quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Livros em Português – Lista atualizada

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Lista atualizada dos e-books (livros) em português na Kindle Store: LISTA 10/02/11 (1312 livros).

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(Agradecimento ao José Bernardo da Kindle Portugal)
Toda semana uma nova atualização.



Livro em destaque:
Essa semana teremos a honra de publicar uma resenha inédita de Noga Sklar, da KBR, sobre o livro Dança Ritual Urbana, Erwin Maack.


Dança Ritual Urbana, Erwin Maack US$ 7,00( KinldeStore) ou R$12,00(KindleBookBr, ePub DRM)
Holografia literária

Encontrei num chaveiro antigo a chave de entrada para a mente iluminada de Erwin Maack, iluminada a laser, claro. Não era um chaveiro qualquer: Faixa de couro debruada nas extremidades, preta, aberta e dividida em três abas. Pelo anverso e no centro, uma barra de metal cravada como cabeçalho, dotada de encaixes para receber cada um dos olhais dos seis ganchos ou anzóis. A curvatura deles forma uma garganta de abertura estreita, cuja ponta, não tendo barbela, mas uma minúscula glande, se volta elegantemente para fora, dispondo-se como amistosa clave para pescar, penetrando o orifício de cada chave que de agora em diante lhe pertence, isto é, pertence ao mistério que existe por trás da riqueza melódica e vocabular deste novo escritor inesperado, uma joia implantada no universo malhado da literatura online à espera de um leitor que a use.
Devido ao cuidado com que cada conto deste livro é concebido e trabalhado, o conceito de joia excede aqui qualquer metáfora: simplesmente reflete o carinho do artesão que se dedica a seu produto, único e duradouro, com seu gosto refinado e uma espécie moderna de especiarias ardidas temperando o texto. Este artesão é Erwin Maack.
Espantada com o inédito conhecimento concentrado na história da chave — cifra e ardil — perguntei a Maack de onde vinha tudo aquilo:
— Ah, é um chaveiro velho que tenho...
Vem certamente, também, da habilidade de contar histórias incríveis, mágicas, transbordantes de conteúdo, que eu julgava perdida nos salões de Harum Al-Rachid: imaginem agora que em vez de Scherazade contando as histórias por mil e uma noites, como se sua vida dependesse disso, estivesse... Jorge Luís Borges. E a referência não é gratuita. Há um background de exotismo oriental misturado a memórias da Bahia numa praia deserta em São Paulo, ao relacionamento fortuito entre amigos, amantes, pai e filho, ao quase nada que move em nós o desejo de preservar a vida, aos relatos humanos que conferem sentido à pequenez cotidiana de nossos rituais de dança, urbanos ou não.
O autor se descreve, modestamente, como um viajante de enciclopédias, mas, francamente, que viagem! Para Erwin Maack, até o ato prosaico de amarrar os sapatos se elabora como prosa poética: Amarrar os sapatos tornou-se agora uma tarefa cuidadosa e demorada, não mais automática. Cria uma escultura instantânea e fugaz dos fios, longitudinais e transversais; cada um forma uma estrutura, o urdume ou urdidura, este último a trama; juntam-se em duas pontas agudas e passam perfeitamente para o outro lado, quando se encontram no laço final. Olha cuidadosamente para o calçado e descobre a alma dele, assim como o atacador. Uma síntese.
Ou nesta descrição do interior de um dirigível alemão prateado, viajando de Manaus a Paris em missão de divulgar para o mundo uma espécie de Kobe Beef criado a pão-de-ló no interior do Brasil por um João Siqueira qualquer, nobilizado pelo nome holandês comprado, Van der Ley: A atração era um Ardabil com motivos florais, trevos nos cantos e medalhão no centro, lembrando a mesquita das mulheres de Isfahan, Sheik Lotf Allah. A sensual escala de cores, desde o original vermelho profundo passando pelo ouro velho e fosco, salpicada de azuis e verdes, preparava para o branco do fim. O desenho do mestre parecia retratar sensações hoje perdidas.
Em Dança Ritual Urbana e Outros Movimentos os contos se entrelaçam, formam tramas, cada um deles um microcosmo da literatura global em preciosa tessitura, a parte pelo todo, uma bolha colorida de água que se infla em 3D na mente do leitor quando provocada no lazer da leitura: um relato holográfico, com a precisão fotográfica da alta definição, eis aí uma boa descrição do trabalho de Erwin Maack.
O que me lembra meu primeiro, surpreendente contato com a holografia, em 1992. Estávamos, mamãe e eu, na Feira Mundial de Madri, que anunciava bombasticamente os novos recursos da imagem que só se tornaram realidade no ano passado, com o Avatar de James Cameron. Víamos exibições teatrais por todo lado, as imagens incrivelmente transparentes e realistas projetadas a laser, em três dimensões, sobre gramados e lagos. Em determinado momento, nos sentamos em um pequeno teatro onde os personagens, vestidos de branco, se movimentavam no palco. Mamãe se espantou:
— Impressionante, não? Parecem até de verdade!
— Mas, mãe, estes são mesmo atores de verdade...
É o caso de Erwin Maack, um escritor de verdade em meio à confusão virtual carente de realidade em que a mídia contemporânea, a que tanto temos nos acostumado, acaba nos enredando sem que a gente perceba. Recomendo

3 comentários:

  1. Caro Emanuel,
    Desculpe estar a enviar este comentário de novo, mas os links que publicou são os originais, que causavam alguns resultados errados e que depois corrigi.
    Reenvio e peço a gentileza de corrigir os links, que reenvio (os corretos incluem as letras amzn.to):

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    Aproveito ainda a ocasião para lhe dizer que os empréstimos de livros funcionam aqui em Portugal. A única questão é que há muitos livros que não permitem empréstimo e por isso essa opção não está activada.

    Reitero parabéns pelo vosso excelente trabalho; como já lhes indiquei já coloquei no meu blog um link para este vosso blog.
    Um abraço
    José Bernardes
    Um abraço

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  2. José Bernardes,

    Obrigado pela correção e contribuição. Além dos links que redirecionam para seu blog, vamos providenciar um link permanente.

    Quanto aos empréstimos, no site da Amazon está como oficial apenas para os EUA. Vou verificar se aqui no Brasil está disponível também.

    Abraço,

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  3. Caro Emanuel,
    Obrigado pela rápida resposta. Agora mesmo lembrei-me de um detalhe... mudei minha morada no "manage my Kindle" para os EU para poder acessar à Amazon como cliente americano... será que é por isso que posso efetuar empréstimos e receber livros emprestados? Não tenho o Kindle comigo agora (shame on me!), mas entretanto vou mudar a morada para Portugal mesmo para ver o que acontece :-)
    Abraço
    José Bernardes

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