quarta-feira, 20 de julho de 2011

Poesia: Uma arte esquecida?

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Olá!

Acho que quase todos os bons ratos de livraria são capazes de citar alguns bons autores em quaisquer estilos.

Todos os estilos literários possuem os grandes mestres de eternos clássicos, os grandes mestres de deliciosos bestsellers e os grandes novos mestres.

Todo mundo lembra de Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Gregório de Matos, Augusto dos Anjos... Mas quem são os novos grandes mestres da poesia? Há novos grandes mestres da poesia? Ou será esta uma arte esquecida? Ou será esta uma arte eterna que permanece sempre tanto nos holofotes quanto nas entrelinhas da história?

Para aqueles que estão lendo este post esperando as respostas para essas perguntas eu afirmo desde já: eu não sei. Mas acredito que esse é um tema interessante para ser discutido.

Buscando na Kindle Store, encontra-se mais de 5 mil títulos sobre livros de poesia. De coletâneas de um único poeta a de vários poetas. Livros de $2 a $200 dólares.

São mais de 2 mil antologias poéticas, mais de 2 mil coleções. E isso apenas para e-books em inglês. Em espanhol e português são mais de 400 títulos, incluindo, por exemplo, um compêndio de poesias de Álvaro de Campos (pseudônimo do poeta Fernando Pessoa).

É uma quantidade bem considerável de títulos quando considerada isoladamente, mas não exatamente expressiva quando comparada com os mais de 250 mil títulos de ficção.

Obviamente, este não é o único parâmetro que deve ser utilizado para análise da presença de um determinado estilo na vida dos leitores. Mas é o parâmetro que adotaremos pelo menos aqui, para preservação do tema de forma geral.

Então fica a pergunta? A poesia é uma arte esquecida?
Será que os livros dos grandes poetas de outrora continuarão sendo admirados e lidos, e os dos grandes novos poetas serão exilados aos cantos das livrarias, conhecidos apenas pelos altos literátos e grandes conhecedores das artes das letras?

Ou será que não?
Será que a poesia ainda é uma arte plenamente expressiva que ainda tem bastante espaço e bastante leitores?

E aí pessoal? O que vocês acham?

Independente das respostas, uma verdade existe: a existência de e-books facilita a publicação para autores desconhecidos de diversos estilos, entre eles a poesia.
Alguns sites de agentes literários e editoras afirmam em suas páginas de informação para envio de originais "não estamos aceitando livros de poesia".
Então, caso essa arte esteja realmente sendo abandonada, não há dúvida de que os novos poetas tem no universo virtual uma grande facilidade para reencontrar sua arte e trazê-la aos holofotes.


Pessoalmente, eu sou uma grande fã da poesia: ouso rabiscar alguns versos vez ou outra, leio Fernando Pessoa com freqüência, e quando eu crescer eu quero ter um algo de Gregório de Matos dentro de mim. Então, espero que a resposta à pergunta deste post seja um alto e sonoro "Não".

Para estimular as discussões, gostaria de lembrar a música - e por que não? - como uma forma de poesia. E quaisquer outros tipos de poesias não eruditas que nossos caros leitores desejem apresentar!

Vamos trazer a poesia para a mesa de discussões de forma firme e forte.

A gente se vê!

Um comentário:

  1. Acredito que poesia não é esquecida, mas menosprezada e não por leitores, mas por poetas. Fazer poesia é difícil, boa poesia muito difícil, trabalho que os poetas modernos não se dão, acreditam ser a poesia natural como qualquer função fisiológica, mas sabemos o que se produz da fisiologia. Idolatram os antigos, mas não se dão ao trabalho de estuda-los e entender, crescer e fazer a própria poesia amadurecer.
    Abraço,
    Alex

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