sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O e-reader é efêmero, o livro imortal.

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Desde o início deste blog já acumulamos mais de mil postagens, e cada vez fica mais difícil encontrar assuntos interessantes ou importantes para falar, por mais excepcional que seja o e-reader, sua força e virtude está na simplicidade, não apita, dança e pisca como outros dispositivos, apenas substitui o papel, e o faz muito bem, assim, falar muito do e-reader é como falar muito do papel, não há dúvidas que ele é importante, mas não é o ator principal, que é o livro; livro que já não representa um volume de papel, a palavra livro tanto diz respeito ao conteúdo da resma de papel, como do arquivo digital, ambos são livros, no sentido que a leitura eletrônica nada traz de novo que não seja o suporte, mais barato, versátil e de fácil ou facílima distribuição, mas o bem transportado ainda é o livro, os magníficos já escritos e os que ainda serão criados.

Ler é uma atividade diferente, pode parecer óbvio dizer isso, mas tem muita gente que não entende qual é o prazer do leitor, e tem muito leitor que não entende o prazer de outro leitor, pois literatura é isso! Diferente para cada um que lê, garantida na diversidade de títulos, por isso a liberdade é indissociável do prazer de ler, sem ela o prazer vira punição. Será que já não estamos de saco cheio das literaturas obrigatórias do colégio, onde um professor lhe enfia o dedo no nariz dizendo o que ler? Esta atitude, acompanhada pelo estrabismo educacional em oferecer “clássicos” na idade errada e sem o preparo adequado, tem afastado muita gente do mundo maravilhoso dos livros, às vezes acho que é a propósito, não obra do acaso, pois o cidadão que não lê é um otário mais dócil na sociedade, não critica, não tem argumentos para criticar, pois não lê.

Há no Brasil uma visão muito torta do que seja a boa leitura, mas nossa sociedade livresca foi deturpada desde a nascença, primeiro com a proibição das prensas, depois com a baixa educação, e isso resultou no que temos hoje. Eu particularmente não gosto de rótulos fáceis como clássicos e subliteratura, Joyce já foi subliteratura, hoje é clássico e nunca foi bestseller; diria ainda mais: “O mochileiro das galáxias” é um clássico”, assim como chapeuzinho vermelho e outros contos, quando vejo gente preocupada com forma e estilo, ali não há um leitor, mas um escritor, pois para o leitor normal, estas são engrenagens abaixo do capô da máquina, e como diz o Robert Louis Stevenson em uma apropriação livre do seu ensaio: nada é bonito se visto nas engrenagens. Estilo segundo o Hemingway é você escrever de um jeito esquisito e depois quando fica famoso isso vira estilo. E o que é pior, os mais maníacos por forma e estilo, são os que menos tem ciência destes ingredientes literários. Hoje, por conta de uma crítica acadêmica deturpada, ter estilo é imitar os modernistas, assim, de uma maneira acéfala, inovando na linguagem mesmo que não tenha nada que o valha para dizer. Se um dia o romanesco ficou velho, este culto bobo do moderno já passou da validade, grandes escritores o são por sua apropriação da linguagem para dizerem o que tem a dizer, contarem as estórias que desejam contar, e se algum bocó considera Poe e Lovecraft escritores menores pelo seu tema, aí você encontra um dos exemplares do que lhes disse, pois não há escritor consciente que não dê um braço e uma perna para um domínio tão exemplar da língua.

Literatura tem muitos ingredientes e é preciso de cultura para saborear, como um bom vinho, dependendo do autor algumas notas predominam, mas o conjunto é sublime. Literatura também é treino, há escritores mais simples, outros mais complexos, mas a complexidade do texto não deve ser gordura inútil, e sim servir a um propósito e este é dizer o que se tem a dizer da melhor forma possível, isso é escrever bem, com poucos ou muitos ingredientes. Pense em um sanduíche do macdonalds e um Fettuccine Alfredo, o segundo muito mais simples e incrivelmente melhor, mas, tem muita gente que só vai no mactrash a vida toda, é uma escolha entre o lixo e o luxo, por mais que o luxo seja mais barato...

Uma parte bem chata de todo este processo no Brasil é que por conta deste academicismo do meio literário, editores e críticos, nossos escritores ficaram também estereotipados; são artistas, não escritores usando a língua para comunicar-se e deve o leitor condescender da inabilidade e da falta de propósito ou do intuito de tentar sem sucesso dizer algo que o valha para apreciar o artista. Escrever para entreter o leitor é ato indigno, preocupar-se com o leitor pode poluir sua alma artística pura, você escreve para si, não para que alguém leia. Não é só o ego do autor que criou esta jabuticaba, um autor de entretenimento nunca teria espaço no meio editorial acadêmico brasileiro, mesmo que este tenha a habilidade de um Lovecraft. Enquanto em outro países escritores tem uma vidinha honesta escrevendo estórias que encantam e divertem o público com maior ou menor habilidade em letras, a escrita do Brasil ficou território dos artistas ou dos pseudo artistas que imitam o velho modernismo e tentam inovar em obras enfadonhas, ridículas e risíveis; enquanto são os autores estrangeiros que dominam este mercado, pois já venderam em um mercado superlativo e tem números para mostrar, coisa que nenhum brasileiro escritor de entretenimento pode, ou podia, antes do e-reader. O próprio “Tons de Cinza” seria um livro leproso se não fosse a venda superlativa, mesmo lá fora, foi a auto-publicação em ebook que trouxe o tema. E não se engane, nossos editores não querem arte, só querem bestsellers, mas não tem como julgar um livro, seja por critérios artísticos ou de vendagem que não seja o número já registrado, são leitores impotentes, incapazes de ver as engrenagens sob o capô que tanto prezam.

Fico um pouco decepcionado que as pessoas com e-reader desprezem os títulos gratuitos em domínio público, e não estou falando dos “clássicos” chatos, mas dos clássicos da aventura a qual todo livro moderno do gênero rende homenagens, estou falando de Sherlock Holmes do Conan Doyle, Arsène Lupin de Maurice Leblanc, a deliciosa ficção científica de Jules Verne, as aventuras de Alexandre Dumas, “A Ilha do Tesouro” de Stevenson, o horror de Poe e Lovecraft de fazer lobisomens e vampiros borrarem as calças, o monstro de Mary Shelley e o vampiro romeno original de Bran Stolker. Não é à toa que suas estórias foram contadas e recontadas, pois seus livros foram magníficos, impressionaram multidões, e ainda são; não é por serem de graça que não valem, não é por serem clássicos que são chatos, pois depois destes seu paladar aventureiro ficará tão apurado que achará a maioria destes bestsellers moderninhos meio chatinhos, estes livros gratuitos são legais para “caraça”!

Gostaria de presentear-lhes com muitos destes livros, como fiz com a obra quase completa de Fernando Pessoa, mas minha dificuldade básica é descobrir quem foram os tradutores, pois muitas vezes nem é mencionado, e descobrir a data em que morreram para não violar os direitos, sei que muitas editoras não tem esta preocupação, ou forjam e disfarçam traduções, na dúvida não faço. Se tiverem um livro destes traduzidos e que saibam que o tradutor morreu a mais de setenta anos para seu trabalho estar em domínio público, me avisem que transformo o livro em um epub para vocês e para todos os outros interessados neste passatempo magnífico que é a leitura em companhia dos melhores.

O e-reader é apenas a literatura, e por dar maior acesso ao livro, literatura um pouco mais, mas ainda literatura, o mesmo prazer dos livros de papel.

Alex


14 comentários:

  1. Bom dia Alex, feliz Ano Novo para vc. Esta semana no chat do blog foi discutido clássicos e subliteratura, gosto muito de Sherlock Holmes, Agatha Christie, O Padre Brown clássico do Chersterton, mas gosto dos novos autores de suspense e romance policial que nos Estados Unidos são Best Seller Patricia Cornwell, Michael Connelly, James Patterson,John Grisham, Harlan Coben e creio que são bons autores, com uma trama bem arranjada e cheia de suspense. Não acho que estes livros são subliteratura.Não entende porque tem pessoas que insistem em achar que a única coisa certa é o que pensam e acabam ferindo outras pessoas em sua liberdade de escolha como no caso do crítico que nem nome colocou apenas atirou a pedra no rapaz que divulgou os nomes dos livros que leu. Eu penso diferente este leu e saiu da massificação da televisão e pode optar por algo enriquecedor, porque creio que livros nos ajudam a pensar e sempre tem algo a nos acrescentar seja algo bom ou infelizmente ruim. Eu sei que muitos tem aversão a best- sellers por causa de títulos como "50 tons de cinza" ou vampiros, isto são modismos que logo passam eu não gosto, mas prefiro não julgar quem os lê, mas tem muitos best-sellers nos Estados Unidos que são boas obras. Creio que o principal numa civilização é a liberdade de escolha, querer que todos leiam um tipo de literatura é restringir as pessoas de pensarem por si mesmas.

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    1. Oi Marta,

      Também desejo a ti que este ano seja maravilhoso, não sei se percebeu os exemplos, mas acompanhei o chat, e os livros referidos refletem o tema. Comprei o completo do Chesterton da Delphi, estou me deliciando com os ensaios, por mais antigos que sejam os temas estão completamente vivos, comprei pelo Father Brown, mas os ensaios são fabulosos! Dos autores que citou o único que li por curiosidade um livro foi o Patterson, mas é difícil ter um panorama pois não é um autor individual e sim uma instituição, li para saber por que não faz sucesso por aqui, e é óbvio, só faz sentido na cultura protestante americana, mas tirando isso não consegui terminar, o plot fica repetindo-se a cada tanto de páginas, e o que me enfada, as descrições gráficas apelativas e óbvias, o livro que tentei ler foi o “Along Came a Spider”. Mas tenho minha dose de trash com o Philip K Dick, o Corey Doctorow e o Neal Stephenson, só para citar alguns. Já cheguei a dizer isto antes, mas cada tipo de leitura tem seu tempo, tem horas que não dá para ler escrita complexa como Faulkner, tem que estar com tempo e a cabeça fresca, no meio do dia fica difícil.

      Literatura tem seu tempo, e ao longo da sua vida de leitura vai se sofisticando, mas isso só acontece se continuar lendo, não dá para comparar um leitor de vinte com um de quarenta, são fases diferentes, o importante é ler, buscar livros e ir em frente.

      Abraço,
      Alex

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  2. Muito bom o texto..
    eu com 18 anos a maior parte da minha vida odiava ler principalmente quando tinha que ler os livros que a professora de português mandava.
    só passei a ler quando estava preste a sair da escola..
    vamos ver quando meu kindle chegar.

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    1. Bráulio,

      Esta é a sina da literatura escolar, é tão chata que traumatiza o jovem leitor, eles não tem noção o quanto ler é uma habilidade progressiva e dependente do interesse.

      Abraço,
      Alex

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  3. Bráulio, pelo menos no meu caso, o kindle ajudou muito.
    Foi essa 1 ano com meu kindle foi a primeira vez que consegui bater a meta de no mínimo 12 livros no ano, mesmo que como disseram, tenham sido livros de subliteratura.

    Ler em inglês me ajudou bastante também pelo preço do livro.

    E sobre os clássicos a escola está muito errada.
    A função da escola e de quem gosta de ler é incentivar a leitura.
    stephenie meyer é literatura, chico buarque é literatura, tolkien é literatura, Cornwell também é, assim como Machado de assim. E como outros também são.

    Uns livros possuem técnicas de escrita melhores que outros? Sim. Mas que gosta de crepúsculo é menor de quem gosta de Dom Casmurro? Claro que não.

    Dom Casmurro é meu livro de cabeceira, gosto muito. Por ser um livro pequeno dei pra ninha morada ler, ela não gostou. Mas por outro lado ela amou O passageiro http://www.skoob.com.br/livro/14855-o-passageiro. Ela é menor por isso? Claro que não. A história conquistou mais ela. Mas a escrita é mais pobre... Gente, ela é contadora, não é "crítico". Ela quer ler uma história que a prenda.

    Eu, como já disse outras vezes, não consegui ler O Processo todo, não sei se por que era muito novo, mas vou tentar de novo. Se conseguir não quer dizer que sou melhor como pessoa ou que sou mais culto, apenas aprendi a gostar e dar valor a outro tipo de literatura.

    Acho que o ideal desse site é incentivar a leitura. Não importando o que as pessoas escolham ler, mas que leiam.

    Enfim, escrevi demais e acabei me perdendo, espero que tenha feito algum sentido o que escrevi.

    Boa leitura para todos!

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    1. Spallenza,

      Don Casmurro é um bom exemplo, sem a escrita brilhante de Machado esta estória não decolava, pois está tudo no dito ou não dito do escritor e a confusão que prega na cabeça do leitor; mas é um livro para leitores mais “veteranos”, me agrada a escrita mas desgosto da estória, a mim como a Alice Munro, onde não tenho qualquer empatia com o tema, mas escreve tão bem que cativa, já o Alienista é outra estória. O negócio é ler, se não tem intenção de saborear a boa escrita, não há motivos para ler livros que a estória não apele a ti. Mas quando tem um livro que a estória tem sua graça e ainda por cima é bem escrito, é uma festa completa. Não sei se já leu o Philip Pullmam, a estória é legal, mas vez por outra tem metáforas que te fazem querer jogar o livro na parede de tão estúpidas, já Neal Stephenson com suas metáforas futuristas cyberpunk, te fazem rir sozinho deliciado com as piadas internas.

      Abraço,
      Alex

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  4. Não canso de relatar a minha experiência.

    Eu lia muito e, de repente, a leitura começou a ser sacrificante. Tenho 36 anos e um probleminha nos olhos chamado ceratocone.

    Para ler um livro de 400 páginas, forçava a vista, ficava com dor de cabeça e, por sua vez, precisava acomodar o livro em poucas posições que, à medida que facilitavam a leitura, cansavam as mãos, pelo peso do livro.

    Assim, eu lia 1 livro por ano, em média. Isso nos últimos 10 a 12 anos....

    Aí soube de um negócio chamado e-reader. E, fiquei curioso.

    Acabei comprando um e-reader Nook no Mercado Livre por R$600 e... foi a melhor coisa que fiz na vida.

    Li 18 livros em 2012, com um dispositivo leve, onde aumento a letra para melhor conforto, não cansa a vista. Li alguns poucos piratas, comprei muitos, seja na Saraiva, Cultura ou na Gato Sabido. Até mesmo na loja da Kobo me aventurei.

    Com uma lampadazinha de led, leio sempre que me sobra um tempinho, inclusive, de madrugada.

    Como estava "enferrujado", optei pela pluralidade de autores. Evitei trilogias ou coleções de um mesmo autor, pois eu precisava avidamente explorar os diversos gêneros e padrões literários.

    Jô Soares, Harlan Coben, Rick Riordan, Robert Kirkman, Haley Tanner, Chuck Palahniuk, María Dueñas, Dan Brown, Sara Gruen, Tess Gerritsen, Manuel Antonio de Almeida, Patricia Cornwell, David Nicholls,Carlos Zafón, Stieg Larsson me fizeram redescobrir a leitura.

    Li muita coisa ruim, muita coisa boa. Chorei, sorri, senti raiva, ternura, prazer. Com literatura top ou sub-literatura.

    O e-reader me devolveu o enorme prazer que é a leitura.

    A minha dica: leia. Não discrimine nenhum tipo de leitura. Não comente pela opinião dos outros. Se "A Cabana" não te agrada e vc ama Paulo Coelho, ótimo. Se Cinquenta Tons de Cinza te dá mais prazer do que O Guarani, não se desvalorize. Exercite a leitura, e compartilhe este hábito.

    Bom ano a todos.

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    1. Falou tudo.
      Acha que seria ruim colocar a sua lista de 2012 aqui?

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    2. Vamos lá:

      1 Comecei o ano com "As Esganadas", de Jô Soares, em versão pirata.

      2 Depois, fui de Stieg Larsson, com "Os Homens que não Amavam as Mulheres", via Saraiva.

      3 Segui com a obra nórdica em "A menina que Brincava com Fogo", via Gato Sabido

      4 E, terminei com "A Rainha do Castelo de Ar", via Gato Sabido. A partir daí, nada de avançar em trilogias. Quero reaprender a ler e degustar seus autores.

      5 Descansei os bolsos e ataquei um novo piratão em "1808", de Laurentino Gomes.

      6 Na sequência, via Saraiva, fui de "Scarpetta", de Patricia Cornwell.

      7 Voltei à infância com "O Escaravelho do Diabo", na pirataria. Livro de Lúcia Machado de Almeida.

      8 Segui na pirataria com "O Jogo do Anjo", de Carlos Ruiz Zafón.

      9 Mais um pirata: Um Dia, de David Nicholls.

      10 Li "O Cirurgião", de Tess Gerritsen, via Gato Sabido

      11 Volto aos piratas com "Memórias de Um Sargento de Milícias", de Manuel Antonio de Almeida

      12 Novo pirata: "Ponto de Impacto" - Dan Brown.

      13 Mais um piratinha: "Água para Elefantes", de Sara Gruen.

      14 Mais um da Gato Sabido: "O Tempo Entre Costuras", de María Dueñas.

      15 Via Livraria Cultura, li "Vaclav e Lena", de Haley Tanner.

      16 Ainda pela Cultura, "Quebra de Confiança", de Harlan Coben.

      17 Ainda na Cultura, "The Walking Dead - A Ascensão do Governador", de Robert Kirkman.

      18 Na pirataria, "Percy Jackson e o Ladrão de Raios", de Rick Riordan.

      19 Encerrando 2012 e iniciando 2013, "O Sobrevivente", via Kobo Brasil, de Chuck Palahniuk.

      As avaliações estão no Portal SKOOB, uma ótima descoberta que tive acesso em 2012.

      Abraços!

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  5. Minha listinha de 2012

    Lido: "A Queda" - Chuck Hogan e Guillermo Del Toro.
    Lido: "Arquivo X - Os Calusari"
    Lido: "As Esganadas" - Jô Soares
    Lido: "BULLYING: Matando Aula" - L. L. SANTOS
    Lido: "O Clube Mefisto" - Tess Gerritsen
    Lido: Como treinar seu dragão - Cressida Cowell
    Lido: Full Dark, No Stars - Stephen King
    Lido: Sherlock Holmes - A vampira de Sussex
    Lido: As crônicas de Nárnia
    Lido: O Pacto - Joe Hill
    Lido: Horror em Amityville
    Lido: Marina - Carlos Ruiz Záfon
    Lido: Fúria dos Reis - Martin
    Lido: Um conto de Natal - Dickens
    Lido: A entidade - Frank de Felitta
    Lido: Ensaio sobre a cegueira - José Saramago
    Lido: Crônicas dos senhores de Castelo
    Lido: Terra Sonâmbula - Mia Couto
    Lido: Oksa Pollock e o Mundo Invisível - Anne Plichota, Gendrine Wolf
    Lido: Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
    Lido: Jogos Vorazes - Suzanne Collins
    Lido: Blaze - Stephen King
    Lido: A Garota dos Pés de Vidro - Ali Shaw
    Lido: A confissão - Flávio Carneiro
    Lido: O incrível homem que encolheu - Richard Matheson
    Lido: Misto-Quente - Charles Bukowski
    Lido: A mulher mais linda da cidade - Charles Bukowski
    Lido: As aventuras de Sherlock Holmes - Arthur Conan Doyle
    Lido: Entrevista com o Vampiro - Anne Rice
    Lido: Le Monde Bizarre, o Circo dos Horrores - Vários autores
    Lido: A Companhia Negra - Glen Cook
    Lido: The Wind Through The KeyHole - Stephen King
    Lido: O Devorador - Lorenza Ghinelli
    Lido: A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça - Washington Irving
    Lido: A Última Volta do Parafuso - Henry James
    Lido: O Jovem Sherlock Holmes: Parasita Vermelho - Andrew Lane
    Lido: Histórias sem Data - Machado de Assis
    Lido: Eu Robô - Isaac Asimov
    Lido: Coraline - Neil Gaiman
    Lido: A Ascensão da Casa dos Mortos - Lemos Milani
    Lido: Morgan: O Único - Douglas Eraldo
    Lido: Cem anos de Solidão - Gabriel García Márquez
    Lido: Em Chamas - Suzane Collins
    Lido: Carrie - Stephen King
    Lido: A Esperança - Suzane Collins
    Lido: Sob a Redoma - Stephen King
    Lido: O Retorno do Jovem Príncipe - Roemmers, A. G.
    Lido: A Mulher de Preto - Susan Hill
    Lido: Travessuras da menina má - Mario Vargas Llosa
    Lido: Odd Thomas
    Relido: Harry Potter e a Pedra Filosofal
    Lido: Teoria Geral do Esquecimento - José Eduardo Agualusa
    Lido: Harry Potter e a Câmara Secreta - J.K Rowling
    Lido: O Clube da Luta - Chuck Palahniuk
    Relido: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
    Lido: Um Rio Muito Frio - Michael Koryta

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    1. 56 livros no ano! Parabéns.
      Com o trabalho e, principalmente, com dois bebês em casa (01 e 02 anos), infelizmente, não dá pra chegar nessa marca (risos)

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    2. Li vários e-books em 2012 alguns bons outros nem tanto, vai à listinha dos livros que mais gostei:
      - Shamam -Noah Gordon
      - O físico - Noah Gordon
      - E o vento levou… - Margareth Mitchell
      - Inverno no mundo -Ken Follett
      - A queda de gigantes - Ken Follett
      - Adeus, China - Cunxin Li
      - Bonhoeffer - Erin Metaxas
      - O jogo do anjo - Carlos Ruiz Rafon
      - Riven - Jerry Jenkins
      - A sombra do vento (reli)- Carlos Ruiz Rafon
      - The boy in the suitcase - Lene Kaerbool
      - Não me abandone jamais -Kazuo Ishiguro
      - Um hotel na esquina do tempo - Jamie Ford
      - A menina que roubava livros (reli) - Markus Zusak
      - O menino do pijama listrado (reli) - John Boyne
      - A culpa é das estrelas - John Green
      - Um homem de sorte - Nicholas Sparks
      - A cabana - Willian Young
      - The Pleasures of Reading in an Age of Distraction - Alan Jacobs
      - My reading life - Pat Conroy
      - So many books, so little time -Sara Nelson
      - The racketter - John Grisham
      - Calico Joe - John Grisham

      Neste ano de 2012 eu pude experimentar dois tipos de literatura que não é muito comum no Brasil, Christian Fiction e Cozy mysteries li vários e-books deste tipo e gostei bastante, sei que muitos irão achar que é subliteratura mas me agradou muito ler livros destes dois gêneros.

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    3. Pois é, eu também não tenho muito tempo (universidade, trabalho e estágio tomam boa parte dele rs), mas eu luto para manter a média de pelo menos um livro por semana rs.

      O legal dessa lista é que podemos pegar novas dicas literárias com os outros membros. Tem muitos livros legais nas outras listas que eu nunca li e que já anotei como dica :D

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  6. Lista da galera atualizada: http://migre.me/cIskU

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