sexta-feira, 29 de julho de 2011

E-book não é assunto de editor | Publishnews

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E-book não é assunto de editor | Publishnews | Colunas


O link corresponde a um pequeno texto escrito pela Cindy Leopoldo que com poucas palavras aborda um assunto muito, muito complexo: Editoras x E-livros.

Vou reproduzir o texto para que vocês leiam e nos comentários possamos discutir sobre o assunto.

Alguém já me falou há anos que e-book não é assunto de editor, mas só agora confirmo. Faço zilhares de buscas por dia sobre o assunto e não é comum achar alguém de dentro das editoras usando com propriedade as novas palavras editoriais, tais como tablet, ePub, DRM etc.
Vejo que alguns amigos meus acham que as editoras estão inventando isso para lucrar ainda mais, mas, na verdade, assim como a indústria fonográfica queria continuar vendendo CDs, as editoras no geral queriam (e algumas ainda querem) continuar fazendo apenas os impressos. E-book é assunto de sites e revistas de tecnologia, se localiza mais ou menos entre a seção de smartphones e a de games, e é curioso ver a lista de tablets e e-readers à venda no mercado, porque, no Brasil, parece haver mais e-book readers do que e-books para serem lidos. Por quê? Simples, os e-readers são feitos por livrarias e por grandes empresas de tecnologia, e os e-books são feitos pelas editoras (pelo menos enquanto a pirataria não entra no jogo...). E esse assunto pertence tanto à indústria mundial de tecnologia que o próprio ePub foi criado pelo consórcio IDPF (International Digital Publishing Fórum), formado por empresas como Google, Adobe etc.
Há quem compre a ideia de que a tecnologia melhora o mundo, e eu acho que ela o torna mais prático em muitos aspectos mesmo, mas sinceramente o mundo continua a mesma aristocracia de sempre. Um grupinho decide como a vida dos outros vai mudar para melhor, quando, através de que aparelho e por qual valor. As revoluções ocorridas no mundo da música e do livro são financiadas por empresas que querem vender seus iPods, Kindles etc. Essa aristocracia do moletom quer o mesmo que as outras quiseram: vencer. De alguém. Contabilizando essa vitória em dólares.
E como as editoras ficam no meio disso? Reféns? De certa forma. Mas são também uma grande indústria, baseada há anos nas também aristocracias cultural e / ou artísticas. Sabendo avaliar e usar bem as potencialidades da tecnologia e buscando ouvir seu consumidor, pode até vender mais que antes e alcançar novos patamares de lucro, vencendo até mesmo a considerada mais poderosa e destrutiva aristocracia da pirataria.

4 comentários:

  1. Senti uma falta no texto, e-readers são feitos por empresas de tecnologia e livrarias, ebooks são feitos por editoras... o que faz o autor? Para que serve o autor?
    Abraço,
    Alex

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  2. Emanuel, pergunto-me sobre essa questão com ferquência. Tenho participado de discussões a respeito e não encontro mesmo a figura de editores (falando aqui em editoras que tem a missão de receber e avaliar materiais dentro de uma determinada linha editorial, com a finalidade de triar o que será ou não disseminado) se envolvendo nessa questão ampla dos e-books. Os autores, que o Alex menciona também não estão realmente envolvidos, pois o simples fato de gerar um arquivo digital (nem vamos discutir ainda o cuidado com sua correção, formato e boa adaptação em diferentes aparelhos) não é, num sentido mais amplo, publicar um livro, é muito mais a satisfação do ego. O e0book é sim um novo meio para espalhar conteúdo, mas sua aparente facilidade não deveria significar descuido no processo. Deve haver sim muito trabalho de edição envolvida na criação e distribuição de um e-book.

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  3. Maurem,
    Minha ironia em relação aos autores é que parecem não serem importantes na cadeia de produção do produto livro, o papel parece mais protagonista que as letras.
    Além do trabalho autoral, o livro precisa ser revisado e composto, o primeiro não pode ser feito pelo autor, o segundo somente se o autor se dispuser a aprender estas novas habilidades. Há uma obviedade que diagramadores profissionais não entendem, toda sua expertise em tipos não pode ser traduzida em epub, pelo menos não no atual, pdfs são muito inflexíveis. É preciso ver a estética de uma boa composição no e-reader, certos preciosismos tipográficos não são ainda suportados pelo soft. Além disso, tem a otimização do código que o leitor não vê, parece não funcionar em todos e-readers da mesma maneira.
    Abraço,
    Alex

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  4. Emanuel, considere o seguinte: Imagine se a Amazon fizer uma oferta ao Paulo Coelho (apenas como exemplo, poderia ser um Dan Brown...) se lançar seus proximos livros apenas para e-books ? Um contrato milionário, exclusivo, como ficaria o mercado de readers ? Seria uma possibilidade de afirmação definitiva do medelo de livro e eleitores digitais ?? Abraços a todos do KBB

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