sexta-feira, 2 de março de 2012

Um pouco mais sobre kindlemaníacos

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A última newsletter do Booklending, destaca uma pesquisa realizada pelo Kindle Nation Daily a respeito dos hábitos de kindlemaníacos, principalmente, os residentes nos EUA (93,5%).

Com respostas de 1.580 apreciadores do(s) aparelho(s) da Amazon, a compilação dos dados parece refletir uma realidade bem distante da nossa, mas vale conferir e, claro, tergiversar sobre as perspectivas de nos aproximarmos desse cenário no médio prazo.

Sigamos, então. Os resultados são apresentados em versão resumida (rankings) e de modo detalhado (basta clicar no show details), com identificação dos percentuais de cada resposta. O ranking foi calculado dividindo a soma de todas as classificações ponderadas pelo número de respostas totais.

Aproximadamente 45% dos pesquisadospossui um Kindle Fire em sua residência (alguns poucos tem mais de um na residência), e 32,8% tem também algum Kindle e-Ink (seja Touch, Basic, Keyboard, 1, 2, 3, ou DX). O interesse em adquirir um Kindle Fire no próximo ano está presente em aproximadamente 40% dos proprietários de aparelhos e-Ink. Os cinco usos mais citados par ao Kindle Fire foram a leitura de livros, a navegação pela web, os Jogos, a leitura de e-mails e as compras.

Já sabemos que as vendas de e-books por lá decolaram faz tempo, mas a pesquisa deixa claro que o volume de compras tem relação estreita com o preço do e-book, para uma boa parte deos consumidores. Notem que 40% dos usuários menciona comprar até 5 e-books / ano com preço acima de US$ 10.00, mas o volume de compras dos e-books com valor entre US$0.99 e US$9,99, é mais expressivo: 47,8% dos pesquisados diz comprar pelo menos 15 a 30 e-books / ano nesta faixa de preço. Ainda no tema preços não é surpreendente, a pesquisa mostra a expectativa dos kindlemaníacos de que e-books sejam vendidos por valores mais baixos que os livros impressos 62,1% concordou com a afirmativa de que preços elevados de lançamentos e sucessos editoriais pode ser um estímulo para conhecer autores indies.

Na hora de escolher os títulos para comprar, mais de 70% das pessoas relata que a indicação de amigos tem algum peso na sua decisão. Recomendações do Kindle Nation Daily também foram prestigiadas. No geral, dá para inferir que compras “aleatórias”, ou seja, de ilustres desconhecidos, não parecem ser freqüentes. Uma das constatações mais curiosas, para mim, foi a de que a prática de baixar amostras antes de efetivar a compra é pouco frequente (somando a prática frequente com o “sempre” temos apenas 21,6%). Eu que baixo muitos sample antes de comprar alguma obra, acreditava que isso era corriqueiro.

A pesquisa completa pode ser acessada aqui.

Nota: a primeira versão deste apanhado foi gentil e atentamente revisada pelo Eduardo Melo, da Simplíssimo, que me fez acordar para pontos onde tinha feito uma leitura apressada e equivocada de certos dados apresentados.

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