sábado, 17 de março de 2012

O Mundo Kafkiano da Leitura Digital

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Com toda esta discussão, com todo o terrorismo que vemos no assunto e-book, a razão fica de lado e nos deixamos levar por quem nada entende de literatura ou livros, por aqueles que vêem apenas um produto, indiferente do salgadinho, refrigerante, sabão ou papel higiênico; cultura, arte e literatura são material distinto, fugindo da simples produtificação, pois assim como livros são vistos apenas como produtos, pessoas são apenas consumidores, amorfos, medíocres, despidos de qualquer individualidade que os classifique como seres humanos.

Notícias alarmistas nos informam que neste ano serão vendidos mais tablets que e-readers, portanto, será o tablet o aparelho suporte dos livros, já pararam para pensar o quão estúpida é esta afirmação? Já temos mais computadores do que leitores, isto é fato, e o tablet vem substituir o computador para a maioria dos usuários; o tablet é um computador, mais lento, com menos memória, mais leve, portátil e não precisa de cinco minutos para iniciar; mas antes de mais nada é um computador, com sua tela capaz de ver vídeos, bateria de duração limitada. O e-reader com e-ink é para o leitor, é para livro e para o resto ele é medíocre,aliás, menos que medíocre, ruim mesmo, mas para literatura é muitíssimo superior pois traz para o digital o mesmo conforto do papel, ainda é mais leve e portátil, desonerando de forma brutal os custos de publicação, pois tira os recursos físicos da jogada. Democratiza não só a literatura, como também a edição de livros, tornando todo o processo mais barato e acessível.

É o óbvio ululante que e-readers venderão menos que tablets, alguém tem dúvida? E-reader é para leitor, para quem quer ler, e existe mais gente que quer usar o computador para ver mails, falar ao telefone, assistir vídeos, organizar a agenda, navegar na internet, jogar, chatear, e mais um monte de outras coisas e dentre elas também ler; e apesar de serem em menor número, leitores lêem mais, muito mais, querem conforto, poder de escolha e individualidade.

Pense bem, seria possível encontrar dois leitores que leram os exatos mesmos livros? Existe um universo de escolha, existem mais livros do que qualquer ser humano sonhou em ler ou desejaria; literatura, antes de tudo é escolha, e esta não existe sem diversidade ou liberdade.

Costumo afirmar: o que derrubou o socialismo na antiga URSS não foi a economia, não foi a ideologia, não foi a corrupção, não foi a estupidez estatal, foi a calça jeans! Nos tempos dourados do capitalismo, as pessoas, e principalmente os que viviam nos regimes socialistas, achavam que a diversidade e liberdade de escolha eram atributos do “livre mercado”, nós podíamos comprar uma calça jeans, assim como tínhamos diversas para escolher, os socialistas não tinham, quando tinham café para comprar era uma marca e uma grande fila, aqui não tínhamos fila e diversas marcas para escolher, aliás, uma piadinha que ouvi na época vinda da URSS: Em um dia muito frio, chuvoso, com a rua enlameada, lá estava uma das famosas filas para comprar, hoje havia biscoito, e os cidadãos se alinhavam naquele tempo medonho para garantir aquilo que raramente tinham, em um dado momento, com a fila já alcançando cinco quarteirões, e vocês não sabem como são grandes em Moscow, o produto acaba, e no meio do silêncio, indignado, um cidadão furibundo começa a vociferar — Não agüento mais! Chega de fila, isto não é vida, vou matar o Brejnev! — Os cidadãos o observam aterrorizados, com medo que um dos membros do partido veja tal manifestação burguesa, mas com aquele tempo horrível, não havia este perigo, os ligados ao partido estavam confortáveis e bem aquecidos em suas casas. Na semana seguinte outra fila forma-se, e lá está o mesmo homem que dizia ir matar Brejnev, alguns olham assustados, se afastam, mas um dos que presenciaram o show da fila anterior não se contém de curiosidade e faz a pergunta — O senhor não disse que iria matar o Brejnev? — cabisbaixo e resignado o outro responde — Fui, juro que fui, mas não agüentei, a fila por lá era muito maior!

Eis nós aqui, virado o milênio, com a união soviética derrubada, discutindo a hegemonia de um produto, como na antiga URSS, onde não havia espaço para a diversidade ou liberdade. Os soviéticos caíram, pois atingiram o fim primeiro do capitalismo, o domínio do mercado, a hegemonia, a mesma que um partido ditatorial impunha nos países ditos comunistas. É triste dizer que o futuro do capitalismo é um comunismo ainda mais vicioso e boçal, com empresas dominando completamente o mercado com um único e medíocre produto para assim suprimir a liberdade de escolha — É melhor comprar este, pois não tem escolha! — isto já ocorre com as câmeras fotográficas, não há mais espaço para os que não sentem-se confortáveis nadando no meio da mediocridade.

Na literatura, o poder de escolha é supremo, os livros que lemos são um conjunto único e muito mais que as roupas que usamos, as tatuagens que ostentamos, os piercings que nos infligimos, é o que lemos que nos diferencia, nos dá argumentos que formam nosso pensamento e forjam nossa individualidade. Esta é a essência da liberdade, da literatura, diversidade de escolha!

Por muito tempo o poder aquisitivo restringiu nossa liberdade literária, nossa escolha esteve limitada pelo conteúdo do bolso, alguns mais limitados, outros menos. Logo depois a limitação veio não só dos fatores financeiros, mas dos mercadológicos, livros que não interessavam à massa deixaram de existir, quase impossíveis de se conseguir, e não estou falando apenas dos assuntos de nicho, alguns clássicos importantíssimos também eram raridades. A limitação da individualidade também vinha por conta do suposto “mercado livre”. Na minha lista de leitura para o vestibular estava “O barão” de Branquinho da Fonseca, rodei todas as livrarias, ninguém tinha o famigerado, e olha que estava na lista do vestibular! Fui encontrar o livro com uma vizinha, professora, que me emprestou, livro excelente, em extinção.

O que me deixa mais entusiasmado com o e-reader é: hoje já aumenta o poder de escolha, “O Barão” aí está, em domínio público para quem quiser ler, gratuito; antes nem pagando poderia ler. E qual o motivo da minha ênfase no e-reader? Conforto, necessário para a concentração. Tenho olhos claros, não sei se o mesmo ocorre a quem os ganhou escuros, mas minha vista dói, fica cansada ao ler mais de duas horas em uma tela retro-iluminada. O tablet é um substituto porco para o livro de papel, mas o e-ink é perfeito! Sem falar na bateria, no meu dura dois meses! Além de ser muito mais leve e confortável, preciso dizer mais? Dá para ver como estas comparações apocalípticas são absurdas? E-reader não compete com tablet, literatura não compete com cinema, pelo menos para os leitores.

O privilégio de um e-reader representa um salto de cultura para quem o possui, mesmo que este não compre nenhum livro. Desdenha-se o que já existe em domínio público, mas há o melhor, para todos os gostos, gratuito e de excelente qualidade: para a garotada temos Jules Verne, Conan Doyle,Sir Walter Scott, Maurice Leblanc, Melville, Robert Louis Stevenson, Lovecaft, Poe, só para citar alguns. Também em domínio público: Machado, Aluísio Azevedo, Flaubert, Dante, Shakespeare, todas as Brontë, Jane Austen, Joyce, Woolf, Dickens, Defoe, Sterne, Rabelais, Pessoa, Walt Whitman, só do que puxo de memória, mas há muito mais, de excelente qualidade!

Não é magnífico? Vejam a quantidade de boa literatura que vem de brinde quando compra um e-reader, e ao contrário da maioria dos brindes, este não está embutido no preço, como sempre estão nas enganosas promoções. É um presente, um direito à herança do melhor da raça humana! Começam a entender a minha empolgação com o e-reader? Leitura é um ato solitário, exige concentração, mas fica muito mais saborosa quando partilhamos livros com os amigos, indicamos os que gostamos e recebemos de volta valorosas recomendações, opiniões para confrontar com as que tivemos, em um debate saudável, esclarecedor, indispensável para trazer a luz para as questões humanas. Quem não fica empolgado para discutir um livro logo depois que o leu? E para isto é preciso encontrar outros que também leram. O mundo da leitura não é mais vivo que o das redes sociais e seu conteúdo banal? Podem ser usadas para discutir os assuntos mais elevados, mas o que lá encontra-se? Nada! Por falta de literatura, por falta de cultura!

Aqueles que atingiram o topo do mundo capitalista vão lá e compram uma ferrary, um porche, é uma maneira de se distinguir, uma maneira comercial, ao alcance de quem tem numerário suficiente para tal aquisição, seja ganho de forma honrada ou não. São caros? Caríssimos! Paga-se pela exclusividade, por um sentimento de superioridade, idiota e fútil, mas estes possuidores de carrões sentem-se inferiores diante do pobre que nada mais tem que cultura; mesmo morando em um barril, os de amplas posses invejam o que não podem alcançar com o dinheiro, e invejam mais do que os que não tem carrões e que talvez nem liguem para um. Por isto digo, não é a cultura de valor inestimável e invendável? Mesmo no nosso estúpido mundo do capital materialista? Se há algo no nosso mundo moderno que está ficando evidente é a cultura ficar solta do mundo materialista, e o e-reader é uma das ferramentas mais valiosas neste processo.

Se leram até aqui o que escrevi, podem imaginar como fico louco com este imposto cobrado no e-reader. Não tolero hipocrisia, deviam ter escrito sobre elas nas tábuas da lei, ou escreveram e foi apagado, ou mudado, pois a hipocrisia é apenas a forma prática da mentira, embuste, falsidade, calúnia. Cansei de ficarmos mendigando nossos direitos, esses políticos hipócritas que aí estão, devem nos representar, mas isto é apenas uma fábula, defendem os seus interesses e não representam nada que não seja o próprio umbigo. Por isto afirmo, enquanto existir este vício, não há democracia, não vivemos em um regime democrático, é apenas um embuste, para usurpar do povo o poder, pois nas democracias quem está no poder é o povo e não o governante. Nosso país diz tentar ser democrático, mas não é, e nenhum outro onde os representantes não representam o povo, e este não tem sua individualidade garantida por uma carta de direitos universal. Nunca vivemos uma época tão obscurantista, e logo a perseguição irá instalar-se com mais força, pois ela já existe, vejam: a mídia não ousa falar dos absurdos que o governo comete, e muito menos a indústria editorial, mais interessada em fincar os dentes em uma das gordas tetas do governo do que fomentar a literatura. Diante de um governo tão persecutório, todos calam, pois querem das burras do estado tirar um naco. Nem na ditadura tivemos pelegos tão adestrados, morrem de medo de falar a menor verdade que seja, mesmo de um governo que diante do debate foge como o diabo foge da cruz, pois sabe não ter argumento e nem ao menos mérito para dialogar com a sociedade. Não se ouve a sociedade, não se cumpre o que se fala, não vivemos em democracia, é apenas uma forma incipiente de ditadura.

Se eles não pensam em nosso bem, nem ao menos respeitam nosso direito, e acham que o dinheiro que pagamos não deve voltar ao cidadão, não vou ficar lamuriando e esperando enquanto nossas crianças crescem ignorantes e sem acesso à cultura, vou jogar na única moeda que entendem, mas com ferramentas limpas: razão e argumento, e peço que vocês me ajudem. Estamos às vésperas das eleições municipais, e o partido que ocupa o executivo, o PT, pretende desta vez e de forma hegemônica consolidar seu plano de poder, ocupando a maior parte das administrações municipais. Usam de propaganda maciça para enganar o eleitor, pois de seus feitos no governo federal não há nada que preste, e tudo que eles não querem é receber uma pecha impopular, pois esta é nossa força e nosso argumento, deixe-me explicar, leiam o trecho da constituição que transcrevo abaixo:

“DAS LIMITAÇÕES DO PODER DE TRIBUTAR
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
VI – instituir impostos sobre:
d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.”

Está claro para vocês? A constituição, nossa lei máxima veda a instituição de imposto em livros, note, não só livros como o papel a eles destinado. Qual motivo da existência deste parágrafo? Proteger a indústria do papel? Não! Proteger a indústria do livro? Também não! Em uma constituição de um país que se pretende democrático é preciso garantir uma coisa muito importante, a liberdade de expressão e a livre circulação de idéias. Está aí a única explicação racional de tais dizeres fazerem parte de nossa carta magna.

A constituição já veda o imposto ao livro, o PT, que é quem ocupa o governo não precisa de ninguém para acabar com o imposto da ignorância e dependência, que é o imposto ao e-reader e ao e-book. Se não acaba, é prova cabal que quer o brasileiro ignorante e sem acesso à cultura, e mais ainda, o brasileiro pobre, pois quem tem um pouco de conforto compra o e-reader em uma viagem ou paga o imposto extorsivo. É o brasileiro mais humilde que se beneficiaria mais com a isenção já preconizada na constituição, este imposto torna a desigualdade cultural maior, pois quem tem dinheiro lê mais e quem não tem não lê.

Assim, mostro sem sombra de dúvida que o PT é contra a educação, a liberação do imposto ao e-reader não é a única medida, mas é a mínima, ínfima prova de que há interesse na educação do brasileiro, pois sem acesso a livros não existe educação.

É aqui que vou pedir ajuda de vocês, acima estão os argumentos a serem lançados na cara de todo candidato do PT nas próximas eleições, se eles se dizem a favor da educação, por que não dão uma prova ínfima de sua boa vontade? Se não liberarem o imposto do livro, está mais que provado que são contra a educação, e quem quer votar em um candidato que mente e é abertamente contra a cultura do brasileiro?

Amigos, peço sua colaboração para divulgarem aos que conhecem na rede ou não esta pecha, e os argumentos que a suportam, vamos deixar de mendigar para exigir o que é nosso por direito, infelizmente não podemos contar com a oposição, estamos nessa sozinhos, nós cidadãos, cobrando os que deveriam nos representar, juntos somos maioria, queremos um Brasil mais culto, onde possamos discutir literatura, filosofia e política nas ruas com todos usando dos melhores argumentos para encontrarmos a solução dos nossos males, compartilhar literatura é um prazer, vamos dividir esta dádiva universal com todos os brasileiros e estigmatizar um governo que nos faz oposição e não nos representa.

Lembrem de espalhar a pecha: Governo que não faz o ato mínimo de tirar o imposto do e-reader e do e-book, não está interessado em melhorar a educação, joga contra, isto seria um ato mínimo do PT, não o fazem, não querem. Querem se livrar da pecha? Acabem com este imposto inconstitucional, indecente e imoral! Enquanto existir este imposto deixe claro, todos os candidatos que estamparem a rubrica PT são contra educação.

Conto com vocês, vamos fazer um país melhor, a começar pela educação, vamos exigir nosso direito na única moeda míope que estes políticos entendem, divulguem os argumentos e pixem os candidatos do PT para que o imposto da ignorância seja extinto como já preconiza a carta. Não se deixem amedrontar pelos raivosos ditadores pagos direta e indiretamente pelo governo, nós que somos apenas cidadãos devemos exigir o que é nosso de direito, já está tarde, estamos cultivando ignorantes, sem educação nosso país não verá solução.

Alex

13 comentários:

  1. Eu li o texto até o final. Achei ele bem tendencionista. Ele fala sobre argumentos mas não os vi quando criticou esse ou aquele grupo.

    Não posso dizer que é errado haver um post com um conteúdo tão pessoal nesse blog, mas acho que devo dizer que o texto, na minha opinião, tem um problema: Ele não deixa claro desde o início sobre o que se trata. Possui um título meio misterioso, começou relatando a realidade e a beleza dos e-reades e terminou criticando o PT.

    Acho que a mudança tributaria sobre os readers pode ocorrer sim, assim como ocorreu recentemente com os jogos eletrônicos. Mas para que isso ocorra, é necessário todo um processo, processo que não vai ocorrer se nós não nos mobilizarmos. E quando digo "nós" eu não me refiro à população brasileira, me refiro a aqueles que acham que os e-readers são relevantes para nosso país.

    Só gostaria de acrescentar uma coisa: nós que estamos aqui, frequentando esse blog, somos uma minoria dentro de outra: somos "leitores digitais" e somos leitores no Brasil. Acho que temos que pensar nisso, nossas vontades e opiniões são de uma minoria, isso não a invalida, mas a torna menos relevante na hora de se fazer política.

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    1. Gustavo,

      Não é mais fácil citar os argumentos que contesta, fica mais simples para um debate lógico, mostrei o texto constitucional que já existe, a lei que não é cumprida, sem livros não há educação, o governo do PT cobra um imposto ilegal e imoral; ilegal pois vai contra a letra da lei, afinal o livro, eletrônico ou não é o livro, se Branquinho da Fonseca pode estar em papel, o mesmo, o exato mesmo livro está no meio digital mais moderno. E como o papel, o meio digital é um meio para o livro, um meio para a livre circulação de idéias.

      Acho que você não entendeu: todos os posts do blog são pessoais! De qual autor trata o título? O que ele escreveu em ficção? E se a ficção deste autor se tornasse realidade? Lembre, este é um blog de leitores!

      Não meu amigo, não precisa de “O Processo”, que é apenas uma palavra para ocultar a inépcia ou a má fé, é só querer liberar, a lei já existe! Fui claro? Quais títulos Kafka escreveu?

      Se não entendeu, uma constituição é uma carta para defender o direito das minorias, mesmo as mais minoritárias, de uma única pessoa. Sem uma carta de direitos temos a ditadura da maioria, onde 51% poderiam mandar matar os outros 49%. Deixo claro o que é uma constituição e o motivo de ser indispensável no que se propõe democracia moderna?

      Alex

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    2. Eu não refutei seus argumentos porque eu concordo com a maior parte deles. Eu questionei um texto como o seu estar aqui porque ele é um texto bem atípico para o blog o que me causa uma estranheza, nada de mais.
      Blz, vamos assumir que a lei não está sendo cumprida, e que isso é uma conspiração do PT para manter a população ignorante. Como nós poderíamos mudar isso?

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    3. Gustavo,

      É só divulgar a verdade, não há ideologia, mentira ou falsidade nestes argumentos. Eles se esforçam para aprovar bebidas em estádios, contra a boa prática que existe, de proibir a bebida visto os incidentes que já temos com torcidas, mas não liberam o imposto da ignorância, o que depende exclusivamente do PT!

      O post é pessoal como todos, e aqui fazemos questão de desmistificar as bobagens que se diz de literatura digital, o que incomoda é que estou fugindo do generalismo covarde da imprensa para nomear os culpados, e garantir que o povo eleitor saiba de seus atos praticados contra o brasileiro.

      Por mais que leitores sejam poucos, são menores os apoiadores da ignorância, não há pai ou mãe que não deseje uma boa educação para os filhos, com toda certeza a grande massa da população dá valor à educação, e como educação não se faz sem livros, o imposto da ignorância que o PT cobra, vai diretamente contra a educação. É uma pecha verdadeira: um governo que não faz o mínimo para facilitar o acesso ao livro em realidade sabota a educação, mais claro que isto impossível.

      Veja, somos poucos leitores, mas a maioria dos eleitores é favorável à educação, é só deixar claro que se o PT não faz o mínimo para ajudar, e ainda atrapalha, é contra a educação, e ninguém vai votar em candidato que se afirma contra a educação! Mostrando que o PT é contra a educação fazemos pressão, pois ninguém vai votar em candidato do PT que quer os brasileiros ignorantes. Ou permitem o acesso do brasileiro ao e-reader, que é uma medida ínfima, ou o PT vai continuar estigmatizado como sabotador da educação!

      Alex

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  2. O que me incomoda é o seguinte, quando você diz que quando alguém é culpado ou responsável por algo, se esse alguém não existisse, o problema também não ocorreria, mas não é o que eu percebo dessa situação. Eu não vi qualquer outro partido apoiando a causa dos ereaders, se você souber de algum que o faça, por favor me avise.

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  3. Gustavo,

    É culpado pois tem o poder na mão! Poder implica em responsabilidade! Não é óbvio? Eles podem sem consultar ninguém liberar o imposto com o entendimento correto da lei, já distorceram leis antes por causas sujas, mas não as leram corretamente por causa nobre. O PT está no poder, tem o poder, pode com maior facilidade que as leis da copa mudar o imposto da ignorância, se não o fazem são contra a educação. Não me interesso nos outros partidos, eles não tem poder, não tem a prerrogativa de liberar o imposto, o PT tem! Mas mantém o imposto da ignorância, assim o PT é contra a Educação.

    Alex

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  4. Lembremos que há o Projeto de Lei Nº 114/10 de autoria do Sen Acir PDT, tramitando no Senado em caráter terminativo, pelo qual as terminologias burocráticas para igualar o conteúdo digital (e-book, audio-book, e-reader) ao conceito de livro expresso no trecho da constituição citado pelo Alex.

    Estamos acompanhado a movimentação desse projeto, inclusive em conversas com o Senador Inácio Arruda, PCdoB, o qual é o atual relator do projeto na Comissão de Educação. Contudo, ano passado o projeto foi incluso na pauta do dia mas foi retirado duas vezes, uma vez apedido do relator para adequação do texto, e outra por um motivo não explicado.

    Trocando em miúdos, esse projeto de lei quando votado irá isentar os e-readers e e-books de impostos, tecnicamente não é bem isso, mas na prática veremos os preços reduzirem drasticamente.

    Porém, não será esse fato que salvará a educação no nosso país.

    Acho oportuno o Alex tocar no assunto, inclusive será tema de um próximo ReaderCast, pois com as eleições aproximando-se precisamos alinhar com candidatos que tenham comprometimento com essa causa, afinal, parafraseando o grande Monteiro Lobato, "Um país se faz de homens e livros".

    E isso não é história da Carochinha, na prática é demorado, mas os resultados são a longo prazo. É só conhecermos um pouco da história dos países como Japão, Coréia do Sul, Alemanha. Todos países desenvolvidos que em algum momento, um grupo de governantes resolveu investir em educação e pesquisa.

    Então, concordo com o Alex que os Governos, Federal, Estadual e Municipal, independente de sigla partidária, estão estagnados e estagnando nosso país, simplesmente porque "forças ocultas" (que sabemos bem quais são) os impendem de criar um plano a longo prazo de desenvolvimento.

    E o que podemos fazer? Bem, nós aqui do EbookBr começamos a fazer nossa parte, através da promoção de discussões sobre o assunto, da campanha Eu Leio Livro Digital, enviando email periódicos aos Senadores que citei, e por meio de textos como esse do Alex por meio do qual sacudimos um pouco a cabeça, para sairmos do comodismo.

    Para encerrar quero citar Castro Alves:
    Oh,bendito o que semeia livros!
    Livros à mao cheia,e manda o povo pensar.
    O livro,caindo n´alma,
    É germe - que faz a palma;
    É chuva - que faz o mar!

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    1. Emanuel,

      Nossos literatos fizeram sua parte ao nos deixar livros de herança, falta a nossa: “semea-los”, apesar do projeto 114/10 que obriga o entendimento do governo,mesmo sem esta obrigação, o governo pode entender, e o texto da constituição é claro! Por isto denuncio a vigarice do PT e proponho a pecha: quem não é a favor do livro e cria barreiras, é contra a educação. Infelizmente eles só ouvem o próprio umbigo, assim os fazemos sentir nos votos nosso argumento.

      Alex

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  5. Excelente como sempre, Alex! Se ficarmos calados sem nunca "dar nomes aos bois", e como se fossemos cúmplices desses ridículos que nos gorvernam! Quase sempre por culpa de um povo sem educação e cultura, "pão, circo e dentaduras", que hoje são chamadas "bolsas", que os colocaram no poder!

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  6. Douglas,

    Realmente, chegou a hora de dar nomes aos bois e apontar os culpados, nos ajude a divulgar o argumento e a pecha, não dá para o PT ficar como o lorde Voldemort a quem não se fala o nome, eles querem se fingir de oposição sem obrigação, quando são governo e responsáveis pela miséria que vemos. Vamos dar os nomes dos culpados, dos responsáveis! O Pt é contra a educação e contra o livro! Você vota em quem é contra a educação?

    Alex

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  7. Ótimo texto, só discordo quanto ao fato de nossos governantes não representarem o povo, acho que é bem pelo contrário: o Brasil tem uma das democracias mais representativas do mundo.
    Vejam nossos políticos: burros, ignorantes e corruptos. É extamente o que o quase todo povo brasileiro é e quem nega isso mente descaradamente.

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    1. Não Samuel,

      Os representantes não representam o povo, há mais gente boa no Brasil do que esta escumalha que infesta o meio político profissional. Sua visão leva a um niilismo nichiano que não ajuda a melhorar-mos a coisa, o cidadão de bem não quer se meter no meio desta sujeira, mas tem de se ver que existem os mais e os menos sujos. O PT depois de ser desmoralizado no mensalão perdeu suas bandeiras de ética e moralidade e aposta no somos todos iguais, mas não é verdade, são piores, traíram o povo e apostam na desperança, uma variação do lema da ditadura “Brasil ame-o ou deixe-o”, o novo é “Brasil, aceite ou deixe o país para os ladrões”, não podemos aceitar, por mais que não existam políticos que eu votaria, tenho que escolher o menos pior, e no momento, pela luta contra a ética e a moralidade o PT é o pior! Viola o ideal democrático tentando implantar uma ditadura, sem esperança para o brasileiro. Nós não somos assim, não somos bandidos inumanos e não devemos ter complacência com quem é! Quem sabota a educação só quer o pior a nós brasileiros!

      Alex

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