sábado, 19 de março de 2011

Entrevistas de livro: Domingo, o jogo, de Cassia Cassitas

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Caros leitores, seguindo a sugestão, vamos iniciar uma ciclo de entrevistas com os autores da geração digital, os autores de e-books brasileiros.

Como entrevista inaugural, trago em pauta a autora do livro Domingo, o jogo, Cassia Cassitas, e-publicado pela Kindle Book Br em novembro de 2010.



O que a motivou escrever “Domingo, o jogo?”
A importância que percebo haver nos quatro elementos que utilizei para compor o livro: a família, os jogos humanos, o domingo e os almoços familiares em torno dos quais nos reunimos.
É no seio da família que podemos encontrar a estrutura básica para o nosso sucesso. Nessa convivência, desenvolvemos uma identidade única sendo influenciados tanto pelas alegrias, como pelos problemas, diferenças, dificuldades. São marcas que levamos na formação da personalidade, no processo pessoal de tomada de decisões, na nossa forma de enxergar e nos relacionarmos com o mundo. Já os jogos sempre foram e serão parte de nossas vidas. Basta observar o sucesso de programas populares, como os realities shows, por exemplo! Quanto ao domingo é o dia associado ao encontro com nós mesmos, aos almoços em família. E é lá que o jogo acontece.

Trata-se realmente de um jogo?
Antes de tudo é um livro. Para ser lido, pensado e relido. O formato e a linguagem de um jogo é uma tática para despertar o interesse das mentes treinadas a competir incessantemente, atingir metas e buscar resultados. Isso soa familiar? Na maioria das profissões essas noções são prática cotidiana.  Os videogames estão repletos destes conceitos, acrescidos de outros elementos: criatividade na busca de novas alternativas, observação para enxergar elementos presentes e não percebidos, inovação para ir além do senso comum e vislumbrar a realidade sob um enfoque diferente. As variantes da globalização, dos novos modelos familiares e da educação, os pilares políticos e sociais contemporâneos, recheiam as entrelinhas das situações simples de todos os dias.  Esta é a linguagem do livro. Esse é o jogo que se tem para viver.

Por que escolheu o domingo como ponto de partida?
O domingo é o dia mundial do tempo livre, de se ter liberdade para fazer escolhas. Da hora de acordar ao sapato que escolhemos usar, das pessoas com quem compartilhamos o nosso tempo, procuramos viver o domingo ao nosso gosto. Mas e o nosso comportamento diante dos encontros familiares, do nosso desejo de sermos equilibrados, felizes e completos? Tudo depende da perspectiva que adotamos, pois o domingo é também um ponto de convergência a partir do qual podemos redesenhar os desfechos. Se eu resumisse o livro numa frase, ela seria: pode ser diferente.

Você atuou por muitos anos em grandes empresas. Que experiências profissionais e pessoais você trouxe para elaborar o livro?
Desde o tratamento que recebi nas entrevistas de estágio, passando pela convivência com os colegas de profissão, até a liderança exercida e recebida. Foi um tempo de conflito entre filhos e projetos, ganhos emocionais e financeiros. O personagem principal sempre foi o ser humano. O objetivo maior, o sucesso. No final, todos querem ser bem-sucedidos, olhar para suas vidas e gostar do que vêm.

Seu livro posiciona o leitor como o principal jogador. Que tipo de ganhos ele pode esperar ao final da leitura?
Lucidez. Um mundo maior quando olhar ao seu redor. Coerência entre seus valores e a vida que vive. Energia para se reposicionar no jogo e experimentar outras estratégias para novas escolhas. O resgate da liberdade de ser o que se é. Abordagens diferentes para encarar sua família, suas crenças, sua trajetória. Meu objetivo é levar o leitor dar tempo e atenção aos seus sonhos.  E sorrir.

No livro você usa uma linguagem lúdica para abordar questões pessoais e emocionais, que pedem uma profunda reflexão. Que tipos de feedback você tem recebido dos leitores?
Frequentemente os leitores escrevem que tal trecho “parece ter sido escrito para mim”.  As pessoas se identificam. Enxergam-se nas situações descritas. Reconhecem sentimentos e emoções.  Já tive depoimentos em que os leitores afirmam que foram “pegos” na primeira página e não conseguiam parar de ler. Outros tantos relatam que leem e voltam a ler o mesmo capítulo, por terem a sensação de que há mais nas entrelinhas. Há também os comentários bem-humorados: uma leitora que queria ser uma caipirinha de maracujá, outra que pediu uma receita. Gosto de dizer que este é um livro para ser lido como se toma café: cada qual no seu ritmo, para saboreá-lo melhor.

“Domingo, o jogo” recebeu o selo “Verdes Trigos”. O que isso representa?
Um selo é um carimbo que atesta a qualidade e linha editorial da obra. Verdes Trigos é o selo do já tradicional portal de literatura que leva o mesmo nome. Seu editor, Henrique Chagas, advogado, teólogo, filósofo e também escritor, assina o prefácio de “Domingo, o Jogo”. É dele a classificação da obra como um ensaio poético-filosófico. 

“Domingo, o jogo” foi lançado em e-book e impressão sob demanda (POD). Quais as maiores vantagens que o leitor encontra nesses novos formatos?
Ambas tecnologias possibilitam a comercialização de livros por preços mais acessíveis. O e-book é uma realidade para muitas pessoas. Há muita gente lendo em celular, computadores, iPod, iPad, nos e-readers como o Kindle da Amazon e o e-cooler da Gato Sabido. Com a chegada dos tablets ao mercado, esse número terá um crescimento exponencial. A versão impressa na versão POD (print on demand) elimina a necessidade de grandes tiragens e armazenamento de livros. É possível comprar um livro nos sites especializados e recebê-lo em casa no máximo em três dias.  O livro será impresso especialmente para você. A modalidade altera o conceito de “edição”. Só fará sentido falar em segunda edição quando o livro sofrer revisão, pois a tiragem nunca se esgota.

“Domingo, o jogo” já está sendo traduzido para o inglês.  Já tem previsão de lançamento?
Maio de 2011

Fonte: Calhau Brasil



 Domingo, o jogo, Cassia Cassitas

Amazon: U$7,00 (formato Kindle, AWZ)
Kindle Book Br: R$ 12,00 formato ePUB com DRM (necessita conversão)
Livraria Cultura: Brochura R$33,50, R$12,00 formato ePUB com DRM (necessita conversão)

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