quarta-feira, 5 de junho de 2013

Gatsby só é grande em livro.

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A indústria do cinema sofre uma crise de boas estórias, inúmeros filmes e livros já tem segundas, terceiras e não sei quantas refilmagens, “O Grande Gatsby” de Fitzgerald é um deles, mas nenhum filme chegou perto da majestade do livro, pois é um daqueles casos onde a estória não é o cerne, e sim a maneira que Fitzgerald narra. O autor já morreu há mais de setenta anos, portanto seu texto já é domínio público, uma obra da humanidade.

Com ‘This Side of Paradise” Fitzgerald conseguiu progressão como escritor, e era justamente o que ele queria, ser reconhecido como autor; amigo de um seleto grupo de jovens escritores baseados em Paris antes da segunda guerra e depois da primeira, ganhou projeção e pôde participar dos círculos que iriam inspirar seu jovem livro baseado no novo continente. Casado com Zelda, uma mulher vista por todos como extremamente materialista, Fitzgerald apostava que a novela que futuramente foi batizada de “The Great Gatsby”, fosse sua sagração definitiva como escritor, e foi, é uma novela excepcional; mas não obteve prestígio público, o que decepcionou este excepcional artista, sua fama maior acabou sendo póstuma, mas é preciso notar que do dia de seu lançamento até hoje, nenhuma palavra foi mudada, a mestria e o brilhantismo já estavam todos lá, mas fora da vista ou da percepção dos leitores.


O que torna Gatsby grande não é a estória, mas a narrativa lírica, característica única de Fitzgerald, narrado na voz de Nick Carraway, Daisy Buchanan vira uma deusa irresistível, impossível de ser fotografada em filme. Aqui lhes ofereço um pequeno trecho em tradução livre:


"A mais nova das duas era a mim estranha. Ela estava inteiramente acomodada em sua ponta do divan, imóvel, queixo levemente levantado, como se equilibrasse algo prestes a cair. Se viu-me de canto de olho, não deixou transparecer – assim, eu fui quase surpreendido balbuciando desculpas por tê-la incomodado com minha chegada.

A outra garota, Daisy, fez menção de levantar, inclinou-se levemente à frente com expressão decidida, aí riu, um absurdo e charmoso sorriso, eu também sorri e adiantei-me ao aposento."


Se você nunca leu este livro e pretende ver o filme, aconselho-lhe ler antes, em inglês está em domínio público, gratuito, em toda excelência imaginada por Fitzgerald, e se depois não ver o filme, nada perderá. Assista Gatsby, mas é só no livro que encontrará “O Grande Gatsby”.

Alex

Um comentário:

  1. Daniel Banho,

    O petista raivoso que não suporta ver as verdades sobre seu partido ditas em voz alta nos presenteia com esta pérola na caixa do facebook:

    “"e se depois não VER", não. E se depois não VIR. E assista A Gatsby, com preposição. Um beijo no seu coração (rimou).

    Fico impressionado como a ignorância é profunda, dá para ver que de livros e literatura o cara não sabe nada, é como seus colegas de partido, e o que é pior, nem sabe o que é um infinitivo e seu uso! A burrice é tão imensa que fede, por favor, alguém responda para ele o motivo de usar um verbo no infinitivo?

    Como a raiva é cega e imbecil, em sua patética tentativa de ataque pessoal, uma vez que não pode ocultar o fato do PT apoiar bandidos, desesperadamente, sem domínio da língua tenta achar erros em meu texto, como se eu fosse um deus que nunca erra! Eu erro! Mas não neste caso, estúpido! Mas sabe como é, perto de alguém de cultura e intelecto inferior, qualquer pessoa que leu meio livrinho é um deus, e assim, sem nunca ler, sem cultura, o Banho fica eternamente inferiorizado, uma pústula por escolha; vá ler, e quem sabe um dia aprenda algo, mas ele e seu partido querem garantir que o brasileiro fique ignorante como ele! Por isso a Dilma cobra imposto no ebook e no e-reader! Mas patrocina o Zé Dirceu e faz de tudo para livra-lo da condenação. Livro não, mas Zé Dirceu sim. Bandido condenado apoiado pelo partido da presidente, só o Brasil de não leitores admite isso!

    Alex

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