quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Qual será o preço do Kobo no Brasil?

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A Livraria Cultura vai ser a primeira parceira da Kobo no Brasil, ao que mostram os fatos já está tudo pronto para começar as operações, mas, o item mais importante, o determinante do sucesso da empreita não foi divulgado: o preço do e-reader. Nos EUA a venda de ebooks só cresceu quando os aparelhos passaram a ser vendidos em torno de U$150,00, antes, quando custavam o dobro a venda de ebooks era residual, mas a partir do preço do aparelho condizente com o bolso do americano, o aumento da venda de ebooks foi exponencialmente acelerado. Devemos lembrar que a cultura já vendeu o positivo alfa caríssimo e não decolou, e como nos EUA, será o preço e sua paridade com o poder de compra do brasileiro que vai determinar a penetração do ebook no Brasil.

Comprado fora do Brasil, nos EUA ou Canadá o Kobo mini custa em torno de  R$170,00, o Kobo Touch R$210,00, e o Kobo Glo R$280,00. Por quanto será comercializado por aqui? Lembrando que o bolso do brasileiro é bem mais raso que dos nossos colegas canadenses e norte-americanos.

Já passou do prazo mínimo de sessões para uma comissão da câmara dar parecer e colocar em votação o PL 4534/2012, mas nada foi feito, na comissão de “Educação e Cultura” o presidente que coloca o assunto em votação é Newton Lima Neto PT, a redatora Fátima Bezerra PT e o projeto ainda tem que passar pela comissão de “Constituição e Justiça e de Cidadania” onde o presidente é Ricardo Berzoini PT. Embrulha-me o estômago cada vez que tenho que tocar no tema, é como se tivesse que remexer o lixo mais fétido e podre de todo o Brasil, mas é tarefa necessária, Marco Maia PT oficializou a gazeta na câmara que agora só tem sessões de terça a quinta, apesar dos deputados ganharem cerca de R$26.000,00 para guardar, pois tem casa comida e roupa lavada pagos e muito bem pagos por nós otários cidadãos. O governo já manifestou-se contra o projeto, é claramente contra a educação, sempre foi, mas como tudo, a verdade não pode vir à tona uma vez que gastamos dinheiro com uma educação feita na mediada para emburrecer o brasileiro. Não é agradável falar do tema, é mexer na fossa que queremos enterrada, mas a realidade é que estamos todos na mesma M!

Saindo do esgoto vamos falar de outro assunto, as diferentes estratégias da Amazon e da Kobo. É estranho notar que a Kobo não vende seus e-readers através do site, é até difícil achar onde comprar, ao contrário da Amazon, que vende Kindle até para o Brasil, paga os impostos e te entrega em casa, houve uma grande cobrança na Kobo por uma melhor distribuição, principalmente nos EUA, mas esta falha aparente mostra uma estratégia diferente da Amazon: ambas tem sites de venda online que oferecem mais do que ebooks, a Kobo na forma da sua controladora a Rakuten, e Rakuten e Amazon tem estratégias diferentes em relação ao seu e-comerce. A Amazon é uma grande competidora, feroz e voraz, o que é bom para o consumidor, desde que não torne-se um monopólio. Estão proliferando relatos de “parceiros” que vendem produtos no site da Amazon e amargam um tratamento grosseiro e desleal para dizer o mínimo, tendo suas contas suspensas e seu dinheiro retido por três meses. A Amazon além de vender produtos diretamente, disponibiliza seu site para que terceiros vendam seus produtos, mas ao mesmo tempo tem oferecido competição desleal em produtos chave, competindo ou passando a competir com seus parceiros, incluindo os mesmos itens em seu armazem. Já a Rakuten é uma empresa mais baseada em parcerias do que em uma loja própria, são muito mais preocupados com o sucesso da parceria que significa ganho e crescimento para todos. Esta dicotomia mostra-se nas estratégias da Kobo e da Amazon na questão ebooks, a Kobo tem investido em tornar-se parceira de livrarias independentes que ainda existem nos EUA e Canadá, direcionando trafego e vendas para os parceiros em vez de acumular no seu sistema central, o que é uma coisa muito interessante, pois a Kobo não vende livros em papel como a Amazon, e pode fazer um complemento com pequenas livrarias que não tem como competir no ebook. Pequenas livrarias são legais, te atendem bem e de maneira personalizada e muitas são especializadas, funcionando como ponto de encontro entre os interessados no mesmo tema, tratam o livro como algo mais que um produto, mas como todos, tem que vender e ter lucro para sobreviver. Não sei como as pequenas livrarias conseguiram sobreviver nos EUA e Canadá, pois aqui, como já discuti antes, foram todas mortas pela política das editoras no fim dos anos oitenta e começo dos noventa, quase nenhuma sobrou. A iniciativa da Kobo pode mostrar uma estratégia bem sucedida em relação à Amazon que sufoca os parceiros, associando-se a pequenas livrarias em benefício mútuo, a Kobo ganha uma estrutura que nem o dinheiro da Amazon pode sonhar, infelizmente aqui não sobraram livrarias independentes de expressão, mas o que mais aproxima-se é a Cultura no padrão de atendimento da loja física. Independente, o que vai determinar o sucesso do ebook é o preço do e-reader.

O leitor Edilton sugeriu fazermos um bolão para ver quem acerta o preço do Kobo, o vencedor só ganha notoriedade, mas proponho irmos além e discutirmos a questão preço, acesso e impostos e quanto que vocês gostariam que o aparelho custasse dentro da medida do possível, o viável.

Alex

28 comentários:

  1. Kobo: R$ 399,00 no lançamento
    Kobo mini: R$ 299,00 no lançamento

    Depois pode ter uma pequena queda.

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  2. O preço deveria ser o mínimo possível, claro, sem impostos e com uma boa logística para reduzir os custos de importação.

    Kobo Mini: 179,00 ~ 199,00
    Kobo touch: 249,00 ~ 279,00
    Kobo Gloo: 299,00 ~ 349,00

    Isso, claro, sem impostos. Com impostos... :(

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  3. Alex, para ver como lá fora tem outra mentalidade, amanhã Black Friday nos EUA será vendido o kobo mini por $49,99 dólares, aqui tem pessoas que tem a capacidade de vender kindles usados por mais de 400 reais no ML. Infelizmente acredito que o melhor meio de comprar um e-reader mais barato é pelo ebay, tive algumas experiências dentro de 15 a 20 dias chega e mesmo com a taxa cobrada sai mais barato do que comprando pelo ML, salvo o rapaz do RJ que vende Kindles novos por bom preço, o Flaviotrônico, os outros melhor nem falar.
    Acho que se realmente a livraria Cultura quiser entrar na era digital e vender e-books tem que colocar preços justos nos e-readers. Vamos esperar e ver o que vai acontecer nos próximos dias.

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    1. Eu comprei o Kindle no eBay, levou quase 2 meses porque foi tributado mas compensou.

      Se o Kobo Mini tivesse um preço razoável, tipo uns 200 reais, seria o presente frequente para a família.

      Quem sabe a Cultura não tenha aprendido algo com o fiasco do Positivo Alfa e venda a preços decentes!

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    2. Verdade Paulo se o Kobo mini for menos de 200 reais com certeza será um ótimo presente para se dar de Natal para os familiares que gostam de ler. Eu sigo a Camila Cabete no twitter ela é a primeira funcionária da Kobo no Brasil e prometeu que os preços serão competitivos e bons. Vamos esperar para ver.

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    3. Marta,

      Kobo mini por U$50,00, isso que é Black Friday! Aqui como sempre ficamos a esperar, e espero o preço não decepcionar. Kobo mini por menos de R$200,00, só se aqueles vagabundos da câmara resolverem trabalhar.

      Abraço,
      Alex

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    4. Martinha,

      Que bom a promessa de preços competitivos!

      Deve ser um ótimo presente não só para quem gosta de ler, mas também para quem "queremos forçar a ler".
      Para crianças deve ser uma boa: vou ser da "turma da tia chata que dá meias e do tio chato que dá e-book reader de presente" :D

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  4. Não esqueçam que vai ser tudo parcelado no cartão de crédito.

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    1. Emanuel,

      Sim, mas nos EUA também parcelam e com juros muitíssimo menores que os nossos, não sei se isso é vantagem ou desvantagem...


      Abraço,
      Alex

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  5. E ainda tem gente que vai aparecer aqui defendendo o PT, podem apostar.
    Esses pelegos... e assim nosso país não vai pra frente. Eterna colônia, mudando de senhorio.

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    1. De qual oligarquia você saiu, chico?

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    2. Francisco,

      Os pelegos são os mesmos, pelegos da ditadura e pelegos do PT, mesmos personagens, ditadura é tudo igual!

      Abraço,
      Alex

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    3. Onde tá a "dita" do PT? Segundo a análise de alguns de vocês estaria mais para "ditamole"...
      Percebo que alguns querem o mundo a sua maneira e não toleram o processo lento, chato e tortuoso da democracia.

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    4. Ainda consideramos que querer controlar a mídia, seja por qual meio for, autoritarismo, isso é coisa de ditaduras. Ainda mais tentar controlar a mídia brasileira que já é vendida ao governo, evitar que o mínimo da verdade que transpira sem controle do governo floresça por meio de leis inconstitucionais que são propostas pelo PT. Veja que emblemático: a Folha forjou duas reportagens sobre o jurista alemão Claus Roxin, mentiu na cara dura para ajudar o bandido condenado chefe da quadrilha do mensalão Dirceu, veja a resposta de Claus Roxin: Claus Roxin Desmente folha , se isto já não fosse nojento, após a publicação do desmentido, articulistas ainda tentavam a mesma tese furada, baseados na matéria mentirosa. E se é para piorar, por que não pode ficar pior: ao ser presa, a mulher do Lula, a tal Rosemery, telefona para quem? Para o chefe da quadrilha, o bandido condenado Dirceu... Mas, melhor que controlar a mídia é garantir que o povo seja ignorante, por isso os petistas fazem de tudo para barrar o e-reader que pode baratear a literatura e fornecer o insumo básico sem o qual nenhuma educação de verdade existe: livros livres, ao acesso de toda população.

      Alex

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    5. Este comentário foi removido pelo autor.

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    6. Não acredito no povo lendo mais só pelo fato do e-reader ficar barato. Ler é uma questão de prazer e necessidade econômica. Ninguém iria passar a consumir algo que ele considera chato e desnecessário só porque esta coisa ficou barata. Tem que ter estimulo da escola, da família e do governo (do PT inclusive). Interessante que a mesma imprensa massacra o PT e aí é normal, faz parte do papel da imprensa, né? Eu não idolatro nem demonizo partido. No Brasil fomos acostumados a acreditar no salvador da pátria e não numa proposta de governo. Deu-se esta m#e$r%d*a que está aí. Mesmo assim pra grande parte da população este governo safado do pt melhorou sua condição de vida. Olha que coisa! Talvez antes da COPA FIFA 2014 o brasileiro passe a ler como louco por causa da mãozinha do governo em tirar os impostos do badulaque chamado e-reader. Vamos ver que tipo de literatura vai ser consumida. Aí vão aparecer os eruditos dizendo que o povo devia ler machado e não coelho...
      Fiz uma salada do baralho! Mas é isso que tava com vontade de falar agora...

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    7. Não importa a besteira que acredite, é fato que sem acesso não há leitura, lógica básica, e a verdade é que livro no Brasil nunca foi barato! Chato e desnecessário é a visão do ignorante, justamente o que ignora, dê nas mãos de um garoto o livro certo e ele verá o quão excitante é o mundo literário, não me importo com o que leia, mas que leia, é um aprendizado, e com o tempo podemos ter mais habilidade e desejo de livros mais desafiadores, mas nada disto irá ocorrer se o livro ainda for inacessível, é o primeiro passo, o mais fundamental, a base para toda educação. E assim o povo pode deixar de ser otário e ver que o mundo cresceu, mas o Brasil cresceu menos, o PT perdeu o bonde da história e nos condenou ao subdesenvolvimento, e daqui para frente, no mundo moderno só se avança com educação.

      Alex

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  6. na Itália e em Portugal o Kobo Touch sai por 99 euros (250-260 reais). Se conseguirem vender a esse preço ou algo próximo disso, está ótimo! Se a Cultura abrir mão de um lucro maior no aparelho e apostar na venda dos livros mais tarde, pode vir a vender mais aparelhos. O que, a médio e longo prazo, será uma boa estratégia de negócio... mas vamos continuar acompanhando (e torcendo). ;-)

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    1. Cristine,

      Todo nosso mercado de livros depende de estratégias de médio e longo prazo, querer cobrar caro e achar que vai lucrar é estupidez, pois só vai contrair o mercado e continuar a involução literária que sofremos por livros aqui custarem tão caro, impossibilitando leitores. Preços europeus seriam bons, mas não temos salários europeus, mas melhor do que está atualmente.

      Abraço,
      Alex

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  7. Que legal! Eu fui citado na matéria! rsrs... Eu não acho justo um e-reader custar mais de 300 reais, mas conhecendo a realidade brasileira eu aposto nos seguintes valores (estou enxergando a situação positivamente):

    Kobo Mini: 300,00 ~ 350,00
    Kobo touch: 450,00 ~ 500,00
    Kobo Gloo: 600 pra cima.

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    1. Edilton,

      Eu também não acho justo um leitor a mais de R$300,00, principalmente que estes produtos também são importados nos EUA e Canadá, mas temos que sustentar um bando de vagabundos do governo, afinal, como você acha que pagamos R$26000,00 para um deputado, nosso legilativo e executivo são mais caros que o dos EUA e Canadá!

      Abraço,
      Alex

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  8. Kobo Mini 449,00
    Kobo 599,00
    Kobo Glo 849,00

    Em 10x sem juros!
    Com frete grátis para sul e sudeste!

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  9. Saiu o preço.


    A Livraria Cultura anunciou nesta segunda (26) que venderá por R$ 399 o leitor de livros digitais Kobo Touch, trazido ao país em parceria com a fabricante do aparelho, mesmo preço do concorrente Positivo Alfa, vendido pela Livraria Saraiva.


    http://www1.folha.uol.com.br/tec/1191396-livraria-cultura-lanca-leitor-eletronico-kobo-touch-no-brasil-por-r-399.shtml

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  10. Livraria Cultura lança leitor digital Kobo Touch por R$ 400 no Brasil

    http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2012/11/livraria-cultura-lanca-leitor-digital-kobo-touch-por-r-400-no-brasil.html

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  11. O Paulo acertou o preço do Kobo Touch de primeira, parabéns! Como os amigos mostraram acima, vai ser vendido a R$399,00, não surpreendeu, e é muito mais caro do que se paga na Europa R$250,00, agradeçam ao país que vivem, cumprimentem seus deputados com um cuspe na cara, são eles os responsáveis, e pagamos R$26000,00 para estes vagabundos fedorentos nos ferrarem.

    Alex

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