segunda-feira, 21 de novembro de 2011

E-books Multimídias?

Aumentar Letra Diminuir Letra


Um dos pontos discutidos quando falamos sobre e-books é a possibilidade de criarmos livros multimídias e interativos.
Isso significa que o livro teria vídeos, músicas, hiperlinks que levassem a outros materiais, talvez até aplicativos embutidos que façam análises e simulações de acordo com a necessidade do leitor.
Isso me parece interessante até a página 2.
Claro todos podemos ver vantagens óbvias neste tipo de material quando pensamos em livros infantis, embora valha a pena pensarmos nas críticas que dizem que este tipo de material reduz a nossa capacidade criativa e imaginativa.
Mas não quero falar em livros infantis, deixemos este ponto para outro post, vamos analisar a real utilidade deste tipo de material para os leitores adultos.
Pra mim um e-book é acima de tudo um livro, e não pode esquecer nunca desta função primordial e necessária, se começarmos a embutir muitos recursos em um livro ele pode deixar de ser livro e se tornar uma outra mídia, nada contra novas mídias, mas acho que o livro sempre terá seu lugar.
Isso não significa que o livro não possa se aproveitar das novas possibilidades 2.0, mas acho que o conceito de livro expandido aqui está muito mais em facilitar pesquisas associadas, que aumentar o "conteúdo" do livro. Explico, hoje quando lemos um livro no Kindle, podemos usar o dicionário do sistema, sem precisar corrermos atrás de um de papel, podemos compartilhar nossas notas e marcações de texto, podemos pesquisar um termo na Wikipedia, e o novo Kindle touch tem a função x-ray que parece ampliar ainda mais estas opções.
Ou seja acredito que as possibilidades realmente interessantes vão nessa linha, quando eu estou lendo um romance que se passa em uma cidade de veneza eu poderia querer ter uma idéia mais clara da cidade, então uma foto ou vídeo dela podem me ajudar, nisso, embora devemos dar graças as cidades fictícias que sempre poderemos imaginar do nosso jeito.
Por fim livros interativos não são novidade, lembro de ler "livros jogos" quando era criança, aqueles que diziam para você continuar a leitura em determinada página dependendo da escolha de ação, mas eu tenho que dizer que sempre lia todas as opções.

7 comentários:

  1. Sabe-se há horas que cada pessoa aprende melhor de um jeito, alguns são visuais, outros cinestésicos, outros auditivos. Um livro multimídia, educativo, aumenta a possibilidade do aprendizado mais eficiente de mais pessoas, sem falar no peso do aspecto motivacional.

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  2. Mas, Anônimo, mesmo assim, não seria melhor ter um livro apenas escrito para quem aprende visualmente, um conteúdo em vídeo para quem aprende melhor ouvindo, etc etc?
    Fazer conteúdos separados, não misturar tudo em um?
    Só filosofando...

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  3. Eu li o e-livro our Choice, do Al Gore, num Ipod. É um bom exemplo de como a associação das mídias pode gerar um bom resultado no aprendizado. Ele é essencialmente escrito, mas o recursos multi-mídia auxiliam na fixação e explicação do que é escrito.

    Então, acho que há espaço para essa mescla, mas tem que ser bem pensado, como num bom romance, os elementos não podem exceder.

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  4. May, e os custos disso, para cada público teria uma mídia específica? É mais barato produzir e distribuir um material que sirva para todos, completo.
    E cabe-se perceber quem são poucos nesse mundo que, por autoconhecimento ou orientação pedagógica, saberiam como fazer para aprender melhor, isso é mais possível de acontecer nas escolas para mentes brilhantes, em que se obrigam a se preocupar com particularização, mas no mundo dito "padrão" isso é só falado.
    E outra, não é porque o conteúdo de um material sirva para todos que vai atrapalhar, muito pelo contrário, naturalmente cada um, lendo e assistindo e ouvindo, vai aproveitar (e assimilar) o material de acordo com sua capacidade inerente.
    Aliás, o material multimídia nunca é um show piroténico que roda sozinho, para se acessar isso ou aquilo dependerá da vontade do interessado e estará no tempo dele acessar cada recurso.

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  5. Aliás, as aulas de pós-graduação de escolas importantes usam e abusam de recursos multimídia, não só pelo fato de os assuntos lidarem com a complexidade de informação e conhecimento, mas parqa que as aulas não fiquem enfadonhas. Uma aula de marketing, por exemplo, entreameada de cases mostrados por filmes é mais rica do que uma sendo simplesmente ditados os conceitos.

    Um assunto complementar, já que estamos falando de educação... Abaixo uma notícia de um tablet "gigante". A princípio uma ideia quase inútil, mas quando se pensa no potencial como ferramenta auxiliar na educação, opa, a coisa fica interessante.

    http://tecnologia.br.msn.com/noticias/empresa-cria-o-maior-tablet-do-mundo

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  6. Uma outra tecnologia multimídia que tem uma grande oportunidade para uso educacional. Custa caro (por enquanto), mas...

    Microsoft Surface

    http://www.dailymotion.com/video/x24lnu_microsoft-surface_tech#rel-page-7

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  7. Sou muito cético com profetas da didática, por um motivo muito simples, enquanto nossa qualidade de ensino mostra um gráfico decrescente, a tecnologia é francamente ascendente, a tecnologia evoluiu a educação piorou, ou seja, são os livros de palavras que fazem a diferença, os bons professores, e todo material “didático” já está pronto, em livros, como na época em que o ensino era de melhor qualidade. Boa educação precisa de leitura, o estudante que não tem total domínio da leitura não progride, é ela que faz pensar. O ebook em e-ink, preto e branco, por baratear os livros que já existem, é a maior possibilidade de incremento na educação.

    Abraço,
    Alex

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