sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Eleições: Quem vota no PT vota contra a educação, contra o Brasil e contra o e-reader.

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* Este texto é longo, para ler com conforto pode usar o Calibre ou o GrabMyBooks para transferir o texto para o e-reader.

O e-reader é apenas um aparelho, um detalhe, em outros países é uma revolução apenas no mercado editorial, no Brasil onde o livro nunca foi barato ele é mais, poderá ser uma revolução educacional, e para nossa desgraça o PT sabe disto, e tenta a todo custo evitar que o aparelho ganhe o devido tratamento legal que já prevê a constituição: a imunidade tributária que gozam livros, jornais e revistas e o papel destinado a sua impressão. Com este tratamento justo o aparelho pode tornar-se barato a ponto de ser acessível à população mais pobre, de posse do e-reader o cidadão carente terá acesso a livros muito mais baratos e até gratuitos no caso dos em domínio público, que não são desprezíveis, pois o melhor da literatura já caiu nesta categoria, mas mesmo assim, um livro de papel de um texto em domínio público ainda é muito caro para o brasileiro carente, mesmo o livro sendo isento de impostos. Pelo motivo do livro no Brasil sempre ter sido caro, é que o e-reader pode ser uma revolução educacional, ele é a primeira possibilidade real de baratear e popularizar a leitura entre os brasileiros.

A constituição brasileira visando garantir a liberdade de expressão, a educação e a difusão cultural a todos os brasileiros, impede que o governo cobre impostos sobre livros, jornais e revistas, isso é para evitar que o imposto vire um mecanismo de censura, desta maneira uma taxação destes veículos diminuiria sua circulação, funcionando como censura, e um tipo especial de censura, pois quem fica censurado é o cidadão pobre, que por não ter dinheiro para pagar um livro fica excluído de cultura e educação. A constituição vai mais longe, impede que o governo taxe o papel usado para livros, pois taxando o papel o governo pode taxar o livro indiretamente, ou seja, livro sem imposto é um direito garantido na constituição brasileira! Uma constituição é um documento perene, ou seja, não deve ser alterado com freqüência e assim comporta princípios, no caso, a não taxação de livros para facilitar o acesso do brasileiro a educação e cultura, mas também evitar que o governo use o imposto para caçar o direito de livre expressão, imprescindível em qualquer democracia. Assim, há uma “coisa” chamada de hermenêutica, que a grosso modo significa que o princípio essencial será aplicado a coisas vindouras, explico: veja o caso do roubo ou furto, ele tem um objeto, mas se o ladrão usa o computador para alterar dados em um banco, não há objeto, mas ele roubou dinheiro, assim, sem este princípio roubar dinheiro “virtual” não seria roubo, mas é, justamente pelas leis serem feitas de princípios e não de literalidades. É pelo mesmo motivo que o ebook e o e-reader deveriam sem maiores problemas ter o tratamento constitucional que é dado ao livro, pois o livro hoje é o ebook e o papel o e-reader. Se ebooks e e-readers são taxados o governo está tirando um direito do povo. É isso que faz a Dilma ao taxar o ebook e o e-reader, tira um direito do cidadão que está garantido na constituição.

É preciso saber o motivo de Dilma e o PT necessitarem acabar com os direitos dos brasileiros, e isso é feito por ideologia, ou seja, um plano para tomar o poder de forma autoritária e assim assumir poderes ditatoriais. O PT é um partido de esquerda comprometido com o socialismo, não com a democracia que é um empecilho para que tomem o poder de forma ditatorial, desta maneira solapar os mecanismos sociais que garantam a representação do povo é uma das prioridades do partido e de todos os que congregam-se sob esta bandeira de esquerda. O comunismo ou socialismo sempre foi uma desculpa, uma mentira para enganar o povo para que entreguem seus direitos na mão de demagogos sanguinários; com a desculpa de acabar com as ditaduras absolutistas, enganaram o povo para que lutasse por eles, mas na hora de exercer o poder o povo é excluído e tudo que se tem é uma nova ditadura. A história está cheia de exemplos, dos jacobinos assassinos à genocida revolução russa e até os delírios nacionais socialistas (nazistas) da Alemanha. Se a história não é suficiente, hoje há os crimes contra a humanidade perpetrados por Coréia do Norte e Cuba, além da recente implantação do “bolivarianismo” na Venezuela. Lógico que a primeira pergunta que vem à cabeça do cidadão é: com tantos exemplos históricos e contemporâneos da mais grotesca inumanidade levando povos a sofrimento inenarrável, como tem gente que ainda dá crédito a estes embusteiros? E a resposta é uma só: ignorância. Há dois tipos de socialistas, os vigaristas que querem ter ganhos pessoais e os ignorantes que são roubados. Qual desculpa os vigaristas usam para quem os confronta com o resultado desastroso de todos os regimes socialistas que trazem miséria e sofrimento para o povo? Dizem que tais socialismos não são a implantação correta do regime pois o socialismo em si teórico é virtuoso, o que é uma grande mentira que novamente precisa que o interlocutor seja ignorante. Mesmo o socialismo teórico, que nunca foi posto em prática não funciona pois é risível, seus princípios básicos desafiam a própria natureza da humanidade; a diferença é uma característica básica do ser humano, há gente mais alta e mais baixa; feios, bonitos e mais ou menos, como todos podem ser iguais? São diferenças inscritas nos genes e na trajetória individual de cada ser humano, querer que todos sejam iguais só pode levar à mais terrível inumanidade, simples assim, e quem não percebe isso são os ignorantes, pessoas facilmente enganadas para serem roubadas nos seus direitos básicos de seres humanos. O comunismo e o socialismo são feitos para roubar do cidadão seu direito individual em nome de direitos coletivos inexistentes, é uma pilantragem básica que só tem sucesso sobre ignorantes.

Um fato importante nessa história em relação ao Brasil e toda a América Latina é uma coisa chamada “Foro de São Paulo” pois é lá que congregam-se partidos como o PT e PSB, e vários outros de esquerda, mas lá estão guerrilheiros narcotraficantes como os das FARC e o MIR e governos ditatoriais como Venezuela e Cuba, além de ongs terroristas. A esquerda ao longo da história tem articulado sob diretrizes internacionais, na maioria dos casos partidos são sempre organizações intra-nacionais que só tem legitimidade dentro de seus países, eles existem em teoria para dar voz às correntes de pensamento existentes em uma sociedade, infelizmente a organização política do cidadão no Brasil encontra-se restrita a partidos e sua criação não é livre, depende de toda uma burocracia que visa dificultar ao cidadão esta representação; para os que criam as chamadas legendas de aluguel é fácil criar um partido, pois já tem a máquina controlada, para o cidadão não. Esta articulação internacional da esquerda não é nova, é uma tática antiga pois os esquerdistas antes aliavam-se nas “internacionais comunistas”, a primeira liderada pelo próprio Karl Marx. Esses congressos são os disseminadores da ideologia, como podem ver, partidos que não representam seus povos em favor a uma ideologia são essencialmente ilegítimos e desonestos e é justamente a cartilha ideológica que os membros do Foro de São Paulo tentam implantar a ferro e fogo nos países que estão presentes.

A atual sabotagem do PT à educação de verdade que liberta é uma pauta importantíssima desta ideologia transnacional, uma vez que pessoas inteligentes e instruídas não são fáceis de enganar, desta maneira, observem que em plena campanha eleitoral o PT não parou com a tentativa de sabotagem à educação, Dilma ainda cobra imposto em e-readers independente da constituição dizer que não pode, e visando fazer com que a constituição seja entendida como deve ser entendida, o Senador Acir Gurgacz redigiu um projeto para dizer ao governo que e-reader é livro e goza da imunidade de imposto que é direito do cidadão brasileiro, o projeto foi aprovado no Senado apesar do governo PT ser contra, e já está há dois anos sendo protelado na câmara na tentativa do PT que o projeto não vá em frente, uma das responsáveis por essa ignomínia é a deputada Fátima Bezerra do PT, ela é a redatora do projeto na comissão de cultura, protelou até o limite, tanto que o deputado Darcísio Perondi do PMDB pediu que o mesmo fosse votado em plenário devido à lentidão, esta história é uma verdadeira palhaçada que mostra todos os recursos vigaristas que a esquerda usa. Mas a realidade é que o PT não tem apoio para chumbar o projeto, pois se tivesse apoio ele já teria sido posto em votação e perderia, sendo enterrado, mas vejam que mesmo às vésperas de uma eleição a questão de manter o brasileiro ignorante é tão importante que eles ainda insistem em derrubar o projeto. Como podem ver, é a ideologia que é mais forte que o interesse do povo brasileiro, afinal, a quem interessa um povo ignorante? Quer melhor exemplo que as duas Coréias? A do sul investiu em educação, a do norte no comunismo, nunca poderia existir melhor comparação, a Coréia do Sul é um dos países mais desenvolvidos do mundo, a Coréia do Norte o mais atrasado, lá pessoas ainda morrem de fome! E as duas saíram do mesmo ponto ao mesmo tempo. Quem não vê isso? Os ignorantes e os esquerdistas vigaristas. Querem um exemplo mais próximo? Vejam hoje a Venezuela, um membro orgulhoso do Foro de São Paulo, falta até papel higiênico, a violência abunda e a educação como no Brasil está sendo sabotada pelo governo.

O negócio dos esquerdistas não é representar o cidadão, por isso eles odeiam a democracia, nem querem melhorar a vida do povo, mas sim as próprias tomando o governo e usando-o para fins pessoais, basta ver o luxo em que vivem os ditadores comunistas em comparação à miséria de seus povos, e o Brasil não está longe disto, dos lençóis de algodão egípcio exigidos por Lula e pagos com o dinheiro do governo, às escalas em restaurantes de luxo com avião oficial de Dilma, à simples bermuda de José Dirceu da Vilebrequin que custa uns seiscentos reais ou mais, está aí explícito seu gosto pelo “luxo burguês” mais que pelo povo. É por este motivo que estes “governantes do povo”, desde que entram no governo recusam-se a responder perguntas e a dar entrevistas livres onde podem ser contraditados, não é de espantar que juntos Lula e Dilma dessem muito menos entrevistas que o elitista FHC? Mas ninguém fala isso nem mostra, alguns assuntos somem convenientemente dos jornais.

Aqui vou desmascarar uma das táticas mais comuns dos esquerdistas, ela chama-se “falar com a própria mão”, vimos um exemplo vergonhoso disto no debate presidencial quando Dilma falou que no seu governo não tem “engavetador geral da república”, apelido dado pelo próprio PT ao Procurador Geral da República Geraldo Brindeiro, mas ela da maneira mais cínica diz que foi o povo que deu este apelido, ou seja, a mão da Dilma ou do PT que ela chama de povo é que deu o tal apelido, Dilma está conversando com a própria mão! Não faltam exemplos no governo do PT de investigações que foram engavetadas, só para dar alguns exemplos, tem o caso dos aloprados que tentavam comprar um dossiê falso com uma mala de dinheiro, nada aconteceu, e os sobrinhos da Dilma no caso Erenice Guerra? Apesar de provas levadas à púbico pela mídia nada aconteceu, quer melhor, o atual escândalo da Petrobras onde representantes do governo e da empresa se reuniam para combinar os depoimentos, foi tudo gravado, fingem que nada aconteceu, mas cadê o apelido de engavetador geral da república? Com certeza o PT merece mais este título, mas não tem gente vigarista o suficiente para apelidar e dizer que foi o povo como faz o PT. No caso do e-reader a deputada Fátima Bezerra do PT criou uma audiência pública só com os amigos para validar sua tentativa de boicotar o e-reader, mais um exemplo da tática de falar com a própria mão. E o exemplo mais cabal desta tática nojenta está no decreto 8243 que institui as panelinhas do PT em todas as instâncias do governo, a tal participação social vêm de organizações montadas pelo próprio PT para fazerem-se de povo e tirar o lugar legítimo do povo, ao dialogar com os movimentos sociais que o próprio PT criou e oficializou com este decreto, o PT novamente usa a tática de “falar com a própria mão”. Você já viu como é patético alguém falando com a mão? É isso que faz o PT em todos estes casos, e isso só não é evidente para toda população pois ela é mantida na ignorância, por isso evitar que os brasileiros tenham livros livres é uma parte tão importante do Foro de São Paulo e da ideologia do PT, afinal, quem quer de livre consciência ser como a Coréia do Norte ou a Venezuela quando pode seguir o exemplo da Coréia do Sul? Somente os ignorantes ou os vigaristas.

Quando alguém quer enganar os outros não pode submeter-se ao livre debate, quanto mais falar, mais sua posição e suas mentiras ficam evidentes, e debate livre é o cerne da democracia, por isso o PT odeia a democracia e a livre expressão e quer controlar a mídia, a isso chamam controle social da mídia, e entendemos social como a própria mão do PT, Não é o controle da sociedade sobre a mídia, é o controle do PT sobre a mídia.

Um ideólogo de esquerda chamado Antonio Gramsci percebeu que os discursos da esquerda eram muito fracos para serem sustentados em um debate honesto, e por este motivo criou a tática da hegemonia cultural, que consiste basicamente em calar todas as vozes contrárias a ti para que não se manifestem, e assim, sem poder expressar-se não há oposição, é por isso que a oposição necessária em todas as democracias é demonizada pelo PT, eles querem e precisam da hegemonia para que sua vigarice não seja percebida, veja como é o controle da mídia na antiga URSS, na atual Venezuela e na Coréia do Norte que mata sem piedade aos que ousam divergir, aos que ousam violar o controle hegemônico do Estado. O PT chegou até a divulgar uma lista negra de jornalistas, e Dilma fugiu da maneira mais covarde a uma entrevista no Jornal Nacional, pois as perguntas, mesmo suaves, iriam deixar sua vigarice evidente. Gostaria de perguntar o motivo de Dilma ainda boicotar o e-reader em um país onde o número de analfabetos só faz crescer, não tem resposta, é inumano, mas está de acordo com a ideologia que precisa da ignorância, podemos achar que um país mais ignorante com mais analfabetos é ruim, mas isso é bom para o PT pois basta sobrepor os mapas eleitorais e as regiões com maior índice de analfabetismo que verá que o PT tem mais votos onde há mais analfabetos, a coincidência é impressionante.

Nos últimos anos o número de analfabetos totais só aumentou no Brasil, mas como já disse antes, o fracasso educacional de nosso país revela o triunfo do PT, são passos decisivos na idiotização completa da maioria do povo. Quando falo de analfabeto completo refiro-me à aqueles que não sabem das letras nem o suficiente para ler uma placa de rua, mas existe um número que parou de ser contabilizado, que é muito pior, o número de analfabetos funcionais, pessoas que saíram com diplomas das escolas mas não são capazes de ler e entender um texto, e muito menos qualquer política necessária para o povo exercer cidadania. Mas concentrando-se apenas nos analfabetos totais o número só aumenta, na PNAD divulgada em 2013 constava-se que o Brasil possuía em 2012 15.128.000 analfabetos totais, e na pesquisa divulgada agora em 2014 o número cresceu para 16.030.000 em 2013, mas notem que estranho, na reportagem de 2013 consta que o Brasil tinha 15.128.00 analfabetos totais acima de dez anos em 2012, mas na reportagem da pesquisa que saiu agora é mostrado que o número de analfabetos em 2012 era 15.340.000, alguém sumiu com 212.000 analfabetos, que ou não foram contabilizados na pesquisa divulgada em 2013 ou na de agora. Estranho não? Vejam os links e confiram por si. Aumentar em 6% o número de analfabetos de 2012 para 2013 seria inaceitável, mas você está vendo aí alguém fazer um escarcéu por conta desta ignomínia? Parece pouco? Vamos imaginar que o número de analfabeto no Brasil vai crescer sempre nesta taxa de 6% ao ano, começando com 16.030.000 agora em 2014, em 2024 teremos 28.707.288 analfabetos, em 2034 51.410.381 analfabetos e em 2044 92.068.163 analfabetos! Para vocês verem como este tipo de estatística é insidiosa, e só estamos falando de analfabetos totais, imagina dos funcionais! Estamos no caminho para o país dos jumentos!

Como já mostrei, toda ideologia de esquerda é construída sobre o engano, mentira, leia Marx e verá que suas propostas são ridículas, ele teima em colocar o trabalho do homem como todo igual, e sabemos como isso é profundamente falso, seu texto está gratuito na internet, baixe no seu e-reader e prepare-se para rir muito com o absurdo de suas idéias, não se engane com a escrita convoluta, analise as proposições e verá que o cara não fala coisa com coisa, esta equiparação do trabalho de pessoas diferentes é só uma das mais gritantes.

Se toda ideologia de esquerda é uma mentira para enganar os otários ignorantes com o objetivo de tomar o poder, qual seu maior inimigo? O capitalismo? Não. Os banqueiros burgueses? Não. A igreja e os padres? Não! A resposta é simples: a verdade! O pior inimigo da ideologia de esquerda é a verdade, é por este motivo que desde sua criação os inintelectuais de esquerda pregam o relativismo, o mesmo dos sofistas gregos, a não existência da verdade. É só falar em verdade que o esquerdinha começa a bufar, e tenta relativisar tudo, chega a ser patético, veja o caso do “outroladismo” muito em moda nos jornais, se há verdade e mentira, qual o outro lado da verdade? A mentira! E aí vamos dizer que verdade e mentira tem o mesmo peso, pois cada um tem o seu lado? Parece ridículo, e é! O “outroladismo” é a tentativa moderna de destruição da verdade, mas o relativismo tomou contornos mais grotescos a partir de Hegel, Marx e Engels viram sua oportunidade de atacar a verdade ou a busca dela e os inintelectuais subseqüentes dominaram a filosofia com o relativismo, Adorno, Horkheimer, Foucault, Deleuze e Derrida são os exemplos mais cabais de um exercício de pensamento que por não tentar perseguir a verdade, transformou o exercício da filosofia na moradia das veleidades, vigarices, ou simples palavrório vazio. Não foi só a filosofia que sofreu com o relativismo, a arte ao abraçar o relativismo deixou de ser arte, foi completamente destruída, hoje um espertalhão vigarista põe meio tubarão em formol e vende como peça de arte aos otários, e vem um monte de críticos ignorantes louvar o lixo. E assim a verdade da arte, que seria a busca do sublime foi destituída da cultura popular, para o povo ignorante o lixo é chamado arte.

Falo muito em ignorantes e ignorância, mas preciso melhor caracterizar para que não pensem que este é um xingamento vazio como é a tática comum dos esquerdinhas ao deparar-se com alguém que sabe mais que eles e tem melhores argumentos, eles simplesmente vão te mandar estudar, tentando afetar um conhecimento que não tem, pura mentira, fingimento, e fazem isto tentando aí terminar o debate, pois se prosseguir as pessoas percebem que eles nada sabem. Ignorância é justamente a falta de conhecimento, ignora-se pois não se sabe nada do assunto ou se tem um conhecimento superficial, incorreto, ou usa-se a simples mentira, e isso tem muitas conseqüências, vamos a alguns exemplos: quem não leu ou não entendeu Marx pode achar que há lá grande sabedoria e um método de tornar as pessoas mais livres, mas sem a ignorância, ao ler Marx a pessoa vê com os próprios olhos que seus argumentos não tem capacidade de levar à liberdade mas à mais cruel ditadura pois contradiz o melhor da essência humana, sua diversidade. Para alguém que ignora a música é comum achar que um Heavy Metal é uma música muito mais revolucionária que Wagner, mas para quem sabe ouvir os instrumentos, sua linha melódica, funções de acordes e dissonâncias, Tristão e Isolda é muito mais revolucionária e desafiadora. Quem só viu um Tintoretto não consegue saber o que é a excelência de Goya, é só ao conhecer ambos que se pode sair da ignorância, e só quem não viu ambos pode achar o trabalho do Romero Brito digno de qualquer nota. O homem nasce ignorante, e para sair dela é necessário o conhecimento, manter-se na ignorância é uma atitude passiva, mas não foi a escolha do homem, não vive mais como macaco, ser homem é sair da ignorância. Como a ideologia de esquerda não precisa e não gosta de homens que pensem, eles investem na ignorância, pois tudo que necessitam é de jumentos que lhes puxem as carroças.

Vivemos em uma época ímpar, o acesso ao conhecimento nunca foi tão simples e barato, sair da ignorância hoje é fácil para qualquer um que queira e saiba ler com proficiência, mas se antes o acesso à informação é que era o limitante, hoje é mais difícil fazer uso desta informação, é preciso saber organizar conhecimento e idéias para não perder-se neste universo de informação que existe, a dificuldade não é mais ter acesso à informação, é saber o que se quer procurar, e entender bem como ler um texto é muito mais importante que a maioria das decorebas que eram consideradas a educação dos professores e educadores medíocres. Hoje com um celular qualquer informação está fácil, mas nada adianta a quem não sabe procurar, filtrar, categorizar e ler. E basta ver a medíocre superficialidade de todos os debates públicos que verá quão antagônico é o fato de termos hoje mais acesso à informação que a humanidade jamais teve. Quantas pessoas vocês acham hoje que tem capacidade de ler, entender e argumentar sobre este texto que escrevo? Estaria satisfeito que fossem ao menos 0,1% dos brasileiros, mas temo que sejam muito menos, alguns bobalhões vão tentar chamar-me “elitista”, e isso é ridículo, pois este texto, como todo outro conhecimento necessário a entender o que aqui digo está disponível gratuito na internet, qualquer um pode tentar ler este texto, é só querer.

Tenho vários amigos que me criticam por escrever textos “tão difíceis”, e assim não conseguiria atingir as pessoas que quero “educar”. Mas notem como há aqui um paradoxo fundamental, eu quero que todos os brasileiros sejam proficientes em leitura para que consigam ler um texto complexo, e o meu nem é dos mais complicados, mas para isso eu teria que escrever de forma simples e medíocre, o que iria tirar todo objetivo. Sem a pessoa desafiar-se ela não cresce, é errado pensar que alguém pode educar quem não quer ser educado pois há um esforço por parte do aluno. O conhecimento novo exige uma atitude ativa de quem aprende, o processo de desequilíbrio e volta ao equilíbrio teorizado por Piaget e muito pouco entendido, pois pior que este texto, é muitíssimo mais complexo. Desta maneira, se escrevo um texto mais leviano não serei capaz de desafiar o leitor, estarei sendo complacente com a ignorância, não adianta educar quem não quer ser educado, quem quer aprender educa a si, mas somente ao desafiar-se, assim preciso que este texto fuja da mediocridade geral para desafiar o leitor. E essa é nossa infeliz realidade, há menos gente no Brasil capaz de ler este texto do que existem milionários.

Outra crítica que recebo com freqüência é dos que acham que advogo pelo e-reader como um aparelho mágico capaz de melhorar a leitura e tirar os brasileiros da ignorância, infelizmente não há nada de mágico no e-reader, ele não é uma bandeira, é apenas um primeiro passo, há muito que fazer para melhorar a cultura do brasileiro, mas tudo depende do livro, não há cultura que o valha sem o livro, ele é o começo de tudo, há no Brasil um tal estado de coisas que é impossível para alguém sem muito capital imprimir livros a um preço aceitável, e mesmo assim, hoje com o e-reader não há o que comparar; pense no Novo Órganon do Bacon, gratuito no e-reader e em papel custa mais de cinqüenta reais. E insisto no e-reader pois eu que já sou leitor experiente, no tablet ou no computador tenho dificuldade com textos complexos, imagine quem ainda está aprendendo. Maior parte da minha vida li em papel, com o e-reader tenho o mesmo conforto, mas não no tablet. Precisamos de leitores proficientes, capazes de ler e entender um texto complexo pois assuntos vastos não podem ser reduzidos em textos simples sem serem tornados levianos, assim o leitor e-ink é fundamental, além disso precisamos combater a ditadura da mediocridade a que obrigam os textos de redação e ( falta de) estilo para jornais, é a língua mutilada e impotente, que junto com o construtivismo vigarista são a raiz do aleijão literário que é o brasileiro. Se o e-reader parece uma bandeira é pela ferrenha oposição que a ideologia do PT faz contra o aparelho, por facilitar a cultura e por escapar da sua censura financeira sobre o mercado editorial, afinal, mais de 40% do dinheiro que circula no mercado do papel vem do governo. Sou bastante prático, o e-reader não é bandeira é condição necessária, e vemos bem como o analfabetismo aumenta enquanto a Dilma não quer e-reader na mão do brasileiro, eles não tem vergonha, nós é que devemos enfatizar o quão vergonhosa é esta posição de sabotagem explícita à educação.

Cada vez que ouço um candidato dizer que a solução para a educação no Brasil é o ensino em tempo integral quase subo às paredes, no entanto é esse tipo de debate ignorante e superficial que encontramos nas campanhas eleitorais. E aí existem dados factuais, do meu tempo de escola para agora o número de dias letivos só fez subir, e a qualidade da educação só desceu, assim, se fizermos um gráfico veremos que o aumento do tempo na escola não só não melhorou a educação como piorou, aí vem estes imbecis com a bandeira vazia do ensino em tempo integral, que considera todo brasileiro, principalmente o mais pobre como um protobandido, nem o aluno tem consciência como a família não tem autoridade ou capacidade para ensinar o que é certo ou errado para que os garotos não virem bandidos, assim a garotada teria que ser confinada nas escolas para não poder ter o direito de escolha de rejeitar ser bandido, pois se ficar fora vira um, nunca vi tamanha manifestação de preconceito contra o pobre, para os esquerdinhas todo pobre é bandido, e sabemos que a realidade é o contrário, a maioria dos pobres é gente muito decente e com valores sólidos para educar seus filhos, bandidos ainda são minoria entre os pobres.

Outra ladainha que se ouve sobre educação é que é necessário gastar mais, não duvido que mais dinheiro possa ser necessário, mas há muita coisa antes, e se não pensarmos o nosso sistema de ensino, todo o dinheiro vai ser perdido ou desviado por quadrilhas que assolam o governo. Se vocês prestaram atenção já mostrei como e por que a ignorância é imprescindível para toda ideologia de esquerda, verão que o fracasso da educação no governo do PT não é mero acaso, é intenção, e mais interessante é ver que o PT só dá continuidade a um plano implantado na ditadura de 64, óbvio que o PT como gosta de ditadura tem as mesmas ou piores intenções que as anteriores no Brasil, não ouvi Dilma dizer que o Getúlio foi um dos grandes democratas do Brasil? Justo um ditador! O cerne da destruição do sistema educacional brasileiro está na desvalorização não só do professor mas do conhecimento e mérito como valor social, o tal relativismo que falei antes, que os esquerdinhas usam contra a verdade. Com o tempo os professores foram perdendo não só o salário, mas o prestígio e reconhecimento que gozavam na sociedade brasileira, o professor que era muito respeitado até 64, no final da década de oitenta já era um profissional abjeto, o salário era tão irrisório que só iam para o magistério os heróis idealistas, muito poucos, ou os incompetentes vagabundos que não ousavam auferir maiores ganhos em qualquer lugar.

A realidade hoje é que o magistério está tomado por uma escumalha de incompetentes e não adianta aumentar o salário desta escória, pois não vai melhorar o ensino. Mas como livrar-se do lixo se nem lixo há suficiente? Com os baixíssimos salários, as más condições de trabalho não encontra-se nem incompetentes com diploma para encostar-se em um emprego público mal remunerado, afinal, qual criança idiota ou adolescente sem noção sonha em ser professor? “Olha pai, quero ser professor, meu sonho é passar a vida enfurnado em uma escola pública esbagaçada, ameaçado por traficantes, com os alunos rindo de mim pois sou um fracassado, vivendo cheio de dívidas com um salário miserável.” E aí? Quem se habilita a ser professor? Melhor ser lixeiro pois há mais futuro. Há aqui duas perguntas, como chegamos a este estado lastimável e como antes de 64 o Brasil conseguiu excelência na escola?

A educação pública de altíssima qualidade que uma vez o Brasil já teve não surgiu do nada, ela começou com a criação de universidades de excelência, e foi daí que surgiram os professores que tinham na rede pública de ensino uma carreira atrativa, respeitada e bem remunerada. Temos aqui todo um sistema baseado no mérito, os melhores estudantes eram selecionados para as universidades, e os melhores professores eram selecionados para a rede pública. Foi na década de trinta que as universidades de alguns grandes centros começaram a trabalhar para formar uma elite de pensamento e já na década de quarenta estavam suprindo professores para as redes públicas de ensino. O professor bem formado não só mantinha a qualidade da educação altíssima, como ganhava o respeito dos alunos, que viam em seu professor um modelo a ser seguido. Em poucas décadas construiu-se nos grandes centros todo um sistema educacional de altíssima qualidade, com alunos e professores de escolas e universidades empenhados em buscar excelência. As escolas tinham um currículo obrigatório? Não, com professores muito bons não é necessário, aliás, até os ruins deveriam no mínimo saber o que um aluno deve ou não saber. Existia um método pedagógico? Não, e como eles davam aulas? Primeiro tinham os cursos “Normais” que funcionavam no secundário e eram destinados aos professores das primeiras séries, o importante neste caso era que os normalistas “estagiavam” com professores experientes em aula, aprendiam na prática, sem contar o auxílio das cartilhas, que são tão boas que até professores leigos podem ensinar alunos a escrever. Muitos normalistas já entravam na Universidade sabendo ensinar, mas a verdade é que não existe um método para o bom professor, já tive centenas, a realidade é que dentre os bons cada um tem seu método pessoal, e funciona, acreditem, dar aula é uma espécie de arte. Mas o que acontece com os universitários que nunca entraram em sala para dar aula? Por óbvio que seja, se ele participa de um curso bom, que o faz dominar totalmente os assuntos abordados, ele adquire um conhecimento tão sólido do assunto que torna fácil transmitir, quem realmente sabe um assunto em profundidade sabe ensinar, pois é capaz de ver de todos os ângulos, dialogar com o estudante e formular explicações variadas que ajudarão o aluno a entender um conceito complexo. Agora, pensem comigo, se 35% dos formandos atuais da educação superior do Brasil são analfabetos funcionais, como eles se sairão como professores? Podem ver que domínio dos assuntos está há anos luz dos nossos atuais formandos, e sabe do pior, os alunos percebem quando um professor não domina seu assunto e perdem o respeito, se isso já era verdade antes, imagina agora com a internet.

Excelência, esta é a palavra que norteia o ensino de qualidade, quando prospera o relativismo e a mediocracia, não há ensino ou produção de conhecimento que resista. Ouvimos muito falar em cursos de formação continuada, e parece uma piada, pois o professor de verdade não precisa de um curso para manter-se atualizado, faz parte essencial de ser um bom professor o contínuo interesse pelo seu objeto de estudo, o necessário é ficar informado e ativo nos debates, quem para no tempo perde até sua habilidade de ensinar, vira um mero repetidor de conteúdo cuja tecnologia tornou obsoleto, o professor necessário é aquele capaz de dialogar com o aluno, desafia-lo e instigar não o aprendizado bovino, mas a independência intelectual, e aí está a excelência, sua busca constante alimenta o apetite insaciável dos que prezam o conhecimento. É por procurar excelência que o professor almeja o melhor do aluno, os que contentam-se apenas com uma meta menor correm o risco de nada ensinar e definitivamente perdem o papel transformador que há na educação.

Este profissional que busca a excelência não só é necessário na educação, mas em todas as áreas, é pessoa valorizada, e assim, com os salários baixíssimos do magistério, tal pessoa acha acolhida fácil em atividades muito mais rentáveis e valorizadas, ficando na educação em vácuo deste profissional tão necessário. A coisa é tão grave que cria-se uma cultura de mediocridade a ponto de hostilizar o  profissional que sobressai por buscar excelência, aquele que mesmo nas condições adversas impostas pelos gestores do ensino consegue destacar-se e ter até o respeito dos próprios alunos, como é odiado, e assim, pelo veneno da serpente da inveja o ensino afunda cada vez mais.

Excelência é uma palavra bonita, um título de distinção que torna-se honraria vazia em premiações vagabundas direcionadas pela política em vez da verdadeira excelência, é sua característica intangível que humilha os que querem suas honras mas não conseguem ter a verdadeira excelência. É impressionante como hoje, com a vastidão de informações da internet, o que encontra-se sobre educação vá do simplesmente medíocre, ao intelectualmente desonesto ou até ao crime. Se souberem de algum texto virtuoso na área da educação, que discuta fatos com honestidade, por favor, me avisem, pois de muito pesquisar nada encontrei, o trabalho científico do próprio Piaget é muito mal representado e na maioria das vezes deturpado. Peço para que os que quiserem aprofundar um pouco no assunto que leiam o trabalho intitulado “Excelência com Equidade” disponibilizado pela Fundação Lemann, a coisa começa vilipendiando a própria palavra excelência, no trabalho o alvo são os melhores dos piores, longe de qualquer excelência, fixa-se em avaliar apenas os que atingiram a mediocridade, com um olho distante que não estuda o fenômeno educação em si, mas do mesmo ponto de vista do etólogo que estuda um grupo de Jacus; desconsidera-se no trabalho que o Brasil já teve educação de excelência e que os protagonistas não são animais vistos em bando, mas que educação é um processo individual; este é o problema dos chamados educadores, eles não sabem a realidade da relação professor aluno e sua característica singular, que faz hoje, na era da tecnologia, a única diferença de um professor de verdade e um computador. O tal relatório é risível e trágico uma vez que estabelece como meta um ponto de rebaixo da educação, equidade vem da busca de todos pela excelência não da mediocridade, e o trabalho em si é um libelo em nome da mediocridade.

Outro trabalho que encontrei é chamado “Mapa do Buraco”, não é tão vagabundo como o da Fundação Lemann, mas é genérico, identifica os problemas da educação, mas não consegue fixar-se em ações concretas e frequentemente cai em consensos populistas e impensados, se forem abertos ao debate pode ser um bom ponto de início, mas apenas isso, há muita estupidez que precisa ser submetida ao contraditório pois traz embutido em seu texto muitos consensos ignorantes, destaco um trecho que confirma o que digo acima:

“Surge, por fim, uma questão decisiva: qual o primeiro passo? A história demonstra que as grandes transformações sociais exigem não apenas saber o que é certo, mas também saber o que vem primeiro. Quaisquer e todas as políticas públicas que nosso país pode colocar em marcha desde já, devem ser acompanhadas por uma mensagem forte sobre o papel central da educação para o futuro de nossas crianças e para o futuro do Brasil. Precisamos ser capazes de lutar pela educação daqueles que hoje estão na escola, mas que ameaçam trocar o estudo pelo emprego precoce. Precisamos lutar pelo futuro das crianças que ainda não ingressaram na escola, para que enxerguem na sala de aula a melhor forma de crescer na vida. Mas, sobretudo, precisamos disputar o futuro das crianças que já estão na criminalidade, no tráfico e na prostituição.”

Como disse antes, acredito que acesso a livros é o primeiro e necessário passo da educação, não é uma panacéia, não é mágica, é o primeiro passo que identifico em termos claros e objetivos, se advogo pelo e-reader, é por ele ser o primeiro veículo capaz de baratear a literatura fugindo do mercado viciado do papel. Livro no Brasil nunca foi barato e já tivemos educação de altíssima qualidade que foi oferecida a poucos, pois poucos tinham acesso aos livros. Com a universalização da educação o acesso aos livros torna-se mais crítico, não há universalização de ensino sem acesso facilitado dos estudantes aos livros, e o lixo da nossa educação universalizada prova isso, nada adianta universalizar o ensino se nada há para ensinar. E enfatizo o uso do e-reader na educação e não dos tablets, pois é a leitura complexa necessária à educação, e os tablets não se prestam a tais textos. É preciso notar e denunciar as dificuldades que o PT e a maioria dos partidos de esquerda colocam no e-reader, um passo fundamental da educação, pois isso demonstra da maneira mais clara suas reais intenções em manterem o brasileiro ignorante, dependente e subserviente.

É época de eleição, tudo que não querem é o debate livre, essencial para qualquer democracia, é preciso identificar os que querem deliberadamente que o brasileiro mantenha-se na ignorância, o relatório da deputada do PT Fátima Bezerra mostra bem isso, sem bons argumentos quer manter o imposto do e-reader que já seria proibido pela nossa constituição, Dilma mantém o imposto. Quem votar no PT estará invariavelmente comprometendo-se com a destruição do brasileiro, afinal, se depois de doze anos no poder tudo que temos é a piora do sistema de ensino e o aumento do analfabetismo, já ficou mais que claro suas intenções.

Estão aí meus argumentos: quem vota no PT vota contra a educação! Impossível discordar, o PT não tem argumentos que não sejam tergiversações ou o puro vigarismo que já denunciamos aqui de forma clara. É ideologia, nenhum partido de esquerda gosta de educação pois ela os desmascara em seus intuitos nefastos, quer fazer seu voto valer? Quer democracia? É preciso não só votar mas execrar publicamente as ideologias genocidas da esquerda.

Alex
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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Os novos e-readers Kindle da Amazon.

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A Amazon anunciou nos EUA seus novos modelos de e-reader que estarão disponíveis depois de 2/10, o Kindle paperwhite continua basicamente o mesmo, só que agora todos os e-readers tem 4Gb de memória, mas ainda os e-readers da Amazon não tem entrada para cartão SD. Há agora um e-reader de topo acima do paperwhite, provavelmente para concorrer com o sucesso do Aura HD da Kobo, o nome é Kindle Voyage, a tela é de 6’ com 300dpi, menor que a do aura HD, e o preço é mais salgado U$199,00 com propaganda, também tem luz e um sensor para equilibrar a iluminação com a luz ambiente, eu tenho isso no meu Kindle fire HDX e acho inútil, o bom é que o novo aparelho tem botões de mudança de página além da tela sensível, uma novidade que eu já tinha no meu Sony de quatro anos atrás... Ao contrário do Aura HD ou H2O ele é menor e mais leve que os outros e-readers, mas não acho que isso faça grande diferença, pois os valores são mínimos, a bateria dura seis semanas.

O leitor mais básico da Amazon agora tem tela touch e não tem mais botões e 4Gb de memória, e custa dez dólares mais caro, resta saber quanto vai custar no Brasil com o imposto da vergonha que Dilma cisma em cobrar sobre ebooks e e-readers para manter o brasileiro ignorante, com certeza o Voyage virá bem salgado, quanto custará o modelo mais básico? Será que aumentará de preço? E quando serão vendidos no Brasil?

Alex
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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Qual o melhor e-reader?

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Sem qualquer dúvida esta é a pergunta mais freqüente para quem vai iniciar na literatura digital, mas como tudo na vida, não é simples; a realidade é que não há um e-reader com características perfeitas para todos e a resposta é dependente da necessidade do leitor. O que diferencia o e-reader é a tela e-ink que não produz luz, é um recurso que aumenta o conforto para ler livros, mas no geral é pior para todo o resto, assim o e-reader por óbvio que seja, é o aparelho para quem quer ler livros, e apenas para isso. Ao longo dos anos foram lançados diversos e-readers, com características e capacidades diferentes. Atualmente temos três linhas de equipamento em venda regular no Brasil, todos aparelhos ligados a livrarias, importados como meio de venda de livros digitais, pois assim como é o papel para o livro físico o é o e-reader para o ebook. As opções para o  brasileiro são os Kobos da livraria de mesmo nome vinculado à Livraria Cultura, o Kindle vinculado à Amazon, e o mais recente é o Bookeen Cybook revendido com o nome de Lev pela Saraiva e com recursos limitados em relação ao original, que permite múltiplos dicionários.

Minha intenção no momento não é discutir as opções de aparelhos à venda, mas dos recursos que existem ou já existiram no e-reader, é óbvio que aparelhos mais baratos tem menos recursos que os mais caros, mas até hoje nunca encontrei um e-reader que seja ruim para ler, quem quer conforto para ler livros digitais encontrará em todos os aparelhos com tela e-ink; e como é natural, aparelhos mais caros terão mais recursos, a mais óbvia diferença hoje em termos de preço são os aparelhos com e sem luzes embutidas para ler no escuro, nos aparelhos que não tem luz, mais baratos, é possível ler muito bem como em um livro de papel que não vem com luz, mas nos aparelhos com o dispositivo de iluminação é possível ler no escuro, não como um tablet, mas com o conforto do papel.

Tela - A maioria das telas de e-reader tem 6 polegadas, à primeira vista, para quem nunca leu em e-reader, só em papel, pode parecer pequena, mas é o compromisso ideal entre portabilidade e conforto de leitura, a Kobo já vendeu no Brasil o seu modelo pocket com tela de cinco polegadas, extremamente portátil e por incrível que pareça confortável para ler, já usei emprestado e gostei, assim como já havia testado o Sony Reader PRS-300 com o mesmo tamanho de tela mas um pouco maior. Existem e existiram modelos com telas maiores, a Amazon já vendeu o Kindle DX com tela de 9,7 polegadas, já brinquei com o iRex 1000 de tela 10,2” é muito bom para ler, mas para quem está acostumado com o e-reader de 6” parece um trambolho e não é prático para levar consigo, seria um aparelho para ler em casa. A Kobo vende no Brasil o Aura HD com tela ligeiramente maior (6,8”) e de alta definição1440x1080. A maioria das telas começaram com definição de 800x600 o que só em preto e branco dá uma ótima resolução e lê-se com todo conforto, com o tempo a tecnologia das telas melhorou e aumentou a definição e o índice de contraste, a diferença entre o preto e o branco, as telas atuais de 6” tem cerca de 1024 x 750 pixels, se colocar uma tela mais nova ao lado de uma mais antiga verá diferença, mas ambas são boas para ler.

Uma coisa que falam muito seria uma tela tipo e-ink colorida, o problema aí é que na atual resolução a tela colorida iria degradar sua capacidade de texto em preto e branco, não é uma questão trivial, para ter cores em e-ink é preciso um sistema CMYK, ou seja, a resolução da tela atual em preto e branco seria reduzida por quatro! Pois além do pixel preto e branco seria necessário um ciano, um magenta e um amarelo. A pergunta é: assim como a prensa de tipos móveis, qual a limitação do e-reader? Para quem lê livros exclusivos de texto, não faz diferença, mas para fotos e gráficos coloridos a atual tela monocromática não serve. Vale um leitor limitado aos livros de texto? Folgo em dizer que vale, mas apenas para quem lê.

Outro ponto que podemos incluir no item, mas tem mais em comum com o método de entrada de comandos é a tela sensível ao toque, presente ou ausente, e em diversas tecnologias. Na minha opinião a tela sensível é prática, facilita abrir a definição de dicionário e digitar texto em uma anotação ou até rabiscar a página do livro como um livro de papel no meu Sony PRS-600, nos e-readers sem tela sensível, é um pouco mais complicado digitar texto, pois deve-se escolher as letras com um cursor, o Kindle keyboard tem um teclado físico para isso, é prático mas aumenta o tamanho do aparelho, mas o que é vantagem é o botão físico para mudar a página, meu Sony tem ambas as possibilidades, mudar a página tocando a tela ou no botão específico, uso o botão, no meu Kindle Touch só tenho a opção de tocar a tela, não chega a ser problema, mas o botão é melhor.

Já vi quatro tecnologias de tela sensível: resistiva no meu Sony, infravermelho no meu kindle, caneta tipo Wacon no iRex e a tela capacitiva mais em moda. Fala-se muito na vantagem da tela capacitiva mais sensível ao dedo, mas ela tem baixíssima resolução, cerca de 3mm, quem consegue digitar texto nestes celulares com tela 3”? É um suplício, mesmo com o uso de uma caneta stylus, a tela precisa de um contato condutor com cerca de 3mm. A tela resistiva mais antiga é pouco sensível ao dedo pois precisa da pressão localizada, normalmente usa-se um stylus que é uma mera ponta fina plástica que funciona muito bem e dá ótima definição, no meu Sony eu rabisco a página do livro como fosse papel, aliás, melhor que papel, pois ao aperto de um botão o vandalismo desaparece, eu que nunca tive o hábito de rabiscar livros pois acho que vicia uma segunda leitura, achei fantástico e passei a rabiscar as páginas sem o menor pudor e tenho dificuldades de abandonar o antigo Sony por conta deste recurso. A tela de infravermelho do meu kindle faz seu trabalho, mas qualquer toque na tela vira a página e não é muito sensível, mas permite-me usar o aparelho em um saco estanque para ler na praia, o que a tela capacitiva não permite. Em minha opinião para o e-reader a tela resistiva com stylus é mais prática, principalmente com o software da Sony que permite rabiscar a página do livro, a tela tipo Wacon é até melhor, resolução de 0,3mm, mas é mais cara e gasta mais bateria e o stylus tem que ser específico.

Método de entrada – Já falei das telas sensíveis, e nos e-reader temos botões direcionais e teclado, além lógico, de um e-reader poder ter todos, tela sensível e botões, caso do Sony, acho que botões de mudança de página são bem vindos, mesmo nas telas sensíveis, caso do Nook que foi vendido pela Barnes&Noble.

Sistema operacional – Um e-reader é um computador, e como todos tem um sistema operacional, na maioria ele fica oculto sob o software leitor, o usuário não tem acesso, em todos que vi é uma versão de linux. O que se discute é se deve-se ter um sistema operacional que permita instalar programas, já existe e-reader com Android, mas o que instalar em um sistema tão restrito? A própria tela e-ink limita bem as coisas, qualquer animação vai exaurir a bateria muito rapidamente, fora todo tipo de incompatibilidade. Um e-reader dedicado, assim como um liquidificador, é um aparelho para uma função, ler livros, você não vai digitar texto no liquidificador, e muito menos ver vídeos no e-reader, assim o melhor é um sistema “redondo” e que consuma o menos de recursos do sistema e bateria em conjunto com o software leitor. Mas acho que o software, assim como o hardware deve ser transparente para quem quiser auditar o aparelho ou modifica-lo, simples questão de direitos.

Software leitor – Aqui é onde existe maior diferença, a primeira e maior são os formatos de ebook capazes de serem lidos, os da Amazon não lêem epub, o formato mais comum de ebook, ela tem seu formato próprio: mobi e azw, que além da desvantagem de serem exclusivos, não se tem muita documentação no sentido da criação dos livros. Apesar da maioria dos e-readers ler epub, nem todos o fazem da mesma maneira, assim alguns livros aparecem diferentes e outros nem abrem no aparelho, um grande problema. Outro ponto importante é a capacidade de ler ebook com DRM, o software deve ser capaz de decriptografar o arquivo protegido, o Kindle da Amazon não abre arquivos codificados com DRM da Adobe, o mais comum, e os outros e-readers não lêem os arquivos codificados da Amazon. Acho arquivos travados um desserviço à literatura, pois limita os direitos que um leitor tem ao comprar um livro: emprestar e vender sua cópia.

Outro ponto importantíssimo em um e-reader é a capacidade do leitor colocar seus próprios livros independente de onde foram comprados, ou até pegar livros de domínio público, por mais que os e-reader sejam vendidos por livrarias, nenhuma até agora teve coragem de vender um sistema totalmente fechado, onde o leitor não pode colocar seus próprios livros e documentos, provavelmente o leitor recusaria e compraria um e-reader onde tem liberdade de colocar os próprios livros. Foi anunciado uma espécie de e-reader muito barato, o Txtr Beagle mas que só funcionaria como uma tela leitora de ebooks vinculados a um celular e uma conta de telefone vinculada a um serviço de aluguel de ebooks, ou seja, exclusivo, impossível de carregar seus próprios documentos, não foi para frente. Uma série de e-readers chineses não consegue abrir o Adobe DRM, assim o leitor fica impossibilitado de comprar na maioria das lojas que vendem com DRM.

Bateria - Outro ponto importante a considerar é a bateria, com mais ou menos carga, maior ou menor duração dependendo do gasto energético do sistema, no meu Sony ela dura duas semanas, no meu Kindle Touch dois meses, quase todos e-readers à venda tem bateria para cerca de um mês, dependendo do uso, ler PDF que requer um monte de zoom e reposicionamento exaure rapidinho a bateria, tanto que sua duração era dada em número de viradas de página.

Uma coisa importante a pensar sobre as baterias é a possibilidade de trocar uma antiga por uma nova, elevando a longevidade do aparelho e evitando gerar lixo tecnológico que se não for bem dispensado vira um contaminante de incríveis possibilidades no ambiente. As atuais baterias de lítio íon ou lítio polímero, mesmo que não sejam usadas oxidam, e na impossibilidade de reposição deixa um e-reader em perfeito funcionamento inútil. A obsolescência programada ou a falha determinada de um aparelho eletrônico é um assunto que precisa ser seriamente pensado, a cultura do descartável, muito lucrativa para a indústria prova-se deletéria para o ser humano e o ambiente em que vive.

Memória – Cada dia os chips de memória ficam mais baratos, mas por você simplesmente não poder trocar a memória interna, aparelhos com maior memória custam muito mais, é a lógica parecida com o motor de carro, onde quanto maior o buraco, maior a cilindrada e muito maior o preço, paga-se pelo status de um motor mais forte com um buraco maior. Mas há algo que chamam de tendência, mas não é “tendência”, colocar menos memória nos aparelhos e obrigar o usuário a usar a “nuvem”, é apenas uma vigarice tendenciosa para obrigar o usuário a ficar plugado em uma loja ou um serviço. Não é muito mais simples, barato e prático ter um chip de memória no aparelho em vez de precisar de um servidor na internet, conexão e os recursos de wifi ou 3G que como sabemos falham? E alguns dirão que a “nuvem” é melhor pois se perder seu aparelho seus livros estarão salvos na nuvem, desde que usava disquete de 51/4 já havia a palavra backup, mas a “nuvem” é mais segura, é mesmo? Os atuais ataques e perdas de dados provam o contrário. A verdade é que não há boas justificativas para os aparelhos não terem mais memória. Pior ainda são aparelhos como o Kindle que não tem uma entrada para um mísero cartão SD, não é só uma escolha, é uma política contra sua liberdade, a realidade é que tanto em e-readers como tablets e celulares eles não gostam desta idéia do usuário poder compartilhar conteúdo, tanto é assim que os novos sistemas android tem um arquivamento totalmente obscuro para o usuário comum, que não vê um monte de recursos. O android é uma perversão de um sistema aberto e auditável com um kernel de altíssima tecnologia, para conter todos os vícios e obscuridades que existem em um windows aproveitando-se de gente que com as melhores intenções trabalhou de graça para criar um sistema tão bom. Se há brechas legais para apropriar-se de trabalho em GNU, não há justificativas morais, é nojento. Assim, fique esperto com esses sistemas que querem limitar o seu uso e desfrute do aparelho que comprou, ou pior, querem ficar te espionando e vendendo sua vida, seus dados, com sistemas obscuros que relatam não se sabe para quem o que faz na privacidade do seu equipamento. Ter bastante memória e sua biblioteca consigo o tempo todo é barato e prático, uma entrada SD é um diferencial que o consumidor vê na hora da compra, é ao rejeitar os aparelhos que querem limitar sua liberdade que o consumidor protege-se dos planos arbitrários e velados de comerciantes gananciosos ou governos persecutórios.

A tecnologia atingiu uma estabilidade, nos últimos anos vimos poucos avanços no e-reader, mas por quantos anos o papel manteve-se igual? Isso é bom? Claro, o que importa é a literatura, não o papel que a suporta ou o e-reader onde se lê os ebooks, como vimos existem já melhores práticas que poderiam condensar-se em um único aparelho, e a realidade de mercado é que há procura por e-readers “premium” como é o caso do Kobo Aura, qual e-reader para aqueles que preço não faz diferença de tanto dinheiro que tem?  Ou para quem quer um pouco mais de frescura na sua leitura? Poucos, pode parecer irrelevante, mas é nos dispositivos mais caros que aparecem as novas tecnologias, lembrem que o e-reader e-ink era caríssimo, frescura para poucos bolsos, mas foi aí o desenvolvimento da tecnologia que hoje torna a literatura muito mais simples e acessível. Nesta “verve” de e-readers “premium” é que a Kobo lança agora uma versão tipo o Aura, mas à prova d’água, o H2O. Existe os que criam, os que copiam, quem não conhece muito do assunto pode pensar que o Kindle da Amazon foi o pioneiro, mas foi a Sony, que ainda detém o melhor conjunto da tecnologia por ter sido a desenvolvedora, junto com alguns parceiros, da tecnologia que tornou-se popular. É preciso pensar os aparelhos, há boas tecnologias que desapareceram, não por serem desprezíveis, mas por que um marqueteiro teve uma idéia “brilhante”. Afinal, por que usar canetas ou lápis se podemos molhar o dedo no tinteiro...

Alex
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domingo, 24 de agosto de 2014

Amazon x Hachette; Amazon x Brasil; e eu com isso?

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Para os que andam ligados nessa coisa de ebook e e-reader o caso da Amazon contra a Hachette tem sido um prato cheio de dramas, fofocas e cabeçadas que está passando do limite razoável, e em princípio isto nada tem conosco, por isso evitei de divulgar o assunto aqui no blog, é um caso restrito aos EUA, todo dia há notícias de novos empreendimentos no ramo do ebook por lá, eles nascem e morrem e nada chega aqui, por isso para nós brasileiros falar destas estórias parece coisa de alcoviteiro, o interessante de ver é a verve empreendedora que existe por lá, negócios nascem e morrem às centenas antes de um ir adiante e quem tiver curiosidade recorra aos blogs e jornais Norte Americanos, uma vez que para pouquíssimos brasileiros isso tem qualquer interesse; mas vou entrar hoje nesta história sórdida pois há no Brasil a tentativa de uma briga semelhante.

Para oferecer um background melhor para que nossos leitores entendam o assunto preciso retroceder um pouco ao caso onde o departamento de justiça americano abriu um processo contra a Apple e as cinco maiores editoras americanas por combinação de preços, a palavra em inglês é “collusion”, evito de traduzir pois os significados jurídicos são diferentes entre a palavra traduzida aqui e sua contraparte, assim, entenda como uma combinação secreta para lesar o consumidor aumentando o preço dos livros. O caso é que a Apple com sua loja e as seis maiores editoras da época juntaram-se para criar o que foi chamado de “agency pricing”, basicamente as editoras diziam qual o preço final de venda e a Apple levava uma porcentagem deste preço, desta maneira o preço final que o consumidor pagaria em um título seria ditado pela editora, sem a possibilidade das livrarias darem desconto, até aí não há grandes problemas a princípio, mas ao que parece e os dados comprovam, houve uma combinação para subir o preço de livros de papel e ebooks, e foi isso que fez o departamento de justiça americano abrir um processo, várias editoras preferiram fazer um acordo para ressarcir o consumidor em vez de esperar o processo ir até o final, a Apple não, e as decisões do juiz responsável tem sido desfavoráveis, resta saber qual vai ser a conta no final, se vai ficar barato ou caro para a Apple.

A Amazon não gostou desta história de “agency pricing”, ela é conhecida por dar desconto nos livros, quem é consumidor Amazon de longa data sabe, sempre foi assim, na maioria das vezes o título almejado está mais barato na Amazon; mas, com o “agency pricing” esta política de descontos é impossível. A Amazon entrou em conflito com algumas editoras e parou de vender seus títulos, e hoje, quando uma gigante como a Amazon tira seus livros fora do catálogo, você sabe que vai perder uma parte significativa de sua renda, e como é normal em sociedades livres, ninguém é obrigado a vender ou comprar de ninguém, é o que se chama livre negociação, só temos problemas quando a coisa vira um monopólio, por maior que seja a Amazon ela ainda não é um monopólio, assim, apesar de ter um enorme poder de fogo em qualquer negociação, o negócio ainda é livre. Tudo que estou falando é exclusivo do mercado dos EUA, aqui a Amazon ainda é irrelevante se não contarmos seus bolsos cheios de dólares para investimentos, mas a indústria brasileira de livros é mais irrelevante ainda, desta maneira editores estão em polvorosa com a entrada da Amazon no mercado brasileiro, ela é uma empresa capitalista fazendo o que deve fazer: ganhar dinheiro, ao contrário dos nossos editores que sempre se preocuparam mais em manter a concorrência fora do que desenvolver o mercado de leitores para aumentar seu faturamento.

Agora podemos falar do caso Amazon x Hachette, a história é a seguinte: a Hacchette é uma das grandes editoras Norte Americanas, ela vende livros; a Amazon é atualmente uma das maiores livrarias, ela compra livros para revender; o caso ocorre na venda de ebooks, como é o normal a Amazon quer que a Hachette lhe diga o preço do livro, para depois vende-lo ao preço que bem entender, contrário ao preço de “agency” onde é a editora que diz o preço final de venda. A Amazon pode não comprar nada da Hachette, e não vender nada da Hachette, mas aí ambos perdem, quem perde mais? Para compensar que o esquema com a Apple foi pego pelo departamento de justiça do governo, a Hachette queria cobrar caro nos ebooks vendidos para a Amazon e assim ela não poderia vender mais barato e concorrer com os livros de papel da editora, em resposta a Amazon retirou os livros da tal editora de sua loja e a gritaria pública começou. Tirar os livros da Hachette do catálogo da Amazon é uma enorme perda de dinheiro para a editora, e ela colocou parte da negociação aberta fazendo seus autores contratados escrever uma carta pública para a Amazon, a coisa ficou patética, ridícula mesmo, mas para piorar a Amazon mandou uma carta para seus leitores/autores para que escrevessem ao CEO da Hachette defendendo o seu lado, o que já era ruim ficou pior, este embate tem mais rounds com escritores proeminentes e jornalistas pronunciando-se contra ou a favor, quem quiser saber mais vá aos blogs norte americanos de e-reading, não é um história bonita nem divertida, mas acho que este resumo nos serve para entrarmos em outras questões e em especial aos últimos movimentos em relação ao Brasil.

Nesta história há dois grandes jogadores: Amazon e Hachette, dois lados: Amazon e Hachette, portanto tome seu acento na torcida correspondente, mas isso é uma idiotice, há mais lados nesta coisa, há mais argumentos e muita coisa envolvida. Dicotomias imbecilizantes são uma tática velha para polarizar opiniões e empobrecer o debate, quer um exemplo clássico? A velha briga direita versus esquerda. É um paradigma inútil que tem empobrecido a vida política mundial e excluído do debate as pessoas e suas vidas que é o que realmente importa, direita ou esquerda são conceitos genéricos e para muita gente tem significados diferentes, assim qualquer debate neste sentido carece de verdadeira objetividade, e as verdadeiras questões que importam nunca são ditas, ficam perdidas neste debate inútil e infindável que não se apóia em qualquer parâmetro objetivo. A realidade é que levadas ao extremo, direita e esquerda são apenas formas diferentes de ditadura, e como todos sabem ditadura é tudo igual, não importando a cor de sua bandeira ou o discurso vigarista a justificar as atrocidades. A realidade é que auto-determinação é algo que ninguém dos que gostam de poder tem simpatia, eles querem te controlar, e você não quer ser controlado; é isso que ocorre com o caso Amazon/Hachette, quem está de um lado é rebanho de um, quem está do outro é animal de curral do outro, e quem pensa e quer viver sua vida e ter seus argumentos está fora. Por que digo isso? Pois vocês verão que há algo muito mais profundo nesta estória e por mais que tenham falado do assunto à exaustão muitos aspectos não foram abordados.

Preciso apenas de mais um adendo para deixar claro para os brasileiros todo o processo envolvido: para quem não está acostumado a comprar livros em inglês, há uma dinâmica que não existe aqui: “hardcover” e “paperback” o livro de capa dura e a brochura; lá, quando um livro de relativo sucesso é lançado, primeiro há uma edição de capa dura bem mais cara, e quem quiser ler tem que pagar pelo “luxo”, só depois quando as vendas caem ou depois de um ano é que lançam a versão brochura mais barata. Com este processo as editoras ganham muito mais com a capa dura, e quando o mercado cai exploram outras faixas com o paperback, e dependendo dos livros até os de bolso super baratos em uma terceira exploração do mercado. Com ebooks e lançamento simultâneo, a obrigatoriedade de pagar mais para ler na edição de capa dura desaparece. Para quem é de fora da máquina editorial imprimir um livro, principalmente de capa dura é proibitivo, mas para editoras com a máquina estabelecida é bem barato, é uma fração pequena do preço final do livro, e a diferença de um hardcover para um paperback também é relativamente pequena, este menor custo de impressão que as editoras têm perto dos “civis” é o que lhes dá o controle do mercado. Aqui não é muito diferente. Outro ponto é que editoras pagam relativamente pouco aos autores, desta maneira impressão e o texto em si são uma parte menor do valor pago pelo consumidor.

Entendida a dinâmica do mercado atual americano, vamos nos concentrar um pouco na história da Amazon que conto como um de seus antigos fregueses. O mundo AM ( antes da Amazon) era um local quase sem internet, informação era difícil, editoras eram reclusas e livrarias os pontos de encontro entre pessoas e livros, às vezes ouvia-se falar de um livro, mas não havia onde procurar, com muita sorte e muitas livrarias às vezes encontrávamos um exemplar, e aí víamos a coisa em si, o livro que antes era só boato, e não pensem que estou falando de tomos obscuros, achar um mero Advanced Dungeons & Dragons era uma “quest”. Mesmo com as informações corretas, nome e endereço da editora era quase impossível adquirir o livro, as editoras não tinham interesse e não se davam ao trabalho de vender um único livro, ainda mais atravessando continentes. Este era o mundo AM, cheio de livros, mas difíceis de comprar. Com a entrada da internet surgia uma possibilidade, vender coisas on-line, ninguém botava muita fé, apesar dos EUA terem muito bem consolidada a venda por catálogos de papel; ao que parece, pelas necessidades não atendidas do leitor, livro seria o mercado ideal para começar a vender coisas na internet. Primeiro problema, desconfiança, segundo a própria logística. A Amazon começou pequena, a mim a grande diferença era que eles enviavam livros para o Brasil, a maioria das livrarias Norte Americanas não enviava, mas ao longo deste diferencial eles começaram a construir um catálogo muito completo, assim se eu queria saber se um livro existia minha primeira parada era a Amazon, e o catálogo não era só de livros atuais, lá tinha tudo, e pasmem, mesmo que eles não tivessem o livro para vender eles procuravam em sebos para você! Acredita? Lógico que a Amazon tornou-se a única parada para comprar livros, tinha um frete marítimo bem barato, e aí você comprava dez livros ou mais, às vezes juntava com amigos, e por muitos anos pelo menos dois ou três livros eu comprava toda semana, e o que é melhor, muito mais baratos que os livros nacionais!

Para completar o pacote a gentileza e presteza do atendimento eram sem par, eu nunca tive problemas, o máximo que me aconteceu foi encomendar um livro e receber a versão em capa dura sem custo adicional, pois ele estava fora de estoque, com uma carta dizendo que se eu fizesse questão do paperback eles trocariam sem custo, pode parecer pouco, mas este tipo de gentileza deixa uma ótima impressão, com um amigo aconteceu dos livros molharem no transporte, substituíram rapidamente e ainda desculparam-se pela demora em receber os novos exemplares, tudo sem nenhum custo ou aborrecimento. Lógico que indiquei a Amazon para todos os amigos, e todos viraram fregueses satisfeitos. E até hoje nunca ouvi de nenhum amigo que a Amazon pisou na bola, o frete marítimo baratíssimo não existe mais, eles também não procuram mais livros em sebos, era tudo parte de uma estratégia comercial, funcionou! Estou magoado pelos serviços que deixaram de ser prestados? De jeito nenhum, é a natureza da relação comercial, eles não são meus amigos, sou apenas um cliente satisfeito, e o que eles se propuseram eles cumpriram.

Ao ter um catálogo extremamente completo e um atendimento de primeira a Amazon virou referência, assim, ao pensar em comprar livros nos EUA só existia uma livraria: Amazon, e no mundo PM (pós Amazon) era muito mais fácil e barato conseguir livros. Livro era apenas o início, a idéia sempre foi ter uma loja de tudo, mas pelas características do público leitor e dos livros a estratégia inicial foi excelente, hoje pelo que dizem livros são menos de dez por cento do faturamento da Amazon, mas o catálogo completo é uma referência que faz com que outras lojas sejam irrelevantes. Mas vamos ao caso oposto, a Amazon tem seu tablet, o Kindle fire, e sua loja de “apps”, programas para este tablet, mas ela é muito inferior à loja da Google, quem é cliente da Amazon de livros sente-se o primeiro, já na loja de “apps” quem tem um kindle fire sente-se em desvantagem, você vê um programa legal mas ele não existe na loja da Amazon, isso gera frustração, melhor pegar um Android genérico com acesso à loja da Google do que o Kindle fire, conseguem entender a natureza do jogo?

Vamos adiante, como vocês viram o mercado de livros foi apenas uma estratégia para iniciar a loja on-line da Amazon, mas imaginem o que aconteceria se deixassem estes clientes de lado ou começassem a pisar na bola, a sua loja de outras coisas perderia credibilidade, e aí alguém poderia tomar o seu lugar. Vender livros físicos tem um custo logístico muito grande, é muito item de baixo valor perto de outras coisas da loja, mas vender ebooks é muitíssimo mais barato, não só pelo papel, mas por toda logística envolvida. Ebooks não existem sem o e-reader e a Amazon tratou de lançar o seu modelo com seu programa e formato de livros que só rodam em sua loja, o Kindle não foi o primeiro nem pioneiro em nada, mas pela fama da livraria quase virou sinônimo de e-reader, e assim, mais que nos livros físicos a Amazon responde por mais da metade das vendas de ebooks dos EUA, ao aliar a comodidade da sua loja aos ebooks a Amazon atingiu uma dominância sem precedentes, e ao mesmo tempo reduz o custo de logística de manter seus clientes leitores felizes.

Para quem gosta realmente de ler o e-reader com o ebook é um avanço sem precedentes, ele tem o conforto do papel, sem o peso e todos os problemas, e além de tudo é mais barato, dá para ler mais e ainda tem muitos livros gratuitos, que por mais que sejam de domínio público, os de papel nunca foram gratuitos e alguns até caríssimos. Assim quando uma Amazon disponibiliza livros gratuitos não é por serem beneméritos, é para o leitor os baixar em sua loja e não os adquirir em outro lugar, a idéia é ser a primeira opção, que como vocês vêem, falha miseravelmente no mercado de programas para Android.

Em um mercado capitalista não se fazem coisas para ser bonzinho, mas por que elas dão dinheiro, a curto ou médio prazo, raramente longo, assim a Amazon agrada seus clientes pois isso lhe garante fidelidade e mais negócios, se os tratarem mal eles vão comprar em outro lugar, desde que o outro lugar exista, isso chama-se concorrência, se alguém faz algo melhor para quem compra ele leva o cliente e o negócio. São as tais regras de mercado que se auto-regulam desde que haja concorrência.

No caso Amazon x Hachette a editora tem um vasto catálogo, e se a livraria não tiver seus títulos e o leitor quiser comprar terá que ir a outro lugar, e quem sabe este lugar lhe dê uma boa impressão e ele passe a comprar lá não só livros mas outras coisas, a Amazon perde, o grande trunfo da Amazon não é só ser uma loja grande, mas ser a loja que tem tudo! Ao outro lado a Amazon tem um grande público e se os livros e ebooks das Hachette não estiverem à venda neste ponto ela perderá muitas vendas, e ainda outras editoras vão vender livros em seu lugar, pelo porte da Amazon é uma grande perda financeira imediata. A Hachette quer proteger seu mercado de papel, por isso quer que o ebook custe mais caro, por seu custo muitíssimo menor o ebook pode custar muito menos, mas vejam: se a Amazon vende os ebooks mais caros ela também ganha mais, em teoria, mas a realidade não é bem assim, pelos dados que tem a Amazon e só ela tem dados tão bons do mercado de livros, um ebook deve custar entre U$3 e U$9,99 e assim maximiza-se os ganhos, segundo o que dizem, mas isso não convém aos editores que ainda vendem seus livros de papel e querem proteger o seu mercado, aí está a briga que todos viram, mas há aí um outro detalhe, lembram do tal caso de “collusion” que o departamento de justiça pegou? Todas as grandes editoras combinaram preço juntas, todas queriam aumentar o preço do livro. Porque todas juntas? Pois eles sabem que se uma baixar os preços os outros estarão em desvantagem e ela ganhará uma fatia maior do mercado. Por qual motivo a Amazon insiste em forçar este confronto com a Hachette? Se ela aceitar baixar os preços os outros também serão obrigados a reduzir seus preços, entenderam este outro aspecto da negociação?

Tudo parece muito definitivo, mas não sentiram falta de algumas pessoas importantes na cadeia do livro? Autor e leitor, o segundo é tratado como uma massa amorfa e o primeiro quase inexiste, parece que livros tem geração espontânea, deixe em um canto uns restos de carne, roupa suja, papel e tinta que logo terá lá, surgido do nada, um livro! E a realidade é que com ebooks e e-readers tanto editores como livrarias tornam-se supérfluos, instâncias que não agregam qualquer valor no livro, que é uma relação entre autor e leitor.

Outro aspecto que tem sido cuidadosamente escondido são os direitos menores que o leitor tem sobre um livro eletrônico em relação à sua versão impressa, a desculpa neste caso é proteger o direito do autor, mas a realidade é que ele é quem menos ganha no processo, ele é apenas uma desculpa para os editores restringirem o direito dos leitores, essa idéia de comprar um livro e não poder fazer o que quiser com ele é absurda, imagine se Hitler estivesse no poder hoje, nem precisaríamos reunir asseclas em praças para queimar livros, seria apenas retirar o livro do sistema e ele deixaria de existir, ninguém mais poderia lê-lo, pode parecer exagero, mas Hitler existiu e não estamos a salvo de outros ditadores, hoje mesmo ditaduras sangrentas existem em Cuba aqui na América, na África e na Ásia. Já houve tempo que livros eram raridades, caso da biblioteca de Alexandria, imaginem que dos livros que foram vítimas do incêndio, os que só existiam lá nunca mais puderam ser lidos, o que perdemos? Toda nossa riqueza cultural está em livros, além disso há toda uma função social em compartilhar livros, e isso está definitivamente proscrito com as regras draconianas que querem impor aos ebooks.

Outro aspecto que acho fedorento são os serviços de aluguel de livros on-line, não por conta da remuneração que é a principal preocupação dos livreiros, mas pelos catálogos, eu assino TV a cabo, tem um monte de canal, um monte de programa, a grande maioria um lixo total que não assisto, mas pago por tudo! Pior, fomento essa ruindade, sempre escolhi os livros que quis ler, sejam de onde forem, mas veja o caso da TV a cabo, alugo um serviço e fico restrito à sua programação, e tem tanto filme bom que não passa; veja o caso dos animes, sempre sucesso mas ferrenhamente boicotados nos serviços de cabo brasileiros, lembram da história do jabá para tocar música no rádio? Só que rádio era de graça, TV por assinatura nós pagamos! Eles escolhem o que vamos ver, e por exposição o que fará sucesso, a mesma coisa com o serviço de “aluguel” de livros me dá nojo, espero que os leitores sejam espertos e não deixem o seu direito de escolha de lado, é fácil perder liberdades e direitos, difícil recupera-las.

Mas, e o Brasil, onde fica nisso tudo? Para começar somos um país de poucos leitores, tudo por culpa dos nossos editores, livro por aqui sempre foi caro, e assim sem acesso, sem leitores, é óbvio que a “indústria” editorial não cresce; uma realidade contemporânea e histórica nefasta, a falta de livros tem sido a principal causa do nosso subdesenvolvimento, e mesmo hoje que apregoam que o livro no Brasil é barato ele ainda é caríssimo e pouco acessível. A realidade é que para quem tem o hábito de ler, isso não sai barato, pois quem lê, lê vários livros em um mês, e pode colocar aí um gasto de uns trezentos reais ou mais, o livro é barato para quem compra um livro ao ano, talvez quatro, mas estes não são leitores, e o pior é que nos EUA um livro com o mesmo número de páginas custa mais barato que o nosso, piorando a situação pois lá eles também ganham mais, assim, os editores que dizem que o livro no Brasil é barato estão tentando dar nó em pingo d’água para dizer uma mentira tão cabeluda. E falaram muito esta asneira no jornal, é preciso muita cara de pau! Aí vem um imbecilzinho e diz: “dinheiro para comprar livro não tem, mas tem para tomar um chopinho com os amigos”, enquanto tivermos que escolher entre o chopinho e os livros estaremos condenados, um não é excludente do outro, se há esta necessidade de escolher um ou outro é por que estamos muito mal, é aquela visão deturpada do esquerdinha ignorante que não admite que alguém possa ler e ainda tomar uma cervejinha com os amigos, coisa de burguês, pobre que é pobre não tem escolha, é como se disséssemos, olha, se você quiser ler vai ter que tomar umas pauladas, tem que ter sacrifício. E assim nunca formaremos leitores, o único e verdadeiro leitor lê por prazer e só há prazer com liberdade.

Se nos EUA livros e ebooks são apenas uma questão de mercado, aqui é de cidadania, e os livreiros se comportam como cadelas do governo, e seus asseclas na internet ficam latindo para a Amazon, com um medo mortal da concorrência, vi até um sugerindo que os livreiros fariam o governo expulsar a Amazon! Sério, procurem por aí, só dando risada. O que detonou tantas reações raivosas pelo jeito foi o fato da Amazon anunciar que conseguiu um catálogo com mais de 150.000 livros, e isso foi um grande feito, como mostrei anteriormente, é a mesma estratégia da Amazon quando começou nos EUA, e ela é boa, vender livros físicos não é só um negócio, é um teste para o serviço de logística no Brasil, mas por ter entrado no varejo de livros físicos com um catálogo tão completo a Amazon atraiu para si o ódio de todo mercado editorial, que tem medo da concorrência, pior ainda é que grande parte deste mercado é o governo, por isso o mercado papeleiro é tão lambe botas do governo. Os e-readers que podem significar a liberdade no mercado do livro no Brasil são ferozmente combatidos por livreiros, editores e governo do PT. O ebook com o e-reader é uma ameaça à manutenção da mediocridade editorial brasileira, a Amazon, a Cultura com a Kobo e agora a Saraiva com a Bookeen trouxeram o aparelho, mas o imposto da vergonha que a Dilma mantém no aparelho o torna muito caro para o bolso do pobre, principalmente o não leitor, que não corre o risco de virar leitor; precisam garantir que o brasileiro ainda troque votos por dentaduras. O novo problema é que a Amazon a despeito de todos boicotes montou um catálogo invejável que vai alavanca-la ao primeiro posto, e ela deixará de ser desprezível e vai ter mais poder de fogo para negociar no preço dos livros, os editores estão borrando as calças de medo, o governo também não quer livro barato. Estão colocando a causa de lutar contra a Amazon como um dever nacional: Brasil x Amazon, mas nós leitores somos de opinião contrária, pois queremos livros mais baratos, mais leitores, mais cultura e educação.

Depois de vocês verem toda a história da Amazon, Hachette e o caso do processo contra as editoras e a Apple, veja este trecho de uma reportagem da folha:

“Haroldo Ceravolo Sereza, presidente da Libre, diz que o mercado passa por um momento de mudança que exige muita atenção das entidades.
“Em princípio, não achamos um problema a Amazon vender no Brasil. É bom que o mercado tenha mais um lugar para vender livros. Só queremos que eles respeitem as regras da concorrência, que não pratiquem preços abaixo do mercado, como fazem lá fora.”"


Se tiverem curiosidade leiam a matéria inteira, notaram alguma diferença? Nos EUA o departamento de justiça processou a Apple e várias editoras por tentar fixar preços e ferrar o consumidor acabando com a livre concorrência, as editoras querem manter os livros caros, o caso da pinimba com a Hachette, e aqui querem que o governo faça esta fixação de preços do livro para mantê-los caros e inacessíveis! Acreditam? Que regras da concorrência são essas que o cara diz aí em cima? Nos EUA elas são consideradas crime! O que seria um preço abaixo do mercado? Um preço abaixo do que o mercado combinou para ferrar o consumidor? As coisas aqui são tão surrealistas que o cara ousa dizer isso em um dos jornais de maior circulação! E sabe do pior? Quase ninguém vê o absurdo! O pior de todo o Brasil vem desta falta de livros, façam o que fizerem, sem livros continuaremos a ser um país de merda, e não nos subestime, a coisa ainda pode piorar muito, vejam a Venezuela, nem livros nem papel higiênico!

Alex


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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Língua e literatura na era eletrônica.

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A linguagem surgiu, cresceu e evoluiu com o homem, é viva por nós, e por nós muda e evolui, é ferramenta para um fim, não vive por si mas vive para nós. É importante pensar a língua, seus usos e sua capacidade, mas infelizmente muita mudança não é feita de forma racional, e sem que queiramos ou nos damos conta existem certos consensos no uso da língua que espalham e contaminam sem que sejam pensados ou benéficos. É inegável a influência do suporte na forma da língua e sua capacidade de comunicação, imaginem se ainda usássemos “tablets” de argila para escrever caracteres cuneiformes, grande parte da evolução social que conhecemos nunca aconteceria, como seria carregar um livro de oitocentas páginas de argila? O livro deixou o papel e agora é mais leve e prático no meio eletrônico, é inegável que haverá mudanças, mas cabe a nós verificar a verdadeira capacidade do meio digital para que a língua e literatura cresçam e não diminuam perante o passado que já tivemos.

Por falta de pensar a língua está espalhando-se uma versão capenga e mutilada que diz-se dominante por pura ignorância, ela é a versão contida nos manuais de redação e (falta de) estilo. As frases complexas compostas por subordinativos ou coordenativos, as vírgulas e definitivamente os ponto e vírgula, são recursos proscritos, e isso quando pretende-se comunicar assuntos complexos que tem diversas instâncias e vários níveis de hierarquia impossibilita a composição textual; desta maneira, o texto escrito que tem a propriedade de educar, pois pode conter assuntos em profundidade é sabotado, permitindo em sua versão mutilada expressar apenas assuntos simples ou a simplicidade leviana que mediocriza os assuntos complexos impedindo definitivamente qualquer possibilidade de real compreensão. O uso desta língua deturpada que já é norma em jornais e revistas de grande circulação tem dois efeitos: o primeiro é tornar levianos todos os assuntos que aborda uma vez que não pode aprofundar-se, antigamente liam jornais as pessoas que queriam ter um conhecimento mais profundo, hoje o conteúdo de jornais e telejornais é idêntico, com vantagens ao telejornal por ser mais rápido e atualizado; o segundo efeito diz respeito à educação do leitor, antes o jornal era uma iniciação do leitor na escrita complexa, assim ao encarar um texto de Machado de Assis o fosso não é tão grande, mas hoje com a escrita pobre dominando tudo, o leitor só encontrará alguma dificuldade nos livros, e a tarefa pode ser tão desafiadora que fará um leitor muito primário desistir. Evitar o uso da língua aleijada é uma espécie de “pièce de résistance” para não sucumbir à mediocridade geral, pode não parecer, mas muita gente bem educada e de vasta cultura, ao ler em computadores e tablets, sem perceber acabada desistindo ao meio de um texto mais exigente por cansaço, não percebem que é o meio que induz a esta imbecilidade programada; computadores e tablets não se prestam a literaturas complexas, não permitem atingir o nível de concentração necessário para decodificar estes textos, e assim, sem sequer perceber o leitor torna-se mais burro, incapaz. Talvez por isso muitos mantenham o hábito do papel, como nunca entenderam no meio eletrônico a diferença fundamental do e-reader e-ink para as outras mídias.

Existe um consenso dominante errado de que o leitor não deve ser desafiado, muito disto vem do reino da propaganda, onde um texto deve atingir o maior público possível, isto talvez o valha para quem quer vender limpadores de privada, mas é um tipo de texto que menospreza o leitor, pois considera o menor denominador comum e assim diminui o padrão de toda leitura, mas escrever é comunica-se, e dependendo do assunto, a quem se dirige o texto ou sua função, esta simplificação obrigatória é simplesmente ridícula; com isso o texto perde a função de educar o leitor, expandir seus horizontes e a capacidade de articulação lógica. As pessoas não percebem o quanto este uso de textos obrigatoriamente simplificados é degradante para a leitura, para os assuntos tratados e para o próprio poder de raciocínio. É um verdadeiro veneno que extermina todos os níveis da cultura.

Aprender e desenvolver-se exige esforço por parte do leitor, não é possível ensinar sem desafiar o leitor, esforço não é necessariamente uma coisa ruim, muito ao contrário, assim como aprender, mas nos focamos em tamanha passividade por parte de leitores que cobrar um mínimo de esforço parece heresia, há esforço prazeroso, há desafios que trazem recompensa, e o aprendizado é um deles. Desta maneira em vez de escrever para aqueles que são tão vagabundos que abandonam um texto a meio caso este lhes ofereça qualquer desafio, o melhor é focar nos objetivos mais altos, pois quem ler o texto sai ganhando e temos leitores que valem a pena. E aí vem um imbecilzinho preguiçoso nos acusar de elitistas por não sermos condescendentes e desprezarmos a capacidade cognitiva de nossos leitores, oferecendo-lhes um texto que ao desafia-los os fará crescer; cabe aqui acabarmos esta mistificação grosseira: procure por aí os textos dos fabricantes de relógios que custam o preço de carros e carros que custam o preço de casas, verá que quem evidentemente produz itens para uma elite que pode dar-se ao luxo de pagar por objetos de status não usa textos complexos, muito ao contrário, são simplórios, portanto, onde está o tal texto “elitista”? Tudo isso para mascarar que a grande cultura humana hoje está gratuita a quem dispuser-se a ler, se a dois séculos foi um item de diferenciação de classes por conta do acesso restrito, hoje não é mais, assim acusar de elitista é imbecilidade a não ser que se refira a uma elite pensante, mas pensar ainda é de graça. Muito do que pensam é errado, escrever usando todo o potencial da língua não é um fator de exclusão, muito ao contrário, é a verdadeira inclusão, mas o leitor precisa fazer o esforço de desafiar-se para ser incluído. Um texto ruim exclui sem possibilidade oposta, pois mesmo que o leitor suceda na leitura está excluído, pois nunca oferece a oportunidade de crescimento.

Até aqui falei apenas de textos predominantes em jornais e revistas que ao optarem pela simplificação da língua perdem sua capacidade de tratar de assuntos com a complexidade merecida e assim falham em informar corretamente e formar o leitor. Mas e a literatura? Aí o caso é ainda mais grave: literatura antes de mais nada é arte, diria ainda uma das mais difíceis pois não tem guias, o artista que enveredar por esta modalidade terá que criar seu próprio caminho, as regras da gramática são paupérrimas perto de toda diversidade encontrada na literatura, que às vezes a desafia frontalmente e sai ganhando esplendorosa. Literatura aprende-se lendo, é uma vivência, só se aprende fazendo, não adianta, não existe outro caminho, e justamente por este particular fabricamos monstros estranhos: pegue um garoto nos seus dezessete anos e o enfie em um curso de letras, qual sua vivência como leitor? A maioria nenhuma, e aí o encha de livros aos quais deverá fazer uma “leitura técnica” como preconizam seus mestres, o garoto que não viveu a literatura agora vai ver o texto de forma mecânica ou ideológica, resultado depois de quatro anos de faculdade: alguém que não lê mais por prazer pois não teve tempo, quatro anos é muito pouco para tantos livros, mas ganhou o título de especialista em literatura. Especialista em quê, se não teve tempo de ler? Esse garoto agora com uns vinte e um anos vai ensinar língua e literatura... Já viram o desastre, não? É o que vemos hoje, mas tem lados piores, o rapaz em vez de ensinar nas escolas escolhe a vida acadêmica e vai ser um crítico literário: o pobre menino que não teve sua vivência com os livros vai agora falar sobre livros, não do ponto de vista do leitor, mas com os estudos acadêmicos que não interessam a ninguém que não sejam seus pares; resultado: ao encontrar o livro bem escrito mas sem experimentalismos inúteis vai logo taxa-lo de: “romanesco” em tom pejorativo, e se lhe cair em mãos um texto de Machado sem a assinatura do autor dirá que não é grande coisa, mas irá elogiar vilipendiando os adjetivos quando encontrar um texto experimental e ruim que não diz nada, não quer dizer nada, nem pode ser compreendido, o ápice do nada com a coisa nenhuma, a arte do nada!

A grande estupidez no meio acadêmico ou pseudo-acadêmico, é que não conseguem mensurar a extensão de sua ignorância, criando um universo analítico que tal como a taxonomia vê o livro não como vivo, mas como peça morta a ser dissecada, a verdade é que o todo é maior que as partes; leia uma análise semiológica, ela parece com um livro da mesma maneira que a descrição taxonômica de um gato parece com o animal vivo, a academia é muito boa em guardar o passado, mas inútil na criação artística. O viés cientificista é a causa desta cegueira, primeiro e mais importante: cientificismo não é ciência, é seu uso ignorante, pois a ciência dá conta do que são as coisas. A ciência observa o que é, a arte cria o que será; ciência é observação, arte criação. Desta maneira um acadêmico ao taxar algo de romanesco repete os mesmos preconceitos dos românticos ao criticar a literatura clássica, o modernismo ficou velho e o pós-modernismo ao desvencilhar-se da estética trouxe um viés ideológico que fez da não arte uma arte, assim tudo passa a ser arte e ao mesmo tempo nada mais é, não existe arte pós-modernista, pois criou-se uma falta de conceito, cabe ao observador ou leitor ter conceitos e decidir o que é arte, pós-modernismo em essência é o sofismo moderno, o discurso vazio, o relativismo, e ninguém representa melhor isso que o meio acadêmico, pois  o que era para ser o ápice do conhecimento tornou-se uma panelinha de relativistas inúteis, apodrecidos e preocupados apenas com seus próprios salários em vez de seus objetos de estudo.

A maior prova da impotência acadêmica na literatura é que a maioria dos bons escritores não vem de seus quadros, um leitor bronco mas não ignorante como o Faulkner é infinitamente mais capaz que a maioria acadêmica, é da realidade da escrita e da leitura. Escrever é a arte do ilusionismo com palavras, o leitor percebe o efeito mas não vê a mecânica, que na realidade é um conjunto de truques simples, por isso a maioria dos escritores não fala dos próprios escritos, por isso que não há manual. O escritor é um mágico que não gosta de revelar seus truques. Antes de estudar a literatura como um peixe morto é necessária vivência, deixar-se maravilhar com os truques dos vários autores, ver o texto vivo antes de partir para a dissecção, por isso criamos monstros deformados, os estudiosos nunca foram leitores, e sem ler não vêem o efeito das ilusões que formam o cerne da criação literária; o leitor vê o efeito sem conhecer o truque, o acadêmico procura o truque sem saber qual é o efeito. E assim criou-se todas essas distorções que vemos por aí, gente que louva textos ineficientes, sem efeito, trejeitosos e inúteis. Assim prospera uma literatura contemporânea estéril, inútil e enfadonha, que não cativa leitores nem cria nada de bom. Aposto mais na literatura taxada pejorativamente de entretenimento, pois há mais chances de ver real arte aí do que no lixo propagandeado pela crítica acadêmica.

Voltemos novamente ao meio, talvez por conta da influência de jornais e revistas ou pela escrita pobre de massa dos textos de propaganda, gerou-se um consenso não pensado onde o meio eletrônico só comporta textos curtos e linguagem simplória, lógico que em serviços como o twitter que limita as mensagens a grunhidos de poucos caracteres, é impossível, mas não é a realidade eletrônica, aliás, muito ao contrário, antes um livro de muitas páginas era difícil de ser impresso pois custava mais, livros comerciais eram sempre limitados a duzentas ou trezentas páginas, mais que isso só se já fosse um “bestseller” de venda garantida, caso contrário a publicação seria muito cara, no meio eletrônico não existe esta diferença, um ebook pode ter qualquer extensão que é replicado com o mesmo custo, isso é um ganho! Uma expansão da capacidade que tínhamos antes. Um texto de internet deve ser curto e de linguagem simples para que os leitores não desistam, por que focar-se em escrever um texto para quem não lê em vez de fazer ao contrário, escrever para os que lêem, tem capacidade ou não tem preguiça? Se não se está vendendo porcaria, mas se quer ter um diálogo de alto nível, não faz sentido escrever para os idiotas que não lêem. A língua em nosso cotidiano tem também a função de formar as estruturas lógicas do pensamento humano, foi analisando a conversa de crianças que Piaget percebeu que a estrutura lógica da língua induz ao pensamento complexo, se em crianças de seis anos as formulações lógicas são menos freqüentes e muitas vezes inconscientes, em garotos maiores há mais freqüência no uso lógico da língua, e sem esta vivência não há o desenvolvimento mental. Ao aleijar a língua evitamos que as pessoas treinem o intelecto e impossibilitamos o surgimento dos raciocínios complexos. O uso pobre da língua inviabiliza o pensamento complexo e mais que um estilo ou moda, induz à pobreza de pensamento, e isso reflete-se em toda cultura e vida social, é por este motivo que as visões dicotômicas e ignorantes imperam em nossa sociedade, pois qualquer complexidade além da imbecilidade binária, não tem capacidade de ser processada, todo assunto complexo que envolve mais de dois lados torna-se um problema insolúvel. Veja o uso de uma dessas simplificações ignorantes: em uma democracia todos temos direito à voz, liberdade de expressão, assim todos temos direito a uma opinião, seja ela verdade ou mentira, certa ou errada, mas tende-se a usar o “direito à opinião” como justificativa para cassar o direito de expressão do outro no caso de que discorde de nossa opinião, assim como alguém tem direito a dar uma opinião, esta opinião não impede o outro de manifestar-se contra, pois ele tem a mesma liberdade de expressão; é assim que funciona a argumentação, uma opinião recebe uma contra-opinião, um argumento recebe um contra-argumento, esta é a liberdade democrática. Quem não gosta de argumentação pois tem argumentos ruins tende a querer usar a opinião como direito de caçar a liberdade de expressão. Complicado? Não muito, mas é mais simplório dizer que “todos tem direito a uma opinião”, que é uma simplificação grosseira e que esconde a realidade do direito democrático.

Literatura é tudo menos simples, muito ao contrário, é justamente a diversidade e sua complexidade que faz sua riqueza, assim, veja como esta estrutura lingüística mutilada é derrogatória da apreciação artística da literatura que não cabe em qualquer dicotomia imbecilizante, um Hemingway não está acima de um Shakespeare, nem abaixo; é a existência de Faulkner, Cervantes, Goethe, Virginia Woolf, Defoe, Chaucer, Sterne, Conrad, Byron, Yates, Shelley, Walt Whitman, Chekov, Machado, Kafka entre muitos que faz da literatura a potência que é. E nenhum autor é uma unanimidade, veja Joyce em Ulysses e em Finnegans Wake, o primeiro foi ao limite, o segundo passou do limite, criou uma obra mutilada que perdeu o foco do leitor e empobreceu-se na língua, a soma de suas partes ficou menor que o todo. Imagine o quanto deste universo o garotinho estudante de letras já teve tempo de apreciar, quase nada, não há curso de quatro anos que substitua uma vida de leitura. Por isso a impotência acadêmica na literatura é tão gritante.

Ler, como tudo que vale a pena na vida, exige certo esforço, fazer um texto para preguiçosos que não querem ter o mínimo de esforço é escrever inutilidades, banalidades nunca farão ninguém crescer, cada grande autor criou o seu jeito de escrever, não é só questão de estilo, pois bom ou ruim todos tem um, o escritor artista criou um jeito que funciona, expande as possibilidades da linguagem para contar suas estórias, por isso cada novo autor é um novo aprendizado, um novo esforço e um novo universo expressivo, é assim que se cresce. Quem não consegue ler um bom autor confunde o ruim com o bom, não tem capacidade de diferenciar um do outro, por isso a literatura contemporânea é tão cheia de embusteiros, escritores incompetentes que mascaram sua ruindade com experimentalismo vazio.

O meio eletrônico traz novas possibilidades para a literatura, é preciso ver sua real capacidade e descartar os consensos ignorantes que mutilam a língua e os seres humanos, a literatura será o que faremos dela, é preciso conhecer a arte dos grandes homens, por prazer, criando assim a apreciação artística e o domínio da língua, seja no papel ou no e-reader e-ink mais acessível e democrático; depois de viver ler é a experiência mais próxima, vivemos uma vida, mas através da literatura vivemos milhares.

Alex
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