segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O Tablet tem Inveja do E-reader

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Para aqueles aqui, que como nós, são leitores de livros e não se sabe por qual caminho tortuoso chegaram a colocar as mãos em um aparelho e-reader, vêem com maior clareza o óbvio ululante, o e-reader é infinitamente melhor para ler do que o tablet, é um fato! Você pode usar um tablet para ler, como pode usar um computador, celular e até a televisão, se ela mostrar letras, mas nenhum deles tem conforto e permite concentração elevada para ler textos complexos, mas o e-reader de e-ink, assim como o papel, permite o mesmo ou maior conforto e concentração. Não há o que discutir, é a verdade insofismável, e em realidade, se não fosse pelo aparelho e-reader, apesar da maioria de nós possuir tablets, ainda estaríamos lendo no papel, cortando árvores, gastando combustível e esperando o correio entregar nossos livros, pois é fato, o tablet é uma ferramenta ruim para leitura, você até pode colocar um parafuso com um martelo, mas assim como o tablet, definitivamente, é a ferramenta errada para a tarefa.

A diferença entre tablet e e-reader para ler é tão abismal e óbvia que nem pensamos no assunto, caiu-nos em mãos este aparelhinho com uma tela especial que simula a tinta no papel, bateria que dura mês ou mais e podendo carregar alguns milhares de livros em pouco mais de cem gramas, e o que é ainda melhor, o aparelho é mais barato que qualquer tablet, que não permite a concentração e o conforto para leituras mais complexas ou para a mágica que o livro tem de nos transportar no tempo e espaço. Se tiver qualquer dúvida do quanto o tablet é inapropriado para ler, proponho um teste: pegue um conto do Faulkner, sugiro “Barn Burning”, leia no tablet e depois no e-reader, se preferir faça ao contrário, ficará claríssimo isto que afirmo, pois este é um texto quase impalatável no tablet.

Vocês já devem ter visto dezenas de pessoas que dizem o contrário, e para nós é tão estapafúrdio quanto pensar que a ferramenta correta para trabalhar com microeletrônica é a marreta, tal visão, se honesta, só pode vir da ignorância, ou de quem não lê ou de quem nunca pegou um e-reader para ler. Mas tem os outros, os invejosos que mesmo sabendo a verdade teimam em afirmar o contrário, em teoria não nos faz diferença, temos nossos tablets e e-readers para tarefas distintas, e se quiséssemos ler no tablet, é só aposentar o e-reader, mas os aparelhos são tão distintos que nem nos passa pela cabeça tal sandice.

Mas há mais sob esta inveja do tablet para com o e-reader, não só ignorância ou teimosia, mas grandes interesses comercias, tutu, dinheiro, as trinta moedas. É muito chato saber-se incompetente para a tarefa de ler, e não importa o que faça, você ainda figura atrás do outro aparelho que é feito, projetado, produzido e criado especificamente para ler, se a batalha for justa, não se pode vencer, e assim o que os tablets podem fazer? Ora, é simples: mentir; mentir sobre o óbvio ululante, sobre a verdade insofismável do tablet ser uma ferramenta deficiente para ler. Afinal, isto não é normal por aí? Se você tomar aquela cerveja estará cheio de gatinhas do seu lado, quando em realidade estará cercado de um bando de pinguços, feios e barrigudos; e assim o tablet vira uma ferramenta de leitura, como os pinguços viram gatinhas.

O tablet serve para um monte de outra coisa, porque mentir para tirar o lugar de direito do e-reader? De onde vem as trinta moedas? Vou lhes dar uma dica: em 2011 o faturamento das editoras no Brasil foi em torno de R$4.800.000.000,00, mas você vai me dizer, nisto tablet e e-readers indiferem, e é verdade, mas há outro dado, deste total quase R$2.000.000.000,00 é compra do governo! Já entenderam? O que o governo compra em sua maior parte? Livros didáticos, e é aí que e-readers fazem toda a diferença, eles podem tirar as editoras tradicionais e os tablets do jogo com estas trinta ou dois bilhões de moedas.

Calma que eu vou explicar melhor, e para isto vou ter que entrar em conceitos mais amplos: o que é educação? E nem estou falando desta vagabunda oferecida hoje em nossas escolas, estou pensando através da história, e neste contexto, tudo que posso dizer é que educação é herança, da mesma maneira que herdamos genes de nossos pais, herdamos a educação de toda a cultura que recebemos do meio social, todas as artes, ciências e filosofias produzidas pelos homens, deixe um garoto viver com os macacos e ele terá cultura dos macacos contemporâneos dos faraós. Com toda certeza nas antigas polis de Atenas não se estudava eletrônica, não tinha sido inventada, não podia ser herdada, e em sua essência educação formal é isso, inteirar-se da cultura corrente de seu tempo, ou de duzentos anos atrás, como é a nossa. Originalmente a cultura era oral, depois vieram os livros e só muito depois os livros tornaram-se populares, e hoje o livro continua, não mais em papel, mas no e-reader, da mesma maneira que as páginas prensadas e encadernadas substituíram o papiro e os “tablets” cuneiformes. O ebook com o conforto do e-reader é o herdeiro de toda cultura que já está nos livros, que já existe e só precisa ser portada para o novo formato, pois é ela a fonte primária de todas as informações que recebemos no período de estudos escolares.

Já devem ter visto por aí os revolucionários da educação, mas a grande verdade é que educação é herança, não se pode desprezar o passado, e portanto não existe uma nova educação, mas sim a mesma velha, pois são as informações velhas que fazem parte integral da educação. Já faz algum tempo que os computadores invadiram as salas de aula, principalmente e diria quase exclusivamente no ensino privado, observaram mudança? Melhorou a educação? Óbvio que não, computador é apenas uma ferramenta para os velhos conteúdos, educação é isso, mas houve uma grande perversão, os tais livros textos, aqueles que você tem um para cada matéria, tudo que você precisa saber em um único livro, que precisa ser comprado anualmente, pois estranhamente sofrem mudanças cosméticas anuais, uma vez que o que se ensina não mudou no último século, a não ser para pior, no caso da história e geografia ideológicas e imbecilizantes dos últimos tempos. Em sua maior parte, com raras exceções, estes livros textos são escritos por copiadores de informação que não tem a menor idéia de todo o conteúdo que estão escrevendo, e obviamente que alguém que queira realmente entender um assunto com estes livros fica impossibilitado, já que o que está escrito no livro não tem o menor sentido lógico; vou dar-lhes um exemplo, um dentre milhares de possíveis, mas vocês vão lembrar, estudamos química no colégio, lembram dos diagramas de pauling? algum de vocês entendeu o que era aquilo ou decorou a regra e nunca pensou no assunto? A realidade é que dentro do universo dos livros didáticos não há elementos para que você entenda os tais diagramas, os spins e todo o resto, é um pedaço inútil de informação jogado no meio do livro e estripado do seu contexto que é a base da física quântica, foi fora dos livros didáticos que encontrei as respostas às minhas dúvidas, que nem os professores eram capazes de sanar, esta é a realidade tosca do nosso ensino, e exemplos como estes abundam em física e biologia e até matemática, pois quem escreve estes livros não tem domínio dos tópicos sobre o que escreve, e aí vira esta zona Kafkiana. Mas não tenha duvida, tem muita gente ganhando dinheiro com este lixo, as trinta moedas usadas para sabotar a educação consciente. E veja que interessante, grande parte dos outros R$2.800.000.000,00 é destes livros, que sabemos serem obrigados ao orçamento dos pais no início do ano letivo.

Livros, os textos que já foram escritos são a base de toda a educação e eles já estão prontos, é só serem portados para o e-reader, não precisam ser recriados, estão já aí, a maioria em domínio público, gratuito. Se antes o professor tinha que adotar um livro texto capenga para ser a principal fonte dos alunos, hoje, de posse se um e-reader, os alunos podem ter acesso aos textos originais, ou aos melhores, sem custo, podendo escolher pesquisar e instruir-se. Acho que a internet já está velhinha e devia ter provado por A+B que “decoreba”, memorização, não é educação de verdade; educação é fazer pensar, ler, entender e tirar suas próprias conclusões, e para isso o conforto do e-reader é fundamental, não dá para fazer este tipo de leitura em tablet, já vivemos na época da síndrome do déficit de atenção, apesar dos alunos não serem clinicamente diagnosticados com o distúrbio, muitos apresentam o mesmo comportamento, a diferença é que para quem tem TDAH a ritalina, o fármaco usado, tem efeito calmante, quem apresenta “síndrome de déficit de atenção like ” não tem remédio. Esta falta de concentração pode ser agravada com a tela emissora de luz, ler é aprender a concentrar-se, e só o e-reader com e-ink vai permitir este desenvolvimento.

Quem já tentou imiscuir-se em qualquer tentativa séria de ensino, deve ter percebido que nenhum professor ensina independente do aluno, em realidade é o aluno que descobre, o professor é apenas um incentivador, facilitador, e muitos de maneira errônea portam-se como algozes, com a idéia pervertida que seu limitado conhecimento basta como cercado para o aluno; como estão errados, e infelizmente como é comum esta postura, o universo é a verdadeira fronteira do aluno, é estúpido colocar fronteiras artificiais, cabrestos educacionais, a não ser que não se queira educação de verdade. A nossa herança está nos livros, e eles devem ser a fonte dos alunos, por isso o acesso é fundamental. Nunca imaginei que o meio eletrônico pudesse atingir o conforto do papel, mas estamos aqui, diante desta avançadíssima tecnologia de leitura chamada e-ink. Quando saíram os primeiros “mp4”, ainda caríssimos, imaginava um projeto do governo para projetar os aparelhos, fabricar na China, o mais barato possível e vender sem lucro a preços irrisórios para o aluno, e aquele aparelhinho era péssimo para ler, mas antes algo do que nada, tenho o direito de sonhar, não? pois sempre senti que este acesso era o maior gargalo educacional do professor. O e-reader não estava presente nem nos meus sonhos, foi só quando recebi em mãos um aparelho que pude ver sua imensa possibilidade, no primeiro lançamento da Sony fui bastante cético, era caro e a tecnologia e-ink e seus benefícios para a leitura, são tão avançados que sempre pensei serem indiferentes das telas atuais, com o aparelho em mãos vi a gigantesca diferença, a leitura em tela que podia ser uma chance de acesso de segunda qualidade em relação ao caríssimo papel, agora, com o e-ink, é uma alternativa igual ou superior aos livros tradicionais, nem em sonho pensei em algo tão maravilhoso para a educação de verdade, só falta o povo ter acesso, e o que é melhor: e-readers são muito mais baratos que tablets em seus países de origem. Se o preço do livro sempre foi o maior limitante para a educação do brasileiro, hoje com o leitor e-ink, este mata-burro histórico pode ser vencido.

Nos livros está tudo, diversão, educação e aventura, o leitor e-ink comporta tudo, todo o conteúdo que tem sido a base essencial do ensino. Nos primeiros anos de vida a criança pode ter contato com o lado lúdico do livro, pois é assim, através do prazer que as pessoas desenvolvem sua habilidade de ler. Alguns bobalhões não entendem que ler é uma proficiência progressiva, e imaginam o leitor inexperiente já lendo Machado, não existe pensamento mais pernicioso para a educação literária, e é esta miopia ou intenção explícita, que faz os livros serem odiados pelos jovens, quando em realidade são muito mais intensos e saborosos que qualquer filme ou videogame, é quase um condicionamento pavloviano contra o hábito da leitura, associando ler a algo chato e maçante, até penoso e dolorido, não que não seja, ler Machado em idade escolar é como querer escalar o Everest assim que começar a andar, pode-se morrer, e assim é sepultado o prazer de ler. Livros são aventura, e no estado atual de nossa sociedade, são a maior aventura do homem, se um dia escalar uma montanha foi um grande desafio para Hillary e Tenzig, hoje pode-se subir a montanha com um pacote turístico, não há mais aventura real na face da terra, apenas estes jogos de faz de conta, a única verdadeira aventura está hoje nos livros e na jornada ao desconhecido dos homens, é nossa única possibilidade de pisar terreno virgem, como um dia Newton trilhou, e Einstein avançou, nossos grandes aventureiros modernos.

O e-reader permite a liberdade literária e educacional, podendo o professor indicar para o aluno os melhores conteúdos, sem a intransponível barreira financeira, tanto para educação ou diversão, permite que o aluno experimente tudo, e dentro deste universo encontre o que goste, por isso literatura é liberdade e sem ela nada existe. Não nego que tablets e computadores possam ser usados na educação, mas comparados ao e-reader e o amplo material de extrema qualidade e nossa herança que já está em livros, são ferramentas ruins e secundárias, é o livro matéria primária de toda a educação, e o e-reader o veículo perfeito para este conteúdo já existente.

Quando tablets tentam competir com e-readers, usando de mentiras deslavadas, prenhes de inveja gananciosa, por não serem tão capazes na leitura, estamos vendo uma traição à educação, uma traição ao homem em função de umas trinta moedas sujas. É pela prata que se denigre o e-reader, fique atento e consciente, este jogo ainda vai ficar mais vicioso, mas sabemos a verdade, o óbvio ululante, é o e-reader a única ferramenta que permite a literatura em todo o seu potencial.

Alex

17 comentários:

  1. Alex, excelente texto. Concordo em suas colocações, bem claras por sinal. Creio também que o tablet é mais prestigiado porque infelizmente muitos não gostam de ler. Mas torço para que os fabricantes do e-reader continuem trazendo novidades no e-reader e este perdure por muito tempo, porque nós que amamos ler não trocamos o e-reader por um tablet nem no sonho. Como já disse não me imagino mais sem o e-reader, companheiro fiel de todos os dias.
    E para quem diz o contrário, creio que nunca experimentou um e-reader ou é preconceito de quem não lê.

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    1. Oi Marta,

      Já comentei que sou como tu, não vivo sem e-reader e tenho dois para não ficar sem um, e digo mais, agora com o hábito os livros de papel ficaram incômodos, tablet para ler livro? Nem pensar, só para os otários ou os não leitores.

      Abraço,
      Alex

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  2. Muito bom o post Alex.
    Eu li um livro recentemente chamado The Song of the Dodo, (talvez vc goste). Este livro me fez ficar levar o kindle para todo lugar porque não conseguia largar o livro de modo algum rsss..

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  3. Bem interessante o que diz. Uma curiosidade: geralmente eu capturo textos um pouquinho mais longos (como este) para ler no Kindle, apesar de trabalhar o dia inteiro no computador, a minha rotina me permite desviar o olhar da tela constantemente, mas para ler um pouco que seja, prefiro aproveitar a tecnologia que tenho (desse jeito não estou suprimindo pageviews, na verdade acrescento, porque capturo o texto e depois volto na página para ler os demais comentários).

    Infelizmente no Brasil estamos atrasados, temos que brigar e discutir sobre o meio (equipamentos), por burocracia do Governo, enquanto essa 'discussão' não existe no 'primeiro mundo'. Quando tem, é sobre quem oferece o menor preço, vide o prometido baratíssimo Beagle Txtr (se o Bluetooth se comunicar com PC e não só com Android, vai ser matador).

    Uma coisa que poderia revolucionar o mercado de e-books seria o conceito de "livro atualizável": assim como os aplicativos para os quais o cidadão recebe updates constantes, o leitor compraria um direito de uso do livro, mesmo que seja só por um período de tempo. Não sei se isso já existe, eu por exemplo trabalho com contabilidade, recebo periódicos de legislação impressos, que são arquivados em fichários. A cada atualização das leis, as fichas são adicionadas ou substituídas, conforme orientação do fascículo. Isso seria bem útil em meio eletrônico, não só para consultas técnicas, mas para a educação: quantos livros, sobretudo de História e Geografia que são descartados porque não 'servem' mais? E a cada ano são impressos Vade Mecums e outros livros: tenho um código tributário de 3 anos que vai para o lixo!

    Espero que, daqui a pouco tempo (tomara que meses), vamos olhar para essa época de "luta" e achar curioso tudo isso. É como a espera dos consumidores da Apple pela liberação de jogos na iTunes Store brasileira, inexistentes por um detalhe legal, poucos meses depois, ninguém deve se lembrar do contorcionismo que era necessário para conseguir os tais joguinhos nas lojas estrangeiras... :D

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    1. Paulo,

      Este conceito de livro atualizável já existe nos periódicos técnicos, onde você compra a assinatura e tem a atualização do texto no período, os livros da “Delphi classics” tem o mesmo princípio, você tem direito à versão corrente, mas é difícil de operacionalizar fora da página deles em compras na Amazon e kobo.

      Espero que você esteja certo de daqui a alguns meses olharemos com estranheza este período, lembro quando a importação no Brasil era proibida, era impossível ter alguns instrumentos musicais de qualidade como uma guitarra fender, hoje qualquer moleque pode ter uma, já escrevi sobre skates aqui com a mesma visão. O problema é que como a antiga lei de proteção da informática, quanto mais tempo passa, mais ficamos atrás em relação ao mundo, obrigados a seguir nunca liderar, tal é nossa sina na eletrônica de ponta. E ainda somos atrasados na leitura.

      Abraço,
      Alex

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  4. Discordo de que ler no tablet é "martelar parafuso" ou qualquer outra colocação radical, fechada, sobre a experiência de ler em um tablet. Isso é muito pessoal. Conheço MUITA gente que elogia o kindle e outros leitores e, uma vez com o iPad nas mãos e sua imensa maior versatilidade - incluindo para ler vários formatos, ajuste de brilho etc. são unânimes em dizer que não compensa ter mais de um aparelho para ler, uma vez tendo o mais completo - um tablet como o da Apple, principalmente a partir da última geração, com tela retina e outros atributos que, se não afetam diretamente o iBooks ou as outras dezenas (se não centenas de aplicativos de leitura. como o App Kindle para iPad) completam a escolha como favorável ao tablet.
    Certamente que se o objetivo é SÓ ler com um equipamento - cada vez mais difícil hoje, não querer conveniências em-um-só, ainda mais com o sucesso do iPad - o e-reader isolado atende e bem, sem falar no preço,cujo mérito não vou entrar aqui mas tem gente que dá mais dinheiro em outras coisas. Não quero parecer agressivo, acreditem mas o texto parece favorecer propositalmente, de maneira forçada os e-readers que talvez nem precisem disso pois tem seu nicho por um tempo ainda longo, embora talvez não aqui. Se a Amazon entrar no BR com a mesma estratégia de ter "prejuizo" no aparelho para ampliar seu share por aqui, ainda mais longevo será o e-reader - mas o oposto pode ocorrer, sem dúvida: a FOXCONN já fabrica aqui tablets e iphones da maçã sem efeito redutor de preço, caso isso comece a ocorrer os e-readers terão que manter uma boa distância na diferença de preço. Eu disse uma BOA distância. O iPad mais barato no BR é o triplo do preço do Kobo mas faz dezenas de vezes mais coisas...

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    1. Antonio,

      Seu comentário é pertinente, uma vez que é para desmistificar estas bobagens que escrevi este artigo, não é uma constatação radical e fechada sobre o que é a experiência de ler em um tablet, é um acesso real, uma verdade que qualquer leitor de livros já percebeu e é evidente, gritante, o óbvio ululante, o tablet é uma ferramenta ruim para leitores. Temos a idéia errada do que é ler, e imaginamos que uma vez que a criança aprendeu a ler, lerá todos os livros, o que é uma grande mentira, ler é uma habilidade progressiva, como tocar um instrumento musical, tem gente que toca bem, domina o instrumento e necessita de uma ferramenta de qualidade, e existem instrumentos tão vagabundos que inviabilizam até o aprendizado, assim é o tablet. Quem não percebe a diferença é quem não tem proficiência em leitura, e não lê para ver a absurda diferença entre ambos os meios, isso existe até no papel, tem gente que sem conhecimento imprime livros de leitura em papel couchê de alto brilho, caríssimo e incompetente, pois é pior para ler, é ruim em comparação com um papel fosco e até levemente amarelado.

      Quem é leitor, quem gosta de ler, tem habilidade para textos mais complexos, vai querer uma ferramenta mais capaz, que lhe propicie uma leitura com maior qualidade, faça o “Faulkner Test” que eu mencionei e você verá com clareza que tablet não é ferramenta de leitura, mas e se você só ler Harry Potter? Não faz diferença, pois no e-reader Hogwarts é mais viva, saborosa; é como comparar uma sanduíche do macdonalds com um bom restaurante, nos dois você alimenta-se, mas a diferença de qualidade é gritante, absurda, e com a vantagem do e-reader ser mais barato.

      Essa estória do tablet fazer “muita outra coisa”, é outra das monumentais besteiras, ele só tem que fazer o que eu preciso e fazer bem; de que adianta eu ter uma faca que saca-rolhas, abre garrafa e lata se ela corta mal? O que eu quero é uma faca que corte bem, ou vou ter uma faca que faz muita outra coisa, mas o que ela precisa fazer é cortar bem e manter o fio, terei sempre uma faca inepta, incompetente para o que é feita, e eu estaria penalizado com uma faca que corta mal, vai me dar trabalho sempre que vou cozinhar. Ao contrário se eu tiver uma faca excelente que corta bem, ela faz o que deve, com maior competência, e é para isso que eu uso a faca, não para “muita outra coisa”.

      Fazer muita coisa e fazer mal é a própria definição da mediocridade: tablets tiram fotos, fotos ruins, péssimas; pode digitar um texto, mas o computador de mesa é muito melhor, pode ver um filme, mas a TV da sala é muito melhor, pode ouvir música, mas o minúsculo e barato MP3 é muito melhor. O tablet é a ferramenta que “faz tudo”, mas tudo mal, pode ser melhor substituído pelo smartphone menor ou pelo computador com teclado maior. Este tudo em um é a cultura da mediocridade, um instrumentista, um cozinheiro, um fotógrafo e um leitor precisam de ferramentas boas, as melhores para desempenhar suas funções, é preciso objetividade, saber o que quer, e para quem quer ler, com qualidade, a única opção é o e-reader com tela e-ink.

      Abraço,
      Alex

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    2. Concordo plenamente com o Antonio. NADA se compara com uma boa tela retina. Apesar do preço absurdo de um IPAD, ele vale cada centavo; os filmes têm imagens lindas (AVPLAYERHD), as músicas reproduzem muito bem sim, e, quanto aos livros, queridos, depois de muito ouvir elogios, comprei um Kindle lançado em 2013. Arrependimento total. Compro os livros na loja Kindle e leio TODOS no app Kindle para IPAD. "Tablet" não são todos iguais. Já tive um Samsung 10" com Android 4.1 que dei para o meu sobrinho depois de 6 meses de uso, realmente era tudo meia boca. Já o IPAD é outro nível (não sou Apple maníaca, apenas tive que dar o braço a torcer); filmes, músicas, jogos, livros, fica tudo lindo e muito mais nítido na tela retina. Fotos, não faço nem ideia; já gastei grana com uma Canon que não largo por nada. Os tablets são ferramentas para absorver conteúdo e não para produzir conteúdo; para isso, qualquer computador é melhor, agora mesmo, estou teclando no Notebook. O Kindle, eu uso quando preciso de portabilidade (esperar consulta médica, ônibus, ler nas férias na praia - prefiro que roubem meu Kindle que meu IPAD - tem que pensar nisso, estamos no Brasil). Em resumo, se for para comprar um xing-ling, fique com o Kindle (tem boa portabilidade e bateria que dura bastante) e vá guardando dinheiro para um IPAD (não precisa ser zerado, pode ser usado mesmo, procurem no mercado livre, o que vale é ter tela retina).
      abraços,
      Xhuxhinha

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    3. Acho isso uma bobeira, tenho um tablet com tela de mesma definição,323 ppi, o Kindle fire HDX, e é ruim para ler, nem compara-se ao e-reader, nem de longe. Talvez a diferença é que você não leia, pois para quem é leitor de verdade é uma evidência irrefutável, além disso, um e-reader custa R$300 e um tablet de ponta quase R$2000, é mais pesado e desconfortável e a bateria quando muito dura doze horas quando a do e-ereder dura um mês! Essa história da tela retina é uma mística, e em termos de imagem a do HDX é melhor pois tem um gammut de cores maior, mas para ler, esquece! O negócio é o e-reader e-ink dedicado, dá para ler na praia, impossível para qualquer tablet, e todas as outras vantagens que mencionei.

      Alex

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  5. Cara, quando bobiça!!!!!!!! Hoje já existem aplicativos (gratuítos, inclusive) que ajudam em muito o processo de leitura em Tablet. E pra quem quer usar para trabalho, faculdade, etc? Tem que ficar preso num aparelhinho caro, que apenas dá pra ver textos em preto e branco, mas não há interação? Num tablet, você pode comprar uma canetinha touch e escrever seus próprios textos, gravar aulas e fazer anotações a mão livre. Dá pra ler textos em PDF, e dependendo do programa, alterá-los ali mesmo. Sem contar nos aplicativos tipo office, que não tem nos simples e-readers. A propósito, essa bobiça de que a leitura longa fica mais fácil..., quem é que hoje, tem tempo pra ficar horas lendo, continuamente? Eu mesmo, consigo ficar ali uma meia-hora, no intervalo de faculdade ou trabalho.

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    1. Rafael,

      Está aí o seu problema, se você lê meia hora, o e-reader não é para ti, é para quem tem tempo, gosta e aprecia leitura, por isso queremos um dispositivo para ler, para escrever textos tenho meu computador, trabalho e tudo mais, o tablet não serve, nem roda os programas. Interação? Já não sou bebê, tenho como ler um livro sem que ele precise de figurinhas, quero eu e os leitores um aparelho para ler, é estúpido comprar um aparelho para ler que não serve para ler bem; pode ser estranho para quem não lê entender o que é passar horas com um livro, nem conseguem, e se lhes cai um texto mais complexo em mãos não tem nem competência para ler, assim, como disse, e-reader não é para ti, é para leitores. E é para os leitores que o e-reader é uma ferramenta insubstituível, fundamental, sem ele temos que voltar para o papel, cortar árvores, gastar combustível, esperar correio.

      E-readers são ferramentas para leitores, para quem gosta de livros, aqueles com letras pretas no papel branco, para a leitura de entretenimento ou para os grandes mestres da escrita, tudo coisa de leitor, não de quem não lê. E mesmo lendo meia hora, na hora de dormir o e-reader faz toda diferença, pois a luz direta do tablet interfere com o ciclo da melatonina, e quem usar para ler na cama vai ter problemas de sono. Ou seja, tablet não é ferramenta para ler.

      Alex

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    2. Alex como sempre gosto de suas colocações, estas pessoas que não entendem nada e nem gostam de leitura são tão obtusas que não consegue ver a riqueza de ter um e-reader. E tempo é prioridade duvido que estas pessoas não tem tempo para ver TV, quem gosta de ler prioriza a leitura e sempre tem tempo para isso. Leitura é questão de escolha, e para ser excelente profissional a leitura é imprescindível. Fora de que algumas literaturas são bons escapes para sair do estresse do mundo de hoje. Leitura hoje é terapia, é só vc ver como os psicólogos e psiquiatras andam falando que a leitura é excelente como terapia, porque faz a pessoa voltar a sonhar e sair do seu "mundinho" e descobrir coisas novas. Como é triste ouvir um estudante como Rafael falando o que falou. Por isso nossa educação é a penúltima no raking entre diversos países.

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    3. Oi Marta,

      No fundo é isso, qual prioridade oferecemos à nossa leitura? Para o leitor, os momentos com um livro são prazer, dá para ver nos relatos acima que ler para alguns é remédio amargo, que devem tomar para curar um mal, que nunca é remediado. Por isso eu sempre enfatizo: o leitor deve encontrar o próprio prazer na literatura e tem milhares de opções, para todos os gostos, é só achar o seu; por isso enfatizo que ler não pode ser obrigado e ao leitor deve ser dada a maior possibilidade de escolha para achar a literatura que tenha eco em sua personalidade.

      Pense em todo o trabalho que tínhamos com os livros de papel, além de disponibilizar um cômodo da casa para os armazenar, se passamos por todo este trabalho, carregando malas pesadas em viagens, passando horas em livrarias, o conforto do e-reader é um mínimo, não faz o menor sentido usar uma ferramenta de leitura tão ruim como o tablet, e é ruim, tão ruim que impede que alguns textos sejam lidos, impede o desenvolvimento do leitor; é incrível que algo tão óbvio para os leitores não seja sequer percebido pelos não leitores, e assim ficam escravizados na prisão da ignorância.

      Abraço,
      Alex

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  6. É hilário.

    É como dizer que um piloto de Fórmula I como o Shummacker tem inveja de um corredor de kart chamado José da Silva.

    È como dizer que o Windows 8 tem inveja do Windows 98.

    É como dizer que o PhD em Neurosciência tem inveja de um graduado em Biologia.

    São dois mundos tão diferentes em termos de segmento de mercado que não dá para um ter inveja do outro.

    Alex, você parece um neurótico perdendo tempo "batendo" repetidamente nessa comparação, contra um equipamento que não está nem aí para o e-reader, que não é competidor direto nem faz cócegas.

    Avante, avance, já encheu a paciência isso.

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    1. Androidizinho,

      Sua resposta e a dos outros passarinhos raivosos só ajuda-me a provar o ponto.

      QED

      Dá-se ao trabalho de comentar em um blog de leitores, sem argumentos que o valham, tem que ser inveja, e da irracional. Não entende que aqui somos leitores e que nossa prioridade é leitura, o e-reader é uma possibilidade de expandir o que tanto gostamos: livros, não somos aficionados em gadgets, apenas queremos ler, e com o mesmo conforto que tínhamos no papel, o e-reader nos permite, e é isso que nos interessa. Se nos oferecem um tablet para leitura, apenas dizemos o óbvio, é uma aparelho que não serve para a tarefa, é inepto para leitores, pois é ler que nos interessa, com todo conforto.

      Já disseram-me que a arte de irritar está em dizer a verdade, e só há uma realidade: Tablet é um lixo para ler livros, capenga, mequetrefe, fuleiro, ferramentinha de ignorantes que não lêem.

      Não nos importamos com aparelhos, mas com o uso que faremos deles, assim, o e-reader é como o papel do livro, apenas um meio, não um fim em si mesmo, desde que tenhamos o conforto do papel ou maior, o e-reader nos serve, pois só queremos ler, não vivemos falando de papel mas de livros, o conteúdo imortal que recheia livros físicos e digitais.

      Alex

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  7. Alex , acho que foi muito radical.
    Eu tenho um e-reader e tablet.
    O problema é querer comparar. NÃO EXISTE comparação.
    Sempre que comento sobre e-reader e alguem faz uma observação "Acessa facebook , ver email" , dou logo um esporro e digo que cada aparelho tem sua serventia.
    Vc não liga a TV para andar de carro.
    Muito menos vai andar de carro para ver TV.
    Tablet é atualmente o nosso computador pessoal. Mobilidade.
    E-reader é nosso livro. Evoluido.
    Da para ler no computador ? Dá , mas não é a mesma experiência para passar horas lendo.
    Quem me pergunta se o e-reader assobia e chupa cana.... Dou um sermão sobre leitura.
    Não existe comparação. Cada equipamento com sua função.

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    1. Tron,

      É exatamente o que estou dizendo, são coisas diferentes, mas são as reportagens que fazem esta competição entre tablets e e-readers, por isso perdi a paciência, há uma campanha ativa para desacreditar o e-reader, e como você viu, para nós leitores não há substituição possível, o e-reader é muito melhor para ler! Tablet não presta para ler, perto do e-reader é querer andar de carro só com a roda.

      Alex

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