sexta-feira, 13 de março de 2015

Impeachment é democrático, mentira não!

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Você sabe o que é física quântica? E microeletrônica, semicondutores e genética molecular? Democracia, você sabe o que é? É mais simples que os assuntos acima? Se acha que sim está enganado, como a altíssima tecnologia que permite smartphones, terapia molecular e tantas outras complicações modernas, a democracia é a mais alta tecnologia que permite o convívio pacífico e justo dentro da sociedade moderna, e ela não é simples, precisa de muito conhecimento, com certeza você não consegue construir um smartphone, mas não há dúvidas que seja capaz de destruir um, mesmo que sua intenção seja consertar o aparelho.

O ideal democrático é a arma de mais alta tecnologia contra qualquer arroubo ditatorial, e como toda tecnologia de ponta não é simples, precisa de conhecimento para usá-la, caso contrário mais se destrói do que constrói, por este motivo educação e livros são tão temidos por todos os ditadores, eles minam seu poder que repousa na ignorância do povo e o distribui a quem é de direito: o cidadão. Comparar a democracia hoje com a praticada na Grécia antiga é como igualar um ábaco com um computador moderno, ambos apóiam-se nos mesmos princípios mas são mecanismos completamente diferentes e com capacidades muito distintas. A democracia evoluiu e continua evoluindo, assim como computadores, está sempre sendo aperfeiçoada, e se aparecem mecanismos mais funcionais, também aparecem aqueles que não funcionam, e é preciso conhecimento para diferenciar ambos, um computador ruim ou um programa ruim “dá pau”, assim como a democracia.

O governo atual usa a liberdade democrática para implantar a ditadura autoritária e a comparação que não querem que se faça é com o bolivarianismo venezuelano, pois lá trilhou-se o mesmo caminho e já vemos o resultado: não há alimento para todos, pessoas passam fome, e no caso de comerem nem há papel-higiênico para limpar. O crime tornou-se endêmico e é usado pelo governo para oprimir o cidadão que encontra-se sitiado por bandidos, e aos que ousam revoltar-se com esta vida miserável, fruto da ideologia comunista bolivariana, o governo agora aprovou uma lei onde a força policial incumbida de controlar manifestações populares pode usar força letal, matar o cidadão que discorda do governo. Há prisões arbitrárias com motivos políticos e todo o povo vive na miséria com este machado pendente sobre a cabeça. Se não mudarmos de rumo, este será nosso futuro!

Um dos pontos mais importantes para uma ditadura bolivariana é controlar os meios de comunicação e substituir a educação por doutrinação, por este motivo o livro livre e acessível à população é tão perigoso, ele traz idéias, ele ensina que quando eles dizem democracia é na realidade a justificativa para a mais hipócrita e sanguinária das ditaduras. O impeachment de Dilma é democrático, a suas mentiras não! Há leis, o impeachment é um mecanismo democrático legal, justamente para nos livrarmos de governantes que não mais tem espírito público e autoridade moral para governar. Dilma mentiu, usou o dinheiro público em sua campanha na TV para mentir, mentiu de forma descarada, tão descarada que não precisou nem de uma semana depois do pleito para admitir que mentiu para enganar o povo na eleição, depois de dado o resultado duvidoso, que por nosso sistema eleitoral não ser transparente e passível de auditoria por qualquer cidadão deixa margem a dúvida de sua legitimidade; e se há dúvidas, se não há transparência, não há legitimidade, um presidente que se elege com base na mentira não tem legitimidade! Se há dúvidas sobre o resultado das urnas, não há sobre o que disse Dilma, ela mentiu! O povo votou enganado, e isso não é democracia. Dilma mentiu na eleição e portanto, seja qual for o resultado das urnas, o seu governo e ilegítimo! É da democracia aceitar o resultado do pleito, mas também é da democracia o candidato falar a verdade para que o povo possa fazer uma escolha consciente, se houve mentira, Dilma é uma governante ilegítima.

Usando da desculpa democrática o PT no governo prepara o nosso caminho para o comunismo bolivariano, ao não combater o crime e desarmar o cidadão o governo torna os brasileiros indefesos, tendo que preocupar-se com o crime em vez de manifestar-se contra os que permitem a criminalidade frutificar. Com Paulo Freire e Emília Ferrero e seu construtivismo vigarista atrasamos o desenvolvimento nas letras de nossas crianças, e com professores incompetentes, desvalorizados e doutrinadores garantimos que as idéias estúpidas proliferem e que o pensamento crítico e independente seja extirpado junto com a inteligência verdadeira. Ao sucatear a saúde pública o governo coloca o cidadão em estado de necessidade, pronto a receber qualquer esmola como ajuda, mesmo que o preço desta esmola seja a escravidão. O pobre desumanizado, inculto, fragilizado, passa a ser uma mera ferramenta de manobra para o governo, a velha prática do coroneleismo nordestino oficializada em dimensões nacionais. Mas como na Venezuela, uma nação assim indigente não prospera e a crise que vivemos é conseqüência estrutural da ideologia do governo, só temos saída se tirarmos estes vagabundos do poder, caso contrário nosso destino será pior que o da Venezuela, ou mudamos o modelo ou a miséria será cada vez maior, até ao ponto onde chegaremos na perfeição cubana, onde os governantes vivem com o melhor que há no mundo moderno e os cidadão com o pior da idade média.

Um dos comportamentos que acho mais deploráveis é a mesquinhez, e o governo do PT é mesquinho, com sua sanha ideológica precisa sabotar a educação de verdade e fazer da nação um conjunto de miseráveis. O e-reader, aparelhinho que barateia o livro em uma proporção inimaginável e torna o acesso livre à cultura tarefa simples é combatido com todo o fel da alma, é o maior indício que o governo só tem com os brasileiros as piores intenções. Pobre tem que ser burro e subserviente, tem que ser miserável e pronto a vender-se pela menor esmola do governo, leitura é um luxo que aos pobres não é permitido, e tudo isso por um projeto de poder, uma busca mesquinha por poder usando uma ideologia tão vagabunda que precisa da ignorância para sobreviver, pois com o menor sinal de pensamento crítico e visão objetiva, todo comunismo é desmascarado e suas supostas boas intenções caem por terra, desnuda-se a mais nefasta inumanidade, um regime responsável por sofrimentos que nem a força da natureza impôs ao homem.

Um e-reader, um Raspberry PI, Arduino e suas interfaces, são coisinhas baratas e simples, brincadeiras de criança, e fora do Brasil são apenas brinquedos, que educam com eficiência e prazer, todos estes “luxos” são negados aos brasileiros pela mesquinharia petista, e é essa mesquinharia que não nos permitirá sair desta situação de crise; e se não usarmos o mecanismo democrático do impeachment, perderemos a capacidade da democracia verdadeira e só nos restará o comunismo bolivariano.

Dia 15 de março de 2015 é a data marcada para defendermos a democracia, nossa única oportunidade de sair da crise e evitar que uma máquina destinada a infiltrar as instituições e corromper a democracia prospere e nos obrigue a limpar as fezes com o papel dos jornais que só servirão para isso.

Quinze de março, faça chuva ou sol, impeachment e democracia ou bolivarianismo e sofrimento, a escolha é sua!

Alex
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domingo, 11 de janeiro de 2015

A publicação eletrônica de trabalhos científicos ameaça as estruturas de poder.

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É comum para o público em geral pensar que trabalhos científicos são um ramo da literatura ao qual não fazem parte, é um clubinho fechado com sua própria linguagem e assuntos que só interessam aos próprios membros, nada poderia ser mais errado, mas é o que acontece hoje. Vou tentar explicar como funciona o sistema de publicações científicas e por que isso é importante para todos, principalmente, pois mesmo que não saiba, é você quem paga a conta.

Para dar-lhe um bom entendimento da questão preciso voltar no tempo e pinçar da história os eventos que determinaram não só o início das publicações científicas, mas também os eventos que marcaram a separação da filosofia e ciência.

Fazer ciência é pensar, para ter ciência é necessário pensar, e por muito tempo pensar compreendia apenas um ramo, a filosofia. Os primeiros atomistas eram filósofos, assim como os matemáticos pitagóricos. Dentro da filosofia ainda estava a teologia, e a igreja católica teve em seus quadros grandes filósofos. Mas a igreja não era só virtude, mas principalmente o vício, e em vez de propagar o livre pensamento, fez o contrário, perseguiu, normalmente é estúpido colocar toda a igreja sob um único julgamento, pois nesta enorme instituição existiam quadros virtuosos como Tomás de Aquino e viciosos como Tomás de Torquemada. Vários textos sobre lógica de Aristóteles foram reunidos em um tomo chamado de Organon, que foi adotado pela igreja católica, ele prega estudos sistemáticos, foi uma tentativa de conciliar religião e razão, e por muito tempo a escolástica foi o pensamento dominante e obrigatório, ela sistematizava o conhecimento de acordo com a bíblia, de modo que o argumento final era sempre o que estava contido nas escrituras, podia-se discordar se certo fenômeno pertencia a esta ou aquela ordem angélica, mas não duvidar desta descendência divina.

Se Deus tudo criou, como poderíamos desprezar todo o seu trabalho e nos orientar apenas por um livro? Este foi o argumento principal que Francis Bacon usou para desafiar a ditadura da escolástica, escreveu um “Novo Organon” onde propunha que o homem observasse e confrontasse suas idéias com a natureza divina em vez de apenas com as escrituras, a esta nova modalidade de pensamento deu-se o nome de filosofia natural. Bacon era um homem influente e conquistou a visibilidade da aristocracia reinante, que viram na filosofia natural uma maneira de ganhar conhecimentos que favoreciam o império britânico. Criou-se assim a “Royal Society” para avançar no conhecimento da natureza em 1660, seis anos depois o reino de França percebeu o potencial de tais estudos e criou a sua “Academie des Sciences”, também fundada por ordem real, no caso de Luis XIV.

Em 1665 apareceram as primeiras publicações científicas, o “Journal des Sçavants” francês que incluía filosofia natural e o exclusivo “Philosofical Transactions of the Royal Society” publicado até hoje. Naquele tempo a filosofia natural era praticada por diletantes, pessoas cujo único compromisso era com a própria paixão pelo conhecimento, e como as reuniões da “Royal Society” já não davam conta do crescente público, a publicação veio como forma de difusão da filosofia natural. A filosofia natural cresceu e frutificou, a paixão pelo conhecimento não respeitava fronteiras, e já naquele tempo o conhecimento tornou-se transnacional, mesmo à revelia de seus patronos reais. Já naquela época delinearam os princípios que em teoria norteiam a investigação científica até hoje. Mas a palavra cientista só foi cunhada por volta de 1833, por uma cisma dos filósofos que ficavam incomodados de serem confundidos com estes que em vez de sentarem em suas cadeiras e apenas pensar estavam a fuçar córregos à procura de insetos e caramujos, uma indignidade. Foi em uma reunião da Royal Society que o recluso filósofo e poeta Samuel Taylor Coleridge fez uma aparição especial e expressou sua indignação com aqueles dedicados ao conhecimento, à ciência; assim como os dedicados à arte que eram artistas, os dedicados à ciência eram por analogia cientistas. Foi a partir deste ponto que os filósofos naturais passaram de diletantes a profissionais, os cientistas que eram pagos para fazer ciência, gerar conhecimento.

As publicações científicas foram fundamentais para o avanço do conhecimento e sua linguagem mudou com o tempo, no início incluía-se descrições detalhadas de viagens ao campo, com considerações sobre o tempo, o cenário local e até uma conversa com o leiteiro da região, estas descrições estavam mais para literatura que ciência, e não é à toa que o público em geral acompanhava estas publicações, era uma linguagem comum a todos, e não era raro assuntos polêmicos tomarem parte da discussão de toda a sociedade. Ao contrário da filosofia exclusiva do pensamento a filosofia natural e sua vocação diletante conversavam com o público da época, basta ver que um dos textos mais importantes da ciência, o “Discurso Sobre o Método” de René Descartes, é escrito em linguagem extremamente acessível, diferente da maioria dos tratados filosóficos, incluindo aí os do próprio Descartes. A ciência era para ser a sabedoria comum, e desta maneira o debate foi ampliado, saindo das salas exclusivas do início da Royal Society para os que estivessem dispostos a defender suas teses e sustentar seus argumentos, o debate aberto e franco assim como a difusão das idéias foi um dos cernes da ciência, ao contrário da filosofia que muitas vezes não diferenciava os textos obscuros das manobras retóricas mais vexaminosas com o sofisma ainda sendo aceito como parte integral.

A linguagem direta e objetiva da ciência criou uma práxis que espalhou-se por todas as publicações do gênero que multiplicaram com o tempo, antes todas as disciplinas científicas conviviam juntas nas mesmas publicações, com o tempo e o desenvolvimento do conhecimento as várias disciplinas foram se separando, publicadas em periódicos específicos, só que isso levou a uma espécie de “guetificação” do conhecimento, fazendo com que cada disciplina desenvolva um jargão próprio que a torna hermética não só para o público em geral, mas mesmo para outros cientistas de áreas adjacentes. Se antes a publicação científica fomentava o debate, hoje ela inibe, perdendo grande parte de sua função.

Um dos princípios fundamentais da publicação científica é a publicidade, tudo que se publica em um periódico científico hoje em dia é considerado imediatamente conhecimento de domínio público, empresas privadas que fazem pesquisa não publicam, fazem patentes, e essas não são de domínio público, tem o objetivo de garantir o direito intelectual sobre uma invenção. Assim, quase tudo que se publica em periódicos científicos vem de dinheiro público, seja em forma de financiamento direto ou renúncia fiscal, é conhecimento gerado com o seu dinheiro. Só que na maioria dos casos você não vai conseguir ler por conta da linguagem específica, e nem vai poder ter acesso ao conteúdo, pois ele é privatizado, se quiser ler vai ter que pagar ainda mais. Vou te explicar como funciona essa sacanagem.

O cientista está lá, trabalhando pago com o seu dinheiro em uma instituição pública, ele estuda um assunto, faz experimentos que você paga, e olha que isso custa caro, chega às suas conclusões e vai tentar publicar. A maioria das revistas são privadas, o cientista paga para publicar, em realidade é você quem paga, por norma das editoras o direito é transferido para a revista. Quando saí publicado, você tem também que pagar para ler, isso mesmo, você pagou para criar o artigo, pagou para publicar e agora tem que pagar para ler, ou ir a uma biblioteca que pagou para ter a revista em sua coleção com o seu dinheiro. Parece justo? Você paga tudo e o lucro e os direitos ficam com a revista! Grande negócio!

Mas é necessário perguntar qual o motivo de cientistas supostamente esclarecidos participarem deste esquema. E a resposta é uma só: poder. Ao contrário dos primeiros cientistas que faziam a coisa por si mesma, por diletantismo, por amor ao conhecimento, os atuais pesquisadores o fazem por dinheiro, carreira, fama, ego, e muito, muito raramente pela sabedoria em si.

Fomentar o desenvolvimento da filosofia natural, não foi um ato altruísta por parte da monarquia, mas pragmático, o conhecimento da natureza dava vantagens reais em uma série de áreas fundamentais, a maior delas é o desenvolvimento tecnológico advindo do conhecimento científico, e hoje não há mais dúvida o quanto este conhecimento é decisivo na competição entre as nações e mesmo na guerra. Junto com o conhecimento vem o poder.

Ao contrário da filosofia onde os argumentos não podem ser confrontados de forma definitiva, a ciência preza pela objetividade e os argumentos são testados contra a natureza observável, para isso Descartes criou o seu método científico, uma fórmula para que os argumentos ou hipóteses possam ser testados, basicamente é a observação do fenômeno, formulação de hipóteses, teste destas hipóteses e formulação teórica ou resultado final, é assim que a maioria dos artigos científicos é escrita até hoje, mas para o que se pretende este artigo, acho que a explanação basta. Note que em ciência não há relativismo, as hipóteses ou argumentos são testados e ou se provam suficientes ou inexoravelmente errados, há uma hipótese vencedora e uma perdedora, e a vencedora tem a verdade do seu lado, por isso a ciência é tão poderosa, não é fácil enganar em ciência. Esta era a natureza da filosofia natural: em caso de dúvida observe a natureza e deixe que os fatos decidam o mérito da hipótese. Como podem ver, o conflito de idéias é o cerne do debate científico, sem ele não há ciência, e no início da Royal Society os debates eram fundamentais, uma tese era defendida de forma oral e depois de forma escrita e as reuniões tornaram-se muito populares, não só entre filósofos naturais mas entre toda a sociedade, e nestas contendas reputações e fama ascendiam e caiam junto com seus argumentos, e para alguns as quedas eram dolorosas, muitos não conseguem entender a perda de seus argumentos como um bem maior, apegam-se a eles com furor quase religioso e sofrem com sua destruição, e assim pelo bem da manutenção do status, os embates de teses, hipóteses e argumentos foram banidos da Royal Society, eles eram pouco “civilizados”, tornando as reuniões apenas um clube social, e não mais um local para o avanço do conhecimento.

Em 1831 um grupo incomodado com a inoperância e inépcia argumentativa da antiga Royal Society criou uma nova agremiação: a “British Association for the Advancement of Science”, se por um lado o debate voltou à ciência, há nesta nova agremiação um lado mais pragmático que foi até satirizado por Charles Dickens em “The Mudfog Papers”, foi por conta dela que filósofos naturais passaram a chamar-se cientistas, e mais que isso, saíram do diletantismo para serem profissionais, pois esta sociedade garantia fundos, ou pelo menos era sua intenção, para financiar cientistas profissionais. Ao contrário da “Royal Society” que tinha um público geral, a “British Association” era restrita a cientistas praticantes, criando uma separação entre cientistas e o público em geral. Talvez a maior patologia criada dentro do mundo científico não tenha sido percebida na época, e muitos não a reconhecem até hoje, mas esta primeira separação levou a outras futuras, onde geólogos, biólogos e físicos passaram a habitar universos diferentes, e pior que isso, físicos de uma área são completamente ignorantes de outras, mesmo adjacentes. Com isso o homem de ciência não mais é um homem sábio, mas um mero técnico, não importa quantos doutorados, pós-doutorados, prêmios ou trabalhos publicados ele tenha, conhece apenas uma limitada faixa do espectro do conhecimento humano, mas na realidade é um grande ignorante em todo o resto, e isso influencia na qualidade e capacidade do trabalho científico que é praticado hoje, é esta ignorância que faz o avanço técnico substituir o avanço científico, hoje nossos cientistas são apenas técnicos glorificados, que não tem idéia do tamanho da própria ignorância, usam a necessidade de especialização por conta da montanha de conhecimento produzida ano a ano como desculpa para a mais abjeta ignorância até de campos adjacentes de pesquisa, o que faz deles cientistas extremamente impotentes. É este cientista ignorante que mais precisa do esquema de publicação e poder que existe hoje determinando o futuro medíocre da ciência.

O esquema é o seguinte: hoje o que determina o quão bom é um cientista, é a quantidade de publicações que tem, mas nem todas publicações tem o mesmo peso, umas são mais importantes que outras, isso reflete-se em um número, o índice de impacto, quanto mais leitores, mais qualificada, maior o índice de impacto da publicação, além disso conta o número de vezes que o seu artigo foi citado em outros artigos. Os carreiristas já perceberam como otimizar esse sistema que em teoria era para favorecer o mérito, e assim ficar na frente não pelo mérito do seu trabalho ou força das suas idéias mas usando o sistema.

Primeiro você faz seu trabalho, em segredo, para sua idéia não ser copiada, depois escreve um artigo para uma revista; o “paper” do trabalho completo, não se publica resultados parciais. Com o trabalho escrito você submete a uma publicação, que tem um “editorial board” composto de gente trabalhando na mesma área que você, ou seja, seus competidores, o editor vai mandar seu trabalho para um colega da mesma área, outro competidor, para avaliar seu trabalho de forma anônima, aceitar, rejeitar, ou aceitar somente se certos pré-requisitos sejam cumpridos. Se o artigo for aceito vai para publicação e isso pode demorar até vários anos, se não for aceito você submete a outra publicação, você paga para submeter e paga para publicar, e também paga para ler além das poucas cópias que tem direito do artigo impresso. Como os “editorial boards” são compostos por seus competidores, muitas vezes eles atrasam a avaliação, copiam a idéia, e negam-se a publicar um artigo que no futuro terá uma cópia por um dos membros do grupinho, além disso, se o número de publicações é poder, os “editorial boards” garantem a maior parte das publicações para o seu próprio grupo, além disso pesquisadores de grupos correlatos citam os trabalhos de seus colegas e boicotam de grupos adversários para aumentar o número de citações, é a mesma estória do eu te “cliko” e você me “clicka” das redes sociais, pois no final as publicações são a grande “rede social” dos cientistas de uma determinada área. Com essa estratégia esse pessoal direciona o dinheiro público para onde quer, eles que determinam o que será financiado e o que não, a contratação de profissionais que vão se somar aos feudos existentes e prestar reverência aos chefes do grupo, coisa asquerosa para quem achava que ciência era coisa para mentes independentes e críticas. Todo este trabalho que usa o sistema de publicações científicas para manter o “status quo” é um jeito de subdesenvolver a ciência que progride pela derrubada justa das idéias velhas, mais que isso, evita o debate livre, o cerne da ciência e o monstro que amedronta os incompetentes, que mais que sabedoria querem cargos, posições, status e dinheiro.

Mas isso não é o pior, imagine que os supostos cientistas podem ter verbas públicas e privadas, por qual motivo uma empresa privada vai financiar pesquisa se tem verba pública? A resposta é simples, eles não financiam a pesquisa, financiam os pesquisadores para direcionar as verbas públicas para o lado que os interessa, assim, com um pouquinho de verba privada você controla um monte de dinheiro público, legal não? Para se chegar a um produto patenteado como o viagra gastou-se uma montanha de dinheiro público em pesquisa básica, aquela que é domínio público assim que é publicada, e um pouquinho para fazer a patente de uma fármaco que rende bilhões, é um grande negócio ou não é?

Mas se a coisa parece ruim, pode ser bem pior, vejam que tudo que se quer é evitar o mérito, impedir que gente atrevida como Einstein ou Darwin ganhem prestígio pela força de suas idéias, e assim toda a ciência torna-se um jogo de tanto faz quanto tanto fez, não importando o que se faça, apenas uma máquina para justificar a si mesma e gerar lixo, pegue qualquer área de pesquisa e veja o número de modas que surgiram e desapareceram, e pior, as pessoas não ficam nem embaraçadas de participar desta estupidez generalizada, quando o assunto se desgasta, ninguém mais lembra, ninguém importa-se com todo dinheiro e esforço gastos para nada, apenas para alimentar uma máquina podre e improdutiva. E aí está o lixo que é a ciência moderna, um sistema onde a sabedoria e o mérito é o que menos importa, o que importa é manter a máquina funcionando. Acredito que muitos lembrem do tal rato com a orelha nas costas, um embuste, uma farsa, um experimento espúrio para gerar apenas propaganda e ganhar dinheiro, e ninguém da comunidade científica ousou denunciar a baboseira. E o projeto genoma? Prometia o que não podia cumprir, e todos sabiam disso e deixavam a opinião pública ser tapeada, o projeto terminou, temos o código genético completo, nenhum dos grandes avanços da medicina veio junto, e qualquer cientista com dois dedos de cérebro sabia que não viriam, saber simplesmente o código nada significa, a realidade é muito mais complexa, mas a ignorância é quem venceu. Querem outro exemplo? A descoberta do Bóson de Higgs para justificar bilhões gastos no acelerador de partículas.

Ruim? Não! Muito, muito, muito pior, é uma espiral de ignorância; a coisa começa com um professor que precisa de gente para fazer o trabalho técnico, ele convence alguns alunos a trabalharem de graça com o engodo de que estão fazendo ciência, mas não estão, pois ciência antes de tudo é pensar, e tudo que os estagiários fazem é trabalho técnico acéfalo que precisa de gente com um mínimo de qualificação. Destes alguns fazem doutorado, ainda trabalhando como lacaios para o chefe e sem conhecimento amplo do assunto e sem o mínimo de curiosidade científica, ficam por que são simpáticos, bonitinhas e mais que tudo, anódinos, não representam um perigo em potencial de virarem concorrentes. Abre uma vaga, estes energúmenos com muitos trabalhos e citações ocupam uma posição no local de pesquisa e o ciclo se perpetua; tudo que não querem é confrontar-se com alguém que conheça um pouco do assunto e possa desmascara-los, se o cientista transformado em técnico já era ruim, esses ignorantes são o fim da ciência.

Por isso a publicação livre na internet no meio científico é tão perigosa, o que uma revista científica quer com seu sistema de revisão pelos pares é garantir a qualidade dos trabalhos, é um filtro para não se perder tempo com jumentice, mas como viram, a récua já tomou conta. A nova idéia é que haja um local de livre publicação onde pode-se divulgar tudo, até resultados parciais, experimentos recém efetuados ou apenas idéias, a revisão dos pares aconteceria de forma aberta, através dos comentários de outros cientistas, e de forma livre, não anônima, mais ou menos nos moldes do início das sociedades científicas, e mais importante, o conteúdo estaria disponível a todos cientistas ou não cientistas na internet, evitando que o trabalho pago com dinheiro público seja privatizado pelas publicações particulares.

A idéia é muito simples, mas provavelmente não terá muita adesão, pois como viram, há toda uma cadeia de interesses e incompetências mascaradas pelo sistema atual de publicações. A quem mais interessa a livre publicação é o público em geral, que é colocado de fora e ainda obrigado a pagar a conta com seus impostos, e quem sabe com isso talvez advenha na ciência um uso de linguagem que fuja do jargão e volte a tornar o trabalho científico uma peça de sabedoria para toda a humanidade. O debate educa, só assim cientistas saem do papel de técnicos medíocres para sábios e professores, quem beneficia-se com a falta do debate é a ignorância.

Alex
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terça-feira, 11 de novembro de 2014

PT fracassa em barrar o e-reader ao pobre na comissão de cultura. Vitória dos brasileiros.

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O PT tentou de tudo, protelou ao máximo com a conivência dos outros partidos de esquerda, queria de todo modo inviabilizar que e-reader chegue às mãos dos pobres, mas não deu, por ter esgotado o prazo, que já foi enorme, o projeto que dá ao e-reader o entendimento que quer a constituição não foi barrado na comissão de cultura, eles não conseguiram apoio de outros deputados para sepultar o projeto, e assim ele vai para a próxima comissão: constituição e justiça, e se alguns poucos deputados quiserem e tiverem a iniciativa pode ir a plenário e ser aprovado sem demora. A história foi trágica, tentaram de tudo, fizeram até uma audiência dita pública, mas que na realidade era privada pois só tinha os convidados do PT para discursar contra o e-reader, foi um vexame, destruímos aqui todo o discurso vagabundo, e as pessoas que lá falaram absurdos saíram menores do que entraram, uma queimação de filme total, está aqui na internet para todos verem, é difícil lavar uma mancha podre destas de uma biografia pois denota o mais profundo mau-caratismo ou subserviência bovina.

Ao que parece o PMDB sentiu o cheiro de queimado na própria pele, percebeu o ferrão agudo do PT no lombo, pois eles não admitem ninguém que não sejam eles, se o PMDB tem ajudado o governo é por conveniência, mas eles perceberam que o PT não vê a hora de destruí-los, e com freqüência pauta a imprensa que taxa o PMDB de ser o mais corrupto, enquanto a corrupção no PT é por que o partido foi corrompido pela velha política, vulgo PMDB, que não é uma agremiação de Carmelitas, mas nunca atentou contra a própria essência da democracia, e foi o partido mais importante na implantação da democracia no Brasil. No caso do e-reader parece que foi o PMDB e outros deputados individuais que não permitiram os desígnios do PT. A ignorância ameaça também o PMDB, pois destrói o seu passado, grande mérito da constituição que temos hoje deve-se a Ulisses Guimarães, e o PT recusou-se a assinar, democracia é tudo que não queriam, pois ainda querem uma ditadura de esquerda, a democracia e a liberdade de expressão é uma pedra no sapato do PT, o PMDB pode não ser uma flor, mas não só sabe conviver com a democracia como foi quem mais teve influência na constituição democrática que temos hoje, a tal que não deixa o governo taxar livros.

A presidência da câmara é do PMDB, a presidência da comissão de constituição e justiça é do PT, mantendo-se o procedimento o PT tentará protelar ao máximo nesta comissão também, mas com o PMDB na presidência da casa, o projeto pode ignorar a comissão dominada por petistas, ser votado em plenário e começar a beneficiar o brasileiro pobre, o PMDB convive com a democracia, o PT não, esta é uma oportunidade de ouro do PMDB mostrar que é diferente do PT, e melhor ainda, escapar da máquina de destruir passados que o PT usa no PMDB. O deputado Darcísio Perondi conseguiu frustrar os desejos bolivarianos do PT, parabéns, nos ajude mais, leve o projeto ao plenário da casa para que os pobres do Brasil tenham acesso ao livro.

Hoje, passadas as eleições fica mais claro o motivo do PT querer barrar de todo modo o e-reader. Acompanhem meu raciocínio: no período eleitoral os candidatos tem tempo pago com dinheiro público para anunciar sua plataformas, isso para que o leitor informado escolha qual representa sua posição, mas o que acontece se o candidato mente descaradamente? O eleitor vota enganado, vota em propostas mentirosas, vota em uma candidatura falsa! E é isso que aconteceu agora com a Dilma, mal fechou-se as urnas e ela fez tudo exatamente ao contrário do que disse, está gravado, falou em cadeia nacional, e pior, acusou o outro candidato de fazer o mesmo. Se ela por toda lógica enganou o povo, é pela própria definição uma presidente ilegítima, pois quem por ventura votou nela, votou em uma mentira, e uma mentira tão vagabunda que nem uma semana do pleito a verdade veio à tona! A candidata que concorreu era uma candidata falsa, o que ela dizia não tinha valor nenhum, enganou na maior sem-vergonhice o eleitor, simplesmente para tomar o poder.

Sem contar o uso da máquina pública para desequilibrar a eleição, sem contar qualquer outro desvio de conduta que dependa de provas para confirmar, um fato é notório e do conhecimento de todos: Dilma usou da mentira para promover-se, fez o eleitor votar em uma fraude, e isso é óbvio, por este motivo não tem legitimidade! Ou a mentira é válida?

Qualquer eleitor mais afeito à leitura tinha ferramentas para saber que tudo que Dilma disse era a mentira mais deslavada, hipócrita e sórdida, mas esta não é a realidade da maioria dos brasileiros, querem a comprovação? Sobreponham o mapa do analfabetismo do Brasil com o mapa do resultado eleitoral, é impressionante, o PT ganha onde existem mais analfabetos. Aí você me pergunta: quando eles vão melhorar a educação? Nunca! O cidadão educado é uma pessoa que vê através das mentiras do PT, e por isso não confia no partido, sabem que eles usam o governo para o próprio bem enquanto fazem questão de manter o brasileiro na pobreza, uma tática digna dos monstros.

Para o leitor culto o PT representa a lepra mais fedorenta dos vícios da política, pois não é que eles usem a política apenas para o ganho pessoal como fazem outros partidos, usam para eliminar todos os brasileiros que se oponham a eles, usam a política para acabar com a democracia no Brasil, e tudo isso com uma coordenação nunca vista no mundo da corrupção; o julgamento de mensalão deixou claro, era tão grande que a justiça nem conseguiu investigar tudo, mas o pouco que vimos já era muito. Ao mesmo tempo que o mensalão era julgado, estava em pleno funcionamento o petrolão, muito maior, e o governo que está aí faz de tudo para abafar o caso, a pressão de bastidores está incrível. Dilma foi acusada de saber de tudo, isso precisa ser investigado de maneira urgente, não podemos ter a suspeita de que a presidente é uma criminosa. Ela negou-se em entrevista e nos debates a dizer o que acha do crime do Zé Dirceu, um dos chefes do seu partido e bandido condenado no mensalão, está cumprindo pena, mas para o PT ele é um herói, é também um herói para a Dilma? Independente das provas que por ventura apareçam, vamos ver o que já sabemos da Dilma: ela foi presidente do conselho da Petrobras, votou a favor de um negócio, a refinaria de Pasadena que representou um enorme prejuízo para a empresa, pois compraram algo de baixo valor por um valor altíssimo, mas Dilma disse que foi enganada por um relatório fraudulento, realizado por Nestor Cerveró, mas deu ao homem que a fraudou um dos cargos mais cobiçados na Petrobras, e se isso já não fosse o suficiente, veio a público um vídeo onde os depoimentos na CPI da Petrobras foram fraudados com o auxílio de servidores da presidência da república! É pouco? Se alguém te engana você dá a ele um dos cargos mais cobiçados da Petrobras e ainda ajuda o gajo a fraudar uma comissão de inquérito parlamentar? Digam-me “juízes” ( todos cidadãos), ela parece culpada ou inocente?

Quando alguém mente diante de um juiz isso chama-se perjúrio, não por ser a pessoa do juiz algo especial, mas por que mentir ao juiz é mentir ao povo brasileiro, é isso que ele representa. Quando Dilma mente na campanha eleitoral não é a mesma coisa? É lícito? É isso uma democracia? A república da mentira?

Quando Dilma diz que nada sabe do petrolão, ela está mentindo ou dizendo a verdade?  Como podem ver, não adianta escrever textos que só digam o óbvio, é preciso educar a população para que saibam atuar em um regime democrático, a luta pela liberdade começa com a educação, e pelo livro ser o insumo fundamental à educação é que o PT quer que ele seja inacessível ao povo pobre e ignorante, entre nesta luta, vamos fazer um país mais educado, culto e livre, e para isso nossa principal ferramenta é o livro. Sem imposto no e-reader o livro será barateado em um nível nunca antes visto na história do Brasil. Esqueçam todo o resto, livro e educação é nossa principal prioridade para um país mais livre e justo.

Alex
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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Jandira Feghali (PCdoB-RJ) tenta nova manobra para evitar que o e-reader caia nas mãos dos pobres.

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É revelador quando os bolivarianos fazem de tudo para manter o povo na pobreza, e o caso do e-reader tem sido exemplar, pois significa aumentar o acesso do povo mais pobre à leitura livre, com isso ele pode ganhar educação e cultura, e como os bolivarianos odeiam a educação, pois com ela o pobre pode ver através de suas mentiras e enxergar que quando eles dizem que apóiam os pobres, os querem sempre mais pobres e dependentes enquanto os políticos usufruem do dinheiro público e todos luxos e benesses que os pobres não podem ter. O e-reader ameaça tirar o pobre da miséria, e isso eles não podem permitir. A coisa não vai bem para os bolivarianos na comissão de cultura, ou o projeto é aprovado ou vai direto para frente, e pode correr o risco de ser aprovado na próxima comissão! Os bolivarianos não podem deixar, é preciso fazer algo para que educação e a cultura não seja accessível ao povo, Jandira Feghali agora quer que o projeto passe por mais uma comissão para ter mais chances de barrar o projeto, ela apresentou um requerimento para revisar o despacho original e incluir além da Comissão de Cultura e a de Constituição e Justiça, ainda inclua a Comissão de Finanças e Tributação! Sim, ela quer mais uma chance de barrar o projeto já aprovado no Senado, e–reader é tão importante que eles não podem correr o risco de um aparelho que barateia educação e cultura cair nas mãos do brasileiro pobre. Devo lembrar que por conta dos bolivarianos o projeto está desde primeiro de abril de 2013 só na comissão de cultura, eles protelaram ao máximo, e agora ela quer mais uma chance de evitar que o pobre brasileiro leia. Ficaram com nojo? Eu também, divulguem, esta monstruosidade não pode passar em branco, mostre às pessoas como os bolivarianos querem manter os pobres na pobreza para manterem seus privilégios.

Alex
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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Parabéns ao deputado Onofre Santo Agostini por votar a favor do e-reader e da educação.

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O PL 4534/2012 é o projeto do senador Acir Gurgacz que obriga o governo a entender a constituição como deve ser entendida, ela confere imunidade tributária ao livro com o intuito de promover educação, cultura e liberdade de expressão; o projeto apenas diz para o governo o óbvio: ebooks são livros, e o e-reader, a ferramenta necessária para ler os ebooks, também é livro, pois assim como não há livro sem papel, não há ebook sem e-reader, e a constituição também proíbe taxação sobre o papel.

Ao longo do Ebookbr vocês verão nossa longa luta em favor do livro eletrônico, e hoje ela é mais importante do que nunca, pois barrar ao cidadão o acesso a livros livres é um dos pontos fundamentais do bolivarianismo para aprisionar os pobres brasileiros na miséria e dependência do governo, formando assim uma maioria de eleitores de curral, a velha pratica do coronelismo hoje aplicada em âmbito nacional. O PT e outros partidos de esquerda, por serem contra a educação fazem de tudo para que livros não sejam acessíveis ao povo, e com este intuito a deputada Fátima Bezerra do PT, que foi posta de relatora do projeto, tenta de todas as maneiras evitar que ele seja aprovado, vocês podem ver os detalhes desta saga grotesca em vários artigos aqui do Ebookbr, se o PT tivesse maioria o projeto já teria sido votado e falhado, eles tentaram acabar com o projeto no Senado, não conseguiram, foi aprovado, e agora tentam barrar na câmara, mas não tem a maioria necessária para tal, tanto protelaram que o deputado Darcísio Perondi requereu que o projeto seguisse em frente devido à sua relevância no acesso à leitura e cultura. Se não for votado passará à comissão de Constituição e Justiça, já perderam tempo demais!

A relatora do PT já apresentou várias versões do seu parecer, todas recusando o tratamento que a constituição dá ao livro ao livro eletrônico, mas não foi votado, aliás, nem posto em votação pois temem perder, não tem maioria. O deputado Onyx Lorenzoni já apresentou voto em separado pela aprovação do projeto, agora o deputado Onofre Santo Agostini faz o mesmo, com um texto lúcido que destrói todas as vigarices interpostas pelo PT.

Nesta parte ele destrói as vigarices da Fátima Bezerra:

“Entretanto o relatório apresentado não julgou oportuna a proposta de inclusão da matéria específica do Projeto de Lei, qual seja a inclusão § 2º, do art. 2º onde equipara livros físicos à equipamentos específicos cuja a função exclusiva ou primordial seja a leitura de textos em formato digital. Contudo, deve-se considerar os avanços tecnológicos existentes. A equiparação apenas dos arquivos digitais aos livros físicos não faz sentido, tendo em vista que os equipamentos para leitura digital, e-Readers, possuem a função exclusiva e primordial de leitura, sob conteúdo de livros digitais (ebooks). Os leitores digitais, diferentemente dos tablets, não utilizam iluminação em sua tela eles possuem a tecnologia de tinta eletrônica, também chamada eink ou tinta digital, aproximando muito da sensação de se ler um livro convencional.”

Este trecho traz argumentos excelentes e lúcidos em favor da aprovação do projeto:

"O leitor digital tem como enfoque a leitura, os tablets possuem uma série de funcionalidades. Desta forma por mais que o usuário tenha o hábito da leitura com um dispositivo tablet, este estará sujeito a várias distrações, como ler o e-mail, responder a mensagem, checar as atualizações de redes sociais e entre outras.

Entre os benefícios dos leitores digitais para leitura dos arquivos digitais estão:

  •     o baixo custo de sua aquisição em comparação a outros equipamentos que possuem funções diversas da de leitura, como os tablets, celulares, notebooks e microcomputadores, tornando-o acessível para grande parte da população de baixa renda;
  •     a possibilidade de se armazenar uma grande quantidade de livros em um único equipamento, possibilitando ao usuário o transporte de uma quantidade de livros em um pequeno equipamento, reduzindo desta forma o peso das mochilas para as crianças e adolescente em fase escolar e aos adultos que frequentam cursos técnicos e faculdades;
  •     o acesso imediato aos livros em qualquer lugar do Brasil e do Mundo onde o usuário deseja praticar o hábito da leitura. Deve-se somar e este ponto a quantidade restrita de livrarias existentes no Brasil. Dados da Associação Nacional das Livrarias apontam que há pouco mais de 3.000 livrarias existentes no Brasil as quais são concentradas apenas nos grandes centros urbanos, o que dificulta o acesso aos livros.
  •     ao contrário dos livros impressos, os leitores digitais contribuem para preservação do meio ambiente de forma a reduzir a utilização de papéis para a impressão de livros e contribuem também para redução do aquecimento global, visto que os arquivos digitais não necessitam da logística modal de transporte terrestre.
  •     a tecnologia empregada nos leitores digitais possibilitam a sua utilização por um período contínuo médio de 30 dias, com apenas uma carga.

Tendo em vista as inovações tecnológicas, faz sentido definir com livro os equipamentos cuja função seja exclusiva e primordial para a leitura dos arquivos digitais, em face das simples características apresentadas por este equipamento e dos seus inúmeros benefícios em prol da educação e cultura do País."

Vejam o excerto seguinte, aqui ele deixa claro a intenção da constituição, sua natureza essencial e a intenção explícita de tornar acessível educação e cultura:

"Cumpre-se ressaltar que os grandes avanços tecnológicos demandam atualizações constantes nas legislações. A sociedade atravessou a era agrícola, a era industrial, chegando, finalmente, à era da informação e do conhecimento. Ontem, era o papiro; hoje, o suporte é um dispositivo digital que permite a leitura de livros, e assegura a disseminação do conhecimento. O constituinte ao vedar a tributação dos livros, bem como sobre o papel em que é impresso, visou torná-lo acessível a todos a disseminação da cultura e do conhecimento, indiferentes do veículo que os suportassem."

Em uma manobra pusilânime, a deputada do PT ao negar a imunidade que a constituição dá ao livro ao livro eletrônico, sugere que o e-reader seja incluído na “Lei do Bem” que de bem nada tem, pois ela não serviu para nada, dá um desconto irrisório que não dá o acesso do povo à tecnologia. Aqui o deputado Onofre Agostini expõe a vigarice da relatora e mostra como o PT não quer beneficiar o pobre:

"A Deputada Fátima Bezerra, em seu relatório, aconselha a inclusão dos Leitores Digitais na Lei nº 11.196/05 (Lei do Bem). Entretanto esta alternativa não trará o mesmo nível de benefícios fiscais à população caso estes equipamentos sejam equiparados aos livros físicos, objeto da proposta apresentada e aprovada pelo Senado Federal nas Comissões de Educação, Cultura e Esportes e Assuntos Econômicos.

Segundo a pesquisa Retratos da Leitura o Brasil possui 2,3 milhões de leitores na classe A, 25,6 milhões na classe B e 46,2 milhões na classe C.




Verifica-se pelo gráfico acima que qualquer outra sugestão de desoneração que não seja a imunidade tributária para os aparelhos de leitura digital tornaria ainda inacessível a aquisição desta nova tecnologia para a grande maioria dos leitores brasileiros.

Ou seja, a inclusão dos Leitores Digitais na Lei nº 11.196/05 (Lei do Bem), não trará o mesmo nível de benéficos fiscais, visto que a redução é imensamente inferior se comparada à imunidade tributária.

A redução do preço final do leitor digital, caso haja a equiparação aos livros físicos, será em torno de 40 a 50%. O leitor digital mais simples que hoje custa R$ 299, poderá ser ofertado em torno de R$ 150,00. Algumas empresas inclusive assumiram publicamente que repassarão todo o benefício fiscal que obtiver, com a equiparação, ao consumidor.

Diversos países tratam os leitores digitais de forma tributária similar aos livros físicos. Como por exemplo: Japão, Canadá, Estados Unidos, China, Austrália.

A imunidade pleiteada pelos leitores digitais é insignificante em face aos benefícios gerados na educação do povo brasileiro e no benefício a autores/escritores, editoras e estudantes."

Fechando sua argumentação com chave de ouro profere seu voto a favor de manter o projeto original:

"Pelas razões acima expostas, apresenta-se o presente voto em separado objetivando resgatar o texto original do Projeto de Lei conforme apresentado e aprovado em sua Casa Originária."

Manter o texto original é importante, pois se for emendado deve voltar ao senado, atrasando ainda mais este projeto, já esperamos demais, só nesta comissão por conta do trabalho do PT e dos presidentes que assumiram a comissão, sempre partidários da esquerda, o projeto está tramitando nesta comissão desde primeiro de abril de 2013! Um absurdo tratando-se de matéria tão importante para a educação de todo o Brasil. O que demonstra o nível de perfídia da esquerda bolivariana para manter o cidadão ignorante e o pobre miserável e dependente. É preciso enfatizar que os bolivarianos gostam da pobreza e querem manter os pobres na miséria, eles gostam do luxo, refestelam com o dinheiro do povo, mas querem que a maioria dos cidadãos seja miserável e dependente, uma massa de manobra acéfala pronta a curvar-se ao seu látego e sorrir depois que a lavagem lhe for entregue no coxo. E isso faz do Brasil um país menor, o caminho da Coréia do Norte, não a Coréia do Sul que investiu em democracia e educação.

Parabéns deputado Onofre Santo Agostini, seu voto é lúcido e contribui para sanar a principal dificuldade para educação e cultura do brasileiro, o acesso ao livro, pois só com ele faremos um país melhor, mais justo e bom de viver.


Alex

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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Eleições: Quem vota no PT vota contra a educação, contra o Brasil e contra o e-reader.

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* Este texto é longo, para ler com conforto pode usar o Calibre ou o GrabMyBooks para transferir o texto para o e-reader.

O e-reader é apenas um aparelho, um detalhe, em outros países é uma revolução apenas no mercado editorial, no Brasil onde o livro nunca foi barato ele é mais, poderá ser uma revolução educacional, e para nossa desgraça o PT sabe disto, e tenta a todo custo evitar que o aparelho ganhe o devido tratamento legal que já prevê a constituição: a imunidade tributária que gozam livros, jornais e revistas e o papel destinado a sua impressão. Com este tratamento justo o aparelho pode tornar-se barato a ponto de ser acessível à população mais pobre, de posse do e-reader o cidadão carente terá acesso a livros muito mais baratos e até gratuitos no caso dos em domínio público, que não são desprezíveis, pois o melhor da literatura já caiu nesta categoria, mas mesmo assim, um livro de papel de um texto em domínio público ainda é muito caro para o brasileiro carente, mesmo o livro sendo isento de impostos. Pelo motivo do livro no Brasil sempre ter sido caro, é que o e-reader pode ser uma revolução educacional, ele é a primeira possibilidade real de baratear e popularizar a leitura entre os brasileiros.

A constituição brasileira visando garantir a liberdade de expressão, a educação e a difusão cultural a todos os brasileiros, impede que o governo cobre impostos sobre livros, jornais e revistas, isso é para evitar que o imposto vire um mecanismo de censura, desta maneira uma taxação destes veículos diminuiria sua circulação, funcionando como censura, e um tipo especial de censura, pois quem fica censurado é o cidadão pobre, que por não ter dinheiro para pagar um livro fica excluído de cultura e educação. A constituição vai mais longe, impede que o governo taxe o papel usado para livros, pois taxando o papel o governo pode taxar o livro indiretamente, ou seja, livro sem imposto é um direito garantido na constituição brasileira! Uma constituição é um documento perene, ou seja, não deve ser alterado com freqüência e assim comporta princípios, no caso, a não taxação de livros para facilitar o acesso do brasileiro a educação e cultura, mas também evitar que o governo use o imposto para caçar o direito de livre expressão, imprescindível em qualquer democracia. Assim, há uma “coisa” chamada de hermenêutica, que a grosso modo significa que o princípio essencial será aplicado a coisas vindouras, explico: veja o caso do roubo ou furto, ele tem um objeto, mas se o ladrão usa o computador para alterar dados em um banco, não há objeto, mas ele roubou dinheiro, assim, sem este princípio roubar dinheiro “virtual” não seria roubo, mas é, justamente pelas leis serem feitas de princípios e não de literalidades. É pelo mesmo motivo que o ebook e o e-reader deveriam sem maiores problemas ter o tratamento constitucional que é dado ao livro, pois o livro hoje é o ebook e o papel o e-reader. Se ebooks e e-readers são taxados o governo está tirando um direito do povo. É isso que faz a Dilma ao taxar o ebook e o e-reader, tira um direito do cidadão que está garantido na constituição.

É preciso saber o motivo de Dilma e o PT necessitarem acabar com os direitos dos brasileiros, e isso é feito por ideologia, ou seja, um plano para tomar o poder de forma autoritária e assim assumir poderes ditatoriais. O PT é um partido de esquerda comprometido com o socialismo, não com a democracia que é um empecilho para que tomem o poder de forma ditatorial, desta maneira solapar os mecanismos sociais que garantam a representação do povo é uma das prioridades do partido e de todos os que congregam-se sob esta bandeira de esquerda. O comunismo ou socialismo sempre foi uma desculpa, uma mentira para enganar o povo para que entreguem seus direitos na mão de demagogos sanguinários; com a desculpa de acabar com as ditaduras absolutistas, enganaram o povo para que lutasse por eles, mas na hora de exercer o poder o povo é excluído e tudo que se tem é uma nova ditadura. A história está cheia de exemplos, dos jacobinos assassinos à genocida revolução russa e até os delírios nacionais socialistas (nazistas) da Alemanha. Se a história não é suficiente, hoje há os crimes contra a humanidade perpetrados por Coréia do Norte e Cuba, além da recente implantação do “bolivarianismo” na Venezuela. Lógico que a primeira pergunta que vem à cabeça do cidadão é: com tantos exemplos históricos e contemporâneos da mais grotesca inumanidade levando povos a sofrimento inenarrável, como tem gente que ainda dá crédito a estes embusteiros? E a resposta é uma só: ignorância. Há dois tipos de socialistas, os vigaristas que querem ter ganhos pessoais e os ignorantes que são roubados. Qual desculpa os vigaristas usam para quem os confronta com o resultado desastroso de todos os regimes socialistas que trazem miséria e sofrimento para o povo? Dizem que tais socialismos não são a implantação correta do regime pois o socialismo em si teórico é virtuoso, o que é uma grande mentira que novamente precisa que o interlocutor seja ignorante. Mesmo o socialismo teórico, que nunca foi posto em prática não funciona pois é risível, seus princípios básicos desafiam a própria natureza da humanidade; a diferença é uma característica básica do ser humano, há gente mais alta e mais baixa; feios, bonitos e mais ou menos, como todos podem ser iguais? São diferenças inscritas nos genes e na trajetória individual de cada ser humano, querer que todos sejam iguais só pode levar à mais terrível inumanidade, simples assim, e quem não percebe isso são os ignorantes, pessoas facilmente enganadas para serem roubadas nos seus direitos básicos de seres humanos. O comunismo e o socialismo são feitos para roubar do cidadão seu direito individual em nome de direitos coletivos inexistentes, é uma pilantragem básica que só tem sucesso sobre ignorantes.

Um fato importante nessa história em relação ao Brasil e toda a América Latina é uma coisa chamada “Foro de São Paulo” pois é lá que congregam-se partidos como o PT e PSB, e vários outros de esquerda, mas lá estão guerrilheiros narcotraficantes como os das FARC e o MIR e governos ditatoriais como Venezuela e Cuba, além de ongs terroristas. A esquerda ao longo da história tem articulado sob diretrizes internacionais, na maioria dos casos partidos são sempre organizações intra-nacionais que só tem legitimidade dentro de seus países, eles existem em teoria para dar voz às correntes de pensamento existentes em uma sociedade, infelizmente a organização política do cidadão no Brasil encontra-se restrita a partidos e sua criação não é livre, depende de toda uma burocracia que visa dificultar ao cidadão esta representação; para os que criam as chamadas legendas de aluguel é fácil criar um partido, pois já tem a máquina controlada, para o cidadão não. Esta articulação internacional da esquerda não é nova, é uma tática antiga pois os esquerdistas antes aliavam-se nas “internacionais comunistas”, a primeira liderada pelo próprio Karl Marx. Esses congressos são os disseminadores da ideologia, como podem ver, partidos que não representam seus povos em favor a uma ideologia são essencialmente ilegítimos e desonestos e é justamente a cartilha ideológica que os membros do Foro de São Paulo tentam implantar a ferro e fogo nos países que estão presentes.

A atual sabotagem do PT à educação de verdade que liberta é uma pauta importantíssima desta ideologia transnacional, uma vez que pessoas inteligentes e instruídas não são fáceis de enganar, desta maneira, observem que em plena campanha eleitoral o PT não parou com a tentativa de sabotagem à educação, Dilma ainda cobra imposto em e-readers independente da constituição dizer que não pode, e visando fazer com que a constituição seja entendida como deve ser entendida, o Senador Acir Gurgacz redigiu um projeto para dizer ao governo que e-reader é livro e goza da imunidade de imposto que é direito do cidadão brasileiro, o projeto foi aprovado no Senado apesar do governo PT ser contra, e já está há dois anos sendo protelado na câmara na tentativa do PT que o projeto não vá em frente, uma das responsáveis por essa ignomínia é a deputada Fátima Bezerra do PT, ela é a redatora do projeto na comissão de cultura, protelou até o limite, tanto que o deputado Darcísio Perondi do PMDB pediu que o mesmo fosse votado em plenário devido à lentidão, esta história é uma verdadeira palhaçada que mostra todos os recursos vigaristas que a esquerda usa. Mas a realidade é que o PT não tem apoio para chumbar o projeto, pois se tivesse apoio ele já teria sido posto em votação e perderia, sendo enterrado, mas vejam que mesmo às vésperas de uma eleição a questão de manter o brasileiro ignorante é tão importante que eles ainda insistem em derrubar o projeto. Como podem ver, é a ideologia que é mais forte que o interesse do povo brasileiro, afinal, a quem interessa um povo ignorante? Quer melhor exemplo que as duas Coréias? A do sul investiu em educação, a do norte no comunismo, nunca poderia existir melhor comparação, a Coréia do Sul é um dos países mais desenvolvidos do mundo, a Coréia do Norte o mais atrasado, lá pessoas ainda morrem de fome! E as duas saíram do mesmo ponto ao mesmo tempo. Quem não vê isso? Os ignorantes e os esquerdistas vigaristas. Querem um exemplo mais próximo? Vejam hoje a Venezuela, um membro orgulhoso do Foro de São Paulo, falta até papel higiênico, a violência abunda e a educação como no Brasil está sendo sabotada pelo governo.

O negócio dos esquerdistas não é representar o cidadão, por isso eles odeiam a democracia, nem querem melhorar a vida do povo, mas sim as próprias tomando o governo e usando-o para fins pessoais, basta ver o luxo em que vivem os ditadores comunistas em comparação à miséria de seus povos, e o Brasil não está longe disto, dos lençóis de algodão egípcio exigidos por Lula e pagos com o dinheiro do governo, às escalas em restaurantes de luxo com avião oficial de Dilma, à simples bermuda de José Dirceu da Vilebrequin que custa uns seiscentos reais ou mais, está aí explícito seu gosto pelo “luxo burguês” mais que pelo povo. É por este motivo que estes “governantes do povo”, desde que entram no governo recusam-se a responder perguntas e a dar entrevistas livres onde podem ser contraditados, não é de espantar que juntos Lula e Dilma dessem muito menos entrevistas que o elitista FHC? Mas ninguém fala isso nem mostra, alguns assuntos somem convenientemente dos jornais.

Aqui vou desmascarar uma das táticas mais comuns dos esquerdistas, ela chama-se “falar com a própria mão”, vimos um exemplo vergonhoso disto no debate presidencial quando Dilma falou que no seu governo não tem “engavetador geral da república”, apelido dado pelo próprio PT ao Procurador Geral da República Geraldo Brindeiro, mas ela da maneira mais cínica diz que foi o povo que deu este apelido, ou seja, a mão da Dilma ou do PT que ela chama de povo é que deu o tal apelido, Dilma está conversando com a própria mão! Não faltam exemplos no governo do PT de investigações que foram engavetadas, só para dar alguns exemplos, tem o caso dos aloprados que tentavam comprar um dossiê falso com uma mala de dinheiro, nada aconteceu, e os sobrinhos da Dilma no caso Erenice Guerra? Apesar de provas levadas à púbico pela mídia nada aconteceu, quer melhor, o atual escândalo da Petrobras onde representantes do governo e da empresa se reuniam para combinar os depoimentos, foi tudo gravado, fingem que nada aconteceu, mas cadê o apelido de engavetador geral da república? Com certeza o PT merece mais este título, mas não tem gente vigarista o suficiente para apelidar e dizer que foi o povo como faz o PT. No caso do e-reader a deputada Fátima Bezerra do PT criou uma audiência pública só com os amigos para validar sua tentativa de boicotar o e-reader, mais um exemplo da tática de falar com a própria mão. E o exemplo mais cabal desta tática nojenta está no decreto 8243 que institui as panelinhas do PT em todas as instâncias do governo, a tal participação social vêm de organizações montadas pelo próprio PT para fazerem-se de povo e tirar o lugar legítimo do povo, ao dialogar com os movimentos sociais que o próprio PT criou e oficializou com este decreto, o PT novamente usa a tática de “falar com a própria mão”. Você já viu como é patético alguém falando com a mão? É isso que faz o PT em todos estes casos, e isso só não é evidente para toda população pois ela é mantida na ignorância, por isso evitar que os brasileiros tenham livros livres é uma parte tão importante do Foro de São Paulo e da ideologia do PT, afinal, quem quer de livre consciência ser como a Coréia do Norte ou a Venezuela quando pode seguir o exemplo da Coréia do Sul? Somente os ignorantes ou os vigaristas.

Quando alguém quer enganar os outros não pode submeter-se ao livre debate, quanto mais falar, mais sua posição e suas mentiras ficam evidentes, e debate livre é o cerne da democracia, por isso o PT odeia a democracia e a livre expressão e quer controlar a mídia, a isso chamam controle social da mídia, e entendemos social como a própria mão do PT, Não é o controle da sociedade sobre a mídia, é o controle do PT sobre a mídia.

Um ideólogo de esquerda chamado Antonio Gramsci percebeu que os discursos da esquerda eram muito fracos para serem sustentados em um debate honesto, e por este motivo criou a tática da hegemonia cultural, que consiste basicamente em calar todas as vozes contrárias a ti para que não se manifestem, e assim, sem poder expressar-se não há oposição, é por isso que a oposição necessária em todas as democracias é demonizada pelo PT, eles querem e precisam da hegemonia para que sua vigarice não seja percebida, veja como é o controle da mídia na antiga URSS, na atual Venezuela e na Coréia do Norte que mata sem piedade aos que ousam divergir, aos que ousam violar o controle hegemônico do Estado. O PT chegou até a divulgar uma lista negra de jornalistas, e Dilma fugiu da maneira mais covarde a uma entrevista no Jornal Nacional, pois as perguntas, mesmo suaves, iriam deixar sua vigarice evidente. Gostaria de perguntar o motivo de Dilma ainda boicotar o e-reader em um país onde o número de analfabetos só faz crescer, não tem resposta, é inumano, mas está de acordo com a ideologia que precisa da ignorância, podemos achar que um país mais ignorante com mais analfabetos é ruim, mas isso é bom para o PT pois basta sobrepor os mapas eleitorais e as regiões com maior índice de analfabetismo que verá que o PT tem mais votos onde há mais analfabetos, a coincidência é impressionante.

Nos últimos anos o número de analfabetos totais só aumentou no Brasil, mas como já disse antes, o fracasso educacional de nosso país revela o triunfo do PT, são passos decisivos na idiotização completa da maioria do povo. Quando falo de analfabeto completo refiro-me à aqueles que não sabem das letras nem o suficiente para ler uma placa de rua, mas existe um número que parou de ser contabilizado, que é muito pior, o número de analfabetos funcionais, pessoas que saíram com diplomas das escolas mas não são capazes de ler e entender um texto, e muito menos qualquer política necessária para o povo exercer cidadania. Mas concentrando-se apenas nos analfabetos totais o número só aumenta, na PNAD divulgada em 2013 constava-se que o Brasil possuía em 2012 15.128.000 analfabetos totais, e na pesquisa divulgada agora em 2014 o número cresceu para 16.030.000 em 2013, mas notem que estranho, na reportagem de 2013 consta que o Brasil tinha 15.128.00 analfabetos totais acima de dez anos em 2012, mas na reportagem da pesquisa que saiu agora é mostrado que o número de analfabetos em 2012 era 15.340.000, alguém sumiu com 212.000 analfabetos, que ou não foram contabilizados na pesquisa divulgada em 2013 ou na de agora. Estranho não? Vejam os links e confiram por si. Aumentar em 6% o número de analfabetos de 2012 para 2013 seria inaceitável, mas você está vendo aí alguém fazer um escarcéu por conta desta ignomínia? Parece pouco? Vamos imaginar que o número de analfabeto no Brasil vai crescer sempre nesta taxa de 6% ao ano, começando com 16.030.000 agora em 2014, em 2024 teremos 28.707.288 analfabetos, em 2034 51.410.381 analfabetos e em 2044 92.068.163 analfabetos! Para vocês verem como este tipo de estatística é insidiosa, e só estamos falando de analfabetos totais, imagina dos funcionais! Estamos no caminho para o país dos jumentos!

Como já mostrei, toda ideologia de esquerda é construída sobre o engano, mentira, leia Marx e verá que suas propostas são ridículas, ele teima em colocar o trabalho do homem como todo igual, e sabemos como isso é profundamente falso, seu texto está gratuito na internet, baixe no seu e-reader e prepare-se para rir muito com o absurdo de suas idéias, não se engane com a escrita convoluta, analise as proposições e verá que o cara não fala coisa com coisa, esta equiparação do trabalho de pessoas diferentes é só uma das mais gritantes.

Se toda ideologia de esquerda é uma mentira para enganar os otários ignorantes com o objetivo de tomar o poder, qual seu maior inimigo? O capitalismo? Não. Os banqueiros burgueses? Não. A igreja e os padres? Não! A resposta é simples: a verdade! O pior inimigo da ideologia de esquerda é a verdade, é por este motivo que desde sua criação os inintelectuais de esquerda pregam o relativismo, o mesmo dos sofistas gregos, a não existência da verdade. É só falar em verdade que o esquerdinha começa a bufar, e tenta relativisar tudo, chega a ser patético, veja o caso do “outroladismo” muito em moda nos jornais, se há verdade e mentira, qual o outro lado da verdade? A mentira! E aí vamos dizer que verdade e mentira tem o mesmo peso, pois cada um tem o seu lado? Parece ridículo, e é! O “outroladismo” é a tentativa moderna de destruição da verdade, mas o relativismo tomou contornos mais grotescos a partir de Hegel, Marx e Engels viram sua oportunidade de atacar a verdade ou a busca dela e os inintelectuais subseqüentes dominaram a filosofia com o relativismo, Adorno, Horkheimer, Foucault, Deleuze e Derrida são os exemplos mais cabais de um exercício de pensamento que por não tentar perseguir a verdade, transformou o exercício da filosofia na moradia das veleidades, vigarices, ou simples palavrório vazio. Não foi só a filosofia que sofreu com o relativismo, a arte ao abraçar o relativismo deixou de ser arte, foi completamente destruída, hoje um espertalhão vigarista põe meio tubarão em formol e vende como peça de arte aos otários, e vem um monte de críticos ignorantes louvar o lixo. E assim a verdade da arte, que seria a busca do sublime foi destituída da cultura popular, para o povo ignorante o lixo é chamado arte.

Falo muito em ignorantes e ignorância, mas preciso melhor caracterizar para que não pensem que este é um xingamento vazio como é a tática comum dos esquerdinhas ao deparar-se com alguém que sabe mais que eles e tem melhores argumentos, eles simplesmente vão te mandar estudar, tentando afetar um conhecimento que não tem, pura mentira, fingimento, e fazem isto tentando aí terminar o debate, pois se prosseguir as pessoas percebem que eles nada sabem. Ignorância é justamente a falta de conhecimento, ignora-se pois não se sabe nada do assunto ou se tem um conhecimento superficial, incorreto, ou usa-se a simples mentira, e isso tem muitas conseqüências, vamos a alguns exemplos: quem não leu ou não entendeu Marx pode achar que há lá grande sabedoria e um método de tornar as pessoas mais livres, mas sem a ignorância, ao ler Marx a pessoa vê com os próprios olhos que seus argumentos não tem capacidade de levar à liberdade mas à mais cruel ditadura pois contradiz o melhor da essência humana, sua diversidade. Para alguém que ignora a música é comum achar que um Heavy Metal é uma música muito mais revolucionária que Wagner, mas para quem sabe ouvir os instrumentos, sua linha melódica, funções de acordes e dissonâncias, Tristão e Isolda é muito mais revolucionária e desafiadora. Quem só viu um Tintoretto não consegue saber o que é a excelência de Goya, é só ao conhecer ambos que se pode sair da ignorância, e só quem não viu ambos pode achar o trabalho do Romero Brito digno de qualquer nota. O homem nasce ignorante, e para sair dela é necessário o conhecimento, manter-se na ignorância é uma atitude passiva, mas não foi a escolha do homem, não vive mais como macaco, ser homem é sair da ignorância. Como a ideologia de esquerda não precisa e não gosta de homens que pensem, eles investem na ignorância, pois tudo que necessitam é de jumentos que lhes puxem as carroças.

Vivemos em uma época ímpar, o acesso ao conhecimento nunca foi tão simples e barato, sair da ignorância hoje é fácil para qualquer um que queira e saiba ler com proficiência, mas se antes o acesso à informação é que era o limitante, hoje é mais difícil fazer uso desta informação, é preciso saber organizar conhecimento e idéias para não perder-se neste universo de informação que existe, a dificuldade não é mais ter acesso à informação, é saber o que se quer procurar, e entender bem como ler um texto é muito mais importante que a maioria das decorebas que eram consideradas a educação dos professores e educadores medíocres. Hoje com um celular qualquer informação está fácil, mas nada adianta a quem não sabe procurar, filtrar, categorizar e ler. E basta ver a medíocre superficialidade de todos os debates públicos que verá quão antagônico é o fato de termos hoje mais acesso à informação que a humanidade jamais teve. Quantas pessoas vocês acham hoje que tem capacidade de ler, entender e argumentar sobre este texto que escrevo? Estaria satisfeito que fossem ao menos 0,1% dos brasileiros, mas temo que sejam muito menos, alguns bobalhões vão tentar chamar-me “elitista”, e isso é ridículo, pois este texto, como todo outro conhecimento necessário a entender o que aqui digo está disponível gratuito na internet, qualquer um pode tentar ler este texto, é só querer.

Tenho vários amigos que me criticam por escrever textos “tão difíceis”, e assim não conseguiria atingir as pessoas que quero “educar”. Mas notem como há aqui um paradoxo fundamental, eu quero que todos os brasileiros sejam proficientes em leitura para que consigam ler um texto complexo, e o meu nem é dos mais complicados, mas para isso eu teria que escrever de forma simples e medíocre, o que iria tirar todo objetivo. Sem a pessoa desafiar-se ela não cresce, é errado pensar que alguém pode educar quem não quer ser educado pois há um esforço por parte do aluno. O conhecimento novo exige uma atitude ativa de quem aprende, o processo de desequilíbrio e volta ao equilíbrio teorizado por Piaget e muito pouco entendido, pois pior que este texto, é muitíssimo mais complexo. Desta maneira, se escrevo um texto mais leviano não serei capaz de desafiar o leitor, estarei sendo complacente com a ignorância, não adianta educar quem não quer ser educado, quem quer aprender educa a si, mas somente ao desafiar-se, assim preciso que este texto fuja da mediocridade geral para desafiar o leitor. E essa é nossa infeliz realidade, há menos gente no Brasil capaz de ler este texto do que existem milionários.

Outra crítica que recebo com freqüência é dos que acham que advogo pelo e-reader como um aparelho mágico capaz de melhorar a leitura e tirar os brasileiros da ignorância, infelizmente não há nada de mágico no e-reader, ele não é uma bandeira, é apenas um primeiro passo, há muito que fazer para melhorar a cultura do brasileiro, mas tudo depende do livro, não há cultura que o valha sem o livro, ele é o começo de tudo, há no Brasil um tal estado de coisas que é impossível para alguém sem muito capital imprimir livros a um preço aceitável, e mesmo assim, hoje com o e-reader não há o que comparar; pense no Novo Órganon do Bacon, gratuito no e-reader e em papel custa mais de cinqüenta reais. E insisto no e-reader pois eu que já sou leitor experiente, no tablet ou no computador tenho dificuldade com textos complexos, imagine quem ainda está aprendendo. Maior parte da minha vida li em papel, com o e-reader tenho o mesmo conforto, mas não no tablet. Precisamos de leitores proficientes, capazes de ler e entender um texto complexo pois assuntos vastos não podem ser reduzidos em textos simples sem serem tornados levianos, assim o leitor e-ink é fundamental, além disso precisamos combater a ditadura da mediocridade a que obrigam os textos de redação e ( falta de) estilo para jornais, é a língua mutilada e impotente, que junto com o construtivismo vigarista são a raiz do aleijão literário que é o brasileiro. Se o e-reader parece uma bandeira é pela ferrenha oposição que a ideologia do PT faz contra o aparelho, por facilitar a cultura e por escapar da sua censura financeira sobre o mercado editorial, afinal, mais de 40% do dinheiro que circula no mercado do papel vem do governo. Sou bastante prático, o e-reader não é bandeira é condição necessária, e vemos bem como o analfabetismo aumenta enquanto a Dilma não quer e-reader na mão do brasileiro, eles não tem vergonha, nós é que devemos enfatizar o quão vergonhosa é esta posição de sabotagem explícita à educação.

Cada vez que ouço um candidato dizer que a solução para a educação no Brasil é o ensino em tempo integral quase subo às paredes, no entanto é esse tipo de debate ignorante e superficial que encontramos nas campanhas eleitorais. E aí existem dados factuais, do meu tempo de escola para agora o número de dias letivos só fez subir, e a qualidade da educação só desceu, assim, se fizermos um gráfico veremos que o aumento do tempo na escola não só não melhorou a educação como piorou, aí vem estes imbecis com a bandeira vazia do ensino em tempo integral, que considera todo brasileiro, principalmente o mais pobre como um protobandido, nem o aluno tem consciência como a família não tem autoridade ou capacidade para ensinar o que é certo ou errado para que os garotos não virem bandidos, assim a garotada teria que ser confinada nas escolas para não poder ter o direito de escolha de rejeitar ser bandido, pois se ficar fora vira um, nunca vi tamanha manifestação de preconceito contra o pobre, para os esquerdinhas todo pobre é bandido, e sabemos que a realidade é o contrário, a maioria dos pobres é gente muito decente e com valores sólidos para educar seus filhos, bandidos ainda são minoria entre os pobres.

Outra ladainha que se ouve sobre educação é que é necessário gastar mais, não duvido que mais dinheiro possa ser necessário, mas há muita coisa antes, e se não pensarmos o nosso sistema de ensino, todo o dinheiro vai ser perdido ou desviado por quadrilhas que assolam o governo. Se vocês prestaram atenção já mostrei como e por que a ignorância é imprescindível para toda ideologia de esquerda, verão que o fracasso da educação no governo do PT não é mero acaso, é intenção, e mais interessante é ver que o PT só dá continuidade a um plano implantado na ditadura de 64, óbvio que o PT como gosta de ditadura tem as mesmas ou piores intenções que as anteriores no Brasil, não ouvi Dilma dizer que o Getúlio foi um dos grandes democratas do Brasil? Justo um ditador! O cerne da destruição do sistema educacional brasileiro está na desvalorização não só do professor mas do conhecimento e mérito como valor social, o tal relativismo que falei antes, que os esquerdinhas usam contra a verdade. Com o tempo os professores foram perdendo não só o salário, mas o prestígio e reconhecimento que gozavam na sociedade brasileira, o professor que era muito respeitado até 64, no final da década de oitenta já era um profissional abjeto, o salário era tão irrisório que só iam para o magistério os heróis idealistas, muito poucos, ou os incompetentes vagabundos que não ousavam auferir maiores ganhos em qualquer lugar.

A realidade hoje é que o magistério está tomado por uma escumalha de incompetentes e não adianta aumentar o salário desta escória, pois não vai melhorar o ensino. Mas como livrar-se do lixo se nem lixo há suficiente? Com os baixíssimos salários, as más condições de trabalho não encontra-se nem incompetentes com diploma para encostar-se em um emprego público mal remunerado, afinal, qual criança idiota ou adolescente sem noção sonha em ser professor? “Olha pai, quero ser professor, meu sonho é passar a vida enfurnado em uma escola pública esbagaçada, ameaçado por traficantes, com os alunos rindo de mim pois sou um fracassado, vivendo cheio de dívidas com um salário miserável.” E aí? Quem se habilita a ser professor? Melhor ser lixeiro pois há mais futuro. Há aqui duas perguntas, como chegamos a este estado lastimável e como antes de 64 o Brasil conseguiu excelência na escola?

A educação pública de altíssima qualidade que uma vez o Brasil já teve não surgiu do nada, ela começou com a criação de universidades de excelência, e foi daí que surgiram os professores que tinham na rede pública de ensino uma carreira atrativa, respeitada e bem remunerada. Temos aqui todo um sistema baseado no mérito, os melhores estudantes eram selecionados para as universidades, e os melhores professores eram selecionados para a rede pública. Foi na década de trinta que as universidades de alguns grandes centros começaram a trabalhar para formar uma elite de pensamento e já na década de quarenta estavam suprindo professores para as redes públicas de ensino. O professor bem formado não só mantinha a qualidade da educação altíssima, como ganhava o respeito dos alunos, que viam em seu professor um modelo a ser seguido. Em poucas décadas construiu-se nos grandes centros todo um sistema educacional de altíssima qualidade, com alunos e professores de escolas e universidades empenhados em buscar excelência. As escolas tinham um currículo obrigatório? Não, com professores muito bons não é necessário, aliás, até os ruins deveriam no mínimo saber o que um aluno deve ou não saber. Existia um método pedagógico? Não, e como eles davam aulas? Primeiro tinham os cursos “Normais” que funcionavam no secundário e eram destinados aos professores das primeiras séries, o importante neste caso era que os normalistas “estagiavam” com professores experientes em aula, aprendiam na prática, sem contar o auxílio das cartilhas, que são tão boas que até professores leigos podem ensinar alunos a escrever. Muitos normalistas já entravam na Universidade sabendo ensinar, mas a verdade é que não existe um método para o bom professor, já tive centenas, a realidade é que dentre os bons cada um tem seu método pessoal, e funciona, acreditem, dar aula é uma espécie de arte. Mas o que acontece com os universitários que nunca entraram em sala para dar aula? Por óbvio que seja, se ele participa de um curso bom, que o faz dominar totalmente os assuntos abordados, ele adquire um conhecimento tão sólido do assunto que torna fácil transmitir, quem realmente sabe um assunto em profundidade sabe ensinar, pois é capaz de ver de todos os ângulos, dialogar com o estudante e formular explicações variadas que ajudarão o aluno a entender um conceito complexo. Agora, pensem comigo, se 35% dos formandos atuais da educação superior do Brasil são analfabetos funcionais, como eles se sairão como professores? Podem ver que domínio dos assuntos está há anos luz dos nossos atuais formandos, e sabe do pior, os alunos percebem quando um professor não domina seu assunto e perdem o respeito, se isso já era verdade antes, imagina agora com a internet.

Excelência, esta é a palavra que norteia o ensino de qualidade, quando prospera o relativismo e a mediocracia, não há ensino ou produção de conhecimento que resista. Ouvimos muito falar em cursos de formação continuada, e parece uma piada, pois o professor de verdade não precisa de um curso para manter-se atualizado, faz parte essencial de ser um bom professor o contínuo interesse pelo seu objeto de estudo, o necessário é ficar informado e ativo nos debates, quem para no tempo perde até sua habilidade de ensinar, vira um mero repetidor de conteúdo cuja tecnologia tornou obsoleto, o professor necessário é aquele capaz de dialogar com o aluno, desafia-lo e instigar não o aprendizado bovino, mas a independência intelectual, e aí está a excelência, sua busca constante alimenta o apetite insaciável dos que prezam o conhecimento. É por procurar excelência que o professor almeja o melhor do aluno, os que contentam-se apenas com uma meta menor correm o risco de nada ensinar e definitivamente perdem o papel transformador que há na educação.

Este profissional que busca a excelência não só é necessário na educação, mas em todas as áreas, é pessoa valorizada, e assim, com os salários baixíssimos do magistério, tal pessoa acha acolhida fácil em atividades muito mais rentáveis e valorizadas, ficando na educação em vácuo deste profissional tão necessário. A coisa é tão grave que cria-se uma cultura de mediocridade a ponto de hostilizar o  profissional que sobressai por buscar excelência, aquele que mesmo nas condições adversas impostas pelos gestores do ensino consegue destacar-se e ter até o respeito dos próprios alunos, como é odiado, e assim, pelo veneno da serpente da inveja o ensino afunda cada vez mais.

Excelência é uma palavra bonita, um título de distinção que torna-se honraria vazia em premiações vagabundas direcionadas pela política em vez da verdadeira excelência, é sua característica intangível que humilha os que querem suas honras mas não conseguem ter a verdadeira excelência. É impressionante como hoje, com a vastidão de informações da internet, o que encontra-se sobre educação vá do simplesmente medíocre, ao intelectualmente desonesto ou até ao crime. Se souberem de algum texto virtuoso na área da educação, que discuta fatos com honestidade, por favor, me avisem, pois de muito pesquisar nada encontrei, o trabalho científico do próprio Piaget é muito mal representado e na maioria das vezes deturpado. Peço para que os que quiserem aprofundar um pouco no assunto que leiam o trabalho intitulado “Excelência com Equidade” disponibilizado pela Fundação Lemann, a coisa começa vilipendiando a própria palavra excelência, no trabalho o alvo são os melhores dos piores, longe de qualquer excelência, fixa-se em avaliar apenas os que atingiram a mediocridade, com um olho distante que não estuda o fenômeno educação em si, mas do mesmo ponto de vista do etólogo que estuda um grupo de Jacus; desconsidera-se no trabalho que o Brasil já teve educação de excelência e que os protagonistas não são animais vistos em bando, mas que educação é um processo individual; este é o problema dos chamados educadores, eles não sabem a realidade da relação professor aluno e sua característica singular, que faz hoje, na era da tecnologia, a única diferença de um professor de verdade e um computador. O tal relatório é risível e trágico uma vez que estabelece como meta um ponto de rebaixo da educação, equidade vem da busca de todos pela excelência não da mediocridade, e o trabalho em si é um libelo em nome da mediocridade.

Outro trabalho que encontrei é chamado “Mapa do Buraco”, não é tão vagabundo como o da Fundação Lemann, mas é genérico, identifica os problemas da educação, mas não consegue fixar-se em ações concretas e frequentemente cai em consensos populistas e impensados, se forem abertos ao debate pode ser um bom ponto de início, mas apenas isso, há muita estupidez que precisa ser submetida ao contraditório pois traz embutido em seu texto muitos consensos ignorantes, destaco um trecho que confirma o que digo acima:

“Surge, por fim, uma questão decisiva: qual o primeiro passo? A história demonstra que as grandes transformações sociais exigem não apenas saber o que é certo, mas também saber o que vem primeiro. Quaisquer e todas as políticas públicas que nosso país pode colocar em marcha desde já, devem ser acompanhadas por uma mensagem forte sobre o papel central da educação para o futuro de nossas crianças e para o futuro do Brasil. Precisamos ser capazes de lutar pela educação daqueles que hoje estão na escola, mas que ameaçam trocar o estudo pelo emprego precoce. Precisamos lutar pelo futuro das crianças que ainda não ingressaram na escola, para que enxerguem na sala de aula a melhor forma de crescer na vida. Mas, sobretudo, precisamos disputar o futuro das crianças que já estão na criminalidade, no tráfico e na prostituição.”

Como disse antes, acredito que acesso a livros é o primeiro e necessário passo da educação, não é uma panacéia, não é mágica, é o primeiro passo que identifico em termos claros e objetivos, se advogo pelo e-reader, é por ele ser o primeiro veículo capaz de baratear a literatura fugindo do mercado viciado do papel. Livro no Brasil nunca foi barato e já tivemos educação de altíssima qualidade que foi oferecida a poucos, pois poucos tinham acesso aos livros. Com a universalização da educação o acesso aos livros torna-se mais crítico, não há universalização de ensino sem acesso facilitado dos estudantes aos livros, e o lixo da nossa educação universalizada prova isso, nada adianta universalizar o ensino se nada há para ensinar. E enfatizo o uso do e-reader na educação e não dos tablets, pois é a leitura complexa necessária à educação, e os tablets não se prestam a tais textos. É preciso notar e denunciar as dificuldades que o PT e a maioria dos partidos de esquerda colocam no e-reader, um passo fundamental da educação, pois isso demonstra da maneira mais clara suas reais intenções em manterem o brasileiro ignorante, dependente e subserviente.

É época de eleição, tudo que não querem é o debate livre, essencial para qualquer democracia, é preciso identificar os que querem deliberadamente que o brasileiro mantenha-se na ignorância, o relatório da deputada do PT Fátima Bezerra mostra bem isso, sem bons argumentos quer manter o imposto do e-reader que já seria proibido pela nossa constituição, Dilma mantém o imposto. Quem votar no PT estará invariavelmente comprometendo-se com a destruição do brasileiro, afinal, se depois de doze anos no poder tudo que temos é a piora do sistema de ensino e o aumento do analfabetismo, já ficou mais que claro suas intenções.

Estão aí meus argumentos: quem vota no PT vota contra a educação! Impossível discordar, o PT não tem argumentos que não sejam tergiversações ou o puro vigarismo que já denunciamos aqui de forma clara. É ideologia, nenhum partido de esquerda gosta de educação pois ela os desmascara em seus intuitos nefastos, quer fazer seu voto valer? Quer democracia? É preciso não só votar mas execrar publicamente as ideologias genocidas da esquerda.

Alex
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