domingo, 8 de janeiro de 2012

"Só as grandes têm como desenvolver eBooks!" Será?

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Já sabemos que a Amazon contratou o Mauro Widman para negociar os e-books com as editoras.
Recentemente ele deu uma entrevista para a Folha onde entre outras coisas diz:
"Só as grandes têm departamentos de informática capazes de dar suporte para desenvolver um produto ainda complexo."
O que leva a crer que para uma editora entrar no mercado de e-book é preciso grandes recursos e aparato técnico.
E é justamente esta afirmação que julgo errada.Não apenas errada, mas leviana.
O que vemos no Brasil é justamente ao contrário as pequenas editoras se colocam na vanguarda do livro digital, não apenas no formato, mas também nos preços e diferentes meios de comercialização.
O fato é que para se fazer bons livros digitais é preciso apenas ter um bom profissional, apenas um, que entenda de Diagramação e linguagem HTML, claro é interessantíssimo uma avaliação severa do conteúdo inclusive com teste do livro final tanto no e-pub check como em diferentes aparelhos ou emuladores.
Fazer acreditarmos que apenas as grandes podem criar e-books é aumentar o mito e o lobby das grandes editoras.
Para a distribuição dos mesmos, a editora pode criar uma extrutura de e-comerce, que não é tão complicada, ou usar uma pronta, como a da Amazon, ou mesmo o Hotmart.
O fato é que os pequenos nunca tiveram tantas oportunidades quanto agora, principalmente se eles se unirem e se articularem em busca de melhor qualidade, divulgação, serviço e pontos de venda.

7 comentários:

  1. Eu imaginava o contrário: só as grandes conseguem um canal de distribuição de livros físicos, com a 'kindlerização', editoras pequenas e autores independentes alcançam um público maior (sempre dá para fazer analogia com o mercado fonográfico).
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    Achei importante a reportagem (será que Widman 'abocanhou' aquela vaga?), tomara que, em 6 meses não esteja disponível a venda nacional (sem necessidade de cartão internacional) não só de títulos como o Kindle em si. Pagar 450 reais pelo mesmo aparelho vendido a $79 é triste.

    Não sei como a maior livraria e e-commerce do mundo não consegue seduzir o governo para resolver a questão tributária logo. Será que tem dedão das editoras atrapalhando???

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  2. Pessoal, na opnião de vocês, o que representaria para nós, usuários do Kindle, essa provável entrada da Google no mercado de livros brasileiro? Seria tão importante quanto a entrada da Amazon?

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  3. Essa dificuldade toda do ebook no Brasil é tão somente por que ainda não é rentável às editoras. No dia que for rentável nunca mais ouviremos esse tipo de comentário do Mauro Widman. Enquanto isso, a pirataria grassa no país. Mais por incompetência e falta de interesse de editores e empresas do ramo.
    Eles deveriam pensar na formação de um novo tipo de leitor-consumidor. Ajudar as pessoas a assimilar esse tipo leitura eletrônica. Trabalhar na formação de novos leitores.
    E isso é difícil. Simplesmente porque essa turma também lê pouco, como boa parte dos brasileiros.
    O negócio deles é dinheiro. O que eles poderiam ganhar e muito, caso tivessem interesse em trabalhar o leitor, a formação de um novo tipo de leitor.
    Tristes trópicos!

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  4. Profissionais com experiência na área editorial e que dominem as linguagens web, ainda são a minoria. Até pouco tempo atrás, eram duas áreas completamente distintas, e há uma resistência natural dos profissionais da área editorial ao código. Não basta dominar HTML, é preciso um treinamento mais "holístico", que aproveite toda a bagagem do editorial tradicional nesse novo cenéario. Agora, não precisa ser uma grande editora para isso, há muitas pequenas empresas e profissionais independentes por aí se preparando e, como você disse, com projetos inovadores.

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  5. Alessandro, não sei a opinião dos colegas, mas o que a google pode fazer é colocar mais livros a disposição, o problema é que com o atual pensamento eles serão epub com DRM, logo teremos que tirar o DRM para ler no Kindle.
    Programas, o loby das grandes editoras é um fato e elas querem segurar o preço o máximo que poderem, por isso é interessantíssimo uma postura de leitores mais ativa, que brigue por preços e estimule o mercado, além claro de dar chance para as pequenas editoras.
    Márcio Concordo com você que é preciso essa visão holística, mas o que eu digo, é que não é uma missão impossível, tal qual o senhor Widman parece acreditar, um bom diagramador que esteja entusiasmado com as possibilidades do livro digital pode em um curtíssimo tempo se adaptar a este mercado, e nem citei empresas que são especializadas neste suporte como é o caso da simplíssimo.

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  6. Capa solar para o Kindle

    São Paulo - A SolarKindle, uma capa com painéis solares para o Kindle, promete dar ao e-reader até 3 meses de autonomia de bateria com luz solar ambiente.

    A capa, além de proteger o leitor, conta com uma bateria extra que pode ativar uma pequena lâmpada LED para auxiliar a leitura, ou mesmo dar um fôlego para a bateria do aparelho.

    A lâmpada LED funciona por até 50 dias continuamente até utilizar a bateria do Kindle, segundo a empresa. A Solar focus, responsável pelo desenvolvimento da capa, afirma que uma hora de luz solar é o suficiente para oferecer três dias de leitura.

    A capa chega ao mercado norte-americano no dia 15 de janeiro por 79,99 dólares.

    Fonte: http://www.solarmio.com/en/

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  7. já tava programada o post desta capa solar para amanhã, assim fica difícil, rs

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