sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Contos Digitais no Blog: Excesso de Liberdade?

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Vocês já devem ter notado que o blog lançou a proposta de editar contos de autores desconhecidos, é um banner que fica aqui ao lado, incomodando-lhes, e um post já quase perdido na imensidão de material que aflora no cotidiano de nosso universo. Esta não é uma experiência qualquer, pode parecer simples e despretensiosa, e é; mas reflete a imensidão de possibilidades que descortina-se na literatura digital. Mudar o livro do papel para tela não é só uma mudança de meio, mas uma mudança radical em todo o processo editorial desde a prensa de Gutenberg. Nós, que antes de mais nada, nos situamos como arautos da literatura digital, não podemos deixar de levar em conta a imensa liberdade editorial que vem no processo digital, e nos colocamos no lado oposto, o de editores digitais, apostando firme nas imensas possibilidades que este meio traz para a literatura e leitores.

É com base neste princípio que nos propomos à tarefa editorial de organizar uma coleção de contos, muitos nos cobram uma data limite para submissão de material, coisa de concursos literários, ou um tema para restringir o universo, para quê reduzir a liberdade? E assim a nossa simples proposição de certa maneira choca-se com o antigo mundo editorial. Nossa proposta não é um concurso ou competição, não precisamos escolher um melhor, mas sim escolher todos os textos que desejamos compartilhar com os leitores, desta maneira, não é algo que vai ter um ganhador independente da qualidade ou pertinência do material, como o são os concursos, que refletem apenas uma classificação sempre duvidosa entre os participantes: se o nível geral é ruim o ganhador não deixa de ser ruim, ele é apenas o melhor dos piores; e se o nível geral é bom, em teoria sobressai o melhor, em detrimento aos outros bons escritores. Como poderíamos colocar a competir Shakespeare, Victor Hugo, Tolstoi e Hemingway e anunciar um primeiro colocado. A bem da literatura, podemos publicar todo o material de qualidade que recebermos, nosso compromisso é com o leitor. Assim como podemos publicar em qualquer tamanho, de poucas linhas a milhares de páginas, coletânea de contos ou contos individuais, livros inteiros ou seriados, a depender do material que nos chegar às mãos; também não vamos publicar tudo que for enviado, ou nada publicaremos se não tiver mérito. Se já tiveram a curiosidade de ver quem escreve o blog, pode perceber que somos um conjunto plural com gostos variados, mas acredito que concordamos que em nossa pequena experiência editorial, os textos que devem ser publicados são aqueles que nos fazem querer dividir a literatura com os amigos, assim como fazemos com os textos que lemos e gostamos, é prazeroso partilhar literatura, e ao encontrar um bom livro, que nos empolgou, seja por qual motivo for, queremos partilhá-lo. Por mais diferenças que tenhamos entre nós, e acreditem quando digo que são muitas, concordamos que devemos levar a público o material que nos despertar este desejo.

O principal objetivo aqui é dar uma vitrine aos bons escritores desconhecidos, e também neste processo presentear e compartilhar com os leitores os tesouros descobertos. Escolhemos o conto, mas não o limitamos em tamanho, ficando este à discrição do autor, pois o conto é o meio mais desafiador para o escritor, pela sua brevidade as palavras devem ser bem escolhidas, as frases bem compostas, pois não vão perder-se na imensidão de outras frases. A maioria dos grandes escritores reconhece o conto como este meio desafiador e o consideram um excelente exercício da habilidade de escrever. Um bom contista, se tiver argumentos, será um bom romancista, mas o inverso não parece ser verdadeiro, pois o conto representa um desafio maior na destreza do escritor.

Até o momento recebemos relativamente pouco material em relação à visitação diária que recebemos, e em sua grande maioria, os contos são do tipo literário, aquele espécime de literatura que os metidos a escritor gostam de ler, mas que o público em geral evita como o diabo foge da cruz. E aqui vai um alerta, neste tipo de literatura, a linguagem é de suma importância, pois de certa maneira constitui o foco principal de interesse, ao contrário da literatura de gêneros, que vem da linhagem dos contadores de estórias, onde o enredo sobressai-se a escrita, o literário representa a continuação da tradição escrita, e o novo autor será comparado com todos os seus predecessores. Se é este o jeito que pretende escrever, aconselho o autor a desafiar os grandes escritores da história e ver como seu texto posiciona-se em relação a eles. Leia os grandes, desafie-os, e os vença; se for capaz. Nesta briga não existem segundos lugares, mas muitos primeiros.

Senti falta da literatura de gênero: policial, sci-fi, horror, e muitos outros, neste o autor deve concentrar-se em desenvolver uma boa estória, por mais que a linguagem seja importante, se o autor não adentrar na escrita literária, escrever apenas “ok”, sem grandes pecados, é o jeito de contar, junto com a estória que vão enredar o leitor. É mais simples na escrita e desafiador na arte de contar uma estória, criar um argumento original e crível para o leitor. Talvez nós brasileiros não tenhamos tradição neste tipo de escrita, mas sempre é tempo de iniciar, levando em conta a literatura mundial, bem prolixa em bons exemplos: Tolkien é um bom escriba e um bom escritor de gênero, já o Philip Pulman, Dan Brown, Rowling, são maus escribas, mas bons escritores de gênero, a linguagem não é o foco de seu trabalho, mas sim contar uma estória e nos maravilhar.

Aqui surge uma pergunta: Onde estão os bons autores da língua portuguesa? Mestres da pena e contadores de estórias os desafiamos a mostrarem aqui seus trabalhos, apareçam os que nunca tiveram possibilidade de apresentar-se ao grande público. Será que existem? Onde estão? Este espaço é seu, se assim o merecer!

Alex
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Entrevista com Erick Santos Cardoso da Editora Draco

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A Editora Draco, é especializada em literatura fantástica, sendo uma das pioneiras neste nicho no Brasil, e ela acaba de lançar seus livros na Amazon, por conta disso fizemos uma pequena entrevista com o Erick Santos Cardoso, Editor da Draco.


Conte um pouco como surgiu a Draco?

A Draco é um projeto que vem desde a época da faculdade e que inicialmente se proporia a publicar quadrinhos brasileiros. Aprendi logo as dificuldades de distribuição e vazão de grandes tiragens, o que pôs o projeto em pausa. Usando a experiência que consegui por trabalhar há mais de 14 anos no mercado editorial, e graças a advento das tecnologias de impressão digital, que permitem baixas tiragens a preços acessíveis, resolvi trabalhar com a literatura de gênero, um terreno que vi como pouco explorado em 2009 quando visitei o Fantasticon. A presença de público e de produtores de conteúdo era muito pequena. As últimas edições foram bem melhores, um bom representativo do crescimento do mercado de literatura de gênero/entretenimento.

E como é o mercado de Literatura Fantástica no Brasil?

Quando a Draco surgiu, o mercado estava muito ligado às publicações de demanda, ou seja, financiadas por autores, mas também havia algumas casas que trabalhavam com o modelo tradicional, no qual a editora se interessa por um original e investe nele, cabendo ao autor uma porcentagem das vendas. Como sempre gostei muito de ilustração e fantasia, comecei a trabalhar reunindo os veteranos que já vinham atuando e também lançando novos autores por minha conta, o que ainda era raro. Hoje em dia há muitas editoras apostando nos nossos autores e acho muito compensador fazer parte desse processo. Percebi também que a aceitação das livrarias melhorou, o que nos dá o acesso aos leitores de ficção científica, fantasia e terror que sempre existiram e sempre existirão, mas que até pouco tempo contavam apenas com traduções de publicações estrangeiras de sucesso.


Porque agora vocês resolveram investir em Livros Digitais?

Publicamos os primeiros títulos só em outubro de 2011, não viemos antes porque estávamos entendendo como o mercado se posicionaria, pois a tecnologia sempre foi um interesse meu e procuro acompanhar o que surge. O que era um tímido movimento para regularizar questões de direitos autorais e varejo no Brasil, agora vira uma questão de urgência, por conta da chegada de empresas de tecnologia que já vêm trabalhando com formatos digitais. Apple, Amazon e Google são os nomes mais expressivos, mas já temos distribuidoras brasileiras e varejistas comercializando os livros digitais e audiolivros. Os novos editais de compras de governo que incluem formatos acessíveis e digitais também são indicativos de uma mudança do mercado para atender esse futuro que já chegou.

Qual a posição da editora em relação ao DRM?

O DRM é um mal necessário, precisamos oferecer o mínimo de segurança para os autores que apostam conosco nesse caminho que ainda está sendo aberto, pelo menos no Brasil. A discussão rende muito, mas posso resumir dizendo que tenho certeza que haverá um dia em que DRM ou mecanismos de proteção de cópias sejam irrelevantes, mas antes disso precisamos dar disponibilidade abrangente, preços justos e acesso rápido do público ao conteúdo legalizado.



Como vocês lidam com a Pirataria?

É como eu disse acima, precisamos disponibilizar o conteúdo legalizado no maior número de lugares possíveis e com preços justos, além de continuarmos batendo na tecla da importância da aquisição dos livros pelos leitores, senão nunca teremos escritores brasileiros profissionalizados e que se dedicam apenas a contar histórias. As baixas tiragens e leitura de nossos escritores fazem com que  produzam literatura apenas como um hobby. Quando pudermos ter profissionais da literatura a pirataria se tornará menos nociva, mas ainda é um caminho comprido e muito mais complicado do que podemos prever.


Qual a fórmula que a Draco vai utilizar para determinar o preço final ao consumidor brasileiro?

Na campanha do #AnodoDragao, nossos preços serão iguais, US$ 4,99 para os romances e US$ 0,99 para os contos. Para a nossa realidade estão cerca de 70 a 80% mais baixos que as versões físicas, enquanto lá fora o preço do ebook para edições mais tradicionais se aproxima dos US$ 10,00, sendo mais caros que as versões de massa US$ 7 ou 8,00 (os pockets em papel jornal, não o capa dura que são os livros quando lançados e custam em média US$ 30,00). Isso é um esforço para popularizarmos a leitura digital, mas também é um recurso para chegarmos a esses leitores. Sabemos que não necessariamente quem lê ebook é quem lê um livro impresso, que tem ainda a questão do colecionador, de ter na estante. Há uma relação de afeto com o objeto livro, eu mesmo tenho mais de 2000 (não os da Draco, rs) só em casa... Para o futuro pensamos em torno de 50% do preço do impresso como um bom número, mas só a experiência que tivermos esse ano pode mostrar o que podemos esperar.


Uma tendência atual do mercado são os Singles, livros curtos com baixíssimo custo, vocês têm planos para este formato?

Na verdade acabamos de anunciar os primeiros lançamentos, as primeiras capas e títulos já estão disponíveis aqui. Todos os singles custarão US$ 0,99 com o preço estimado para o Brasil de 2 ou 3 reais. O nosso primeiro título já está disponível, é um conto meu chamado O Turista.
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E como está sendo a resposta dos leitores a este formato? Há alguma resistência? As vendas estão indo bem?

Logo na primeira semana já houve boa saída de todos os títulos publicados, além de muita repercussão e comemoração pelas redes sociais, o que é muito bom e mostra a carência dos leitores de ebooks brasileiros por material nacional. Não vamos desapontá-los, um dos objetivos do ano será disponibilizar simultaneamente os impressos e os digitais para os lançamentos que virão.

E os autores, como estão se posicionando em relação ao formato digital? Há muito receio da parte deles, ou gostaram da novidade?

Alguns autores têm medo da pirataria, têm medo que a experiência seja prejudicada porque temos projetos gráficos especiais para cada livro. Mas aí é o nosso trabalho convencê-los de que vamos transpor tudo o que pudermos para a edição digital e garantirmos que só vamos comercializar com varejistas sérios e que produzam números confiáveis e controle adequado dos conteúdos. Todos estamos apostando nesse formato e muito confiantes, dados os primeiros resultados.

Quais deveram ser os próximos lançamentos, que veremos disponíveis na Amazon e em outras livrarias Brasileiras?

Já estão no ar quatro títulos, três romances e um conto. Mas na fila de espera há mais 5 títulos, os materiais são checados pela equipe da Amazon e só depois vão ar. Além do nosso controle de qualidade, que checa a navegação e conversão adequada de estilos e imagens, também temos que aguardar o aval deles. Acho que vale a pena, no fim das contas. E vamos lá, os ebooks estão aí e são uma ótima chance para conversarmos com leitores em língua portuguesa que adquirem os livros instantaneamente e sem fretes, não apenas brasileiros que morem fora do país, mas a possibilidade de sermos lidos e vistos por pessoas do mundo inteiro. E não há nada que um autor mais queira do que ser lido.

Livros já publicados:
O Turista (Portuguese Edition)
O Baronato de Shoah - A Canção do Silêncio (Portuguese Edition)
Selva Brasil
Neon Azul (Portuguese Edition)
A Torre das Almas (Portuguese Edition)
Eclipse ao pôr do sol e outros contos fantásticos (Portuguese Edition)
A coleira do amor (Portuguese Edition)
O cheiro do suor (Portuguese Edition)
Brazil reloaded (Portuguese Edition)
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Paulo Coelho ensina o caminho

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Essa semana, Paulo Coelho, o autor brasileiro que mais vendeu livros no mundo, causou um alvoroço na mídia ao publicar em seu blog pessoal uma declaração defendendo a "pirataria" de livros (ver aqui).

Na verdade, a postagem de hoje não tem por finalidade de discutir sobre pirataria de livros, muito pelo contrário, venho compartilhar com vocês leitores os quatro videocasts do autor Paulo Coelho, denominados Coelho Office, pelos quais ele compartilha como se processa a criação de um texto, ou melhor, de um livro, tomando com exemplo seu último livro Aleph.

Apesar de todo a polêmica que as obras do escritor possa gerar, os ensinamentos que ele coloca nos 20 minutos de vídeo são preciosos para aqueles que aspiram ser escritores.

Todos os vídeos são em inglês com legendas em português.

Coelho Office  - Escrevendo I





Coelho Office - Escrevendo II: O Quebra-cabeça





Coelho Office - Escrevendo III: A Inspiração





Coelho Office - Escrevendo IV: O Livro Deixa o Autor
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O que você lê ?

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Caros leitores do blog, vocês já devem saber que lançamos um e-book. Mas não queremos parar por aí, pretendemos lançar mais livros de qualidade, tanto para venda, como para disponibilizá-los gratuitamente.
Aí a questão que nos vêem a mente é: O que publicar?
Claro que temos nossos gostos e muita coisa para recomendar, mas este blog não é um caminho de via unica, queremos a sua opinião, que tipo de livros você gostaria que lançássemos?
Romances, Poesia, Dramaturgia, Cursos?
Qual estilo? Comédia, Drama, Horror, Ficção Científica?
Quais autores de domínio público merecem uma boa edição?
Quem você gostaria de ver traduzido que ainda não foi?
Enfim, com a sua resposta poderemos disponibilizar mais material que agrade ao seu gosto.
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Folheando um e-book

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Um dos argumentos de quem não gosta do livro eletrônico é a impossibilidade de folhear os livros, agora isso é possível, pelo menos no Ipad.
Três pesquisadores do instituto KAIST desenvolveram um software demo que cria a possibilidade de correr entre as páginas entre outras coisas:





Fonte: The Digital Reader
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Análise detalhada do Duokan

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O Leitor Kelton Actis preparou o texto abaixo analisando sua experiência com o Duokan:

O Duokan (o nome é uma representação fonética da palavra chinesa 多看, que significa algo como "veja mais" ou "leia mais") é um sistema alternativo desenvolvido para alguns modelos do Kindle. Inicialmente ele foi desenvolvido porque o sistema original não oferecia suporte a caracteres dos idiomas falados na China, o que tornava o aparelho muito pouco interessante para quem gostaria de ler livros na sua própria língua por lá.  Os chineses então resolveram criar o seu próprio sistema para conseguir ler seus livros no aparelho da Amazon.
Eles trabalharam tanto no seu próprio sistema para o Kindle, que ele acabou ficando melhor que o sistema original em alguns aspectos, passando a despertar o interesse de pessoas em outros países. Ele recebeu traduções para outros idiomas, e hoje está espalhado por aí. Mas o que o Duokan tem de bom que o sistema original do Kindle não tem?


1 - Manejamento de arquivos via Wi-Fi

Sim, é isso mesmo. O Duokan cria um pequeno servidor na sua rede wi-fi, fornecendo acesso ao seu conteúdo a qualquer computador que esteja conectado à mesma rede sem fio. Na versão em inglês, esta opção está presente no menu sob o nome de "WiFi Data Transfer". Basta clicar nela com o Wi-Fi ligado, e o Duokan te dará um endereço que deve ser digitado na janela do Windows Explorer. Você poderá acessar os seus arquivos como se estivesse usando um cabo usb.

Além disso, há um serviço se entrega de arquivos via e-mail semelhante (mas não tão bom quanto) ao do Kindle. Você receberá um e-mail como usuario@iduokan.com, para o qual deverá enviar os seus arquivos.


2 - Navegação por pastas

No sistema original do Kindle, o máximo que podemos fazer é organizar os itens por coleções, já que ele se limita a apresentar uma grande lista com todos os seus arquivos. Mas no Duokan, é possível navegar pelas pastas armazenadas no seu Kindle e encontrar os arquivos desejados na pasta em que você os colocou via usb.


3 - Customização

No Duokan, você pode adicionar os seus próprios descansos de tela e as suas fontes preferidas (basta colocar tudo nas pastas apropriadas). Além de poder escolher a sua própria fonte, você pode alterar o espaço entre os parágrafos, e até definir qual será o tamanho das margens à esquerda e no topo.

Você pode escolher ainda a cada quantas viradas de página o Duokan fará o page refresh (aquele momento em que toda a tela fica preta, que no Kindle 3 ocorre necessariamente em todas as viradas de página).





4 - Suporte a arquivos ePub sem DRM.

Uma das principais reclamações em relação ao Kindle é o fato de ele não suportar o formato que é o padrão mundial quando se fala em e-books. Ter um e-reader que lê mobi e não lê ePub é como ter um audio player que só toca wma, sem aceitar mp3. Você sempre pode fazer uma conversão, mas seria muito mais cômodo se ele simplesmente aceitasse o formato mais popular!
Pois bem, com o Duokan você pode ler ePub razoavelmente bem, e também ler arquivos mobi sem DRM (o suporte ao formato mobi foi implementado em uma das últimas versões e ainda não é tão bom quanto o suporte ao ePub).
Assim como no Kindle, nos arquivos ePub, mobi e txt, o Duokan permite fazer marcações e anotações.
Ele também possui suporte a dicionários, mas colocá-los no Duokan não é tão simples quanto no Kindle, e eles não apresentam a mesma qualidade.
Há suporte à função text to speech em mandarim, cantonês e inglês, com vozes masculinas e femininas. Este recurso, entretanto, não atinge o padrão de qualidade atingido pelo seu correspondente no sistema original.
O usuário também pode definir na opção "Start Auto Next Page" um tempo padrão após o qual o sistema avançará automaticamente para a próxima página do documento (eu pessoalmente não vejo muita utilidade pra essa função - é o cúmulo da preguiça).


5 - Um music player de verdade.

OK, você não vai ter a mesma experiência que tem ao ouvir música no seu computador ou no seu celular. Mas pra quem quer ler um livro ouvindo um sonzinho, o Duokan oferece um music player com comandos avançados em relação ao do Kindle, que inclusive pode ser acessado durante a leitura de qualquer arquivo.

6 - Estatísticas de leitura

Outros e-readers, como o Kobo, oferecem estas estatísticas. O Duokan também oferece este controle no seu Kindle:

6 - Leitura de arquivos PDF com qualidade.

É aqui, sem dúvida, que o Duokan brilha (os outros recursos sozinhos não me fariam instalá-lo no meu Kindle). Veja o vídeo:







Conclusão: o Duokan é melhor que o sistema original do Kindle? Não. Cada um tem seus pontos fortes e seus pontos fracos. Por ser um sistema mais maduro, cheio de serviços periféricos prestados pela Amazon e desenvolvido por quem também projetou o hardware, o sistema original do Kindle ainda é melhor: se eu tivesse que escolher entre um dos dois, jamais abandonaria o sistema original para ficar com o Duokan.

Por sorte, é muito fácil alternar entre um e outro (basta, basicamente, reiniciar o aparelho e escolher o sistema desejado). Os dois sistemas se complementam e certamente juntos podem fazer do seu Kindle um aparelho muito mais completo.

Quem conhece o Duokan há algum tempo sabe que ele melhorou muito. Ele está em constante evolução, recebendo sempre atualizações semanalmente ou a cada quinzena.

Vale a pena instalar o Duokan no Kindle? Talvez sim. Ele tem muito a oferecer, como você pode perceber. Mas instalar um software não oficial em qualquer aparelho é sempre um risco... como aplicativo não-oficial que é, ele fará você perder a garantia do seu amado Kindle e pode implicar riscos ao funcionamento do aparelho. Se você decidir instalá-lo, leia atentamente as instruções e advertências voltadas ao seu aparelho nos links abaixo.

A versão mais atual do Duokan é a 2012 (que unificou os antigos 'Duokan' e 'Duokan Lite') e no momento está disponível para K3 (Kindle Keyboard) e K4NT (Kindle 4 não touch).

Para maiores informações sobre o Duokan, acesse o tópico correspondente no MobileRead: http://www.mobileread.com/forums/showthread.php?t=150175&highlight=duokan+lite+official

Site oficial do Duokan em inglês: http://en.duokan.com/

Post anterior sobre o Duokan no EbookBR: http://www.ebookbr.com/2011/09/duokan.html

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Ebooks a R$3,00

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Essa notícia já é velha, mas só hoje achei um vídeo da própria L&PM falando sobre a sua série 64 que disponibilizará e-books à R$3,00 segue o vídeo.



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