sábado, 23 de outubro de 2010

Popularidade de e-readers faz crescer pirataria de e-books

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A popularidade de leitores de e-books cresce a cada dia e, ao mesmo tempo, tem aumentado também a pirataria dos livros virtuais. De acordo com um estudo recente, até 3 milhões de pessoas baixam diariamente livros piratas.

A Attributor, uma empresa de soluções de monitoramento e antipirataria, autora do estudo, analisou o volume de downloads de e-books piratas entre junho de 2008 e junho de 2010, focando-se principalmente em sites de compartilhamento - como é o caso do RapidShare, Hotfile e MegaUpload.

A partir dos dados analisados, a empresa percebeu que houve crescimento de mais de 50% nas buscas por downloads de conteúdo pirata durante o ano passado. No Google, por exemplo, há entre 1.5 e 3 milhões de buscas diárias por e-books piratas.

No entanto, a pirataria de e-books vem se focando menos em grandes sites de hospedagens e se movendo para sites menores e até mesmo para especializados em pirataria de e-books.

Desde agosto de 2009, foi identificado aumento de 54% em downloads de e-books piratas e, com a ampla disponibilidade do iPad em meados de maio deste ano, os downloads cresceram 20%.

Durante o estudo, o maior número de buscas por e-books piratas veio dos Estados Unidos (11%) e Índia (11%), seguidos pelo México.

Sites de hospedagem de torrents, como o PirateBay, não foram analisados. A pesquisa completa (em pdf) pode ser acessada no site da empresa.


Fonte: Olhar Digital

8 comentários:

  1. Tem link para o pdf da pesquisa?

    Estados Unidos são os que mais pirateiam, mas sãos os que mais compram. No ano de lançamento do DVD/DBR do Batman Cavaleiro das Sombras, ele foi o mais baixado, em compensação foi o mais vendido legalmente nos EUA.

    A diferença entre filme pirata/download (que não é pirataria, na minha opinião) e o original é o material que compõe o DVD (caixa, extras, etc, e para fãs isso faz diferença.

    Agora, os livros virtuais são os mesmos, quer originalmente adquirido ou não. Sendo assim, é vital que se desenvolva técnicas ou serviços que incentivem o consumo do original.

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  2. Eu adoraria comentar a respeito, mas a última vez que fiz isso, no site da Editora Plus, me barraram. Portanto, me abstenho.

    André

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  3. André, vá em frente. Nós somos democráticos, se não ofender ninguém, pode sentar os dedos no teclado e digitar sua opinião.

    Abraço,

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  4. Nada de mais, na verdade. O que eu disse é que as pessoas deveriam respeitar a decisão dos autores, se esses não quiserem ter seus livros disponibilizados de graça, já que o trabalho é deles. Porque houve um comentário fazendo considerações “moderninhas” sobre direitos autorais, de como os tempos são outros, e que era uma “atitude infantil” dizer coisas do tipo “Se não me pagar direitos autorais eu não faço”. Aí eu, polidamente, perguntei quem era autor de alguma coisa ali. Porque pregar divulgação com a propriedade intelectual dos outros é muito fácil. Quero ver se você viver disso.

    Além disso, tinha também o argumento de “democratização da cultura”, que é pra lá de furado. Democratização da cultura já existe na internet, pra quem tem acesso: Tem muita coisa de graça disponível. Agora, o último livro do Bernard Cornwell, ou do Stieg Larsson não são cultura: São entretenimento. E isso, sinto muito, é pra quem pode, não pra quem quer. Se eu, por exemplo, quero ir a um show, eu junto dinheiro e vou. Se não der, paciência. Agora, eu não vou tentar entrar de penetra sem pagar alegando “todos tem direito a isso”, ou algo parecido.

    A moral da história era: Se você pirateia livros, o problema é seu, mas não me venha com desculpas esfarrapadas

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  5. André, concordo totalmente contigo no que diz respeito a que os autores só podem se dedicar a escrever e melhorar suas obras com o dinheiro que vem da venda legal de seus livros. A pirataria simplesmente para não pagar por algo que se pode comprar oficialmente, na minha opinião só se justifica (mesmo assim parcialmente) quando por entraves legais não está disponível em um país e está em outro, como por exemplo obras de conteúdo proibido em países comunistas como China ou em países com proibições por razões religiosas como Irã, por exemplo. O que quero dizer é que se eu vou trabalhar em um destes países e quero comprar oficialmente um livro lá pela Amazon e esta não me abre o conteúdo lá por uma restrição de governo e eu nem sou originário de um destes países, se tiver oportunidade de trazer de outra fonte, vou trazer sim. Mas isso é a excessão da excessão.
    Agora, uma coisa que eu realmente critico muito é quando eu quero um livro, como por exemplo o "Andar do Bêbado" e só encontro ele em formato digital na livraria da Gato Sabido e descubro que não vai funcionar no meu Kindle. Ou seja, mesmo querendo pagar, eles tem uma restrição de concorrencia entre os leitores eletronicos (que não é problema meu, mas dos fabricantes) e, não deixam que eu compre o livro no meu formato ou o converta facilmente. Nesse caso, eu sou da opinião de que devemos comprar, quebrar o código e baixar sim no nosso leitor. Conheço gente que comprou exatamente este livro e só depois quando foi por no Kindle viu que não funcionava. Escreveu para a livraria e recebeu um e-mail padrão dizendo que seus livros só funcionavam em tais leitores e não no Kindle, mas em momento nenhum se propuseram a devolver o dinheiro pago pelo livro. Ai, a pessoa não teve dúvida, baixou o INEPT EPUB Decrypter (que é gratuito e funciona muito bem), quebrou o código do DRM (neste caso o Adobe Original Editions) e com o arquivo gerado carregou no Kindle e no iPad (outro onde não era permitido) sem qualquer problema ou peso na consciência, pois não passou o livro para outros e só usou (leu) porque pagou para comprá-lo.
    Enquanto as livrarias (Amazon) ai incluida não colocarem a possibilidade de quem tem outro e-reader poder receber no formato do seu e-reader (podem até cobrar uns cents a mais por isso), vão ficar sim à merce deste tipo de "pirataria" se é que podemos chamar assim.

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  6. Edson,

    Eu concordo com você. Eu não considero quebrar o DRM de um livro que você comprou errado. Até o momento eu nunca precisei, mas meus livros da Amazon estão guardados, em caso de necessidade.

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