sábado, 31 de dezembro de 2011

Ebook Pirata? Sou contra!

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Caros, eu estava bem aqui nos meus dois dias de férias anuais quando me deparei com este site que não vou divulgar o nome (não dou chance ao crime) que se intitula "biblioteca" e permite o download ilegal de vários epubs. Por conta disso, inicio o ano com campanha nova, e convido vocês a participar. O crime não compensa, não é para quem pensa.
Juntem-se à nossa comunidade no Facebook: https://www.facebook.com/epubpiratasoucontra
Feliz 2012!

67 comentários:

  1. É uma situação complicada, mas confesso que já li alguns (mas muitos tenho o livro físico e não existe versão digital em PT-BR).

    Além da questão legal, existem problemas como digitalizações mal feitas, faltando páginas, palavras trocadas, edições incorretas, o que pode ser perigoso para o leitor que usa esse tipo de material para estudo.

    Ainda, o conceito de "biblioteca" é diferente de pirataria, pois cada biblioteca compra um livro, que estará disponível para 1 leitor durante um período de tempo.

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  2. Acho que a coisa é mais complicada do que simplesmente ser contra.
    A grosso modo sou contra qualquer tipo de pirataria ou forma de adquirir algo que não seja pagando... Mas também sou contra preços abusivos e um mercado dominado por empresários corruptos e que mantém o mercado fechado simplesmente porque é melhor pra eles... Aí entra a pirataria, apóio a pirataria não como forma de obtenção do bem de forma ilegal ou pagando valores inferiores apóio a pirataria em primeiro lugar gratuita e como forma de protesto.
    Normalmente compro meus livros na Amazon porque lá existe um preço justo, a questão é que leio bem em inglês, quem não pode fazer isso não tem como brigar...
    Acho que a pirataria já mostrou a que veio a um bom tempo e por causa dela hoje temos serviços de venda de músicas e filmes com estréia mundial e por preços mais justos, acredito que ela, a pirataria, fará o mesmo pelo mercado editorial do Brasil... Espero avidamente que isso aconteça.. Quer mais que as editoras morram pobres...

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  3. Uma dúvida: baixar um livro que eu já tenha em formato impresso para ler no meu Kindle pode ser considerado pirataria?

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  4. O foda é que é tão fácil baixar esses piratas que fica difícil não cair em tentação. Mas já me livrei de alguns que estavam no meu kindle, principalmente os nacionais.

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  5. Eu prefiro baixar o pirata mesmo,é mais rápido e simples do que comprar ele,e depois ter que instalar um aplicativo da loja gigante pra poder baixar. E olha que eu sou assiduo comprador de aplicativos do Market(Android) e de jogos na steam. Comprar livros só é pratico sendo na loja na amazon,de resto,melhor ir baixar o pirata mesmo.

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  6. Eu baixo pirata!!! Vou dizer meu motivo....
    Não admito pagar quase o mesmo valor por um livro impresso em uma livraria brasileira por um livro eletrônico e detalhe com DRM...
    Vou continuar a baixar e divulgar esses livros até que quebrem ou mudem essas livrarias para um preço justo como a Amazon então eu compro os originais...
    Já vejo o futuro o final vai ser o mesmo da guerra cds e mp3, o cd baixou o valor? Só o do Calipso por isso ele vende muito, o resto não, e como eu não gosto de Calipso e boa parte do publico brasileiro tb não o mp3 pirata domina e amassa, e a venda de cds é cada vês menor e somente doidos tem lojas de cds e filmes pois é um negocio fadado ao fracasso não por culpa deles mas sim das gravadoras de mente pequena...
    Abraço a todos mesmo que não compartilhem da minha opinião.

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    1. Desculpas... desculpas e desculpas. Só bastava dizer, "baixo por que quero!!!' e pronto!

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  7. Deixa eu ver se entendi: Seu João vende um produto que eu acho caro. Ao invés de não comprar, eu roubo dele até ele se ferrar. Pra protestar, é claro... O fato de eu ficar com o produto não vem ao caso, não? Isso, no meu tempo se chamava “hipocrisia”, mas nesses tempos modernos eu já não sei...
    Gente, olha só: Eu baixo coisas e compro coisas, portanto estou no mesmo barco que vocês mas, por favor, vamos parar de falsidade, certo? Protesto? Vai protestar em Brasília, pô.

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  8. Eu ia falar o mesmo que muitos já expressaram aqui: não vou deixar de consumir cultura pq meia dúzia de empresários decide viver na época do EPA.
    Se o seu João vende um produto físico que pode ser adquirido através de outros fornecedores, temos o que se chama mercado. Se o seu João pratica monopólio e é escroto com seus consumidores, tem mais é que falir mesmo e dar espaço para outros que saibam o que estão fazendo.
    Não compro pirata, não forneço pirata (seja vestuário, calçado ou formatos digitais), mas exijo respeito e bom senso, responsabilidade e profissionalismo. Eu não vou pagar 30 reais por um livro físico e 40 pela versão digital, acho um insulto à minha inteligência.
    Para você ter uma ideia do custo do papel, uma época as editoras fizeram algo que chamava operação Van Gogh para tirar as orelhas dos livros e alardearam que isso barateava em 20% o custo com o papel e que o consumidor veria uma queda significativa de preço. Ok, e pq eliminar TODO o papel num livro que já é editado eletronicamente tem que ficar mais caro?

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  9. Isso sem contar o que não é lançado por aqui e que não pode ser comprado legalmente. Vou ficar sem pq eles foram incapazes de chegar em algum tipo de acordo comercial regional? É ruim, ein?!

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  10. Ia comentar, mas acho que confundiria a minha posição com a do KBB, então conto só parte da história.

    Já ajudei muito essas bibliotecas virtuais, criadas originalmente para auxiliar deficientes visuais a terem acesso à literatura e que depois acabou sendo popular e juntando muita gente não-DV.
    Hoje não tenho tempo nem energia para isso. Mas sempre tive orgulho da minha biblioteca virtual, ainda tenho todos os arquivos, uns 3 DVDs cheios de pdf e doc, que nunca li. Mas guardo com carinho.

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  11. Meus passos para ler um livro digital:

    1 - Procuro comprar a versão digital em português;

    2 - Se não encontro, baixo o pirata e leio a versão digital, mas compro o livro físico por uma questão de princípio ético pessoal (acredito que devo pagar pelo que eu consumo);

    Mas concordo que a pirataria é fruto da incompetência profissional do setor editorial brasileiro.

    O mundo muda, as coisas evoluem, criam-se novas tendências.... e esses engravatados podres de rico donos dessas editoras querem continuar ganhando dinheiro de maneira arcaica e obsoleta.... o mesmo vale para filmes e música.

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  12. Sou a favor.

    http://www.youtube.com/watch?v=1w6GtwOvnWM&feature=share

    Só burgueses querem que a cultura e a informação não sejam repassadas. Assim vocês mantém a casta pobre como está, assim ela deve ficar - se nós começarmos a ler, vamos ter noções de nossos direitos e vamos criar problemas pra vocês.


    Vão arrumar o que fazer, KBB.

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  13. http://www.youtube.com/watch?v=R1QnXJYT9ao

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  14. Laerte coloque suas opiniões em ofender os outros.
    Eu acho que esta questão é polêmica, temos dois problemas aí um é a necessidade vital de informação, eu nunca consideraria um crime alguém que comete pirataria porque não tem condições de comprar um livro, mas do mesmo modo os autores e editores precisam receber alguma coisa pelos seus trabalhos, então como conciliar estas duas coisas.
    Umas das coisas que deve ser feita foi o que os colegas aqui já citaram, colocar preços justos e por livros a disposição, uma segunda acredito que seja a criação de bibliotecas virtuais.
    Agora o grande problema da pirataria é que ela resolve apenas o SEU problema, é o tal do jeitinho brasileiro, então devemos nos organizar e lutar por isso juntos, para as coisas serem mudadas de fato e não burladas, por conta disso estamos com a nossa campanha pela popularização dos livros digitais, a Noga que criou este post é uma editora que publica na Kindle Store a preços bem abaixos dos das grandes editoras já visando a democratização do acesso, então cuidado com os julgamentos.

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  15. Cara, com todo o respeito, isso não é jeitinho brasileiro, nunca será. Recomendo que você leia "Carnaval, malandros e heróis", de Roberto DaMatta.

    Por qual motivo a Amazon tá revolucionando o mercado? Acho que é porque ela quer vender 1000 livros a 1 real enquanto as editoras outras vendem 10 a 100.

    Ainda, recomendo outra leitura: http://almirfda.tumblr.com/post/13156279619/resposta-a-adrualdo-catao-em-5-397-caracteres-sobre-o

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  16. Bom Laerte, acho que temos mais pontos em concordância que discordância, também acho que vender barato com um ótimo serviço seja a solução, vimos isso com a música e games, mas acho que temos que nos articular e organizar para fazermos coisas em conjunto, porque senão não conseguiremos mudar as coisas, estamos em um momento de mudança de paradigma e muitos reacionários dominam o mercado, não dá pra negar.
    E sei que a pirataria pode vir a ser um ato político tal como o faz o pessoal do Pirate Bay, mas antes de tomar um ato como esse, é preciso analisar as condições ver se o ato não é apenas um "tomar vantagem", por exemplo pequenos editores e autores podem sofrer mais com a pirataria, por outro lado a pirataria pode se tornar uma forma de publicidade.
    Não é uma equação simples, mas vale a pena lembra a frase atribuída a Cacilda Becker "Não me peçam para dar de graça a unica coisa que tenho para vender", então me diga, como pagar o artista?
    Agora sobre seu link, sinto se se sente censurado, mas temos uma regra de ouro nos comentários que é não aceitar qualquer tipo de ofensa, nem direcionado para nós, nem entre os membros, por mais leve que possa parecer a ofensa, e você usou o termo "Panacas" para se referenciar as pessoas que condenam a prática da pirataria, sinto muito se se sente censurado, mas esta regra será cumprida.

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  17. Um outro ponto que podemos pensar são outros modelos de negócios, dar os livros de graça e colocar espaços publicitários nos livros, Sistema de assinaturas? não sei podemos tentar várias coisas, que tal uma revista literária, com contos que tenha espaço publicitário entre os contos?

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  18. 1. Panaca
    Enviado por Fernando (MT) em 23-01-2007

    Pessoa tola, fácil de ser enganada.

    Panaca é tão ofensivo quanto bobão... Mas desculpe-me pela mensagem.


    O debate está bom e deve ser mantido assim.

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  19. Laerte você visualiza alguma solução para a questão?

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  20. Eu baixo pirata e estou disposto a pagar. O que me leva a escolher um ou outro? depende.

    Tive um caso a pouco tempo: comprei meu kindle e decidi ler dois clássicos: Grande Sertão: Veredas e o 100 anos de solidão. Mas não pude, baixei somente metade do primeiro e o segundo estava pessimamente formatado, impossível de ler.

    O que quero dizer com isso: O serviço oficial deve ser superior que o pirata. Baixar pirata não é fácil! Tem que procurar, conferir a segurança do site, tenho eu mesmo que fazer o ebook já que normalmente o livro vem em .doc e só depois de tudo isso, se tiver sorte, terei algo para ler no meu kindle. Eu pagaria para uma editora me eliminar essa burocracia com o peito em festa, mas até o momento não vi alguma, no Brasil que suprisse minha necessidade.

    P.S.: fui hoje na biblioteca da minha cidade e peguei o 100 anos de solidão. (excelente livro)

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  21. Não admito pagar quase o mesmo valor por um livro impresso em uma livraria brasileira por um livro eletrônico e detalhe com DRM...
    Vou continuar a baixar e divulgar esses livros até que quebrem ou mudem essas livrarias para um preço justo como a Amazon então eu compro os originais... [2]

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  22. Acho que o maior erro aqui é considerar o todo como a soma das partes, ou seja, a postura do blog como a dos membros, além de não levar em conta os objetivos do blog.

    Vejamos:
    acerca dos colaboradores, "se existe um ponto em comum é a crença de que a leitura digital, junto com os e-readers, são veículo poderoso para mudar toda a lógica editorial e popularizar a leitura em Terra Brasilis"

    premissa 1:
    crença de que a leitura digital, junto com os e-readers, são veículo para popularizar a leitura

    premissa 2:
    os e-readers são normalmente ligados a livrarias

    Daí conclui-se naturalmente que o blog não pode por princípio ser a favor do e-reader ao mesmo tempo em que defende uma prática prejudicial às livrarias [a que eles são ligados].

    O blog é excelente na tarefa a que se propõe e ser contra a pirataria não é mais que ser coerente. Mas isso nada tem a ver com o que cada um - inclusive dos colaboradores do blog - faz individualmente. Mesmo os entusiastas da pirataria não podem defendê-la como um princípio justo, como um fim, quando muito como um meio para remediar uma situação que consideram errada - mas novamente isso nada tem a ver com as necessidades, os desejos e os atos de cada um.

    Abraços a todos.

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  23. Inserir publicidade seria interessante. Eu não sei porque as pessoas dizem que se irritarim com um um anúncio no meio de um livro, mas aceitam de boa propaganda em sites pagos, na tv por assinatura, nas revistas que compram.

    Ser pura e simplesmente contra a pirataria não dá. É necessário debater as alternativas, e pressionar os donos do negócio (editoras) e uma posição dos fornecedores (autores, inclusive Paulo Coelho já se pronuncia bem sobre o assunto).

    Um exemplo é o mercado fonográfico, que finalmente está se alinhando: lá fora há algum tempo, aqui finalmente começando: iTunes, assinaturas de streamming (você "aluga" uma música, não daria certo com livros?).

    Lá fora o mercado editorial também se movimenta: Amazon, B&N, iBooks já estão domando as editoras. Quando será a nossa vez??? Porque as grandes livrarias não se associal às estrangeiras (por exemplo: Saraiva-Siciliano poderia se associar à B&N para vender o Nook, e não só a marmota do seu app para iOS), se não quiserem ser engolidas pelo gigante iminente (Amazon)?

    -----

    Edit: vim postar uma sugestão e entrei de novo na conversa... mas vai lá: Sugiro um post sobre o serviço Klip.me - parece ser muito interessante, por reunir funções do Instapaper e envio de feeds direto para a conta Kindle.

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  24. Felipe F.,

    Sua premissa está incorreta, a maioria dos e-readers não é ligada a livrarias, apenas os mais populares e baratos, e mesmo os ligados a livrarias lêem epub, que é um formato livre, com exceção do kindle. Portanto as inferências daí derivadas provam-se falsas.

    Abraço,
    Alex

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  25. Alex,

    se a premissa 1 fala justamente de popularizar, não é de se esperar que tal popularização seja feita a partir dos e-readers mais populares e baratos, ou seja, os ligados a livrarias e portanto incluídos na premissa 2?

    De todo jeito, que ninguém leve para o lado pessoal - eu não me manifestei sobre pirataria e tampouco tenho um e-reader.

    Abraços,
    felipe f.

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  26. Não sei uma específica, Paulo.

    O que a Amazon faz já vale muito. Quando ela chegar, os paradigmas no Brasil vão mudar.

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  27. Este comentário foi removido pelo autor.

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  28. Bem, um livro com DRM pode ser disponibilizando em até 6 dispositivos?

    Então um livro que custa R$30,00 não pode custar R$5,00 para 5 leitores?

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  29. Volto para dizer que estou gostando do debate.
    E que para mim a solução passa pela reestruturação das editoras, profissionalização do mercado e, principalmente, diminuição do que vem sendo chamado de "Lucro Brasil".

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  30. AM - A ideia aí é que você compartilhe com seus próprios dispositivos, através de um login único de um aplicativo, pelo menos até onde eu sei (posso estar enganada, mas é o que ouvi), logo, não se pode passar para outras pessoas, mas apenas para seus aparelhos.
    Outra coisa - quando se compra um livro em papel, você não fala com os amigos e cada um dá um pouquinho, fazem uma vaquinha, e compram... Normalmemente, pelo menos. Por que precisamos ser obrigados a isso com o digital?

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  31. Concordo com o Laerte que quando a amazon chegar, paradigmas vão mudar. (com rima)

    Uma coisa que a Mayara Arend falou me lembrou um problema muito grande nessa discussão da pirataria: tentar tratar o produto digital da mesma forma que trata o produto físico.(Mayara, concordo com você, você só me lembrou disso)

    Acho que poderiam ser abertas pequenas editoras, que fossem capaz de editar os livros brasileiros ou mesmo um pequeno "fansub" que diagramasse livros para a comunidade.

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  32. eu concordo inteiramente com o gabriel cavendon, faço exatamente como ele e fico com a consciência tranquila.

    []'s

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  33. Mayara, ai é que está. Veja, o problema da vaquinha para o impresso é que o livro entra na fila de espera. No DRM para 6, tenho a opção de 6 dispositivos ao mesmo tempo com o mesmo livro, basta conectar os leitores dos participantes da vaquinha e passar o arquivo.

    Pessoalmente sou a favor do DRM, com a limitação de 6, considero uma proteção não para as livrarias ou editoras mas sim para o próprio escritor.

    As comparações que surgem são inevitáveis, opiniões temos diversas, porém já sabemos como essa história (briga de braço) vai acabar, eu só não sei quando.

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  34. lenha para fogueira:

    http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2010/08/19/ausencia-de-lei-de-direitos-autorais-era-o-motivo-da-expansao-industrial-na-alemanha.jhtm

    Particularmente, eu sou adepto do software livre, e contra a cópia visando ao lucro de um terceiro.
    Tambem sou contra o roubo somente porque discordo do preço. O fulano tem o direito de cobrar quanto ele quiser pela obra dele. Um carro importado custa 100.000 reais, so porque acho um absurdo não me dá o direito de roubar um como mecanismo de pressao sobre o fabricante. Um livro sobre pontes, na amazon, está 800 dolares, e eu concordaria em pagar isso se precisasse, iria me prover conhecimentos para gerar renda realizando projetos.

    Mas a matéria acima é bem interessante do ponto de vista da coletividade. Até onde uma nação, hoje desenvolvida, pode ignorar seu passado para impedir que outras nações se tornem igualmente desenvolvidas?

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  35. Este comentário foi removido pelo autor.

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  36. Gostei muito do que o henry falou, mas gostaria de reforçar um ponto: comparar "pirataria" com roubo é extremo, assim como dizer que "pirataria" não é nada de mais é o extremo oposto.

    Isso me lembra um caso que presenciei: Um professor de literatura ficou todo feliz com um artigo que escreveu e que foi bem recebido pela universidade. Eu logo perguntei se estaria disponível online, mas ele disse que não publicaria na internet para evitar que fosse plagiado, e o artigo só estaria disponível na biblioteca de uma faculdade de Brasilia. Eu achei uma tolice da parte que acabou por tornar o trabalho dele infrutífero por medo da cópia.

    Eu recomendo a leitura de uma monografia: http://www.nerdssomosnozes.com/2011/12/pirataria-internet-e-contracultura.html

    Só para terminar, só é possível combater a pirataria com serviço de qualidade. Vide o exemplo da itunes store.

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  37. Muito interessante a discussão. Hoje estava pesquisando a Biografia do Jobs para comprar e achei um absurdo eu pagar em um e-book R$ 32,50 e o livro impresso R$ 49,90. Por esse motivo até hoje eu não comprei nenhum leitor digital. Esses valores são de uma grande livraria aqui na av. paulista.
    Por esse fato todos baixam ou já baixaram um pirata. Enquanto isso eu espero a amazon no brasil, isso se ela seguir a mesma politica de preço justo. E não os preços praticado na terra dos macaquitos.
    Abs

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  38. Eu li muitos comentarios a favor da pirataria e veio 2 pensamentos na cabeça: Ou essas pessoas são bem hipócritas ou estão se enganando p/ poder dormir sossegado a noite...

    Um dos argumentos mais usados a favor da pirataria que é uma forma de "protesto" contra "grandes e inescrupulosas corporações", porém caem por terra apenas com um exemplo:

    O livro "Rio: Zonas de Guerra" é um livro de um autor independende brasileiro(não conheço o autor) que já teve um review nesse próprio blog (http://kindle.blog.br/2011/02/livros-em-portugues-lista-atualizada.html) e está disponivel para venda na Amazon (http://www.amazon.com/RIO-Zona-Guerra-Portuguese-ebook/dp/B003ZHVF68/ref=sr_1_1?ie=UTF8&m=AGFP5ZROMRZFO&s=digital-text&qid=1282592586&sr=8-1)

    Eu tinha comprado o livro na Amazon após ler o review e após esse post eu procurei saber o que é esse epub... E pasmem... O livro estava lá para baixar... de graça... Sem ao menos "pedir" uma doação simbolica para o autor! Porém p/ o site eles pedem a todo momento!

    Desculpe o post longo... Mas fiquei indignado! Isso é roubo sim... Roubo ao direito intelectual de vender o que se produz! O autor (que produz o livro, dissemina a cultura, traz novas ideias, propõe novos pensamentos e deve ser no minimo remunerado por isso) não ganha nada... Agora um "site" que simplesmente junta todo esse material "roubado" e ainda ganha dinheiro com isso... Desculpe, mas estamos em uma sociedade (e nessa discussão) com alguns valores trocados... LAMENTAVEL!

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  39. TTiago, em meus comentários eu defendi o compartilhamento, mas eu realmente acho errado o ganho monetário em cima dele.

    E gostaria de pedir que tomasse cuidado ao chamar qualquer um de hipócrita ou de enganados, o respeito é essencial para a boa discussão.

    Eu não defendo a pirataria solta, mas acho que o compartilhamento da produção intelectual é algo produtivo e com um futuro promissor, mas que deve partir do próprio autor.

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  40. Oi Gustavo e todos,

    Eu não quis ofender (concordo que fui até exaltado)... Mas eu parti do principio que Pirataria é crime (como descrito na constituição), portanto eu cheguei a conclusão que só teria duas opções: Hipocrisia ou Engano... Mas essa é uma visão minha... Sem querer ofender.. Era só p/ colocar o meu ponto de vista sobre a situação (e não diretamente a qualquer pessoa)
    Mas volto a afirmar que eu não quis ofender... Se eu ofendi alguem... Minhas sinceras desculpas!

    Em relação a discussão, eu me dei conta de um ponto adicional... No limite, se todos partirem p/ a Pirataria... Não teremos mais livros, ou teremos apenas de autores que escrevem por caridade (sem querer ser remunerado)...

    Um ponto importante é que os autores trabalharam duro p/ produzir, as editoras e livrarias tem um custo para selecionar, divulgar e vender os livros (incluindo salarios, publicidade e etc)...

    Eu não consigo ainda entender porque a pirataria é uma solução... Acredito que argumentos do tipo "lucro abusivo" ou "cultura p/ os mais pobres" não são, na minha opinião, validos... Veja que editoras e livrarias estão longe (mas muito longe) de serem as empresas mais lucrativas desse país... E cultura não pode começar simplesmente c/ uma ação de "roubar"...

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  41. TTiago, você questionou o que aconteceria se todos consumissem de fontes piratas, vou dar minha opinião sobre esse caso. É irreal pensar nisso acontecer da noite para o dia, seria um processo. Acho que a principal coisa que ocorreria seria o mercado editorial se coçar para poder sobreviver nessa nova realidade. Tendo que superar a "pirataria" com um serviço melhor e com um preço atrativo.

    Você questionou de como o autor ficaria nessa história toda, acredito que a distribuição gratuita garante a visibilidade, coisa que é essencial para se ter sucesso comercial. Eu acredito que ela seja benéfica para o autor, porque embora permita leitores que não pagaram, permite também que o autor passe a ser conhecido entre um maior número de pessoas, e entre ela haverão aqueles que escolheram pagar pelo livro.

    P.S.: você não foi tão ofensivo, eu que sou sensível.
    P.S.2: esse meu comentário está sofrivelmente escrito.

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  42. Podia rolar um kindlecast sobre esse tema, né? Chamar uns leitores e talz... :)

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  43. Sobre a pergunta "o que aconteceria se todos consumissem de fontes piratas"...
    Quantos CDs vocês compraram, originais, no último ano?
    Quantas pessoas vocês conhecem que compraram CDs no último ano?

    Eu não conheço nenhuma.
    EU escuto música no Youtube e no Grooveshark. Ou baixo MP3.
    E os artistas ainda não faliram.
    As pessoas se adaptam e sobrevivem. A literatura também sobreviverá - eu, pessoalmente, comparo os e-books a US$ 0,99 da Amazon aos mp3 da iTunes a esse preço que muitos dos meus amigos americanos compram. É mais fácil do que ficar buscando pra baixar. Ou assinar um serviço no estilo Netflix, com streaming de vídeo - a Amazon está implantando um aluguel de livros, pelo Prime...

    E acho que deveria rolar um KindleCast sim, Gustavo ;)

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  44. Eu nem acho que devia ter um kindlecast sobr eo assunto pelo simples fato que seria parcial porque "o blog" tem que manter uma opinião anti-pirataria mesmo que alguns colaboradores do blog tenham outra opinião o que prevalece é o conjunto...

    Eu como disse posts acima sou a favor da pirataria e não venho com desculpinha nenhuma de acesso a cultura para os pobres, protesto ou qualquer blablabla, eu gosto e pronto baixo filmes, séries, livros e musicas e que atire a primeira pedra quem não tem um mp3 no computador ou aquele programinha sem licença...

    hipocrisia pra mim é quem fala que não usa e nunca usou isso eu duvido...

    E viva o Warez!

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  45. Um kindlecast só com membros do kindle blog não vai acrescentar em nada...

    Se forem fazer um, coloquem - em paridade - leitores também. Gente contra a "pirataria" e pessoas a favor do compartilhamento, metade do tempo pra cada parte defender suas ideias.

    P.S. A galera pode falar o que quiser, o compartilhamento vai continuar - o sistema vai mudar, caros, é só esperar. Viva o compartilhamento!

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  46. Gabriel - acho que nos Kindle Cast, com várias pessoas falando, podemos montar dois "times" sendo que cada lado defende seus argumentos - como debate de escola mesmo ;)
    Laerte - nem todos do KBB são contra a pirataria e conseguiríamos fazer esse debate sem problemas, creio. O Kindle Cast não representa uma opinião uniforma, geralmente buscamos debater as ideias de vários ângulos e não apenas concordando, sabe? ;)

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  47. Ótimo, Mayra. Os opostos se atraem, se completam. hehehe

    Um dos meus maiores amigos diverge em muitas coisas de mim e vice-versa. Eu aprendo com ele e ele faz o mesmo.

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  48. Mayara, os artistas ainda não faliram pq fazem shows, escritor não faz show, sobrevi da renda das vendas dos livros.

    E concordo com você que o KBB é livre para discutir vários ângulos.

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  49. AM escritores não fazem shows, mas podem dar palestras, aulas, seminários, escrever colunas para veículos de mídia.
    Ainda pode haver soluções interessante com preço justo e até com propagandas em vez de venda.
    Aliás esperamos conseguir lançar livros por aqui em breve com nossa coletânea.

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  50. Essa também não cola, AM. No Brasil, são raríssimos - tirando os autores de best-sellers - os escritores de livros que vivem apenas com dinheiro ganho com isso. Eles sempre tem alguma profissão e escrevem para passar algo. O dinheiro para 90% não é o fim, não é o objetivo principal.

    O Brasil é bem diferente do mercado americano, onda há aqueles que escrevem justamente pra ganhar dinheiro, como aquele personagem vivido pelo Bradley Cooper no filme Sem Limites.

    Não vale dizer também que eles tem outras profissões porque o mercado paga pouco e a pirataria(que "tira o dinheiro" deles) os prejudica.

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  51. Paulo e AM, eu sou muito a favor de propaganda nos livros. Mas sou suspeita, eu trabalho com propaganda ;)
    Para custear o trabalho de sites funciona muito bem...

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  52. Não gosto da ideia de propaganda no livro. Mas por que não algo como alguns CDs bancados por empresas (acho que Trama lançou) que ficam gratuitos online? Você não ouve "compre no mercado do Tio João, lá que é bão" entre as faixas. Mas o site fica recheado de informações sobre os mecenas do projeto.

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  53. Acho essa frase: "[...]a pirataria(que "tira o dinheiro" deles) os prejudica." é um pouco simplista, porque se você pensar, uma parte considerável das pessoas que baixaram qualquer forma de material não eram compradores em potencial, sem compartilhamento eles simplesmente não consumiriam nada e ninguém ganha nada com isso.

    Acho que um kindlecast seria interessante. Ele poderia ter somente pessoas contra o compartilhamento ou ser um debate. Acho que das duas formas é possível gerar algo produtivo e relevante.

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  54. Gustavo, se vc tivesse lido mensagens anteriores, teria visto que a mensagem era irônica. ;)

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  55. Simplificar é tão fácil né?

    Ocorre que com os livros "piratas" o cenário é o mesmo que com o de músicas e filmes, onde muitos estudos apontam que o CONSUMO TOTAL dos produtos AUMENTA. Incrível não? Se é criado um hábito de consumo mesmo que pirata ele permeia o comportamento e gera MAIS receita aos produtores de conteúdo. O modelo atual de preços e distribuição está dando os últimos suspiros, em um novo mercado digital onde o custo marginal é próximo de zero tentar impor a mesma lógica de vendas utilizadas com produtos tradicionais é que está prejudicando os produtores de conteúdo.
    O novo paradigma é Netflix, Spotify e até mesmo o novo serviço de pagamento mensal da Amazon para acesso irrestrito a um catálogo de livros.

    Tem gente que ainda está em 1999.

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  56. Oi Pessoal,

    Eu não concordo (ou não entendo) ainda quem defende a pirataria... Dizendo inclusive que ela é o futuro citando exemplos bem sucedidos da Amazon...
    Me desculpe, mas os exemplos da Amazon (livros a 0.99, Gratis p/ assinantes Prime, NYT best seller menor do 9.99, etc)... Ela não fez isso por causa da pirataria... Ela fez isso p/ ganhar dinheiro (e muito!)...
    Muitos dos comentarios apontam que as estratégias acima foram baseadas como solução p/ a pirataria! Estão errados!
    Citam exemplos criativos e bem sucedidos como a "solução" p/ as pessoas comprarem livros piratas... Desculpe, mas essas "soluções" não são baseados em uma nova ordem mundial do seculo XXI pró-pirataria... É baseado no bom e velho capitalismo dos seculos anteriores...

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  57. E só acrescentando... Eu também sou a favor de um kindlecast!

    O unico argumento que eu acredito ser o mais sincero pró-pirataria é do Gabriel Cavedon... Todos os demais tentam justificar (na minha singela opinião) o injustificavel... Tentando atribuir a pirataria a algo maior (e não é!)

    Um kindlecast acredito que seria um interessante debate no qual todos possam entender o motivo de muitos serem pró-pirataria de livros e outros tantos serem completamente contra!

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  58. Mais um post... Eu sei que estou escrevendo muito aqui :)

    Estava conversando com alguns amigos sobre esse assunto e um deles comentou algo interessante... O mercado de e-books só não decolou no Brasil (entre outros paises) por causa do medo das editoras contra a pirataria!

    Meu primeiro argumento... "Será que não é com medo de os lucros diminuirem pelo modelo da Amazon, por exemplo?"

    A respota: Vc acha que as editoras americanas (que são as maiores do mundo) aceitariam entrar em um negocio no qual perderiam dinheiro? Muito pelo contrario... Elas só cresceram depois dos e-books... E não foram só elas, os autores ganham mais dinheiro, os editores, ilustradores, as livrarias, enfim toda a cadeia (eu não fui atrás dos numeros ainda... Vou checa-los!)

    Ou seja, a minha opinião... E-books é o futuro p/ os próximos anos, e o Brasil esta a pelo menos 5 anos atras (4 ou 3 p/ paises euroupeus) por um unico argumento: Pirataria!
    (esse motivo alegado pelas editoras brasileiras eu li em uma nota na Veja...)

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  59. Eu acredito que ambos os lados estão discutindo por um mesmo objetivo: um serviço de qualidade. Porque somente após isso aparecer por essas bandas, esses sites de livros "piratas" serão descartados por não serem masi necessários.
    O TTiago está certíssimo: A amazon só entrou no mercado de ebooks pelo dinheiro, mas ela teve a coragem de não se amedontrar pelo compartilhamento e abocanhou uma parte grande do mercado. Eu acho que quando a amazon chegar no Brasil nossos posicionamentos serão diferentes.
    P.S.: Eu sou contra qualquer forma de lucro em cima das obras dos outros.
    P.P.S.: Eu acho que num debate aberto como esse, todos os posicionamento devem ser respeitados.

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  60. São opiniões, TTiago. Agora acreditar que a situação por uma coisa que eles falaram... Acreditar que seja por uma coisa que eles falaram - e ainda mais na VEJA - não quer dizer que essa seja a verdade. ;)

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  61. Morro de rir com o preço que se cobra aqui por um livro digital!!!
    Enquanto a situação persistir sigo baixando !!!!!!!!!!!!!!!!

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