segunda-feira, 21 de julho de 2014

O Brasil dos perdedores: a luta do PT para evitar que o e-reader seja acessível ao povo.

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Não há fogo sem combustível, não há água sem hidrogênio e nem cultura sem livros, uma realidade óbvia, mas os que querem um brasileiro ignorante, crédulo e fácil de ser enganado, teimam em afirmar que há fogo sem combustível, não há! Livro é essencial para cultura, mais ainda para educação, e sem livros não se aprende a ler, e isso explica o motivo de 75% da população brasileira ser de analfabetos funcionais, aleijões da leitura, deficientes fabricados a propósito. Dilma, o PT e em particular a deputada Fátima Bezerra querem a todo custo inviabilizar o e-reader para o brasileiro pobre, uma vez que nunca tivemos e não teremos livros de papel acessíveis, o e-reader é a melhor aposta para divulgar a literatura entre todos cidadãos e assim melhorar a leitura, educação e cultura. Por este motivo o PT direciona todos os esforços para manter o e-reader caro e inacessível ao pobre, eles precisam de ignorantes! E isso mostra um ponto fundamental: o PT não é o partido dos pobres mas sim da pobreza, pois dedica-se a manter os brasileiros miseráveis. Vocês tem dúvidas? Vejam a Venezuela, é o mesmo modelo ideológico que segue o PT, hoje lá papel higiênico é um luxo! Vocês querem viver naquela miséria? O PT lhes dá a receita!

Vemos no andamento do projeto PL4534/2012 uma analogia de tudo que tenta o PT para tomar o poder de forma autoritária e tornar os brasileiros cidadãos de segunda classe em seu próprio país. Mostro a vocês com extrema clareza: diz o texto constitucional que é vedado ao governo de qualquer esfera instituir imposto sobre “livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão”. A constituição é um texto perene, assim o ebook e o e-reader como sinônimo moderno do que é o livro, pela hermenêutica mais básica já contaria com a proteção deste dispositivo constitucional. Mas Dilma não quer! Ela não quer que o brasileiro seja educado e por isso taxa o e-reader, pois sem ele não há ebook, com a popularização no mundo o e-reader tornou-se relativamente acessível, sem os impostos do PT ele custa o preço do celular mais barato, e isso é um perigo para a ideologia petista, vai que o cidadão começa a ler e percebe seus truques básicos, tragédia! Não iam mais ser eleitos nem para faxineiros de banheiro público. Por isso o projeto do senador Acir Gurgacz que já foi aprovado no senado deve ser rejeitado, pois ele diz apenas que ebook e e-reader são livros e gozam da mesma imunidade de impostos.

O projeto foi aprovado no senado depois de dois longos anos, mesmo com o PT sendo contra, tempo demais para um país onde a educação é precária, foi para a câmara onde o presidente Marco Maia petista fez com que tomasse o caminho mais longo possível para evitar que fosse aprovado; na comissão de Cultura a relatora é a deputada também petista Fátima Bezerra, dois anos de lenga-lenga e a deputada divulga seu parecer onde inviabiliza a retirada dos impostos ao e-reader, chega a ser piada, mas o relatório é contraditório em si mesmo, não colou, o deputado Ônix Lorenzoni fez voto em separado concordando com a não tributação do e-reader e a deputada inventou uma espécie de audiência pública, que não tem nada de pública pois foi feita apenas com seus convidados, para justificar a sua decisão, a coisa foi uma vergonha, uma verdadeira palhaçada e nós demolimos os argumentos ruins com a maior facilidade. Mas a realidade que todos escondem é que justamente por falta de apoio que a deputada Fátima Bezerra não enterrou de vez o e-reader nos impostos, são os deputados, os representantes do povo que não permitem que a vontade ditatorial do PT tenha êxito. Por pior que seja nossa democracia representativa, ela é melhor que a ditadura do PT. Foi tanta demora que o projeto passou do tempo regimental para ser apreciado uma vez que é oriundo do senado, o deputado do PMDB do RS Darcísio Perondi exigiu que o processo fosse votado em plenário, e se for, aí veremos o que acontece, a realidade é que a mesa da comissão de cultura dominada por esquerdistas nunca colocou o projeto em votação com medo de perder, eles precisam da ignorância do povo, mas não tem maioria para rejeitar a proposição do Senador Gurgacz. Ou seja: a nossa democracia representativa, mesmo precária impõe-se contra os desejos totalitários do PT, mas o que é pior, quem acompanha o andamento do projeto na imprensa vai pensar que ele já naufragou pela vontade exclusiva da deputada Fátima Bezerra do PT, o que é a mais ignóbil mentira! Ela e sua proposição encontram-se em posição de fraqueza e não conseguem rejeitar o projeto, mas como dominam a presidência da comissão ficam protelando.

Há inúmeros exemplos práticos a se tirar do que acontece: a tal audiência pública que a deputada Fátima Bezerra convocou não tinha nada de pública uma vez que só participavam os convidados, ou seja, uma audiência pública que não é pública é uma mentira! E isso não é novo, é parte da ideologia, tanto que tem até um nome: “Nomenklatura”, na antiga URSS as pessoas não eram todas iguais, a nomenklatura representava a casta dominante, a que mandava, e eles ocupavam todos os postos formando o "Apparatchik" , e desta maneira os cidadãos ficavam fora do governo que mentia dizendo representar todos os cidadãos. Na tal audiência pública foram privilegiados os membros da nomenklatura, mas sem estes nomes burocráticos a coisa é a simples panelinha. A tal audiência que era para ser pública não era, pois tinha privilegiados os membros da panelinha do governo. É assim que age o PT, e se fosse por eles o projeto já teria chumbado, mas não, os deputados não petistas ainda não concordaram com a coisa e o PT não tem o poder sozinho, eles fazem estas palhaçadas para tentar solapar a representatividade dos outros deputados, mas ainda não funciona, ainda temos um resto de democracia, por pior que seja, é melhor que a ditadura do PT.

O tal decreto 8243 da Dilma é uma maneira de impor as panelinhas do PT em todas as instâncias do governo, assim como a audiência pública da Fátima Bezerra, que não é pública pois participam dela apenas seus convidados, os membros da panelinha ou nomenklatura. O tal decreto quer fazer com que os únicos cidadãos que contam sejam os que o PT considera, assim os membros da panelinha ganham voz e o resto dos brasileiros viram cidadãos de segunda classe tendo que se conformar com os desígnios ditatoriais do PT. Eles dão a desculpa que esta seria uma democracia direta, um pinóia! Democracia direta depende do sufrágio universal, todos sob a mesma lei, todos iguais perante a lei, esta palhaçada nada tem de democracia direta, é apenas uma mentira para encobrir um método de ditadura! Um jeito da panelinha do PT dizer para você o que fazer, controlar suas vidas. Democracia é muito mais que isso, e logo mais entro em detalhes, mas vamos a outros exemplos.

O decreto 8243 cria os tais conselhos populares, vulgo a panelinha do PT, o Ministro Gilberto Carvalho já tenta viabilizar grana pública para essa nomenklatura com o pagamento de passagens e diárias, a coisa tenta ser rápida. Dizem que não há problemas pois os tais conselhos já estão em funcionamento, e é verdade, veja o caso que mostramos aqui do enxovalhe de Machado de Assis, foi aprovado por uma tal de CNIC, Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, apesar do absurdo de deturparem Machado de Assis com montes de dinheiro público, o que nós cidadãos podemos fazer? Nada! Nós não temos voz, eles fazem o que querem, e como a própria Patrícia Engel Secco declarou no programa Globo News Literatura, o projeto veio de dentro do governo, da panelinha, de uma conversa na coordenação de livro e leitura do Ministério da Cultura, o projeto foi para a tal CNIC e foi aprovado com a bagatela de mais de R$1.000.000,00 do dinheiro do brasileiro. Estou sendo bem claro? Se dependesse de tais comissões o projeto do e-reader já estaria condenado, mas depende dos outros deputados que representam partidos diferentes do PT, é a nossa precária democracia que nos protege da ditadura do PT que nos obrigará a sermos felizes com uma pobreza venezuelana.

É necessário entender o motivo da sabotagem da educação de verdade ser prioritário para toda ideologia de esquerda: ela é ruim, fraca e mentirosa e não sobrevive a um debate honesto com pessoas inteligentes e esclarecidas, ela é apenas uma desculpa para grupos vagabundos tomarem o poder e viverem de forma nababesca sustentados pela ditadura do estado, os maiores genocídios do século passado ocorreram em regimes ideológicos de esquerda, não há nada de humano, mas de genocida, e isso mostram os livros com a maior facilidade. Por isso Dilma quer a todo custo barrar o e-reader, pois ele representa a circulação livre de livros que podem educar o cidadão, vemos todo dia propagandas ufanistas da Petrobras na televisão, e todos sabemos da derrota da companhia tomada pelos petistas, os casos de corrupção avolumam-se nas páginas jornalísticas, e mesmo assim eles não tem vergonha na cara de fazer propagandas superlativas gastando mais ainda do dinheiro público, não estão promovendo um produto da companhia, mas sim a mentira do governo. O que custaria seguir a constituição no caso do e-reader? Quase nada perto dos montes desperdiçados pela Petrobras, mas o e-reader é perigoso, torna os livros mais livres e corre o risco de educar o cidadão, que não mais cairá nestas propagandas vagabundas e mentirosas. Não é apenas mesquinharia que impede o e-reader é somente a mais pura inumanidade, a mesma ideologia que proporcionou montanhas de cadáveres.

Muito falou-se sobre o livro do tal Piketty, e isso é patético, qualquer pessoa semi-esclarecida vê o quanto o livro traz uma argumentação patética para justificar o marxismo já ultrapassado e demolido em seus fracos dogmas. Ou seja, qualquer um que tente defender as ideologias da esquerda não é um pessoa muito inteligente e assim não pode enfrentar de maneira frontal e honesta uma argumentação, um livro como “O Capital” só sobrevive se a pessoa nunca leu outra coisa, qualquer um com um pouco mais de leitura vê como as idéias de Marx são fracas, e mais, injustas, o tal valor trabalho é absolutamente ridículo e nega uma realidade básica do ser humano, somos todos diferentes, impor este tipo de “igualdade” é massacrar o ser humano, o tal marxismo que diz revestir-se de um planejamento científico é apenas uma crendice que não resiste ao confronto com a própria realidade. O livro do Piketty fez sucesso não por ter bons argumentos, mas por tentar validar uma ideologia já morta que seus cultuadores não tem mais argumentos; a desigualdade no mundo aumentou? Os mais pobres vivem melhor hoje com maior desigualdade ou antigamente quando a desigualdade era menor? Qual era a desigualdade nos países socialistas onde os líderes vivem no mais alto luxo enquanto a povo vive na mas hedionda pobreza? Não é Cuba um bom exemplo para enterrar o Piketty? Ou seja, como disse antes, este tipo de estupidez só prospera pela ignorância, que os livros livres podem acabar, por isso livro e liberdade de expressão são tão combatidos por todas as ideologias de esquerda.


Toda ideologia de esquerda odeia a democracia pois ela enseja em si a idéia de educação e liberdade individual, mais que isso, democracia não se presta a ser ideologia ou dogma, é um conceito que evoluiu com o tempo e hoje é a nossa melhor prática de convívio social, é ignorância associar democracia só a voto, pois este não é o seu cerne, vota-se quando não se chega a um consenso na argumentação, pois é o debate livre, a argumentação esclarecida o cerne da democracia. Por isso para o cidadão exercer a democracia ele precisa aprender a argumentar, voto unicamente não representa democracia, se assim o fosse 51% poderiam decretar a morte dos outros 49%, isso não existe. Quem resume democracia ao voto não sabe o que é democracia, é a mediocrisação de um debate muito mais profundo que só prospera se aliado à ignorância. O voto pode ser aparelhado e usado para destruir a democracia, os demagogos já o faziam na Grécia antiga, mas a educação de verdade, esta só liberta, e ela hoje está aliada à livre circulação de idéias com livros livres, por isso a constituição brasileira impede que livros sejam taxados, por liberdade de expressão, divulgação da cultura e fomento da educação. Mas quando temos um supremo dominado por membros da nomenklatura, os defensores da constituição e dos direitos individuais salvaguardados na carta tornam-se seus algozes.

Nosso momento atual não deve ser visto com leviandade, estamos na encruzilhada entre a pobreza e a ditadura da Venezuela, ou ao desenvolvimento social que um povo tanto merece, ou tomamos a nós a responsabilidade ou os vagabundos vão nos escravizar na pobreza para manter seus privilégios ditatoriais. Se o mensalão não foi um aviso bom o suficiente onde os dirigentes petistas tentaram destruir a república, o decreto 8243 não podia ser mais claro para criar os “soviets” no Brasil e assim jogar o brasileiro de verdade ao escanteio para que a nomenklatura tome seu lugar. E digo e afirmo mais uma vez: só crescemos com educação, e educação de verdade precisa dos livros livres. Não é uma receita direta, mas é o passo mais fundamental para que possamos ter um país mais humano de verdade. Não vote nulo, vote contra o PT, não vote em branco, vote contra o PT, não deixe de votar, vote contra o PT, e não importa em quem vote desde que não seja o PT, pois como vocês viram, por pior que seja a nossa democracia, a ditadura do PT é ainda pior, por ela o e-reader já estaria proscrito. E vamos cobrar por um sistema eleitoral auditável pois não podemos conviver com a suspeita de fraude, ou o sistema é transparente ou não há confiança em seus resultados, ainda mais com os membros da nomenklatura controlando o processo.

Alex

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quinta-feira, 26 de junho de 2014

3 diferenças entre livros impressos e digitais: a perspectiva de uma editora

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Todo mundo está falando sobre as diferenças entre livros impressos e digitais do ponto de vista do leitor. Quem ama a cópia física fala do perfume das páginas, do toque do papel e como arruma os exemplares na estante. Os que preferem as cópias eletrônicas falam da conveniência, porque podem ler onde quiserem usando um smartphone, tablet ou leitor favorito, todos eles aparelhos leves e que podem armazenar milhares de títulos.
Mas, quais são as diferenças entre os livros impressos sob demanda (conhecidos como "POD" em inglês, de "print-on-demand") e os livros digitais do ponto de vista daqueles que montam o produto? No que os editores têm que pensar e o que eles precisam prever quando o assunto é fazer o design e o planejamento visual do livro? Vou falar um pouco das minhas experiências quando organizei os dois volumes da coletânea Contemporary Brazilian Short Stories (CBSS), dedicada a contos brasileiros traduzidos para o inglês.




1. Numeração de páginas x Cliques interativos
Duas versões do índice:
impresso (acima) e eletrônico (abaixo)
Isso é algo bem óbvio: você precisa numerar as páginas para saber onde parou de ler um livro ou encontrar um capítulo. Porém, isso não é necessário num livro eletrônico, não é? Uma das maiores vantagens da leitura digital é que você pode mudar o estilo e o tamanho da fonte no aparelho. E, depois que um leitor muda essas configurações, você sabe que a maneira como você concebeu o visual do livro digital vai por água abaixo...
Então, o mais importante é compreender a principal diferença entre a cópia impressa e a eletrônica: não é necessário numerar as páginas no último caso, seja no canto da página ou no índice. Do que você precisa mesmo é links no índice para levar o leitor ao respectivo capítulo ou parte do livro.
O mesmo vale para as notas de rodapé, já que elas não aparecerão da mesma maneira (no pé da página) e deveriam aparecer como notas no fim do livro, ou seja, palavras seriam associadas a essas notas por meio de links, em vez de números sobrescritos para organizar a informação.
E, enquanto você estiver com a mão na massa, capriche na interatividade ao criar links em outras partes do livro para páginas externas, tais como o site do escritor ou outros livros que você tenha escrito.
Esses são os passos que eu segui ao editar os livros do CBSS no formato digital: o índice mostra os títulos de cada conto e o nome do respectivo autor com links para cada página relevante. Dessa maneira, os leitores podem clicar e ir direto para o conteúdo desejado.


2. Imagens e páginas de autor
Biografia do autor, versão impressa
Lembra que eu falei sobre o planejamento visual do livro? Então, na versão impressa você pode colocar uma imagem em um canto da página e o texto vai contorná-la. Você pode aumentar ou diminuir o tamanho da imagem para alinhá-la ao parágrafo, isto é, para evitar que muitas ou poucas linhas fiquem ao redor da imagem.
E, onde é que você provavelmente vai usar imagens em um livro? Na página sobre o escritor, é claro! Falando nisso, se você geralmente não coloca uma página sobre o autor no final do livro, tá marcando bobeira! Essa é uma ótima oportunidade de colocar uma breve biografia, dar mais informações sobre os seus livros e a sua carreira e deixar links para o seu site ou outros títulos que escreveu. Hoje em dia, é preciso prender o leitor não só com uma história original, mas com a sua história de vida também!
Biografia do autor, versão digital
Planejar tudo no papel é fácil, mas a melhor coisa a fazer na versão digital é não alinhar imagens com texto. Coloque-a centralizada, acima ou abaixo do parágrafo. Assim, não importa o que os escritores façam para personalizar o visual do texto no aparelho de leitura, a sua imagem nunca vai atrapalhar e o alinhamento não vai ficar esquisito.
Quando editei os dois volumes do CBSS, usei dois modelos: o impresso mostra a foto do autor e uma breve biografia no lado esquerdo da primeira página que traz a tradução do seu respectivo conto e, na versão eletrônica, as biografias foram organizadas alfabeticamente no fim do livro, com a foto posicionada logo acima da biografia.
Na versão eletrônica, ficou tudo mais centralizado, já que os leitores podem ver a foto, a breve biografia e todos os links necessários para saber mais sobre o escritor (e-mail, site/blog, Twitter, Facebook, YouTube e outros livros publicados). Para o livro impresso, por causa do espaço limitado, optamos pela foto com biografia na versão em inglês do conto e a foto com as informações de contato na versão em português (original).

3. Preços e promoções
Ah, o debate que vemos desde sempre, pelo menos desde que surgiram os livros digitais: por que o livro eletrônico às vezes é tão caro quanto a versão impressa? Bom, cada editora ou escritor independente tem seus próprios motivos para estabelecer preços diferentes para cada versão de um livro, mas o que posso dizer da minha experiência pessoal é que os livros digitais podem (e devem!) ser mais acessíveis.
Vamos apelar para a matemática: cada exemplar de um livro físico precisa ser impresso, o que é feito em papel e papel custa dinheiro. A distribuição dos livros impressos também custa dinheiro. Então, se você decidir disponibilizar o seu livro em formato impresso, haverá despesas associadas ao custo da impressão sob encomenda. Com um livro digital você só precisa de um original e várias cópias podem "viajar" pela internet até destinos diferentes, ao mesmo tempo, sem muito custo adicional.
Assim sendo, ao calcular o preço dos seus livros, verifique se ele reflete as despesas correspondentes usando aquelas calculadoras convenientes oferecidas pela sua plataforma preferida de publicação. Durante o processo, você poderá estimar quanto ganhará em royalties e qual será a comissão que a plataforma receberá. E, apesar de maximizar os seus royalties parecer uma boa ideia, você poderá alcançar um público maior se oferecer os livros digitais a um preço mais em conta.
Além disso, se você decidir fazer uma promoção, fica mais fácil trabalhar com cópias digitais. Se você prometeu distribuir livros autografados, por exemplo, precisará comprar algumas cópias (com desconto, obviamente). Foi isso que fiz durante uma palestra para a Associação Americana de Tradutores realizada em San Antonio, no Texas, quando levei 20 cópias para ajudar com a distribuição e promover o projeto. Agora, se você distribuir cópias digitais, poderá pagar bem menos, criar cupons de desconto para algumas campanhas ou até mesmo enviá-los gratuitamente, dependendo do seu canal de distribuição.
Bom, estas são as três principais lições que eu aprendi ao organizar os dois volumes do CBSS. Quais lições você gostaria de compartilhar sobre as suas próprias experiências com publicação?


RAFA LOMBARDINO é tradutora e jornalista brasileira, radicada na Califórnia. Trabalha como tradutora desde 1997 e, em 2011, deu início a uma colaboração com escritores independentes para traduzir suas obras para português e inglês. Além de atuar como curadora de conteúdo no eWordNews, também dirige a Word Awareness, pequena rede de tradutores profissionais, e coordena dois projetos que promovem a literatura brasileira no mundo: Contemporary Brazilian Short Stories (CBSS) e Cuentos Brasileños de la Actualidad (CBA).
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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Do papel para o e-reader.

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No momento que o livro eletrônico tornou-se uma realidade viável com o e-reader a preços acessíveis, o que mais se ouviu falar foi sobre a competição entre o meio físico e o eletrônico, mas esqueceu-se de frisar que o livro é exatamente o mesmo; pela característica física da tela e-ink que reproduz letras do mesmo modo que o papel há pouca ou nenhuma diferença. E por que isso não foi o cerne da discussão? Pois tudo que se fala é no sentido comercial da coisa, o negócio de vender livros ou o negócio de vender papel, sinceramente, para o leitor estas são diferenças marginais. Explico-me, para quem quer ler um livro acredito que o fator determinante é o acesso, digo isto pois passei anos procurando livros em livrarias, e se penso nisso hoje não há como perceber como era uma grande chateação, e impedia-me a tarefa principal que é ler, mas eram momentos de prazer, talvez por não ter alternativa, ler e procurar livros eram a mesma coisa, mas hoje com a facilidade do e-reader, gastar anos procurando um livro parece-me grande perda de tempo, tempo que poderia ser melhor gasto lendo.

O meio eletrônico trouxe aos livros uma mobilidade nunca antes imaginada, com ele a cultura da melhor qualidade pode circular por todas as camadas da sociedade, se até o final do século dezessete livros entravam no inventário dos mortos por serem bens de alto valor, hoje com muita facilidade temos acesso aos mesmos livros, é só querer ler, e o e-reader é tão bom como o papel; mas cuidado, o mesmo não ocorre com o tablet de tela emissora de luz, não permite a mesma concentração, é como se ler no tablet diminuísse o QI de quem lê, textos mais complexos com uma sintaxe cuidada tornam-se desafios, e muita gente que lê bem estes textos em papel não consegue no tablet, é uma realidade, e se perceber, em textos de literatura a sua viagem não é tão viva, o livro de papel ao ser lido desaparece, o mesmo ocorre com o e-reader, mas não com o tablet, por isso ele é um meio inferior para ler. Em textos curtos de sintaxe pobre talvez você não note a diferença, mas ela existe, e na prática te faz um leitor mais burro, com menos concentração e menos capacidade de abstração.

Para quem lê o que se escreve fora do Brasil sobre e-books, outra palavra bem em voga é “discoverability”, seria a capacidade de um livro ser encontrado pelo seu leitor, mais frequentemente é basicamente saber como que o leitor chega a ler um livro para usar como propaganda mais direcionada, mas do lado do leitor isso tem um papel muito maior do que seu simples aspecto comercial. Com a popularização do e-reader, fica muito fácil para autores “imprimirem” seus livros, estamos tão calcados no papel que até nos faltam palavras para descrever o processo do e-reader, antes um livro tinha que ser impresso e distribuído, várias cópias tinham que ser feitas a um custo respeitável, principalmente para quem está fora da indústria do papel, e depois estes exemplares tinham que ser transportados até milhares de pontos de venda, quem está fora do mercado acha que o mais difícil é imprimir o livro, mas a distribuição é muito mais complicada, principalmente para um autor independente que vai fazer isso para apenas um título, quase impossível; e aí ainda vem a publicidade, falar para o leitor que o livro está ali. Tudo isso fazia com que para o autor imprimir, distribuir e ser lido fosse um processo muito complicado e na sua maioria tornavam-se completamente dependentes das editoras, que já tinham suas máquinas montadas para fazer este trabalho.

A editora era um dos portões de barragem do que o leitor lia, o autor para ser lido tinha que passar por critérios nem sempre claros das editoras, e aí muitos livros não viam a luz, nunca chegariam aos leitores, havia um critério mínimo, e muita porcaria era rejeitada e bem rejeitada, mas essa não era uma decisão do leitor e sim do editor, muitos livros “bestsellers” sofreram vária rejeições, Harry Potter é um deles. Hoje é o caso oposto, quem quiser pode publicar seu livro eletrônico com a maior facilidade, o ebook em países com muitos e-readers democratizou a publicação em um nível fantástico nunca antes imaginado, e esses livros com um mínimo de cuidado na edição podem ser lidos com o mesmo conforto que os livros das maiores editoras, não há diferença, pelo menos em relação ao meio. E aí veio uma nova falácia, que os livros ruins auto-publicados estariam poluindo o mercado, pois não tinham o mínimo de cuidado, o que é uma generalização grosseira, há autor sem noção que publica as piores porcarias, mas há da mesma maneira editores sem noção que publicam porcarias ainda piores. O ponto é que do lado do leitor os livros que não lemos nunca interferiram com os que lemos, sempre que entrei em uma livraria lá haviam milhares de livros que nunca iriam me interessar, e nunca me incomodaram, o mesmo ocorre com os ebooks online, e aí vem a mesma palavra: “discoverability”, como cheguei a ler os livros que li.

Acontece que como ler escolher o que ler é igualmente importante, e isso é um caminho pessoal, é como você caminhou pela vida, e nisto ninguém pode substituir a sua escolha, escolher, discernir o que ler, o que te faz sentido para o momento é parte integral do que é ler, por isso livros obrigatórios são tão ruins, eles tiram de ti esta decisão. Lembro de quem indicou-me cada livro, nem todos tem o mesmo peso, tive professores que me indicaram grandes livros, livros que demorei anos procurando e que hoje estão fáceis na internet. Nem todas indicações tem o mesmo peso, tem pessoas que indicam e ignoro, tem outras que tal indicação é um tesouro valioso, muitos livros considerados clássicos li da biblioteca de meus pais, não por indicação, mas por estar sem grana para comprar novos livros e já ter lido todos os meus, raramente releio um livro, assim na falta de escolha Balzac ou Dostoyevsky eram os escolhidos, simplesmente por estarem a mão, ali na estante, pronto a ser lido, na internet mesmo gratuito esta oferta é de milhões.

O livro ainda é o livro, seja de papel ou digital no e-reader, o fato é que o digital é mais simples de “imprimir”, comprar, ler e guardar. A prensa de Gutenberg não mudou o livro, tornou-o mais simples, o e-reader não mudou o livro, que ainda são os mesmos de antes da prensa de Gutenberg, mas muito mais fáceis e acessíveis, é só ler.

Alex
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terça-feira, 27 de maio de 2014

O caldeirão de Machado.

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O projeto acintoso de Patrícia Engel Secco aprovado pelo Ministério da Cultura para destruir a excelência da obra do maior escritor brasileiro gerou muita polêmica, mas incrivelmente a grande maioria das reportagens apenas tangenciou o problema sem nunca cruzar seu cerne, para nosso azar coisas semelhantes são comuns no Ministério da Cultura, mas a desfiguração de Machado de Assis foi demais e atraiu para as aprovações da lei Rouanet uma atenção indesejada, uma vez que um mecanismo de disseminação cultural público é propositalmente usado para sabotar o que há de mais precioso na cultura brasileira, mas além disso, parece ser uma ótima maneira de doar dinheiro público sem esbarrar nos incômodos da lei de improbidade administrativa.

O problema não é alterar a obra de Machado de Assis, mas sim fazê-lo com dinheiro público, obrigando o brasileiro a comprar esta monstruosidade! Seus textos estão em domínio público, podem ser usados e alterados à vontade, mas o que não pode é fazer um texto alterado passar-se pelo legítimo Machado, isso é falsidade! Se vocês olharem a capa do lixo em questão, verão que não há qualquer indicação desta ser uma obra adulterada, está ali o nome do conto: “O Alienista” e o autor: Machado de Assis, o que é uma grande mentira, este texto nunca saiu da pena de Machado! O brasileiro pagou sem ser consultado se queria ou não R$1.000.000,00 aproximadamente para deturpar Machado e José de Alencar, criando um “bestseller” instantâneo, mesmo que ninguém queira comprar o texto mutilado, venderá 300.000 cópias! É um absurdo, mas um amigo levantou um problema ainda pior, este texto falsificado, com esta enorme distribuição, concorrerá com o verdadeiro Machado, quer queiram ou não, quer saibam ou não que este é um texto mutilado. Aí estão os maiores problemas, muita gente comparou esta adaptação com outras já existentes, mas a realidade é que nenhuma das outras foi feita com dinheiro público! Compra quem quiser, o Machado de Assis adulterado é obrigado ao brasileiro que não tem escolha, já pagou, já comprou sem ao menos saber, e estes somos todos nós.


Tal anomia leva a questionamentos muito mais profundos, e o que nos é mais caro é a necessidade do governo PT Dilma inviabilizar o e-reader ao leitor carente brasileiro, o mesmo Ministério da Cultura que aprovou esta barbárie é sumamente contra que o texto constitucional seja aplicado ao e-reader, a acepção moderna do livro, pois com ele o pobre brasileiro ganha liberdade de leitura, a coisa seria cômica se não fosse trágica, criaram uma audiência pública para justificar o boicote ao e-reader, só com quem quer barrar o projeto na Câmara que já foi aprovado na Senado, uma vez que eles não tem bons argumentos para tal, e continuam não tendo, destruímos aqui com a maior facilidade todos os argumentos da tal audiência, é uma verdadeira vergonha. Ao que consta cada exemplar do conto “O Alienista” adulterado custará R$1.67, mas de posse do e-reader o brasileiro pode ter uma coletânea onde encontra-se “O Alienista” original por R$0,00, e não importa a tiragem, 300.000, 600.000, 300.000.000, o preço continuará o mesmo: R$0,00. Mas veja que também pode ter “Helena” por R$0,00, “Ressurreição” por R$0,00, “A Mão e a Luva” apenas R$0,00, e em promoção “Dom Casmurro” por R$0,00, se acha caro pode levar “Memórias Póstumas de Brás Cubas” pelo preço de R$0,00, ou ainda “Memorial de Aires” com preço tabelado em R$0,00, “Quincas Borba” e “Casa Velha” os dois por apenas R$0,00 ambos, quer mais? “Esaú e Jacó” e “Iaiá Garcia” em super promoção por R$0,00, e ainda livros com contos do mestre: “Contos Fluminenses” R$0,00, “Histórias da Meia-Noite” R$0,00 e “Histórias sem Data” R$0,00; todos com os originais de Machado, cuidadosamente editorados pelo nosso colega Paulo, nos formatos para qualquer e-reader. E se quiser também ofereço por este preço promocional uma coletânea com o melhor do mestre Português da poesia: Fernando Pessoa R$0.00, se não bastar-lhe ainda encontrará por aí milhares de outros textos de valor inestimável pelo mesmo valor. E aqui você tem a escolha de comprar ou não, no caso do texto mutilado de Patrícia Secco você não tem esta opção, você já comprou, já pagou, mesmo que não queira.

Frente a tal disparate de gastar um milhão de reais para deturpar a excelência de Machado e ao mesmo tempo boicotar o e-reader para o brasileiro pobre, mesmo indo contra o espírito explicito de nossa carta magna, conduz reflexões mais profundas, e aqui tomo emprestado o caldeirão de Machado para queimar a mediocridade.

Reza certa lenda que uma das peças do mobiliário de Machado de Assis era um pequeno caldeirão usado para queimar os textos ruins, seus e dos outros, e continuando os boatos: foi à luz deste fogo purificador que fundou-se a Academia Brasileira de Letras, hoje dominada pelos restos das cinzas do caldeirão. Os textos queimados representavam o compromisso de Machado com a excelência escrita, aquilo que fosse indigno era deixado para ser devorado pelas chamas do interior do caldeirão. Machado recebeu a literatura por uma linhagem nobre, não de sangue, mas de ofício, trabalhou como tipógrafo, e sabemos pela história que foi por conta dos operadores das prensas de Gutenberg que o público começou a ler, para converter os textos manuscritos nos tipos móveis era necessária a leitura, e assim, lendo os livros sobre os quais trabalham a educação começou a propagar-se; com Machado não foi muito diferente, e o que determinou-lhe o fado da vida foi o acesso a livros, e ainda ouso dizer que o jovem teve com os livros o desfrute que a muitos hoje é negado, por condição ou obrigação. Quem não tem dinheiro, como Machado não tinha não lê, e para fazer uma analogia moderna: dar um livro de Machado a um jovem é como pegar um garoto que começa a andar de skate e colocar obrigado nestas super-rampas altíssimas, se não se quebrar com certeza vai traumatizar, Machado é o virtuoso indisputável da literatura brasileira, como o maior skatista da atualidade, ler Machado não irá quebrar ossos, talvez uma leve dor nas costas, mas com certeza vai traumatizar, denegrindo toda outra forma de livro escrito. Machado não deve ser proibido aos jovens, os mais aventureiros podem arriscar-se, mas nunca deve ser obrigado, forçado. Literatura antes de tudo e no início de tudo deve ser desfrute, só assim o leitor terá forças e animo para ir em frente, e quem sabe, um dia, desafiar Machado e sobreviver aos fogos de sua caldeira.

Desfigurar a obra de Machado através da lei Rouanet usando dinheiro público traz uma série de constatações: os projetos que candidatam-se a esta dinheirama são julgados por uma comissão, a CNIC, ou seja, não é apenas a tal Patrícia Secco a responsável por este ato inominável, mas toda esta comissão, como no caso da refinaria de Pasadena, por ato ou omissão são todos responsáveis, ou seja, como uma Comissão Nacional de Incentivo a Cultura permite que o bem mais valioso da cultura literária brasileira seja deturpado? E a coisa é ainda pior, segundo a própria Patrícia Secco em entrevista ao Globo news Literatura, ela diz que a idéia surgiu em uma conversa na coordenação de livro e leitura do Ministério da Cultura, ou seja, veio de dentro! Não foi apenas um projeto aprovado, mas criado no interior do Ministério da Cultura para destruir Machado de Assis! O que nos faz questionar sobre o mérito e a relevância de todos os projetos aprovados por essa CNIC, além da competência dos integrantes  desta tal “coordenação de livro e leitura”; para vocês verem como a coisa está amarrada na ideologia do governo. O que nos leva ao questionamento de se os projetos aprovados pela CNIC são aprovados por mérito de forma clara e republicana visando realmente incentivar a cultura, ou ele é uma cópia do Ministério do Amor do livro 1984 de George Orwell com o intuito de torturar e destruir o que resta de cultura verdadeira? Pelo tratamento dado a Machado a segunda opção parece a mais real!

Procurei dados atualizados de todos os projetos aprovados pela CNIC, e os registros são escassos, se alguém souber como acessar os projetos e não somente a planilha de valores e títulos, peço que me informe, é necessário passar um pente fino nessa história, já soube de gente muito competente pedindo frações ínfimas da média de preços dos projetos aprovados que teve seus projetos negados. E tem um monte de gente que tem um medo paranóico, não sei se justificado ou injustificado, de criticar o governo pois estão submetendo projetos, existe esta perseguição? Só são aprovados os projetos dos amigos do rei? Só a transparência pode dizer, se há margem para discricionalidade e arbitrariedade a coisa começa a feder! Machado já fedeu!

Infelizmente noto que há em quase todos projetos governamentais de suposto incentivo à cultura popular uma ideologia mediocrizante, oferecendo ao povo apenas lixo e nada da alta cultura herança gratuita deixada por nossos antepassados, uma espécie de cultura autista e auto-indulgente que tudo que faz é incentivar a ignorância orgulhosa; se Machado representa o píncaro da literatura brasileira, essa versão depauperada é a Fossa das Marianas, é ofensivo oferecer esse lixo aos pobres! Rebaixa não só Machado, mas o cerne do que é literatura, e menospreza o brasileiro; com livros desse calibre o mulato pobre filho de um pintor e uma lavadeira que morreu cedo nunca poderia tornar-se Machado de Assis.

Em vez de ensinar música e apreciação musical para pelo menos educar os ouvidos, o que mais se oferece é batuque em lata, e mesmo assim sem a linguagem herdada de nossos antepassados no registro, diversidade rítmica e tímbrica, é a ignorância orgulhosa na música. Em literatura a coisa é um pouco pior, fazem uns saraus de poesia onde só se propaga o lixo; a poesia de história e obras tão ricas, e disponível gratuita na internet nunca é oferecida, mas escrevem umas coisas horrorosas, aplaudem e são aplaudidos, um festival de falta de crítica, auto-indulgência, autismo e com ranço fedorento de ideologia que garante que a pessoa nunca cresça. São coisas que Machado não se dignaria sequer a queimar, o trabalho não vale. E assim alguém como Machado de Assis, que subiu por mérito no posto mais alto da literatura brasileira, por fazer pó desta ideologia nefasta, mesmo morto deve ser combatido, seus livros são o testamento de sua excelência, não há relativismo aí, não é questão de gosto, pela extrema capacidade de sua prosa, involuntariamente humilha a todos que aprenderam a escrever mas não ousam desafiar o mestre, uns o vêem com admiração e conseguem perceber em suas letras uma superioridade insuspeita, outros sem ver, perceber ou conhecer reverenciam o nome, mas a tal superioridade os elude, Machado morto ainda os desafia e precisam destruir a quem os humilha. Ler Machado é uma experiência que faz crescer, o texto desfigurado faz emburrecer, nada há ali do gênio de Machado, nada há ali de literatura, nada há ali que mereça ser lido!

Os homens são inteligentes pois tem no seu desenvolvimento cerebral a plasticidade que todos os animais não tem, aprendemos pois nossa cognição não vem pronta, embutida nos genes, mas desenvolve-se em contato com o ambiente. Um bebê ao nascer só tem a dimensão do seu ego, tudo é ele, é com o tempo e por suas explorações sensórias do ambiente que ele começa a sair do comportamento exclusivo egóico, portanto é absolutamente necessário o contato com o meio externo para desenvolver a inteligência, o melhor mecanismo proposto para o desenvolvimento do raciocínio lógico é um processo de adaptação onde um modelo lógico e coerente existente na mente encontra algo novo que desequilibra a realidade do pensamento, assim é necessário o contato com informações diferentes para provocar esse processo, impossível no reino exclusivo do ego. A nova informação causa um desequilíbrio no processo lógico mental, é ao montar essa informação de forma lógica no sistema existente que ocorre o processo chamado de equilibração, a maneira como a inteligência desenvolve-se. É só através de novas informações, de cultura, que a inteligência desenvolve-se. Todos esses projetos que visam fomentar cultura mas ensimesmam as pessoas são na realidade bloqueios mentais, sem o contato com o universo da cultura humana, sem contato com a grandeza da cultura, não se cresce, não se desenvolve a inteligência; o tal Machado buscou ativamente o melhor da cultura mundial que lhe chegou, e assim desenvolveu-se. É frustrante, escrever no nível de Machado não se aprende na escola, em nenhuma escola, mesmo os alunos nota dez só produzem titica na comparação, esse é um processo individual de apropriação da linguagem escrita, mesmo os milhares de cursos ditos de escrita criativa não dão conta da excelência em Machado, pois tentam criar regras e usar dogmas do que seria a boa escrita, e até hoje ela nunca rendeu-se a essas babaquices, quem copia Machado sempre será um escritor de segunda categoria. Machado mesmo morto é o grande crítico dos contemporâneos, e é essa visão crítica, comparativa que faz crescer que querem destruir, pois ela evidencia o mérito, ostenta para alguns uma superioridade insuportável.

A inteligência e excelência verdadeiras tem uma cisma histórica com os auto-proclamados sábios, temos isso muito bem registrado por Platão que contou as desventuras de seu mestre Sócrates. Ao contrário dos ditos sábios da época, Sócrates não tinha reservas, conversava e debatia com todos, sejam escravos ou cidadãos, e como vocês viram pela minha brevíssima explanação de epistemologia genética, por submeter-se ao contraditório Sócrates acabou ficando mais inteligente que os outros e pelo jeito isso tornou-se notório, pois ou pelos deuses ou pela boca dos cidadãos as meninas de Apolo no  Oráculo de Delfos o nomearam o mais sábio da Grécia. Ciente disto Sócrates postou-se a confrontar os ditos sábios, chegou à conclusão que sabia mais que eles, pois ao que consta nenhum sequer opôs desafio a Sócrates, e eles diziam-se sábios, ao que Sócrates concluiu que se eles que sabiam menos diziam-se sábios, ele que só tinha consciência da sua ignorância monstruosa sabia mais que os sábios, portanto o verdadeiro conhecimento era o de seus reais limites, e assim concluiu com o bordão do “tudo sei que nada sei”. Lógico que os ditos sábios de plantão não ficaram felizes, Sócrates era velho, feio e até pobre, uma figura deplorável pelos padrões vigentes, mas gozava de tal estatura intelectual que causava inveja, precisavam destruí-lo, e assim o fizeram como fazem hoje os que destroem Machado.

Os ditos sábios de ontem hoje proclamam-se intelectuais, mas ao contrário dos antigos, são mais espertos, não dignam-se a argumentar com um borra-botas do cacife de Sócrates ou Machado, calam-se, fogem, escondem-se, pois vai que por descuido encontrem por aí alguém verdadeiramente inteligente e esse os desmascare, seria imperdoável, e desta maneira, não permitindo-se ao contraditório que forçaria seus cérebros à equilibração, não desenvolvem inteligência, se conhecemos os mecanismos da formação consciente, essa é a conclusão lógica, os que se auto-proclamam intelectuais, por serem falsos, por terem que esconder-se, nunca poderão ter inteligência. Sabendo disto um espertinho italiano, vigarista no último, criou uma ideologia com o intuito de subdesenvolver a inteligência, seu nome? Antonio Gramsci, sua hegemonia cultural visa fazer uso prático dos vícios humanos, uma espécie de Maquiavel 2.0; como vimos os falsos sábios em grande maioria ressentem-se de apenas um verdadeiro sábio, perdem e são humilhados no confronto, para que isso não ocorra é que Gramsci teorizou o uso de sua hegemonia cultural, assim unem-se os falsos sábios, que tem muito a perder do confronto com os verdadeiros, e para garantir que não haja confronto de idéias, imbuem-se de destruir os verdadeiros sábios e propagar métodos que impeçam no cidadão o desenvolvimento da inteligência. É por este motivo que a censura é imprescindível a todo regime socialista, pois um único cidadão dotado de voz, inteligência e verdade é capaz de aniquilar intelectualmente hordas de impostores, que temem o embate intelectual, por isso impõem a seus contraditores a destruição física, esta é a hegemonia cultural, destruir qualquer um com um pingo de inteligência e verdade, por isso Machado é um perigo, pois mesmo morto sua excelência aniquila de forma impiedosa os impostores, os falsos intelectuais fogem de sua sombra.

Como vêem, o trabalho regiamente pago com dinheiro público da Patrícia Secco, não é um mero erro, é um método, dentro de um objetivo maior: imbecilizar o brasileiro, por isso o e-reader deve ser inviabilizado, principalmente para o pobre, que deve ser usado de massa de manobra, algo, coisa para usar e jogar fora como fazem hoje. Não estou falando aqui de teorias obscuras de conspiração, falo de fatos que ocorrem hoje, e se só a desfiguração de Machado atraiu reações contrárias, é pois tentaram ir longe demais, o Brasil não é ainda um país exclusivo de jumentos, e Machado mesmo morto defende-se sozinho, pois qualquer um que o leia abre a consciência e vê que nossos escritores em sua grande maioria são um bando do inúteis, incapazes e incompetentes, alegam arte para esconder sua incapacidade textual, falsificam um hermetismo de uma sapiência inexistente, apenas um blefe, e quando alguém paga para ver e as cartas caem na mesa é possível ver que por trás do segredo não há nada. Por isso precisam da hegemonia, por isso escondem-se da forma mais covarde da argumentação franca e aberta, e hoje com a liberdade de expressão advinda da internet sua posição covarde é ainda mais vexaminosa, e desta maneira a exigência para a hegemonia cultural é mais estrita, por isso as fileiras do governismo e seus asseclas precisam tomar medidas mais drásticas, para eles a censura mostra-se urgente!

Chegou a hora dos fogos do caldeirão de Machado fazerem o seu trabalho: queimar a mediocridade, enaltecer o mérito e mostrar que a principal virtude da cultura verdadeira é o desfrute, um tipo de prazer blindado aos medíocres, e é ela que nos faz crescer, desenvolver a inteligência e ter uma vida mais plena e divertida.

Alex
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segunda-feira, 12 de maio de 2014

A audiência privada do e-reader, a tentativa de golpe do PT contra a constituição e a democracia, o enxovalhe de Machado de Assis.

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* Este texto é longo, para ler com conforto pode usar o Calibre ou o GrabMyBooks para transferir o texto para o e-reader.

Quem acompanhou a assembléia constituinte não pôde deixar de ficar apreensivo, o que poderia sair dali como lei máxima brasileira podia ser inominável, flertou-se com todo tipo de absurdo, mas no final o resultado não foi tão ruim, ganhamos uma constituição prolixa, versando sobre assuntos menores, mas para o bem do brasileiro a carta contém os princípios básicos da democracia moderna, acreditem, poderia ser muito pior. Mais do que votações, é a constituição que define o que é ou não uma democracia, pois há lá descrito os direitos do cidadão, e é a garantia dos direitos que faz de alguém cidadão participando de uma sociedade onde todos tem exatamente os mesmos direitos. A este tipo de garantia, de contrato de conduta social, damos o nome de instituição, aquilo que está instituído, que todos conhecem, seguem e está garantido, formado, organizado, criado. Por isso institui-se direitos inalienáveis ao cidadão. A constituição é dita Carta Magna pois vem antes de tudo, é o principio sobre o qual constrói-se todas as outras leis, e nenhuma lei pode violar a constituição; quando um presidente assume jura respeitar a carta, é ela que lhe faculta poderes de governar em nome dos brasileiros(Manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil), mas ela não lhe faculta ir contra a própria constituição, pois é ela que lhe garante o posto, um presidente que viola a constituição é imediatamente ilegítimo! Deve perder seu posto, violou o que jurou defender, o mesmo digo de um juiz do supremo e dos membros da casa legislativa. Devo ainda lembrar que o PT que está no governo recusou-se a assinar a constituição?

Uma constituição não é uma lei transitória, dela constam fundamentalmente princípios, e esses são perenes, e é assim que deve ser interpretada; o nosso melhor exemplo é a constituição Norte Americana e todo o seu período de vigência, além da seriedade com que os cidadãos defendem o texto e seus direitos contra arroubos autoritários do governo, uma constituição por garantir direitos subsidia principalmente o cidadão. Entre os direitos a nós garantidos pela carta está a liberdade de expressão, o direito à cultura e também educação, não há negociação nestes quesitos, a constituição é clara, são nossos direitos líquidos e certos. Para garantir que este direito não seja tolhido de forma indireta do cidadão, foi incluído na carta um dispositivo que impede que o governo taxe livros, jornais e revistas, os veículos da liberdade de expressão, cultura e educação, imagine que um governo resolva colocar uma censura indireta em uma revista e taxa-la para que fique caríssima e não chegue nas mãos do cidadão, não pode! Mas na prática é isso que ocorre ao taxar o e-reader, mas imagine que o governo espertinho, em vez de taxar diretamente a revista, resolve taxar o papel e a tinta necessários à sua existência, não pode! E assim garante a constituição. Os direitos do cidadão são uma garantia contra os arroubos ditatoriais do governo, a constituição regulamenta o governo em nome do cidadão e é sobre este poder que se assenta a carta em seu artigo primeiro. Mais que o conteúdo da carta, ela é fruto de um passado histórico, parte de nossa cultura garantida pela constituição, como eu sei tudo isso? Sei pois li, estudei em livros, muitos legados como herança pelas mesmas pessoas que definiram este caminho histórico que nos trouxe até aqui, é esta mesma educação que garante a constituição, e já sabiam os gregos em sua rudimentar democracia: sem educação e livre expressão para realizar o debate aberto não há democracia, desta maneira educação e cultura são absolutamente necessários para o cidadão exercer sua cidadania, é um bem garantido na constituição, um direito. Quando a Dilma resolve taxar o e-reader, o veículo moderno dos textos escritos, ela viola a constituição em seus princípios mais básicos, tolhendo do cidadão a liberdade de expressão, a cultura e a educação e assim tornando-se uma presidente ilegítima, pois viola a carta ao qual precisou jurar defender para ascender ao cargo.

Será que deixei aqui claro que não estamos lidando com pouca porcaria, mas sim com os princípios básicos que regem a nossa democracia, as garantias individuais mais caras aos cidadãos contra o autoritarismo no governo?

Vamos adiante, já gastei aqui muitas palavras para mostrar todo o nosso caminho histórico e intelectual, se não viram, procurem os posts antigos e sigam os livros que ali indico, é material essencial para o debate informado que nos faz crescer, mas se defendo o livro, sua difusão e um apreço à alta cultura, não é por ser um benemérito abnegado, é pelo prazer de compartilhar um livro, leitura é um prazer de certa maneira solitário onde o livro fala e escutamos, respondemos, mas o livro não nos retruca, há um diálogo de certa maneira unilateral, onde o eu íntimo conversa com as palavras do livro. Ao compartilharmos um livro quebramos esta solidão e damos nova vida a uma obra, é delicioso conversar sobre livros, ver diferentes reações às mesmas palavras que lemos, trocar impressões, e isso vale dos livros de puro entretenimento aos de alta sabedoria, conversar com leitores cultos é muito mais divertido, é gente que não se apega à mesquinhez de uma terra pequena, é gente que sorve o mundo em grandes colheradas, horizontes largos e visão penetrante, é legal conversar com gente educada, aprendemos, crescemos e vemos a vida de uma perspectiva mais ampla.

Outro prazer é apresentar a leitura aos pequenos, guia-los pelos mesmos caminhos que um dia trilhamos com sua idade, e de certa maneira relembramos os nossos momentos mágicos espelhados nos olhos pequeninos, ver um garoto entrar no livro e viver a profundeza dos mares com o capitão Nemo pela primeira vez é inenarrável, seus primeiros passos na Terra Média ou o encontro com o famoso detetive inglês, será possível colocar um preço nisso? Infelizmente é, enquanto os garotos que podiam comprar livros faziam estas viagens magníficas, havia e ainda há os que não podem, os que receberam uns livros de presente e começaram a pegar o gosto pela coisa mas por falta de dinheiro foram expulsos do trem, o que podemos fazer? Livro é caro! Quando podia comprava vários dos livros do Sherlock Holmes baratinhos das máquinas de venda no metrô, vi garotos animados ao perseguir um cão fantasmagórico pelas charnecas, mas além disso nada posso fazer se os próprios pais lutam para manter a comida na mesa, quem lê sabe que é um hábito caro, por isso meu entusiasmo com o e-reader, ele barateia a leitura de um jeito que nunca antes foi possível no Brasil, é o atendimento às minhas preces, mas tem um povinho mentiroso, aproveitador, invejoso, rasteiro e ignorante que quer manter o brasileiro, principalmente o pobre, longe do livro, talvez agora vocês entendam minha rinha com os membros do PT que querem negar este direito ao cidadão brasileiro, é de uma mesquinharia e uma pequenez inominável, coisa de gente desprezível, inumana. O PT tem por ideologia barrar o livro e sabotar a educação pois precisam usar o pobre e ignorante como massa de manobra, uma ferramenta para atingirem o poder e banhar-se no dinheiro público, eles vêem o povo não como gente mas como coisa, que usam e quando não serve mais jogam fora.

Um governo, qualquer governo, é uma excrescência, quanto menos ele meter-se na vida do cidadão melhor, e o livro tem sido durante os séculos o principal aliado do cidadão para escapar de ser um apêndice de uma máquina inumana, o Brasil sofre de duas doenças crônicas: desde nossa fundação como colônia, passando pela nossa independência convenientemente concedida, esta sempre foi uma terra dos amigos do rei, antes literal hoje figurativo, mas é uma mentalidade que envenena até o fundo da alma, pois mina na consciência brasileira a independência do pensamento, o fazer-se a si, o prazer de ver o resultado do próprio trabalho. O brasileiro vive para alimentar parasitas no governo e fora dele, mas ligados sempre ao governo, que nunca cria, suga, não permite o crescimento pois sua voracidade a tudo consome, e assim prosperar por mérito próprio no Brasil é quase impossível e desta maneira não se produz riqueza, conhecimento e cultura é uma nação pobre e que se empobrece por conta do governo, pois o pouco que se produz é destinado a alimentar essa máquina de tortura chamada governo. Na colônia Brasil as prensas foram proibidas; podiam produzir livros, o povo poderia aprender a ler e pensar, mas isso não é coisa de colônia, depósito de escravos. Foi quando a covardia dos Reis de Portugal os fez navegar ao Brasil que foi instalada aqui a primeira prensa em 1808, ainda um “favor real”, aqui só crescem os amigos do rei, banhados em privilégios e excluídos da lei que submete os súditos. Sem livros, sem educação e sem consciência o cidadão nada pode criar, e é só ele o responsável pela riqueza de uma nação, tanto que o Brasil até hoje é uma espécie de paraíso do extrativismo, vivendo de seus recursos naturais abundantes mas finitos. Quem produz, quem cria, é penalizado, até hoje. Sem livros não há consciência e sem consciência não há livros, as pragas do Brasil.

Por este motivo, de tudo que o Brasil e os brasileiros quiserem ser de bom e de nobre, o livro é indispensável, e o e-reader é a melhor, mais barata e democrática forma de disseminarmos a leitura, o livro de papel é ótimo de ler, mas é caríssimo, exige toda uma estrutura que torna tudo ainda mais caro, montar e manter uma biblioteca para emprestar livros é caríssimo! E se dependermos delas para disseminar a literatura o brasileiro está lascado, mas com o e-reader é simples, é só o governo manter-se fora, aliás, como já diz a constituição que não deixa o governo taxar livros, já temos mais celulares que pessoas no Brasil e o e-reader sem o imposto da vergonha que a Dilma e o PT cobram pode custar o preço do celular mais barato! Chegando rapidamente a todos os cantos do país! Esta é uma medida para ontem, fundamental! Pois do livro tudo depende, se não temos mão de obra qualificada para competir com o mundo é por falta de livros, se vivemos na miséria e sem esperança é por falta de livros, se não temos leitores e o analfabetismo aumenta é por falta de livros, se um dia um negro órfão, pobre e epilético prosperou na vida foi por ter livros!

Mas que ironia, enquanto batalho aqui para garantir o direito de todos os brasileiros aos livros, uma pessoa que diz-se escritora, uma tal Patrícia Engel Secco ganhou do governo do PT um milhão de reais para destruir o trabalho de nosso maior escritor, um homem que contra todas as probabilidades, com a ajuda dos livros prosperou e ganhou lugar entre os grandes da literatura mundial, por mérito próprio, não por um favor do rei como é o caso da pretensa escritora que quer destruir Machado com dinheiro público, com o nosso dinheiro! Ela pretende reescrever “O Alienista” para que esteja ao alcance do brasileiro pobre, me dá nojo! É como se o pobre fosse também burro, pois é isso que ela pensa, ler Machado no original está fora de sua capacidade, se assim fosse nunca teríamos o próprio Machado de Assis! Como este negro pobre e órfão de mãe chegou a ler Laurence Sterne? Será que pegou a obra mutilada e simplificada? Segundo Secco: "Entendo por que os jovens não gostam de Machado de Assis. Os livros dele têm cinco ou seis palavras que não entendem por frase. As construções são muito longas. Eu simplifico isso." Não sei ela, mas eu quando comecei a ler recorria sempre ao dicionário para as palavras que não conhecia, inclusive ele era parte do material básico do primeiro ano de escola. Construções muito longas... isso vindo da boca de uma suposta escritora que comeu não sei quantos desses editais governamentais, é o fim do mundo, eu acho patéticos os manuais de redação e (falta de) estilo que mutilam nossa língua obrigando os períodos curtos, pois se quiser tratar qualquer assunto com a profundidade necessária períodos complexos são imprescindíveis, imagina em uma obra literária! Ainda mais de Machado.

Há aqui uma cascata de absurdos, não há dúvida que Machado de Assis é o maior escritor brasileiro, mas nem por isso os jovens devem ser obrigados a lê-lo, fui obrigado a ler “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “Don Casmurro”, odiei, não pela linguagem, mas por serem novelões, tema que nada me interessa, se voltei a ler Machado já mais velho não foi pela estória que continuo a não gostar, mas pela escrita de um mestre. Há poucos mestres da escrita brasileiros, gente que possui texto irretocável, e Machado de Assis é um dos poucos, a escolha das palavras, o ritmo do texto e a complexidade fazem que até um pequeno trecho o transporte, sua escrita tem uma transcendência incomparável, e uma coisa que sempre digo de grandes mestres, você nunca consegue recompor seu trabalho para que fique melhor do que já é, neste sábado a Folha fez esta experiência, pediu a três pretensos escritores que reescrevessem um pequeno trecho de Machado, foi um baile, um vexame, o morto levou de lavada, Santiago Nazarian, Alexandre Vidal Porto e Joca Reiners Terron, mesmo tendo que reescrever trechos ínfimos não chegaram a arranhar a sola do mestre, mostrando de maneira clara e sem disputa quem é. E é esse Machado que a senhora Secco quer destruir, é esta excelência, que é o mais importante da obra que ela quer tirar, oferecer aos pobres apenas lixo! Olhe o que ela respondeu ao Estadão depois da primeira matéria da folha:

"Estou horrorizada. É muito triste pensar que algumas pessoas acham que Machado de Assis, o mestre da literatura brasileira, não pode ser lido pelo sr. José, eletricista do bairro do Espinheiro, que, apesar de gostar de ler, não cursou mais que o primário, ou pelo Cristiano, faxineiro de uma farmácia de Boa Viagem, que não sabe nem mesmo o significado da palavra boticário."
"Fiquei tão ansiosa com o que está saindo que fui para a rua fazer entrevista. Falei com o gari, com o menino do lava-rápido, com o manobrista do restaurante. Ninguém sabe quem é Machado de Assis. É para eles que estou fazendo esse projeto. Vejo mães discutindo, mas não é para os filhos delas. É para a faxineira delas – não é nem para o filho da faxineira que está na escola; é para ela. Quero o livro na casa dos mais simples"

Eu tanto acho que Machado de Assis pode ser lido pelo Sr. José, eletricista do bairro do espinheiro que disponibilizamos Machado de Assis gratuito, é só ter um e-reader que não só “O Alienista” estará grátis, mas muito mais, e tanto acho que o Sr. José pode ler que não vou menosprezá-lo e oferecer lixo falsificado em vez do real, o Sr. José merece saber o que é um verdadeiro mestre da língua portuguesa. E se o gari e o menino do lava-rápido não souberem quem é Machado de Assis, não é através do seu trabalho que descobrirão, pois o que pretende fazer não é e nunca será Machado. Mas pior do que isso é a senhora enfiar a mão no bolso destes brasileiros humildes sem que percebam para lhes vender esse lixo! Eles tem direito de escolha, a senhora pode fazer o que quiser, mas não com o meu dinheiro, e muito menos com o dinheiro do Sr.José, do gari e do menino do lava-rápido.

E aqui mais um dos absurdos, sabem o motivo de muita gente ficar muda e não denunciar esta aberração, é que muitos ou ganham ou estão de olho nesse capilé oficial, por isso não falam nada para irritar o rei, ficam lá de quatro esperando a sua vez de receber a graça, isso me enoja! Mas o mais interessante é que esse dinheiro saiu via renúncia fiscal, o governo do PT aprova seu projeto para que o dinheiro que iria para os cofres públicos através de imposto de uma empresa vá para o seu projeto, assim fico babando para ver quais foram as empresas cúmplices desta sacanagem para dar grande publicidade ao seu feito enxovalhando o maior escritor brasileiro e ao mesmo tempo menosprezando o brasileiro humilde, o mesmo que um dia virou Machado de Assis.

Ao que vimos no conceito do PT para dar caviar ao povo primeiro você mastiga bem e depois cospe na boca do pobre, já que ele não tem nada melhor para comer, tem que aceitar, não tem escolha, por isso eles não querem de jeito nenhum que o princípio constitucional que impede que o governo taxe livros e até o papel para impressão seja estendido naturalmente ao e-reader, herdeiro legítimo do livro de papel. O leitor de posse de um e-reader pode ter todo Machado de Assis gratuito e muito mais, sem depender de esmolar para que alguém lhe cuspa lixo dentro da boca.

Fátima Bezerra é a deputada do PT redatora do projeto do Senador Acir Gurgacz que equipara ebook e e-reader a livro em votação na comissão de cultura da Câmara, obrigando o governo a entender a Constituição como deve ser entendida, já foi aprovado no Senado, mesmo com o PT sendo contra, perderam, o povo ganhou, para assegurar que o projeto não seja aprovado na Câmara Marco Maia também do PT fez com que o processo passasse pela maior burocracia possível para que não corra o risco de ser aprovado e o brasileiro seja livre em suas leituras. A relatora já fez o seu trabalho, usou uma desculpa ruim e esfarrapada para negar o e-reader ao brasileiro, mas pelo jeito não convenceu, tanto que precisou fazer uma audiência dita pública mas que em sua maioria só tem pelego do governo para tentar achar um motivo para barrar o e-reader, foi patético! Vou demolir aqui um a um os argumentos que apareceram na imprensa e complementar as poucas vozes a favor de que o brasileiro tenha um e-reader em mãos e acesso facilitado aos livros. Essa corja quer mentir e dizer que há um consenso em taxar o e-reader, não há! Nem entre os deputados da tal comissão, menos ainda no povo que é 100% favorável à equiparação do e-reader ao livro do texto constitucional, afinal, é ele o suporte moderno dos livros, é hoje o papel e tinta isentos de imposto quando usados para livro.

O Senador Acir Gurgacz mostrou estrema lucidez ao escrever o projeto, e olha que faz tempo, foi em 2010, ele queria fazer um projeto para oferecer livros digitais aos alunos da rede pública de Rondônia, mas verificou que o mesmo seria muito custoso e se assim o fosse estaríamos criando uma divisão social na sociedade brasileira entre os que tem acesso aos livros digitais e os que não tem, aí escreveu o projeto. Se naquela época o projeto já era importante, imagine agora,  ele diz a realidade óbvia: “Como é que você vai separar o livro digital do equipamento? É difícil. Já limitar o equipamento eu considero aceitável, pois a intenção não é fazer com que computadores e tablets sejam isentos. Se separarmos o conteúdo dos aparelhos, o projeto fica manco. Ficaria sem sentido você ter o livro digital e não ter onde lê-lo. Esta é a discussão.” Mais algumas falas extremamente lúcidas de Gurgacz:  “A intenção é corrigir uma distorção que ocorreu com o passar do tempo na Lei do Livro. É um contrassenso considerar como livros apenas o material impresso.” “A isenção diminuiria o preço dos leitores em até 50%”, afirmou ainda que manter o imposto prejudica os estudantes e alarga a distância entre nossa tecnologia e a existente no exterior. Não há o que reparar, sua fala é perfeita, parabéns para o senhor Gurgacz, honrou o que deve ser um Senador, uma pessoa eleita para pensar o bem da república e seus cidadãos! Eu e todos os leitores agradecemos por defender a nossa constituição.

Na fala do Senador a realidade: ”Quem tem acesso hoje aos livros digitais? Só quem pode comprar. O objetivo é garantir livros digitais para as nossas crianças. Mas como vamos isentar os livros digitais sem isentar os equipamentos de leitura? Não tem como.” E aí reside o cerne da questão assim como o livro tradicional precisa de papel e tinta, o ebook precisa do leitor, e só o e-ink consegue a mesma capacidade de concentração do papel, e por suas características a tela e-ink dos e-readers só é boa para leitura, assim é o aparelho que tem por prioridade a leitura, pois para todo o resto ele é ruim.

E aí mostra-se a vil realidade: o governo não quer o e-reader na mão dos brasileiros pois baratearia a leitura fomentando a educação, tudo que o PT não quer, pois precisa manter o brasileiro pobre e ignorante; impedindo-se o e-reader impede-se o ebook pois um não existe sem o outro, é a maior cascata que eles apóiam o ebook, pois sabem que sem o e-reader não há ebook, assim como sem tinta e papel não existem os livros tradicionais; ambos são livros, com os mesmos textos, ambos tem a proteção da constituição.


Frente à legião de paus mandados do governo ainda estavam Sergio Hertz da Cultura: “O grande problema hoje para se vender os aparelhos é o preço. Quando abaixamos os preços, chegamos a triplicar as vendas. Não há justificativa nenhuma para o Brasil ter o e-reader mais caro do mundo”.
“Nossos clientes que possuem e-readers compram quatro vezes mais que aqueles que leem em tablets ou no celular. E aqueles que consomem em nossos três canais – a loja física, a loja virtual e a loja de livros digitais – adquirem seis vezes mais livros que aqueles que consomem em apenas um canal. Ou seja, quanto maior a facilidade ao cliente, mais ele consome.”
"O brasileiro tem anseio por informação, mas tem um problema que é o preço. Não há justificativa nenhuma para o Brasil ter o e-reader mais caro do mundo. Antes de chegar às lojas eles sofrem um aumento de 70% por causa dos impostos"

Alexandre Szapiro pela Amazon foi ainda mais tímido, submisso e infeliz:
“Quem tem de sair ganhando é o leitor e o consumidor brasileiros”, “o grande concorrente do livro físico não é o livro digital, mas outras atividades de entretenimento inclusive digitais que existem. Como o jovem está gastando seu tempo livre?”, Falou da isenção que o papel e tinta possuem no Brasil quando usados na produção de livros, mas não quando utilizados em outras atividades, e comparou o modelo aos aparelhos de leitura, defendendo a isenção apenas para os e-readers dedicados. “Quais são os equipamentos que realmente só permitem a leitura de um livro? É este o debate que deve ser feito hoje”.


 Quando a relatora Fátima Bezerra apresentou o seu relatório, ela não podia dizer: somos contra o e-reader pois para o PT manter-se indefinidamente no governo é necessário que o brasileiro seja inculto, ignorante e miserável, não ia ficar bem, assim inventou um argumento que ela mesma contradisse no próprio texto, primeiro que o e-reader dedicado é exíguo, e depois que não há definição do que seria esse aparelho, patética! Ela mesma deu a definição do aparelho... é como digo da incompetência petista. O golpe fez água, se o PT tivesse maioria mandava votar e pronto, mas ao que parece tiveram que fazer esse circo para dizer que são a favor do ebook mas não querem de jeito nenhum o e-reader, claro que pelos motivos que citei acima, mas não podem admitir, e olha a vigarice: eles vem com um suposto consenso de liberar o ebook mas barrar o e-reader, o aparelho necessário para se ler ebooks, quais brasileiros são otários o suficiente para cair nessa conversa?


Argumento de Ednilson Xavier presidente da ANL (turma dos papeleiros): “A ANL concorda com o conteúdo digital isento, mas no que se refere aos aparelhos de leitura ela se preocupa com dois riscos: o arquivo digital ser refém de quem possui o software e o aparato tecnológico acabar por limitar o acesso ao conteúdo”. “Estamos dando um passo maior que a perna ao aceitar esta avalanche do livro digital”

Meu contra argumento: Hoje o arquivo digital tem formatos abertos e os e-readers lêem este formato, o mercado não possibilitou que nenhum fabricante vede o seu sistema para que o leitor não possa colocar no aparelho seus próprios livros, inclusive os de formato aberto, esta é a realidade, não uma suposição. Quanto ao aparato tecnológico limitar o acesso ao conteúdo, não dá para entender, os e-readers atuais de vários fabricantes não limitam o conteúdo, apenas o DRM das lojas é que o fazem, ninguém conseguiu ainda vender um e-reader que só aceite livros travados. Portanto caro Edmilson Xavier, seu argumento morreu! Tudo é uma desculpa para manter o brasileiro preso aos seus esquemas de papel, não estamos dando um passo maior que a perna, são vocês os culpados do subdesenvolvimento do brasileiro em leitura, só tentamos recuperar o passo.

A karine Pansa da CBL já é conhecida aqui no blog pela suas falas vigaristas sobre livros serem baratos no Brasil, este foi seu argumento: “Não existe dúvida em relação à isenção do conteúdo, mas existe preocupação no que se refere ao suporte, que deve ser discutido de maneira mais ampla e menos rápida, em outro momento, de forma mais profunda”.

Nosso contra argumento: discutido de maneira mais ampla e menos rápida? Devo lembrar a Pansa que esta discussão arrasta-se desde 2010! Não está lenta o suficiente para a senhora? Será que a desculpa para deixar a discussão para o outro momento não é para marcar no dia de São Nunca? Vamos deixar de palhaçada, a coisa é urgente! A cada dois anos sem livros formamos uma nova geração de ignorantes, se já não bastasse o aumento do analfabetismo no Brasil, a péssima proficiência em leitura do brasileiro já é motivo suficiente para correr com o projeto, se dependermos do livro de papel quantas décadas vamos demorar? Até não mais existir um brasileiro instruído para ensinar os outros a ler? É um argumento inútil e protelatório, ridículo mesmo.

Sonia Jardim do SNELL veio com o mesmo argumento protelatório: “O SNEL não é contra, apenas não queremos juntar as duas questões”.

Nosso contra argumento: Tirar o e-reader do projeto inviabiliza o ebook, assim não venham com esse papinho, tudo que vocês querem é manter o brasileiro escravizado ao seu sistema de papel, deixem de ser mesquinhos e pensem no país em vez dos seus próprios umbigos, como a Pansa vocês querem que o e-reader seja avaliado no dia de São Nunca, quatro anos já é tempo demais, já estamos atrasados na história, vocês querem que fiquemos ainda mais atrasados? Não basta termos uma população com 75% de analfabetos funcionais?

O Carlo Carrenho que não participou da audiência, mas é um dos esbirros dos papeleiros sintetizou bem a farsa montada: “Na realidade, há total consenso sobre a desoneração dos livros digitais, o conteúdo. O Poder Executivo, consultado informalmente, já se mostrou favorável à isenção. O Ministério da Cultura também apoia a equiparação do e-book ao livro físico, e não há quem se manifeste contra. Por isso, a estratégia de SNEL e CBL é, antes de tudo, pragmática. Como a isenção dos e-books é um consenso geral, faz mais sentido tirar os leitores dedicados do projeto de lei e garantir a aprovação rápida da isenção do conteúdo, equiparando o e-book ao livro. Mantendo-se na proposta a isenção dos aparelhos, é praticamente certa a oposição do Executivo e o projeto de lei poderá demorar um tempo inaceitável para ser aprovado, ainda mais em um ano de eleições. E o mercado precisa de uma definição fiscal dos livros digitais imediatamente.

Nosso contra argumento: Em troca de uma suposta necessidade de aprovação rápida eles querem tirar o e-reader da jogada, a idéia é afundar o projeto tirando o e-reader, isso sim, mas eles não podem manifestar-se frontalmente contra, em sua maioria esse pessoal é gente com as mãos e pés firmemente colados ao solo enquanto esperam ser agraciados com uma comprinha governamental, por isso comportam-se como cachorrinhos de coleira, submissos à censura, por isso o aparelho e-reader os assusta muito, pois com ele o leitor torna-se independente de seus esquemas e assim nem se justificaria o capilé oficial se há outras maneiras dos textos chegarem aos leitores. Perceberam a farsa? Para naufragar o projeto inventam uma necessidade premente de uma regulamentação do ebook, mas ao mesmo tempo inviabilizam o e-reader, e sem e-reader não há ebook! Por eles a coisa já está resolvida, chegaram a um consenso, só que nele não inclui os outros deputados, pois se estivessem eles de acordo, o relatório da Fátima Bezerra já teria sido votado e o projeto naufragado. Não meus amigos, não há consenso, a sua audiência particular excluiu justamente nós, cidadãos brasileiros e leitores, isso é uma farsa para tentar pressionar os outros deputados da comissão, que pelo visto não estão do seu lado. Aplaudo o Deputado Onyx Lorenzoni que apresentou voto em separado! Parabéns, continue defendendo o cidadão!

Agora os novos argumentos da Fátima Bezerra: 

“Há um consenso sobre a isenção do conteúdo e achamos que é saudável lhe dar o incentivo fiscal, mas no que diz respeito ao aparelho, queremos deixar que se trabalhe via a Lei do Bem”
“Por que não remeter este assunto para a Lei do Bem?”
"Há um consenso entre nós que é de reconhecer que o livro digital está aí. Queremos democratizar o acesso", disse. "Ninguém discordou que é preciso dar incentivo tributário ao conteúdo digital. O debate está no ponto de vista tributário, da desoneração do aparelho."

Nosso contra argumento: Senhora Bezerra, nos toma por idiotas, vocês não querem democratizar o acesso, afinal, como democratizar o acesso ao ebook sem o aparelho para ler ebooks? A senhora realmente falou da “Lei do Bem”? É muita cara de pau! Uma fábrica de tablets veio para o Brasil e enquadrou-se na “Lei do Bem”, alguém viu queda nos preços? Não! Os tablets no Brasil são caríssimos, principalmente esse da “Lei do Bem”! Aliás, eu adoro esses apelidos que vocês dão nas leis, não há nada de bom ou bem na lei do bem, ela é discricionária, deixa a cargo do executivo escolher quem ganha ou não o benefício, é muito diferente da constituição que garante a todos os livros a isenção de imposto, aliás, por que não chamar de “Lei para Curar o Sofrimento do Povo e da Nação”? Não é mais bonitinho? Em alemão fica ainda melhor: “Gesetz zur Behebung der Not von Volk und Reich“, não é um mimo, é a irmãzinha da sua “Lei do Bem“, e como ela é discricionária, sabe o que ela fez? Foi a lei que deu plenos poderes a Hitler, incrível como vocês tem o mesmo hábito de usar nomes singelos, a senhora é uma socialista e em nome de um suposto interesse nacional quer boicotar o e-reader, poderia dizer que a senhora é uma Nacional Socialista? Ou em bom alemão: Nationalsozialismus. Sabe como abreviam isso? Nazi! Será que posso considerar o hábito de queimar livros apenas mais uma coincidência? Pelo que sei vocês do PT querem uma ditadura no Brasil ou eu estou enganado? Pelo menos é assim que nós chamamos os lugares que tem partido único! Devo lembrar a senhora de que jurou seguir e respeitar a constituição? E para seu desespero ela ainda aponta para uma república democrática com liberdade de expressão, livros sem impostos, acesso a cultura e educação? Cadê o acesso da “Lei do Bem“? Por favor, os brasileiros ainda não são tão idiotas como você precisa.

Para finalizar, um dos esbirros do Ministério da Cultura, aquele mesmo que dá um milhão de reais para destruir Machado de Assis, veio com a fala pronta, ele é Fabiano dos Santos Piúba diretor do DLLLB: “Somos plenamente favoráveis à atualização da lei com a equiparação do livro digital a livro, gozando assim, de todas as isenções garantidas pelas leis supracitadas. Mas daí, incluir o aparelho de leitor digital nesse rol, parece-me um tanto precipitado, necessitando um debate melhor sobre essa equiparação. Nesses termos, o Ministério da Cultura está em fase de estudo e construindo pareceres técnicos pela DLLLB e pela Diretoria de Direitos Intelectuais (DDI)”.

Como podem ver é a mesma ladainha que pautava os papeleiros e os petistas, mas dizem as más línguas que ele estudou bastante para apresentar as questões abaixo, que vamos destruir com a maior facilidade:

1)    "Um aparelho eletrônico pode ser equiparado a livro? E como consequência, será registrado o ISBN de cada aparelho de leitor digital?"

Resposta: Um papel pode ser comparado a um livro? E vários encadernados?  E como conseqüência será registrado o ISBN de cada folha de papel? Como você registra o ISBN da tinta usada nos livros? Essa foi fácil não? Assim como o e-reader não é o livro, o papel também não é, ambos são seu suporte e papel é isento de imposto, assim como a tinta, sério que você estudou para isso? Essa foi ridícula! Responde aí especialista! Melhor esconder-se no seu buraco bem remunerado com o meu dinheiro!

2)    "Vale esclarecer e debater o que significa na proposta da revisão o termo “função exclusiva ou primordial” para a leitura de textos. Então se um aparelho tem como função primordial a leitura exclusiva de textos e como funções secundárias outros aplicativos e tipos de mídia digital, ele será considerado um livro?"

Resposta: Acho que o e-reader e-ink está bem especificado, uma vez que o tipo de tela é ótimo para leitura mas péssimo para todo o resto, e é assim no resto do mundo, como a tela e-ink só serve bem para livros os aparelhos com ela confeccionados tem função primordial de leitura, mas vamos comparar com o papel, se o papel isento de tributos do jornal for usado para embrulhar frutas na feira, isso não pode? Não acontece? E se eu usar o papel isento de imposto para fazer papier mâché, aquilo ainda será considerado um jornal? Cara, até aqui está muito fácil, sabe por quê? Pois é difícil justificar algo injustificável, simples assim!

3)    "Quais as garantias legais que com a isenção fiscal esses aparelhos de leitores digitais serão barateados e aumentaremos com isso o consumo de e-books?"

Resposta: Qual a garantia legal de que o livro de papel sem imposto seja barato? Seria de se esperar que o livro de papel no Brasil por não incidir imposto fosse muito mais barato que nos EUA, pois lá tem imposto, e não é! Touché! A isenção de imposto ao livro de papel só tem diminuído o número de leitores! Eles continuam caríssimos! Qual a garantia Legal que os Tablets na Lei do Bem são barateados no Brasil? Nenhuma! Tanto que são caríssimos! Touché! E o coup de grâce: Com a isenção fiscal do e-reader que é a mesma do livro, se os vendedores nacionais resolverem cobrar caríssimo no e-reader é só o brasileiro importar o menor preço do mundo! O mercado mundial garante o menor preço! Do mesmo jeito que sempre fiz com o livro de papel que não paga imposto!

4)    "Essa proposta de revisão, tal como apresentada, não poderia afetar a livre concorrência?"

Resposta: Muito ao contrário, sem imposto a concorrência é mundial, concorrência mais livre impossível, o protecionismo é uma barreira à livre concorrência. Vamos lá cara, está me decepcionando, essa aqui chegou a ser infantil, coisa de criança do prézinho.

5)    "A equiparação do aparelho de leitor digital e sua consequente desoneração fiscal ampliará necessariamente e de maneira expressiva o acesso ao livro e à leitura?"

Resposta: Se ele não ampliar no mínimo não atrapalha, aliás, se tivesse garantias absolutas o seu departamento teria sucedido em aumentar o número de leitores, coisa que não fizeram mesmo com a montanha de dinheiro que vocês gastam, pelo menos a aplicação do princípio constitucional ao e-reader não custa ao governo, e se custar é sinal inequívoco que o brasileiro está lendo, pois estão comprando e-readers só bons para ler! Acesso ao livro é o primeiro passo, se ninguém comprar e-reader o governo não deixa de ganhar com o imposto, mas se vender e-reader significa que as pessoas vão ler, é o primeiro passo ter o livro em mãos, depois é ler, vai me dizer que não é muito melhor que o milhão que vocês gastaram para dilapidar Machado e José de Alencar? Como justifica que suas ações e todo dinheiro gasto para incentivar a leitura foram um completo fiasco? Bem, você pediu, não é? Quem manda trabalhar onde trabalha e não mostrar resultados com esse salário enorme que te pago?

6)    "Considerando que a primeira diretriz no artigo 1º da Lei do Livro 10.753 de 2003 é “assegurar ao cidadão o pleno exercício do direito de acesso e uso do livro” e que o primeiro eixo do PNLL é a “democratização do acesso”, não seria mais adequado que o acesso remoto ao livro digital ocorra em um número maior e diverso de aparelhos, sejam eles exclusivos para leitura de textos ou não? E complementária a essa questão, qual o impacto de equiparar o leitor de texto digital a livro para os projetos de bibliotecas de empréstimo digital?"

Resposta: Aqui o senhor entra em total contradição, ou se quer um leitor de livros ou aparelhos genéricos, mas há grande diversidade de e-readers, se essa é a lei, por qual motivo só são caracterizados como livro os impressos em papel, a restrição ao papel não diminuiria o acesso, o e-reader é como o papel, tem vários fornecedores, mas todo livro tradicional é de papel, assim como todo ebook é lido no e-reader, simples assim, vocês querem uma garantia que o aparelho seja realmente restrito a livros e ao mesmo tempo querem o contrário? Nessa você realmente estava sem opção, só quero ver as próximas.

7)    "Que países adotam hoje por meio de leis, a isenção fiscal não só para o livro (físico ou digital), mas também para o aparelho de leitor digital? A produção e comercialização do Kindle estão imunes de impostos e seu aparelho está equiparado a livro nos EUA ou na Holanda?"

Resposta: Sério? A maioria dos países é isonômico em impostos, nos EUA ebooks, e-readers e livros de papel pagam o mesmo imposto e livro lá é muitíssimo mais barato que no Brasil, além disso, a isenção de imposto no livro do Brasil é um dispositivo constitucional, está na Carta Magna, ela existe para garantir a liberdade de expressão, e o acesso do povo à cultura e educação, eu entendi errado ou é isso que você quer questionar? A segunda emenda Norte Americana defende o direito do indivíduo ter e portar armas, vamos copiar? O que você faz no seu trabalho? E para ser preciso, o que as práticas de outros países importam para nossas próprias leis? Vamos adotar as leis tributárias americanas em sua íntegra? Cara, você é muito fraco, espero que esse seja apenas o seu trabalho e não de uma equipe, pois a coisa está feia.

8)    "Por que esses aparelhos não podem ser produzidos no Brasil, inclusive podendo contar com isenções de impostos por meio da lei específica que trata do incentivo à inovação tecnológica e do programa de inclusão digital?"

Resposta: Se esta é sua última pergunta você já era! Esses aparelhos não podem ser produzidos no Brasil pois nós não tempos tecnologia para produzir um simples chip de computador, não temos competência nem para isso, países investiram em educação para chegar a ter uma fábrica de micro circuitos integrados, investiram em livros para o povo, nós não temos esta tecnologia! E nem o governo do PT tem competência para desenvolver toda a infraestrutura necessária. Uma patente no Brasil demora doze anos para sair, como é possível inovação tecnológica assim? Mas você deve estar falando não em produzir,mas em montar kits vindos da China, e-readers vendidos nos EUA são fabricados na China, e-readers vendidos no Canadá também são fabricados na China, e-readers vendidos na Alemanha também são fabricados na China, é mais barato, eles tem tecnologia, mão de obra especializada e não tem leis trabalhistas, é uma ditadura comunista! Agora, isenção de impostos? É da tal “lei do bem” que você está falando? Aquela que não diminuiu o preço do tablet em um mísero centavo e ainda temos os aparelhos mais caros do mundo? É isso que você chama de acesso? Cara, você é muito fraco, se fosse meu funcionário já estaria na rua, mas espera, você é! Por que motivo ainda não foi demitido?

Como vocês viram não existe um bom argumento para não dar ao e-reader o tratamento que manda a constituição considerando a hermenêutica mais simples, e isso indubitavelmente beneficia a todos os brasileiros, os motivos ideológicos do PT saltam aos olhos e mostram suas reais intenções em relação ao  Brasil, hoje Dilma e o PT são cúmplices da tortura que se pratica na Venezuela, quanto tempo vai demorar para a mesma tortura ser praticada no Brasil? Lembrem-se: todos os calhordas começam queimando livros! Todos os calhordas odeiam livros! Hitler não tomou o poder pela força, mas sim pela burocracia do estado, depois veio a força, a tortura, as mortes e os campos de concentração, na Paris ocupada todos se calaram, a maioria era colaboracionista dos Nacionais Socialistas, poucos tinham a coragem de ir contra, ser da resistência, mas depois da guerra todos se diziam resistência, mesmo os mais nojentos colaboradores! Quem é você? Vamos resistir à tomada de poder que pretende o PT! Vamos incentivar o que há de bom no ser humano e isolar a mesquinharia! O Brasil somos nós que fazemos, precisamos de e-readers já!

Alex


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