terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Escrever não é uma atividade solitária.

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Quando pensamos no ato de escrever, algumas imagens nos vêem a mente.
O escritor solitário em sua torre de marfim, sozinho em um sítio no interior de Jeriquaquara escrevendo para o universo inteiro, compartilhando o mundo interior que o habita com todas aqueles que tenham sensibilidade para entendê-lo.
Mas apesar de bonitas estas imagens bucólicas estão longe da realidade, ou pelo menos deveriam estar.
Com isso não digo que o autor deva ser um popstar que distribui autógrafos da mesma forma que o Batman distribui socos, não estou falando que o exercício da escrita deve ser uma via de dois lados.
Como se o autor escreve um livro sozinho? Ele deve deixar todo mundo dar pitaco na obra e transformar a idéia num Frankenstein?
Novamente não é por aí.
O que eu quero dizer é que ao escrever o autor deve pensar, quem leria isso? Em muitos casos a resposta pode ser apenas eu, ou minha mãe.
A escrita deve comunicar, mas esta comunicação deve ser algo relevante para o leitor, e muitas vezes caímos no erro da introspecção extrema, e o arquétipo de autor solitário só contribui para isso.
Porque à menos que você esta escrevendo um diário secreto, escrever deve ser uma atividade social, e isso pode ser muito complicado.
Não sei vocês, mas eu detesto aquele sentimento de e daí que ocorre em algumas leituras.
Estamos a beira de uma revolução literária, o meio digital permite que muitos mais publiquem seus escritos, mas se os autores não se questionarem sobre o impacto que suas obras estão causando, a revolução será pobre.
Um ponto a ser lembrado é que muitos autores excelentes surgiram junto de outros, o que indica um ambiente de troca de idéias e críticas vivo, a internet nos possibilita trocar idéias com o mundo e o autor deve saber se aproveitar disso.

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