sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ainda sobre a Bienal: há um conflito no ar!

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Prometi fazer uma visita à Bienal do livro do Rio Centro e cumpri, mas demorei muito para fazer essa postagem. Muita correria, viagens e trabalhos. Bom, aqui vai.

Coisa estranha, havia muitos iPads fazendo de tudo, menos vendendo e-books. Ninguém falava de e-books e quando eu perguntava, recebia evasivas. A Bienal ficou totalmente alienada dos e-books. A indústria editorial brasileira ainda está na idade da pedra. Vai acabar pagando por isso. Eu acho que já merecíamos uma feira somente focada em e-books.

Particularmente, iniciei uma campanha para abrir mais espaço aqui em casa, doando livros. Os que me são mais caros estou baixando as edições virtuais, alguns no Kindle e outros no iPad.

Dia 15, segundo o presidente da Positivo, haverá vários modelos de tablets utilizando Android já nas lojas brasileiras. Eu continuo fiel ao meu iPad2 e ao meu Kindle. Um me leva para o mundo das revistas e das cores e o outro me guia no mundo dos livros.

A Bienal, alienada dos e-books, mostra que há um conflito no ar: livros de papel versus e-books, pelo menos nas cabeças dos editores. Enquanto isso, eu já dou minhas aulas usando o iPad2, ao invés do quadro branco ou negro. O maravilhoso aplicativo de US$4.99 (R$9,30) chamado Noteshelf torna isso possível. No final da aula, envio para os alunos todas as anotações em PDF. Show.

Agora, aguardando: dia 4 as novidades da Apple (faltam somente 11 dias) e mais para a frente as novidades da Amazon. Parece mesmo que ela se instala por essas bandas no início de 2012. Essas duas empresas melhoram sempre o meu humor.

7 comentários:

  1. Muito maneiro este aplicativo.
    Mas da parte do aluno, é possível abrir mão de um caderno de exercícios em sala de aula com ele?

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  2. Há ceerca de 4 anos atrás comecei a dar aulas usando um tablet notebook IBM (Lenovo). A caneta é sensivel, pressionando sai uma linha grossa e com leveza linha fina. O tamanho da tela é de 11 polegadas. Usei canetas coloridas, facilmente trocáveis. Dei aulas um semestre todo tentando aperfeiçoar. Ao final da aula gravava em pdf e disponibilizava aos alunos. Como uso muito desenhos, mesmo com 11´´ de tela para eu traça-los (a tela é maior que o do ipad), achei o espaço pequeno. Mudei de programa... Usei até o Coreldraw para melhorar as figuras. Resultado: hoje prefiro usar quadro branco! Ê mais fácil, mais amplo. Os círculos que traçam em 80 x 80 cm são melhores que em uma tela em tamanho A4 (aproximadamente). O espaço no quadro é melhor dimensionado que na tela do computador. Tentei me acostumar com a tela desisti. Nunca pensei que fosse voltar ao quadro. Voltei. Quando falo meus gestos são mais amplos, há mais vida usando o quadro!
    Minha experiência em aulas desse tipo é diferente da apresentada.

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  3. Cristóvão, eu comentei no meu blog que achei a bienal pouco digital. Não havia muito sobre livros digitais e nos poucos lugares onde havia menção a literatura digital, os estandes estavam repletos de crianças, como se livros digitais fossem apenas infantis.

    Também acho que o mercado precisa parar de implicar com os livros digitais e passar a vê-los como aliados à difusão da cultura, mas sem cobrar o preço do livro de papel.

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  4. Sobre usar iPads em sala de aula, para mim (sou professor universitário), por enquanto, não vale a pena.

    Em primeiro lugar tento evitar usar o quadro (nem sempre consigo). A aula deve ser mais dinâmica.

    E esse software parece ser (pelo que vi no vídeo) muito precário ainda...

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  5. Raul, encontrei apenas um aluno usando esse software. Ele me garante que não voltou a comprar cadernos de papel e está satisfeito.

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  6. Caro Sergio,
    Concordo plenamente com você e me incomoda a lentidão com que o mercado editorial está reagindo às novidades no Brasil.

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  7. Caro Adolfo,

    A resposta dos alunos tem sido excelente, dizendo que está tornando a aula mais dinâmica e interessante.

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