segunda-feira, 28 de março de 2011

Rapidinha: E as compras internacionais vão encarecer

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Decreto publicado nesta segunda-feira (28) no DOU (Diário Oficial da União) determina a elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre essas despesas.
Ele diz que nas “operações de câmbio destinadas ao cumprimento de obrigações de administradoras de cartão de crédito ou de bancos comerciais ou múltiplos na qualidade de emissores de cartão de crédito decorrentes de aquisição de bens e serviços do exterior efetuada por seus usuários”, a alíquota passa a ser de 6,38%, e não mais de 2,38%.
O decreto entra em vigor a partir de hoje, produzindo efeitos nas operações de câmbio liquidadas 30 dias após a publicação.
Compensação A medida foi tomada para compensar o reajuste da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física no ano-calendário 2011. A renúncia fiscal com o reajuste é de R$ 1,6 bilhão. 
A MP prevê, ainda, o aumento de outros impostos. As elevações são justificadas por técnicos do governo como uma necessidade de se cobrir a renúncia fiscal que a União terá com a correção da tabela do IR a partir de abril.
Além de garantir uma arrecadação extra, a elevação do IOF é parte das ações para tentar reduzir o consumo de brasileiros no exterior. O governo avalia que, assim, evitará a alta da inadimplência.
O aumento de imposto também atende reivindicações de empresários preocupados com as compras de importados, que estariam afetando produtos locais.
As compras com cartão de crédito no exterior bateram recorde no ano passado, de US$ 10 bilhões, um aumento de 54% em relação a 2009. No último trimestre de 2010, os gastos de brasileiros em dólar com cartão ultrapassaram US$ 1 bilhão por mês.
Na prática, nossos e-books sofreram aumento de 6,38%. Por exemplo, um e-livro vendido na Amazon pelo  custo básico de U$ 2,99 (com whispernet) vai custar no dia do pagamento da fatura U$3,18. E um Kindle Wifi, vai sair por U$332,05, no lugar dos U$312,15.
Preparem os bolsos

3 comentários:

  1. Para variar, ao invés das empresas brasileiras tentarem melhorar a qualidade de seus produtos, elas tentam nivelar por baixo.

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  2. Esta medida vai segurar o meu consumo, certamente. Mas não vai me fazer comprar porcaria

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  3. Acho uma medida arrecadatória, mas pífia no que diz respeito a reduzir as compras no exterior. Penso assim, pois quando comparamos grande parte dos produtos (principalmente os eletro-eletrônicos) comprados no exterior com os vendidos aqui, a diferença de preço é muito maior que estes 4% a mais que resolveram incluir. Eu mesmo compro vários produtos via eBay, e quando comparo com os preços aqui no Brasil, se for comparando com o Mercado Livre, a diferença média é de 30%. Agora se comparar o produto eBay, com o vendido em uma loja, ai esta diferença passa fácil de 60%. Isso, já considerando o custo de envio do exterior para cá. É um absurdo como nos taxam e como as coisas aqui custam caro. E não me falem que é devido a mão de obra miserável lá de fora, pois estou comparando os mesmos produtos feitos lá (made in china, taiwan ou singapura), ou seja, tem o mesmo custo. Só que se você compra direto, paga X; se compra via uma outra pessoa fisica que tras e vende (Mercado Livre, por exemplo), que tem que auferir um lucro, paga 1,3X e se compra de uma Loja (mesmo virtual, que não tem tantos custos de infra-estrutura assim, para mais de 1,6X... Será que nossa idéia de lucro ainda é aquela do tempo da inflação galopante ?? Ninguém se contenta mais em ganhar 3 ou 5%... principalmente o governo e sua máquina arrecadatória...

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