sexta-feira, 20 de abril de 2012

Editores Contra Autores e Leitores

Aumentar Letra Diminuir Letra

Estamos assistindo uma novela em duas versões, inglês e português, a batalha editorial.

Nos EUA existe a batalha Apple e “big six” (as seis grandes editoras americanas) contra o crescimento da Amazon; o mais recente desfecho desta história é uma ação do governo americano contra a Apple e cinco das “six” e seu modelo de agência. Há nos jornais e principalmente nos arautos das editoras muita desinformação, a primeira é: o problema é o “modelo agência”, o que não é realidade, o real problema é as editoras juntarem-se para combinar preços mais altos para o consumidor, o que nos EUA é um pecado sério contra o livre mercado chamado de cartel.

O modelo agência funciona da seguinte maneira: a editora estipula o preço de venda, e deste preço a Apple como revendedora fica com 30%. No modelo Amazon de distribuição normal atacadista, as editoras vendem os livros a um preço, e o revendedor vende ao consumidor ao preço que quiser, a Amazon decide o preço, não as editoras que tem um preço sugerido de venda, normalmente o valor do distribuidor tem 50% de desconto.

É preciso entender como o mercado evoluiu nos EUA: de um tempo para cá editoras foram comprando editoras e sendo compradas por grandes grupos de mídia, isto aconteceu concomitantemente com um aumento dos preços nos títulos editados. A Amazon surgiu como um patinho feio do comércio digital, amplamente ridicularizada quando entrou no mercado. Através de um serviço impecável, que atendia às necessidades do público leitor, que não eram satisfeitas pelas editoras, a Amazon cresceu, tornou-se uma referência para compra de livros, e assim passou a representar uma porção expressiva das vendas de editoras.

O que a Amazon fez de melhor para tornar-se tão grande? A primeira consideração foi entender que literatura é diversidade, enquanto as editoras concentram-se nos livros mais vendidos e relevam os menos populares, o cliente Amazon recebia o mesmo tratamento se quisesse comprar um “bestseller” ou um título menos conhecido. Literatura é antes de tudo diversidade, escolha, e apesar de alguns títulos venderem pouco individualmente, vendem bem em conjunto, e para o leitor são importantes. Além disto, pelo volume que obteve a Amazon, ela ganhou poder de barganha, comprando livros mais baratos e repassando ao cliente esta vantagem. Por que ir a outro lugar se tudo, absolutamente tudo, pode ser encontrado na Amazon com preços menores e um serviço impecável?

Eis que surge o e-reader, com o tempo o aparelho chega a um preço atrativo, a Amazon já é a grande livraria da internet, vendendo os livros impressos pelas editoras, com a nova tecnologia, o livro não mais precisa ser impresso e o processo de edição fica infinitamente mais barato.

O modelo de negócios das editoras funcionava da seguinte maneira: eles escolhiam autores a serem editados, destes poucos vendiam muito, os “bestsellers”, e muitos davam prejuízo, no capital investido e seu prazo de retorno. Os “bestsellers” cobriam os prejuízos e ainda davam mais lucro e daí vinha a maior receita das editoras, que devem lucrar e repor o capital para investir em novas publicações. Este é o mercado na visão das editoras, assim, se você conseguir editar somente os “bestsellers” e evitar os títulos de menor venda, terá mais lucro. Este é o raciocínio deles. Dá para ver onde entra em conflito com o que é literatura? Neste modelo diversidade é nociva.

Como a Amazon tem a maior loja virtual, além de vários sistemas de leitores digitais proprietários em conexão direta com a loja, de grande na venda de livros de papel, passa a ser gigante nos livros digitais. O e-reader trouxe o conforto do papel para os livros digitais, e com isto a substituição do papel mais caro e menos prático está acontecendo em ritmo acelerado; a Amazon por sua estrutura tem ganho cada vez mais espaço.

Atualmente o que existe nos EUA é a ameaça às “Big 6” pela Amazon, alegam o risco de monopólio. Mas o mesmo já existe e ficou exposto no “modelo agência”. É um monopólio ameaçado acusando a Amazon de querer fazer o mesmo que já fazem, e tirar sua posição.

A situação de livros e leitura nos EUA não é tão crítica como aqui no Brasil, eles ganham seis vezes mais que nós e pagam quatro vezes menos em seus livros. De todas as formas de entretenimento o livro é uma das mais baratas, muito mais econômica com o e-reader.

Agora os participantes esquecidos: autores e leitores.

Um autor que almeja profissionalizar-se, ou seja, retirar o seu sustento da escrita, precisa vender certo número de livros para pagar suas contas. Ele pode submeter seus manuscritos a uma editora, e se for escolhido, ganhará um adiantamento e um contrato, a partir daí dependerá da renda advinda do percentual de vendas que lhe cabe no contrato. Se ele não atingir um número significativo para o editor, seus livros são colocados a escanteio, sem vendas não recebe e fica com a obra presa, dependendo da política de preços e venda da editora. No modelo de agência, onde o preço final é controlado pela editora, o percentual do autor também é dependente, assim, se a editora resolve colocar o livro em promoção, o autor irá receber menos por livro.

A Amazon também tem um modelo agência, mas neste caso, é o próprio autor de estipula seu preço, e pode otimizar sua venda, sem correr o risco de ficar no ponto cego das editoras e perder sua renda por puro descaso. Existe duas possibilidades neste modelo agência: 35% de royalty e 70% de royalty para livros entre U$3 e U$10( em realidade é U$2,99 a 9,99, mas não sou fan deste “hipocrisol”), este programa não está disponível para brasileiros! Só nos restando a opção de 35% de royalty. Ou seja, ainda não é muita vantagem para o escritor brasileiro vender com a Amazon, se não compararmos as editoras tradicionais. Tem outros detalhes, mas quem tiver interesse pode vê-los no site da Amazon.

Um número de vendas inexpressivo para uma editora pode sustentar um autor, além disto aumenta a diversidade, que é o espírito da literatura.

Uma parte importante deste mercado são os leitores, aliás, fundamental. O consumidor em vez de ser tratado como um ser humano é artigo a ser minerado, independente do seu gosto. A Amazon mostrou que é importante preocupar-se com o consumidor, pois ele também é o leitor e tem necessidades, particularidades, individualidade, um dos valores indispensáveis da literatura. Sem poder de escolha não há variedade e liberdade, uma característica muito mais marcada na literatura.

As grandes editoras investem contra a Amazon em vez de investirem em favor do consumidor, não lhes passa na cabeça que a força da Amazon é tratar bem o consumidor como nunca foi tratado pelas editoras. Atender bem ao consumidor não é uma caridade, é o modo de competir de maneira honesta, um jeito que beneficia o consumidor, no caso dos livros: leitor.

No Brasil a Amazon não tem qualquer penetração, não tem qualquer participação do mercado que não advenha de compras de brasileiros no exterior; pretende entrar no país no mesmo momento da transformação do mercado editorial.

Temos algumas editoras que não podem ser chamadas de grandes, mas apenas de as maiores brasileiras, pois são relativamente pequeninas, mas dominam o mercado que oferece livros a preços exorbitantes tornando a literatura um artigo de luxo para o brasileiro. Este mercado esta estagnado e viciado a muito tempo, a maior fatia do mercado de livros brasileiro vem de compras governamentais. E vimos que o número de leitores em nosso país tem diminuído apesar do suposto nível de vida aumentar.

As editoras brasileiras tem seus velhos catálogos como capital, se é que os contratos valem para as edições digitais, e estão fazendo pressão contra a Amazon para imporem seus preços caríssimos. Se a Amazon aceitar estará fadada ao minúsculo mercado de livros que já existe em nosso país. O e-reader permite livros mais baratos e assim podemos conquistar novos leitores, ao mesmo preço o mercado continuará do tamanho da titica que já é.

Mais discreta está a Kobo, quando a Rakuten comprou a distribuidora canadense de ebooks e estabeleceu sua loja virtual no Brasil ficamos imaginando quando venderiam o kobo reader, mas nada ainda. O óbvio ululante é que não se vende ebook no Brasil pois não temos o aparelho, e quem entrar no país, para ter mercado terá que trazer o e-reader a um preço convidativo ao bolso do brasileiro. Acontece que os aparelhos são ligados a sua loja, mais verdade no caso da Amazon, que não aceita outro DRM que não o seu; o Kobo aceita o adobe DRM que é padrão do que é vendido em lojas de ebooks não Amazon. O mercado da Apple por aqui ainda é minúsculo no quesito livro. Quem vier primeiro, com o seu leitor a preço mais acessível leva a maior fatia do mercado.

A Amazon tem o sistema de publicação mais aberto, deixando para o leitor classificar os livros e com a política de oferecer uma amostra de 10% do livro, não é norma, mas acontece nos melhores títulos, excelente para o autor e já emplacou alguns “bestsellers” auto-publicados. O sistema de publicação na kobo ainda é draconiano, mas ao que parece eles já perceberam a necessidade de mudança, se quiserem ser competitivos. No caso da Apple a Maurem vai dizer como está indo sua experiência.

A entrada do livro digital no Brasil é uma possibilidade de mudança do nosso pervertido e elitista mercado de livros, não querem mudar, querem que o brasileiro continue sem acesso barato aos livros. Às empresas paleolíticas soma-se o governo, que contra o espírito da constituição cobra um imposto indecente em ebooks e e-readers, e faço o que os outros não tem coragem, dar nome aos bois: é o governo do PT que é contra o livro e a educação.

O ebook junto com o e-reader é uma perspectiva real de fazer o mercado de livros do Brasil crescer, e junto com ele a cultura e educação do povo. Sem livros, sem leitura, não existe educação.

Alex

35 comentários:

  1. Quer dizer que o governo do PT inventou o imposto, é? Calhordas!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Daniel,

      Veja o texto da constituição:
      “DAS LIMITAÇÕES DO PODER DE TRIBUTAR
      Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
      VI – instituir impostos sobre:
      d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.”
      É para proteger o papel? Não! É do espírito democrático da constituição a livre circulação de idéias, assim o espírito não é isentar o livro de papel, e sim a circulação de idéias, o papel é protegido pois na época era o meio, assim podia indiretamente tributar o livro tributando o papel, a contituição veda. O livro hoje é digital, é só o governo querer entender a lei, não precisa de congresso nem nada mais. Portanto, é o PT que mantém o imposto ao livro digital.
      Veja: http://www.conjur.com.br/2010-mar-16/incoerencia-isentar-tributo-livro-papel-taxar-livro-eletronico

      Alex

      Excluir
    2. Alex, eu conheço esse artigo, até sou advogado. Só que não é da atribuição do Executivo acabar com esse tipo de imposto. De qualquer forma, me parece que você foi um pouco além ao afirmar que o governo do PT é contra o livro e a educação. Acho que diversas políticas governamentais contradizem essa sua afirmação. Mas é melhor a gente não se alongar nesse assunto, se não pode acabar descambando pra uma infrutífera discussão partidária, que eu detesto. Abraços!

      Excluir
    3. Daniel,

      Não é acabar com um imposto, é não cobrar um que a constituição proíbe! Fazer valer a constituição em seu espírito e não cobrar imposto de ebook e e-reader, é um gesto ínfimo do governo, se não faz, é contra o livro e a educação, portanto pela lógica não fui “longe demais”, apenas aponto os verdadeiros responsáveis, e para corroborar que as políticas governamentais só gastam dinheiro, posso referir-me à atual pesquisa que mostra claramente que sob a administração do PT o Brasil virou um país de menos leitores. Não é uma questão partidária, não tenho partido que não seja a anti-hipocrizia, o PT está no governo, gosta de ser poder, mas não quer a responsabilidade que vem com ele. Falo para colocar uma pecha eleitoral em um partido que sabota o cidadão, pois é a única conversa que entendem. Enquanto o PT mantiver este imposto imoral sobre o e-reader e o ebook, deve ficar claro que o governo Dilma é contra a educação, quem vota em quem é contra a educação?

      Alex

      Excluir
    4. Alex, agora que eu entendi que você quis dizer sobre a responsabilidade de quem aplica a taxação. Mas nos seus posts seguintes ficou claro o viés de panfletagem do seu discurso. Então já que é pra descambar pra isso, vamo junto. Acho que você tá lendo muito Reinaldo Azevedo e fechando os olhos pra todas as melhorias que ocorreram no país nos últimos anos. Todo o mundo vê e elogia. Só algumas camadas da população brasileira parecem não aceitar. É um troço curioso. Quanto ao imposto em si, ebooks e e-readears no Brasil ainda é um assunto muito novo, que pouca gente conhece ou tem acesso. Me parece óbvio que isso ainda será muito discutido e provavelmente alterado. Mas a sua sanha tucana já quer carimbar que o PT é contra a educação. Lamentável. Democrático, mas lamentável. Teu país melhorou pra cacete, cara. Pergunta pro seu porteiro ou pra sua faxineira. E enquanto essas pessoas mais pobres melhoraram de vida, os brasileiros da classe média/alta batem recorde atrás de recorde em consumo no exterior, por exemplo. Ou seja, melhorou pra todo mundo, e não à custa de alguns, como fazem crer em certa revista. Sobre ser contra ou a favor da educação, o orçamento destinado à educação em 2003 foi de 17,4 bilhões. Em 2010, de R$ 51 bilhões. Dados do MEC. Isso te diz alguma coisa? Ou só a atual taxação de ebooks/e-readers é que define toda uma política educacional de um governo? Abraços

      Excluir
    5. Daniel,

      Ao tentar classificar meus argumentos de panfletagem sem apresentar uma contra argumentação lógica você cai em uma falácia e ao mesmo tempo quer bloquear o meu direito de cidadão, implicando que um cidadão de verdade não reclama do governo, o que é falso. Não é para descambar, meu argumento é lógico: a constituição proíbe taxação sobre o livro e seu meio, o governo a cobra, mesmo em um país onde a falta de literatura sabota a educação causando males a toda estrutura social. Este governo é o governo do PT, o mesmo que violou a lei em favor das telefônicas e depois a mudou para permitir um negócio privado ilegal, para as mesmas telefônicas que investem dinheiro na empresa do filho do Lula. Se o mesmo governo não toma a ínfima medida de tirar o imposto da ignorância, a conclusão lógica é que é contra o livro e contra a educação. A mesma educação que me permite ser um cidadão consciente e crítico cobrando os desmandos do governo sem cair em propagandas falsas.

      Gasta-se mais dinheiro em educação, mas este dinheiro não melhora o ensino, portanto argumento morto, incompetência não pode ser premiada, e nem vou pensar nos ralos da corrupção por onde saí este dinheiro... gastam uma fortuna no Enem e é um fiasco. Fico revoltado, pois não posso ser visto como cidadão, tenho que ser tachado como político, coisa que não sou. Fui crítico no governo FHC, o sou agora, mas na época ser crítico ao governo não lhe rendia a pecha de petista, e ele até dava entrevistas livres, coisa que nunca ocorreu com o suposto governo popular do PT. Fogem do argumento, escondem-se atrás de um muro de propaganda como você faz aqui. A economia do mundo cresceu, o Brasil ficou para trás, principalmente por não investir em educação.

      Não sou político, não ganho dinheiro com isso ou tenho qualquer simpatia, mas sou entusiasta do livro e da educação. Acredito com toda firmeza que a única solução para melhorar o Brasil está na educação, e se ela piorou neste governo, falo abertamente. Não faço panfletagem, forneço um argumento sério e lógico para mostrar que quem é contra o e-reader é contra a educação, que é assunto muito mais sério que uma copa de futebol, portanto, se vocês retirarem este imposto, o brasileiro vai ter um mínimo de conforto. Parem de cobrar este imposto vagabundo! O imposto da ignorância, ou fiquem com meu argumento: quem coloca obstáculos ao livro é contra a educação, e o PT é contra a educação.

      Alex

      Excluir
  2. O bom do Amazon também é que eles vem evoluindo muito quanto à distribuição de livros em outros idiomas, sem ser o inglês - inclusive português. É uma pena que seja uma empresa estadunidense demais, mas ainda assim já faz anos que eu desisti do mercado literário brasileiro.

    Excelente texto ^^

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ana,

      Sou cliente da Amazon desde os livros de papel, e só tenho elogios ao serviço, também acabo ficando no mercado do livro em inglês, o nacional fede, em preço, qualidade e diversidade.

      Alex

      Excluir
  3. Muito bom o texto, hoje acompanhando pela publish twitter sobre o congresso sobre e-books na Argentina, um dos palestrantes disse que o país que se negar lançar livros em seu idioma irá empurrar seus cidadãos que gostam de ler a ler em inglês, e é bem realidade há 3 anos atrás lia pouco em inglês depois de meu primeiro e-reader e pela falta de e-books em português com a ajuda de um dicionário me vi lendo meus primeiros livros em inglês, sou fã da Amazon e creio que muitos desenvolveram seu inglês com a ajuda deste aparelho kindle fenomenal e com preços maravilhosos, comprei bons livros por $ 0, 99 fora os livros gratuitos que todos os dias a Amazon disponibiliza para seus clientes e foram bons livros além de conhecer novos e bons autores.
    Rezo e quero acreditar que a realidade do Brasil possa mudar e sermos uma nação de boa educação e cultura.
    Vamos esperar.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Marta,

      É verdade, alguns serão empurrados ao inglês, os que podem, outros serão deixados na ignorância, os mais pobres. Também comprei bons livros a U$1,00, Dickens completo, bonitinho e organizadinho com ensaios e tudo por U$3,00, isto é magnífico.
      Eu além de rezar, tento fazer o que posso pela literatura, é muito chato ver uma criança interessada, deixar de ler por falta de dinheiro. Por isso fico tão entusiasmado com o e-reader.

      Alex

      Excluir
  4. O texto até parece a se propor a discutir com seriedade esse questão de preços a autores e leitores, principalmente, mas no final descamba para um discurso político de fazer dó.
    Essa de afirmar que o PT é o culpado por isso é um monstrengo de afirmação e absurda.
    O problema e único problema é a ganância dos grupos editoriais nacionais. Apensas isso. Não se esqueça que vc vive num sistema capitalista, onde sempre existiu a atitude de grupos monopolistas. Isso está na alma do capitalismos ou o autor do texto não sabe disso. Essa questão de imposto é uma balela.
    Recentemente li um texto no Globo ( que pode ser lido aqui: http://oglobo.globo.com/cultura/uma-nova-ordem-no-mercado-editorial-brasileiro-3735071) e lá tem um trecho que diz o seguinte:

    "A Amazon já vem negociando com as editoras brasileiras há meses, mas o entrave tem sido o preço: a companhia teria pedido descontos de mais de 60% na venda de livros para lançar o serviço, o que desagradou as casas nacionais. Porém, recentemente a Amazon cedeu a percentuais menores, com a intenção de lançar seus serviços em até seis meses."

    Todo mundo sabe, todo mundo com um pouquinho de astúcia, que as cias. brasileiras fazem cerco fechado à presença da Amazon. Se a Amazon pode praticar preços baixos dentro do Brasil, por que as nossas queridas editoras e agências não podem?
    Ora, meu caro, simples, por que isso não é do interesse das nossas queridas cias. editoriais. Elas não sabem harmonizar a equação da Amazon: margem de lucro menor por unidade + vender muitas unidades. Elas não sabem e não querem. Aliás, isso é uma prática muito comum na cultura empresarial do nosso País. E isso não tem nada a ver com PT ou com qualquer outro partido político.
    A conclusão a que o artigo chegou é míope e astigmática, tudo ao mesmo tempo.
    Mas não deixemos de discutir. Vale a pena esse tipo de discussão. Nisso, o artigo foi feliz.

    abs
    Carlos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Carlos,

      Os grupos editoriais gananciosos, são os mesmos que tem sua maior renda em compras do governo, se o governo quer ir contra eles, é só liberar o imposto imoral do ebook e e-reader, se não o faz, esta provado que é contra a leitura e contra a educação.

      Infelizmente o imposto tem tudo a ver com o PT, pois a constituição, nossa carta magna, veda imposto sobre livro, é uma atribuição do executivo seguir a lei, mas neste caso escolhe manter o imposto indecente e imoral, e mais imoral pois o Brasil é um país depauperado na literatura, o e-reader e o ebook são a melhor oportunidade do brasileiro ter acesso mais barato ao livro. São nos atos que vemos quem são as pessoas, não na propaganda que fazem de si mesmos, esta atitude ínfima de liberar o imposto do livro e do aparelho não é tomada, portanto, nada mais justo e lógico a afirmar que o governo do PT é contra o livro e a educação do brasileiro. Veja que foi no governo PT que a leitura diminuiu. É um gesto ínfimo, e muito mais deve ser feito para a educação do brasileiro, mas é altamente simbólico da má intenção do governo. Só se fizermos pressão vão liberar o que nunca deveria ter sido cobrado, portanto fica a pecha: Quem não faz o ato mínimo de liberar o imposto da ignorância, é contra o livro e a educação, o PT é contra a educação. Quem vota em quem se declara contra a educação?

      Alex

      Excluir
    2. me desculpe, amigo, mas isso é de um papo furada doido. Existem livros adoiado por aí. Não faltam livros no Brasil. Faltam leitores, os quais não se formam da noite para o dia. Eu mesmo ajudei a criar um projeto para a população ribeirinha do Amazonas, no Parque Nacional do Jaú, vc sabe onde fica? Então, ajudei a criar um projeto de leitura chamado Luminar. O projeto está no início, mas já formamos um grupo de 30 pessoas da região para ler e discutir obras de literatura, entre outras. Vários livros já foram distribuídos lá com a coodenação de uma pessoa, que além de nós, discute o material de leitura. A ideia é desenvolver o hábito da leitura entre essas pessoas para que elas também sejam leitores-disseminadoras. Esse é um projeto do qual participo.
      Isso é um projeto pessoal. Agora, eu conheço projetos, existem vários pelo Brasil afora, para reforçar o hábito da leitura entre as camadas de menor acesso ao livro. O Instituto Camargo Correa, por exemplo, tem projetos nesse sentido. O Instituto Votorantim também tem. Várias empresas desenvolvem esse tip de iniciativa. Várias empresas têm bibliotecas móveis, não sei se vc sabe.
      Não vejo que faltem livros. Isso é uma balela. Digo e repito: é uma balela.
      Vc mesmo deve ter muitos livros em casa que nunca leu e nunca os disponibilizou para que outros os lessem.
      Infelizmente, a maioria prefere assistir a novelas do que ler um livro. Essa é a realidade. E mesmo quem pode ler livros não o faz. E quando lê, lê pouco. Eu conheço bem essa realidade. Então, o problema não é de falta de livros, nem de preço do livro em si. Esses dias mesmo adquiri para o nosso projeto dois livros da coleção de clássicos ilustrados que a Abril lançou recentemente nas bancas, pela bagatela de 14 reais, os dois. Isso é mais barato do que cinema no shopping, ou não é? A propósito, cada vez que vou ao cinema no shopping eu deixo lá no mínimo 30 reais. Isso é mais caro que muito livro. Então o problema não é tanto preço e falta de acesso a livro.
      Por isso, vejo que vc está discutindo o assunto de forma errada. Dando um viés político ao assunto que, na verdade, não contribui para a solução.
      A não ser que a solução seja a sua solução. A propósito, vc gostaria de nos sugerir o voto em algum candidato ou partido especificamente, que pode ajudar a solucionar tal problema?

      abs
      Carlos

      Excluir
    3. Carlos II,

      É fácil ver que não entendeu o espírito da literatura: diversidade, liberdade de escolha, contato lúdico. Não há livros “adoidado por aí” esperando leitores. Uma pessoa que leia cinqüenta livros ao ano, lerá em seu tempo de vida uns 3500, para que ter mais que isto? Qual o motivo de uma Amazon ter 1.700.000 títulos? E olha que com tanto livro às vezes não encontro o que ler. Você aponta para uma literatura tutelada, sem a liberdade por parte do leitor, a mesma que todos odiamos no colégio, mesmo já sendo leitores. Ao outro lado veja: um garoto que pegar um livro na biblioteca tem que gastar R$6,00 de ônibus para retirar o livro, ficar com ele duas semanas e pagar mais R$6,00 para devolver; o livro gratuito custou R$12,00. Com e-reader dá para comprar livro a preço menor que um minuto de tarifa de celular, ter todo o domínio público gratuito, o que já é mais que qualquer biblioteca ou projeto tem.

      Se você tem contato com ribeirinhos amazonenses, sabe que seu argumento dos trinta reais do cinema é uma falácia ridícula, veja quantas pessoas no Brasil tem acesso ao cinema, veja quantos espectadores tem um filme de grande audiência, uma parcela mínima de brasileiros.

      Agora, não venha socializar a minha biblioteca quando o governo do PT privatiza o público, mais gente já usou meus livros e muitos não retornaram, do que proporcionalmente este governo investe o dinheiro dos impostos em livros. Adoro compartilhar livros, pois é um prazer, infelizmente títulos que me são muito caros não retornaram, mesmo assim ainda compartilho. Costumo dizer que minha biblioteca circulante é maior que a que tenho em casa.

      Sim, o problema é o acesso aos livros, pois quem for estimulado a ler, se não tiver recursos vai parar no meio do caminho, pois o livro é caro. Se os EUA são uma país com muito mais leitores é por que lá o livro é muito mais acessível, pois eles também tem todas as outras formas de entretenimento com acesso maior que o nosso e ainda assim são mais leitores.

      Outra coisa que não entendeu é a natureza de uma democracia, que implica em o povo fiscalizar e cobrar dos governantes que façam a sua parte, que assumam suas responsabilidades. O ato de liberar o imposto que pela constituição nunca deveria ser cobrado, o imposto da ignorância, é um gesto simples, simbólico, e mostra como o governo do PT não tem compromisso com o leitor e descaso com a educação do brasileiro. É da democracia o povo cobrar o governo por atitudes reais e não por propaganda, pois independente do partido de turno, são governo de todos os brasileiros e todos devemos cobrar. Quando o governo usa da hipocrisia e da propaganda para esconder o que não faz, é nosso dever cobrar! Já vimos que sob a administração do PT o número de leitores no Brasil diminuiu, a educação piorou, a violência aumentou e a saúde que dizem estar perfeita em realidade é um lixo, piorou, o Lula corre para o Sírio Libanês em São Paulo para não usar o sistema de saúde perfeito que gerenciou e sua pupila gerencia. Isto é a máxima hipocrisia.

      Portanto, um governo que não faz o ato mínimo de acabar com o imposto da ignorância é um governo contra a literatura e os brasileiros, contra a educação, pois livro é sua matéria prima básica. E como é o PT que está no governo, é situação, tem o poder, é ele o culpado, é o PT que é contra a educação e isto deve ficar claro.

      Alex

      Excluir
    4. Para mim, vc continua fazendo panfletagem e discurso político. Se eximiu de discutir com seriedade o assunto. No governo do PT o poder aquisitivo melhorou e muito, os dados estão aí e contra fatos não há boatos. Melhorou o poder de consumo. Ou seja, eu tenho mais poder de compra. Outra coisa, a Pesquisa de Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro – CBL/SNEL, de 2008, aponta que, além da ampliação da produção editorial no País, o preço médio do livro no Brasil caiu para R$ 11,11(em relação aos R$ 11,52 do ano anterior), o que mantém a tendência de queda identificada desde 2008. Portanto, isso aconteceu durante o governo do PT, como vc gosta de frisar.
      VC desconhece a situação do Brasil. Há vários dados que mostram que a situação da leitura, de leitores e livros no País era bem pior na gestão do governo anterior do PSDB, do presidente que é doutor em sociologia e tudo mais. Ele que não fez nada pela leitura no País quando esteve por duas vezes no governo.
      Como vc vê, a discussão caiu para o nível político. Não deveria. Mas como um autômato, que lê mas não assimila, e apenas repete, vc agora vive repetindo o seu mote contra o governo.
      Eu lhe pergunto, para que serve a leitura?

      abs

      Carlos

      Excluir
    5. Sobre o: "Se você tem contato com ribeirinhos amazonenses, sabe que seu argumento dos trinta reais do cinema é uma falácia ridícula, veja quantas pessoas no Brasil tem acesso ao cinema, veja quantos espectadores tem um filme de grande audiência, uma parcela mínima de brasileiros."

      Vc leu mas não entendeu. Não adianta nada ler e não saber entender. O que eu disse, eu disse em tom de ironia. O que eu disse, basta vc ler direitinho, é que muita gente vai ao cinema e gasta no mínimo 30 reais e até mais, mas não paga 15 reais em um livro. Simplesmente por que não gostam de ler. O livro não tem valor real para elas. Não têm o hábito de ler. Só isso.
      Sobre a iniciativa com a população ribeirinha, isso é outra história. Vc misturou tudo. Apenas quis dizer que existem no Brasil muitos projetos, até pessoais como o que ajudo a desenvolver, e outros apoiados por grande empresas com bons resultados.

      Abs
      Carlos

      Excluir
    6. Carlos, perfeito seus argumentos contra um discurso panfletário de lógica torta culminando com uma afirmação "PT que é contra a educação" que soa mais como palavra de ordem.

      E já que o discurso é político. Não sigo partido, odeio a figura do Lula (nunca votei nele), mas não dá para fechar os olhos para a transformação que esse país está passando durante esses 3 governos petistas. Em todos os setores, inclusive na educação. Com alguns erros mas com muito mais acertos. Talvez nós classe média alta tenhamos uma percepção de piora, mas somos minoria perto dos 140 milhões de cidadãos que tiveram suas vidas transformadas.

      Só uma opinião, adoro o blog, o podcast, mas não dá pra engolir um argumento que parece ter sido tirado de uma matéria da Veja.

      Excluir
    7. Carlos II

      Tachar a manifestação legítima de qualquer cidadão honesto com bons argumentos de panfletagem em vez de argumentar é uma forma de fugir da discussão, pois sabe que o que se faz é errado, não sou eu que me “eximo” de discutir, meu argumento é simples: o governo cobra um imposto ilegal e imoral, este imposto encarece o livro eletrônico para toda população, a lei está na constituição. Se o governo do PT não toma a medida ínfima para parar esta cobrança indecente, a conclusão óbvia é de que é contra o livro e como livro é a matéria prima básica da educação, o PT é contra a educação. Querem ficar sem a pecha? Parem com o imposto da ignorância.

      A economia mundial cresceu, o Brasil cresceu menos que todos os outros países por incompetência do governo que substitui ação por propaganda vazia, como os supostos fatos que não sei, por não existirem, é mais de uma forma de tentar fugir do debate aberto e lógico, as pesquisas indicam que caiu o número de leitores, piorou a educação, cresceu a violência, e a saúde piorou, tanto que todo político ao primeiro espirro vai correndo para o Sírio Libanês em São Paulo, em vez de usar o magnífico sistema público de saúde, mesmo seus gestores diretos, Lula e Dilma não usam o SUS. Se isto não é hipocrisia o que posso dizer?

      Alex

      Excluir
    8. Carlos II

      Um argumento é um discurso consistente, coisa que o seu não é: posso afirmar que como existe no Brasil muitos motoristas de Porche e Ferraris, o problema não é o preço do livro? Como tem gente com dinheiro para pagar cinema, o problema não é o preço?
      Estamos falando de populações diferentes, a população ribeirinha do Amazonas não vai no cinema nem tem dinheiro para porches, assim como a grande maioria dos brasileiros, que não podem depender de tutela para sua literatura. Como disse, literatura é liberdade, escolha, se não entendeu, não entendeu que o acesso aos livros é fundamental.
      Portanto o imposto que encarece ainda mais o e-reader e o ebook é mais pesado no lombo do pobre, quem tem dinheiro não se importa, paga porche e educação particular e compra livro ao preço que for. O imposto da ignorância que o PT cobra é mais doloroso no brasileiro de baixa renda.

      Alex

      Excluir
    9. ok, meu amigo, eu já entendi o seu mote e sua necessidade. Que tal: Compre baton! compre baton! compre baton!

      Está melhor assim?

      abs
      Carlos

      Excluir
    10. Alexandre Affonso,

      Eu não sei se rio ou choro com seu péssimo argumento, meu argumento é simples, lógico, conta argumente: A constituição através de seu texto veda o imposto sobre o livro e seu meio, é do espírito da carta a livre circulação de idéias, o Brasil, um país depauperado de leitores e livros não pode dar-se ao capricho de cobrar imposto sobre aquilo que a constituição proíbe em detrimento do povo; o governo do PT cobra este imposto e cancela-lo seria atitude das mais simples, um gesto ínfimo, muito mais que mudar a lei brasileira por conta de um campeonato de futebol privado. Não cancelam o imposto, obstaculizam o acesso do brasileiro ao livro, matéria prima da educação, portanto são contra o livro e contra a educação, o PT com este ato simples mostra que é contra a educação. Quem vota em quem é contra a educação? Querem que esta pecha suma? Parem de cobrar este imposto indecente que involuí o brasileiro. É minha campanha em favor do livro e da educação, minha reclamação legítima!

      Alex

      Excluir
    11. Carlos,

      Se você precisa comprar batom é problema seu, eu quero que este imposto da ignorância indecente acabe para que o acesso aos e-readers seja facilitado, e assim com ebooks a preços mais populares possamos mudar uma realidade histórica nefasta de livros caros no Brasil. Se este governo coloca obstáculos, se o PT é contra a educação vou denunciar, e tentar fazer colar uma pecha eleitoral pois é a única língua que entendem. Parem com este imposto indecente e inconstitucional, facilitem o acesso do brasileiro ao livro livre, ou fique o PT tachado de inimigo da educação, o que não é mentira!

      Alex

      Excluir
  5. A Amazon virá ao Brasil. O que acontecerá com eles aqui vai depender apenas deles mesmos. Mesmo que não consigam em um primeiro momento os descontos que estão pedindo, vão trabalhar para que em um futuro próximo, suas vendas justifiquem tais descontos. E nesse momento, as editoras estarão entre a cruz, de tentar manter o mercado da forma que está e continuar explorando o consumidor, e a espada... de render-se a Amazon e faturar com a gigante enquanto Saraivas e Cia. tem que se virar para acompanhar a nova ordem.

    Acho que a Amazon, além de investir em um bom serviço, tem também que investir em transformar os Brasileiros em leitores. Sem leitores, não há mercado, mesmo com livros baratos...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Mobile,

      É verdade, sem leitores não há mercado, mas se houver livros baratos será a primeira vez no Brasil, livro aqui nunca foi barato, nos tempos de colônia a prensa era proibida, as primeiras chegaram junto com a família real e o livro nunca foi acessível até hoje. O livro barato seria um marco histórico. Há muito mais a fazer, mas sem acesso ao livro, qualquer iniciativa está fadada ao fracasso.

      Alex

      Excluir
  6. Eu ia passar esse texto adiante, mas como vi os comentários culpando a fórceps o governo em vez de discutir a mentalidade tacanha dos donos do mercado, vou deixar pra lá.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Mushi-san,

      Eu sei que a verdade dói, e hoje em dia cobrar o governo por suas atitudes é considerado perseguição, mas o que fazer se ainda acredito em democracia? Se há perseguição aos que são contra o governo em vez de contra argumento, é por saberem que não tem razão e precisam enterrar a verdade, meu argumento é simples: parar com o imposto inconstitucional é uma medida ínfima, simbólica, se nem isto é feito pelo governo, e é o PT que está no governo, podemos deduzir claramente que o PT é contra o livro, e como livro é a matéria prima básica da educação: o PT é contra a educação! É uma pecha que quero que colem, pois é a única linguagem que o governo entende. Só assim há uma chance de acabarem com o imoral imposto da ignorância. Afinal, quem vota em quem se diz contra a educação do brasileiro?

      Alex

      Excluir
  7. alex, não adianta discutir com seguidores de seita. o pt, para eles, é uma religião.

    []'s

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nelson,

      Não discuto para convencê-los, pois sei que entram no debate já de forma vigarista, tentando empurrar uma ideologia e usando de múltiplos alias para fingir-se de povo. Discuto para mostrar para os leitores que quando não se tem argumento não se tem razão, e só resta a falácia, a mentira.

      Alex

      Excluir
  8. Apenas duas observações sobre o texto: primeira que como sou autor publicado pela amazon, esclareço que, embora o texto diga que "este programa (de 70% de royalties) não está disponível para brasileiros!", temos sim essa opção, que foi escolhida por mim, visto meus livros terem o preço e US$ 2,99. O que ocorre é que só recebemos esse percentual quando as vendas são feitas em qualquer dos países que têm lojas oficiais da Amazon (US, Itália, Alemanha, França, Espanha e Reino Unido).

    Segunda, quando dito que "No Brasil a Amazon não tem qualquer penetração, não tem qualquer participação do mercado que não advenha de compras de brasileiros no exterior; ", informo que qualquer Brasileiro pode sim comprar os livros aqui no Brasil, bastando ter um cartão internacional, visto o kindle funcionar perfeitamente aqui.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado Sérgio,

      Tomei como base o texto da Amazon, mas me esclareça uma coisa, se um brasileiro com cartão internacional compra na Amazon USA, você recebe os 70%?

      Quando digo que não tem penetração, apenas a advinda de compras no exterior, considero os livros que compro aqui com cartão internacional uma compra no exterior, visto que não dá para comprar da Amazon com cartão nacional.

      Abraço,
      Alex

      Excluir
  9. Vejam como o governo do PT é contra o livro e a educação:

    http://br.noticias.yahoo.com/ministra-cultura-anuncia-r-373-milhões-estimular-leitura-210447811.html

    Ministra da Cultura anuncia R$ 373 milhões para estimular leitura
    Por Demétrio Weber (demetrio@bsb.oglobo.com.br) | Agência O Globo – seg, 23 de abr de 2012

    BRASÍLIA - A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, anunciou nesta segunda-feira que a pasta investirá R$ 373 milhões, este ano, em ações para fomentar a leitura, incluindo a construção e reforma de bibliotecas e a instalação de telecentros nessas bibliotecas. Ao todo, de acordo com o ministério, serão desenvolvidos 42 projetos para promover o livro, a leitura, a literatura, as bibliotecas e a criação e a difusão da literatura brasileira. A coordenação das ações será da Fundação Biblioteca Nacional (FBN).

    A maior parte dos recursos - R$ 254 milhões - será destinada à implantação e reforma de bibliotecas. Segundo o ministério, haverá investimentos também na ampliação dos acervos e na formação de bibliotecários e funcionários de 2.700 bibliotecas municipais e comunitárias, em 1.500 municípios de todos os estados.
    As ações fazem parte do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL). Haverá desembolso também para feiras literárias, contratação de mediadores de leitura e concessão de bolsas para escritores. Será lançada ainda uma coleção com 100 obras clássicas brasileiras no formato ebook, para bibliotecas digitais.
    Ana de Hollanda disse que a leitura precisa ser cultivada para além dos muros da escola:
    - Um brasileiro que lê cresce mais e o Brasil cresce junto - disse Ana de Hollanda.

    -------------

    Como se vê, é uma "seita" do mal, com planos diabólicos de disseminação da ignorância.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
    2. Daniel,

      Responda-me, quanto o PT gastou em projetos para incentivar leitura de 2007 a 2012? O que quer que tenha gasto foi ao ralo! Pois o brasileiro ficou menos leitor. Novamente digo: premiar a incompetência não adianta, e isto é um projeto, não saiu do papel não sabemos se sairá, como as obras do PAC que são fictícias, mas desviam muito dinheiro.
      Além disso fica meu argumento: parar com a cobrança inconstitucional e imoral ao ebook e ao e-reader é um ato ínfimo, se não o fazem, são contra o livro, e como livro é a matéria básica da educação, são contra a educação. O PT é contra a educação do brasileiro, quem vota em quem é contra a educação?

      Alex

      Excluir
  10. Nelson,

    Verdade, “quod erat demonstrandum”Os exemplos nos antecipam.

    Alex

    ResponderExcluir