terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Biblioteca na Califórnia entra na briga dos livros eletrônicos

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A bibliotecária Sarah Houghton, que trabalha na Biblioteca Pública de San Rafael, na Califórnia, cansou-se da má vontade das editoras norte-americanas e resolveu colar um cartaz para incitar os frequentadores a exigir a presença de livros eletrônicos nas bibliotecas. No cartaz ao lado, a biblioteca lista as editoras que se recusaram a vender ou licenciar títulos em formato eletrônico e ainda dá as informações de contato para os interessados fazerem suas vozes serem ouvidas.

Já no Brasil, a caça às bruxas editoriais é diferente. As editoras que estão disponibilizado às bibliotecas públicas cópias de livros estrangeiros traduzidos para o português, sejam eles em formato impresso ou eletrônico, foram acusadas de plágio. Na maioria das vezes, as editoras estão "requentando" traduções feitas no século 20 por tradutores já falecidos e republicando-as praticamente na íntegra com nomes de tradutores fictícios ou até mesmo sob o nome dos donos ou executivos de tais editoras. Consequentemente, os direitos autorais pela tradução não são pagos aos parentes dos tradutores falecidos, sendo embolsados 100% pelas editoras.

Mais informações sobre a briga californiana na matéria (em inglês) da Publishing Perspectives e, sobre a briga brasileira, no blog "Não gosto de plágio", mantido pela tradutora Denise Bottman.

4 comentários:

  1. Nossa, que prática nojenta de nossas editoras ein.

    E sobre o cartaz da biblioteca imagino quantas pessoas já não cobraram à Sarah os livros digitais. Achei uma boa atitude.

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  2. O BookLending também disponibiliza uma ferramenta para que o usuário se reporte às editoras de títulos que não foram disponibilizados para empréstimo. Se o barulho for grande para um determinado ebook, acredito que desperte sim alguma reação.

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    1. Pois é, tem mesmo. Já usei para dois livros diferentes. Um deles tem bastante gente pedindo mas até agora nada.

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  3. Pois é, o jeito é mesmo colocar a boca no trombone, seja porque as editoras se recusam a disponibilizar livros eletrônicos nas bibliotecas para quem tem o orçamento apertado ou porque as editoras estão se aproveitando de traduções antigas e embolsando os direitos autorais indevidamente.

    Sobre o primeiro caso, temos um amigo que se enquadra nesse exemplo. Demos um Kindle de presente para ele no Natal (que também é o seu aniversário). Como ele lê muitos, mas muitos livros mesmo e o meu marido sabe a dor de cabeça que é ajudá-lo a se mudar e ter que levar aquelas caixas pesadas e cheias de livros de lá pra cá, resolvemos dar o Kindle de presente. Porém, como o salário dele dá justinho pra pagar as contas, a leitura dele está limitada aos livros eletrônicos disponíveis nas bibliotecas ou disponibilizados de graça pelos escritores independentes.

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