terça-feira, 25 de outubro de 2011

Os números que falam

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A Feira do Livro de Frankfurt já acabou e a de 2012 já está sendo planejada, mas as muitas coisas lá discutidas ainda renderão reflexões tanto para quem se interessa por livros (independente de sua apresentação ou veículo) como para nós que a apreciamos na mescla com a tecnologia.


Uma questão que frequentemente discutimos por aqui, que é a disponibilidade de títulos, foi apresentada nas discussões paralelas da feira e reflete o abismo entre o cenário nos EUA e Reino Unido, onde pode-se encontrar um milhão de títulos e 400 mil títulos, respectivamente, e o Brasil, onde contamos com míseros 6 mil títulos em e-book. Entre essas realidades tão distintas encontramos um grupo de países com situação intermediária, como França e Alemanha (80 mil), China (60 mil), Japão (50 mil) e Australia (35 mil). A Espanha, está mais próxima de nós, com apenas 15 mil títulos disponíveis.

Também foram apresentados números dando conta da proporção de tablets x e-readers em cada um desses países e, excetuando EUA que tem aproximadamente 20 milhões de usuários de cada um dos dispositios considerados, e a China, onde o número de e-readers supera o de tablets (7,8 e 7 milhões de usuários, respectivamente), em geral os tablets são mais numerosos que os e-readers.

Não estamos falando de nenhuma análise estatística apurada, mas parece haver realmente uma correlação muito estreita entre a disseminação dos dispositivos de leitura e o sucesso dos e-books, que pode ser expresso pela própria disponibilização de títulos.

Mas talvez alguém por aí queria propor uma questão ao estilo ovo x galinha. Será que há muitos títulos porque o mercado é um sucesso ou o mercado é um sucesso porque há muitos títulos à venda?

Fontes de consulta: Corrieri della Sera (indicado por Leighton Gage) e Ebook Reader.

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