sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Google quer "revolucionar" o mercado de e-books

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O Google Inc. está nos estágios finais para o lançamento de seu aguardado empreendimento no setor de livros eletrônicos, a Google Editions, que pode sacudir a forma como os e-books são vendidos.

A iniciativa, que está atrasada — executivos do Google haviam dito que esperavam fazer o lançamento em meados deste ano —, acaba de superar várias barreiras técnicas e legais, disseram pessoas próximas da empresa. O lançamento nos Estados Unidos está previsto para este ano ainda e, internacionalmente, para o primeiro trimestre de 2011, disse Scott Dougall, diretor de gerência de produtos do Google.

Nas útimas semanas, livreiros independentes, que devem ter papel importante na Google Editions, começaram a receber contratos de sua associação. Vários editores informaram que estavam trocando arquivos com o Google — um sinal de que o lançamento está próximo, dizem editores. "Por causa da complexidade desse projeto, nós não quisemos sair com algo que não estivesse completo", disse Dougall.

A Google Editions espera transformar o mercado de livros eletrônicos oferecendo um modelo aberto, do tipo "leia em qualquer lugar", que difere do dos concorrentes. Os usuários poderão comprar livros de vários varejistas on-line — inclusive livrarias independentes — e adicioná-los a uma biblioteca on-line ligada a uma conta do Google. Eles poderão acessar sua conta do Google em qualquer dispositivo com um navegador de internet, como computadores, smartphones e tablets.

Por causa do alcance do Google — a ferramenta de busca atrai 190 milhões de usuários de internet nos Estados Unidos por mês, quase 1 bilhão no mundo, segundo a comScore Inc. —, muitos acreditam que a Google Editions tem o potencial de transformar o incipiente mercado de e-books. Espera-se que a venda de livros digitais nos EUA mais do que triplique em relação a 2009, quando movimentou US$ 301 milhões, e atinja a marca de US$ 966 milhões este ano, de acordo com a Forrester Research.

O Google afirma que está numa missão de alcançar todos os usuários de internet, e não apenas aqueles com os tablets, por meio de um programa pelo qual os websites remeterão seus usuários para a Google Editions. Por exemplo: um blog relacionado a surfe poderia recomendar um livro sobre surfe, direcionar os leitores para a Google Editions para comprá-lo e dividir os lucros com o Google. Por meio de outro programa, as livrarias poderiam vender livros Google Editions a partir de seus websites e dividir a receita com o Google.

"O Google irá transformar todo espaço da internet que fale sobre um livro num espaço em que você pode comprar aquele livro", diz Dominique Raccah, editora e proprietária da Sourcebooks Inc., uma editora independente sediada a em Naperville, Estado do Illinois. "O modelo do Google vai provocar muitas vendas. Nós achamos que eles podem obter 20% do mercado de e-books muito rápido."

A estratégia de não ter o seu próprio aparelho para a leitura dos livros digitais poderia dar uma vantagem competitiva ao Google, diz Brian Murray, diretor-presidente da HarperCollins Publishers Inc., editora da News Corp. À medida que o número de aparelhos portáteis de leitura — incluindo tablets e smartphones — se proliferar, a Google Editions será beneficiada "porque a sua tecnologia pode ser a menos dependente de aparelhos específicos", diz ele. A News Corp. é proprietária do Wall Street Journal.

Fonte:The Wall Street Journal Jeffreu A. Trachtenberg, Jessica E. Vascellaro e Amir Efrati (com adaptações)

ATUALIZAÇÃO 06/12 /210

E a revolução começou?

Então a Google lança seu novo serviço digital: o Google eBooks.

Trata-se de uma livraria virtual baseada em tecnologia nas nuvens, cujo acervo é formado por livros clássicos e textos digitalizados pela Google os quais foram rediagramados para a plataforma de eBooks da Adobe (ePub, e pdf). Bem como, livros de livrarias independentes (por enquanto não há nenhum livro nessa categoria).

A ideia "revolucionária" é permitir que o usuário tenha acesso a qualquer livro (dentre os 3 milhões prometidos) a qualquer momento e em qualquer dispositivo (bem, os que aceitem a plataforma ePub, ou seja, o Kindle não!). E que seu progresso seja sincronizado para todos os dispositivos que se faça uso.

O lado "revolucionário" seja no fato de seu ebook não ficar armazenado no seu aparelho de leitura mais sim na sua conta google (tecnologia das nuvens), permitindo a liberdade quanto ao espaço de armazenamento. Ou seja, necessita de uma conexão a internet enquanto estiver lendo.

Mas há a possibilidade de ler offline, bastando realizar o download em ePub ou PDF para o aparelho em questão, que pode ser um tablet, smartphone, ou os e-readers: Sony Reader, Nook, e quem sabe o brazuca Alpha. Porém, as editoras podem limitar esse processo, permitindo apenas o acesso via nuvem. Contudo esse processo de download deve ser realizado mediante o intermédio de um computador, o programa da Abobe e um conexão USB.

Porém, nada disso é novidade. A Amazon disponibilizou esses caminhos para o Kindle com seu Wispernet e o programa Kindle para os diversos aparelhos (Ipad, Iphone, Android).

No tocante ao armazenamento, ocorre o mesmo, apesar dos livros serem gravados na memória do Kindle, eles podem sem apagados e baixados quantas vezes desejar e por mais de um aparelho conectado a sua conta Amazon.

Em outra postagem comentarei a impressão do program de leitura do Google ebooks.

7 comentários:

  1. Há alguma notícia sobre o leitura dos e-books do Google no Kindle? A propósito, os livros serão lidos apenas online ou será possível baixa-los?

    Obrigado e parabéns pelo blog.

    Leo

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  2. As notícias indicam que a leitura dos livros vendidos pelo sistema Google poderão ser lidos em qualquer dispositivo.

    Atualmente a leitura se faz via PC, mas com a ajuda do Calibre é possível a conversão para o formato de sua preferência.

    Agradecemos seu elogio. Se possível envie-nos jugestão de pauta e críticas.

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  3. Parabéns pelo Blog, muito bom!!!
    Gostaria de aproveitar um amigo que está nos EUA e comprar um kindle pela Amazon e enviar no endereço onde ele está, assim me livro do imposto. Porém não sei como comprar a versão internacional, pois no site não achei esta informação. Poderia me ajudar?

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  4. André Luiz, hoje todos os Kindle vendidos pela Amazon são international. Pode comprar qualquer um que vai funcionar no Brasil sem problemas.

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  5. Obrigado Edson,
    Mas e quanto ao roaming? E porque falam em "US version e international version"?

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  6. André,

    O custo do roaming é cobrado de forma embutida na compra dos e-books ou assinaturas. Por exemplo o livro do Diogo Abascanto custa U$0,99,mas por estarmos no Brasil pagamos U$2,00 a mais.

    Caso, você fosse um americano e estivesse de férias no Brasil e quisesse comprar um livro, acredito que haveria essa taxa.

    Quanto a definição de localização ficou no passado nos K1 e K2. Apartir dos K3 não há essa diferenciação.

    Abraço,

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  7. Muito obrigado Emanuel!!!
    Agora já posso comprar o meu!!!

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