o suficiente para uma vida de leituras, e não há como parar a pirataria, pelo menos em estados de direito, pois para isso seria necessário violar a maioria dos direitos do cidadão, um estado policial nos moldes do que ocorre em Cuba ou na China, mas mesmo assim, é lá que a pirataria come solta. Por isso não se fala de pirataria, faz-se de conta que não existe, mas a realidade é que quanto mais caro e restrito é o acesso ao livro, caso do Brasil, mais forte é o estímulo à pirataria. Ao outro lado computa-se “perdas” creditadas à pirataria como se quem baixa uma obra pirata fosse compra-la em seu preço abusivo original, ridículo, até burro, todos sabem que quanto menor o valor de um bem maior sua venda, e como arquivos trocados são gratuitos, faça a conta...

O e-reader trouxe uma incrível facilidade para autores que podem com simplicidade, e custo ínfimo perto de toda a logística do papel, “imprimir” e distribuir seus escritos; leitores que com inédita facilidade tem acesso a uma gama variadíssima de textos ao redor do mundo; mas, um dilema para os editores, que em realidade são os atravessadores do mundo do livro, interessa pagar o menos possível ao autor para vender ao leitor ao maior preço possível e assim majorar seus lucros, nada muito diferente do verdureiro da feira. O ebook fez com que leitores possam comprar seus livros diretamente do produtor, o autor, e com isto o editor atravessador ficou sem função. Se vocês estão acompanhando este debate por aí existe um absurdo que salta aos olhos, editores consideram-se os responsáveis pela existência dos livros, como se tivessem geração espontânea, independentes de autores, parece loucura, e é, mas mostra o quão esquizofrênico é o “mercado”, e mais que isto, qual o papel que a literatura tem neste meio: nenhum, é um produto, independente de qualidade, desde que venda e gere lucro, menos dinheiro para o autor e mais para o editor.

Vamos fazer umas continhas: de um livro vendido no varejo a R$40,00 o autor recebe R$2,00, quando recebe, pois depende da editora o esquema de pagamento; se o escritor vender diretamente seu livro nos sites que pagam 70% de royalties, o livro vendido a R$3,00 dá o mesmo valor para o autor. O mesmo livro com dois preços: R$40 ou R$3,00, qual vende mais? E se o autor vender seu livro a R$6,00 que é quase sete vezes mais barato que o mesmo livro vendido pela editora, ganhará o dobro do que a editora paga; além disso, uma impressão média de dois mil exemplares raramente vai para uma segunda edição, assim, depois que o autor receber R$4000,00 em dois anos ou mais, seu livro não será mais impresso e os direitos ainda estarão de posse da editora, quando o ebook ainda está vendendo e rendendo para o autor. Como vocês podem ver, qual escritor consegue viver de escrever com o que paga a editora nacional? Pouquíssimos, o livro é caro, o que afasta o consumidor ou o atira para a pirataria, e mesmo assim o autor ganha muito pouco, insuficiente para dedicar-se à escrita, crescer e viver. E aí está o motivo da leitura e literatura serem subdesenvolvidos no Brasil.

Há livros sem royalties, os de domínio público, que antes teria que pagar a uma editora para ler, hoje com o e-reader não mais, podem ser baixados e até vendidos sem pagar um tostão. Lembre que para uma tradução entrar em domínio público é preciso que o tradutor tenha morrido a pelo menos setenta anos, o que torna a disponibilidade de livros em domínio público no Brasil pequena perto da enormidade na língua inglesa. Se o mercado de livros no Brasil é pequeno e elitista por conta do preço, lembre que já foi muito pior, somente as classes abastadas tinham acesso aos livros e à educação, hoje com o e-reader não mais, todo o conhecimento clássico que distinguia castas hoje é gratuito, de toda educação humana podemos dizer que há mais nos autores que já morreram a setenta anos do que nos mais novos, é só lembrar que a física que se aprende no colégio tem lá seus trezentos anos, e o que dizer da matemática. Os tesouros da sabedoria humana hoje são gratuitos, e por mais que o pós-modernismo pregue a ignorância do passado, não consegue contribuir com fração do conhecimento e sabedoria dos antigos. A cultura clássica que diferenciava o homem em hierarquias hoje está ao alcance de todos, sem viés financeiro. Conseguem compreender a magnificência disto?

Até agora estava falando de cultura clássica, os livros que nunca deixaram de ser impressos, mas há também os livros de entretenimento antigos, “bestsellers” do passado que hoje não se encontram para comprar pois a ninguém interessa imprimir, mas são tão bons ou melhores que os atuais, com o e-reader e seu custo ínfimo de “impressão” estes livros estão ressurgindo e competindo com os atuais, e com uma grande vantagem, são gratuitos.

Como vocês podem ver acima, há milhares de novas possibilidades, e a maioria não agrada à classe dos editores, mas engrandece e enaltece a cultura além de facilitar para o leitor. Já devem ter notado a quantidade de ataques ao e-reader que fazem por aí, o DRM e a restrição do uso do livro, tudo isso para manter o editor como atravessador de livros, pedra no caminho entre autor e leitor. Já houve grandes editores, mas com a ignorância contemporânea a maioria dos novos não se distingue do verdureiro da feira, com a grande diferença que o verdureiro sabe que precisa do produtor, mas o editor despreza o autor, pois sem ver ou reconhecer mérito, acha que textos nascem do lixo e da podridão por geração espontânea, é juntar a um canto um monte de lixo que livros a serem editados sairão de lá, mas como a pilha de lixo de Francesco Redi, sem o autor a fecundar, nenhuma vida de lá sairá, lixo continuará a ser lixo.

Como viram nas contas acima, não há escritor que sobreviva sendo editado pelas casas nacionais, mas por incrível que pareça a maioria ainda espera sua chance de ser escolhido e editado, é uma mística, o escritor acha que assim sairá da pilha de entulho e não entende que criar vida depende de si, mesmo sendo editado, lixo ainda é lixo, mesmo vendendo, lixo ainda é lixo, mas eles tem esta visão míope, esperando o reconhecimento de quem se quer conhece literatura. Se a miopia é tão grande imagina como ela se projeta nos escritos, por isso que a maioria espera que a vara de condão do editor os transformem do dia para a noite em autores. Mesmo com a facilidade do e-reader a quantidade de autores brasileiros ainda é ínfima, pois disto depende a competência e a propriedade de quem acredita no seu trabalho. Alguns acham que vender um livro barato diminui o autor, mas não acham que o que diminui o autor é a miséria paga pelas editoras tradicionais, um autor que vende seu livro a R$6,00 ganha muito mais que seu livro vendido por editoras a R$40,00. Mais do que isso, o livro a seis reais desestimula a pirataria e incentiva o leitor a prestigiar o autor que estará cobrando um preço justo.

O modo das editoras empobrece leitor e autor, o primeiro culturalmente o segundo financeiramente; por outro lado, o autor ao incentivar a leitura aumenta a cultura, cresce o leitor, crescem leitores e assim ganha mais.

Com os ebooks e e-readers as editoras estão fazendo jogo duro com as bibliotecas, cobrando mais caro para livros mais restritos, um verdadeiro absurdo, querem emular as vicissitudes do papel no livro eletrônico, ridículo! Mas vejam que não dão pontos sem nó, querem acabar com as bibliotecas, pois são seus concorrentes que oferecem o empréstimo de livros de graça. As apostas dos editores estão nos sistemas de assinatura de livros, onde o usuário paga uma taxa para ler alguns títulos ao mês, mas não possui os textos e fica limitado no acervo do serviço.

Se eu fosse o diretor de uma biblioteca investiria em disponibilizar ao leitor todos os livros em domínio público e ainda faria acordos com autores independentes que podem usar do sistema para tornarem-se conhecidos, e assim sem gastar, apenas disponibilizando seus livros para bibliotecas teriam mais propaganda do que podem as editoras, que além de tudo estarão privadas da propaganda que as próprias bibliotecas pagavam para fazer para editoras. O maior problema para um autor desconhecido não é o preço do livro, é não ser lido. A distribuição de livros gratuitos que pode ser um problema para editores é uma solução para autores.

A pirataria está aí disseminada incentivando a leitura, e no movimento contrário editoras querem tornar o livro cada vez mais restrito, empobrecendo culturalmente a sociedade. Para onde aponta este vetor? O que falta nesta equação? O autor tomar responsabilidade e cumprir o seu papel, largar os grilhões, abandonar as muletas e desenvolver uma espinha vertebral como fizeram seus antepassados que não podem ser desprezados.

Alex


16 comentários:

  1. Sabe o que ainda segura o livro em papel e os lucros dos editores? É que o brasileiro lê pouco! Parece loucura este argumento mas é o seguinte: Os poucos que leem (digo ler compulsivamente, mais de um romance por mês) são pessoas mais velhas com mais dinheiro e apegadas ao papel. Isto faz um lobby danado em favor da leitura convencional e contra o óbvio ululante que seria já estarmos no padrão e-book + e-reader. Comprei meu kindle a 4 anos por R$500 de uma pessoa que o trouxe dos EUA. Instalei nele (kindle 3) o DOUKAN que tira as limitações do sistema original da amazon e já li mais nestes 4 anos do que nos últimos 20 quando era escravo do papel e do dinheiro. Quando o brasileiro médio descobrir que ler é bom e barato se for através do e-reader, as editoras a base de eucalipto estão ferradas.

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    1. Alexcmb,

      Tendo a discordar, não é quem lê que faz “lobby” para o papel, é justamente o contrário, é quem coleciona livros mas não lê que sustenta as editoras e mantém lixo no interior das páginas, uma vez que não lêem, tanto faz o que vai dentro do livro, compram livros premiados por status e livros rotulados “eruditos” para aparecer e não para ser, isto está na raiz falsa da intelectualidade brasileira que vive de poses e títulos mas não de cultura, por isso fogem do debate como cachorro que vai ao veterinário, não se sustentam frente ao verdadeiro leitor. Com o e-reader se lê mas não se mostra, os ebooks não tem lombadas para enfeitar a sala, aliás, leitores de mais idade tem adotado o e-reader com fervor pois com ele contornam a perda da acuidade visual aumentando a fonte, livros para os leitores seniores são justamente os de letra miúda e profusão de páginas, os mais difíceis quando a vista começa a falhar.

      Não há como culpar o papel pelo aleijão cultural que é o brasileiro, pois em outros países o papel fez justamente o papel contrário, incentivando a cultura. O que há no Brasil é um sistema de ignorância e falsa intelectualidade que vem da colônia que proibia a prensa, mas mesmo depois, foi a fraude intelectual que manteve e mantém o acesso ao livro restrito. O sistema editorial nacional é um reflexo deste uso bastardo do livro, um livro de papel aqui é mais caro que nos EUA onde se ganha mais, paga-se mais ao autor, e a mão de obra é mais cara.

      Veja que coisa fedorenta: no país onde o governo cobra imposto no e-reader e ebook, a despeito da constituição dizer o contrário, o número de analfabetos aumentou! Já estou falando disto aqui há tempos. Há intenção explícita de fomentar a ignorância do brasileiro, e deu frutos, o que seria o maior símbolo de fracasso do governo PT é em realidade o seu sucesso, pois é isto que sempre quiseram, aumentar a ignorância no Brasil.

      Abraço,
      Alex

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    2. Alex, vc bate "duído". Sempre me pergunto como resolver, mas sempre me deparo com seres arrogantes na ignorancia que se recusam a ver o mundo. E o pior, prejudicam quem quer crescer. Obvio, que para o pastor (PT), melhor que as ovelhas sejam cegas, porém é tarefa da ovelhas furarem os proprios olhos ou procurarem por uma brecha na cerca. A questão é perguntar isso as pessoas que estão a nossa volta. E rezar para que tenhamos mais pessoas "conferindo" a cerca.
      ps.: A ultima parte não passa de um clamor e uma triste utopia.

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  2. Marta,

    Lembro bem do meu ceticismo quando vi a propaganda do primeiro Sony reader e a estória do “papel” digital, foi quando um PRS600 caiu-me em mãos que pude constatar a enorme diferença e o quanto era revolucionária a tecnologia, eu já lia no meu palm, mas não era a mesma coisa que no papel, hoje afirmo com toda convicção que o e-reader é melhor que o papel, fico indignado quando um livro só existe em papel, parece-me irreal. E por incrível que pareça, leio mais, termino um e o outro já está no aparelho, e se não estou no “mood” de um tenho vários para não ficar sem ler, parece ridículo, mas quando você preenche estes buracos acaba o mês lendo uns cinco livros a mais. Estou me refestelando nos ensaios dos grandes escritores, domínio público, gratuito, e impossíveis de encontrar em papel; mais que grandes escritores eram grandes pensadores, escreviam bem pois tinham algo a dizer, tinham conteúdo, e assusta-me o quão contemporâneos parecem textos escritos a mais de dois séculos atrás, parece que a humanidade patina sempre nas mesmas questões que já deveriam ter sido resolvidas, mas ao contrário, estamos cada vez mais ignorantes por desprezar o passado, condenados a repeti-lo.

    Antes, nos livros de papel acabava relendo muitos livros para não ficar sem ler, hoje tenho tanta coisa “nova” que não releio nada, alguns que li em português em tempos passados reli no original, mas nunca pensaria em comprar o original em papel, uma vez que já havia comprado o livro uma vez em tradução.

    Concordo 100% contigo que ter um e-reader e livros disponíveis aumenta o nível de leitura, vi isto com todos que compraram um e-reader na promoção do kindle, vi gente que já tinha optado pelo tablet comprar o e-reader e ficar fascinado com o conforto de ler no aparelho, e estão lendo muito mais! Fato que você mesma observou, o e-reader lhe faz ler mais sem perceber pelo seu conforto e acesso. Também não vivo sem e-reader.

    Abraço,
    Alex

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  3. Há pouco mais de um ano ganhei um ereader da Sony e acabo de comprar um Kindle. Estou transformando minha biblioteca de papel em digital, até por uma questão de espaço. E sou uma senhora de quase 69 anos, ou seja, os idosos também podem se adaptar às novas tecnologias. Mas o problema da falta de incentivo à leitura é realmente porque não interessa a nenhum dos que governam ou governaram o país aumentar o número de cabeças pensantes. Para eles isto seria um risco enorme. O Portal do Poeta Brasileiro tem um projeto, Um Tesouro Chamado Livro, no qual, no dia 30 de cada mês, os membros do grupo - cerca de 5000, espalhados por todo o país - "esquecem" livros em locais públicos, como pontos de ônibus, bancos de praça, salas de espera, etc., deixando um bilhete no livro acerca do projeto de incentivo à leitura. Isto porque, além do custo do livro ser alto, muitos brasileiros jamais puseram os pés em uma biblioteca. Talvez, encontrando um livro ao seu lado, e gratuito, comecem a ler.


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    1. Lu Narbot,

      Pela minha experiência tenho encontrado mais leitores experientes do que jovens adotando o e-reader, ler é uma relação com o texto, não com o suporte, por isso é que para quem lê de verdade o e-reader faz diferença pela praticidade. Acredito que não interesse a quem governa ter mais cabeças pensantes, mas, pense comigo: que tipo de gente consegue ser tão mesquinha a este ponto, como um país pode crescer, principalmente, no mundo da tecnologia moderna, sem educar-se? Aumentar o número de analfabetos! Não é nem de leitura que falamos, é de ignorância total, abandono, sofrimento. Sou ciumento com livros, não gostaria de esquece-los sem saber quem os irá ler, gosto de conversar com as pessoas e se possível presentear um livro de acordo com o perfil da pessoa, e com o e-reader, se a pessoa possuir um, nem preciso gastar em papel e a pessoa pode continuar lendo, inúmeras vezes já vi acontecer de jovens pararem de ler quando parei de ofertar livros, pois não tinham condições de compra-los, por isso aposto no e-reader. Acho que mais que encontrar um livro, é interessante encontrar um leitor que consiga indicar livros do seu gosto, tomo como base alguns de meus professores que indicaram Conan Doyle, Maurice Leblanc, Robert Louis Stevenson, Dumas, Herman Melville, dentre outros, mas toda iniciativa é válida nesta enorme jornada.

      Abraço,
      Alex

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    2. Alex, agradeço a gentileza de sua resposta. Sou " vidrada" em leitura, aprendi com meu pai que, embora sem grande escolaridade, passava noites em claro, lendo. Herdei dele coleções completas de Eça de Queiroz, Machado de Assis, José de Alencar, etc. Mas, por falta de espaço, vou doá-las à Biblioteca Municipal de minha cidade. E ficar com as versões virtuais. Assim também mais gente poderá ler. Sou bastante eclética em termos de leitura, gosto de vários autores e atualmente estou buscando mesmo as versões virtuais. Também sou ciumenta com livros, mas comecei a aprender o desapego. Bem dizia Fernando Pessoa a respeito de seus versos, num dos poemas de Alberto Caeiro: " quem sabe quem os irá ler, quem sabe a que mãos irão? " abraços

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    3. Lu Narbot,

      Ainda sou apegado a meus livros de papel, cada um teve história, e apesar de ter uma grande “biblioteca circulante” que nunca volta, ainda sou apegado aos livros faltantes. Gosto de ver as pessoas crescerem nos livros e no gosto da leitura, ver a descoberta no olho dos mais jovens. Quem gosta de livro não só lê mas gosta de falar sobre livros, e o livro emprestado gera conversas interessantes.

      Abraço,
      Alex

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  4. Olá, Alex. Já há algum tempo acompanho este site, compartilho os links e fico feliz em ver por aqui, comentando, pessoas como a Lu Narbot, que certa vez pediu-me informações sobre Ebooks e indiquei este site. Seus artigos inspiraram-me a criar também o Quintextos, site voltado para Ebooks de autores independentes ou de autores cujas obras estão já em domínio público. Estou trabalhando em uma versão epub para alguns livros de Lima Barreto, autor que amo de paixão. É um hobby e por isso demoro um pouco para disponibilizar novos títulos, mas vamos seguindo. Saudações, tudo de bom. Não é propaganda, que não venho aqui por isso, mas deixo o link do Quintextos para o caso de querer dar uma olhadinha: quintextos.blogspot.com

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    1. Helena,

      Entrei no seu site mas encontrei apenas um post na página inicial, seria interessante que reproduzisse a página ebooks na página principal do blog, pois parece que só houve uma postagem, cliquei na aba ebooks pois falou dos livros que publica, sem ver seu post não teria adivinhado que existem muito mais livros. Você acha que demora para disponibilizar novos títulos pois nunca esteve em uma editora, mais de ano para sair uma publicação, aqui já colocamos as obras de Machado de Assis editadas pelo Paulo, e um apanhado da obra mais completa que encontramos de Fernando Pessoa que eu mesmo juntei, se quiser pode disponibilizar em seu site. Aliás, por que não fazemos um post sobre o seu blog? Está dentro do escopo que pretendemos.

      Abraço,
      Alex

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    2. Obrigada, Alex, pela visita e comentários. Já alterei as configurações para mostrar mais livros e tão logo tenha mais tempo pretendo rever o desenho do site de modo a facilitar a visualização, de cara, do catálogo inteiro. Tenho, aliás, o EBook do Fernando Pessoa, o qual peguei aqui mesmo já há algum tempo e em breve será listado lá no site. A proposta engloba a catalogação de outros EBooks gratuitos que vou encontrando pela rede e, depois de lidos e devidamente avaliados, listados na guia 'outros ebooks' com alguma nota de recomendação. Fazer um post sobre o Quintextos por certo ajudaria a divulgar mais o projeto. O interesse de novos autores independentes, naturalmente, tem aumentado, pois o meu trabalho é todo voluntário, primo pela qualidade do mesmo e não é qualquer coisa que desejo editar (revisões etc, tudo requer muito tempo). Editar os trabalhos de Lima Barreto em epub, por exemplo, surgiu da minha insatisfação com a qualidade dos PDFs que baixei no site dominiopublico e do meu desejo de ter suas obras neste formato, que é mais confortável e prático para ler no e-reader e fazer anotações. Quero que o projeto cresça devagar, mas sempre com conteúdo de qualidade para oferecer. Deixo meu email na guia contatos para conversarmos mais sobre a possibilidade de post. Grande abraço, muito grata pela atenção, Helena.

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  5. Alex, sei que vc queria o Kobo mini, tive um ano passado o tamanho é bom mas trava muito, comprei para ler epub o novo Sony reader Prs-T3 e vc irá amar, é quase do tamanho do Kobo mini, o mesmo peso e dá para fazer anotações. Como eu sei que queria um e-reader pequeno este novo da Sony é perfeito.

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    1. Oi Marta,

      Obrigado pela dica, a única parte chata é que o T3 não é vendido nos EUA, onde é mais fácil comprar. Em relação a travamento, o que vi tanto no kindle como no Kobo é que alguns livros mal formatados travam mesmo, se os epubs forem divididos em arquivos muito pequenos ou muito grandes o Kobo trava, mas se for feito direitinho não vi problemas, peguei um Mini emprestado por um fim de semana e adorei.

      Um grande abraço,
      Alex

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    2. É só colocar no cartão de memoria e tcharam! resolve muito bem.

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  6. Uma coisa que pouco se fala é que com o fenômeno da autopublicação (selfpublishing), podemos não somente publicar nossos próprios livros, mas também edições digitais de livros em domínio público (ou ainda nossas próprias traduções de livros em domínio público).

    É exatamente o que eu tenho feito, com relativo sucesso. Vendo livros em domínio público (ou minhas traduções) por 2 reais na Amazon. E vendo meus próprios livros (ou traduções maiores e comentadas) por 6 reais na Amazon.

    A quem possa interessar:
    http://www.raph.com.br/tpr/

    Abs
    raph

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    1. Raph,

      Para os tradutores que forem espertos tem uma verdadeira mina de ouro por aí, antigos bestsellers que não mais são publicados, é só escolher as melhores estórias, fazer o trabalho editorial, e traduzir para o português, você encontra livros melhores que os bestsellers modernos. Veja o Gutenberg Project Canadá.

      Abraço,
      Alex

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