sábado, 11 de agosto de 2012

Dia D na Bienal significa a vitória do Eixo, diferente da história, "sem novidades" da Amazon agora é “oficial”.

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Existiu uma época em que esperava ansioso pela Bienal do Livro, juntava dinheiro para comprar aquilo que só encontraria lá, era a maior fonte de novidade, saía feliz com três meses de leitura, no mínimo, com o tempo o perfil da bienal foi mudando, ficou muito caro para o livreiro comum ter um stand, e mesmo os grandes tinham prejuízo, era um dinheiro contabilizado na propaganda, para retorno futuro. Deliciava-me com editoras internacionais, na época, era dificílimo conseguir um título internacional, e tinha muita coisa boa, muita diversidade; eram dias pesquisando stand por stand, alguns eram livrarias completas. Está acontecendo a Bienal em São Paulo, e ontem, dia 10, foi o “dia D” de digital; dia D foi a data marcada para a invasão da Normandia, o começo da vitória aliada sobre o eixo. Aqui não há invasão do digital, a bienal hoje representa o atraso, a vitória do eixo; em uma palestra, o vice presidente da Amazon e responsável pelo Kindle, Russel Gardinetti, afirmou que não há notícias sobre o Brasil e nem confirmou o boato de que entrariam aqui em setembro, informou que estão tendo dificuldades, citou impostos e logística, adivinhem quem não ficou surpreso? Em resumo, a posição oficial é que não há novidades, não há data!

Agora vou especular um pouco, a Kobo entrou no mercado japonês, e o CEO da Rakuten/Kobo, Mikitani San, Desfilou com uma camiseta escrito “Destroy Amazon!”, Rakuten compete com a Amazon não só em livros eletrônicos e e-readers, é a principal vendedora on-line japonesa, e o livro da Amazon mais que um negócio, é uma bandeira do seu e-comerce. Como a Kobo saiu na frente da Amazon no Japão, a Amazon corre para não ficar atrás, a “brand” “Kindle” no Japão, é forte, mas agora com o Kobo vendido localmente, está perdendo força. Se há um local que a Amazon quer entrar antes que no Brasil, este é o país do sol nascente, e se o protecionismo governamental lá, não for muito mais forte que o nosso, é lá que entrarão primeiro, estão perdendo terreno para a Kobo, e mais ainda para a Rakuten.

Aqui ambos os jogadores anunciaram que iriam entrar, também não está em jogo apenas o livro eletrônico, mas a visibilidade do e-comerce da Rakuten, que já ocorre no Brasil, e o apetite da Amazon de entrar no Brasil. Minha aposta de quem entra primeiro e vai levar vantagem: Kobo! Podem colocar suas apostas, o vencedor ganha um pão amanhecido.

Sejam bem-vindos ao atraso do Brasil!

Alex

6 comentários:

  1. Putz, que notícia broxante. Tava louco para comprar um kindle DX em reais.

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    1. Gustavo

      Nem me fale, expressei minha decepção no post anterior!

      Abraço,
      Alex

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  2. Oi Alex, infelizmente não temos a Amazon por enquanto, espero que a Kobo seja corajosa é entre em nosso país e mude a realidade, concordo com vc, antigamente não perdia uma bienal do livro este ano pela primeira vez não tenho vontade de ir, agora prefiro navegar na internet na Amazon e kobo e comprar e-books mas baratos e de qualidade, depois do e-reader me viciei na facilidade, peso e qualidade de se ler nele. E viva o e-reader...

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    1. Oi Marta,

      Partilhamos lágrimas de pesar na questão, acredito que coragem possa ser a palavra correta, ainda mais nesta crise econômica. Tenho lembranças felizes da bienal, mas ela não é mais a mesma, as livrarias não são mais as mesmas, nem as editoras; o que eu gostava da literatura hoje é eletrônico.

      Abraço,
      Alex

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  3. Ho,Ho! Olha uma novidade para vocês
    http://www.brasileconomico.ig.com.br/noticias/amazoncom-inicia-vendas-no-brasil-em-1-de-setembro_114592.html

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    1. Infelizmente a matéria já é velha, vinte um de março, e a Amazon não confirmou esta data de setembro na palestra da bienal do livro.

      Abraço,
      Alex

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