segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Divulgação de e-books é tímida no Brasil

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Não é comum ver anúncios de e-books nem mesmo nos sites que vendem o produto. Em outros canais então, menos ainda. Daí minha (boa) surpresa com o Almanaque Saraiva de novembro (sim, sei... comentário sobre material antigo, mas não costumava navegar no site e peguei a publicação impressa somente ontem). Nas páginas 12 e 13 há uma matéria na sessão "comportamento - livros"que comenta os livros digitais como uma alternativa real. Ponto positivo!

Mas achei realmente lamentável o fato de reforçarem a ideia de que o suporte do livro digital é apenas o tablet. Nas duas páginas, onde são apresentados depoimentos de favoráveis e de contrários à alternativa, não há uma única menção sequer aos e-readers.
Ok, na prática o público conhece muito mais e está mais inclinado a adquirir um tablet do que um ereader muito caro e de função "limitada", mas numa matéria sobre livros digitais, ignorar a existência desses dispositivos é, no mínimo, fomentar a desinformação do público.


Escrito por Maurem Kayna

5 comentários:

  1. talvez seja medo de estar empurrando o consumidor de e-books para as garras da amazon.

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  2. Em uma versão da revista publicitária da livraria, tinha uma foto com alguns gadgets promovendo os e-books (e o aplicativo da loja), dentre eles um Nook (1ª geração!). Eu até imaginei instantaneamente uma possível parceria entre as livrarias, mas tive a lucidez de ver que não passava de uma gafe.
    É impressionante como as livrarias ainda temem essa concorrência, em um shopping é difícil de achar um e-reader à venda, no máximo há exemplares do Positivo Alfa em exposição num canto da livraria Cultura.

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  3. Acho muito estranho aqui no Brasil só falarem em tablets. Me passa a impressão que é o objeto do desejo do momento, o mais novo simbolo de status que a massa desinformada quer consumir para acessar orkut e jogar angry birds. Ler??Pra que??

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  4. Esse panorama só vai mudar quando uma empresa grande começar as negociações para lançar ebooks em massa, por preços baixos, o que convencerá o consumidor a adotar os ereaders.

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  5. Realmente o que vigora em nosso cenário é a falsa impressão de o veículo para ler e-books é o tablet... mas com e-readers "limitados"à função de leitura custando perto de mil reais e um tablet por quase isso... soa para a grande maioria uma vantagem óbvia comprar um tablet ao invés de um e-reader. eu? não troco meu kindle por nada! aliás, troco... um dia, por outro mais novo.

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