segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Kobo & Amazon, “O Ataque do Samurai”.

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A Amazona fez a dança da guerra, atravessaria a ponte “seis de setembro”, marcado e programado para todos saberem, lá estaria ela exibindo seus dotes, mostrando os segredos na arte do combate, uma exibição para impressionar amigos e inimigos, show pirotécnico para alardear seus predicados.

Na data marcada, antes do horário combinado, lá estava em vez da Amazona um discreto Samurai, rosto sereno, vestes simples, vergando o símbolo “Datou Amazon”, convite para um duelo. A Amazona enfeitada, emplumada, roupas justas e seios fartos aparece depois e depara-se com o Samurai em seu caminho, que sem cerimônia atravessa a ponte antes da Amazona; enfurecida, dança para intimidar o guerreiro, brande a lança, mostra todo seu tamanho, e mesmo assim, lá está o Samurai, impassível, desconsiderando o show. Já quase chegando ao território da Amazona esta investe contra o Samurai, grito de guerra para intimidar, tamanho superlativo, movimentos agressivos, tudo que o oponente faz é perder alguns centímetros ao dobrar os joelhos, olho fixo na enorme atacante, polegar vermelho pressionando a guarda da espada para fora da bainha, enquanto com velocidade e fúria ataca a Amazona.

Em um movimento rápido demais para ser percebido pelo olho, os espectadores vêem atônitos a Amazona parar sua carga, em um jorro de sangue a cabeça emplumada voa detrás do corpo ainda ereto, cai de joelhos, antes de tombar frente ao Samurai, sem cabeça, esvaindo-se em sangue. O guerreiro oriental limpa a lâmina com um pano branco, volta a embainhar a espada e segue vitorioso seu caminho.

Não tenho dúvidas de quem venceu o duelo de seis de setembro, a Kobo manteve em linha seu antigo leitor, lançou o Kobo Glo que antecedeu o lançamento da Amazon, tirando-lhe o brilho, a luz já estava presente de forma precária no Nook glowlight, mas a novidade da tela de alta resolução a Kobo anunciou antes da Amazon, tirando totalmente o brilho no lançamento do novo dispositivo. O Kindle paperwhite, veio substituir o antigo Kindle Touch, e apesar do novo display com luz, é um downgrade em relação ao anterior, que tinha quatro giga de memória em vez dos atuais dois, e com o agravante de não poder ser expandida por SD, coisa que o Kobo Glo permite. Não que faça grande diferença para o novato, mas para quem já tem muito conteúdo e o usa como referência instantânea e sempre à mão, a memória extra faz falta, também a possibilidade de guardar livros e documentos em um SD. Além disso, o Kindle paperwhite não tem som, o que acho uma grande desvantagem, principalmente para os cidadãos que não podem ver, perdem dois recursos, a possibilidade de ouvir áudio livros com sistema proprietário em um aparelho leve e o alardeado em tempos passados pela Amazon: “Read to Me”, que lê em voz alta o conteúdo de um livro texto em inglês, recurso utilíssimo para brasileiros aprendendo a língua. Sobrou com som apenas o antigo Kinde 3 ainda em catálogo.

O antigo kindle 4 agora custa U$69,00 e vem na cor preta sem mais mudanças; a Amazon lançou uma série de tablets com  preços baixos, mas vinculados completamente a sua loja, sem poder acessar programas de outros lugares. O conceito segundo Bezos é que não vendem um produto, mas prestam um serviço. Gostaria de saber quem que cai nesta baboseira, sempre achei que coleira é uma desvantagem à liberdade, e é isso que a Amazon faz, encoleira seus clientes, tornado-os escravos do serviço. Sim, eles tem uma loja excelente, bom atendimento, mas por favor, não queira que os chame de meu mestre, que é o que ocorre com quem compra seus dispositivos. Se o PC venceu o Mac é por ser livre, e se o Linux está vencendo ambos é por ser mais livre. Este feudalismo tecnocrático é podre.

Acredito que a Amazon está esquecendo quem foram seus primeiros clientes: leitores. Pessoas que aportaram para a loja por encontrar lá tudo o que não encontravam em outras paragens, pessoas que esperavam meses para receber os livros que queriam ler, pois não os encontravam em outros locais mais convenientes, pessoas que não compravam as porcarias que eram oferecidas em qualquer livraria, mas queriam algo específico, que só passou a ser encontrado com facilidade na prateleiras virtuais da Amazon. Ao que parece estes clientes não mais são importantes para a Amazon, caso contrário não estaria ofendendo sua inteligência. Prioridade é o leitor de bestseller, o comprador on-line, ou quem sabe no futuro seus escravos de conteúdo; liberdade? Não mais.

Ao leitor interessa ler, com o conforto do papel ou superior, nunca menor, é um cara caprichoso, dava-se ao trabalho de procurar livros, investigar dezenas de livrarias, aqui e fora, para encontrar o que era de seu interesse, acham que estas listas de recomendações patéticas os atraem? Duvido! Não há algoritmo para classificar tais indivíduos, únicos. Meu Sony 600 tem conforto, e é uma das piores telas, meu kindle touch tem conforto e maior contraste, mas ainda prefiro o Sony. A tela paperwhite vai melhorar minha experiência de leitura em quê? O Sony ruim já cumpre esta função, com a vantagem de poder rabiscar a página. Quem chamou minha atenção como leitor foi o Kobo mini, este sim um avanço para quem lê livros, pois aumenta a portabilidade e expande os momentos em que posso ler, leio mais, compro mais, esta deveria ser a filosofia. Já experimentei o Sony 350 com tela 5”, dá para ler numa boa, o Kobo mini é ainda menor. Há momentos que um leitor menor e mais portátil é a diferença entre ler ou não ler, vender mais ou menos livros. Existindo edições pocket, sempre as preferia pelo menor preço e tamanho, o Kobo mini vai neste sentido, é a inovação que a kobo mostrou que a Amazon falhou, portabilidade importa, principalmente nos centros urbanos onde o tempo de deslocamento é superlativo.

A Kobo diferente da Amazon é uma empresa que só vende livros, só os digitais, e apesar de ser agora uma parte da Rakuten, a Kobo ainda se foca em livros e seu cliente é o leitor. É ele que ela vê antes, se Amazon quer competir com Apple, deixa seus antigos clientes de lado, pois livros não é o negócio da Apple. Os lançamentos novos mostram claramente a direção do timão que cada empresa usa. A mim leitor os novos tablets da Amazon são apenas mais um brinquedo neste mar, é o Kobo mini a verdadeira inovação, e apesar de modesto e simples, é o que vai de encontro às necessidades do leitor.

Alex

30 comentários:

  1. Oi Alex, concordo com algumas colocações suas, mas ainda acho o Jeff Bezos extremamente inteligente em suas colocações. Sobre o Kindle paperwhite, atualmente a opção de luz não faz diferença para minha leitura, mas antigamente seria maravilhoso, trabalhava no período noturno em hospital e depois de cuidar dos doentes e estes estarem dormindo podia ler, comprei na época uma lanterna para livros para não incomodar eles, e assim passava horas lendo. Acho que para muitos que gostam de ler e precisam manter o ambiente escuro por causa de alguém é um tremendo benefício. Mas concordo com vc sobre o Kobo Mini, foi também o que me chamou a atenção por ser pequeno, fácil de carregar e bom companheiro para ler na rua.
    Sobre pesquisar preços quando quero um livro é isso o que faço, na grande maioria a Amazon oferece os melhores preços, e eu realmente não me sinto incomodada por estar "presa" a Amazon porque até agora o serviço dela é sempre competente e de qualidade, se isso continuar vou continuar sendo uma cliente satisfeita. Agora sobre o Kindle Fire não me atrai já que o que gosto é de leitura, e tablet para ler é ruim, mas gostei desta matéria sobre um americano Mike Shatzin que fala que a Amazon deu uma reviravolta em termos de negócios nos USA, muito interessante a matéria se quiser ver http://www.idealog.com/blog/hats-off-to-amazon/.

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    1. Oi Marta,

      Luz nem é novidade, é algo que todos os leitores novos já tem e o Nook teve antes de todos.

      Eu fico incomodado em ficar preso à Amazon, pois tenho também um Sony, onde não posso ler meus livros Amazon, estou querendo comprar um Piaget que só tem na Amazon, mas gostaria de poder rabisca-lo no Sony, por isso, quando posso, não compro na Amazon.

      Em relação ao que o Shatzkin disse, acho uma grande bobagem, todos estes serviços eu passo bem sem, aliás, prefiro nem usar, acho a idéias de comprar o mesmo livro em áudio e impresso quase uma ofensa, e o motivo de retirarem o TTS do kindle, para lucrarem com o Audible, também da Amazon. De empresa interessante a Amazon está transformando-se em caça-níqueis.

      Abraço,
      Alex

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  2. Duas coisas fazem o Kobo cair no meu conceito: não oferecer dicionário de consulta instantânea em PT-PT ou EN-PT (nem para venda); não ter um serviço como o "Send-to-Kindle" (que não deve ser algo muito complicado de oferecer, já que até o sistema chinês alternativo pro Kindle - o Duokan - oferece).

    Outra função muito útil do Kindle cuja existência eu desconheço no Kobo é a indexação de conteúdo, que permite pesquisas rápidas de palavras em todos os livros ao mesmo tempo. Algo que é uma mão na roda pra quem usa o eReader como instrumento de consulta.

    O Kobo ainda oferece vantagens como o suporte nativo a ePub com DRM da Adobe e espaço de armazenamento expansível. Dentre os eReaders que estão no mercado hoje, na minha opinião é o único que briga de igual para igual com o Kindle.

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    1. Kelton,

      Meu Kindle não tem dicionário em PT, não tenho o Kobo, assim não posso dizer de outras funções. Send-to-kindle não uso e não me faz falta. Prefiro espaço maior na memória.

      Abraço,
      Alex

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  3. Olá, Alex...
    Que vastidão se nos apresenta, a nós leitores, com as inovações oriundas desse mundo tecnológico! Confesso que sou um completo leigo nesse particular, e por isso gostaria de lhe perguntar: o tal Kobo Glo é a melhor opção para quem procura a leitura de livros e ainda escreve rotineiramente, ou há outra opção que reúne a satisfação de todas essas necessidades e ainda com o benefício de um formato que cabe na palma da mão? Você poderia me dar uma direção?

    Sobre a discussão copiosa que mantemos em meu blog, queria dizer que comentei suas explanações... Desculpe fazê-lo tardiamente, mas a semana passada foi árida para mim. Agora que coloquei as coisas em ordem creio que a fluidez será maior.
    Não sei se passou os olhos na versão alternativa que coloquei do segundo capítulo do meu texto. Para sua confecção, os apontamentos seus e da Maurem foram definitivos...

    Abraço, e saudações
    D.

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    1. Daniel,

      Eu acho que para quem escreve e gosta de revisar os textos o Sony é a melhor opção, a função de escrever na tela é extremamente útil, é o motivo de eu ainda usar o meu antigo 600 em ver do Kindle mais novo. Em relação à portabilidade acho que o prêmio vai para o Kobo Mini, mas mesmo o Kindle 4 é bem portátil, e para o Brasil são do mesmo preço e o Kobo mini tem tela touch. Vamos esperar os novos equipamentos saírem para ver como se saem na vida real.

      Abraço,
      Alex

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  4. Daniel,
    em um post antigo tinha sido abordado as funcionalidades dos ereaders. Não sei como está nas novas versões, mas para escrever (a mão) nos livros a melhor opção parecia ser o Sony (no Kindle é possível marcar página e colocar alguns anotações pelo teclado virtual, assim como no Nook e, acredito eu, no Kobo).

    Alex e Kelton e demais,
    fugindo um pouco do hardware, queria que alguém implementassem totalmente as especificações do epub3 de modo a ter suporte a MathML e javascript (e.g., MathAjax) pois isso iria ajudar muito.

    Raniere

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    1. Raniere,

      Para entrar no Japão o Kobo passou a utilizar epub3, assim já está disponível no Kobo touch. O MathML é uma implementação nova no próprio padrão epub3, assim não sei se está disponível no epub3 do Kobo, mas imagino que estará.

      Abraço,
      Alex

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  5. Para quem tem o Kindle 3 (keyboard), saiu uma atualização nova para ele. Acessem o link: http://www.amazon.com/gp/help/customer/display.html/?ie=UTF8&camp=1789&creative=390957&linkCode=ur2&nodeId=200529700&tag=thedigrea-20

    Entre as novidades: Improved Font (fonte melhorada, melhor contraste), Parental Controls, Kindle Format 8, Comic Books, Children's Picture Books e Whispersync for Voice.

    Eu tentei atualizar pelo ereader, não funcionou, então baixei o arquivo e fiz manualmente. Para ficar melhor só faltou o X-Ray.

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  6. Esse negócio da Amazon diminuir pela metade o espaço interno do Kindle Paperwhite foi um tiro no pé. É querer fazer o leitor de trouxa.

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    1. Alef,


      A sacanagem é que diminuiu a memória no seu aparelho de topo, hoje quando memória é baratíssima, eles a diminuíram para obrigar o cliente a usar sua nuvem. Por estas medidas dá para ver a índole das mudanças.

      Abraço,
      Alex

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  7. Eu até entendo a lógica deles. Com o armazenamento na nuvem e o fim da possibilidade de você baixar audiolivros, 2gb é espaço para você estocar uma biblioteca inteira de arquivos normais. Claro, se você usar o ereader para ler arquivos pdfs, principalmente livros escaneados, que ocupam mais espaço, pode ser que 2gb seja pouco espaço. Mas para livros normais, cujo tamanho gira em torno de 1mb ou menos, 2GB é muito espaço.

    Claro, não dá para contestar que esta é a principal vantagem do leitor da Kobo sobre o da Amazon, mas não vejo este como o principal motivo para se escolher um ou outro modelo.

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    1. Mobile,

      Um dos motivos pelos quais eu comprei um Kobo e não um Kindle é porque eu queria ler arquivos .CBR, e esses são bem maiores (alguns chegam a 50mb). Então mesmo que a Amazon lance um firmware que permita a leitura desse formato, você vai poder colocar poucos arquivos no seu aparelho. E convenhamos que ficar sincronizando arquivos grandes com a nuvem não é lá muito prático.

      Outro ponto importante é que o aparelho tem memória interna de 2gb, mas nem tudo isso é armazenagem. Cerca de 500mb são retidos pelo sistema do aparelho, o que reduz ainda mais o espaço disponível.

      Acho que reduzir a memória pela metade e não dar suporte SD foi um tiro no pé :(

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    2. Anselmo,

      Concordo contigo, estamos em fase de “upgrade”, muitos que vão comprar estes aparelhos são pessoas que já tem um e-reader mais antigo e largas bibliotecas que vão passar para seus novos aparelhos, um aparelho com memória limitada não tem espaço para quem já possui uma biblioteca numerosa.

      Abraço,
      Alex

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  8. Uma boa notícia ontem por unanimidade a comissão aprovou a isenção fiscal aos e-books e aos e-readers, agora esta indo para o segundo passo para a câmara dos deputados. Quem quiser ler é só ir para este endereço é a jornalista Raquel da Folha de SP http://abibliotecaderaquel.blogfolha.uol.com.br/
    Continuemos na torcida para total aprovação e popularização dos e-books e e-readers.

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    1. Marta,

      A notícia é excelente, já avisei o Emanuel que tem acompanhado o assunto, se ele estiver ocupado, eu faço um post a respeito. Agora o governo fica pressionado, pois se o projeto do senador sair antes, eles levam a pecha de anti-educação, pois serão obrigados a fazer o que poderiam com facilidade ter feito antes, veja as medidas da copa, o projeto é e 2010. Se Dilma e o PT não correrem levam a fama de anti-educação pelo resto da vida. E o texto do PL 114/10 não deixa dúvidas quem é isento. Qual será o texto do governo? Será que não querem legislar sobre o tema para impor barreiras, como sempre fazem, colocam dificuldades para vender facilidades, veja a lei dos tablets, está em vigor e o preço do aparelho ainda é caríssimo, não barateou nada, nem dos fabricados aqui. É para ver como este governo é incompetente e vigarista.

      Abraço,
      Alex

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    2. Olá Alex,
      em relação ao preço dos tablets, estava falando com um amigo um dia desses sobre algo semelhante. Mesmo com a redução do imposto por parte do governo as revendedoras nacionais (e.g., Casas Bahias, Submarino, Americanas, Ponto Frio, Magazine Luiza, FNA, ...) não baixam muito o preço pois "muita" gente estava comprando com o preço elevado e assim as revendedoras acabam lucrado mais.

      Em relação ao ereader, a isenção de importo (para importação) iria baratear bastante o produto pois hoje que compra um ereader sempre é importanto "diretamente" (seja diretamente, como é o caso do Kindle, utilizando um serviço de caixa postal nos Estados Unidos, como é o caso do Nook, pelo MercadoLive/ebay ou em alguma viagem).

      Enquanto o congresso não aprova o projeto nem a Dilma não assina o decreto presidencial continuamos pagando o elevado imposto e torcendo para a polícia federal acabar a greve e liberar no ereader.

      Raniere

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  9. Excelente notícia, Martinha. De se destacar, ainda, o trecho final da matéria:

    "A curiosidade, para quem duvida que a desoneração da importação dos aparelhos vire realidade com tantas comissões pelo caminho: segundo a assessoria do autor do projeto, durante o debate comentou-se que “setores do governo são contrários ao projeto, uma vez que já estaria sendo concluído no Poder Executivo decreto presidencial que trata do assunto“.

    Ou seja, de um jeito ou de outro os e-readers devem ficar mais baratos num futuro, com sorte, próximo."

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  10. Fora do tópico da "luta"...
    O curioso é que as empresas "líderes" do ramo, Amazon, BN e Kobo, estão mais preocupadas em fazer e-readers leves e com telas de 6 ou mesmo 5 polegadas. Para ebooks, isto é ótimo. Mas para trabalhos acadêmicos, muitos artigos são em PDF e convertendo com calibre ou outra ferramenta igual, não fica tão bom quanto o formato original. Antes, você tinha ótimos como o Kindle DX ou os da Sony, que inclusive permitem o "rabisco", mas parece que ninguém quer continuar com os readers de tela "grande".
    Usando o exemplo do DX, cuja tela é de 9.7 pol, o que é bom pra PDF, mas não recebe atualizações há um bom tempo... e sem ver novos lançamentos de tela grande, o que indica uma tendência de que serão descontinuados, qual seria hoje o melhor e-reader para o PDF sem apelar para tablets?

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    1. Unknown,
      Também compartilho o seu problema (ereader para trabalhos acadêmicos).
      Acredito que a falta de lançamento de ereaders com tela grande pode ser explicado por uma combinação de:
      1) Os fabricantes/vendedores dos ereaders não terem nenhum acordo com os periódicos (você não encontra periódicos na Amazon).
      2) Custo elevado de livros acadêmicos (via de regra apenas universidades e centro de pesquisas compram esses livros).
      Muitas vezes a versão eletrônica custa um ou dois dólares a menos que a versão impressa na Amazon.
      3) Pouca procura pelo tamanho uma vez de ser pouco portátil.

      Quanto a sua pergunta quanto ao melhor ereader para PDF's:
      1) Se seu documento for figuras grandes, e.g., quadrinhos, sugiro um tablet ou algum ereader que possua um bom sistema para zoom.
      2) Se seu documento não tiver equações matemáticas, sugiro um ereader que tenha reflow pois assim é possível aumentar a fonte (fica um pouco estranho pela quebra de linha e numeração das páginas mas dá para se virar).
      3) Se seu documento tiver equações matemáticas, sugiro um ereader que tenha um bom sistema para zoom pois o reflow não vai funcionar.

      Raniere

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    2. Raniere, eu agradeço a sua resposta, acho importante debater isso. No meu caso os meus textos em PDF são artigos e livros de História. Muito texto, poucas figuras e o mais importante, nenhuma equação matemática, hehe.

      O e-ink é uma benção, a leitura não é cansativa, mas tem certos pdf que abrir em um e-reader se tornam uma verdadeira experiência desgastante, não somente por causa do aparelho não lidar bem com aquele arquivo, mas também pelo fato de que o próprio DX algumas vezes já travou com eles. A conversão não melhora o quadro, e não queria, mas de tempos em tempos eu tenho a ideia de que talvez fosse melhor ter um tablet somente para ler estes textos, enquanto outros ficam bem no DX.

      Tínhamos de fazer a campanha por "um e-reader grande". Não tenho nada contra os novos Kindle, Kobo ou mesmo Nook, mas tem textos que simplesmente não dá pra ler na tela deles sem ter que dar zoom...

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    3. Raniere e Unknown,

      Existem e-readers específicos que tem tela maior e excelente tecnologia em aplicações específicas ou para trabalho corporativo, veja um exemplo:
      http://www.solidfx.com/SOLIDFX_FX8.htm

      Mas são caros para o público geral, eu já brinquei com o dispositivo acima, ele inclusive lê livros, tem uma caneta do tipo usado nos wacon. O que ocorre é que hoje o e-reader é fabricado e vendido por livrarias interessadas em vender livros, e é o volume deles que faz o preço menor, estes aparelhos específicos, sem o ganho de escala ainda saem muito caros, e só justificam-se em mercados que tem valor para a função, como acima. Perto da assinatura da jeppsen e o conforto da carta digital, o preço do aparelho é desprezível para quem tem um avião.

      Eu tenho o Sony 600, e é ótimo para PDF, os novos são melhores, pois permite fixar um nível de zoom e navegar no documento, no meu a cada troca de página tenho que refazer o zoom, isto não ocorre nos novos.

      Abraço,
      Alex

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    4. Unknown,
      quanto a sua campanha por "um e-reader grande", acredito que o primeiro passo é conseguir que o governo execute um estudo do uso de um ereader de ~9.7' (o tamanho do Kindle Dx) na área da educação e faça o comparativo com o uso dos tablets. Se o estudo mostra-se bons resultados o governo poderia criar uma demanda por ereaders grandes de modo a baratear esses modelos para todos.

      Raniere

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    5. Alex,

      Você podia me dar um exemplo melhor, aquele ereader ali na verdade é uma carta de aeronavegação digital! Coisa do capeta com certeza.
      De resto concordo contigo. A tecnologia tem avançado no sentido da demanda (mobilidade, estabilidade e conforto) e coisas diferentes disso não estão ganhando força, basta ver os readers com e-ink colorida, ainda não compensam para as grandes fazer algo assim. Aí pululam os experimentalismos de empresas menores, como o JetBook Color, que segundo os reviews que eu li, é "ótima ideia e péssima concretização".

      Raniere,

      Se o nosso governo fosse sério, eu acreditaria nisso, mas como não é, não rola. A Casa Civil da Presidência da República fez no início deste ano uma licitação para algo que seria um ereader, mas venceu o lobby do tablet, coisa descarada, sendo que o edital publicado foi praticamente a cópia das especificações do iPad da Apple. Diversos órgãos federais, em especial as chefias, estão adquirindo tablets, muitos iPad ou Galaxy Tab, embora a função primordial deles seja somente leitura de documentos oficiais.
      Se o governo tivesse uma política para ereader, já teria feito uma lei, ou aprovado o PL114/10. Mas não, estamos em 2012, e os caras ainda querem impedir na maior cara de pau que o PL114/10 seja votado, e não duvido nada que tenha por trás um lobby das empresas de tablet nisso aí.


      Grande abraço.

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    6. Unknown,
      acredito que não seja lobby das empresas de tablet pois muitas delas só ganham dinheiro no aparelho/hardware (e não muito) e poucas, como a Apple, lucram fortunas com a loja virtual.

      Acredito que seja o lobby das gráficas, editoras e demais empresas do ramo editorial que lucram rios de dinheiro com as licitações públicas, e.g., compra de livros escolares.

      Raniere

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    7. Olá,
      já faz bastante tempo desde o último comentário, mas encontrei alguns dias atrás o seguinte ereader http://www.icarusreader.com/excel com tela de 9.7'.

      É possível encontrar facilmente reviews dele no youtube.

      Raniere

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    8. Raniere,

      Parece uma boa opção.

      Abraço,
      Alex

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  11. Eu acho que com o novo formato kf8 e epub3 os livros técnicos poderão ser melhor visualisados em telas pequenas o problema é lançarem o PDF e não a versão nova, ou seja até temos possibilidades de livros técnicos com melhor visualização, mas não temos os livros em si.

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    1. Olá Paulo,
      sim, sem dúvida o epub3 possibilita os livros técnicos serem melhor visualizados em telas pequenas, o problema é:
      1) Nem todos os fabricantes implementaram todas as funcionalidades/especificações do epub3.
      2) Modelos antigos serão atualizados para suportar as novas funcionalidades/especificações? (Muito provavelmente não.)
      3) É fácil produzir um livro técnico no formato epub3? (Por experiência própria, uso o LaTeX, não. Não existe ainda uma padronização de bibliotecas para lidar com referência bibliográfica e outras coisas além de que, via de regra, ao usar algum conversor para epub3 você precisará fazer uma revisão.)

      Raniere

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  12. espero que quando as duas por aqui desembarquem, tenhamos um duelo de preços de verdade como resultado de boa competição saudável, não acomodação e sujeitação a esses preços exorbitantes desse mercadinho medíocre das editoras elitistas daqui

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