quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

vendas de e-book começam a acontecer

Aumentar Letra Diminuir Letra

O Boletim PublishNews de hoje deu destaque à matéria do Estadão sobre as vendas de e-books no final de 2012. A chegada embolada da Amazon e Google Play para não fazer feio depois do início das vendas do Kobo nas lojas da Cultura se refletiu em aumentos de venda que parecem ter surpreendido as próprias editoras (no caso dos títulos da DLD houve aumento de 10 vezes em comparação ao desempenho de dezembro de 2011!).

Mas negócios são negócios e se as vendas forem bem, as coisas se movimentam, certo? Pode ser, mas um pouco menos de euforia e um tantinho mais de preocupação com objetivos maiores cai bem. Há quem conclua que e-readers sumirão porque as vendas de aparelhos não seguem uma tendencia ascendente ininterrupta - como  não fabrico nem vendo e-readers, eu os uso, vejo outro aspecto: trata-se de aparelho durável, não afetado de modo significativo pelas obsolescências programas que dominam o cenário dos eletrônicos em geral. Como é esperado que nem todo mundo decida comprar um, as vendas não serão crescentes e ininterruptas. Aliás, se pensássemos um pouquinho mais lucidamente, não deveríamos esperar isso de nenhum bem durável ou semi durável - bem estamos vendo o que o crescimento contínuo da produção e venda de veículos ocasiona.

Mas a reflexão que proponho é outra, digamos que 2013 seja mesmo um ano de vendas estupendas e o status dos e-books no Brasil se aproxime daquele verificado em outros países, isso será capaz de mudar os cenários que costumamos lamentar como o baixo número de leitores, o alto preço dos títulos, a baixa diversidade (ok, o número de títulos está crescendo significativamente, mas ainda falta muita coisa!)?

Desejo fortemente que sim, mas não costumo me empolgar facilmente, porque essas mudanças dependem de muitos outros fatores. Alguns deles começam num espaço que não vai muito longe da nossa derme. Decidi não procriar, mas procuro estimular todos os filhos de amigos, afilhados e sobrinhos com livros, porque foi assim que comecei a amar a leitura.

Assim, espero que logo todas as lojas nacionais tenham disponibilizado o simpático botãozinho "Enviar como presente" que facilmente podemos usar na Amazon US ou na Kobo Books.


Por Maurem Kayna

15 comentários:

  1. Boa Maurem. Nunca achei que kindles e Kobos da vida venderiam como água, como já falamos, é um aparelho que você compra e fica mais de um ano sem problemas.
    Você mesma deve conhecer pessoas que leem muitos livros por ano, possuem condições de comprar os kindles lá de fora com facilidade, mas ainda está com o primeiro kindle por opção.

    Sobre as lojas, tá parecendo que a Amazon está estreitando a compra de pessoas que estão no Brasil e tentam comprar na amazon americana.
    Ontem eu não consegui comprar lá e entrei em contato com eles, acabou que ganhei o direito de fazer até 5 compras na amazon americana, mesmo estando no Brasil e depois recebi esse e-mail aqui:
    http://sdrv.ms/VL19rz

    Parece que eles querem movimentar as compras da amazon Brasileira.

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    1. Spallenza

      Incrível e preocupante a carta que recebeu! Para a maioria dos brasileiros que já tem kindle, a loja brasileira não tem qualquer interesse, foi pela loja americana que foram adquiridos os aparelhos, e como ele é vinculado à loja e seus produtos, seria um golpe sujo obrigar a usar a loja brasileira. Querer transferir os brasileiros com kindle para a loja brasileira é perder toda a base de clientes, pois em sua grande maioria são leitores de língua inglesa, sem ou com menor interesse na loja brasileira. Vamos ver quão longe vai esta palhaçada.

      Abraço,
      Alex

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  2. Me preocupa muito o aumento de vendas dos ebooks exatamente pelo contrário. Creio que isso prejudicaria ao invés de ajudar. Se está vendendo bem não tem porque diminuir o valor dos ebooks e deixá-los nos níveis da amazon norte-americana. Afinal, se há concorrência com esses preços abusivos, então a tendência é continuar assim. Atitudes drásticas (como a diminuição de preços) são usadas quando se têm situações drásticas, o que parece não ser o caso.

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    1. Mas espero profundamente que eu esteja errado rs.

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    2. Sempre achei a Amazon americana com preços convidativos, mas agora a Kobo esta até que me supreendendo livros em inglês em reais em alguns bons livros estão abaixo de 16 reais e usando o cupom que a Dea disponibilizou cheguei a comprar por 9 reais um livro que na Amazon esta 11, 99 dólares. Agora concordo com o Spallenza e o Alex que como eu não querem fazer parte da amazon.com.br porque a amazon americana para nosso gosto é bem superior.
      Vamos esperar o desenrolar desta novela.

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    3. Martinha,que bom que você conseguiu usar o cupom...Por causa desse desconto de 40%, no mês passado eu comprei mais de 20 livros na Kobo, a maioria em inglês (que, inclusive saem bem mais baratos que sua versão em português). Esse mês já comecei comprando mais alguns...rs
      Eu estou namorando uns livros em francês da FNAC de lá, mas já tinha percebido que comprar ebooks na Europa não é vantagem, principalmente na França. Custam quase o mesmo preço do impresso e, algumas vezes, até mais caro. Acho até pior do que no Brasil...
      Já de ebooks em espanhol, eu consegui algumas promoções boas também...

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    4. Oi, Dea isto é o que o e-reader e o e-book conseguiram fazer hoje temos acesso a diversos e-books de diversas línguas em questão de segundos. Podemos ter atualizações em nossa profissão e no entretenimento termos uma gama de diversos gêneros. Em dezembro quando vc também disponibilizou o cupom eu comprei um livros para mim e para minha irmã que ficou com o meu kobo touch e por sinal ela esta amando o e-reader.
      Mas uma vez obrigada por disponibilizar o cupom, eu comprava pouco na Kobo preferia a Amazon que achava mais barato, mas realmente a kobo até que agora esta com preços competitivos, isso é bom para nós.

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    5. Eu encomendei um Kobo Mini pra um amigo no Natal e saiu por 50 dólares...Semana que vem ele volta ao Brasil e finalmente vou poder estrear meu bichinho e passar todos os ebooks do tablet pra ele. Não aguentei esperar chegar esse modelo no Brasil e duvido que vendam por 100 reais...
      Espero que a Kobo continue com esses maravilhosos cupons de desconto por um bom tempo ainda, pra nossa alegria...rs

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    6. Dea, quando tinha o kobo touch eu aprendi que quando passar algum livro por cabo USB do computador para o e-reader depois de terminar vc precisa ejetar o aparelho antes de desconectar senão congela, aí no caso do Kobo touch atrás tinha um pequeno furinho que era o reset. Já no kobo mini ainda nunca congelou mas não tem o furinho creio que deve ser no botão liga e desliga como no kindle apertando um tempo a mais. Mais é dificil de acontecer.
      Eu sei que comentou que gosta de ler no tablet mas depois de experimentar o e-ink, vc será fã do e-reader assim como muito de nós.

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    7. Obrigada pelas dicas, Martinha! Um ótimo final de semana pra vc e pra todos que escrevem e participam do blog! :-)

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  3. Bem... eu migrei minha conta para a amazon.com.br e até agora não tenho tido problemas em comprar os títulos em inglês na loja local. Notei que, no começo, o IOF estava incluso nas compras. Mas hoje a conversão está sendo feita com a cotação do dólar do dia e sem IOF.

    The Girl with the Dragon Tattoo: Book 1 $9.49 - R$19,29
    What Zombies Fear - $3.07 - R$6,24
    Oásis (portuguese edition)- $3.07 - R$6,24
    Ready Player One - $9,05 - R$18,39

    Mesmo os livros que estão grátis na loja americana, também estão grátis na loja nacional

    Country of Superheroes - de $3.07 por 0.00 - de R$6,24 por R$0,00

    Eu entendo quem não quer migrar, no começo eu também não vi muita vantagem. Mas do jeito que está agora, sem pagar IOF, é um pouco mais vantajoso comprar na amazon.com.br. Mas entendo perfeitamente quem não quer migrar e repudio a tentativa deles de forçar a migração.

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    1. o livro The Complete Sherlock Holmes [Kindle Edition]
      http://www.amazon.com/gp/product/B00AHE20W0/ref=oh_d__o00_details_o00__i00

      não tem na loja brasileira.

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    2. Alguns livros tem venda restrita por território. É o caso do livro que você mostrou. Para comprar este livro mesmo na Amazon americana, eu teria que usar um proxy ou algo do tipo para que a opção de compra aparecesse para mim, mesmo que eu estivesse logado com minha conta na amazon.com.

      Geralmente quando um livro é restrito, o botão de comprar não aparece na amazon.com e o livro sequer aparece na amazon.com.br. Como a Rafa Lombardino escreveu em um post aqui mesmo no blog, as editoras podem restringir os territórios onde os livros estarão disponíveis. Já me deparei com alguns livros assim, o que me frustrou também.

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    3. Uma outra coisa Mobile, quando transferimos a conta para a .com.br ainda precisamos de um cartão internacional para comprar?
      Os que você comprou na fatura do cartão veio como compra internacional?

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  4. Não sei se ainda precisa de cartão internacional. Eu deixei o mesmo cartão que usava na conta americana e não lembro se a migração exigia um cartão internacional. Quanto as compras, quase todas que fiz foi no final de dezembro, com o cartão já fechado para este mês. Só no final de janeiro saberei como as compras foram faturadas. Mas no email aprece o nome da Amazon como Amazon Serviços de Varejo do Brasil Ltda., então acredito que a compra seja nacional.

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