domingo, 29 de julho de 2012

e-paper flexível + e-ink?

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Parece cômico falarmos aqui dos avanços tecnológicos que estão sendo especulados mundo afora quando sequer os e-readers mais “antiquados” fazem parte de nosso dia a dia de maneira efetiva. Mas como já comentamos aqui o assunto da tela e-ink flexível, vamos acompanhando como a coisa se desenvolve (ou não). 
Segundo o site Ebookreader.com, a Plastic Logic pode estar apostando alto demais nessa  tecnologia e-paper, assim como fez a Qualcomm ao confiar na tecnologia Mirasol, que não conseguiu ocupar o seu espaço. 
Em um relatório apresentado no site da BBC, há uma abordagem sobre a nova tecnologia de papel eletrônico flexível. As características técnicas das chamadas folhas de papel eletrônico (extremamente leve, flexível, eficiente em termos energéticos e uso da tecnologia e-ink e trouch screen) geram altas expectativas quanto às suas possibilidades de uso, mas essa tecnologia ainda não está aplicada à escala industrial. 
Um repórter da BBC teria conversado CEO da Plastic Logic, Indro Mukerjee que prediz as maravilhas que o consumidor poderá experimentar com o papel eletrônico, por exemplo, como acessório para smartphones. Mukerjee teria mencionado as vantagens dessa tecnologia em termos de resistência e facilidade de uso. 
Minha síndrome de São Tomé me fez checar a fonte citada no ebookreader e  não achei nenhuma notícia recente na BBC News (embora tenha encontrado o referido relatório em PDF), mas dei de cara para um outro link que diz respeito a uma pesquisa levada a cabo pela própria Plastic Logic a respeito dos prejuízos que o reino unido acumula anualmente em decorrência de aparelhos eletrônicos danificados acidentalmente por empregados. 25%, ou 1 em cada 4 empregados, teria alguma ocorrência nesse sentido. E qual a resposta para esse problema que custaria 1 bilhão de libras ao ano? Diz o CEO da Plastic Logic: "Esta pesquisa mostra uma clara necessidade de dispositivos de trabalho mais robusto e capazes de sobreviver às ações desastradas de seus proprietários. Na Plastic Logic, nós desenvolvemos telas ultra-finas, ultra-leves e resistentes que podem ser dobradas, sofre quedas , pisado, ou até mesmo cortada ao meio e continuar funcionando.”
Vou me eximir de maiores comentários e deixo o caso para o julgamento dos leitores. 

Um comentário:

  1. No mundo atual orientado pela sociedade de consumo, muitas pessoas confundem o que é tecnologia útil com o que é fútil (ou em outras palavras o gadget da moda). Uma das características que me faz adorar os ereaders é que eles nunca foram pelo caminho da moda haja visto que o público do ereader não é exatamente alguém preocupado com funcionalidades inúteis.
    Dai o meu ceticismo inicial com relação as telas coloridas (se não me engano da Mirasol). Afinal para ler meus livros não preciso de telas coloridas.
    Quando a tela flexível ai é diferente, seria um grande avanço principalmente pela robustez que poderia dar aos aparelhos. Eu imagino um ereader parcialmente flexível, pequeno e que possa ser jogado ou dobrado ate certa ponto sem quebrar (como se fosse uma carteira por exemplo).
    Ele poderia vir numa capa de couro o que o faria indistinguível de uma agenda comum.

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