domingo, 25 de setembro de 2011

E-books Kindle nas bibliotecas americanas

Aumentar Letra Diminuir Letra

Enquanto aqui no Brasil, lutamos para ter qualquer visibilidade, mesmo nas feiras especializadas, nos EUA, o Kindle e os e-books e e-readers em geral lideram as vendas, lideram as escolhas de presente e tocam o terror nas editoras que não querem se adaptar.
A Amazon, agora, quer levar um passo adiante - 11 mil bibliotecas nos EUA iniciarão o empréstimo de livros no formato "Kindle" (qualquer arquivo que o leitor Kindle poderia ler), apesar de muitas já terem empréstimo de livros em formato epub e pdf. Esses livros podem ser lidos nos muitos leitores Kindle (o próprio Kindle E-reader, app para android, iOs, software para PC e o Kindle Cloud Reader, que funciona na web e não requer instalação) então teoricamente não haveria restrição de aparelho para a leitura destes.
Uma das grandes vantagens, segundo a Amazon é que o leitor poderá fazer anotações nos livros, que ficarão gravadas na nuvem e poderão ser acessadas toda vez que o leitor baixar (pegar emprestado) o mesmo livro. Coisa que, desde sempre, foi um tabu nas bibliotecas - livro de biblioteca não se rabisca, não se anota!
Nos EUA, o empréstimo de livros digitais não é novo, pelo contrário, mas no formato da Amazon, isso sim é novo. E sendo que o Kindle é um dos aparelhos mais vendidos, com um grande volume de aparelhos no mercado, e por não ler e-pub ou pdf com DRM, bom, isso acabava tornando os empréstimos nas bibliotecas não comuns o suficiente ou, inclusive, fazer com que várias pessoas optassem pelo Nook, no lugar, para poder pegar seus livros emprestados.
Logo, a Amazon viu que deveria fazer algo a esse respeito - e fez.

Aqui no Brasil, as bibliotecas não pretendem investir em livros digitais, mesmo que esses possam melhorar muito as bibliotecas do país que ainda são muito raras e com volumes gastos pelo tempo, rasgados, sujos e em número menor do que deveriam - geralmente com muitos livros antigos e pouquíssimos livros do gênero Young Adult, que incita a leitura nos jovens (e um jovem leitor é, em geral, um futuro adulto leitor).
Não só elas não pretendem investir como desdenham dos mesmos, assim como as editoras nacionais, que não sabem lidar com os tais e-books e, quando resolvem incluí-los na estratégia, é apenas para cobrir todas as possibilidades, não como estratégia de mercado.

Temos muito a avançar, mas gosto de acreditar que nós, leitores digitais, estamos liderando a revolução. Podem me chamar de sonhadora, de revolucionária, mas acredito que é dos livros que sai um país melhor e dos livros digitais que virá a real popularização dos livros.

2 comentários:

  1. Deixa estar, jacarés das editoras: suas lagoas vão secar!

    ResponderExcluir
  2. Eu também acredito que livros fazem pessoas melhores (não necessariamente boas, mas melhores) e países são feitos de pessoas, mas enquanto a leitura em si não for mais popular do que é hoje, os e-books não produziram milagres. Mas sigamos com a revolução ainda assim!

    ResponderExcluir