domingo, 15 de agosto de 2010

E-reader do Futuro

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Enquanto alguns acreditam que os leitores de livros do futuro serão algo muito próximo a um iPad (colorido, touch-screen, com navegador de internet rápido) mas com menor peso, tela não iluminada e preço baixo (como o Kindle), outros tem uma idéia de futuro um pouco diferente...
Já corre pelo mundo da tecnologia a tentativa de criar o verdadeiro "livro eletrônico" onde o leitor sentiria como se realmente tivesse em suas mão um livro, com folhas e possibilidade de virar as páginas. Isso traria para aqueles que hoje evitam a tecnologia a  sensação de estar lendo da forma tradicional um livro que poderia conter algumas milhões de páginas...
Mas como é isso ?
Formato de um livro, onde a capa dura esconderia circuitos eletrônicos de conexão 3G, WI-Fi ou USB. Com a capacidade de miniaturização atual, isso já é algo muito simples.
As páginas seriam tão finas como as de papel, mas de material sintético, fomado por um "sandwich"de uma lâmina plástica transparente, uma tela (eletrodo)  formada por fios micro-capilares (muito finos), micro-esferas eletromagnetizáveis, com metade branca e a outra metade preta, outra tela (eletrodo) alinhada com a primeira, uma lâmina de plástico branco (ou sépia). Isso seria necessário para cada página, ou seja, em uma folha teria que ter esta estrutura de cada lado. Hoje já é possível fazer esta composição com a mesma espessura final que um papel de gramatura 70 ou menor.    
Com tudo isso reunido em uma capa e algumas dezenas destas "páginas eletrônicas", teríamos o leitor mais próximo de um livro real de todos os tempos. O usuário baixaria os livros e, depois em uma simples seleção na lombada do livro, as páginas teriam as telas de cada página eletromagnetizadas fazendo as esferas girarem e criando assim as letras e imagens e repoduzindo o livro como se fosse impresso. É muito similar ao que ocorre hoje com o e-ink do Kindle, mas só que ao invés de ter uma única tela, teria uma "tela" em cada página. Para livro com mais do que o número de páginas do leitor, ao chegar na última, ele seria informado para carregar a continuação e voltar ao começo para prosseguir.
Para satisfazer até os mais céticos e tradicionalistas, a textura das páginas eletrônicas poderia ter a mesma sensação que páginas de papel e ainda ser impregnadas com essência que lembre o cheiro de papel.
Ou seja, para a pessoa menos informada poderia pegar este livro e pensar que estava vendo um legítimo livro impresso ao invés de uma solução da tecnologia moderna capaz de armazenar milhares de títulos.
A única pergunta que resta é : toda a tecnologia está disponível hoje; porque não se produz este e-reader ? A resposta talvez esteja no custo; mas se pensarmos em larga escala e no impacto ambiental de não derrubar milhões de arvores para gerar papel, com certeza é uma ótima solução.
Abaixo um diagrama de como funciona o sistema de páginas eletrônicas :

2 comentários:

  1. Olá Edson, eu não estou muito acostumada a postar em blogs, então me perdoe por postar aqui uma dúvida minha, que nada tem a ver com o assunto em questão. Eu comprei um Kindle de 6" a uns 10 meses na esperança de me ajudar a ler livros e artigos visto que tenho muitos para ler por dia por conta de meu mestrado. Eu amei o aparelho, é excelente para leitura de livros de bolso (deixou minhas viagens mais felizes), porém não tem me servido muito bem para ler artigos devido ao seu menor tamanho. Gostaria de saber se o Kindle DX, de 9,7" serve para tal intento, se ele se aproxima de um tamanho A4.

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  2. Idéia é curiosa, mas acho que seja um grande desperdício TAMBEM de recursos naturais. Se podemos poupar tudo em uma página digital que assim façamos, e não colocar 100 páginas digitais só pelo apelo visual. E se isso realmente pudesse ser barato, imagina o quão barato seria o leitor que seria "apenas uma" dessas páginas?

    Os saudosistas vão querer ver papel de qualquer forma, então não tem jeito. :P

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