sexta-feira, 16 de março de 2012

ReaderCast12 - Pirataria em Debate!

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Finalmente está saindo o episódio com mais de uma semana de atraso!
Entretanto o atraso é justificável já que tivemos um bom trabalho limpando o áudio que estava com muito ruído.
Não ficou perfeito mas agora dá pra escutar, espero que seja informativo.


Nesta Edição Paulo Carvalho, Maurem Kayna, Alex Bubel, Noga Sklar e Leandro Souza, Debatem sobre a questão da pirataria nos e-books.

Duração: 50:32






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17 comentários:

  1. Não gosto de Pirataria, mas como assistir animes no Brasil? Como ir ao cinema se em minha cidade só passa filme dublado? Adoraria comprar livros digitais com preços justos à baixar na internet um livro de 500MB, pdf, scaneado, mal formatado.

    Sobre o podcast, a coisa que tiro é que as editoras não podem pensar apenas nos leitores antigos(modo de ler) e sim mirar nos novos leitores, passando conteúdos para os 2 lados, sabendo que o lado mais antigo possivelmente acabará. Se não o fizerem seu negócio irá fechar as portas, bem antes do que se imagina.

    O mesmo acontece com jogos, a próxima geração de consoles talvez funcione apenas com distribuição digital, isso acaba com lojas de jogos em todo mundo. É uma possível realidade, que empresas do ramo terão que repensar o modo de como operar seus negócios.

    Sobre os ereaders.. ainda vejo 10 anos pela frente de vida.

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    1. Ainda não ouvi, mas o Nilo tem razão em um coisa, pelo menos, livro no Brasil é artigo de luxo. E pra você ter ebook com um preço justo só aprendendo inglês.

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    2. Já estou começando a pensar em ler apenas livros em ENG enquanto a amazon.com não chega no Brasil.. =(

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    3. ja aderi a esse pensamento.
      meu kindle saiu dos USA sabado passado, acho q ate sexta q vem chega aqui em casa (se a alfandega não barrar)

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  2. Adoro o tema. Vou escutar e depois eu volto para comentar.

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  3. Parecem que estão tentando reinventar a roda. A amazon já inventou, agora basta aprimorar.
    O preço tem que ser justo, se um livro físico é 40 reais o mesmo livro não pode chegar em 30 no formato digital.

    Vamos pegar essa ferramenta e empréstimos de livro da amazon e vamos melhorar ela. Isso é perfeito, eu compro um livro e quero que você leia, te empresto.

    Vamos melhorar a distribuição, tivemos um exemplo aqui mesmo no blog.
    O sirFulano tá atrás de um livro que não existe em formato digital no Brasil, o que ele faz? Fica fluente em inglês, pede no banco um cartão internacional e manda dinheiro para o mercado exterior? Ou desiste do ereader e compra o livro físico?

    Eu acho que a amazon já deu o caminho das pedras, mostrou como que funciona, ignorar esse caminho é burrice.

    Enfim, é o que eu penso.

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    O primeiro tem um preço justo. Achei interessante a história e comprei o livro. 12 reais, vale a pena testar.
    Mas o do "lançamento" é nó mínimo uma sacanagem esse preço.

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  4. Audio da Nogla péssimo, mas como ela só foi lá defender o peixe dela com opiniões absolutas e imutáveis não faz muita diferença...

    Concordo totalmente com o que falaram que mesmo um e-book pirata tendo 10 mil downloads não quer dizer que ele teria vendido essas 10 mil copias, muita gente baixa o arquivo apenas por baixar só porque ele está disponível eu mesmo tenho muito ebook aqui que eu sequer enviei para o kindle...

    DRM é uma proteção burra só atrapalha o usuário final que quer comprar quem quer quebrar ela vai quebrar de qualquer maneira, quando as editoras começarem a vender os e-books a preços justos e sem restrições pode ser que consigam melhorar o cenário de vendas no Brasil.

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    1. Pois é esse problemas de gravar via Skype, entretanto acho que a participação da Noga contribuiu muito para o debate e valeu a pena postar o podcast mesmo com a baixa qualidade de áudio.

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    2. Eu também achei o áudio dela BEM desagradável, mas acho que a participação dela foi interessante para mostrar a visão da velha mídia sobre a nova.
      Eu ainda vou redigir um comentário geral mais completo...

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  5. Introdução: esse comentário foi estruturado durante minha aula de cálculo 1, fiz anotações enquanto ouvia o podcast. Acho que será notável que minha colocação é praticamente sempre em oposição à Nogla, não faço isso por achar que ela está de toda errada, o faço por não ter muito o que falar sobre as colocações dos outros participantes.
    Irei colocar algumas transcrições do podcast para introduzir o aspecto a ser abordado, se alguém achar que elas estão fora de contexto e que eu estou sendo tendencionista de mais, comente, por favor.

    -”Não pode haver pirataria”- Sempre haverá pirataria. Desde a criação da prensa tipográfica, onde começou a produção em massa de livros há pirataria. Inclusive, foi a partir da industria dos livros que surgiu essa “pirataria” que conhecemos hoje.*
    Não pode-se esperar que a pirataria acabe, deve-se combatê-la constantemente e sobrepujá-la.

    -“O autor tem que definir se ele quer dar o livro de graça ou se ele quer viver profissionalmente disso” - Essa frase é complicada, ela me sugere dois pontos a observar:
    1. Não é porque o autor distribui seu livro gratuitamente que ele não pode viver de escrever, isso não quer dizer nem mesmo que ele não ganhará dinheiro com esse livro.
    2. “Escritor profissional”. Eu sou um tanto cético com isso, eu sei que tem pessoas que vivem exclusivamente disso, mas não sei qual seria a proporção de escritores que possuem a escrita como única fonte de renda e os que possuem-na como segunda fonte. Isso é algo que merece e precisa de uma discussão mais profunda.

    Há uma sutil diferença entre como a convidada e o Paulo se referem aos livros em diversas partes do cast, perceberam? Ela usa a palavra “produto” por diversas vezes, enquanto o Paulo usa a palavra “conteúdo” em outras tantas. Pode parecer um detalhe irrelevante, mas é uma mostra de como ambos encaram os livros digitais de uma maneira diferente, a Nogla os percebe da mesma forma que um livreiro vê um livro físico, enquanto nosso host está com uma visão mais próxima dos usuários da internet. Isso faz toda a diferença na hora de entendermos o debate.

    Acho que faltou uma coisa para esse debate rolar melhor: informação. Não estou dizendo que os participantes são desinformados, mas sim que faltou (ou falta) dados sobre os escritores e os leitores brasileiros. Porque muitos argumentos foram baseados em casos isolados ou achismos, o que acaba restringindo o debate às opiniões dos participantes.

    Vocês tentaram especular, e alguns até tentaram afirmar, o futuro da tecnologia e dos meios de comércio, eu achei que essas partes foram infrutíferas, e acho que é uma tarefa impossível, devido a diversos fatores.

    A pirataria, teoricamente, fornece um material de menor qualidade que um profissional, mas os serviços piratas costumas ser muito mais agradáveis e fáceis de usar que a maioria das livrarias.

    P.S.: Embora não tenham oferecido, eu tomo o título de “padrinho” do ReaderCast, já que fui eu que , oficialmente, tive a ideia para o novo nome.

    *Eu tenho como referencia para a origem da pirataria a monografia do Filipe Silva Siqueira sobre o assunto. Link para a monografia http://bit.ly/uyst72
    P.P.S.: Ele falou que não pode divulgar em formato ebook, mas eu consegui converter, se alguém quiser, eu mando por e-mail.

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    1. Legal gustavo ótimas observações, realmente nos baseamos mais em nossas experiências pessoais que em dados concretos, muito embora em nossas experiência temos acesso a muitos dados.
      Pode se considerar parte do podcast, a sua contribuição com o nome foi muito boa.

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  6. Achei a maioria das argumentações da Nogla muito fracas e me parece alguém muito alienada da realidade atual da internet. Algumas frases que ela soltou me chamaram atenção:

    -“O autor tem que definir se ele quer dar o livro de graça ou se ele quer viver profissionalmente de escrever” - Por que OU um OU outro ? No próprio cast foi divulgado o caso da menina que ficou famosa vendendo livro (de zumbis ?) de graça no inicio e depois aumentou um pouco o preço.

    “Não sei como as outras editoras protegem seus livros” - Alguém no ramo dela não deveria pelo menos conhecer as alternativas ?

    “O hacker se diverte com isso, é uma personalidade criminosa” - quando falava sobre usuários comuns que são obrigados a quebrar DRM para ler em todos os lugares

    “eu não tô por dentro desses mecanismos, eu não tenho conhecimento para discutir coisa nesse nível” - quando falava sobre contas no steam e estratégias alternativas para vender produtos na internet.

    “Você está querendo fazer um produto que não é um livro, é outra coisa” – quando falava sobre a possibilidade de ganhar dinheiro com serviços agregados ao livro e não com o livro em si.


    Em minha opinião o caminho é exatamente esse. Colocar uns anúncios nos livros e disponibilizar para download. Mesmo que o livro fosse baixado de um lugar não oficial, o anúncio estaria lá e portanto o anunciante não precisaria se preocupar. Quem sabe até desenvolver um mecanismo para atualizar esses anúncios de forma automática...

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    1. Olha, eu acho um pouco injusto com a Nogla você tirar essas frases do contexto e contra-argumentar em cima delas.
      Ela falou que “Você está querendo fazer um produto que não é um livro, é outra coisa” pois disse que esse modelo funciona melhor para conteúdos multi-midias, e que esses não seriam livros.

      Eu não acho que ela seja obrigada a saber das alternativas existentes no mercado, ela não se propõe a ser uma especialista no assunto, entende? Ela só se propõe a ser uma editora que vende seus livros na internet.

      Ela não quer inventar a roda digital, ela só quer fazer que a roda analógica gire na internet. Se isso vai funcionar, ou não, só o tempo dirá.

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  7. Sem palavras, no meio de tanta discussão e argumentos só consegui chegar a uma conclusão deste debate em particular.

    -Se o destino dos ebooks depende de pessoas como a senhora Noga Sklar, vamos continuar tendo DRM e continuará sendo privilegiado o livro físico.

    Incrível ela comentou do ebook ser mais barato que o físico, podemos notar que ela não compra ebooks nas livrarias brasileiras está afirmação não é a normalidade e sim uma mera exceção de alguns ebooks, na pratica o valor é infimamente menor comparado com o físico.
    Pra finalizar fica até inviável debater o assunto com pessoas assim podemos notar pelos comentários que ela desconhece os eboks e como mercado hoje funciona, chequei a me mijar de rir quando ela afirmou para a nossa amiga que em 3 meses a amazon vai chegar e trazer os títulos digitais e ela não iria precisar quebrar mais a DRM ,ela simplesmente vai continuar com a DRM e vai te perder pra Amazon esta abrindo mão de um leitor.
    Resumo da ópera, enquanto tivermos pessoas assim comandando os modelos de negocio das livrarias o ebook não vai decolar.... e a Amazon vai atropelar todos..
    At. Thiago Quines

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  8. Thiago, eu acho que você se enganou em algumas coisas.

    A respeito do preço dos livros, me parece que os da editora dela realmente possuem um preço mais justos e encarei o comentário dela como uma prática a quem pratica esse valor de apenas 20% mais barato que o livro físico.

    E sobre o caso da Amazon chegar e ela não precisar mais quebrar drm é pq ela quebra para poder ler no Kindle, uma vez que a amazon tenha o mesmo título em português que ela está procurando não seria mais necessário quebrar o drm para ler no dispositivo dela.

    Vou reforçar a parte que eu digo "eu acho". Posso estar errado na minha visão, mas vi assim.

    Sobre a drm, li em algum lugar que o paulo coelho resolveu disponibilizar todos os livros dele porque ele não tinha vendas em um mercado exterior, se não me engano Rússia, e depois que piratearam um livro dele lá as vendas dele aumentaram consideravelmente. Então ele resolveu liberar todos os livros para download exceto o lançamento. Ou algo do tipo.

    Acho que esse seria mais um exemplo de liberar para vender mais outras obras.

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    1. Tudo bem Spallenza, muito interessante eu não tinha a informação que a editora dela praticava preços convidativos é bom saber, mas eu estava me referindo ao mercado brasileiro em geral, basta ver as maiores livrarias nacionais...
      Sobre a DRM vou elucidar meu comentário, mesmo que um ebook com a chegada na Amazon existam na livraria X e na Amazon se a livraria X vender mais barato mas com DRM não poderei comprar legalmente o livro pois meu kindle não pode ler o arquivo, compreendeste o DRM é um atraso total, manter o DRM é incentivar a pirataria, se todas as livrarias vendessem seus ebooks sem DRM eu poderia escolher a mais barata ou a com melhor atendimento ou suporte e comprar...
      Não é o futuro que estou vendo, o que vejo são livrarias combatendo umas as outras escravizando seus leitores a força, e com isso abrindo margem aos salvadores messias "prateiros" que como com um milagre removem os cadeados das prisões...(uffff fiz uma dramatização básica heheeh)
      Mas muito bacana, o legal é isso discutirmos para podermos propor modelos melhores só reclamar também não é a solução...
      Penso na minha opinião que o melhor seria ebooks sem DRM e com preço mais acessível que um impresso, e o resto é capitalismo quem tiver melhor preço ou atendimento ou algo diferenciado vai abocanhar partes do mercado... com a facilitação e barateamento dos ebooks a pirataria tende a se tornar muito menor do que é hoje (minha opinião eu não baixaria um ebook pirata se pudesse comprar o mesmo ebook por alguns reais com certa facilidade direto no meu dispositivo)....
      Abraço a todos os Kindle maníacos...

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  9. Uma coisa sobre a editora da Noga precisa ser dita, os preços são realmente convidativos e de todos os e-books à venda na cultura os de sua editora são os únicos que disponibilizam amostra grátis. Mas acho mesmo sua posição um tanto engessada e baseada numa visão pouco abrangente do que são os leitores potenciais desse modelo de disponibilização de conteúdo

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