quinta-feira, 3 de novembro de 2011

E- Reader: Liberté, Égalité, Fraternité (o imposto do governo não deixa)

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Vão-se anos desde que esta máxima foi pronunciada, a fermentação de idéias transportadas por livros culminou nas três palavras. Reis, rainhas e muita gente perdeu a cabeça por estas palavras, em sua primeira implementação em vez da liberdade houve uma ditadura sangrenta, no lugar da igualdade uma atroz e violenta disparidade; fraternidade? nem passou por lá. Por mais que as três palavras tenham servido a propósitos muito menos meritórios que sua significância, elas estavam lá, evidenciando a hipocrisia dos que em seu nome diziam procurar nobres ideais. Os hipócritas usurpadores morreram, o ideal sobreviveu, nos guia até hoje, cada vez seu significado é mais claro.

Não posso imaginar liberdade sem educação ou sem livros, disponíveis a quem quiser conhecer suas idéias, o e-reader chegou para ajudar, facilita e barateia a literatura, é através dele que podemos ler muito mais, sem gastar nada temos a nossa disposição toda cultura clássica. Por mais que livros onde o autor morreu a mais de setenta anos estejam em domínio público, você não pode pegar um deles gratuitamente em uma livraria, tem que pagar, e no caso da filosofia, pagar muito caro. Quem tem um e-reader recebeu de brinde uma incrível coleção de literatura, mas esta liberdade é só para os exclusivos possuidores do aparelhinho. Se educação é liberdade, quem tem dinheiro para pagar pelo e-reader é cada vez mais livre, está lendo mais, conhecendo mais do mundo.

Por mais que a educação e cultura sejam prioridade na carta que traz nossa lei máxima, nossos governantes a tratam com desdém, prometem, não cumprem, mentem; a realidade é uma só, não querem educação, vendem discurso vazio, hipócrita, verdadeiros descendentes dos sangrentos jacobinos.

Por mais que a igualdade humana não exista, pois somos seres diferentes, nossa desigualdade está na face de cada um, entranhada em nosso código genético, existe a igualdade de condições, de modo que em oportunidades e perante a lei todo cidadão é igual, é esta a única igualdade justa que não massacra a realidade humana. O imposto cobrado nos e-readers é uma incrível fonte de desigualdade, tornando as pessoas cada vez mais desiguais. Fique sabendo que este imposto é de responsabilidade exclusiva do poder executivo, uma vez que a constituição em seu texto já preconiza a imunidade tributária do livro, para garantir que o imposto não seja aí colocado de forma indireta, confere a mesma imunidade ao material necessário a sua confecção. O imposto de sessenta por cento é escorchante, visa impedir a importação do aparelho que não existe no Brasil, além de sessenta por cento de imposto sobre o e-reader, ainda paga-se o abuso de sessenta por cento de imposto no frete! É como cobrar imposto no selo das cartas! Você acha absurdo? Eu também! É um protecionismo contra a cultura dos brasileiros, praticado pelo governo federal; é bom ficar claro, este imposto indecente e inconstitucional prova que o governo federal não quer educação para os brasileiros, não quer democracia. Já em seus primórdios os gregos entenderam que não existe democracia sem educação, e olha que na época não tinha sufrágio universal. Ao obstaculizar o e-reader e a educação o governo mostra-se contra a democracia e a igualdade dos mais pobres, que não podem pagar o imposto, ficam sem ler, sem possibilidade de baratear sua educação e literatura.

É preciso ficar ciente de que todas as ações de educação e cultura que gastam bilhões do dinheiro público são mera fantasia para enganar o povo, no momento que o governo não faz valer a constituição e abdica do imposto ilegal do e-reader, ele prova com todas as letras que tudo o que quer é ver o brasileiro na ignorância. Devemos nos revoltar, dinheiro é gasto, dinheiro é desviado, mas cultura e educação que seriam prioridades constitucionais não nos é dado, é dificultado.

E como sempre, sem liberdade, sem igualdade, fica evidente a falta de fraternidade, a inanição da solidariedade nos que habitam os quadros do governo. Muita gente é contra o ebook, contra o e-reader e contra o livro barato, que no Brasil é mais caro que nos EUA, mesmo sem imposto. Visam apenas o lucro, mesmo no governo, que mais que todos, deveria ver o bem do brasileiro, inexiste fraternidade. De tudo que um governo pode fazer para nosso futuro como nação não existe medida mais importante que a educação. A abolição do imposto nos e-readers seria uma medida constitucional e simples que teria maior efetividade do que tudo já feito pelos patéticos ministérios da educação e cultura, não querem, não querem que o brasileiro tenha acesso a cultura e educação, temos que brigar, lutar pelo nosso direito! Sem a pressão de toda população não haverá mudança, o Brasil será um país com apenas um quarto da população de leitores, quando muito; podemos fazer tudo, com livro caro não há leitores, não se difunde a cultura, não se eleva a educação.

Fique sabendo, este governo mostra que quer o seu mal, é só com pressão que teremos medidas efetivas de cultura e educação. Revolte-se! Proteste! Deixe claro que este imposto é um mal inconstitucional, não há desculpa, é o governo federal que quer um país de incultos; cada dia que este imposto é cobrado é um dia a menos no desenvolvimento do Brasil.

Alex

18 comentários:

  1. Eu vou repetir o que já disse em outro tópico, para esclarecimento: o Kindle, em especial, não pode ser importado como livro pois tem navegador e MP3 player. Chato, mas com isso ele deixa de ser apenas leitor e passa a ser outro eletrônico.

    Alguém já tentou contatar algum deputado/político para dar gás nessa ideia? Existe algum movimento organizado?

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  2. Carola, e o Kindle 4, novo Kindle, que não navega na internet (ok, navega, mas sem letras e sem touch, quem consegue?) e não toca mp3, esse pode? ;)

    Além disso, um dispositivo para audio-livros então não recebe o incentivo por poder tocar áudio? Áudio-livros não são livros?

    O livro também pode ser usado para fazer fogo, por isso cobra-se o mesmo imposto que madeira? (comparação absurda, mas é só a ideia)

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  3. Carola,

    O navegador é residual, não tem todas funções, serve apenas para baixar livro e ler wikipedia, o que favorece quem não tem computador. A habilidade de áudio é essencial para os cegos, pois podem ouvir os audiobooks e usar o recurso “read to me” para ouvir o texto dos livros, é um recurso de acessibilidade. Sem ele cegos não podem ler e nesta categoria é o dispositivo mais barato para esta função. Seu argumento não procede, sem estes dispositivos o aparelho perde em acessibilidade.

    Abraço,
    Alex

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  4. Acho que a Carola não deixa de ter uma certa razão. Provavelmente o governo depois teria dificuldade pra diferenciar um aparelho como o kindle, que de qualquer forma tem acesso à internet, com um tablet como o i-pad, que pode ser usado para ler um livro.

    Um abraço!
    Maurício

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  5. Maurício,

    O governo tem dificuldade em diferenciar galinhas de tartarugas, tecidos de lixo hospitalar e como disse a May: livros de madeira; rápidos no logro, lentos no benefício do povo. É uma questão política, não técnica, infelizmente. A nova forma do livro é eletrônica, não há o que dizer, todo o resto é apostar no subdesenvolvimento do povo brasileiro. Além disso, cegos não tem direito a leitura?

    Abraço,
    Alex

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  6. Alex, com certeza os impostos são altos e obscenos, pagamos impostos de nível de país rico e o retorno para a sociedade é uma piada.

    E a coisa chega às raias do absurdo quando se tem de importar e ainda taxam em cima. Como importamos quase tudo, sofremos no bolso, mas ainda tem uma outra questão...

    .... ganhamos em real e pagamos em dólar. Mesmo que o imposto seja baixo ou zerado, ganhando em real menos que ganharíamos em dólar e ainda convertendo a moeda fica caro. E se taxam alto a importação fica mais salgada a conta.

    Quem pode pagar?

    Quem tem muito dinheiro sempre vai poder pagar, impostos altos não são problema, mas no caso específico dos e-books, esses têm tempo de ler ou se interessam?

    Quem não tem nada ou tem pouco, a maioria da população, mesmo sem imposto não vai poder comprar o Kindle nem os livros, e desconfio que poucos nesse imenso grupo estão interessados, até porque terão outras preocupações e outras mídias para entretenimento. Só zerando o imposto não resolve para atender a necessidade de leitura de uma minoria de pessoas que pertencem a esse grupo.

    Então o mais prejudicado é quem está no "meio do caminho", a "velha" classe média, que é quem tem mais interesse em leitura, mas que ganha em reais e tem de pagar esse "luxo" em dólar, e ainda os impostos.

    É também preciso perceber que o alto imposto tem uma dupla função para todos os casos, em parte, necessária.

    Explico: somos um país que importa muito, mas não podemos importar tudo sem um bom senso, pois senão a balança de pagamentos vai às cucuias. Não podemos ter fluxo negativo, senão o país quebra. Todo governante com os pés no chão, responsável, deve definir tabelas de impostos de importação que devem penalizar a importação que é futilidade, e "penalizar" menos aquele item que é necessário ou de suma importância para a população, para a economia, para o desenvolvimento, etc.. Essa é a primeira função do alto imposto de importação, não deixar que as importações sejam feitas em um certo volume que nos quebre.

    Agora, no caso em discussão, com certeza os leitores de livros deveriam ter imposto diferenciado ou zerado pela importância já sabida, mas acontece alguns absurdos, ouvi falar (não sei se é verdadeiro) que é mais barato trazer 500 dólares de uísque pelos freeshops do que um tablet. Com certeza essa referência, do fim e do benefício, poderia gerar reavaliação, e seu post vai muito bem nesse sentido.

    A segunda função do imposto de importação alto é fazer motivar as empresas a virem para cá, produzirem, venderem e gerarem empregos e impostos aqui, o custo do e-book assim ficaria menor que o importado para o consumidor, que seria ótimo para nós. Mas elas não vêm só porque o imposto de importação é alto ou aqui internamente seria zerado, se o retorno fosse baixo (pelo tamanho do mercado dos interessados) e se quem tem comprado (e pago o imposto de importação) é o público previsto, por que viriam?

    Se não fosse a crise econômica mundial, a Amazon nem a Apple se instalariam aqui, mesmo se a taxa de imposto local fosse zerada.

    Penso que é preciso perceber essas situações para entender todas as variáveis em jogo, mas vou além, já que o problema é estrutural.

    (continua na parte 2).

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  7. Parte 2.

    E avançando um pouco mais no problema, que é estrutural e que toca por consequência neste outro tema que cabe perguntar, o que realmente nós brasileiros queremos da vida e como nação?

    E já digo a minha opinião: o que nos falta muito, isso sim, é forte investimento em capacitação em multiáreas de conhecimento e uma cultura de geração de inovadores que nos faça prescindirmos de depender sempre de tecnologia de ponta estrangeira.

    Estamos cada vez mais nos distanciados do mundo em termos de geração de riqueza por conhecimento em ciência e tecnologia, e isso me preocupa muito. Quem assiste as palestras do TED (www.ted.com) bem percebe isso, aqui não se produz quase nada de ponta, temos apenas algumas ilhas de conhecimento de uma ou outra área em algumas instituições desse país, mas no mais é um deserto.

    Nem política de "cópia" em massa temos definida como política de desenvolvimento, não temos nada. A política de "cópia" poderia ser transitória, já que ela permitiria incorporar o conhecimento atual que nos faria igualarmos aos poderosos, para então começarmos a ter chance de dali a pouco estar "correndo na frente", como aconteceu no Japão e com os Tigres Asiáticos, e agora acontece na China, política essa que levará muito rapidamente a China ao patamar da conquista espacial que EUA, Europa e Rússia alcançaram.

    Se não fossem as comodities, que permite que tenhamos dinheiro em caixa para importar equipamentos, tecnologia, software, já teríamos virado uma Grécia, pois as comodities ainda conseguem balancear o alto volume de gastos de importação e os passeios na Disney e gastos bilionários com quinquilharias que nossos cidadãos brasileiros deixam lá fora com turismo.

    Realmente esse não é um país sério. Então a discussão da alta taxa de importação ou de impostos em situações como os e-books que você traz é meritória, realmente isso pode e deve ser trabalhado melhor pelo Senado ou pelo governo central, mas é uma questão mínima frente a um contexto maior que é mais preocupante, que mostra que dependemos cada vez mais de tecnologias dos outros.

    Precisamos criar condições para desenvolvermos ciência e tecnologia aqui, e ainda antes disso, e que leva a um outro tema afim, não vamos fazer volume de conhecimento de ponta com essa educação básica vergonhosa. No IDH somos o país de número 84 porque a educação básica é um caos, e não vamos melhorar esse nível só zerando-se os impostos dos e-books. E-books de graça para todo mundo com professores mal pagos sem metodologia nenhuma ou arcaica é colocar dinheiro ralo abaixo.

    Aliás, os impostos dos e-books já não estão zerados porque não tem massa suficiente de leitores para fazer um grandioso abaixo-assinado para isso, e por não ter massa suficiente não se tem mercado que chamasse uma Amazon para já ter se instalado aqui há muito tempo, com ou sem impostos.

    Esse blog é relacionado aos e-books, mas não pude deixar de expandir a visão porque o problema é mais embaixo. Não tem como termos "liberdade, igualdade, fraternidade" sem educação básica decente atendendo toda a massa, e com nossa política de desenvolvimento (para ter tecnologia) chamando-se "importação".

    Se excedi no tema, desculpem-me, mas acho que não poderia deixar de colocar que não temos politica desenvolvimentista de ponta que nos leve a prescindir de importar quase tudo, e que tem de ser paga de alguma forma.

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  8. Um artigo recente do Elio Gaspari fazendo-se de uma mensagem de e-mail do Jobs para a Dilma tem a ver com o assunto...(não é hoax):

    ELIO GASPARI -

    De Steve.Jobs@com para Dilma@gov

    No Brasil, eu e meus produtos somos tratados como estorvos, vocês importam mais lixo do que máquinas da Apple

    SENHORA PRESIDENTE,
    Eu pensei em escrever para a senhora em duas ocasiões. Na primeira, quando a sua burocracia tributária disse que o iPad não era um computador porque não tinha teclado. Nunca ouvi tamanha besteira. Na segunda, quando soube que a senhora usava um iPad (achou o teclado?).
    Desisti porque algum Bozo diria que estava defendendo meus interesses. Resolvi fazê-lo agora porque vim para cá e acaba de ser publicada por aí a minha biografia, escrita pelo Walter Isaacson. Eu acho que ele foi bonzinho. Diz 34 vezes que eu tenho um "campo de distorção da realidade". Maneira elegante para mostrar que fui um refinado mentiroso.

    A senhora já se deu conta de que, no Brasil, eu e os meus produtos somos tratados como estorvos? Por causa dos impostos, os iPods, os iPhones e os iPads vendidos na sua terra são os mais caros do mundo.
    Quem traz um MacAir na volta de uma viagem paga R$ 650 de impostos. Se trouxer máquina fotográfica, paga nada. Mais: pode comprar, no desembarque, US$ 500 de bebidas alcoólicas. Vocês importam mais lixo e roupas usadas do que computadores Apple.

    Agora mesmo, a Foxconn negocia com seu governo a montagem de iPads no Brasil. Não acompanho essa conversa, mas o Alan Turing (aquele gênio gay que se matou comendo uma maçã com cianeto) me contou uma história de "transferência de tecnologia" e percentagem de componentes nacionais. Isso é "bullshit".
    Transferimos o que nos convém transferir, desde que a produção brasileira tenha preços competitivos. Fora disso, nem pensar. A senhora tem no Brasil uma artilharia de interesses que atrasaram o progresso do país em 20 anos na área dos computadores (hoje o atraso está nuns dez). Lembra da "reserva de mercado"? Até meados dos anos 80, seria mais fácil para mim entrar no Brasil com um pacote de pastilhas de LSD do que com um Mac. Enquanto isso, alguns bobalhões montaram em São Paulo um galpão para clonar minhas máquinas. Garantiram-me que a senhora defendia essa maluquice. Não acredito.

    Eu soube que há prefeituras comprando lotes de iPads. Falam até num projeto de um tablet (seja lá de quem for) para cada um dos 7 milhões de estudantes brasileiros. Não permita isso, dona Dilma, eles não querem melhorar a educação, querem rapinar os contribuintes.

    Seu programa de "Um Computador por Aluno" é um engano administrativo a serviço da marquetagem política e do bem-estar dos fornecedores. Outro dia pararam de pagar a capacitação de professores, mas continuaram a pagar as máquinas. Seu governo quer levar computadores para as escolas? Treine os mestres, dê um bônus a cada família e ela compra a máquina que quiser.

    A senhora já notou como o mercado de e-books brasileiros está atrasado? Pois pense no tamanho do negócio dos livros didáticos. Seu programa de distribuição gratuita desses livros é o maior do mundo depois do chinês. Imagine esse mercado dentro de dez anos, quando os tablets escolares custarem menos de US$ 50.

    Façamos de conta que estamos na Apple. Esse cenário pedirá novos produtos, novas editoras e novos modelos de livros. Eu faria assim: ponha dois sujeitos para pensar só nisso. Um para projetar boas ideias. Outro para enxotar más ideias trazidas por bons amigos.
    Atenciosamente,
    Steve Jobs

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  9. Luís,

    É preciso lembrar que tudo que compramos no Brasil, pagamos em real o preço em dólar, uma televisão aqui é mais cara que nos EUA, assim como todos os eletrônicos. Até nos alimentos, viraram commodities, mesmo o brasileiro ganhando menos em real pagamos preço internacional, se a soja sobe no mundo, sobe em nosso país, o mesmo com o trigo do pão. A única coisa mais barata aqui é salário. Zerar o imposto do livro eletrônico, como preconiza a constituição vai colocá-lo em um patamar muito mais barato que o livro em papel, onde um exemplar custa R$30,00, o kindle que atualmente é o mais barato sairá próximo ao preço dos celular mais baratos, que mesmo a população pobre pode pagar. Além disso, junto com o aparelho, vem todos os livros em domínio público, Machado de Assis, José de Alencar, Lima Barreto e logo o Monteiro Lobato, não é um grande negócio?

    É difícil incentivar a leitura, mas com o preço atual do livro é impossível, ler não é um bicho de sete cabeças, é só dar a oportunidade que as pessoas vão ler. Sem literatura acessível o Brasil nunca vai ler, baixar o preço é absolutamente necessário para desenvolver o país. O desenvolvimento acontece na base da tecnologia, quem não lê não tem a menor condição de lidar com tecnologias complicadas vitais para a competitividade mundial.

    O imposto de importação é estúpido sempre que inviabiliza o acesso do brasileiro a tecnologias que lhe serão necessárias, não conheço nenhum país desenvolvido que cometa a estupidez de taxar os componentes vitais ao seu desenvolvimento, coisa que é comum no Brasil, veja os computadores, além de analfabetos literários, o somos na área computacional por conta do protecionismo míope.

    Em tudo que disse literatura é a base da cadeia, sem ela nada funciona, filosofia está em livros, ciência está em livros, tecnologia está em livros, toda a fundação apóia-se sobre livros, não é a única medida, apenas a mais básica. Só um governo tapado ou muito mal intencionado não vê isto, e o nosso é estupidamente criminoso.

    Alex

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  10. Alex

    Concordo com você. Tudo do bom e necessário conhecimento está nos livros, e o Kindle ficaria mais factível sem os (altos) impostos. E ainda tem os livros de graça.

    Mas é preciso ir além para que um projeto de expansão do conhecimento seja bem encaminhado adotando-se e-books em massa, pois o aparelho em si é só o meio, e o meio não é o único fator que traria sucesso à meta de alavancar melhor formação, interesse por maior leitura e a "igualdade".

    A tentativa de "igualdade", mesmo se fosse propiciada com algo além do zeramento dos impostos, por exemplo, se o Kindle fosse distribuido de forma gratuita, com grande chance pode (eu disse PODE) não ter impacto positivo como motivação no próprio meio onde seria distribuído, porque as péssimas condições de ensino, a má metodologia, os professores desqualificados e desmotivados, a existência de poucos livros na língua, podem não ser capazes de fazer a reviravolta tão necessária. E mais, sem uma estrutura técnica para "carregar" novos livros no aparelho, que precisa de um computador ou uma rede wi-fi, não adianta nada.

    Mas sim, concordo, o leitor de livro digital pode ser o gatilho da motivação, tem gente que ansia por leitura e não tem condições, para essas pessoas uma maozinha a favoreceria, mas quanto da população está nesse grupo? Vai-se gastar milhões em aparelhos e umas 5 mil pessoas o aproveitarão ao máximo? Não tem senfido, é preciso aumentar as garantias para que a coisa pegue.

    Panorama atual que influencia negativamente o sucesso em escala da adoção entre os menos favorecidos: os livros de graça , e em português, são poucos, as editoras e os autores não vão contribuir sozinhos nessa, pois têm muito medo da pirataria com tanta gente sem poder pagar. A classe menos privilegiada não vai pagar 150 reais (sem impostos) por um Kindle, até porque tem dificuldades de comprar UM livro didático tradicional. E elas não serão motivadas a comprar, mesmo pagando em 10 prestações, para ler os clássicos porque, cá entre nós, os clássicos são muito chatos. E ainda tem outro problema, essa classe onde vai “carregar” novos livros? È uma minoria os colégios públicos que têm acesso à internet. Quantos dar aos colégios essa estrutura? E como essas pessoas comprarão os digitais, com que dinheiro? A questão pedagógica como fica? Outra coisa, em relação ao livro didático, ele precisa ser colorido, atraente, bem diagramado, deve mostrar gráficos e equações, e todos sabemos que o Kindle é ainda carente tecnologicamente nesse ponto. A tal "experiencia" de usar um livro didático digital é simplória. Isso com o tempo vai melhorar, claro, mas perceba quantos detalhes a se atentar para que uma política de investimento para uso em massa de um e-reader tenha chance de sucesso.

    Por tudo isso que digo que é preciso mais que um imposto zerado para haver facilitação e resultado satisfatório com o uso de leitor de livros digitais nesse país, é preciso um planejamento envolvendo para atacar todas as situações acima, senão só ficará como propaganda enganosa de políticos.

    Não se faz uma revolução na educação só com o aparelho. Ele ajuda, mas e o “resto”? Se não ficarmos de olho e cobrarmos, será mais um grande dinheiro indo para o ralo.

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  11. Luiz,

    De tudo que falou, a base é o livro, sem ele nada funciona, retirar o imposto não vai onerar o governo, o ganho com este imposto é irrisório dentro da arrecadação, portanto não há gasto. E se, sem imposto, todo brasileiro resolver importar um e-reader, isto será um ganho, mandamos muito mais dinheiro para fora com coisas muito mais inúteis. Muito mais dinheiro saí do Brasil para comprar cocaína. Espero que este ponto esteja claro.

    A desoneração do e-reader como preconiza o espírito da constituição é uma medida simples, independe de judiciário e legislativo, pode ser tomada exclusivamente pelo executivo, já fizeram coisas muito piores, quanto não se deixou de arrecadar com a desoneração de veículos que hoje entopem as ruas? É uma medida simples e básica para todo o processo de desenvolvimento, e se o governo não a toma, fica claro que quer de forma intencional sabotar a educação, pois tudo o que fazem, sem a base dos livros é inútil, quanto gastamos em livros de papel? Didáticos ou não. Quanto o governo gasta com o programa do livro? livros de conteúdo duvidoso e criminoso? Você diz que o pessoal não vai gastar R$150,00 em um leitor, tem idéia dos preços dos livros didáticos? Com este valor mal compra dois para serem aposentados no ano seguinte. Poderiam dizer o mesmo da telefonia celular, quem hoje não tem um celular?

    Como dizia um professor que tive: “first things first” ( primeiras coisa primeiro), como o livro está na base, tudo depende dele, e sem ele nada funciona, portanto, tudo passa pelo maior acesso aos livros; não dá para incentivar leitura sem livros, não há estudo sem livros, melhores professores não se formam sem livros. Sei que existem outros passos, mas todos, absolutamente todos dependem do livro. Se esta desoneração não ocorre, é prova cabal que o governo aposta na ignorância dos brasileiros, pois a medida é simples e de efeito bombástico e essencial para todas as outras iniciativas de desenvolvimento e educação.

    Sem livros acessíveis não há educação, não há desenvolvimento, o e-reader se prova capaz de baratear o acesso ao livro de uma forma nunca vista, nossa constituição proíbe a cobrança de imposto em livros de forma direta e indireta. Se o governo não desonera o e-reader, medida muitíssimo simples, prova com todas as letras que investe de forma ativa na ignorância do brasileiro e no subdesenvolvimento da nação. Atitude criminosa.

    Abraço,
    Alex

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  12. Alex,

    Continuo concordando com você. Sou um leitor contumaz desde que aprendi a ler, fã de livros, e assino embaixo qualquer petição que desonere e facilite o acesso à leitura e ao conhecimento. Esse país não muda para melhor de forma sustentável sem educação e assimilação de conhecimento.

    Só quero concluir dizendo que, já que passamos do nivel da discussão da importância do acesso universal a um e-reader para uma dimensão da necessidade de acessar conhecimento, mais do que simplesmente propiciar meios de leitura, penso que o tablet, hoje, seria uma ferramenta mais interessante.

    Por que um tablet?

    O conhecimento agora está em HTML, Flash e pdf, nos sites e blogs especializados.

    Está nas revistas e jornais, que também estão na internet, com suas matérias e colunas especializadas.

    Está em palestras:
    www.ted.com

    Está em vídeos do Youtube. Eis aqui um exemplo bárbaro: ao invés de se precisar ler 100 livros sobre o assunto do vídeo e "perder" um ano fazendo cálculos e gráficos, alguém já fez isso para você e mostra o resultado em 4 minutos: "200 países, 200 anos, 4 minutos"
    http://www.youtube.com/watch?v=fJ6y8ZJMoqM

    Está na novidade dos apps-books (livros com animação e vídeos)
    www1.folha.uol.com.br/tec/966877-depois-dos-e-books-editoras-se-arriscam-nos-app-books.shtml

    Está nas ferramentas de simulação:
    www.fisica.net/simulacoes/java/walter/ph11br/carousel_br.php

    Está nos cursos virtuais (línguas, multidisciplinas, qualquer coisa)
    www.khanacademy.org

    Está nas redes sociais e nos grupos de discussão.

    Está num debate de televisão, que passa ao vivo e também fica armazenado na internet. Dias desses assisti quatro economistas falando sobre a crise da Grécia, não tem livro que seja atual que fale alguma coisa sobre o assunto. Aprendi mais em 2h com o debate do que se tivesse pesquisado na internet ou lido algum livro recente (se tivesse).

    Está nas séries superbemfeitas do Discovery, com lindas imagens, animações e superprodução.

    E TAMBÈM está nos livros.

    Repare o quanto o livro fica "pequeno", limitado, frente a tanta diversidade na forma como o conhecimento se manifesta. Mais, pense que a cabeça das crianças e jovens se sintoniza melhor no aprendizado com multimídia, com a tal "experiência", com coisa bem feita e diversa.

    Minha conclusão: se é para facilitar e dispor conhecimento, diverso, exponencial, universal, para um público mais exigente, que quer "imersão" e ferramentas mais interessantes para aprender, um tablet conectado à internet seria muito mais indicado que um e-reader. Um tablet permite-nos até ler livros (o único inconveniente é atual tela LCD para longas leituras).

    Mas ainda assim bastaria distribuir tablets de graça para todos? Que adianta se os professores não incorporarem de forma bem pensada as ferramentas disponíveis na sua prática de ensino? Olha a responsa de um professor nos tempos multimídia. Como ele pode dar uma aula interessante se o aluno mais esperto já acessou aqueles exemplos citados acima? Então, quanto tempo de preparação de aula, quanto tempo de pesquisa para dar uma aula interessante com essa ferramenta? Se não for assim, os alunos passarão nos chats e redes sociais.

    Tá, "viajei", esse é meu problema.. kkk... Quem sabe se deve começar com e-readers antes, viajo porque eu observo outras coisas, o tempo voa, se vamos usar o e-reader em massa e os paises pobres também, e os EUA já têm usado mais o e-reader que os tablets até pelo custo (notícia de junho/11), com tablets muito mais baratos como esse novo da Amazon a coisa vai mudar. Creio que a adoção dos tablets nos países ricos é tendência de curto prazo, e lá vamos nós comer poeira de novo. É uma impressão.

    Bom papo esse nosso!

    E um abraço!

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  13. Não acho tablet uma boa idéia pelas seguintes questões.
    1 - Tablets por serem computadores completos estão dispostos a se tornarem obsoletos mais rápidos, o que diminui em muito a vida útil e pode deixar de ser tão multimídia assim.
    2 - A Bateria dos tablets dura pouco.
    3 - A tela de lcd é ruim para este propósito.
    4 - O fato de ser multimídia, ao mesmo tempo que torna o dispositivo rico o torna dispersivo, o que facilita a possibilidade de se "perder" as qualidades educacionais.
    Veja bem isso faz com que eu seja contra o tablet "hoje", a tecnologia está avançando e com o tempo as questões que eu apresentei podem não ser mais problemas, mas hoje e com a nossa realidade elas são, veja por exemplo o tópico 4 é facilmente contornável com um bom professor e um bom planejamento, mas num país em que os professores dá nota baixa para uma boa interpretação de texto, apenas porque esta interpretação não cabe no "gabarito", neste país acredito que um e-reader é melhor opção.

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  14. Luiz,

    Desta vez vou discordar veementemente, tablets não são dispositivos de leitura, servem, mas não são confortáveis justamente para as longas leituras, as necessárias ao estudo meticuloso. O que precisamos é de livros, aqueles que suportam o conhecimento humano a milênios. Você como leitor sabe que a leitura exige certo poder de concentração, e este é indispensável ao estudo consciencioso necessário a qualquer aprendizado. Livros não podem ser substituídos, e o e-book é o livro. Tablet não é livro!

    Veja o exemplo do vídeo, todas as casas contam com um leitor de DVD, muito mais confortável de assistir do que um tablet. Posso imaginar bons motivos para produzir conteúdos educacionais que possam ser distribuídos em DVDs de baixo custo, mas o mesmo ainda não existe. Documentários do Discovery são entretenimento de baixíssima qualidade, erram e mal explicam os assuntos que já estão em livros, escritos do próprio punho pelos filósofos e cientistas que geraram o conhecimento. Costumamos chamar a isto de fonte primária, as únicas dignas de confiança, em livros, todos em domínio público.

    Existe a péssima tendência de subestimar os estudantes, não devem ser tratados como idiotas, mas não são clarividentes, precisam do conteúdo já grafado nos livros.

    Veja como uma medida simples, já preconizada na constituição pode ser poderosa, atuando no alicerce de toda educação e desenvolvimento. Tudo que um bom professor precisa é que seus alunos tenham acesso aos livros, sem isto não há o que fazer. Tablet não substitui livro, além de ser mais caro, se você achou o e-reader caro, o tablet mais barato custa mais que o dobro. Vê como este governo é criminoso? Fizeram uma série de movimentos para desonerar tablets, mas algo simples e muitíssimo mais importante de se fazer, que é valer a imunidade tributária para o e-reader com e-ink, não foi feito. Temos muitos passos a dar, o primeiro, primordial, é o acesso ao livro, por isto afirmo com toda convicção: cada dia deste imposto é um crime contra os brasileiros, um dia a mais no subdesenvolvimento do Brasil.

    Abraço,
    Alex

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  15. Desculpem-me colocar a coisa de maneira simples, mas o problema deste país é a ma-fé aliada à ignorância. Vivi a Reserva de Mercado para computadores do lado 'de dentro'. A ideia era muito boa: criar uma proteção que permitisse o desenvolvimento de conhecimento, mão de obra, etc. de forma a assegurar competitividade - mas por um período somente. Só que a ganância, a corrupção, a ignorância e a malandragem de governo e empresários fez com que a coisa passasse do ponto. E o que se viu foi a proliferação, com raríssimas exceções, da pirataria, da maquiagem de produtos ('Made in Brazil' de araque). Moral da história: atraso tecnológico, preços caríssimos, etc.
    Não nos enganemos: no Brasil sempre se leu pouco e de muitos anos para cá, menos ainda. Não se venderia tantos Kindles aqui. A espúria taxação desses produtos é simplesmente reflexo da ganância do governo (tem que alimentar muitas "bocas") bem como do lobby de certos empresários que "fabricam" dispositivos assemelhados aqui e cobram os olhos da cara. Tudo como dantes.

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  16. Anônimo,

    Não há dúvida que o governo tem extrema má-fé e pela ignorância popular usam da hipocrisia para tapear o povo, mas veja também por este ângulo, desde que foi permitido ao Brasil ter prensas, já em idade tardia, por conta da vinda da corte, livro nunca foi um item barato em nosso país, livro nunca foi acessível, e daí podemos aferir a causa primária da patologia da baixíssima leitura. Sem livros não há leitores, simples não? Veja o absurdo do preço de um livro em papel hoje! Não acredito que isto seja incidental, é proposital, ignorantes são pessoas mais baratas para políticos safados, o mesmo curral eleitoral que aqui sempre existiu.

    Enquanto alguns países apostam na liberdade de mercado, aqui há a libertinagem do mercado, com empresas sempre em íntimo e obsceno contato com o governo, não temos mercado, apenas um conluio de piratas que tem por objetivo saquear o país cada vez mais. Não que outras empresas em outros países não queiram o mesmo, mas aqui a ausência de concorrência real, permite este tipo de abuso como o preço extorsivo dos livros.

    O e-reader é a efetiva possibilidade de baratear o livro, pela primeira vez na história! Não é uma revolução rápida, 75% dos brasileiros são analfabetos funcionais, tem fobia a livro, mas volto ao mesmo argumento: sem o livro acessível isto nunca irá mudar, é a base, o princípio de tudo. O governo não quer liberar o imposto como preconiza o texto constitucional, apostam na ignorância, precisam da ignorância para manter-se no ato do poder promíscuo e criminoso.

    Abraço,
    Alex

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  17. Anônimo

    Não tem como fazer com sucesso uma reserva de mercado à "moda Brasil", ainda mais quando a principal intenção dela, quando aconteceu, foi ideológica, nacionalista, isso nunca funcionou. Tanto que o resultado foi óbvio, fico só num exemplo, nem a grande Itautec (na época) nem as menores conseguiram ir adiante da "chupação" do MS-DOS, porque a coisa não foi feita para se avançar com pernas próprias. A reserva só rendeu privilégios para alguns, bem como você disse.

    Veja como funciona o caso contrário do nosso, a eficiência da China e dos Tigres Asiáticos seguindo os passos do Japão de décadas atrás. Sem precisar de reserva de mercado, vão copiando os produtos, começam devagarinho fazendo mal feito e barato, mas com uma missão de ir além e atender mercado, fazendo a coisa cada vez melhor, as empresas vão aparecendo com suas marcas e tomando conta. No caso do Japão e dos Tigres, porque também eles investiram maciçamente em educação de base e profissional.

    Sem 1) visão de futuro (o que queremos como país) e 2) visão de negócio/mercado, buscando atender reais necessidades da sociedade, que hoje se chama "todo o mundo", a coisa não vai. E o pior é ver que nesses últimos 10 anos só fomos atrativos para algumas montadoras e no resto importamos tudo. Os que governam parecem baratas tontas, só tocam a coisa.

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  18. Luiz,

    Novamente discordarei de ti, e agora com redobrada veemência, pois acredito que sua noção de metodologia pedagógica está bastante distorcida. Não são figurinhas, filminhos e outras firulas que aumentam o conteúdo educacional ou científico de uma obra. A verdadeira educação vem em seduzir os alunos com o conhecimento das verdadeiras maravilhas do universo, por si mesmas já são belas e interessantes para cativar o aluno, se o professor tiver a capacidade de passar a paixão do conhecimento. O fabuloso aparelhinho preto e branco, carregando a herança dos livros e os tornando mais difundidos e acessíveis é tudo que o bom professor sonha. Foi o conhecimento sedimentado em livros de Tycho Brahe, Kepler, Galileu, Newton e Einstein que nos permitiu conhecer a composição de estrelas distantes e toda geografia do universo. Um aplicativo para acessar a base de conhecimento da NASA é incrivelmente inferior a um único livro: “Philosophiæ Naturalis Principia Mathematica” , sem o qual a tal agência não existiria. É a isto que chamo fonte primária, o veículo original onde foi depositado o conhecimento de cientistas e filósofos. A verdadeira educação e conhecimento não dependem de livros grandes, coloridos e cheios de ilustrações, necessita de idéias, argumentos, lógica e paixão, já transmitidas em anos por letras pretas sobre papel branco, o ancestral do e-reader, aparelhinho notável que facilita de forma absurda a distribuição do conhecimento.

    A educação precisa ser cuidada, o e-reader não é excludente, mas desonerar o aparelhinho é uma medida tão simples e de tanta eficácia, pois tudo depende do acesso a livros, que é um primeiro passo natural, deveria ser simples a todos que são favoráveis a educação. Sem esta simples providência, toda e qualquer outra medida é ineficaz e hipócrita. Educação precisa de livros, sem eles não existe iniciativa educacional que prospere. Desenvolvimento precisa de educação, que não existe sem livros, que nunca foram acessíveis na história do Brasil. O e-reader é a primeira oportunidade de mudar a causa primária do nosso subdesenvolvimento, tem que ser imune ao imposto como já diz a constituição.

    Abraço,
    Alex

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