terça-feira, 9 de outubro de 2012

Os novos e-readers 2012/2013.

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 Todo ano uma nova geração de e-readers aflora nas lojas, próxima ao final do ano, aproveita a fúria de compras detonada pelo natal. A maioria dos modelos antigos deixa de existir, e o que era propagandeado como o melhor vira lixo a ser trocado pelo novo modelo. Infelizmente tenho uma memória teimosamente persistente e ainda lembro das campanhas passadas para vender os antigos aparelhos. A Amazon anunciou com grande desenvoltura um novo recurso chamado “read to me”, era uma das funções revolucionárias de seu novo e-reader, duas gerações depois ela morreu, ninguém fala mais, e os pobres otários que gostaram da função, antes prezada pelo vendedor, agora ficaram órfãos, o que era bom, agora não é mais. E o maravilhoso background cinza também foi propagandeado, hoje é um lixo, pois temos o “paperwhite”, mais uma jogada dos nossos esquizofrênicos vendedores. Uma pessoa que fala algo hoje, e o oposto amanhã perde a credibilidade, principalmente quando ambas posições não refletem qualquer lógica, papo furado desse pessoal de “marketing”. Quem já se imiscuiu em assuntos de impressão em papel, sabe que o papel mais branco e brilhante não é exatamente o de leitura mais confortável, assim, o que é melhor? O fundo cinza “confortável” ou o fundo “paperwhite”? Como o cinza foi lançado primeiro e hoje há novo “branco papel”, o cinza é pior, mas se fosse o contrário? O cinza seria o melhor por ser mais confortável. Não é um discurso de deixar qualquer um louco? Por sair um novo dispositivo o seu antigo que fazia tudo muito bem vira lixo! Não sou contra o aperfeiçoamento, as coisas devem melhorar a sua funcionalidade, mas o que ocorre hoje nada tem em comum com funcionalidades reais, mas com discurso idiota de propaganda, fazendo do usuário um fantoche imbecil sem lhe dar verdadeiros avanços.

Há dispositivos projetados por engenheiros, que terão funções que eles acham que te agradam; há dispositivos “projetados”por marketeiros com funções que eles acham que vão te agradar. O grande problema é que um substitui o outro sem aperfeiçoar o anterior, muitos dos modelos atuais são downgrades em relação aos anteriores, o Sony PRS-T2 não tem som, de resto é quase tudo igual, o kindle Paperwhite também perdeu o som que o kindle touch tinha, além de ter menos memória, 2 Gb em vez de 4 gb, tirando a luz do paperwhite, o novo dispositivo é inferior, e o que é pior: o antigo “touch” não existe mais.

Sony, Kobo e Amazon lançaram novas linhas de e-readers, além de novidades de fabricantes com aparelhos não ligados a lojas virtuais. Vamos a um apanhado geral das capacidades de cada leitor: O novo Sony PRS-T2 perdeu a capacidade de som, ele tem de bom uma entrada para cartão SD, é o melhor leitor para PDF e você pode rabiscar e escrever sobre a página como em um livro normal, função que existe deste os primeiros Sonys de tela sensível e que ainda não está nos principais e-readers. A kobo manteve em linha seu antigo reader o Kobo Touch, tem entrada para cartão SD, e lançou dois novos modelos: o Kobo mini, com tela de 5” e dimensões minúsculas, 2gb de memória, touch, mas sem entrada SD. Também lançou um modelo com luz que diferente do kindle tem expansão SD, o Kobo Glo. A Amazon manteve em linha o antigo K4, agora em preto com preço menor, tirou de linha o Kindle Touch e acrescentou o Kindle paperwhite, sem som, com metade da memória, sem entrada SD, mas com luz, não tão boa quanto falam e com menos autonomia que o Kobo Glo. Ambos, Kobo Glo e Kindle paperwhite tem telas e-ink de maior resolução, apesar das unidades nos specs diferentes(ppi x pixels), ambas se equiparam. A Amazon manteve em linha o K3, ainda com som e read to me.

O Kobo mini seria o mais portátil leitor de livros, mas uma companhia na Alemanha lançou um dispositivo ainda menor com tela de 4,3” o Trekstor mini Pyrus, eu já usei os sonys com tela 5” e dá para ler com conforto, mas fico curioso com a tela menor, gostaria de experimentar.

A maioria dos novos dispositivos não estará disponível tão breve fora de seus países de origem, a Kobo anunciou parceria com a Cultura, portanto nossa maior esperança, se o projeto de lei PLS 114/10 que foi aprovado no senado, for rapidamente aprovado na câmara, teremos e-readers mais baratos para este natal, é só pressionar nossos legisladores para fazer o que devem fazer: votar! E auxiliar os brasileiros na sua longa luta pela educação.

Escolha bem o seu novo ou seu primeiro e-reader, depois esqueça, mergulhe no mundo dos livros, pois seja qual dispositivo tiver, ele será um passaporte para o universo da literatura mais barata e com maior diversidade.

Alex

23 comentários:

  1. Oi Alex, ao meu ver acho que como a Amazon tem acesso ao que lemos, quanto tempo, devem ter visto que o "read to me" não deve ser tão usado, e também querem vender mais o kindle fire que agora esta sincronizado com o audible.
    Gosto da Amazon e atualmente é o lugar que compro meu ebooks, atualmente os dois e-readers que gosto são o kindle e o Sony reader prs- T1.
    Gostei muito do Kobo mini pelo tamanho mas prefiro esperar quem sabe o Kindle não vende ano que vem o Kindle mini seria muito bom. Vamos ver o que ano que vem traz.

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    1. Marta,

      Esse negócio de ter acesso a nossos hábitos de leitura assusta-me, principalmente quando a relação começa a ficar meio sufocante, se antes, na era do papel, a Amazon representava a diversidade de escolha perdida em outras livrarias, hoje seu comportamento é no sentido oposto, querendo prender o leitor não por competência, mas por obrigação, ela começa a ficar possessiva na relação. Esta “pataquada” de sincronismo com o áudio livro já existia no TTS, tenho um amigo que quando estava lendo um livro, no trafego de ida e vinda ao trabalho, espetava o kindle no som do carro e continuava a “leitura” em vez do martírio da anda e para do trânsito; agora você além de comprar o livro tem que gastar na versão áudio para fazer a mesma coisa no tablet, onde a bateria dura muito menos. Quando estas empresas começam a virar caça níqueis, é hora de preocupar-se!

      Por conta da peste do DRM tenho um kindle, não posso comprar livros na Amazon e ler no meu Sony; quando posso escolher, prefiro epub.

      Abraço,
      Alex

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  2. Para mim, iluminação na tela era a última coisa que faltava para o meu kindle ser perfeito, cansei de usar uma lanterna de cabeça para poder ler antes de dormir.

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    1. Gustavo,

      Resolvi a iluminação com uma lanterninha para livro de U$5,00, com a vantagem de não drenar a bateria do meu e-reader, usa 3 AAA. Melhor quando fico dias longe de uma tomada elétrica.

      Abraço,
      Alex

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  3. Acho que a questão do paperwhite é o contraste melhor, mas para mim tanto faz.
    Quanto à esquizofrenia, a Amazon foi contaminada pela Apple: tira botões, volta botões (Shuffle), tira vídeo, volta vídeo; põe clipe, tira clipe (Nano).

    Meu receio é que o plano seja matar o e-reader em favor dos tablets (onde é possível vender muito mais tipo de mídia, além de e-book). Apesar do destaque para o paperwhite, ninguém duvida que a estrela da Amazon é o Fire.

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    1. Paulo,

      Não sou grande fan da apple e não sigo seus lançamentos, mas acho a esquizofrenia irritante, gosto quando fabricantes mantém um padrão, rompi com a Sony por conta disto, raramente compro aparelhos da marca, por conta de chateações com baterias proprietárias e cartões memory stick.

      Quem quer vender livros precisa do e-reader, é impossível substituir por tablet, quem compra livro é o dono de e-reader, as compras de donos de tablets são muito inferiores, quem gasta em livro quer o conforto do dispositivo próprio, tablet é opção para os não leitores, aqueles que compram menos livros. Seria uma estupidez colossal uma livraria que quer vender livros boicotar o e-reader e-ink, é decretar a própria morte.

      Abraço,
      Alex

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    2. Alex,
      Erro meu em dizer 'matar', talvez 'priorizar' seria melhor. Qual o foco seria mais lucrativo: um aparelho que vende filmes, jogos, revistas e músicas ou o que 'só' vende livros?

      Ainda bem que nem todas empresas são Apple para querer manter a linha enxuta em poucos tipos de aparelhos :D E pelo menos em mercados maduros (EUA, Europa) os e-readers parecem ser bem lucrativos.

      Quanto à Apple, eu já fui fã, os produtos são ótimos, mas é irritante a política dominadora e de querer dizer o que o cliente quer (o consumidor não quer telefone com tela maior, o consumidor quer ler livros no tablet...).

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  4. Uma das coisas que o paperwhite tem de melhor, segundo dizem, não é a iluminação, e sim a tela com definição melhor e o melhor contraste. A iluminação é só a cereja do bolo, a coisa que se eles não tivessem colocado, teria decretado o fim da hegemonia. Entre os reviews que comparam os leitores da Amazon, Kobo, B&N e Sony, quase todos afirmam que o grande diferencial do Kindle está na tela e no contraste.

    Meu Kindle 3 ainda me serve muito bem, e a função Read To Me é útil quando encontro alguma palavra em inglês que não sei a pronúncia, ou, principalmente, com os nomes de lugares e personagens. Vou sentir falta disso quando ficar um upgrade. No mais, se os novos leitores proporcionarem uma experiência de leitura superior, vou trocar, mas não vou me desfazer do K3. Ele vai ficar na família e ainda será usado bastante por minha filha.

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    1. Mobile,

      A tela de definição maior já é um standard de mercado, assim como a iluminação, a Amazon neste ponto não trouxe nada que todos os novos e-reders não tenham, basta ver o que sai no mercado de leitores independentes. Cuidado com estes reviews, muitos deles não são isentos, só agora com o dispositivo na mão de leitores de verdade é que estão aparecendo falhas que foram escondidas, como a iluminação desigual da tela.

      Independente de trocar o aparelho, um dia o seu K3 vai parar de funcionar e não terá mais alternativa de TTS, isso é muito chato.

      Abraço,
      Alex

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  5. Como base disso tudo está uma questão complicada de desenrolar. O consumismo maluco que move a economia tem potencial de esgotar nossa galinha dos ovos de ouro (o planeta em que vivemos, no caso), por outro lado o que "sustenta" os empregos de todos que os possuem é esse descarte e reposição de bens compulsivo. Poderia ser diferente, outras alternativas poderiam ser buscadas, mas vejo tão poucos com disposição e capacidade para fazer a coisa tomar outro rumo... e, voltando aos e-readers, continuo usando um kindle geração 2 e ele só não é mais perfeito por conta das barreiras impostas por drm's mundo afora.

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    1. Maurem,

      Se dá para ler no e-reader é o necessário, este consumismo de trocar modelos todo ano é um crime contra o ambiente e contra o próprio consumidor, o valor do mercado resume-se à compra em si e não ao uso bom ou mau do aparelho, é uma distorção que empobrece o homem. Por isso não importa o aperfeiçoamento, apenas a troca, constante, perdulária, sem consciência devastando o planeta, transformando-o em lixo.

      Abraço,
      Alex

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  6. Para os leitores do Blog!

    Logo estarei com meu Kindle paperwhite, logo! tá chegando pessoal !!!

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    1. Diego,

      Depois conta o que achou, eu estou interessado é no Kobo Mini.

      Abraço,
      Alex

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    2. Claro, vou mostra em vídeo tudo que achei sobre o produto e ainda minha impressões sobre o produto. Logo...

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  7. Esse negócio de ficar inventando moda com coisas supérfluas é só uma maneira do capitalismo continuar ganhando dinheiro em cima do consumismo exacerbado que domina a nossa cultura. Ao invés de qualidade, procura-se status... Triste, muito triste. Comprei meu Kobo Touch no começo desse ano, e não pretendo trocá-lo tão cedo, =). E quanto a esse negócio da nitidez da tela, me pergunto se é mesmo necessário um novo aparelho para melhorar esse aspecto: Há alguns meses atrás, quando a Kobo entrou no Japão, o aparelho teve uma atualização de firmware que, além de adicionar a opção de idioma japonês na interface, também adicionou outras funções ao e-reader, uma delas chamada "sharpness", além de uma outra que permite que o "traço" das letras fique mais grosso ou mais fino. Apenas ajustando essas duas opções já é possível obter uma melhora sensível na nitidez do texto - e isso sem precisar mudar de aparelho.

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    1. Kino,

      Existe um balizador prático, o e-reader precisa apenas substituir o livro para funcionar, com a resolução atual de 800x600 na tela de 6” é ótimo de ler, mesmo em meu Sony 600 que é a pior tela, por que mudar? ele funciona para o que deve, substitui o livro com o mesmo ou maior conforto. Tenho um Kindle e um Sony por conta da peste do DRM. Sem ele seria necessário apenas um reader, sem este desperdício, apesar do meu kindle ficar de backup, pois não passo sem e-reader.

      Abraço,
      Alex

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  8. Pelo menos a mudança de cores dos aparelhos para preto foi um grande acerto, infelizmente descobri que a capa que comprei para meu Kindle 4 deixou manchas na tampa emborrachada cinza :(

    (mas o que importa é a tela, intacta)

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  9. Também acho a cor preta do aparelho melhor que o cinza, qual foi a capa que comprou?

    Abraço,
    Alex

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    1. Comprei o modelo mais barato do Dealextreme, em couro falso acolchoado e fecho com botão magnético.

      http://dx.com/p/stylish-pu-leather-protective-carrying-case-for-kindle-4-105238?item=3

      Ainda não entendi se o feltro interno manchou ou fez a tampa desbotar, as manchas pretas não saem de jeito algum.

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  10. AFINAL: qual o melhor e-reader?
    Paperwhite da Kindle ou Kobo Glo?
    O sony trs t1 é melhor que o t2?

    Outra coisa:
    O kindle paperwhite pode vir com 3G, por isso suponho que com ele podemos navergar por emails e paginas da internet, google,etc. Videos acho que nenhum dels servem para isso.... Outros Readers possuem 3G ou Wi-fi??

    No entanto gostei muito da questão da leitura de PDFs no Sony. POR ISSO, CONCLUO, POR MIM< QUE O MELHOR DEVE SER O SONY PRS t1! Estaria correta esta conclusão???

    Dizem que o Kobo Glo possue dicionario, e o Soby t1?
    Todos os tablets compartilham da mesma tecnologia do paperwhite, em termos de tela? Li que o Kobo possue opção de alargar as letras , algo que, imagino, pode ser útil em alguns Pdfs..... QUEM ME DARA UMA LUZ????

    AH, nã posso esquecer de elogiar este blog. É o melhor sobre o assunto! Direto e simples, bem confiável. Demorei um tempasso para ler alguem declarando a questão inovidável da memoria do kindle, comparando com versões anteriores , que tinha funções melhores!, e com o fato de não possuir entrada para Cartão de Memória!
    VLw. Mt bom!

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    1. YuriBSB,

      Não coloco as coisas taxativas, pois seria apenas minha visão para o meu uso, na minha opinião o Kobo Glo é melhor que o peperwhite pois a iluminação é mais uniforme e tem entrada para SD, sim o T1 é melhor que o T2 que é uma versão “capada”. O meu Sony antigo o PRS-600 tem dicionário de inglês, que é o que uso, de português não sei. O 3G nos kindles é só para acessar a loja da Amazon, esqueça outras funções. Segundo alguns leitores que tem o kobo touch, ele lê PDFs tão bem quanto o Sony, é só ler o manual e aprender a usar.

      Abraço,
      Alex

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  11. Alex, eu não sou muito antenada quanto à tecnologia, mas como faço medicina e passo o dia no hospital, preciso sempre estar olhando assuntos, medicamentos, resumos, revisões...enfim, preciso de um reader para não ter que sair com mil apostilas e livros para o hospital. A maioria é textos em pdf ou word, aulas em power point, que eu gostaria de passar por reader via pen drive ou cabo usb ou cartão de memória. Quanto a comprar e-books da Amazon ou qq outra ...não tenho essa pretensão. É para estudar na rua sem levar uma mala!
    qual me indicaria?
    grata,
    Luciane

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    1. Luciane

      No seu caso, a melhor opção é um tablet com tela 10”, o e-reader é principalmente para leitura de textos, e de preferência formatados para ele, power point, word e PDF, vai ficar melhor em um tablet de tela grande.

      Abraço,
      Alex

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