sábado, 13 de outubro de 2012

A divulgação de e-books no Brasil

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Para aquela pequeníssima parcela dos poucos leitores brasileiros que se utiliza de e-readers, qual a principal fonte de informações ou dicas para novas leituras? O Alex já falou disso antes, mas focando a leitura em geral, independente do suporte e o uso (nem sempre confiável) das redes dedicadas à leitura, como goodreads e similares.

Façamos um outro exercício pensando exclusivamente no e-book e considerando outros meios além da pesquisa ativa por parte do leitor. Talvez alguns de vocês conheçam os boletins periódicos como os do BookLending, do Goodreads e do Kindle Nation Daily que apresentam trechos de obras de e-books e divulgam promoções (com preços baixos de verdade). Devo admitir que até hoje nenhum dos títulos me emocionou, mas a questão não é essa, o fato é que me sinto muito mais inclinada a saber sobre um livro se tenho acesso a algum trecho dele do que se recebo apenas uma lista de títulos com a indicação dos preços, como tenho visto todas as livrarias online brasileiras fazendo.

Ok, ao menos já existem livrarias realizando promoções (nem sempre muito atrativas), e adotando o esquema "e-book do dia" para divulgar títulos, mas fico me perguntando porque ainda não há (exceto raras exceções e vinculadas ao uso de aplicativos exclusivos da loja) o acesso a amostras grátis ou divulgação de trechos?

A Amazon, mesmo depois de todas as idas e vindas (de boatos) sem concretização por aqui, tem enviado boletins com dicas direcionadas (baseadas no meu histórico de pesquisas no site, claro) com lançamentos de títulos em português devidamente acompanhadas de sinopse e link para obtenção de amostras do e-book.

Aliás, faço aqui uma nota sobre o curioso encolhimento que pode ser observado no número de obras em português na Kindle Store. Em julho desse ano apresentei dados sobre o crescimento da oferta em nosso idioma, e eis que hoje mesmo me deparo com um resultado 20% menor do que o anterior. Imagino que dentre as causas esteja uma certa "faxina"de obras colocadas a venda em desacordo com direitos de tradução ou outros (alguém aí tem outras suposições? estou curiosa).

Voltando ao tema da divulgação dos e-books por aqui... por que será que não temos boletins apresentando trechos e impressões de leitores? Por que redes como o Skoob, apesar de ainda terem algum mérito pela publicação de resenhas (muitas não merecem esse nome, mas ainda assim são algum registro da impressão de leitura) e alguma troca entre leitores com afinidade tem cada vez mais se convertido em palanque para divulgação de promoções de blogs à caça de seguidores? E mesmo em iniciativas que começam a formar uma espécie de biblioteca de e-books, o que temos em geral é somente um acúmulo de títulos dos quais os usuários se abastecem, mas raramente promovem alguma discussão sobre conteúdo!? Perguntas demais? Mania minha, sorry.

5 comentários:

  1. A editora Intrínseca tem disponibilizado algumas amostras grátis. Mas lojas mesmo, nenhuma.

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  2. Obrigada pela atualização Daniel, eu não sabia disso. Inclusive vou conferir se algo pode me interessar.

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  3. Maurem,
    acredito que a falta de resenhas seja um problema legal e falta de interesses das lojas em oferecer esse tipo de "serviço".

    Quanto as redes sociais para usuários de ereaders, creio falta a presença delas nos ereaders. Cada fabricante (Amazon, B&N, Kobo) tenta criar sua própria rede de usuários/leitores e excluir os concorrentes e as redes sociais "abertas". Os aparelhos possuem ferramentas para compartilhar algumas informações no Facebook (mas quantos dos seus amigos aqui no Brasil que costumam ler livros e possuem um ereader?).

    Outra coisa que ainda sinto falta é a troca de livros virtuais.

    Desculpe os pensamentos soltos e mal organizados.
    Raniere

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    1. "Os aparelhos possuem ferramentas para compartilhar algumas informações no Facebook (mas quantos dos seus amigos aqui no Brasil que costumam ler livros e possuem um ereader?)"

      Pois é. Eu só conheço duas pessoas. Meu pai, que herdou meu Kindle keyboard, e minha namorada, que comprou um Kindle touch sob minha influência. A maioria dos meus amigos/familiares não sabe nem o que é um e-reader. E estou falando de classe média do Rio de Janeiro.

      Infelizmente nós ainda fazemos parte de um nicho extremamente restrito no Brasil.

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    2. Raniere, existem iniciativas como o Booklending onde o empréstimo é possível, mas praticamente não há títulos em português disponíveis porque há muito poucos usuários nesse idioma. Por outro lado, estão surgindo iniciativas de compartilhamento de e-books e compras coletivas, mas a interação sobre os conteúdos partilhados é de irrisória para inexistente.

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