sexta-feira, 15 de abril de 2016

O ebook, e-reader e o impeachment.

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O Livro tem sido o suporte da evolução intelectual do homem, mais que a tradição oral o livro guarda os avanços da humanidade, entre o conhecimento oral e a tradição escrita há grande diferença de qualidade, o livro permite tratar de assuntos com muito mais profundidade, até hoje não existe substituto, somente ele permite o conhecimento profundo, qualquer outro meio torna a vida intelectual mais rasa. O e-reader com seu conforto de leitura similar ao papel traz ao livro a mobilidade dos meios digitais, é mais prático, rápido e barato em comparação com o livro de papel, e assim herdeiro capaz que pode fazer o livro ir ainda mais longe. A prensa de Gutenberg permitiu a difusão dos livros, o papel feito de polpa de madeira permitiu o livro avançar ainda mais, tornando-o mais barato, o e-reader é o próximo na seqüência, torna o livro ainda mais barato, rápido e prático, é a evolução da tecnologia.

Assim como o papel que consolidou-se depois do uso da polpa de madeira, o e-reader também consolidou-se, se olharem nos posts antigos deste blog acompanharão a evolução desta tecnologia até o estágio atual onde ela já é madura, capaz e funcional e os avanços são mínimos e na maioria cosméticos. A grande decisão de compra no caso do primeiro e-reader resume-se a um modelo mais barato sem luz ou mais caro com iluminação integrada; a segunda escolha é a loja de ebooks que já vem integrada ao aparelho e seu ecossistema: Amazon DRM com seus kindles, Kobo com Adobe DRM ou o da Saraiva com Adobe. Mas independente do ecossistema ao qual seu e-reader esteja vinculado, todos permitem o que chamamos “side load”, instale em seu computador o programa Calibre ebook e deixe a mediocridade do DRM para trás, convertendo formatos e carregando seus livros no seu e-reader de preferência. Até o formato dos ebooks consolidou-se, a capacidade do epub já é suficiente, o epub 3 não é desejável pois traz mais problemas que soluções, o único avanço que acho desejável é a capacidade do epub portar de forma nativa expressões matemáticas, pois hoje, para colocar uma expressão algébrica é necessário inserir uma imagem. O epub3 não só não permite expressões algébricas como permite inserção de vídeos e programas no texto, o que não é saudável para o e-reader. Livro é livro e é bom de ler no e-reader, para as outras coisas use um tablet, mas não use o tablet para ler, tenho visto gente inteligente e leitor capaz passar vergonha pois não consegue enfrentar um texto mais desafiador no tablet, sim, ele não serve para ler com profundidade e deixa as pessoas literalmente mais burras e incapazes, dificulta muito a leitura de textos complexos.

O maior problema atual do Brasil é a educação, é sua falta que nos diferencia de países mais avançados com nível de vida melhor, e o e-reader seria uma tecnologia fundamental para resolver este problema, mas há a ideologia de esquerda que gosta do povo ignorante, pois só os imbecis para caírem nos seus discursos vigaristas, vazios e estúpidos. Hoje com o impeachment batendo à porta do governo ilegítimo do PT seus discursos vigaristas abundam, quando sua incompetência e má fé vem à luz tentam driblar a realidade com a dialética mais porca. Até aqui neste blog há a patrulha destes imbecis ideológicos que não percebem o ridículo que passam tentando justificar manter o povo ignorante, e se olharem a história verão que todo regime de esquerda tem como base a eliminação dos que pensam, aqui os vigaristas tentam nos calar, fingir que não existimos, fingem que seu discurso vagabundo ainda vale qualquer coisa, não vale; em outros países de esquerda eles matam e mataram, matam na Coréia do Norte, matam em Cuba, mataram milhares na China, URSS e Vietnã, apenas para citar alguns. É só matando as pessoas que pensam e destruindo a educação para que não surjam mais pessoas capazes de pensar é que eles mantém-se com o discurso vagabundo de um progressismo vigarista do século passado. A ideologia vigarista não pode com o conhecimento e pensamento, não tem argumentos, e sua resposta é sempre a violência, morte da educação e morte das pessoas que pensam.

Hoje com o impeachment é importante pensar em não apenas tirar a Dilma e Lula da presidência e o PT do poder, eles que sempre foram contra o e-reader, eles que sempre foram contra a educação e da forma mais hipócrita, suja e nojenta se declaram pátria educadora quando sua principal doutrina é destruir a educação de verdade e substituir pela doutrinação vagabunda como ocorre em Cuba. A coisa aqui não é apenas tirar o PT do poder e todos os petistas incompetentes e vagabundos da máquina do estado, mas tirar a ideologia de esquerda, denunciar sua vigarice e acabar com este atraso. Tirar a Dilma do poder é apenas o primeiro passo para acabar com a revolução cultural que as esquerdas querem colocar no Brasil, lembre-se, para eles revolução cultural significa destruir a cultura verdadeira e matar os que pensam, e para isso a possibilidade de livro barato e livre com o e-reader não pode existir. Tirar a Dilma, espero, seja fácil, ela nunca teve legitimidade para governar, ela sempre foi presidente ilegítima, com urnas impossíveis de auditar, cheias de falhas e o uso descarado da máquina do governo além da mentira descarada, em um país democrático sério ela já estaria fora, e pior, ousam falar em nome da democracia quando são frontalmente contra qualquer princípio democrático, só os ignorantes caem nesta palhaçada, e é por isso que precisam que o Brasil seja uma terra de ignorantes.

Livro é cultura, educação e inteligência, e-reader e ebook seus sucessores, o PT e as esquerdas querem o povo ignorante e na miséria, ávido por migalhas do governo, subservientes a uma ditadura, se há um impeachment é pois existem pessoas ainda capazes de ler, e se fôssemos melhores leitores nem impeachment seria necessário, pois o PT ou outro partido de esquerda não estaria no poder e o Brasil seria um lugar melhor para todos viverem. Cuidado, lembrem-se, tirar o PT é apenas o primeiro passo, precisamos continuar, e é emblemático que quem hoje barra o e-reader na câmara é Alessandro Molon  antes PT agora Rede, ainda vou fazer um post sobre ele e o processo do e-reader, mas isso é para mostrar que a REDE e Marina Silva são mais um partido comprometido com a ignorância dos brasileiros, e se assim não fosse o Sr. Alessando Molon já teria dado seu voto favorável em fazer valer o dispositivo constitucional que libera de imposto o livro para o e-reader.

O impeachment é só o início, precisamos valorizar a cultura de verdade e combater a guerra cultural das esquerdas que querem o povo ignorante. Impeachment já! Livro já! E-reader já! É hora de combater a revolução cultural da ignorância.

Alex
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domingo, 29 de março de 2015

Quinze de Março 2015, uma verdade para ficar nos livros.

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As ruas ficaram pequenas, as praças ficaram pequenas, a avenida Paulista ficou pequena, era tanta gente que não há local no mundo que comporte todos nas pólis da democracia moderna, a comunicação na ágora não mais se presta à democracia de milhões. Mas mesmo assim fomos às ruas, nunca houve maior concentração de pessoas na avenida Paulista, a maior avenida central de São Paulo não deu conta de tanta gente, é preciso incluir aí ambas as paralelas de cada lado e todas as perpendiculares, era uma massa humana inimaginável, quem foi viu, não há como negar, existem milhões que podem dar-lhe o mesmo relato, tanta gente junta assim ninguém nunca viu, tanta gente defendendo a democracia é algo nunca visto no mundo.



Vi que a coisa era grande ao embarcar no metrô, em pleno domingo estava mais cheio que dia da semana no horário do rush, uma multidão verde amarela, alegre, entoando bordões contra o governo, neste clima foi fácil enfrentar a fila, embarcamos em coro organizado entoando os cânticos rituais prescritos para o exorcismo do governo: “Lula cachaceiro devolve o meu dinheiro”, “Fora Dilma e fora PT”. E assim foi até a estação Consolação, onde o coro só fez aumentar. Pouco mais de duas e meia e a Paulista já estava lotada, a idéia era encontrar-me com amigos, impossível, não havia como passar, não tinha sinal de celular para tanta gente. Resolvi infiltrar-me na massa, do Conjunto Nacional até o MASP a aglomeração é de ônibus no rush, com raras praças de alívio; passar pelo MASP era tarefa impossível tal a concentração de pessoas, desisti de encontrar os amigos pelos lados da Brigadeiro, resolvi fotografar e só consegui espaço para brincar com ângulos no canteiro da obra da ciclofaixa do transtorno, no corredor principal era só foto de multidão com o braço levantado, era muita gente. Para poder circular melhor resolvi sair por uma transversal, grande erro, também estava apinhada, impossível passar. Foi uma hora e meia no meio da multidão para chegar do Trianon até o fim da Paulista na Consolação, que também estava lotada por pessoas e caminhões. Às cinco e meia, quando embarquei para voltar no metrô Consolação uma massa verde amarela ainda chegava. Quem foi viu, não adianta vir jornal menosprezar, não adianta querer diminuir, milhões viram com os próprios olhos e quem quis diminuir perdeu a credibilidade, a conta de 210 mil na manchete da Folha foi recebida a sonoras gargalhadas e indignação, eu vi, nós vimos. Um milhão da polícia militar? É pouco, pegue a maior concentração já documentada na Paulista, pode aumentar, a Paulista ficou pequena, o reveillon tinha menos gente apertada nos “curralzinhos”, da consolação à Oswaldo Cruz a Paulista estava lotada, paralelas e perpendiculares, era muita gente, foi avassalador, quem foi viu.



Tal massa humana seria um ambiente desagradável, mas lá não havia sentimentos ruins, era um povo alegre, de bem com a vida, lutando da maneira mais democrática por seus direitos, todos juntos, todos brasileiros, sem divisão de raça, credo, classe, ou quaisquer que fossem, era o verde e amarelo cantando do fundo dos pulmões que a nossa bandeira jamais será vermelha, uma referência clara ao comunismo assassino. Havia lá ricos e pobres, mas não miseráveis, e é isso que o governo quer, um país de miseráveis que se vendem barato, que imploram por esmola do governo, o povo que foi às ruas trabalha para ganhar o seu sustento, não precisa de esmola, é altivo, o que querem é que o governo não atrapalhe, que ele não nos direcione para o buraco em que estamos, e quem trabalha paga quase metade dos seus rendimentos ao governo, parte desta riqueza nacional que está sendo vilipendiada e nos levando para a maior crise da história, graças a um patrimonialismo sustentado pela corrupção. Há uma imensa máquina pública trabalhando para que sejamos miseráveis, e ao mesmo tempo enriquecendo a aristocracia incompetente no poder, e isso todos que foram às ruas sabem, a despeito dos meios de comunicação dizerem o contrário. Vejam lá o Zé Dirceu com sua consultoria milionária, mesmo preso, bandido condenado ganhou 4 milhões prestando o seu “serviço”. Tem hora que o povo não agüenta mais a hipocrisia e vai às ruas, e foi, milhões, em todo Brasil. E os otários que fizeram vaquinha para pagar a multa do milionário Zé Dirceu? É isso que chamo de miséria, o milionário da maneira mais hipócrita pedindo que os outros paguem sua pena na justiça, um miserável. Este é o PT, o partido dos miseráveis, gente que grita de ódio, esconde sua riqueza escusa e mostra sua miséria para cobrar do pobre trabalhador que lhe financie a fortuna.



É esta miséria que mais me indigna em relação a este governo, o ebook está aí, e o e-reader para lê-lo, pela nossa constituição ao livro não incidem impostos, nem ao papel de sua confecção que como o e-reader é o meio necessário para ler, mas Dilma da forma mais mesquinha e miserável cobra imposto no aparelho, impede ao pobre a leitura, pois para o pobre não basta ser pobre, tem que ser miserável! Como podemos conviver com gente assim? Gente que vive na mais nababesca opulência negando ao pobre o mínimo, para que seja miserável! O boicote do PT ao e-reader é simbólico, mostra da maneira mais crua como o PT quer um povo miserável. A Venezuela é o melhor exemplo, um país que já foi rico hoje não só é pobre, é miserável; e a miséria é algo que não tem saída, miséria gera miséria, por isso nem a Venezuela nem o Brasil tem condições de sair da crise enquanto os miseráveis estiverem no poder. Investindo na miséria o PT quebrou o governo, mas enriqueceu de maneira soberba os seus, só o peixinho do Barusco está devolvendo milhões de dólares que roubou, quanto ficou na mão dos peixões? E no momento as medidas só cobram a conta do povo, não extinguiu-se um ministério, não acabaram com um cargo de confiança, o governo gasta como se não houvesse crise e empurra a conta ao brasileiro pobre que deve agora apertar o cinto, fazendo com que apenas aumente a miséria. Um PT miserável só sabe gerar miséria, é o povo que gera riqueza, e é o povo que é convidado a pagar a miséria do governo. Fomos às ruas, e só há uma solução, tirar os miseráveis do governo, tirar o PT do governo, caso contrário o caminho da Venezuela será nosso futuro.


Ao sair às ruas no domingo o povo mostrou a sua cara, disse a que veio, e isso assustou muita gente, não porque eram pessoas raivosas depredando a cidade e mutilando o próprio corpo cidadão, mas porque eram pessoas alegres e de bem, pensando claramente e desmentindo a falsa leitura que se faz de quem é o povo brasileiro, ordeiras apoiando a polícia, sem divisões, todos unidos e ao mesmo tempo indivíduos; todos juntos contra o governo do PT, todos juntos e com argumentos claros exigindo o impeachment de Dilma. O cerne de tudo é tirar o PT do poder, pois com o partido da miséria no governo não há como sair de qualquer crise, um partido que é contra o povo ordeiro e defende os bandidos fica horrorizado com o cidadão confraternizando com a polícia, pois o bandido é mais um aliado para tornar a vida mais miserável.







Foi emblemático o governo marcar manifestações a seu favor na sexta-feira treze, foram lá uns poucos gatos pingados, ainda pagos, R$35,00, condução e um sanduba de mortadela, a imprensa que diz que lá haviam 44000 não tem coragem de postar as imagens, para a polícia uns 12000. O contraste não poderia ser maior com o que ocorreu no domingo, onde milhões foram às ruas sem necessidade de pagamento, sem balões infláveis caríssimos, enfrentando chuva e pagando a própria passagem. Na sexta-feira treze estava lá o teatrinho das esquerdas que fingem representar o povo, no domingo o povo de verdade foi às ruas, e não há o que negar.



Antes de todos os meios de comunicação tecnológicos, o maior deles, o que realmente representa a população, pois é ela própria, é a praça, o mercado, a ágora das pólis; lá estão pessoas, vozes e argumentos, a coisa de verdade do qual todas as outras mídias representam apenas imagens pobres. O povo foi à rua, o povo de verdade estava nas ruas e era uma multidão tão grande que torna a comparação com as manifestações engendradas pela esquerda um teatro grotesco, uma distorção pérfida do que é o brasileiro de verdade, e isso assustou os supostos porta-vozes do povo, pois independente do que digam, da maneira que distorçam, era tanta gente que a verdade não pode ser mais ocultada, a farsa foi desmascarada; o brasileiro mostrado nos jornais não é o mesmo que foi na rua, na mídia o fictício, nas ruas o verdadeiro.



No dia quinze de março de 2015 Antonio de Gramsci morreu novamente duas vezes, o ideólogo italiano que bolou a estratégia para ditadores assumirem o poder em nome do povo fictício, seqüestrando os modos democráticos em favor de monstros totalitários viu sua estratégia ruir, o povo de verdade foi às ruas, não o de mentira que estudam os sociólogos ou pinta a mídia, mas pessoas reais, carne, osso, faces, voz e argumento. E esta imagem não podia ser mais diferente do que dizem dela. O brasileiro conformista, imoral, desordeiro, ignorante político e sem memória como pregam os meios de comunicação não existe. Os casos escabrosos que afrontam a moral não foram esquecidos como pregam os jornais, estavam lá, vívidos na memória e causando a repulsa do povo. O mais assustador é que lá não havia raiva, estúpidos destruindo o patrimônio público, nada de manifestantes hostilizando a polícia, nem grupelhos exigindo privilégios, mas todos eram claros e diretos em seu motivo: “fora Dilma e fora PT”, a coisa era tão evidente que as fotos do ocorrido tinham que ser cuidadosamente editadas para distorcer a verdade, imprimir uma narrativa falsa; se fotografar de perto dá para ler os cartazes claros pedindo a saída do PT do governo, se fotografar de muito longe mostram a enormidade da massa que foi à rua, ficou difícil, ficou impossível esconder, mesmo porque grande parte dos leitores e tele-espectadores estavam lá. A palhaçada ficou evidente, o teatrinho do povo na rua no dia treze, a mídia tentando deturpar as vozes e o número dos que foram às ruas, aumentando a conta do dia treze e diminuindo no dia quinze; sem sombra de dúvida afirmo que lá estavam mais de dois milhões de pessoas, nunca a avenida Paulista esteve tão cheia, e mesmo assim tentam esconder, mas não dá, as pessoas estavam lá, na ágora antiga, a praça da nova democracia.



E a morte de Gramsci assustou mais que as esquerdas brasileiras, mas a mundial, a multidão avassaladora nas ruas provou a farsa que as esquerdas tentam empurrar, e sabe do mais, o que aconteceu no dia quinze não é um fato isolado, mas uma realidade cotidiana que já não pode ser negada, as pessoas que foram às ruas no domingo existem vivas e protestando na internet, tentavam esconder, dizer que eram lobos solitários, isolados, mas a realidade é que somos imensa maioria, e ninguém ali ou na internet está à procura de um representante, são pessoas distintas que foram à rua expressar de viva voz suas idéias, e por maior diferença que exista, há um clamor comum: “fora Dilma e fora PT”. As pessoas não querem um governo para sugar, elas querem um governo que não lhes atrapalhe a vida, que não lhes tire o direito à própria individualidade, que não nos substitua por fantoches pagos com o nosso dinheiro. Acontece que a ideologia pregada por Gramsci é a da hegemonia, ou seja, as vozes discordantes devem inexistir, os oponentes não tem o direito à existência e muito menos à palavra, e isso nunca pode conviver com democracia, por isso Gramsci morreu no domingo, os que não existiam apareceram, pois sempre existiram, e a mentira da hegemonia desapareceu. As pessoas nas ruas sabem que para o PT existir elas precisam desaparecer, e por isso não podem conviver com este governo vagabundo que age sempre para destruir o povo de verdade em favor do fictício.



A segunda morte de Gramsci ocorreu quando as pessoas de verdade foram às ruas, com vozes plurais, toda ciência social virou lixo; para começar nunca poderia ser chamada de ciência, pois ciência é sempre comparada com a realidade objetiva, sem realidade estamos apenas falando de ideologia; e as pessoas que foram à rua são a realidade objetiva com a qual nenhuma dessas “ideologias sociais” pode dialogar, a verdade. Uma das idéias de Gramsci é uma espécie de contrabando intelectual, de modo que idéias sejam espalhadas de forma obliqua e nunca direta, e assim serem aceitas sem pensamento, mas pessoas pensam, contestam, e vão às ruas quando estas idéias vagabundas afrontam sua moralidade, esta tem sido a pauta da tal “ideologia social”, difundir idéias que corrompam a moralidade de forma lateral; um destes absurdos é esta noção torta do “outroladismo”: não existe a verdade, existe apenas um lado ou outro em pesos iguais; mas na realidade o que existe é que há uma verdade, e o outro lado da verdade é a mentira, simples assim. É assim que se afronta a moralidade, para o homem íntegro há verdade e mentira, distintos. A própria idéia de moralidade tem sido corrompida de modo que não se sabe mais o significado da palavra, até o começo do século passado muito se escreveu sobre moralidade, é um assunto vasto e importantíssimo para a vida em sociedade, mas do meio do século passado para cá todo o rico debate foi substituído por um espantalho onde moralidade significa apenas aquelas pessoas que dizem o que pode ou não ser feito na intimidade da alcova com o cônjuge e não na sociedade, uma maneira de calar o debate, a técnica gramsciana é sumir com o assunto, esconder os argumentos contrários de modo que não existam. Mas os argumentos que não existiam, a moralidade que não existia foi à rua, mostrou-se, e a tentativa de esconder tal realidade denegriu qualquer confiança que os meios de comunicação tinham. O conflito entre a verdade exposta nas ruas e a ficção imposta pelos meios de comunicação foi tão grande que só resta a jornais e televisões esconder o fato, rezar para que esqueçam, mas isso é impossível pois muita gente viu com os próprios olhos. Notem como hoje quase nada se fala da maior manifestação verdadeiramente popular que já existiu no Brasil, e quanto confete joga-se até hoje sobre a palhaçada das diretas já, que nem conseguiu eleições diretas e foi uma manipulação de mídia.



Quinze de março de 2015 não foi mais um clichê, foi uma manifestação inédita, legitima, onde as pessoas foram às ruas não convocadas mas de consciência própria. Foi um evento único no mundo, não haviam lideranças, não haviam líderes, e ninguém os queria, todos que lá estiveram tinham a própria voz, concordamos que para o Brasil viver o PT tem que sair do governo, Dilma a mentirosa deve sofrer um impeachment, e motivos não faltam. Ao tirar Dilma veremos até onde vai a nossa democracia, pois o PT não quer sair do poder e usará de todas as armas. Para Gramsci, assim como para Maquiavel, o poder é o fim único, ao contrário de trabalhos anteriores sobre a política que tinham como base Platão e Aristóteles em considerações morais, Niccolò Machiavelli deixou de lado tais considerações e vasculhou a história com um único objetivo, saber como governantes foram capazes de manter o poder, independente de como, apenas e simplesmente manter o poder, e é daí que vem a ideologia do PT, tomar e manter o poder é o objetivo único; costumo chamar Gramsci de Maquiavel 2.0, pois enquanto o Florentino escreveu “O Príncipe” com a visão de um historiador, o Sardo ao fazer suas anotações na prisão via o ponto de vantagem da absoluta amoralidade no caminho da tomada do poder, a moral e o caráter são vistos por Gramsci como uma desvantagem para os que buscam o poder; mas para nós cidadãos normais, que tem mais para gostar da vida e não precisam do poder sobre os outros, apenas sobre si mesmos, a amoralidade é algo bestial, pois o cidadão amoral, sem caráter é digno de desprezo e não pode ter a confiança de ninguém, não é uma pessoa para viver em sociedade ou manter amizades.



 O PT é gramsciano e profundamente amoral, e tudo que querem é o poder, e a busca pelo poder nada constrói, pois é vazia, quem busca o poder não entende o mérito e nem mesmo o prazer de conseguir fazer algo com o próprio esforço, nada constroem, são incapazes, mas invejam a quem tem capacidade de fazer. A ideologia do PT usa de modo amoral as instituições democráticas com o intuito de apropriar-se do que não tem capacidade de criar.



O que é uma instituição? Algo que institui-se, uma palavra, um acordo, como Dilma a mulher sem palavra, Dilma a mentirosa pode participar de qualquer instituição? Como alguém sem palavra pode ser representante do povo brasileiro? Como alguém sem palavra pode instituir algo?Como uma mentirosa pode ser eleita em um sistema eleitoral que não é transparente e o povo não pode conferir sua autenticidade? Dilma não pode continuar na presidência, não é possível ter uma presidente sem palavra, ela é amoral, o brasileiro não! Ela não representa os brasileiros, nós fomos às ruas, ela não pode sair na rua, tem que fugir do povo. Não podemos ter um presidente que não representa o povo, que o quer ignorante, que boicota o livro ao pobre, e que quer o poder a todo custo, fomos às ruas, continuaremos indo até que ela saia, estaremos dia doze de abril novamente nas ruas, para dizer o que não querem ouvir, por todos motivos que citei acima: “Fora Dilma e fora PT, minha bandeira jamais será vermelha!”. 




Somos brasileiros, gente decente, não esta caricatura dos jornais, dia quinze o povo de verdade saiu às ruas, está na hora da Dilma sair do poder.


Alex
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sexta-feira, 13 de março de 2015

Impeachment é democrático, mentira não!

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Você sabe o que é física quântica? E microeletrônica, semicondutores e genética molecular? Democracia, você sabe o que é? É mais simples que os assuntos acima? Se acha que sim está enganado, como a altíssima tecnologia que permite smartphones, terapia molecular e tantas outras complicações modernas, a democracia é a mais alta tecnologia que permite o convívio pacífico e justo dentro da sociedade moderna, e ela não é simples, precisa de muito conhecimento, com certeza você não consegue construir um smartphone, mas não há dúvidas que seja capaz de destruir um, mesmo que sua intenção seja consertar o aparelho.

O ideal democrático é a arma de mais alta tecnologia contra qualquer arroubo ditatorial, e como toda tecnologia de ponta não é simples, precisa de conhecimento para usá-la, caso contrário mais se destrói do que constrói, por este motivo educação e livros são tão temidos por todos os ditadores, eles minam seu poder que repousa na ignorância do povo e o distribui a quem é de direito: o cidadão. Comparar a democracia hoje com a praticada na Grécia antiga é como igualar um ábaco com um computador moderno, ambos apóiam-se nos mesmos princípios mas são mecanismos completamente diferentes e com capacidades muito distintas. A democracia evoluiu e continua evoluindo, assim como computadores, está sempre sendo aperfeiçoada, e se aparecem mecanismos mais funcionais, também aparecem aqueles que não funcionam, e é preciso conhecimento para diferenciar ambos, um computador ruim ou um programa ruim “dá pau”, assim como a democracia.

O governo atual usa a liberdade democrática para implantar a ditadura autoritária e a comparação que não querem que se faça é com o bolivarianismo venezuelano, pois lá trilhou-se o mesmo caminho e já vemos o resultado: não há alimento para todos, pessoas passam fome, e no caso de comerem nem há papel-higiênico para limpar. O crime tornou-se endêmico e é usado pelo governo para oprimir o cidadão que encontra-se sitiado por bandidos, e aos que ousam revoltar-se com esta vida miserável, fruto da ideologia comunista bolivariana, o governo agora aprovou uma lei onde a força policial incumbida de controlar manifestações populares pode usar força letal, matar o cidadão que discorda do governo. Há prisões arbitrárias com motivos políticos e todo o povo vive na miséria com este machado pendente sobre a cabeça. Se não mudarmos de rumo, este será nosso futuro!

Um dos pontos mais importantes para uma ditadura bolivariana é controlar os meios de comunicação e substituir a educação por doutrinação, por este motivo o livro livre e acessível à população é tão perigoso, ele traz idéias, ele ensina que quando eles dizem democracia é na realidade a justificativa para a mais hipócrita e sanguinária das ditaduras. O impeachment de Dilma é democrático, a suas mentiras não! Há leis, o impeachment é um mecanismo democrático legal, justamente para nos livrarmos de governantes que não mais tem espírito público e autoridade moral para governar. Dilma mentiu, usou o dinheiro público em sua campanha na TV para mentir, mentiu de forma descarada, tão descarada que não precisou nem de uma semana depois do pleito para admitir que mentiu para enganar o povo na eleição, depois de dado o resultado duvidoso, que por nosso sistema eleitoral não ser transparente e passível de auditoria por qualquer cidadão deixa margem a dúvida de sua legitimidade; e se há dúvidas, se não há transparência, não há legitimidade, um presidente que se elege com base na mentira não tem legitimidade! Se há dúvidas sobre o resultado das urnas, não há sobre o que disse Dilma, ela mentiu! O povo votou enganado, e isso não é democracia. Dilma mentiu na eleição e portanto, seja qual for o resultado das urnas, o seu governo e ilegítimo! É da democracia aceitar o resultado do pleito, mas também é da democracia o candidato falar a verdade para que o povo possa fazer uma escolha consciente, se houve mentira, Dilma é uma governante ilegítima.

Usando da desculpa democrática o PT no governo prepara o nosso caminho para o comunismo bolivariano, ao não combater o crime e desarmar o cidadão o governo torna os brasileiros indefesos, tendo que preocupar-se com o crime em vez de manifestar-se contra os que permitem a criminalidade frutificar. Com Paulo Freire e Emília Ferrero e seu construtivismo vigarista atrasamos o desenvolvimento nas letras de nossas crianças, e com professores incompetentes, desvalorizados e doutrinadores garantimos que as idéias estúpidas proliferem e que o pensamento crítico e independente seja extirpado junto com a inteligência verdadeira. Ao sucatear a saúde pública o governo coloca o cidadão em estado de necessidade, pronto a receber qualquer esmola como ajuda, mesmo que o preço desta esmola seja a escravidão. O pobre desumanizado, inculto, fragilizado, passa a ser uma mera ferramenta de manobra para o governo, a velha prática do coroneleismo nordestino oficializada em dimensões nacionais. Mas como na Venezuela, uma nação assim indigente não prospera e a crise que vivemos é conseqüência estrutural da ideologia do governo, só temos saída se tirarmos estes vagabundos do poder, caso contrário nosso destino será pior que o da Venezuela, ou mudamos o modelo ou a miséria será cada vez maior, até ao ponto onde chegaremos na perfeição cubana, onde os governantes vivem com o melhor que há no mundo moderno e os cidadão com o pior da idade média.

Um dos comportamentos que acho mais deploráveis é a mesquinhez, e o governo do PT é mesquinho, com sua sanha ideológica precisa sabotar a educação de verdade e fazer da nação um conjunto de miseráveis. O e-reader, aparelhinho que barateia o livro em uma proporção inimaginável e torna o acesso livre à cultura tarefa simples é combatido com todo o fel da alma, é o maior indício que o governo só tem com os brasileiros as piores intenções. Pobre tem que ser burro e subserviente, tem que ser miserável e pronto a vender-se pela menor esmola do governo, leitura é um luxo que aos pobres não é permitido, e tudo isso por um projeto de poder, uma busca mesquinha por poder usando uma ideologia tão vagabunda que precisa da ignorância para sobreviver, pois com o menor sinal de pensamento crítico e visão objetiva, todo comunismo é desmascarado e suas supostas boas intenções caem por terra, desnuda-se a mais nefasta inumanidade, um regime responsável por sofrimentos que nem a força da natureza impôs ao homem.

Um e-reader, um Raspberry PI, Arduino e suas interfaces, são coisinhas baratas e simples, brincadeiras de criança, e fora do Brasil são apenas brinquedos, que educam com eficiência e prazer, todos estes “luxos” são negados aos brasileiros pela mesquinharia petista, e é essa mesquinharia que não nos permitirá sair desta situação de crise; e se não usarmos o mecanismo democrático do impeachment, perderemos a capacidade da democracia verdadeira e só nos restará o comunismo bolivariano.

Dia 15 de março de 2015 é a data marcada para defendermos a democracia, nossa única oportunidade de sair da crise e evitar que uma máquina destinada a infiltrar as instituições e corromper a democracia prospere e nos obrigue a limpar as fezes com o papel dos jornais que só servirão para isso.

Quinze de março, faça chuva ou sol, impeachment e democracia ou bolivarianismo e sofrimento, a escolha é sua!

Alex
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domingo, 11 de janeiro de 2015

A publicação eletrônica de trabalhos científicos ameaça as estruturas de poder.

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É comum para o público em geral pensar que trabalhos científicos são um ramo da literatura ao qual não fazem parte, é um clubinho fechado com sua própria linguagem e assuntos que só interessam aos próprios membros, nada poderia ser mais errado, mas é o que acontece hoje. Vou tentar explicar como funciona o sistema de publicações científicas e por que isso é importante para todos, principalmente, pois mesmo que não saiba, é você quem paga a conta.

Para dar-lhe um bom entendimento da questão preciso voltar no tempo e pinçar da história os eventos que determinaram não só o início das publicações científicas, mas também os eventos que marcaram a separação da filosofia e ciência.

Fazer ciência é pensar, para ter ciência é necessário pensar, e por muito tempo pensar compreendia apenas um ramo, a filosofia. Os primeiros atomistas eram filósofos, assim como os matemáticos pitagóricos. Dentro da filosofia ainda estava a teologia, e a igreja católica teve em seus quadros grandes filósofos. Mas a igreja não era só virtude, mas principalmente o vício, e em vez de propagar o livre pensamento, fez o contrário, perseguiu, normalmente é estúpido colocar toda a igreja sob um único julgamento, pois nesta enorme instituição existiam quadros virtuosos como Tomás de Aquino e viciosos como Tomás de Torquemada. Vários textos sobre lógica de Aristóteles foram reunidos em um tomo chamado de Organon, que foi adotado pela igreja católica, ele prega estudos sistemáticos, foi uma tentativa de conciliar religião e razão, e por muito tempo a escolástica foi o pensamento dominante e obrigatório, ela sistematizava o conhecimento de acordo com a bíblia, de modo que o argumento final era sempre o que estava contido nas escrituras, podia-se discordar se certo fenômeno pertencia a esta ou aquela ordem angélica, mas não duvidar desta descendência divina.

Se Deus tudo criou, como poderíamos desprezar todo o seu trabalho e nos orientar apenas por um livro? Este foi o argumento principal que Francis Bacon usou para desafiar a ditadura da escolástica, escreveu um “Novo Organon” onde propunha que o homem observasse e confrontasse suas idéias com a natureza divina em vez de apenas com as escrituras, a esta nova modalidade de pensamento deu-se o nome de filosofia natural. Bacon era um homem influente e conquistou a visibilidade da aristocracia reinante, que viram na filosofia natural uma maneira de ganhar conhecimentos que favoreciam o império britânico. Criou-se assim a “Royal Society” para avançar no conhecimento da natureza em 1660, seis anos depois o reino de França percebeu o potencial de tais estudos e criou a sua “Academie des Sciences”, também fundada por ordem real, no caso de Luis XIV.

Em 1665 apareceram as primeiras publicações científicas, o “Journal des Sçavants” francês que incluía filosofia natural e o exclusivo “Philosofical Transactions of the Royal Society” publicado até hoje. Naquele tempo a filosofia natural era praticada por diletantes, pessoas cujo único compromisso era com a própria paixão pelo conhecimento, e como as reuniões da “Royal Society” já não davam conta do crescente público, a publicação veio como forma de difusão da filosofia natural. A filosofia natural cresceu e frutificou, a paixão pelo conhecimento não respeitava fronteiras, e já naquele tempo o conhecimento tornou-se transnacional, mesmo à revelia de seus patronos reais. Já naquela época delinearam os princípios que em teoria norteiam a investigação científica até hoje. Mas a palavra cientista só foi cunhada por volta de 1833, por uma cisma dos filósofos que ficavam incomodados de serem confundidos com estes que em vez de sentarem em suas cadeiras e apenas pensar estavam a fuçar córregos à procura de insetos e caramujos, uma indignidade. Foi em uma reunião da Royal Society que o recluso filósofo e poeta Samuel Taylor Coleridge fez uma aparição especial e expressou sua indignação com aqueles dedicados ao conhecimento, à ciência; assim como os dedicados à arte que eram artistas, os dedicados à ciência eram por analogia cientistas. Foi a partir deste ponto que os filósofos naturais passaram de diletantes a profissionais, os cientistas que eram pagos para fazer ciência, gerar conhecimento.

As publicações científicas foram fundamentais para o avanço do conhecimento e sua linguagem mudou com o tempo, no início incluía-se descrições detalhadas de viagens ao campo, com considerações sobre o tempo, o cenário local e até uma conversa com o leiteiro da região, estas descrições estavam mais para literatura que ciência, e não é à toa que o público em geral acompanhava estas publicações, era uma linguagem comum a todos, e não era raro assuntos polêmicos tomarem parte da discussão de toda a sociedade. Ao contrário da filosofia exclusiva do pensamento a filosofia natural e sua vocação diletante conversavam com o público da época, basta ver que um dos textos mais importantes da ciência, o “Discurso Sobre o Método” de René Descartes, é escrito em linguagem extremamente acessível, diferente da maioria dos tratados filosóficos, incluindo aí os do próprio Descartes. A ciência era para ser a sabedoria comum, e desta maneira o debate foi ampliado, saindo das salas exclusivas do início da Royal Society para os que estivessem dispostos a defender suas teses e sustentar seus argumentos, o debate aberto e franco assim como a difusão das idéias foi um dos cernes da ciência, ao contrário da filosofia que muitas vezes não diferenciava os textos obscuros das manobras retóricas mais vexaminosas com o sofisma ainda sendo aceito como parte integral.

A linguagem direta e objetiva da ciência criou uma práxis que espalhou-se por todas as publicações do gênero que multiplicaram com o tempo, antes todas as disciplinas científicas conviviam juntas nas mesmas publicações, com o tempo e o desenvolvimento do conhecimento as várias disciplinas foram se separando, publicadas em periódicos específicos, só que isso levou a uma espécie de “guetificação” do conhecimento, fazendo com que cada disciplina desenvolva um jargão próprio que a torna hermética não só para o público em geral, mas mesmo para outros cientistas de áreas adjacentes. Se antes a publicação científica fomentava o debate, hoje ela inibe, perdendo grande parte de sua função.

Um dos princípios fundamentais da publicação científica é a publicidade, tudo que se publica em um periódico científico hoje em dia é considerado imediatamente conhecimento de domínio público, empresas privadas que fazem pesquisa não publicam, fazem patentes, e essas não são de domínio público, tem o objetivo de garantir o direito intelectual sobre uma invenção. Assim, quase tudo que se publica em periódicos científicos vem de dinheiro público, seja em forma de financiamento direto ou renúncia fiscal, é conhecimento gerado com o seu dinheiro. Só que na maioria dos casos você não vai conseguir ler por conta da linguagem específica, e nem vai poder ter acesso ao conteúdo, pois ele é privatizado, se quiser ler vai ter que pagar ainda mais. Vou te explicar como funciona essa sacanagem.

O cientista está lá, trabalhando pago com o seu dinheiro em uma instituição pública, ele estuda um assunto, faz experimentos que você paga, e olha que isso custa caro, chega às suas conclusões e vai tentar publicar. A maioria das revistas são privadas, o cientista paga para publicar, em realidade é você quem paga, por norma das editoras o direito é transferido para a revista. Quando saí publicado, você tem também que pagar para ler, isso mesmo, você pagou para criar o artigo, pagou para publicar e agora tem que pagar para ler, ou ir a uma biblioteca que pagou para ter a revista em sua coleção com o seu dinheiro. Parece justo? Você paga tudo e o lucro e os direitos ficam com a revista! Grande negócio!

Mas é necessário perguntar qual o motivo de cientistas supostamente esclarecidos participarem deste esquema. E a resposta é uma só: poder. Ao contrário dos primeiros cientistas que faziam a coisa por si mesma, por diletantismo, por amor ao conhecimento, os atuais pesquisadores o fazem por dinheiro, carreira, fama, ego, e muito, muito raramente pela sabedoria em si.

Fomentar o desenvolvimento da filosofia natural, não foi um ato altruísta por parte da monarquia, mas pragmático, o conhecimento da natureza dava vantagens reais em uma série de áreas fundamentais, a maior delas é o desenvolvimento tecnológico advindo do conhecimento científico, e hoje não há mais dúvida o quanto este conhecimento é decisivo na competição entre as nações e mesmo na guerra. Junto com o conhecimento vem o poder.

Ao contrário da filosofia onde os argumentos não podem ser confrontados de forma definitiva, a ciência preza pela objetividade e os argumentos são testados contra a natureza observável, para isso Descartes criou o seu método científico, uma fórmula para que os argumentos ou hipóteses possam ser testados, basicamente é a observação do fenômeno, formulação de hipóteses, teste destas hipóteses e formulação teórica ou resultado final, é assim que a maioria dos artigos científicos é escrita até hoje, mas para o que se pretende este artigo, acho que a explanação basta. Note que em ciência não há relativismo, as hipóteses ou argumentos são testados e ou se provam suficientes ou inexoravelmente errados, há uma hipótese vencedora e uma perdedora, e a vencedora tem a verdade do seu lado, por isso a ciência é tão poderosa, não é fácil enganar em ciência. Esta era a natureza da filosofia natural: em caso de dúvida observe a natureza e deixe que os fatos decidam o mérito da hipótese. Como podem ver, o conflito de idéias é o cerne do debate científico, sem ele não há ciência, e no início da Royal Society os debates eram fundamentais, uma tese era defendida de forma oral e depois de forma escrita e as reuniões tornaram-se muito populares, não só entre filósofos naturais mas entre toda a sociedade, e nestas contendas reputações e fama ascendiam e caiam junto com seus argumentos, e para alguns as quedas eram dolorosas, muitos não conseguem entender a perda de seus argumentos como um bem maior, apegam-se a eles com furor quase religioso e sofrem com sua destruição, e assim pelo bem da manutenção do status, os embates de teses, hipóteses e argumentos foram banidos da Royal Society, eles eram pouco “civilizados”, tornando as reuniões apenas um clube social, e não mais um local para o avanço do conhecimento.

Em 1831 um grupo incomodado com a inoperância e inépcia argumentativa da antiga Royal Society criou uma nova agremiação: a “British Association for the Advancement of Science”, se por um lado o debate voltou à ciência, há nesta nova agremiação um lado mais pragmático que foi até satirizado por Charles Dickens em “The Mudfog Papers”, foi por conta dela que filósofos naturais passaram a chamar-se cientistas, e mais que isso, saíram do diletantismo para serem profissionais, pois esta sociedade garantia fundos, ou pelo menos era sua intenção, para financiar cientistas profissionais. Ao contrário da “Royal Society” que tinha um público geral, a “British Association” era restrita a cientistas praticantes, criando uma separação entre cientistas e o público em geral. Talvez a maior patologia criada dentro do mundo científico não tenha sido percebida na época, e muitos não a reconhecem até hoje, mas esta primeira separação levou a outras futuras, onde geólogos, biólogos e físicos passaram a habitar universos diferentes, e pior que isso, físicos de uma área são completamente ignorantes de outras, mesmo adjacentes. Com isso o homem de ciência não mais é um homem sábio, mas um mero técnico, não importa quantos doutorados, pós-doutorados, prêmios ou trabalhos publicados ele tenha, conhece apenas uma limitada faixa do espectro do conhecimento humano, mas na realidade é um grande ignorante em todo o resto, e isso influencia na qualidade e capacidade do trabalho científico que é praticado hoje, é esta ignorância que faz o avanço técnico substituir o avanço científico, hoje nossos cientistas são apenas técnicos glorificados, que não tem idéia do tamanho da própria ignorância, usam a necessidade de especialização por conta da montanha de conhecimento produzida ano a ano como desculpa para a mais abjeta ignorância até de campos adjacentes de pesquisa, o que faz deles cientistas extremamente impotentes. É este cientista ignorante que mais precisa do esquema de publicação e poder que existe hoje determinando o futuro medíocre da ciência.

O esquema é o seguinte: hoje o que determina o quão bom é um cientista, é a quantidade de publicações que tem, mas nem todas publicações tem o mesmo peso, umas são mais importantes que outras, isso reflete-se em um número, o índice de impacto, quanto mais leitores, mais qualificada, maior o índice de impacto da publicação, além disso conta o número de vezes que o seu artigo foi citado em outros artigos. Os carreiristas já perceberam como otimizar esse sistema que em teoria era para favorecer o mérito, e assim ficar na frente não pelo mérito do seu trabalho ou força das suas idéias mas usando o sistema.

Primeiro você faz seu trabalho, em segredo, para sua idéia não ser copiada, depois escreve um artigo para uma revista; o “paper” do trabalho completo, não se publica resultados parciais. Com o trabalho escrito você submete a uma publicação, que tem um “editorial board” composto de gente trabalhando na mesma área que você, ou seja, seus competidores, o editor vai mandar seu trabalho para um colega da mesma área, outro competidor, para avaliar seu trabalho de forma anônima, aceitar, rejeitar, ou aceitar somente se certos pré-requisitos sejam cumpridos. Se o artigo for aceito vai para publicação e isso pode demorar até vários anos, se não for aceito você submete a outra publicação, você paga para submeter e paga para publicar, e também paga para ler além das poucas cópias que tem direito do artigo impresso. Como os “editorial boards” são compostos por seus competidores, muitas vezes eles atrasam a avaliação, copiam a idéia, e negam-se a publicar um artigo que no futuro terá uma cópia por um dos membros do grupinho, além disso, se o número de publicações é poder, os “editorial boards” garantem a maior parte das publicações para o seu próprio grupo, além disso pesquisadores de grupos correlatos citam os trabalhos de seus colegas e boicotam de grupos adversários para aumentar o número de citações, é a mesma estória do eu te “cliko” e você me “clicka” das redes sociais, pois no final as publicações são a grande “rede social” dos cientistas de uma determinada área. Com essa estratégia esse pessoal direciona o dinheiro público para onde quer, eles que determinam o que será financiado e o que não, a contratação de profissionais que vão se somar aos feudos existentes e prestar reverência aos chefes do grupo, coisa asquerosa para quem achava que ciência era coisa para mentes independentes e críticas. Todo este trabalho que usa o sistema de publicações científicas para manter o “status quo” é um jeito de subdesenvolver a ciência que progride pela derrubada justa das idéias velhas, mais que isso, evita o debate livre, o cerne da ciência e o monstro que amedronta os incompetentes, que mais que sabedoria querem cargos, posições, status e dinheiro.

Mas isso não é o pior, imagine que os supostos cientistas podem ter verbas públicas e privadas, por qual motivo uma empresa privada vai financiar pesquisa se tem verba pública? A resposta é simples, eles não financiam a pesquisa, financiam os pesquisadores para direcionar as verbas públicas para o lado que os interessa, assim, com um pouquinho de verba privada você controla um monte de dinheiro público, legal não? Para se chegar a um produto patenteado como o viagra gastou-se uma montanha de dinheiro público em pesquisa básica, aquela que é domínio público assim que é publicada, e um pouquinho para fazer a patente de uma fármaco que rende bilhões, é um grande negócio ou não é?

Mas se a coisa parece ruim, pode ser bem pior, vejam que tudo que se quer é evitar o mérito, impedir que gente atrevida como Einstein ou Darwin ganhem prestígio pela força de suas idéias, e assim toda a ciência torna-se um jogo de tanto faz quanto tanto fez, não importando o que se faça, apenas uma máquina para justificar a si mesma e gerar lixo, pegue qualquer área de pesquisa e veja o número de modas que surgiram e desapareceram, e pior, as pessoas não ficam nem embaraçadas de participar desta estupidez generalizada, quando o assunto se desgasta, ninguém mais lembra, ninguém importa-se com todo dinheiro e esforço gastos para nada, apenas para alimentar uma máquina podre e improdutiva. E aí está o lixo que é a ciência moderna, um sistema onde a sabedoria e o mérito é o que menos importa, o que importa é manter a máquina funcionando. Acredito que muitos lembrem do tal rato com a orelha nas costas, um embuste, uma farsa, um experimento espúrio para gerar apenas propaganda e ganhar dinheiro, e ninguém da comunidade científica ousou denunciar a baboseira. E o projeto genoma? Prometia o que não podia cumprir, e todos sabiam disso e deixavam a opinião pública ser tapeada, o projeto terminou, temos o código genético completo, nenhum dos grandes avanços da medicina veio junto, e qualquer cientista com dois dedos de cérebro sabia que não viriam, saber simplesmente o código nada significa, a realidade é muito mais complexa, mas a ignorância é quem venceu. Querem outro exemplo? A descoberta do Bóson de Higgs para justificar bilhões gastos no acelerador de partículas.

Ruim? Não! Muito, muito, muito pior, é uma espiral de ignorância; a coisa começa com um professor que precisa de gente para fazer o trabalho técnico, ele convence alguns alunos a trabalharem de graça com o engodo de que estão fazendo ciência, mas não estão, pois ciência antes de tudo é pensar, e tudo que os estagiários fazem é trabalho técnico acéfalo que precisa de gente com um mínimo de qualificação. Destes alguns fazem doutorado, ainda trabalhando como lacaios para o chefe e sem conhecimento amplo do assunto e sem o mínimo de curiosidade científica, ficam por que são simpáticos, bonitinhas e mais que tudo, anódinos, não representam um perigo em potencial de virarem concorrentes. Abre uma vaga, estes energúmenos com muitos trabalhos e citações ocupam uma posição no local de pesquisa e o ciclo se perpetua; tudo que não querem é confrontar-se com alguém que conheça um pouco do assunto e possa desmascara-los, se o cientista transformado em técnico já era ruim, esses ignorantes são o fim da ciência.

Por isso a publicação livre na internet no meio científico é tão perigosa, o que uma revista científica quer com seu sistema de revisão pelos pares é garantir a qualidade dos trabalhos, é um filtro para não se perder tempo com jumentice, mas como viram, a récua já tomou conta. A nova idéia é que haja um local de livre publicação onde pode-se divulgar tudo, até resultados parciais, experimentos recém efetuados ou apenas idéias, a revisão dos pares aconteceria de forma aberta, através dos comentários de outros cientistas, e de forma livre, não anônima, mais ou menos nos moldes do início das sociedades científicas, e mais importante, o conteúdo estaria disponível a todos cientistas ou não cientistas na internet, evitando que o trabalho pago com dinheiro público seja privatizado pelas publicações particulares.

A idéia é muito simples, mas provavelmente não terá muita adesão, pois como viram, há toda uma cadeia de interesses e incompetências mascaradas pelo sistema atual de publicações. A quem mais interessa a livre publicação é o público em geral, que é colocado de fora e ainda obrigado a pagar a conta com seus impostos, e quem sabe com isso talvez advenha na ciência um uso de linguagem que fuja do jargão e volte a tornar o trabalho científico uma peça de sabedoria para toda a humanidade. O debate educa, só assim cientistas saem do papel de técnicos medíocres para sábios e professores, quem beneficia-se com a falta do debate é a ignorância.

Alex
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terça-feira, 11 de novembro de 2014

PT fracassa em barrar o e-reader ao pobre na comissão de cultura. Vitória dos brasileiros.

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O PT tentou de tudo, protelou ao máximo com a conivência dos outros partidos de esquerda, queria de todo modo inviabilizar que e-reader chegue às mãos dos pobres, mas não deu, por ter esgotado o prazo, que já foi enorme, o projeto que dá ao e-reader o entendimento que quer a constituição não foi barrado na comissão de cultura, eles não conseguiram apoio de outros deputados para sepultar o projeto, e assim ele vai para a próxima comissão: constituição e justiça, e se alguns poucos deputados quiserem e tiverem a iniciativa pode ir a plenário e ser aprovado sem demora. A história foi trágica, tentaram de tudo, fizeram até uma audiência dita pública, mas que na realidade era privada pois só tinha os convidados do PT para discursar contra o e-reader, foi um vexame, destruímos aqui todo o discurso vagabundo, e as pessoas que lá falaram absurdos saíram menores do que entraram, uma queimação de filme total, está aqui na internet para todos verem, é difícil lavar uma mancha podre destas de uma biografia pois denota o mais profundo mau-caratismo ou subserviência bovina.

Ao que parece o PMDB sentiu o cheiro de queimado na própria pele, percebeu o ferrão agudo do PT no lombo, pois eles não admitem ninguém que não sejam eles, se o PMDB tem ajudado o governo é por conveniência, mas eles perceberam que o PT não vê a hora de destruí-los, e com freqüência pauta a imprensa que taxa o PMDB de ser o mais corrupto, enquanto a corrupção no PT é por que o partido foi corrompido pela velha política, vulgo PMDB, que não é uma agremiação de Carmelitas, mas nunca atentou contra a própria essência da democracia, e foi o partido mais importante na implantação da democracia no Brasil. No caso do e-reader parece que foi o PMDB e outros deputados individuais que não permitiram os desígnios do PT. A ignorância ameaça também o PMDB, pois destrói o seu passado, grande mérito da constituição que temos hoje deve-se a Ulisses Guimarães, e o PT recusou-se a assinar, democracia é tudo que não queriam, pois ainda querem uma ditadura de esquerda, a democracia e a liberdade de expressão é uma pedra no sapato do PT, o PMDB pode não ser uma flor, mas não só sabe conviver com a democracia como foi quem mais teve influência na constituição democrática que temos hoje, a tal que não deixa o governo taxar livros.

A presidência da câmara é do PMDB, a presidência da comissão de constituição e justiça é do PT, mantendo-se o procedimento o PT tentará protelar ao máximo nesta comissão também, mas com o PMDB na presidência da casa, o projeto pode ignorar a comissão dominada por petistas, ser votado em plenário e começar a beneficiar o brasileiro pobre, o PMDB convive com a democracia, o PT não, esta é uma oportunidade de ouro do PMDB mostrar que é diferente do PT, e melhor ainda, escapar da máquina de destruir passados que o PT usa no PMDB. O deputado Darcísio Perondi conseguiu frustrar os desejos bolivarianos do PT, parabéns, nos ajude mais, leve o projeto ao plenário da casa para que os pobres do Brasil tenham acesso ao livro.

Hoje, passadas as eleições fica mais claro o motivo do PT querer barrar de todo modo o e-reader. Acompanhem meu raciocínio: no período eleitoral os candidatos tem tempo pago com dinheiro público para anunciar sua plataformas, isso para que o leitor informado escolha qual representa sua posição, mas o que acontece se o candidato mente descaradamente? O eleitor vota enganado, vota em propostas mentirosas, vota em uma candidatura falsa! E é isso que aconteceu agora com a Dilma, mal fechou-se as urnas e ela fez tudo exatamente ao contrário do que disse, está gravado, falou em cadeia nacional, e pior, acusou o outro candidato de fazer o mesmo. Se ela por toda lógica enganou o povo, é pela própria definição uma presidente ilegítima, pois quem por ventura votou nela, votou em uma mentira, e uma mentira tão vagabunda que nem uma semana do pleito a verdade veio à tona! A candidata que concorreu era uma candidata falsa, o que ela dizia não tinha valor nenhum, enganou na maior sem-vergonhice o eleitor, simplesmente para tomar o poder.

Sem contar o uso da máquina pública para desequilibrar a eleição, sem contar qualquer outro desvio de conduta que dependa de provas para confirmar, um fato é notório e do conhecimento de todos: Dilma usou da mentira para promover-se, fez o eleitor votar em uma fraude, e isso é óbvio, por este motivo não tem legitimidade! Ou a mentira é válida?

Qualquer eleitor mais afeito à leitura tinha ferramentas para saber que tudo que Dilma disse era a mentira mais deslavada, hipócrita e sórdida, mas esta não é a realidade da maioria dos brasileiros, querem a comprovação? Sobreponham o mapa do analfabetismo do Brasil com o mapa do resultado eleitoral, é impressionante, o PT ganha onde existem mais analfabetos. Aí você me pergunta: quando eles vão melhorar a educação? Nunca! O cidadão educado é uma pessoa que vê através das mentiras do PT, e por isso não confia no partido, sabem que eles usam o governo para o próprio bem enquanto fazem questão de manter o brasileiro na pobreza, uma tática digna dos monstros.

Para o leitor culto o PT representa a lepra mais fedorenta dos vícios da política, pois não é que eles usem a política apenas para o ganho pessoal como fazem outros partidos, usam para eliminar todos os brasileiros que se oponham a eles, usam a política para acabar com a democracia no Brasil, e tudo isso com uma coordenação nunca vista no mundo da corrupção; o julgamento de mensalão deixou claro, era tão grande que a justiça nem conseguiu investigar tudo, mas o pouco que vimos já era muito. Ao mesmo tempo que o mensalão era julgado, estava em pleno funcionamento o petrolão, muito maior, e o governo que está aí faz de tudo para abafar o caso, a pressão de bastidores está incrível. Dilma foi acusada de saber de tudo, isso precisa ser investigado de maneira urgente, não podemos ter a suspeita de que a presidente é uma criminosa. Ela negou-se em entrevista e nos debates a dizer o que acha do crime do Zé Dirceu, um dos chefes do seu partido e bandido condenado no mensalão, está cumprindo pena, mas para o PT ele é um herói, é também um herói para a Dilma? Independente das provas que por ventura apareçam, vamos ver o que já sabemos da Dilma: ela foi presidente do conselho da Petrobras, votou a favor de um negócio, a refinaria de Pasadena que representou um enorme prejuízo para a empresa, pois compraram algo de baixo valor por um valor altíssimo, mas Dilma disse que foi enganada por um relatório fraudulento, realizado por Nestor Cerveró, mas deu ao homem que a fraudou um dos cargos mais cobiçados na Petrobras, e se isso já não fosse o suficiente, veio a público um vídeo onde os depoimentos na CPI da Petrobras foram fraudados com o auxílio de servidores da presidência da república! É pouco? Se alguém te engana você dá a ele um dos cargos mais cobiçados da Petrobras e ainda ajuda o gajo a fraudar uma comissão de inquérito parlamentar? Digam-me “juízes” ( todos cidadãos), ela parece culpada ou inocente?

Quando alguém mente diante de um juiz isso chama-se perjúrio, não por ser a pessoa do juiz algo especial, mas por que mentir ao juiz é mentir ao povo brasileiro, é isso que ele representa. Quando Dilma mente na campanha eleitoral não é a mesma coisa? É lícito? É isso uma democracia? A república da mentira?

Quando Dilma diz que nada sabe do petrolão, ela está mentindo ou dizendo a verdade?  Como podem ver, não adianta escrever textos que só digam o óbvio, é preciso educar a população para que saibam atuar em um regime democrático, a luta pela liberdade começa com a educação, e pelo livro ser o insumo fundamental à educação é que o PT quer que ele seja inacessível ao povo pobre e ignorante, entre nesta luta, vamos fazer um país mais educado, culto e livre, e para isso nossa principal ferramenta é o livro. Sem imposto no e-reader o livro será barateado em um nível nunca antes visto na história do Brasil. Esqueçam todo o resto, livro e educação é nossa principal prioridade para um país mais livre e justo.

Alex
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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Jandira Feghali (PCdoB-RJ) tenta nova manobra para evitar que o e-reader caia nas mãos dos pobres.

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É revelador quando os bolivarianos fazem de tudo para manter o povo na pobreza, e o caso do e-reader tem sido exemplar, pois significa aumentar o acesso do povo mais pobre à leitura livre, com isso ele pode ganhar educação e cultura, e como os bolivarianos odeiam a educação, pois com ela o pobre pode ver através de suas mentiras e enxergar que quando eles dizem que apóiam os pobres, os querem sempre mais pobres e dependentes enquanto os políticos usufruem do dinheiro público e todos luxos e benesses que os pobres não podem ter. O e-reader ameaça tirar o pobre da miséria, e isso eles não podem permitir. A coisa não vai bem para os bolivarianos na comissão de cultura, ou o projeto é aprovado ou vai direto para frente, e pode correr o risco de ser aprovado na próxima comissão! Os bolivarianos não podem deixar, é preciso fazer algo para que educação e a cultura não seja accessível ao povo, Jandira Feghali agora quer que o projeto passe por mais uma comissão para ter mais chances de barrar o projeto, ela apresentou um requerimento para revisar o despacho original e incluir além da Comissão de Cultura e a de Constituição e Justiça, ainda inclua a Comissão de Finanças e Tributação! Sim, ela quer mais uma chance de barrar o projeto já aprovado no Senado, e–reader é tão importante que eles não podem correr o risco de um aparelho que barateia educação e cultura cair nas mãos do brasileiro pobre. Devo lembrar que por conta dos bolivarianos o projeto está desde primeiro de abril de 2013 só na comissão de cultura, eles protelaram ao máximo, e agora ela quer mais uma chance de evitar que o pobre brasileiro leia. Ficaram com nojo? Eu também, divulguem, esta monstruosidade não pode passar em branco, mostre às pessoas como os bolivarianos querem manter os pobres na pobreza para manterem seus privilégios.

Alex
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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Parabéns ao deputado Onofre Santo Agostini por votar a favor do e-reader e da educação.

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O PL 4534/2012 é o projeto do senador Acir Gurgacz que obriga o governo a entender a constituição como deve ser entendida, ela confere imunidade tributária ao livro com o intuito de promover educação, cultura e liberdade de expressão; o projeto apenas diz para o governo o óbvio: ebooks são livros, e o e-reader, a ferramenta necessária para ler os ebooks, também é livro, pois assim como não há livro sem papel, não há ebook sem e-reader, e a constituição também proíbe taxação sobre o papel.

Ao longo do Ebookbr vocês verão nossa longa luta em favor do livro eletrônico, e hoje ela é mais importante do que nunca, pois barrar ao cidadão o acesso a livros livres é um dos pontos fundamentais do bolivarianismo para aprisionar os pobres brasileiros na miséria e dependência do governo, formando assim uma maioria de eleitores de curral, a velha pratica do coronelismo hoje aplicada em âmbito nacional. O PT e outros partidos de esquerda, por serem contra a educação fazem de tudo para que livros não sejam acessíveis ao povo, e com este intuito a deputada Fátima Bezerra do PT, que foi posta de relatora do projeto, tenta de todas as maneiras evitar que ele seja aprovado, vocês podem ver os detalhes desta saga grotesca em vários artigos aqui do Ebookbr, se o PT tivesse maioria o projeto já teria sido votado e falhado, eles tentaram acabar com o projeto no Senado, não conseguiram, foi aprovado, e agora tentam barrar na câmara, mas não tem a maioria necessária para tal, tanto protelaram que o deputado Darcísio Perondi requereu que o projeto seguisse em frente devido à sua relevância no acesso à leitura e cultura. Se não for votado passará à comissão de Constituição e Justiça, já perderam tempo demais!

A relatora do PT já apresentou várias versões do seu parecer, todas recusando o tratamento que a constituição dá ao livro ao livro eletrônico, mas não foi votado, aliás, nem posto em votação pois temem perder, não tem maioria. O deputado Onyx Lorenzoni já apresentou voto em separado pela aprovação do projeto, agora o deputado Onofre Santo Agostini faz o mesmo, com um texto lúcido que destrói todas as vigarices interpostas pelo PT.

Nesta parte ele destrói as vigarices da Fátima Bezerra:

“Entretanto o relatório apresentado não julgou oportuna a proposta de inclusão da matéria específica do Projeto de Lei, qual seja a inclusão § 2º, do art. 2º onde equipara livros físicos à equipamentos específicos cuja a função exclusiva ou primordial seja a leitura de textos em formato digital. Contudo, deve-se considerar os avanços tecnológicos existentes. A equiparação apenas dos arquivos digitais aos livros físicos não faz sentido, tendo em vista que os equipamentos para leitura digital, e-Readers, possuem a função exclusiva e primordial de leitura, sob conteúdo de livros digitais (ebooks). Os leitores digitais, diferentemente dos tablets, não utilizam iluminação em sua tela eles possuem a tecnologia de tinta eletrônica, também chamada eink ou tinta digital, aproximando muito da sensação de se ler um livro convencional.”

Este trecho traz argumentos excelentes e lúcidos em favor da aprovação do projeto:

"O leitor digital tem como enfoque a leitura, os tablets possuem uma série de funcionalidades. Desta forma por mais que o usuário tenha o hábito da leitura com um dispositivo tablet, este estará sujeito a várias distrações, como ler o e-mail, responder a mensagem, checar as atualizações de redes sociais e entre outras.

Entre os benefícios dos leitores digitais para leitura dos arquivos digitais estão:

  •     o baixo custo de sua aquisição em comparação a outros equipamentos que possuem funções diversas da de leitura, como os tablets, celulares, notebooks e microcomputadores, tornando-o acessível para grande parte da população de baixa renda;
  •     a possibilidade de se armazenar uma grande quantidade de livros em um único equipamento, possibilitando ao usuário o transporte de uma quantidade de livros em um pequeno equipamento, reduzindo desta forma o peso das mochilas para as crianças e adolescente em fase escolar e aos adultos que frequentam cursos técnicos e faculdades;
  •     o acesso imediato aos livros em qualquer lugar do Brasil e do Mundo onde o usuário deseja praticar o hábito da leitura. Deve-se somar e este ponto a quantidade restrita de livrarias existentes no Brasil. Dados da Associação Nacional das Livrarias apontam que há pouco mais de 3.000 livrarias existentes no Brasil as quais são concentradas apenas nos grandes centros urbanos, o que dificulta o acesso aos livros.
  •     ao contrário dos livros impressos, os leitores digitais contribuem para preservação do meio ambiente de forma a reduzir a utilização de papéis para a impressão de livros e contribuem também para redução do aquecimento global, visto que os arquivos digitais não necessitam da logística modal de transporte terrestre.
  •     a tecnologia empregada nos leitores digitais possibilitam a sua utilização por um período contínuo médio de 30 dias, com apenas uma carga.

Tendo em vista as inovações tecnológicas, faz sentido definir com livro os equipamentos cuja função seja exclusiva e primordial para a leitura dos arquivos digitais, em face das simples características apresentadas por este equipamento e dos seus inúmeros benefícios em prol da educação e cultura do País."

Vejam o excerto seguinte, aqui ele deixa claro a intenção da constituição, sua natureza essencial e a intenção explícita de tornar acessível educação e cultura:

"Cumpre-se ressaltar que os grandes avanços tecnológicos demandam atualizações constantes nas legislações. A sociedade atravessou a era agrícola, a era industrial, chegando, finalmente, à era da informação e do conhecimento. Ontem, era o papiro; hoje, o suporte é um dispositivo digital que permite a leitura de livros, e assegura a disseminação do conhecimento. O constituinte ao vedar a tributação dos livros, bem como sobre o papel em que é impresso, visou torná-lo acessível a todos a disseminação da cultura e do conhecimento, indiferentes do veículo que os suportassem."

Em uma manobra pusilânime, a deputada do PT ao negar a imunidade que a constituição dá ao livro ao livro eletrônico, sugere que o e-reader seja incluído na “Lei do Bem” que de bem nada tem, pois ela não serviu para nada, dá um desconto irrisório que não dá o acesso do povo à tecnologia. Aqui o deputado Onofre Agostini expõe a vigarice da relatora e mostra como o PT não quer beneficiar o pobre:

"A Deputada Fátima Bezerra, em seu relatório, aconselha a inclusão dos Leitores Digitais na Lei nº 11.196/05 (Lei do Bem). Entretanto esta alternativa não trará o mesmo nível de benefícios fiscais à população caso estes equipamentos sejam equiparados aos livros físicos, objeto da proposta apresentada e aprovada pelo Senado Federal nas Comissões de Educação, Cultura e Esportes e Assuntos Econômicos.

Segundo a pesquisa Retratos da Leitura o Brasil possui 2,3 milhões de leitores na classe A, 25,6 milhões na classe B e 46,2 milhões na classe C.




Verifica-se pelo gráfico acima que qualquer outra sugestão de desoneração que não seja a imunidade tributária para os aparelhos de leitura digital tornaria ainda inacessível a aquisição desta nova tecnologia para a grande maioria dos leitores brasileiros.

Ou seja, a inclusão dos Leitores Digitais na Lei nº 11.196/05 (Lei do Bem), não trará o mesmo nível de benéficos fiscais, visto que a redução é imensamente inferior se comparada à imunidade tributária.

A redução do preço final do leitor digital, caso haja a equiparação aos livros físicos, será em torno de 40 a 50%. O leitor digital mais simples que hoje custa R$ 299, poderá ser ofertado em torno de R$ 150,00. Algumas empresas inclusive assumiram publicamente que repassarão todo o benefício fiscal que obtiver, com a equiparação, ao consumidor.

Diversos países tratam os leitores digitais de forma tributária similar aos livros físicos. Como por exemplo: Japão, Canadá, Estados Unidos, China, Austrália.

A imunidade pleiteada pelos leitores digitais é insignificante em face aos benefícios gerados na educação do povo brasileiro e no benefício a autores/escritores, editoras e estudantes."

Fechando sua argumentação com chave de ouro profere seu voto a favor de manter o projeto original:

"Pelas razões acima expostas, apresenta-se o presente voto em separado objetivando resgatar o texto original do Projeto de Lei conforme apresentado e aprovado em sua Casa Originária."

Manter o texto original é importante, pois se for emendado deve voltar ao senado, atrasando ainda mais este projeto, já esperamos demais, só nesta comissão por conta do trabalho do PT e dos presidentes que assumiram a comissão, sempre partidários da esquerda, o projeto está tramitando nesta comissão desde primeiro de abril de 2013! Um absurdo tratando-se de matéria tão importante para a educação de todo o Brasil. O que demonstra o nível de perfídia da esquerda bolivariana para manter o cidadão ignorante e o pobre miserável e dependente. É preciso enfatizar que os bolivarianos gostam da pobreza e querem manter os pobres na miséria, eles gostam do luxo, refestelam com o dinheiro do povo, mas querem que a maioria dos cidadãos seja miserável e dependente, uma massa de manobra acéfala pronta a curvar-se ao seu látego e sorrir depois que a lavagem lhe for entregue no coxo. E isso faz do Brasil um país menor, o caminho da Coréia do Norte, não a Coréia do Sul que investiu em democracia e educação.

Parabéns deputado Onofre Santo Agostini, seu voto é lúcido e contribui para sanar a principal dificuldade para educação e cultura do brasileiro, o acesso ao livro, pois só com ele faremos um país melhor, mais justo e bom de viver.


Alex

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