quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

e-books em português, poucos, mas baratos

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Não encarem isso como propaganda ou recomendação, mas como notícia. Vi o tweet da L&PM falando do seu catálogo em e-book e resolvi conferir. Confesso que cliquei no link um tanto sem expectativas e talvez por isso mesmo a surpresa foi boa. Há títulos de Jane Austen, Dostoiévski , Tchekhov (!!), Caio Fernando de Abreu e Sergio Faraco. Gostei de ver.

Os preços são convidativos, coisas entre R$8,00 e R$20,00 na maioria.



Pontos a favor para o site são a facilidade de pesquisa e o FAQ que está bastante didático. Ponto contra é a associação prioritária do e-book com o iPad e o uso de DRM, claro. Ainda, a compra não é feita pelo site da L&PM, mas diretamente na Cultura ou Saraiva, mas eles avisam que isso pode mudar em breve.



Assim que experimentar algum dos títulos, volto para comentar a editoração.


Escrito por Maurem Kayna

11 comentários:

  1. comprei alguns ebooks portugueses (1Q84, do Murakami e Matteo perdeu o emprego, do Gonçalo Tavares) e gostei muito da qualidade. O do Gonçalo tem até gravuras! E não ficou todo torto no kindle. Muito bom mesmo.

    ah, e também comprei na fnac da Espanha e na buscalibros do Chile - mas essa última agora está bloqueada para compradores do exterior. As livrarias da Argentina também não vendem ebooks para estrangeiros.

    aqui no Brasil, só gato sabido e cultura. A Saraiva tem aquele programinha nojento deles que é necessário baixar, além do adobe digital editions, e depois de armar um super barraco com o sac da loja nunca mais comprei nada por lá. Afinal, qual a necessidade de outro programa além do adobe?

    mas como Maurem vive ressaltando, os ebooks ainda precisam melhorar muito a apresentação ...

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  2. Em uma semana, eu adquiri dois livros digitais na Saraiva: O coração das trevas (Joseph Conrad) e Ulisses (James Joyce). Duas obras-primas da literatura mundial no formato Epub. Uma pena que os livros aqui no Brasil sejam comercializados apenas no formato Epub e PDF, todos com DRM, sem a opção do formato mobi para o Kindle.
    Achei o preço dos dois razoável. Paguei 10 reais e 39 reais, respectivamente. O Ulisses de Joyce impresso fica por cerca de 100 reais nas livrarias. Nesse sentido o formato digital apresentou um preço mais justo.
    Ponto positivo: as livrarias estão aumentando a oferta de títulos.
    Ponto negativo: as livrarias, além de não oferecerem no formato "mobi", vendem os livros com DRM. Uma idiotice restritiva sem igual. Seria o mesmo que comprar um arquivo de áudio em MP3 que tocasse apenas num tipo de dispositivo de uma marca exclusiva. Pura idiotice!
    Comprei e a primeira coisa que fiz foi remover o DRM e converter os arquivos para mobi, para ser usado no kindle.
    Dia desses, vi aqui no blog uma discussão sobre pirataria. Não sou a favor da pirataria, mas a atitude adotada pela maioria da livrarias, que comercializa livros digitais no Brasil, acaba estimulando esse tipo de prática. Infelizmente.
    Pra dizer a verdade, a pirataria muitas vezes funciona como subversão: se piratia porque se vende caro. Se paratia porque a oferta é limitada. Se paratia porque se limita o acesso.
    De certa forma, acabamos nos viciando nesse tipo de prática por falta de bom senso das livrarias digitais.
    Quando acordarem, pode ser muito tarde.
    O vício de conseguir os livros por outros meios já estará impregnado nos leitores e normalizado, em virtude das barreiras impostas pelas livrarias no Brasil.
    Não poderia existir uma idiotice maior.
    abs
    Carlos

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  3. Fiquei radiante ao ver os títulos. Vários da Agatha, Eça, F. Pessoa, Shakespeare...Preços convidativos. Mas ainda pecando na facilidade.

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  4. Eu fiquei feliz, pelo fato de tempo-em-tempo estarem surgindo mais títulos digiatais por aqui, mas por outro lado é chatíssimo esse lance do DRM... essas palhaçadas só acabam tendo fim quando as coisa tomam um rumo semelhante ao da indústria da música. A sorte desses tacanhos é que o consumo de livro digital não é tão voraz como o da música, que, abrange praticamente todas as "tribos e credos" , mas, enfim, devagar estamos chegando lá.

    O lance do EPub é outro ponto chato, e, mostra como os que fazem as "jogadas" estão desinformados, porque o
    Kindle, mesmo não sendo comercializado no Brasil (ainda ) oficialmente é o e-reader mais popular, no entanto, ainda não tem sua extensão .mobi nas prateleiras digitais. Como sou consumidor, sei mais que ninguém que é ridículo vc ter que comprar o produtor e ainda perder tempo convertendo-o. Tenho um IPAD tbm e digo que como leitor, ele não chega aos pés do Kindle.

    Espero que as coisas melhorem daqui pra frente...

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  5. Eu já conhecia a L&PM pq estava procurando e-books do Bukowski e só achei lá, só não comprei eles pq na hora de comprar fui redirecionado pra desgraça da saraiva a hora que começarem a vender direto no próprio site quem sabe eu compre...

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  6. Bom, pensando que os livros em papel da L&PM são comercializados nesse preço, não me surpreendo.
    Claro que é legal ter os livros digitais mais baratos que outras editoras, mas continuamos com o mesmo preço dos livros físicos (nesse caso os pocket da LP&M).

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  7. Bom acabei comprando agora um livro deles, fui pela opção da livraria cultura ao invés da saraiva (mas tive que ir direto no site pq a ligação deles de um site para o outro está bugada) e vou dizer que gostei, em menos de 15 minutos já estava com o "e-book em mãos", diferente da saraiva que obriga usar o programa dela além do digital editions na cultura é necessário apenas o digital editions e todo o processo da compra foi muito rápido diferente do que relatam da saraiva por ai...

    o preço se for comparar com o físico ainda é caro pq paguei 12 enquanto o físico deles é 14 mas acho que valeu, já retirei o drm converti em mobi e mandei para o kindle e a formatação está toda certinha, divisão de capítulos, parágrafos e etc

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  8. Enviei e-mail para a editora perguntando sobre possibilidades de oferecerem formato .mobi e a resposta foi que não há previsões sobre isso. O resultado é esse: leitores que como eu não compram ou leitores que quebram DRM e convertem o arquivo ara o formato desejado.

    E quanto ao preço? Acho um abuso cobrar apenas 2 reais menos que o livro físico...

    Será que isso vai acabar ou, pelo menos, melhorar com a chegada da Amazon?

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  9. Loja Cheia de Vida o pior do preço é que depois de comprar por 12 o e-book achei o físico na fnac por 10 mais barato que no site da própria editora o__O

    eles não disponibilizarem em outros formatos limita a venda mesmo, porque muita gente não faz a minima ideia de como tirar a drm ou mesmo que tenha noção de como fazer quer apenas comprar e ler sem ter que passar por nenhum outro processo...

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  10. Gabriel,
    tem toda razão, é por isso mesmo que eu não compro se tiver DRM. Prefiro buscar opções na Amazon, já que leio em inglês.

    De qualquer forma, segue informativo da LP&M sobre livros pocket a R$5,00 e os respectivos e-book a R$3,00:



    "Informativo L&PM Online - N° 352 - 05/01/2012
    NOVIDADES
    Definidos os primeiros títulos da Série 64 páginas que terá pockets a 5 reais

    64 páginas de pura literatura e com um preço ainda mais sedutor. Esta é a proposta da nova série que a L&PM Editores e que começará a ser publicada no final de janeiro. Serão contos, poemas e novelas curtas, de autores nacionais e internacionais, lançados simultaneamente em papel e e-book, sempre com exatas 64 páginas.

    Os livros da Série 64 páginas custarão sempre R$ 5,00 em formato pocket e R$ 3,00 em versão e-book. Os primeiros doze títulos já estão confirmados:

    - O mistério de Marie Rogêt, de Edgar Allan Poe

    - A corista & outras histórias, de Tchékhov

    - O retrato, de Gogol

    - Missa do Galo e outros contos, de Machado de Assis

    - O gato do Brasil e outras histórias de terror e suspense, de Arthur Conan Doyle

    - Antologia poética, de Fernando Pessoa

    - 120 tirinhas da Turma da Mônica

    - Fábulas chinesas, seleção de Sérgio Capparelli e Márcia Schmaltz

    - O diabo, de Tolstói

    - A mulher mais linda da cidade, de Charles Bukowski

    - Cenas de Nova York e outras viagens, de Jack Kerouac

    - Histórias de Sherlock Holmes (título provisório), de Arthur Conan Doyle

    Para março, estão previstos mais doze títulos que incluem Balzac, Agatha Christie, Raymond Chandler, Anaïs Nin e Simenon. E para o segundo semestre de 2012, mais uma dúzia de livros que ainda estão sendo definidos."

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  11. Concordo que o preço muito próximo do livro físico ou até maior é um jeito de afugentar o cliente, mas eu pessoalmente sempre penso na comodidade. Continuo comprando livros em papel, mas há certas obras (especialmente as mais volumosas) que prefiro ler no kindle. Quanto a tirar o DRM, eu mesma postei uma dica sobre como removê-lo de modo muito simples (http://kindle.blog.br/2011/10/e-books-formatos-drm-e-vida-de-um-e.html), mas sem dúvida o ideal seria que o eliminassem. Nenhuma das editoras nacionais vai adotar o formato Mobi, até porque acho que a Amazon detém certos direitos sobre ele. Mas se ao menos a conversão for facilitada, isso já seria bom. Só não podemos esquecer que nesse caso dos formatos, a preocupação não é conquistar clientes, mas sim disputá-los.

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