sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Jobs x Bezos Round 3: Novas regras de assinatura a Apple

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A Apple anunciou ontem, 15/2, os detalhes de seus planos de assinatura para serviços oferecidos na App Store, e confirmou que exigirá os já conhecidos 30% do valor das editoras que vendem conteúdo em seus aplicativos. O novo modelo afetará a Amazon.com e outras lojas de livros eletrônicos para iPhone, iPod Touch ou iPad, admitiu uma porta-voz da Apple.
As editoras e vendedoras de conteúdo devem remover qualquer link dentro de seus apps que levam a opções de compra fora da App Store(NOTA: eu já sabia que ia acontecer essa manobra cedo ou tarde),segundo a Apple, uma exigência que significa que a Amazon.com terá de eliminar o acesso direto à Kindle Store, que atualmente é fornecido em seus apps para iPhone, iPod Touch e iPad.
Assinaturas e outros conteúdos digitais ainda podem ser vendidos fora da App Store – saindo assim do corte de 30% - segundo a Apple, mas a companhia agora irá exigir que se isso acontecer, o aplicativo também inclua opções de compra em sua loja online.
“A Apple exige que se uma editora escolhe vender uma assinatura digital separadamente fora do app, a mesma oferta também precisa estar disponível, por um preço igual ou menor, para os consumidores que querem realizar a assinatura de dentro do aplicativo”, afirma o comunicado da “maçã”.
Para periódicos como revistas e jornais, as editoras podem estabelecer a periodicidade de uma assinatura para semanal, mensal, bimestral, trimestral, anual ou bianual. Os usuários selecionam um período para assinar, então clicam em realizar pedido, o que debita o cartão de crédito associado à conta da pessoa no iTunes.
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Kindle no iOS: aplicativos de terceiros devem remover links para outras lojas
“A Apple processa todos os pagamentos, mantendo a mesma participação de 30% vigente atualmente para outras compras dentro dos apps”, afirma a companhia.
“Nossa filosofia é simples – quando a Apple trouxer um novo assinante para o app, a Apple ganha uma porcentagem de 30%”, disse o CEO da empresa, Steve Jobs, em um comunicado. “Quando a editora trouxer um assinante novo ou existente para o aplicativo, ela fica com os 100% e a Apple não ganha nada.”
Jobs, que atualmente está de licença médica, ainda estaria fortemente envolvido com as decisões da companhia, trabalhando de casa e realizando reuniões por telefone com outros executivos.
Ainda ontem, a porta-voz da Apple, Trudy Muller, confirmou que essas regras não se aplicam apenas a editoras de jornais e revistas, mas também para fornecedores de conteúdo, como a Amazon.com, que oferece um aplicativo de seu e-reader Kindle para os aparelhos móveis da empresa de Steve Jobs.
Até o fechamento desta notícia, a Amazon não havia respondido a um pedido para comentar essas novas regras, responder questões sobre como os consumidores poderão comprar livros e se ela continuará a oferecer uma versão do seu e-reader para iOS.
Mesmo sem o link “Shop in Kindle Store”, os usuários ainda poderão comprar livros fora da App Store – no site da Amazon, por exemplo, ou por meio de um aplicativo do Kindle que não seja para produtos da Apple – e então carregá-los para seu iPhone, iPod Touch ou iPad. (Nota: vai dar mais trabalho, mas com o Whispernet tudo se resolve)
A Apple não especificou um prazo para que os desenvolvedores modifiquem seus apps existentes. Além disso, a porta-voz também não respondeu até o momento a uma questão sobre esse assunto.
Essas novas diretrizes da “maçã” chegam pouco após a controvérsia iniciada no começo deste mês, quando a Sony anunciou que a Apple havia rejeitado seu aplicativo de e-reader. Na época, a companhia japonesa afirmou que havia “chegado a um impasse” com a Apple quanto às regras de compras dentro do app.
A primeira publicação a anunciar que ofereceria assinaturas diretamente pelo aplicativo foi a News Corp., que lançou um jornal exclusivo para iPad chamado “The Daily”, há cerca de duas semanas.
Após o lançamento do “The Daily”, vários analistas e especialistas previram que a Apple lançaria o serviço de assinaturas dentro dos apps ontem porque o período gratuito de teste de duas semanas do novo veículo – patrocinado pela operadora Verizon – tinha previsão de acabar no mesmo dia.
Fonte: MacWolrd (Por Computerworld / EUA)

Um comentário:

  1. Poise como eu vinha dizendo e continuo dizendo...aple nao tah nem ai pros seus consumidores so quer encher os bolsos de dinheiro...eu sei q o objetivo de toda empresa e o lucro mas qdo para alcança-lo a empresa passa por cima dos direitos dos proprios consumidores demosntra sua falta de respeito...sabe o q as pessoas deveriam fazer em resposta a isso?..simplesmente nao comprar o q puder pela app store e sim por outras lojas pelo computador e passar para seus aparelhos...dando um prejuizo neles...mas como sempre nada sera feito pois a aple sabe q existem aplemaniacos q so concordam e nunca criticam...q vivem dizendo...a aple esmaga os outros... e a melhor...e por isso vao continuar com esse mercenarismo discarado...poise e no final quem perde e o consumidor q fika com menos alternativas de compra e a aple pode rancar o olho das pessoas em sua loja (app store) pq elas nao terao opçao msm né...

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